
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
20/09/2018
Posesiones diabólicas
Este 23 de agosto, jueves, me encontraba por la mañana
confesando tranquilamente en Medjugorje cuando oí algo así como berridos, uno a
unos diez metros de mi confesionario y otro mucho más cerca. Cuando abrí la
puerta del confesionario, vi a una persona en mi fila tumbada. Me acerqué y era
una adolescente que parecía estar bajo los efectos de una posesión diabólica.
Como era la primera vez en mi vida que me encontraba con algo así, me preguntaba
qué podría hacer, pero inmediatamente llegaron dos sacerdotes que también estaban
confesando y nos dijeron que eran exorcistas. Yo, naturalmente, les dejé el
campo libre, mientras una hermanilla de ella, de unos cinco o seis años de
edad, también empezó a mostrar los mismos signos. La gente, en su gran mayoría
italianos, empezó a rezar fuerte el Ave María. Me acerqué al otro, un joven
entre unos veinte y treinta años, y vi que le estaban exorcizando. Me pidieron
una estola, que entregué. Pero como me di cuenta de que allí lo único que hacía
era estorbar, me retiré y volví al confesionario. Al poco rato unos aplausos me
hicieron saber que la niña había sido liberada, mientras llegaba un aviso del
párroco de Medjugorje pidiendo que se retirase a los endemoniados a un lugar
discreto. No sé lo que pasó con la adolescente, mientras el otro siguió
montando numeritos hasta que volvió a Italia. Hasta aquí los hechos.
Cuando volví a mi casa (me hospedaba en el castillo de Patrick
y Nancy, un matrimonio plenamente al servicio de la Virgen y muy conocido allí
por el testimonio de su conversión), uno de mis compañeros era un párroco de
Roma, que a partir de septiembre, es decir, ya, iba a ser uno de los cuatro
exorcistas de la diócesis de Roma. Lógicamente, le conté lo sucedido.
Personalmente, me impresionó mucho, aunque había leído
que era posible que una niña, por definición inocente, pudiese estar poseída.
El exorcista me explicó que casi seguro alguno de sus antepasados, posiblemente
algún abuelo, había hecho un pacto con el diablo para conseguir algo que
deseaba, como una promoción, y que ése era el precio. También me explicó que el
exorcismo en esos casos era bastante fácil, mientras hay otros cuyo tratamiento
puede durar bastante tiempo, incluso largos períodos. En cuanto a la petición
del párroco, que ciertamente de esto sabe un rato, de alejar a los endemoniados
le pareció conveniente, porque el demonio quiere hacerse publicidad y meter miedo,
pues el miedo encierra a la gente en sí misma, contra lo que nos previene
Jesucristo: “Que no se turbe vuestro corazón ni se acobarde" (Jn 14,27),
así como el famoso “No tengáis miedo” de San Juan Pablo II.
Para el conocido exorcista de Roma Gabriele Amorth, fallecido
en 2016, el demonio actúa fundamentalmente de cuatro modos: a) por la posesión
diabólica, la más grave, cuando se apodera de una persona y actúa a través de
los miembros de esa persona; pero nunca puede adueñarse del alma, por lo que
una persona, aun poseída, puede ser espiritualmente santa y benemérita para
Dios, aunque no lo demuestra con sus acciones externas; b) las vejaciones,
cuando el demonio, aun sin poseer a las personas, se dedica a molestarlas, como
sucedió con San Pío de Pietralcina o el cura de Ars; c) la obsesión diabólica,
cuando se adueña de la mente con pensamientos obsesivos, que pueden llegar a
imposibilitar una vida normal, d) la infestación diabólica, que no afecta
directamente a las personas, sino a casas, objetos o animales, como sucedió en
el evangelio en el episodio de los cerdos y el endemoniado de Gerasa (Lc 8,
30-34).
Para combatir al demonio están los exorcismos, que es una
oración pública reservada a los sacerdotes autorizados por su obispo, y las
oraciones de liberación o sanación, que las puede hacer cualquiera, sacerdote o
laico, y no tienen fórmulas fijas. El ejemplo de Jesús nos muestra que si nosotros
no queremos, el demonio no puede vencernos, sobre todo si no descuidamos la
vigilancia y la oración, recordando también que, si caemos en el pecado, Jesús,
por medio del sacramento de la Penitencia, está dispuestísimo a perdonarnos.
Y ahora, una noticia curiosa: el 4 de septiembre, el día
que me fui, esperaban en el castillo la primera de dos tandas, de veinticinco
personas cada una, de médicos abortistas ucranianos. Cómo llegaron a Medjugorje
para mí es un misterio, pero los caminos de Jesús y la Virgen no son nuestros
caminos. El año anterior, en una primera tanda, la jefa del grupo les dijo lo
siguiente: “Hoy, subiendo al monte del Vía Crucis, he tenido la sensación que
estaba pisando el cráneo y lo huesos de los niños que hemos matado”. Naturalmente,
fue expulsada fulminantemente de su puesto de trabajo y tuvo que empezar de
nuevo, pero hoy es una de las referentes en Ucrania de la lucha por la vida.
Pedro Trevijano (por Opinión 18 septiembre 2018)
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me:
Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Temas para reflectir e meditar
O desejo de
aprofundar o nosso conhecimento de Jesus Cristo não se deve a uma simples
curiosidade ou, talvez, ânsia de saber, mas, antes, à vontade íntima e a
certeza de conhecer melhor para amar melhor.
Não será
arriscado afirmar que muitos cristãos conhecem o Jesus Cristo que lhes foi
apresentado na catequese ainda muito jovens.
Mas Cristo
mudou?
Não!
Ele é o Mesmo de ontem, de hoje de sempre!
Mas, a
verdade é que ainda não é inteiramente conhecido por muitos.
Ele sabe e
tem consciência disso mesmo quando, por exemplo, pergunta aos discípulos quem
dizem os homens que é o Filho do Homem?
E, depois de
várias respostas acrescenta: e vós? [1]
Sim vós que
privais comigo que me ouvis sempre que falo vós quem dizeis Que Eu Sou?
E só Pedro
dá a resposta certa completa mas como o próprio Senhor dirá não fala por ele
mesmo mas o Espírito Santo que lhe coloca as palavras na boca.
Parece pois
claro que para aprofundar no conhecimento de Cristo é fundamental a assistência
do Espírito Santo e nomeadamente dos Seus Dons.
Será com
estes dons que poderemos ver mais claro aquilo que parece um pouco
esfumado, compreender mais facilmente o que se apresenta algo hermético.
(AMA,
reflexões)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 7, 36-50
36
Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à
mesa. 37 Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que
Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com
perfume. 38 Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os
pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume.
39 Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem
fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar,
porque é uma pecadora!» 40 Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para
te dizer.» «Fala, Mestre» - respondeu ele. 41«Um prestamista tinha dois
devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42 Não tendo
eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?» 43 Simão
respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste
bem.» 44 E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei
em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com
as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos. 45 Não me deste um ósculo;
mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés. 46 Não me ungiste a
cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume. 47 Por isso, digo-te que
lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem
pouco se perdoa pouco ama.» 48 Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão
perdoados.» 49 Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que
até perdoa os pecados?» 50 E Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em
paz.»
Comentário:
Fica bem clara a sensibilidade de Jesus, como Lhe agradam os gestos e
manifestações de carinho que Lhe dirigimos.
De tal forma que nunca deixa sem recompensa - e as "recompensas” do Senhor excedem sempre em muito o que recebe - qualquer bem que, do íntimo do nosso coração, Lhe façamos.
(AMA, comentário sobre Lc 7, 36-50, Carvide,
12.06.2016)
Leva-me pela tua mão, Senhor
Há uma quantidade muito considerável de
cristãos que seriam apóstolos... se não tivessem medo. São os mesmos que depois
se queixam, porque o Senhor (dizem eles!) os abandona... Que fazem eles com
Deus? (Sulco,
103)
Também a nós nos chama e nos pergunta
como a Tiago e João: Potestis bibere
calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este
cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber?
"Possumus"!. Sim, estamos
dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos
seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Demos ao Senhor o
nosso coração inteiro ou continuamos apegados a nós mesmos, aos nossos
interesses, à nossa comodidade, ao nosso amor-próprio? Há em nós alguma coisa
que não corresponda à nossa condição de cristãos e que nos impeça de nos
purificarmos? Hoje apresenta-se-nos a ocasião de rectificar.
É necessário que nos convençamos de que
Jesus nos dirige pessoalmente estas perguntas. É Ele que as faz, não eu. Eu não
me atreveria a fazê-las a mim próprio. Eu vou continuando a minha oração em voz
alta e vós, cada um de vós, por dentro, está confessando ao Senhor: Senhor, que
pouco valho! Que cobarde tenho sido tantas vezes! Quantos erros! Nesta ocasião
e naquela... nisto e naquilo... E podemos exclamar também: ainda bem, Senhor,
que me tens sustentado com a tua mão, porque eu sinto-me capaz de todas as
infâmias... Não me largues, não me deixes; trata-me sempre como um menino. Que
eu seja forte, valente, íntegro. Mas ajuda-me, como a uma criatura
inexperiente. Leva-me pela tua mão, Senhor, e faz com que tua Mãe esteja também
a meu lado e me proteja. E assim, possumus!,
poderemos, seremos capazes de ter-Te por modelo! (Cristo que passa, 15)
Leitura espiritual
São Josemaria Escrivá
Cristo que passa
98
O cristão perante a
história humana
Ser cristão não é título
de mera satisfação pessoal: tem nome - substância - de missão.
Já antes recordávamos que
o Senhor convida todos os cristãos a serem sal e luz do mundo; fazendo-se eco
desse mandato e com textos tomados do Antigo Testamento, S. Pedro escreve umas
palavras que definem muito claramente essa missão: Sois linhagem escolhida,
sacerdócio real, nação santa, povo de conquista, para publicar as grandezas
d'Aquele que nos arrancou das trevas para a luz admirável.
Ser cristão não é algo de
acidental; é uma realidade divina, que se insere nas entranhas da nossa vida,
dando-nos uma visão clara e uma vontade decidida de actuarmos como Deus quer.
Aprende-se assim que a
peregrinação do cristão no mundo tem de se converter num serviço contínuo,
prestado de modos muito diversos segundo as circunstâncias pessoais, mas sempre
por amor a Deus e ao próximo.
Ser cristão é actuar sem
pensar nas pequenas metas do prestígio ou da ambição, nem em finalidades que
podem parecer mais nobres, como a filantropia ou a compaixão perante as
desgraças alheias; é correr para o termo último e radical do amor que Jesus
Cristo manifestou morrendo por nós.
Verificam-se por vezes
algumas atitudes que nascem de não se saber penetrar neste mistério de Jesus.
Por exemplo, a mentalidade
daqueles que vêem o cristianismo como um conjunto de práticas ou actos de
piedade, sem perceberem a sua relação com as situações da vida corrente, com a
urgência de atender as necessidades dos outros e de se esforçar por remediar as
injustiças.
Por mim, diria que quem
tem essa mentalidade não compreendeu ainda o que significa o facto de o Filho
de Deus ter encarnado, tomando corpo, alma e voz de homem, participando no
nosso destino até ao ponto de experimentar a aniquilação suprema da morte.
Talvez por isso, algumas
pessoas, sem querer, consideram Cristo como um estranho no ambiente dos homens.
Outros, pelo contrário,
têm tendência para imaginar que, para poderem ser humanos, precisam de pôr em
surdina alguns aspectos centrais do dogma cristão e actuam como se a vida de
oração, a intimidade habitual com Deus, constituísse uma fuga das suas
responsabilidades e um abandono do mundo.
Esquecem-se de que Jesus,
precisamente, nos deu a conhecer até que extremos se deve ir no caminho do amor
e do serviço.
Só se procurarmos
compreender o arcano do amor de Deus, deste amor que chega até à morte, seremos
capazes de nos entregar totalmente aos outros, sem nos deixarmos vencer pelas
dificuldades ou pela indiferença.
99
É a fé em Cristo, que
morreu e ressuscitou, presente em todos e cada a um dos momentos da vida, que
ilumina as nossas consciências, incitando-nos a participar com todas as forças
nas vicissitudes e nos problemas da história humana.
Nessa história, que teve
início com a criação do mundo e terminará com a consumação dos séculos, o
cristão não é um apátrida: é um cidadão da cidade dos homens, com a alma cheia
de desejo de Deus, cujo amor começa já a entrever nesta etapa temporal e no
qual reconhece o fim a que estamos chamados todos os que vivemos na Terra.
Se o meu testemunho
pessoal tem interesse, posso dizer que sempre entendi o meu trabalho de
sacerdote e pastor de almas como uma tarefa dirigida a situar cada pessoa
perante as exigências totais da sua vida, ajudando-a a descobrir aquilo que
Deus em concreto lhe pede, sem pôr qualquer limitação à santa independência e à
bendita responsabilidade individual que são características de uma consciência
cristã.
Esse modo de agir e esse
espírito baseiam-se no respeito pela transcendência da verdade revelada e no
amor à liberdade da criatura humana.
Poderia acrescentar que se
baseiam também na certeza da indeterminação da História, aberta a múltiplas
possibilidades que Deus não quis limitar.
Seguir Cristo não
significa refugiar-se no templo, encolhendo os ombros perante o desenvolvimento
da sociedade, perante os acertos ou as aberrações dos homens e dos povos.
A fé cristã leva-nos, pelo
contrário, a ver o mundo como criação do Senhor, a apreciar, portanto, tudo o
que é nobre e belo, a reconhecer a dignidade de cada pessoa, feita à imagem de
Deus, e a admirar esse dom especialíssimo da liberdade, que nos faz senhores
dos nossos próprios actos e capazes, com a graça do Céu, de construir o nosso
destino eterno.
Seria minimizar a Fé
reduzi-la a uma ideologia terrena, arvorando um estandarte político-religioso
para condenar, não se sabe em nome de que investidura divina, aqueles que não
pensam do mesmo modo em problemas que são, pela sua própria natureza,
susceptíveis de receber numerosas e diversas soluções.
100
Reflectir no sentido da
morte de Cristo
A digressão que acabo de
fazer tem por única finalidade pôr em evidência uma verdade central: recordar
que a vida cristã encontra o seu sentido em Deus.
Nós os homens não fomos
criados apenas para edificar um mundo o mais justo possível: para além disso,
fomos colocados na Terra para entrar em comunhão com o próprio Deus.
Jesus não nos prometeu a
comodidade temporal, nem a glória terrena, mas a casa de Deus-Pai, que nos
espera no final do caminho.
A liturgia de Sexta-feira
Santa inclui um hino maravilhoso: o Crux Fidelis.
Nesse hino, somos
convidados a cantar e celebrar o glorioso combate do Senhor, o troféu que é a
Cruz, a esplêndida vitória de Cristo.
O Redentor do Universo, ao
ser imolado, triunfa. Deus, Senhor de toda a criação, não afirma a sua presença
com a força das armas, nem sequer com o poder temporal dos seus, mas sim com a
grandeza do seu amor infinito.
O Senhor não destrói a
liberdade do homem: precisamente foi Ele que nos fez livres.
Por isso mesmo não quer
respostas forçadas, mas sim decisões que saiam da intimidade do coração.
E espera de nós, cristãos,
que vivamos de tal maneira que aqueles que convivam connosco, por cima das
nossas próprias misérias, erros e deficiências, encontrem o eco do drama de
amor do Calvário.
Tudo o que temos,
recebemo-lo de Deus, para sermos sal que dê sabor, luz que leve aos homens a
alegre nova de que Ele é um Pai que ama sem medida.
O cristão é luz do mundo,
não porque vença ou triunfe, mas porque dá testemunho do amor de Deus.
E não será sal se não
servir para salgar; nem será luz se, com o seu exemplo e a sua doutrina, não
oferecer um testemunho de Jesus, se perder aquilo que constitui a razão de ser
da sua vida.
101
Convém que meditemos
naquilo que nos revela a morte de Cristo, sem ficarmos nas formas exteriores ou
em fases estereotipadas.
É necessário que nos
metamos de verdade nas cenas que vivemos durante estes dias da Semana Santa: a
dor de Jesus, as lágrimas de sua Mãe, a debandada dos discípulos, a fortaleza
das santas mulheres, a audácia de José e Nicodemos, que pedem a Pilatos o corpo
do Senhor.
Aproximemo-nos, em suma,
de Jesus morto, dessa Cruz que se recorta sobre o cume do Gólgota.
Mas aproximemo-nos com
sinceridade, sabendo encontrar o recolhimento interior que é sinal de
maturidade cristã.
Os acontecimentos, divinos
e humanos, da Paixão penetrarão desta forma na alma como palavra que Deus nos
dirige para desvelar os segredos do nosso coração e revelar-nos aquilo que
espera das nossas vidas.
Há já muitos anos, vi um
quadro que se gravou profundamente no meu íntimo.
Representava a Cruz de
Cristo e, junto ao madeiro, três anjos: um chorava desconsoladamente; outro
tinha um cravo na mão, como para se convencer de que aquilo era verdade; o
terceiro estava recolhido em oração.
Eis um programa sempre
actual para cada um de nós: chorar, crer e orar.
Perante a Cruz, dor dos
nossos pecados, dos pecados da Humanidade, que levaram Jesus à morte; fé, para
penetrarmos nessa verdade sublime que ultrapassa todo o entendimento e para nos
maravilharmos com o amor de Deus; oração, para que a vida e a morte de Cristo
sejam o modelo e o estímulo da nossa vida e da nossa entrega. Só assim nos
chamaremos vencedores!
Porque Cristo ressuscitado
vencerá em nós, e a morte transformar-se-á em vida.
(cont)
19/09/2018
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te»
.
.
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
Olho-Te nos olhos e digo quase envergonhado:
Senhor, eu já não sou jovem!
Estendes-me a Tua mão e com voz de imperativo amor,
repetes:
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
Perpassa nos meus olhos uma leve tristeza, pensando que
Tu, Senhor, não me ouviste, ou que não estás a falar comigo.
Mas Tu percebes.
Aliás, Tu percebes tudo o que me vai no intimo, no meu
coração, na minha vida e dizes-me novamente cheio de amor:
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
Olho para todos os lados, não vejo ninguém, percebo então
que é para mim e começo a levantar-me.
Falham-me as pernas, (ou falha-me a vontade), e fico a
meio caminho, olhando-Te ansioso.
É então que me agarras a mão, me puxas para Ti, me
encostas ao Teu coração e me repetes ao ouvido:
«Jovem, Eu te ordeno: levanta-te».
Sinto-me novo, sinto-me jovem, sinto-me envolvido em amor
e digo-Te olhos nos olhos:
É realmente verdade, Senhor: Tu renovas todas as coisas!
Monte Real, 18 de Setembro de 2018
Joaquim Mexia Alves
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JMA - Levanta-te
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Temas para reflectir e meditar
«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.» [1]
Parece claro
como deve ser o nosso amor, ou não?
Assemelhar-nos
a Cristo é imitar Cristo sem rodeios nem exclusões ou não seremos, quando
muito, bonzinhos… o que é muito pouco.
Ora,
exactamente, a aspiração do homem e, sobretudo do cristão, é imitar Jesus
Cristo que tem por Guia, Mestre e Pastor.
Chegamos,
pois, a uma questão de extrema importância, crucial:
Como imitar
quem não se conhece intimamente?
Temos a
certeza da resposta a esta pergunta?
Seria
importante mergulhar nessa tarefa: conhecer Jesus Cristo!
Pode parecer
uma proposta sem grande sentido. Afinal, somos cristãos baptizados,
frequentamos a Igreja, rezamos, recebemos os Sacramentos, que mais é
necessário para que se saiba que conhecemos Cristo, que O seguimos?
(AMA,
reflexões)
Evangelho e comentário
Evangelho: Lc 7, 31-35
31
«A quem, pois, compararei os homens desta geração? A quem são semelhantes? 32 Assemelham-se a crianças que, sentadas na
praça, se interpelam umas às outras, dizendo: ‘Tocámos flauta para vós, e não
dançastes! Entoámos lamentações, e não chorastes!’ 33 Veio João Baptista, que
não come pão nem bebe vinho, e dizeis: ‘Está possesso do demónio!’ 34 Veio o
Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: ‘Aí está um glutão e bebedor de
vinho, amigo de cobradores de impostos e de pecadores!’ 35 Mas a sabedoria foi
justificada por todos os seus filhos.»
Comentário:
Jesus Cristo, neste trecho
de São Lucas, refere, critica, algo muito importante para todos os homens em
geral e para os cristãos em particular: a recta intenção!
Mais que uma questão de
carácter ou de honestidade intelectual, a recta intenção tem de existir sempre
no que fazemos, pensamos ou, até, julgamos a propósito de outros.
Se o que se faz não tem
como objectivo principal – diria único – fazer a Vontade de Deus, não passará
de algo sem valor intrínseco que nem sequer é subjectivo.
É muito fácil aduzir
razões, atitudes, pensamentos baseados apenas no superficial, no passageiro.
Fácil e… inútil, sem
qualquer valor, repito.
Ver, ouvir com o coração e
com a alma e, depois, agir de acordo.
(AMA,
comentário sobre Lc 7, 31-35, 21.06.2017)
Adormeceu a Mãe de Deus
Esta é a chave para abrir a porta e
entrar no Reino dos Céus: "qui facit
voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum"
– quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)
Assumpta
est Maria in coelum gaudent angeli! – Maria foi levada por Deus, em corpo
e alma, para o Céu. E os Anjos rejubilam!
Assim canta a Igreja. – E é assim, com
este clamor de regozijo, que começamos a contemplação, desta dezena do Santo
Rosário.
Adormeceu a Mãe de Deus. – Em volta do
seu leito encontram-se os doze Apóstolos.
– Matias substituiu Judas.
E nós, por graça que todos respeitam,
estamos também a seu lado.
Mas Jesus quer ter Sua Mãe, em corpo e
alma, na Glória. – E a Corte celestial ostenta todo o seu esplendor, para
receber a Senhora. – Tu e eu – crianças, afinal – pegamos na cauda do
esplêndido manto azul da Virgem e assim podemos contemplar aquela maravilha.
A Trindade Santíssima recebe e cumula de
honras a Filha, Mãe e Esposa de Deus... – E é tamanha a majestade da Senhora,
que os Anjos perguntam Quem é esta? (Santo Rosário, 4º mistério Glorioso).
Leitura espiritual
São Josemaria Escrivá
Cristo que passa
94
Vamos acabar a nossa
meditação de Quinta-Feira Santa.
Se o Senhor nos ajudou - e
está sempre disposto, desde que lhe abramos o coração - teremos pressa de
corresponder àquilo que é mais importante: amar.
E saberemos difundir a
caridade entre os outros homens, com uma vida de serviço.
Dei-vos o exemplo, insiste
Jesus, falando aos seus discípulos na noite da Ceia, depois de lhes ter lavado
os pés.
Afastemos do coração o
orgulho, a ambição, os desejos de domínio e, à nossa volta e dentro de nós,
reinarão a paz e a alegria, enraizadas no sacrifício pessoal.
Finalmente, um pensamento
filial e amoroso para Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.
Peço desculpa de contar de
novo uma recordação da minha infância, desta vez relativa a uma imagem que se
difundiu muito na minha terra, quando S. Pio X impulsionou a prática da
comunhão frequente. Representava Maria a adorar a Hóstia Santa.
Hoje, como então e como
sempre, Nossa Senhora ensina-nos a falar e a conviver intimamente com Jesus, a
reconhecê-Lo e a encontrá-Lo nas diversas circunstâncias do dia e, de um modo
especial, nesse instante supremo - o tempo une-se com a eternidade - do Santo
Sacrifício da Missa, em que Jesus, com gesto de sacerdote eterno, atrai a si
todas as coisas, para as colocar, divino afflante Spiritu, por intermédio do
sopro do Espírito Santo, na presença de Deus Pai.
95
Esta semana, que o povo
cristão tradicionalmente chama Santa, oferece-nos uma vez mais a possibilidade
de considerar - de reviver - os momentos em que se consuma a vida de Jesus.
Tudo o que as diversas
manifestações de piedade nos trazem à memória nestes dias se encaminha decerto
para a Ressurreição, que é o fundamento da nossa fé, como escreve S. Paulo.
Mas não percorramos este
caminho demasiado depressa; não deixemos cair no esquecimento alguma coisa
muito simples, que por vezes parece escapar-nos: não poderemos participar da
Ressurreição do Senhor se não nos unirmos à sua Paixão e à sua Morte.
Para acompanhar a Cristo
na sua glória no final da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no
seu holocausto e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto no Calvário.
A entrega generosa de
Cristo enfrenta-se com o pecado, essa realidade dura de aceitar, mas inegável:
o mysterium iniquitatis, a inexplicável maldade da criatura que se ergue, por
soberba, contra Deus.
A história é tão antiga
como a Humanidade.
Recordemos a queda dos
nossos primeiros pais; depois, toda essa cadeia de depravações que marcam a marcha
dos homens; finalmente, as nossas rebeldias pessoais.
Não é fácil considerar a
perversidade que o pecado representa e compreender tudo o que a Fé nos ensina.
Temos de ter presente que,
mesmo no plano humano, a grandeza da ofensa se mede pela condição do ofendido,
pelo seu valor pessoal, pela sua dignidade social, pelas suas qualidades.
E o homem ofende a Deus: a
criatura renega o seu Criador.
Mas Deus é Amor.
O abismo de malícia, que o
que o pecado encerra, foi vencido por uma Caridade infinita.
Deus não abandona os
homens.
Os desígnios divinos
previram que, para reparar as nossas faltas, para restabelecer a unidade
perdida, não bastavam os sacrifícios da Antiga Lei: tornou-se necessária a
entrega de um homem que fosse Deus.
Podemos imaginar - para nos
aproximarmos de algum modo deste mistério insondável - que a Trindade
Santíssima se reúne em conselho na sua contínua relação íntima de amor imenso
e, como resultado de uma decisão eterna, o Filho Unigénito de Deus-Pai assume a
nossa condição humana, carrega sobre Si as nossas misérias e as nossas dores,
para acabar pregado com cravos num madeiro.
Esse fogo, esse desejo de
cumprir o decreto salvador de Deus-Pai, enche toda a vida de Cristo, desde o
seu nascimento em Belém.
Ao longo dos três anos que
com Ele conviveram, os discípulos ouvem-No repetir incansavelmente que o seu
alimento é fazer a vontade d'Aquele que O enviou, até que, no meio da tarde da
primeira Sexta-Feira Santa, se concluiu a sua imolação: inclinando a cabeça
entregou o espírito.
Com estas palavras
descreve-nos o Apóstolo S. João a morte de Cristo: Jesus, sob o peso da Cruz
com todas as culpas dos homens, morre por causa da força e da vileza dos nossos
pecados.
Meditemos no Senhor,
chagado dos pés à cabeça por amor de nós. Com frase que se aproxima da
realidade, embora não consiga exprimi-la completamente, podemos repetir com um
escritor de há séculos: O corpo de Jesus é um retábulo de dores.
A vista de Cristo feito um
farrapo, transformado num corpo inerte descido da Cruz e confiado a sua Mãe, à
vista desse Jesus destroçado, poder-se-ia concluir que esta cena é a
exteriorização mais clara de uma derrota.
Onde estão as massas que O
seguiram e o Reino cuja vinda anunciava? Contudo, não temos diante dos olhos
uma derrota, mas sim uma vitória: está agora mais perto do que nunca o momento
da Ressurreição, da manifestação da glória que Cristo conquistou com a sua
obediência.
96
A morte de Cristo
chama-nos a uma vida cristã plena
Acabamos de reviver o
drama do Calvário, aquilo que me atreveria a chamar a primeira Missa, a
primordial, celebrada por Jesus.
Deus-Pai entrega o seu
Filho à morte. Jesus, o Filho Unigénito, abraça-se ao madeiro, no qual O haviam
de justiçar, e o seu sacrifício é aceite pelo Pai. Como fruto da Cruz, derrama-se
sobre a Humanidade o Espírito Santo.
Na tragédia da Paixão
consuma-se a nossa própria vida e toda a história humana.
A Semana Santa não pode
reduzir-se a uma mera recordação, pois que nela se considera o mistério de
Jesus Cristo, que se prolonga nas nossas almas: o cristão está obrigado a ser
alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo.
Pelo Baptismo, fomos todos
constituídos sacerdotes da nossa própria existência, para oferecer vítimas
espirituais que sejam agradáveis a Deus por Jesus Cristo, para realizar cada
uma das nossas acções em espírito de obediência à vontade de Deus, perpetuando
assim a missão do Deus-Homem.
Por contraste, esta
realidade leva-nos a repararmos nas nossas desditas, nos nossos erros pessoais.
Tal consideração não nos
deve desanimar, nem colocar na atitude céptica de quem renunciou aos grandes
ideais.
Porque o Senhor
reclama-nos tal como somos, para que participemos da sua vida, para que lutemos
por ser santos.
Santidade!
Quantas vezes pronunciamos
esta palavra como se fosse um som vazio!
Para muitos, ela
representa mesmo um ideal inacessível, um tema da ascética, mas não um fim
concreto, uma realidade viva.
Não pensavam deste modo os
primeiros cristãos, que usavam o nome de santos para se chamarem entre si com
toda a naturalidade e com grande frequência: saúdam-vos todos os santos, saudai
todos os santos em Cristo Jesus.
Situados agora no
Calvário, quando Jesus já morreu e não se manifestou ainda a glória do seu
triunfo, temos uma boa ocasião para examinar os nossos desejos de vida cristã,
de santidade para reagir com um acto de fé perante as nossas debilidades e,
confiando no poder de Deus, fazer o propósito de pôr amor nas coisas do nosso
dia-a-dia.
A experiência do pecado
tem de nos conduzir à dor, a uma decisão mais madura e mais profunda de sermos
fiéis, de nos identificarmos deveras com Cristo, de perseverarmos, custe o que
custar, nessa missão sacerdotal que Ele encomendou a todos os seus discípulos
sem excepção, que nos impele a sermos sal e luz do mundo.
97
A consideração da morte de
Cristo traduz-se num convite a situarmo-nos, com absoluta sinceridade, perante
o nosso trabalho ordinário, a tomarmos a sério a Fé que professamos.
A Semana Santa, portanto,
não pode ser um parêntesis sagrado no contexto de um viver movido só por
interesses humanos: tem de ser uma ocasião para penetrarmos na profundidade do
Amor de Deus, para podermos assim, com a palavra e com as obras, mostrá-lo aos
outros homens.
Mas o Senhor impõe
condições.
Há uma declaração sua, que
S. Lucas nos conserva, da qual não se pode prescindir: Se alguém quer vir a Mim
e não aborrece o pai e a mãe, a mulher e os filhos, os irmãos e as irmãs e até
a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. São palavras duras.
Decerto nem o odiar nem o
aborrecer exprimem bem o pensamento original de Jesus.
De qualquer maneira, as
palavras do Senhor foram fortes, pois não se reduzem a um amor menor, como por
vezes se interpreta temperadamente, para suavizar a frase.
É tremenda essa expressão
tão taxativa, não porque implique uma atitude negativa ou impiedosa, pois o
Jesus que fala agora é o mesmo que manda amar os outros como a própria alma e
entrega a sua vida pelos homens: aquela locução indica simplesmente que perante
Deus não cabem meias-tintas.
Poderiam traduzir-se as
palavras de Cristo por amar mais, amar melhor, ou então por não amar com um
amor egoísta, nem tão-pouco com um amor de vistas curtas: devemos amar com o
Amor de Deus. Disto é que se trata!
Reparemos na última das
exigências de Jesus: et animam suam, a vida, a própria alma é o que o Senhor
pede.
Se somos fátuos, se nos
preocupamos apenas com a nossa comodidade pessoal, se centramos a existência
dos outros e até o próprio mundo em nós mesmos, não temos o direito de nos
chamarmos cristãos, de nos considerarmos discípulos de Cristo.
A entrega tem de se fazer
com obras e com verdade, não apenas com a boca.
O amor a Deus convida-nos
a levarmos a cruz a pulso, a sentir também sobre nós o peso da Humanidade
inteira e a cumprirmos, nas circunstâncias próprias do estado e do trabalho de
cada um, os desígnios, claros e amorosos ao mesmo tempo, da vontade do Pai. Na
passagem que comentamos, Jesus prossegue: Aquele que não carrega com a sua cruz
para Me seguir também não pode ser meu discípulo.
Aceitemos sem medo a
vontade de Deus, formulemos sem vacilações o propósito de edificar toda a nossa
vida de acordo com aquilo que nos ensina e nos exige a nossa fé.
Estejamos seguros de que
encontraremos luta, sofrimento e dor; mas, se possuirmos de verdade a Fé, nunca
nos sentiremos infelizes: também com sofrimentos, e até mesmo com calúnias,
seremos felizes, com uma felicidade que nos impelirá a amar os outros para os
fazer participar da nossa alegria sobrenatural.
(cont)
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