19/04/2019

Maternidade espiritual de Maria



El Reto del Amor










por El Reto del amor

Temas para reflectir e meditar

Chamamento


O Senhor algumas vezes chama pelos milagres, outras pelos castigos, algumas pelas prosperidades deste mundo e, por último, noutras ocasiões chama pelas adversidades.



(S. gregório magnoHomília 36 sobre os Evangelhos)

Evangelho e comentário



TEMPO DA QUARESMA
Semana Santa


Sexta-Feira da Paixão do Senhor


Evangelho: Jo 18, 1 – 19, 42

Naquele tempo, Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos. Judas, que O ia entregar, conhecia também o local, porque Jesus Se reunira lá muitas vezes com os discípulos. Tomando consigo uma companhia de soldados e alguns guardas, enviados pelos príncipes dos sacerdotes e pelos fariseus, Judas chegou ali, com archotes, lanternas e armas. Sabendo Jesus tudo o que Lhe ia acontecer, adiantou-Se e perguntou-lhes: «A quem buscais?». Eles responderam-Lhe: «A Jesus, o Nazareno». Jesus disse-lhes: «Sou Eu». Judas, que O ia entregar, também estava com eles. Quando Jesus lhes disse: «Sou Eu», recuaram e caíram por terra. Jesus perguntou-lhes novamente: J «A quem buscais?». N Eles responderam: «A Jesus, o Nazareno». Disse-lhes Jesus: «Já vos disse que sou Eu. Por isso, se é a Mim que buscais, deixai que estes se retirem». Assim se cumpriam as palavras que Ele tinha dito: «Daqueles que Me deste, não perdi nenhum». Então, Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu um servo do sumo-sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que meu Pai Me deu?». Então, a companhia de soldados, o oficial e os guardas dos judeus apoderaram-se de Jesus e manietaram-n’O. Levaram-n’O primeiro a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo-sacerdote nesse ano. Caifás é que tinha dado o seguinte conselho aos judeus: «Convém que morra um só homem pelo povo». Entretanto, Simão Pedro seguia Jesus com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do sumo-sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo-sacerdote, enquanto Pedro ficava à porta, do lado de fora. Então o outro discípulo, conhecido do sumo-sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro. A porteira disse a Pedro: «Tu não és dos discípulos desse homem?». Ele respondeu: «Não sou». Estavam ali presentes os servos e os guardas, que, por causa do frio, tinham acendido um braseiro e se aqueciam. Pedro também se encontrava com eles a aquecer-se. Entretanto, o sumo-sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus respondeu-lhe: «Falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. Porque Me interrogas? Pergunta aos que Me ouviram o que lhes disse: eles bem sabem aquilo de que lhes falei». A estas palavras, um dos guardas que estava ali presente deu uma bofetada a Jesus e disse-Lhe: «É assim que respondes ao sumo-sacerdote?». Jesus respondeu-lhe: «Se falei mal, mostra-Me em quê. Mas, se falei bem, porque Me bates?». Então Anás mandou Jesus manietado ao sumo-sacerdote Caifás. Simão Pedro continuava ali a aquecer-se. Disseram-lhe então: «Tu não és também um dos seus discípulos?». Ele negou, dizendo: «Não sou». Replicou um dos servos do sumo-sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: R «Então eu não te vi com Ele no jardim?». Pedro negou novamente, e logo um galo cantou. Depois, levaram Jesus da residência de Caifás ao Pretório. Era de manhã cedo. Eles não entraram no pretório, para não se contaminarem e assim poderem comer a Páscoa. Pilatos veio cá fora ter com eles e perguntou-lhes: «Que acusação trazeis contra este homem?». Eles responderam-lhe: «Se não fosse malfeitor, não t’O entregávamos». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós próprios, e julgai-O segundo a vossa lei». Os judeus responderam: «Não nos é permitido dar a morte a ninguém». Assim se cumpriam as palavras que Jesus tinha dito, ao indicar de que morte ia morrer. Entretanto, Pilatos entrou novamente no pretório, chamou Jesus e perguntou-Lhe: «Tu és o Rei dos judeus?». Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to disseram de Mim?». Disse-Lhe Pilatos: «Porventura sou eu judeu? O teu povo e os sumos-sacerdotes é que Te entregaram a Mim. Que fizeste?». Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui». Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?». Jesus respondeu-lhe: «É como dizes: sou Rei. Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz». Disse-Lhe Pilatos: «Que é a verdade?». Dito isto, saiu novamente para fora e declarou aos judeus: «Não encontro neste homem culpa nenhuma. Mas vós estais habituados a que eu vos solte alguém pela Páscoa. Quereis que vos solte o Rei dos judeus?». Eles gritaram de novo: «Esse não. Antes Barrabás». Barrabás era um salteador. Então Pilatos mandou que levassem Jesus e O açoitassem. Os soldados teceram uma coroa de espinhos, colocaram-Lha na cabeça e envolveram Jesus num manto de púrpura. Depois aproximavam-se d’Ele e diziam: «Salve, Rei dos judeus». E davam-Lhe bofetadas. Pilatos saiu novamente para fora e disse: «Eu vo-l’O trago aqui fora, para saberdes que não encontro n’Ele culpa nenhuma». Jesus saiu, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos disse-lhes: «Eis o homem». Quando viram Jesus, os príncipes dos sacerdotes e os guardas gritaram: «Crucifica-O! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Tomai-O vós mesmos e crucificai-O, que eu não encontro n’Ele culpa alguma». Responderam-lhe os judeus: «Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus». Quando Pilatos ouviu estas palavras, ficou assustado. Voltou a entrar no pretório e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?». Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-Lhe então Pilatos: «Não me falas? Não sabes que tenho poder para Te soltar e para Te crucificar?». Jesus respondeu-lhe: «Nenhum poder terias sobre Mim, se não te fosse dado do alto. Por isso, quem Me entregou a ti tem maior pecado». A partir de então, Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: «Se O libertares, não és amigo de César: todo aquele que se faz rei é contra César». Ao ouvir estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado «Lagedo», em hebraico «Gabatá». Era a Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse então aos judeus: «Eis o vosso Rei!». Mas eles gritaram: «À morte, à morte! Crucifica-O!». Disse-lhes Pilatos: «Hei-de crucificar o vosso Rei?». Replicaram-lhe os príncipes dos sacerdotes: «Não temos outro rei senão César». Entregou-lhes então Jesus, para ser crucificado. E eles apoderaram-se de Jesus. Levando a cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar do Calvário, que em hebraico se diz Gólgota. Ali O crucificaram, e com Ele mais dois: um de cada lado e Jesus no meio. Pilatos escreveu ainda um letreiro e colocou-o no alto da cruz; nele estava escrito: «Jesus, o Nazareno, Rei dos judeus». Muitos judeus leram esse letreiro, porque o lugar onde Jesus tinha sido crucificado era perto da cidade. Estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam então a Pilatos os príncipes dos sacerdotes dos judeus: «Não escrevas: ‘Rei dos judeus’, mas que Ele afirmou: ‘Eu sou o Rei dos judeus’». Pilatos retorquiu: «O que escrevi está escrito». Quando crucificaram Jesus, os soldados tomaram as suas vestes, das quais fizeram quatro lotes, um para cada soldado, e ficaram também com a túnica. A túnica não tinha costura: era tecida de alto a baixo como um todo. Disseram uns aos outros: «Não a rasguemos, mas lancemos sortes, para ver de quem será». Assim se cumpria a Escritura: «Repartiram entre si as minhas vestes e deitaram sortes sobre a minha túnica». Foi o que fizeram os soldados. Estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa. Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse: «Tenho sede». Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, expirou. Por ser a Preparação, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado, – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu é que dá testemunho e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que também vós acrediteis. Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: «Nenhum osso Lhe será quebrado». Diz ainda outra passagem da Escritura: «Hão-de olhar para Aquele que trespassaram». Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora oculto por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu-lho. José veio então tirar o corpo de Jesus. Veio também Nicodemos, aquele que, antes, tinha ido de noite ao encontro de Jesus. Trazia uma mistura de quase cem libras de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em ligaduras juntamente com os perfumes, como é costume sepultar entre os judeus. No local em que Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ainda ninguém fora sepultado. Foi aí que, por causa da Preparação dos judeus, porque o sepulcro ficava perto, depositaram Jesus.

Comentário:

(Repete-se):

O único comentário possível é que devemos ler, ouvir, guardar no nosso coração este relato da paixão do Senhor.

Por minha causa!
Para me salvar!

(AMA, comentário sobre Jo 18, 1 – 19, 42, 16.01.2019)

Sino tengo ganas no es autentico




Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Leitura espiritual


O ESCAPULÁRIO DO CARMO

A. HISTÓRIA E PRIVILÉGIOS

1. Promessa de salvação.

. . . . (Quem morrer com o escapulário, salvar-se-á) . . . .

São Simão Stock foi o sexto superior geral da Ordem religiosa Carmelita durante os anos de 1245-1265. Face a sérias dificuldades da Ordem, São Simão suplica diariamente a protecção de Maria. A sua oração foi escutada e "apareceu-lhe a Bem Aventurada Virgem, acompanhada de uma multidão de anjos, levando nas suas benditas mãos o escapulário da ordem e disse estas palavras: Este privilégio será para ti e todos os carmelitas; quem morrer com ele, não padecerá o fogo eterno, isto é, aquele que com ele morrer salvar-se-á." (Catálogo de Santos da Ordem).

Outra redacção também muito antiga diz assim: "São Simão, inglês, homem de grande santidade e devoção, na sua oração suplicava continuamente à Virgem que favorecesse a sua Ordem com algum privilégio singular. A Virgem apareceu-lhe tendo na sua mão o escapulário dizendo: Este é o privilégio para ti e para os teus; quem morrer levando o, será salvo" (Santoral de Bruxelas). Isto é, evitará o inferno. Irá para o céu depois de uma passagem pelo purgatório.

A data e lugar da aparição não se conhecem com segurança. Fala-se de Londres, a 16 de Julho de 1251. Mas terá sido dentro do período em que São Simão foi Geral da Ordem e antes de 1252, uma vez que a 13 de Janeiro deste ano, o papa Inocêncio IV emite a Bula "Ex parte dilectorum" onde defende os carmelitas neste tema.

2. Privilegio sabatino.

. . . . (E se livrará do purgatório no primeiro sábado) . . . .

Sessenta e dois anos depois (1314), Nossa Senhora apareceu ao Papa João XXII, que recolheu as suas palavras na Bula "Sacratissimo uti culmine" também chamada Bula sabatina (3.III.1322): "Se entre os religiosos ou confrades desta ordem houvesse alguns que ao morrer tenham que purgar os seus pecados na prisão do purgatório, eu, que sou a Mãe da misericórdia, descerei ao purgatório no primeiro sábado depois da sua morte, e o livrarei para o conduzir ao Monte Santo da Vida Eterna".

3. Indulgências plenárias.

- Aqueles que usam o escapulário do Carmo, unem-se à família carmelita e podem ganhar indulgência plenária no dia em que o impõem e nos seguintes dias:

16 de Maio (São Simão Stock).
16 de Julho (Nossa Senhora do Carmo).
20 de Julho (Santo Elias Profeta).
1 de Outubro (Santa Teresa de Lisieux o Teresinha do Menino Jesus).
15 de Outubro (Santa Teresa de Jesus o Teresa de Ávila)
14 de Novembro (Todos os Santos Carmelitas).
14 de Dezembro (São João da Cruz).

B. CONDIÇÕES

1. Para a promessa de salvação. É necessário:

Ter imposto o escapulário. (Basta fazê-lo apenas uma só vez).
Usá-lo colocado. Pode substituir-se por uma medalha. (Veja-se comentário em baixo). Tanto a medalha como o escapulário devem estar benzidos.
Devoção a Maria; procurar imitá-la; desejar ser bons filhos seus. O escapulário tem dois pedaços de tecido que simbolizam uma veste. E quem veste o hábito de Maria deve viver como Ela, exercitando as virtudes cristãs. De modo que o hábito-traje vá unido ao hábito-virtude.

2. Para o privilégio sabatino. Precisa-se, além do anterior:

Guardar a castidade própria de seu estado. (A confissão recupera a situação perdida).
Rezar o ofício breve de Nossa Senhora. Esta prática pode substituir-se pela abstinência de carne às quartas feiras e sábados. Também se mencionam outras possíveis substituições: a recitação do ofício divino ou do Rosário. Alguns dizem, inclusivamente, que bastariam cinco ou três Ave-Maria, mas tal não é claro. (Agradecerei informação: ijuez@ideasrapidas.org).

3. Para as indulgências. Necessitam-se dos requisitos próprios das indulgências, mais as condições do escapulário na promessa de salvação.

4. A medalha.

- São Pio X (Santo Oficio, 16.XII.1910) decretou que o escapulário, depois da sua imposição, pode substituir-se por uma medalha de metal que tenha num dos lados uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e, no outro, uma Imagem da Santíssima Virgem (costuma ser a de nossa Senhora do Carmo).

C. BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO

Para a bênção e imposição do escapulário há várias fórmulas. Umas aprovadas para os diferentes ramos do Carmelo, outras de carácter mais geral. Aqui usamos a que aparece no Ritual das Bênçãos da Congregação para o Culto Divino de 7.V.1986, nn. 1394-1410. Trata-se de uma fórmula ampla que serve para vários tipos de escapulário.

1. Bênção do escapulário. O Ritual das Bênçãos inclui quatro bênçãos. Uma mais concreta (bênção e imposição do escapulário), e três mais gerais (bênção das coisas destinadas a à piedade e devoção; onde se cita expressamente o escapulário). A bênção mais breve é: "Em nome do Pai, do Filho + e do Espírito Santo". R./ Ámen. Esta bênção serve também para a medalha.

2. Imposição do escapulário.

(Os parêntesis assinalam um texto suprimido porque alude à inscrição numa confraria, que é um caso menos frequente).
- Recebe este hábito [] e comporta-te de tal maneira que com a ajuda da Santíssima Virgem, para glória da Santíssima Trindade e para o bem da Igreja e dos homens, te esforces cada dia mais em vestir-te de Cristo e fazer que a Sua vida se manifeste na tua. R./ Ámen. (Coloca-se a cada uno).
- Pela imposição deste escapulário fostes admitidos na família do Carmelo, para que possais servir com maior dedicação a Cristo e à sua Igreja []. Para que o consigais com mais perfeição, eu, com o poder que me foi concedido, vos admito à participação de todos os bens espirituais desta família. (Asperge-os com água benta).
- Deus todo poderoso vos bendiga com a Sua misericórdia e vos encha da sabedoria eterna. R./ Ámen.
- Ele aumente em vós a fé e vos dê a perseverança no bem-fazer. R./ Ámen.
- Atraia a Si os vossos passos e vos mostre o caminho do amor e da paz. R./ Ámen.
- E a bênção de Deus todo poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo desça sobre vós. R./ Ámen.

18/04/2019

Temas para reflectir e meditar

Despersonalização

Não se pode mutilar nada da natureza humana. 

Despersonalizar-se naquilo que o homem tem de bom – que é muito – é o mais ruinoso que um cristão pode fazer. 

Desenvolve a tua natureza, a tua actividade humana; desenvolve-a até ao infinito. Tudo o que empequenece, o que contrai e estreita, o que nos ata pelo medo, isso não é Cristianismo. 

Há que empregar outra palavra que não seja despersonalização para designar a total purificação do pecado e das más inclinações que o homem, com a ajuda de Deus, há-de realizar.

(JESUS URTEAGAEl valor divino de lo humano, Rialp, 29 ed., Madrid 1984, p. 61. trad. ama)

Evangelho e comentário



TEMPO DA QUARESMA

Semana Santa



Evangelho: Lc 4, 16-21

16 Veio a Nazaré, onde tinha sido criado. Segundo o seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para ler. 17 Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, desenrolando-o, deparou com a passagem em que está escrito: 18 «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, 19 a proclamar um ano favorável da parte do Senhor.» 20 Depois, enrolou o livro, entregou-o ao responsável e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Começou, então, a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir.»

Comentário:

Jesus Cristo escolhe propositadamente a passagem da Escritura que Lhe diz directamente respeito.

Sabe, naturalmente, que irá haver controvérsia entre os assistentes mas sente que de alguma forma tem de fazer o possível para esclarecer e dissipar as dúvidas que possam ter a Seu respeito.

Assim, e desta forma categórica, diz aos Seus conterrâneos Quem é e ao que vem, não lhes esconde a Sua verdadeira identidade nem deixa por definir a missão que o traz este mundo.

As Suas palavras talvez não sejam suficientes por isso mesmo dará abundantes provas da Sua Divindade com os milagres de toda a ordem e a Sua doutrina segura, coerente, verdadeira.

Dirá que se não acreditam nas Suas palavras que acreditem nas Suas obras e que o que diz o ouviu directamente de Seu Pai.

(AMA, comentário sobre Lc 4, 16-21, 14.01.2019)

Fazer da sua vida diária um testemunho de Fé


Muitas realidades materiais, técnicas, económicas, sociais, políticas, culturais..., abandonadas a si mesmas, ou nas mãos de quem carece da luz da nossa fé, convertem-se em obstáculos formidáveis à vida sobrenatural: formam como que um couto cerrado e hostil à Igreja. Tu, por seres cristão – investigador, literato, cientista, político, trabalhador... –, tens o dever de santificar essas realidades. Lembra-te de que o universo inteiro – escreve o Apóstolo – está a gemer como que em dores de parto, esperando a libertação dos filhos de Deus. (Sulco, 311)

Já falámos muito deste tema noutras ocasiões, mas permiti-me insistir de novo na naturalidade e na simplicidade da vida de S. José, que não se distinguia da dos seus vizinhos nem levantava barreiras desnecessárias.

Por isso, ainda que possa ser conveniente nalguns momentos ou em algumas situações, habitualmente não gosto de falar de operários católicos, de engenheiros católicos, de médicos católicos, etc., como se se tratasse de uma espécie dentro dum género, como se os católicos formassem um grupinho separado dos outros, dando assim a sensação de que existe um fosso entre os cristãos e o resto da humanidade. Respeito a opinião oposta, mas penso que é muito mais correcto falar de operários que são católicos, ou de católicos que são operários; de engenheiros que são católicos ou de católicos que são engenheiros. Porque o homem que tem fé e exerce uma profissão intelectual, técnica ou manual, está e sente-se unido aos outros, igual aos outros, com os mesmos direitos e obrigações, com o mesmo desejo de melhorar, com o mesmo empenho de se enfrentar com os problemas comuns e de lhes encontrar a solução.

O católico, assumindo tudo isto, saberá fazer da sua vida diária um testemunho de Fé, de Esperança e de Caridade; testemunho simples, normal, sem necessidade de manifestações aparatosas, pondo de manifesto – com a coerência da sua vida – a presença constante da Igreja no mundo, visto que todos os católicos são, eles mesmos, Igreja, pois são membros, com pleno direito, do único Povo de Deus. (Cristo que passa, 53)

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Leitura espiritual


A DIGNIDADE HUMANA


A.  A DIGNIDADE HUMANA

1. O que significa dignidade?

Dignidade é grandeza, excelência; é uma qualidade ou bondade superior pela qual algo ou alguém goza de especial valor o estima.

2. Em que se baseia a dignidade humana?

O homem possui grande dignidade principalmente por motivos espirituais (por isto se percebe porque um ateu dispõe de menos razões para respeitar o ser humano):

*     Estamos dotados de uma alma espiritual e imortal. Fomos criados à imagem e semelhança divinas. Possuímos entendimento e vontade.
*     Deus fez-se homem: a Segunda pessoa da Santíssima Trindade tomou a natureza humana.
*     Deus ama-nos.
*     A graça outorga ao homem a dignidade especial de filho de Deus.

Por isso é que um pecado mortal é o que maior dano causa ao homem e à sua dignidade pois faz perder o dom da graça e a filiação divina.

3. Consequências desta dignidade em relação à alma humana.

- Antes de tudo é importante evitar os pecados. E se se cometeram, convém confessar-se rapidamente para recuperar a graça e com ela a dignidade de filhos de Deus.
Em geral, trata-se de cuidar a alma própria e alheia.

Exemplos:

*     Respeitar a inteligência própria e dos outros, procurando dizer a verdade.
*     Caridade com o próximo recusando ódios, burlas e murmurações. Amar a liberdade dos outros. Evitar fanatismos.
*     Desvelo pela vida espiritual própria e dos outros. Por exemplo, dando catequese.

4. Consequências desta dignidade no que se refere ao corpo humano.

- O corpo humano participa da dignidade da pessoa e deve ser tratado com o respeito e cuidado correspondentes.

Exemplos:

*     Respeito à propriedade dos outros. Ajuda a países e pessoas necessitadas. Solidariedade. Cuidado com a própria vida e com a alheia. Recusar o aborto e a eutanásia. Afastar as drogas.

*     Adornar e vestir correctamente o corpo humano, usando uma moda digna.

*     Respeitar o próprio corpo bem como o alheio. Inclui-se a moderação na comida e bebida, bem como o correcto uso do sexo.

5. Como é o uso digno e correcto do sexo?

A dignidade do homem nestes aspectos exige várias coisas:

*     O corpo humano não deve ser objecto do uso ou troca (hoje com uma pessoa, amanhã com outra). Só se deve entregar a alguém quando há previamente um compromisso firme, diante de testemunhas (cerimónia de casamento) de querer-se para sempre.

*     As faculdades geradoras da pessoa humana têm uma missão de grande categoria: trazer ao mundo outros seres humanos. Usá-las unicamente para obter prazeres é rebaixar em grande escala a sua dignidade.
Estas perdas de dignidade são bastante claras e qualquer pessoa se sente mal-tratada quando se dá conta de que está a ser usada de uma forma temporária ou como objecto de prazer.


B. DIGNIDADE E UTILIZAÇÃO


1.        O que é utilizar?


Utilizar é empregar algo para atingir um fim. Utiliza-se um martelo para pregar um prego. Utiliza-se um cão para vigiar a casa, etc.


2.        Quem pode utilizar algo?


Em sentido restrito, apenas os seres inteligentes e livres podem estabelecer um fim às coisas. Um cavalo utiliza para comer, mas tal foi assim determinado pelo Criador e o cavalo não decide.


3.        O Senhor utiliza os homens?


O Criador dispôs um fim que torna o homem feliz. - o céu junto Dele - mas quis que fossemos inteligentes e livres e, por tanto, desejou que o homem pudesse auto-dirigir-se para esse fim. Esta liberdade forma parte importante da dignidade humana.


4.        Como se perde a dignidade por utilização?


A perda da dignidade neste aspecto pode ser de dois modos:

*     Por imposição de um fim, atentado contra a dignidade de um homem livre. Neste caso, o homem inteiro é utilizado.
*     Usando as coisas de um modo inferior à dignidade natural que possuem, recebida do Criador. Assim se emprega mal uma qualidade humana.


5.        Exemplo de perda de dignidade por imposição de fins?

Procuremos exemplo em que se priva o homem da vida, coisa que nenhuma pessoa deseja perder. Assim fica claro que é um fim imposto, contrário à liberdade e dignidade humanas.

*     Na escravidão, o servo carece de direitos e está completamente sujeito à vontade e fins que o seu amo deseje.
*     No nazismo, os judeus eram massacrados com o fim imposto de melhorar a raça.
*     No aborto, os embriões humanos são destruídos para conseguir fins alheios ao embrião.
*     No terrorismo, matam-se seres humanos por um fim político que eles não desejam.


6.        Exemplos de perda de dignidade por má utilização?


Aqui os casos são mais difíceis de reconhecer pois uma pessoa pode decidir.

Exemplos:

*     Utilizar a inteligência para roubar ou causar dano a outros é uma perda de dignidade para esse entendimento.
*     Aqui inclui-se o mencionado sobre o sexo. Empregá-lo unicamente para obter prazer diminui muito a dignidade da sexualidade, desprezando o grande dom de trazer filhos ao mundo.
*     Usar o tempo principalmente para a diversão deteriora a dignidade operativa do homem que deixa de fazer obras boas. A capacidade humana de fazer o bem fica diminuída.


7.        Estas consequências coincidem com os mandamentos?


É lógico que coincidam pois Deus deseja o nosso bem e a nossa dignidade. Os atentados contra a nossa dignidade ofendem o Criador. 

Nos pecados há uma lesão à dignidade dos outros homens ou de si mesmo, ou uma tentativa de ataque à dignidade divina.