24/09/2019

Ideologia de género



Leitura espiritual


Amar a Igreja

5
                  
A Igreja é Santa

Agora compreenderemos melhor como a unidade da Igreja leva à santidade, como um dos aspectos capitais da sua santidade é essa unidade centrada no mistério de Deus Uno e Trino:

Há um só corpo e um só espírito, como também vós fostes chamados a uma só esperança pela vossa vocação.

Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo.

Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, e governa todas as coisas e habita em todos nós.

Santidade rigorosamente não significa senão união com Deus. A uma maior intimidade com o Senhor corresponderá, portanto, maior santidade.

A Igreja foi querida e fundada por Cristo, que cumpre assim a vontade do Pai; a Esposa do Filho está assistida pelo Espírito Santo.

A Igreja é a obra da Santíssima Trindade; é Santa e Mãe, a Nossa Santa Mãe Igreja.

Podemos admirar na Igreja uma perfeição a que chamaríamos original e outra final, escatológica.

Às duas se refere São Paulo na Epistola aos Efésios:

Cristo amou a sua Igreja, e por ela se entregou a si mesmo, para a santificar, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para apresentar a si mesmo esta Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e imaculada.

A santidade original e constitutiva da Igreja pode ficar velada - mas nunca destruída, porque é indefectível: as portas do inferno não prevalecerão contra ela -, pode ficar encoberta aos olhos humanos, dizia, em certos momentos de obscuridade pouco menos que colectiva.

Mas S. Pedro aplica aos cristãos o título de gens sancta, povo santo.

E, sendo membros dum povo santo, todos os fiéis receberam essa vocação para a santidade e hão-de esforçar-se por corresponder à graça e ser pessoalmente santos.

Ao longo de toda a história, e também na actualidade, tem havido tantos católicos que se santificaram efectivamente:

jovens e velhos, solteiros e casados, sacerdotes e leigos, homens e mulheres.

Mas acontece que a santidade pessoal de tantos fiéis - dantes e de agora - não é uma coisa aparatosa.

É frequente que não a descubramos nas pessoas normais, correntes e santas, que trabalham e convivem no meio de nós.

Para um olhar terreno o pecado e as faltas de fidelidade ressaltam mais; chamam mais a atenção.


SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

(cont)

Temas para reflectir e meditar


Evangelho



Nós devemos ouvir o Evangelho como se o Senhor estivesse presente e nos falasse.
Não devemos dizer: “felizes aqueles que puderam vê-Lo”. Porque muitos dos que O viram crucificaram-No; e muitos dos que O não viram acreditaram n’Ele.
As mesmas palavras que saíram da boca do Senhor escreveram-se, guardaram-se e conservam-se para nós.


(SANTO AGOSTINHO, Comentário ao Ev. de S. João, 30)



Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 8, 19-21

Naquele tempo, vieram ter com Jesus sua Mãe e seus irmãos, mas não podiam chegar junto d’Ele por causa da multidão. Então disseram-Lhe: «Tua Mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-Te». Mas Jesus respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Comentário:

Assusta um pouco esta declaração do Senhor: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

O “laço” familiar indispensável está bem claro e definido.

Não nos diz para sermos correctos, leais, fiéis, piedosos, “apenas” que estejamos dispostos a ouvir a palavra de Deus e a pô-la em prática.
E, aqui, está o segredo que, afinal, não o é porque como seria lógico alguém pretender pertencer a uma família sem estar disposto a seguir a vontade e desejos do seu Chefe?

(AMA, comentário sobre Lc 8, 19-21, 27.06.2019)


Precisas de um bom exame diário de consciência


Repara na tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam. – Lembra-te, filho, que não são menos importantes os micróbios do que as feras. E tu cultivas esses erros, esses enganos – como se cultivam os micróbios no laboratório –, com a tua falta de humildade, com a tua falta de oração, com a tua falta de cumprimento do dever, com a tua falta de conhecimento próprio... E, depois, esses focos infectam o ambiente. 
Precisas de um bom exame diário de consciência, que te conduza a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados. (Sulco, 481)

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor. Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar – nas novas situações da nossa vida – a luz, o impulso da primeira conversão. E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-Lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos. Não há outro caminho para nos convertermos de novo. (Cristo que passa, 58)

23/09/2019

Leitura espiritual


Amar a Igreja

3
                  
A Igreja é Una

Que sejam um, assim como nós, clama Cristo a seu Pai;

para que sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós.

Brota constantemente dos lábios de Jesus Cristo esta exortação à unidade, porque todo o reino, dividido em facções contrárias, será desolado; e toda a cidade ou família, dividida em bandos, não subsistirá.

Exortação que se converte em desejo veemente:

Tenho também outras ovelhas que não são deste aprisco; e importa que eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor

De que forma maravilhosa pregou Nosso Senhor esta doutrina!

Multiplica as palavras e as imagens, para que a compreendamos e fique gravada na nossa alma a paixão da unidade.

Eu sou a verdadeira vide e o meu Pai é o agricultor.

Todo o sarmento que não dá fruto em Mim, ele cortá-la-á; e todo o que der fruto, podá-la-á para que dê mais abundante fruto...

Permanecei em Mim, que Eu permanecerei em vós.

Como o sarmento não pode de si mesmo dar fruto, se não estiver unido à videira, assim também vós se não permanecerdes em Mim.

Eu sou a videira e vós as varas.

O que permanece em Mim e Eu nele dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer.

Não vedes como aqueles que se separam da Igreja, estando às vezes cheios de frondosidade não tardam em secar e como os seus frutos se transformam em vermineira viva?

Amai a Santa Igreja, Apostólica, Romana, Una! Porque, como escreve São Cipriano:

quem recolhe noutro lado, fora da Igreja, dissipa a Igreja de Cristo.

E São João Crisóstomo insiste:

não te separes da Igreja. Nada é mais forte do que a Igreja. A tua esperança é a Igreja; a tua salvação é a Igreja; o teu refúgio é a Igreja. É mais alta do que o céu e mais larga do que a terra. Nunca envelhece e o seu vigor é eterno.

Defender a unidade da Igreja traduz-se em viver muito unidos a Jesus Cristo, que é a nossa vide.

Como?

Aumentando a nossa fidelidade ao Magistério perene da Igreja: na verdade, não foi prometido o Espírito Santo aos sucessores de Pedro para que por sua revelação manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, santamente custodiassem e fielmente exprimissem a revelação transmitida pelos Apóstolos ou depósitos da fé.

Assim conservaremos a unidade, venerando esta Nossa Mãe sem mancha e amando o Romano Pontífice.

4
                  
Alguns afirmam que ficamos poucos na Igreja.

Eu responder-lhes-ia que, se todos defendessem com lealdade a doutrina de Cristo, depressa cresceria consideravelmente o número, porque Deus quer que se encha a sua casa.

Na Igreja descobrimos Cristo, que é o Amor dos nossos amores.

E temos de desejar para todos esta vocação, este gozo íntimo que nos embriaga a alma, a doçura luminosa do Coração misericordioso de Jesus.

Devemos ser ecuménicos, ouve-se repetir.

Pois sim.

No entanto, temo que, por trás de algumas iniciativas auto-denominadas ecuménicas, se oculte uma fraude, pois são actividades que não conduzem ao amor de Cristo, à verdadeira vide.

Por isso não dão fruto.

Eu peço todos os dias ao Senhor que torne cada vez maior o meu coração, para que continue a tornar sobrenatural este amor que pôs na minha alma a todos os homens, sem distinção de raça, de povo, de condições culturais ou de fortuna.

Estimo sinceramente a todos, católicos e não católicos, aos que crêem em alguma coisa e aos não crentes, que me dão tristeza.

Mas Cristo fundou uma única Igreja, tem uma única Esposa.

A união dos cristãos?

Sim.

Mais ainda: a união de todos os que crêem em Deus.

Mas só existe uma Igreja verdadeira.

Não é preciso reconstruí-la com pedaços disperses por todo o mundo. E não necessita de passar por nenhum tipo de purificação para depois se encontrar finalmente limpa.

A Esposa de Cristo não pode ser adúltera, porque é incorruptível e pura. Só uma casa conhece, guarda a inviolabilidade de um único tálamo com pudor casto.

Ela conserva-nos para Deus, ela destina para o Reino os filhos que engendrou.

Todo aquele que se separa da Igreja une-se a uma adúltera, afasta-se das promessas da Igreja:

não conseguirá as recompensas de Cristo quem abandona a Igreja de Cristo.

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

(cont)

Temas para reflectir e meditar


Perdão

  
Na alma bem disposta há sempre um vivo, firme e decidido propósito de perdoar, sofrer, ajudar e uma atitude que leva sempre a realizar actos de caridade.
Se na alma arreigou este desejo de amar e este ideal de amar desinteressadamente, terá assim a prova mais convincente de que as suas comunhões, confissões, meditações e toda a sua vida de oração estão em ordem e são sinceras e fecundas.


(Benedikt Baur, En la intimidad con Dios, pg. 247, trad ama)



Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 8, 16-18

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém acende uma lâmpada para a cobrir com uma vasilha ou a colocar debaixo da cama, mas coloca-a num candelabro, para que os que entram vejam a luz. Não há nada oculto que não se torne manifesto, nem secreto que não seja conhecido à luz do dia. Portanto, tende cuidado com a maneira como ouvis. Pois àquele que tem, dar-se-á; mas àquele que não tem, até o que julga ter lhe será tirado».

Comentário:

Aos olhos de Deus tudo quanto fazemos ou pensamos é absolutamente claro.
As intenções, os propósitos, os compromissos, não podem ser escamoteados.
Se não há lealdade e são critério no nosso comportamento e nos nossos desejos de viver como o Senhor quer estaremos como que a querer enganar Deus o que, é impossível.

Assim, o nosso comportamento deve ser tal que todos possam vê-lo e apreciá-lo como o vê e aprecia Deus Nosso Senhor.
De contrário andaremos pela vida como que “mascarados” de algo ou alguém que, na verdade, não somos e, uma das consequências deste comportamento é irmos perdendo qualidades e virtudes, critério e são discernimento.

E, o Senhor, bem avisa!
Cuidado porque o pouco que restar de bom nesta pessoa até esse pouco acabará por perder.

(AMA, comentário sobre Lc 8, 16-18, 27.06.2019)

A pureza nasce do amor


Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)

Não estou de acordo com a forma clássica de representar S. José como um homem velho, apesar da boa intenção de se destacar a perpétua virgindade de Maria. Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na pujança da vida e das forças humanas.

Para viver a virtude da castidade não é preciso ser-se velho ou carecer de vigor. A castidade nasce do amor; a força e a alegria da juventude não constituem obstáculo para um amor limpo. Jovem era o coração e o corpo de S. José quando contraiu matrimónio com Maria, quando conheceu o mistério da sua Maternidade Divina, quando viveu junto d'Ela respeitando a integridade que Deus lhe queria oferecer ao mundo como mais um sinal da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de compreender um amor assim conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade. (Cristo que passa, 40)

22/09/2019

Leitura espiritual


Amar a Igreja  

1
                  
Os textos da liturgia deste Domingo formam uma cadeia de invocações ao Senhor.

Dizemos-Lhe que é o nosso apoio, a nossa rocha, a nossa defesa.

A oração recolhe também esse motivo do intróito:

Tu nunca privas da tua luz aqueles que se estabelecem na solidez do teu amor

No gradual, continuamos a recorrer a Ele:

nos momentos de angústia invoquei-Te, Senhor... livra, ó Senhor, a minha alma dos lábios mentirosos e das línguas que enganam.

Senhor refugio-me em Ti.

É comovente esta insistência de Deus, nosso Pai, empenhado em recordar-nos que devemos apelar para a sua Misericórdia a todo o momento, aconteça o que acontecer, e também agora, nestes tempos em que vozes confusas sulcam a Igreja; são tempos de extravio porque muitas almas não encontram bons pastores, outros Cristos, que as guiem para o amor do Senhor, mas, pelo contrário, ladrões e salteadores, que vêm para roubar, matar e destruir.

Não temamos.

A Igreja, que é o Corpo de Cristo há-de ser indefectivelmente o caminho e o redil do Bom Pastor, o fundamento robusto e a via aberta para todos os homens.

Acabamos de ler o Santo Evangelho:

Vai até aos caminhos e os cercados e anima os que encontrares a quem venham, para que se encha a minha casa.

2
                  
Mas, o que é a Igreja?

Onde está a Igreja?

Muitos cristãos, aturdidos e desorientados, não recebem resposta segura a estas perguntas, e chegam talvez a pensar que os ensinamentos que o Magistério formulou através dos séculos - e que os bons Catecismos propunham com toda a precisão e simplicidade - foram superados e hão-de ser substituídos por outros novos.

Uma série de factos e de dificuldades parece ter convergido, para ensombrar o rosto límpido da Igreja.

Alguns afirmam: a Igreja está aqui, no empenho de acomodar-nos ao que chamam tempos modernos.

Outros gritam: a Igreja não é mais do que a ânsia de solidariedade dos homens; devemos modificá-la de acordo com as circunstâncias actuais.

Enganam-se.

A Igreja, hoje, é a mesma que Cristo fundou, e não pode ser outra. Os Apóstolos e os seus sucessores são vigários de Deus para o governo da Igreja, fundamentada na fé e nos Sacramentos da fé.

E assim como não lhes é lícito estabelecer outra Igreja, não podem também transmitir outra nem instituir outros sacramentos, porque pelos Sacramentos que jorraram do peito de Cristo pendente da Cruz é que foi construída a Igreja.

A Igreja há-de ser reconhecida por aquelas quatro notas indicadas na confissão de fé de um dos primeiros Concílios e que nós rezamos no Credo da Missa: uma única Igreja, Santa, Católica e Apostólica.

Essas são as propriedades essenciais da Igreja, que derivam da sua natureza, tal como Cristo a quis.

E, por serem essenciais, são também notas, sinais que a distinguem de qualquer outro tipo de união humana, embora nelas se ouça também pronunciar o nome de Cristo.

Há pouco mais de um século, o Papa Pio IX resumiu brevemente este ensinamento tradicional: a verdadeira Igreja de Cristo constituiu-se e reconhece-se, por autoridade divina, pelas quatro notas que no Símbolo afirmamos deverem crer-se; e cada uma dessas notas, de tal modo está unida às restantes, que não pode ser separada das outras. Daí que aquela que verdadeiramente se chama Católica, deva juntamente brilhar pela prerrogativa da unidade, da santidade e da sucessão apostólica.

É este, insisto, o ensinamento tradicional da Igreja, repetido novamente - embora nestes últimos anos alguns o esqueçam, levados por um falso ecumenismo - pelo Concílio Vaticano II:

esta é a única Igreja de Cristo - que no Símbolo professamos Una, Santa, Católica e Apostólica - a que o nosso Salvador, depois da ressurreição, entregou a Pedro para que a apascentasse, encarregando-o a ele e aos outros Apóstolos de a difundirem e de a governarem e que erigiu para sempre como coluna e fundamento da verdade.

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

(cont)

Temas para reflectir e meditar


Vontade de Deus


Tudo quanto acontece está previsto por Deus e ordenado à salvação do homem e à sua plena realização na glória; se o que acontece é bom, Deus quere-o; se é mau, não o quer, permite-o, porque respeita a liberdade do homem e a ordem da natureza, mas tem na Sua mão o poder de tirar bem e proveito para a alma inclusive do mal.


(Federico Suarez, Después, nr. 208, trad ama)



Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Lc 16, 10-13

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

Comentário:

Já o dissemos várias vezes e repetimos:

Não se é muito ou pouco fiel. Ou se é ou não!

Fidelidade é uma virtude do carácter estável e do bom critério não sofre oscilações consoante as consideradas "conveniências".

A fidelidade gera a confiança e, esta é fundamental para a convivência em sociedade.

Confiamos em Deus exactamente porque Ele é fiel e cumpre sempre o que promete independentemente do nosso merecimento que sempre ficará muito aquém.

Atrevo-me a afirmar que sem fidelidade as outras virtudes não são possíveisou, pelo menos, não se desenvolvem em plenitude.

(AMA comentário sobre Lc 16, 10-13, 05.11.2016)