Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
25/12/2019
É Natal
Quando chega o Natal, gosto de
contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor
tão apoucado, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente Se quis
apresentar desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo
diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã
sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria.
Não conseguiremos jamais o verdadeiro
bom humor se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele.
Insistirei de novo: vedes onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns
paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com
humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de
ajudar os outros.
É corrente, às vezes até entre almas
boas, criar conflitos íntimos, que chegam a produzir sérias preocupações, mas
que carecem de qualquer base objectiva. A sua origem está na falta de
conhecimento próprio, que conduz à soberba: o desejo de se tornarem o centro da
atenção e da estima de todos, a preocupação de não ficarem mal, de não se
resignarem a fazer o bem e desaparecerem, a ânsia da segurança pessoal... E
assim, muitas almas que poderiam gozar de uma paz extraordinária, que poderiam
saborear um imenso júbilo, por orgulho e presunção tornam-se desgraçadas e
infecundas!
Cristo foi humilde de coração. Ao
longo da Sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio.
Começa por estar nove meses no seio de Sua Mãe, como qualquer outro homem, com
extrema naturalidade. Sabia o Senhor de sobra que a Humanidade padecia de uma
urgente necessidade d’Ele. Tinha, portanto, fome de vir à terra para salvar
todas as almas; mas não precipita o tempo; vem na Sua hora, como chegam ao
mundo os outros homens. Desde a concepção ao nascimento, ninguém, salvo S. José
e Santa Isabel, adverte esta maravilha: Deus veio habitar entre os homens!
O Natal também está rodeado de uma
simplicidade admirável: o Senhor vem sem aparato, desconhecido de todos. Na
Terra, só Maria e José participam na divina aventura. Depois, os pastores,
avisados pelos Anjos. E mais tarde os sábios do Oriente. Assim acontece o facto
transcendente que une o Céu à Terra, Deus ao homem!
Como é possível tanta dureza de
coração que cheguemos a acostumar-nos a estes episódios? Deus humilha-Se para
que possamos aproximar-nos d’Ele, para que possamos corresponder ao seu Amor
com o nosso amor, para que a nossa liberdade se renda, não só ante o
espectáculo do Seu poder, como também ante a maravilha da Sua humildade.
Grandeza de um Menino que é Deus! O
Seu Pai é o Deus que fez os Céus e a Terra, e Ele ali está, num presépio, quia non erat eis locus in diversorio,
porque não havia outro sítio na Terra para o dono de toda a Criação! (Cristo que passa, 18)
Nosso Senhor dirige-se a todos os
homens, para que venham ao seu encontro, para que sejam santos. Não chama só os
Reis Magos, que eram sábios e poderosos; antes disso tinha enviado aos pastores
de Belém, não simplesmente uma estrela, mas um dos seus anjos. Mas tanto uns
como outros – os pobres e os ricos, os sábios e os menos sábios – têm de
fomentar na sua alma a disposição de humildade que permite ouvir a voz de Deus.
(Cristo que passa, 33)
"Hoje brilhará sobre nós a luz,
porque nos nasceu o Senhor!" Eis a grande novidade que comove os cristãos
e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta
verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo
encontro especial com Deus, deixando que a Sua luz e a Sua graça entrem até ao
fundo da nossa alma. (Cristo que passa,
12)
NATAL
Hoje
não se comemora apenas uma festa litúrgica mas um acontecimento decisivo para a
história da humanidade.
É
algo transcendente que no alvoroço da alegria da festa muitas vezes se perde.
Mas,
nós cristãos, sabemos muito bem quanto significa esta maravilha de o Nosso Deus
nascer como qualquer um de nós, começar a vida no mundo que Ele próprio criou,
num abismo de Amor tão sublime e, ao mesmo tempo, tão singelo que não podemos
deixar de contemplar abismados e tal maravilha.
Vem,
Jesus, vem e fica connosco, recebes-mo-Te com o nosso coração em festa, com a
nossa alma cheia de ternura, com toda a nossa capacidade de amar e agradecer.
(AMA,
reflexões, Natal, 27.09.2019)
Temas para reflectir e meditar
Hoje
não se comemora apenas uma festa litúrgica mas um acontecimento decisivo para a
história da humanidade.
É
algo transcendente que no “ensurdecer” da alegria da festa muitas vezes se
perde.
Mas,
nós cristãos, sabemos muito bem quanto significa esta maravilha de o Nosso Deus
nascer como qualquer um de nós, começar a vida no mundo que Ele próprio criou, num
abismo de Amor tão sublime e, ao mesmo tempo, tão singelo que não podemos
deixar de contemplar abismados e tal maravilha.
Vem,
Jesus, vem e fica connosco, recebes-mo-Te com o nosso coração em festa, com a
nossa alma cheia de ternura, com toda a nossa capacidade de amar e agradecer.
AMA,
reflexões, Natal, 27.09.2019
THALITA KUM 50
(Cfr. Lc 8, 49-56
Jesus Cristo
deu-nos numerosos exemplos do que é não ter medo.
Por exemplo, quando
pegou num azorrague expulsou os vendilhões do templo, não teve medo de ser mal
interpretado, nem então nem nos séculos futuros, e poder ser considerado um
arruaceiro intransigente e fanático. Fez o que achou que deveria ser feito,
exactamente para nos ensinar o que, em situações semelhantes de adulteração e
profanação do sagrado – e tantas há nos nossos dias – devemos fazer.
As Suas atitudes
eram tão desassombradas que Lhe perguntavam: «Com que autoridade fazes estas coisas» E, Jesus, não ficou “mal”,
bem pelo contrário.
A Sua resposta é a
adequada às pessoas preconceituosas que o interrogam: «Também Eu vos farei uma
pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.» [1]
Estão bem gravadas no nosso espírito duas cenas que o Evangelho nos relata
e que ilustram bem o medo-cobarde que se apodera de nós em situações de extrema
tensão.
Quando Pilatos pergunta a Jesus o que é a verdade, o Evangelho diz que, sem
esperar pela resposta, voltando as costas se retirou. [2]
Na história da humanidade, ficará para sempre registada esta atitude do
Pretor romano. Não quer ouvir a resposta de Jesus. Intimamente sabe que, se a
ouvisse, completa e esclarecedora, como não podia deixar de ser, vinda do
Salvador, ela transformaria por completo a sua atitude perante o que se estava
a passar no seu tribunal e, efectivamente, o que desejava era acabar
rapidamente com um processo que, intrigando-o sobremaneira, não sabia como
resolver. Em suma, não quis saber com clareza os fundamentos da justiça que lhe
competia administrar.
Quando a servente do Sumo-Sacerdote interpela Pedro sobre Jesus, ele
responde como sabemos. E invadido por um autêntico pavor de ser conotado, de
alguma forma, com o Mestre que, ainda poucas horas antes, afirmara querer
defender com a espada, se fosse preciso. [3]
Nestas duas atitudes, o medo é, claramente, cobardia e, ambas têm
consequências graves.
Se Pilatos tivesse ouvido a resposta de Jesus, provavelmente a sua decisão
ter-se-ia alterado e o desfecho da tragédia da Paixão do Senhor poderia ter
sido outro.
Se Pedro assumisse que conhecia Cristo e que pertencia ao círculo restrito
dos Doze escolhidos, talvez sofresse alguns dissabores, embora os que acusavam
Jesus, obcecados como estavam nos seus propósitos de O levarem à morte, talvez nem
prestassem atenção a tal.
As duas atitudes
são semelhantes, mas não se equivalem.
Pilatos é um homem
esclarecido, culto, entendido em leis, habituado a mandar, a tomar decisões;
Pedro é um simples pescador, sem grandes letras e atordoado com os últimos
acontecimentos.
A intervenção de
Pilatos na história da salvação humana acaba aqui, com esta imagem negativa e
contrária a toda a ética; a de Pedro, não, arrepende-se amargamente, obtém o
perdão de Jesus, é confirmado por Ele como Seu sucessor directo à frente da Sua
Igreja e, mais tarde, numa atitude de suprema humildade e arrependimento, quer
que Marcos deixe lavrado com pormenores, este triste episódio.
O primeiro, segundo
consta, morre em desgraça, o segundo, merece o supremo prémio do martírio.
Como o medo, a
cobardia, podem ter consequências tão diferentes!
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Jo 1, 1-18
No princípio era o Verbo e o Verbo
estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se
fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a
luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu
um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar
testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a
luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que,
vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito
por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas
àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se
tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne,
nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre
nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio
de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «É deste que eu
dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de
mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre
graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram
por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que
está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.
Comentário:
S.
João com o estilo que lhe e próprio dá-nos as razões e motivos que enformam a
nossa fé
Tudo
parece resumir-se a luz e trevas, a luz que tudo ilumina e as trevas que tudo
escondem e ocultam. O Menino hoje nascido é a luz que ilumina e atrai os homens
irresistivelmente para o alto.
Ele
afasta definitivamente as trevas onde tantos se deixam cair como mortos vivos.
Luz
de luz, guia os meus passos para o supremo bem e felicidade eterna.
(AMA,
comentário sobre Jo 1, 1-18, Carvide, 2012.12.23)
Leitura espiritual
Cl 3
III.
VIVER SEGUNDO O EVANGELHO (3,1-4,6)
Cristo
é a nossa vida –
1
Portanto, já que fostes ressuscitados com Cristo, procurai as coisas do alto,
onde está Cristo, sentado à direita de Deus. 2 Aspirai às coisas do alto e não
às coisas da terra. 3 Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em
Deus. 4 Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos
manifestareis com Ele em glória.
Novas
criaturas –
5
Crucificai os vossos membros no que toca à prática de coisas da terra:
fornicação, impureza, paixão, mau desejo e a ganância, que é uma idolatria. 6 Estas
coisas provocam a ira de Deus sobre os que lhe resistem. 7 Entre eles também
vós caminhastes outrora, quando vivíeis nessas coisas. 8 Mas agora rejeitai
também vós tudo isso: ira, raiva, maldade, injúria, palavras grosseiras saídas
da vossa boca. 9 Não mintais uns aos outros, já que vos despistes do homem
velho, com as suas acções, 10 e vos revestistes do homem novo, aquele que, para
chegar ao conhecimento, não cessa de ser renovado à imagem do seu Criador. 11 Aí
não há grego nem judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita, escravo,
livre, mas Cristo, que é tudo e está em todos. 12 Como eleitos de Deus, santos
e amados, revesti-vos, pois, de sentimentos de misericórdia, de bondade, de
humildade, de mansidão, de paciência, 13 suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos
mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos
perdoou, fazei-o vós também. 14 E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que
é o laço da perfeição. 15 Reine nos vossos corações a paz de Cristo, à qual
fostes chamados num só corpo. E sede agradecidos. 16 A palavra de Cristo habite
em vós com toda a sua riqueza: ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros com
toda a sabedoria; cantai a Deus, nos vossos corações, o vosso reconhecimento,
com salmos, hinos e cânticos inspirados. 17 E tudo quanto fizerdes por palavras
ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando graças por Ele a Deus Pai.
Novas
relações no Senhor –
18
Esposas, sede submissas aos maridos, como convém no Senhor. 19 Maridos, amai as
esposas e não vos exaspereis contra elas. 20 Filhos, obedecei em tudo aos pais,
porque isso é agradável no Senhor. 21 Pais, não irriteis os vossos filhos, para
que não caiam em desânimo. 22 Escravos, obedecei em tudo aos senhores terrenos,
não para dar nas vistas, como se procurásseis agradar aos homens, mas com
simplicidade de coração, no temor do Senhor. 23 No que fizerdes, trabalhai de
todo o coração, como quem o faz para o Senhor e não para os homens, 24 sabendo
que é do Senhor que recebereis a herança como recompensa. O Senhor, a quem
servis, é Cristo. 25 É que, quem cometer uma injustiça receberá em paga a
injustiça que cometeu, e não há acepção de pessoas.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
24/12/2019
Nota de AMA
Publicações de hoje:
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nunccoepi.blogspot
NUNC COEPI (Agora começo), é um blog católico cujo único fim é o Apostolado.
Tem sempre publicações diárias fixas como:
Textos de São Josemaria Escrivá-Evangelho diário com comentário-Leitura Espiritual-Pequena Agenda do Cristão e ainda outras cujos temas variam.
Nesta data tem uns milhares de visitas diárias oriundas de vários Países: Portugal, Espanha, Polónia, EUA, México, Sri Lanka, Indonésia, Japão, Ucrânia. Rússia, Vietnam, Bélgica, Holanda, UK, Índia, Brasil, Colômbia, Irlanda e muitos outros.
As suas páginas no FACEBOOK e no Tweeter têm mais de 15.000 "amigos" e "seguidores" regulares.
É um blog de minha exclusiva responsabilidade.
Assim, fica bem evidente - para todos e, principalmente para mim - que Deus Nosso Senhor Se serve dos instrumentos mais rudimentares para difundir a Sua Palavra e propagar o Seu Reino por toda a terra.
Calma, deixa correr o tempo
Estás
intranquilo. – Olha: aconteça o que acontecer na tua vida interior ou no mundo
que te rodeia, nunca te esqueças de que a importância dos acontecimentos ou das
pessoas é muito relativa. – Calma. Deixa correr o tempo; e, depois, olhando de
longe e sem paixão os factos e as pessoas, adquirirás a perspectiva, porás cada
coisa no seu lugar e de acordo com o seu verdadeiro tamanho. Se assim fizeres,
serás mais justo e evitarás muitas preocupações. (Caminho,
702)
Não
vos assusteis nem temais nada, mesmo que as circunstâncias em que trabalheis
sejam tremendas, piores que as de Daniel no fosso com aqueles animais vorazes.
As mãos de Deus continuam a ser igualmente poderosas e, se fosse necessário,
fariam maravilhas. Sede fiéis! Com uma fidelidade amorosa, consciente, alegre,
à doutrina de Cristo, persuadidos de que os anos de agora não são piores do que
os dos outros séculos e de que o Senhor é o mesmo de sempre.
Conheci
um sacerdote já ancião, que afirmava, sorridente, de si mesmo: eu estou sempre
tranquilo, tranquilo. E assim temos de nos encontrar sempre nós, metidos no
mundo, rodeados de leões famintos, mas sem perder a paz: tranquilos! Com amor,
com fé, com esperança, sem esquecer jamais que, se for conveniente, o Senhor
multiplicará os milagres. (Amigos de Deus,
105)
THALITA KUM 49
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Ne timeas!
O medo! O medo
paralisa.
O medo revela,
sempre, uma atitude de cobardia pessoal. Assumir as consequências das nossas
atitudes, dos actos que praticamos é, muitas vezes difícil,
nomeadamente quando, por um motivo ou outro, temos a percepção que merecemos
crítica ou reparo. Faz parte da vida de todos os dias, a vida corrente de cada
um, ter de assumir responsabilidades, grandes ou pequenas, dar respostas, tomar
decisões. Fugir ou pretender ignorar, ou, muitas vezes, adiar para uma ocasião
que consideremos mais oportuna ou favorável, não resolve nada, bem pelo
contrário, talvez agrave e complique, desnecessariamente, a questão.
Quantas vezes nos
sentimos ufanos de comentários favoráveis a nosso respeito e nos deixamos invadir
por uma confortável sensação de bonomia quando, complacentemente, ouvimos um
elogio?
Não pensamos que, o
elogio que nos é feito vem de alguém que não nos conhece verdadeiramente, isto
é, não imagina sequer os muitos defeitos do nosso carácter?
Então, surge o medo
que se venha a saber, que de alguma forma descubram esses defeitos, essas
deficiências que conhecemos bem.
Medo da vida… sim…
medo da vida, do futuro, do dia de amanhã.
O dia de hoje, este
dia concreto em que estamos, é que é importante e tem de ser vivido com
plenitude, não descurando nenhuma oportunidade que se nos apresente de fazer
algo bom, de emendar algo errado que fizemos ontem, de concretizar aquele plano
que tínhamos guardado.
Hoje é o tempo
oportuno, a ocasião favorável.
Medo do
comprometimento em algo que exija de nós desprendimento, serviço, doação.
Daquilo que pode alterar a tranquilidade do nosso viver, o ritmo a que estamos
habituados do esquema de vida que fomos construindo ao longo dos anos e onde
nos sentimos confortáveis.
Medo de corrigir o
que está mal nos outros de, com caridade,
mas com desassombro, apontar o erro, o engano.
Medo de “ficar mal”
se nos mantivermos firmes nas nossas convicções bem informadas e não
transigirmos com o erro – propositado ou fruto da ignorância – que outros
divulgam à nossa volta.
Medo de procurar
conselho, ajuda quando pensamos que esse conselho, essa ajuda, vem exigir de
nós novas atitudes de correcção interior.
Medo, finalmente,
de não sermos ouvidos nas nossas preces quando consideramos a nossa total falta
de merecimento.
Não revelam, todos
estes “medos” falta de coragem, ou seja, cobardia?
(AMA,
reflexões sobre o Evangelho, 2006)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 1, 67-79
Genealogia de Jesus Cristo, Filho de
David, Filho de Abraão: Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá
e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom
gerou Arão; Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naasson; Naasson gerou Salmon;
Salmon gerou, de Raab, Booz; Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé
gerou o rei David. David, da mulher de Urias, gerou Salomão; Salomão gerou
Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; Asa gerou Josafat; Josafat gerou
Jorão; Jorão gerou Ozias; Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias;
Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; Josias gerou
Jeconias e seus irmãos, ao tempo do desterro de Babilónia. Depois do desterro
de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; Zorobabel
gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; Azor gerou Sadoc; Sadoc
gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã
gerou Jacob; Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado
Cristo. Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações;
de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia
até Cristo, catorze gerações. O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo:
Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se
grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e
não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado,
quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de
David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do
Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque
Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que
o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à
luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’».
Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu
sua esposa.
Comentário:
São
Lucas apresenta-nos a sua descrição do Nascimento de Jesus de uma forma “mais
completa”, fazendo preceder o acontecimento fulcral da Salvação da humanidade,
da genealogia do Salvador.
A
sua intenção é clara: Revelar a identidade completa do Menino para que não
restem dúvidas de Quem È e como Se relaciona com os homens.
Depois
repete, também, a descrição da revelação do Anjo a São José.
Podemos
dizer que, na véspera do dia em que a Igreja e o mundo celebram o
Acontecimento, quer deixar-nos um relato muito concreto e em detalhe dos
acontecimentos que precederam o grande momento da história da Salvação.
(AMA,
comentário sobre Lc 1, 67-79, 02.10.2019)
Leitura espiritual
Cl 2
A
nossa adesão a Cristo –
1
Com efeito, quero que saibais como é grande a luta que mantenho por vós, bem
como pelos de Laodiceia e por quantos nunca me viram pessoalmente, 2 para que
tenham ânimo nos seus corações, vivendo bem unidos no amor, e assim atinjam
toda a riqueza, que é a plena compreensão, o conhecimento do mistério de Deus:
Cristo, 3 em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.
4 Digo isto para que ninguém vos engane com discursos sedutores. 5 Com efeito,
ainda que eu esteja ausente de corpo, estou, porém, convosco em espírito,
alegrando-me por ver a ordem que há entre vós e a firmeza da vossa fé em
Cristo.
II.
FIDELIDADE AO EVANGELHO (2,6-23)
A
vida em Cristo –
6
Do mesmo modo que recebestes Cristo Jesus, o Senhor, continuai a caminhar nele:
7 enraizados e edificados nele, firmes na fé, tal como fostes instruídos,
transbordando em acção de graças. 8 Olhai que não haja ninguém a enredar-vos
com a filosofia, o que é vazio e enganador, fundado na tradição humana ou nos
elementos do mundo, e não em Cristo. 9 Porque é nele que habita realmente toda
a plenitude da divindade, 10 e nele vós estais repletos de tudo, Ele que é a
cabeça de todo o Poder e Autoridade. 11 Foi nele que fostes circuncidados com
uma circuncisão que não é feita por mão humana: fostes despojados do corpo
carnal, pela circuncisão de Cristo. 12 Sepultados com Ele no Baptismo, foi
também com Ele que fostes ressuscitados, pela fé que tendes no poder de Deus,
que o ressuscitou dos mortos. 13 A vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas
e pela incircuncisão da vossa carne, Deus deu-vos a vida juntamente com Ele:
perdoou-nos todas as nossas faltas, 14 anulou o documento que, com os seus decretos,
era contra nós; aboliu-o inteiramente, e cravou-o na cruz. 15 Depois de ter
despojado os Poderes e as Autoridades, expô-los publicamente em espectáculo, e
celebrou o triunfo que na cruz obtivera sobre eles.
Erros
que ameaçam a fé –
16
Por isso, não vos deixeis condenar por ninguém, no que toca à comida e à
bebida, ou a respeito de uma festa, de uma Lua-nova ou de um sábado. 17 Tudo
isto não é mais que uma sombra das coisas que hão-de vir; a realidade está em
Cristo. 18 Não vos deixeis inferiorizar por quem quer que seja que se deleite
com práticas de humildade ou culto dos anjos. É gente que, dando toda a atenção
às suas visões, em vão se gloria com a sua inteligência carnal 19 e não se
apoia naquele que é a Cabeça; é a partir dele que todo o Corpo, abastecido e
mantido pelas junturas e articulações, recebe o seu crescimento de Deus. 20 Se
morrestes com Cristo para os elementos do mundo, porque é que vos submeteis a
normas, como se estivésseis ainda dependentes do mundo? 21 Não tomes, não
proves, não toques 22 em coisas, todas elas destinadas a ser consumidas; coisas
de acordo com os preceitos e ensinamentos dos homens! 23 São normas que, embora
tenham uma aparência de sabedoria - a respeito do culto voluntário, da
humildade, da austeridade corporal - não têm qualquer valor; só servem para
satisfazer a carne.
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