19/03/2018

Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe

Invoca a Santíssima Virgem; não deixes de pedir-lhe que se mostre sempre tua Mãe – "monstra te esse Matrem!" – e que te alcance, com a graça do seu Filho, clareza de boa doutrina na inteligência e amor e pureza no coração, com o fim de saberes ir até Deus e levar-lhe muitas almas. (Forja, 986)


Deves ter uma intensa devoção à nossa Mãe. Ela sabe corresponder com finura aos obséquios que Lhe fizermos. Além disso, se rezares o Terço todos os dias com espírito de fé e de amor, Nossa Senhora encarregar-se-á de te levar muito longe pelo caminho do seu Filho. (Sulco, 691)


Sem o auxílio da nossa Mãe, como havemos de aguentar-nos na luta diária? – Procuras essa ajuda constantemente? (Sulco, 692)


O amor à nossa Mãe será sopro que transforme em lume vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza. (Caminho, 492)


Ama a Senhora. E Ela te obterá graça abundante para venceres nesta luta quotidiana. – E de nada servirão ao maldito essa coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração. – "Serviam!" – Servirei! (Caminho, 493)



A Jesus sempre se vai e se "torna a ir" por Maria. (Caminho, 495)

Devoción a la Virgen



Brian Jackson, director de la película sobre Garabandal: «La trama es impresionante y un mensaje de esperanza»

Temas para reflectir e meditar

A força do Silêncio, 288



Devemos implicar Deus no combate contra a injustiça.

(…)

O silêncio da oração é o único equipamento de combate.

O silêncio da invocação, o silêncio da adoração, o silêncio da espera são as armas mais eficazes. (…)


CARDEAL ROBERT SARAH

Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma

São José

Evangelho: Lc 2, 41-51

41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42 Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. 43 Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. 44 Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45 Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46 Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47 Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. 48 Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!» 49 Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?» 50 Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse. 51 Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração.

Comentário:

No dia em que a Igreja celebra a festa do Santo Patriarca São José este texto de São Lucas contém um pormenor de elevadíssima importância.

Revela a delicadeza de coração da Santa Mãe de Deus quando nomeia em primeiro lugar o Pai Adoptivo do Senhor:
«Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!»

E, ao mesmo tempo, faz ressaltar a humildade de São José que acompanhando sempre a sua Família – Nossa Senhora e o Menino Jesus – não pronuncia uma palavra, não impõe uma presença.

Ao elegê-lo como Patrono, a Santa Igreja, não podia ter escolhido melhor, alguém obediente nos ínfimos detalhes, capaz de grandes decisões – como a fuga para o Egipto -, guarda e protector fiel e atento.

Não nos esqueçamos que – embora não haja relatos sobre o caso – São José morreu entre os braços amorosos da Santíssima Virgem e de Jesus Cristo.

Segundo a Santa de Ávila não há ninguém melhor colocado para interceder por nós junto do Senhor.

(AMA, comentário sobre Lc 2, 41-51, 07.12.2017)


Leitura espiritual

TEMA 24. (I) A Unção dos Doentes

Para um cristão, a doença e a morte podem e devem ser meios para se santificar e redimir com Cristo. Para isto contribui a Unção dos Doentes.
  
1. A Unção dos Doentes, sacramento de salvação e de cura

Natureza deste sacramento A Unção dos Doentes é um sacramento instituído por Cristo, insinuado como tal no Evangelho de S. Marcos (cf. Mc 6, 13), recomendado e promulgado aos fiéis pelo Apóstolo S. Tiago: «Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja e que estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5, 14-15). A Tradição viva da Igreja, reflectida nos textos do Magistério eclesiástico, reconheceu neste rito, especialmente destinado a confortar os doentes e a purificá-los do pecado e de suas sequelas, um dos sete sacramentos da Nova Lei[1]. Sentido cristão da dor, da morte e da preparação para bem morrer No Ritual da Unção dos Doentes, o sentido da doença do homem, dos seus sofrimentos e da morte compreendem-se à luz do desígnio salvador de Deus, mais concretamente, à luz do valor salvífico da dor assumida por Cristo, o Verbo Encarnado, no mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição[2]. O Catecismo da Igreja Católica apresenta uma concepção similar: «Pela sua paixão e morte na cruz. Cristo deu novo sentido ao sofrimento: desde então este pode configurar-nos com Ele e unir-nos à sua paixão redentora» (Catecismo, 1505). «Cristo convida os discípulos a seguirem-no, tomando a sua cruz (cf. Mt 10, 38). Seguindo-O, eles adquirem uma nova visão da doença e dos doentes» (Catecismo, 1506). A Sagrada Escritura indica uma estreita relação entre a doença, a morte e o pecado[3]. Mas seria um erro considerar a doença como um castigo pelos pecados pessoais (cf. Jo 9, 3). O sentido da dor do inocente só se alcança à luz da fé, crendo firmemente na Bondade e na Sabedoria de Deus, na sua Providência amorosa e contemplando o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, graças à qual foi possível a Redenção do mundo[4]. Ao mesmo tempo que o Senhor nos ensinou o sentido positivo da dor para realizar a Redenção, quis curar a multidão de doentes, manifestando no seu poder sobre a dor e a doença, a sua potestade para perdoar os pecados (cf. Mt 9, 2-7). Depois da Ressurreição envia os Apóstolos: «Em meu nome... hão-de impor as mãos aos doentes, e estes ficarão curados»: Mc 16, 1 7-18) (cf. Catecismo, 1507)[5]. Para um cristão, a doença e a morte podem e devem ser meios para se santificar e redimir com Cristo. A Unção dos Doentes ajuda a viver estas realidades dolorosas da vida humana com sentido cristão: «Na Unção dos Doentes, como agora chamam à Extrema Unção, assistimos a uma amorosa preparação da viagem, que terminará na casa do Pai»[6].
2. A estrutura do signo sacramental e a celebração do sacramento

Segundo o Ritual da Unção dos Doentes, a matéria apta do sacramento é o azeite ou, em caso de necessidade, outro óleo vegetal[7]. Este azeite deve ser benzido pelo bispo ou por um presbítero que tenha essa faculdade[8]. A Unção administra-se ungindo o doente na fronte e nas mãos[9]. A fórmula sacramental usada no rito latino para administrar o sacramento da Unção dos Doentes é a seguinte: «Per istam sanctam Unctionem et suam piissimam misericordiam adiuvet te Dominus gratia Spiritus Sancti. Amen./ Ut a peccatis liberatum te salvet atque propitius allevet. Ámen». (Por esta santa unção e pela sua infinita misericórdia o Senhor venha em teu auxílio com a graça do Espírito Santo, para que, liberto dos teus pecados, Ele te salve e, na sua bondade, alivie os teus sofrimentos. Ámen)[10]. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, «é muito conveniente que seja celebrada durante a Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor. Se as circunstâncias a tal convidarem, a celebração do sacramento pode ser precedida pelo sacramento da Penitência e seguida pelo da Eucaristia. Enquanto sacramento da Páscoa de Cristo, a Eucaristia deveria ser sempre o último sacramento da peregrinação terrestre, o “viático” da “passagem” para a vida eterna» (Catecismo, 1517).
3. Ministro da Unção dos Doentes

O ministro deste sacramento é unicamente o sacerdote (bispo ou presbítero)[11]. É dever dos pastores instruir os fiéis sobre os benefícios deste sacramento. Os fiéis (em particular, os familiares e os amigos) devem animar os doentes a chamar o sacerdote para receber a Unção dos Doentes (cf. Catecismo, 1516). Convém que os fiéis tenham presente que no nosso tempo tende-se a “isolar” a doença e a morte. Nas clínicas e nos hospitais modernos, os doentes graves morrem frequentemente na solidão, embora se encontrem rodeados de outras pessoas numa “unidade de cuidados intensivos”. Todos – em particular os cristãos que trabalham em ambientes hospitalares – devem fazer um esforço para que não faltem aos doentes internados os meios que dêem consolo e alívio ao corpo e à alma do que sofre. Entre esses meios – além do sacramento da Penitência e do Viático – encontra-se o sacramento da Unção dos Doentes.
4. Sujeito da Unção dos Doentes

O sujeito da Unção dos Doentes é qualquer pessoa baptizada, que tenha alcançado o uso da razão e se encontre em perigo de vida face a uma doença grave, ou por velhice acompanhada de avançada debilidade senil[12]. Aos defuntos não se pode administrar a Unção dos Doentes. Para receber os frutos deste sacramento requer-se do sujeito a prévia reconciliação com Deus e com a Igreja, pelo menos com o desejo, inseparavelmente unido à intenção de se confessar, quando for possível, no sacramento da Penitência. Por isso, a Igreja prevê que, antes da Unção, se administre ao doente o sacramento da Penitência e da Reconciliação[13]. O sujeito deve ter a intenção, pelo menos habitual e implícita, de receber este sacramento[14]. Dito de outro modo: o doente deve ter a vontade, não retratada, de morrer como morrem os cristãos e com os auxílios sobrenaturais que lhes estão destinados. Embora a Unção dos Doentes se possa administrar a quem já tenha perdido os sentidos, há que procurar que se receba com conhecimento, para que o doente se disponha melhor receber a graça do sacramento. Não se deve administrar àqueles que permanecem obstinadamente impenitentes em pecado mortal manifesto (cf. CDC, cân. 1007). Se um doente, que recebeu a Unção dos Doentes, recupera a saúde pode, no caso de nova doença grave, tornar a receber este sacramento; e, no decurso da mesma doença, o sacramento pode ser reiterado caso a doença se agrave (cf. CDC, cân. 1004, 2). Por fim, convém ter presente esta indicação da Igreja: «No caso de dúvida sobre se o doente alcançou o uso da razão, se sofre de uma doença grave ou já faleceu, administre-se o sacramento» (CDC, cân. 1005).
5. Necessidade deste sacramento

A recepção da Unção dos Doentes não é necessária como necessidade de meio para a salvação, mas não se deve prescindir voluntariamente deste sacramento, se é possível recebê-lo, porque o contrário seria rejeitar um auxílio de grande eficácia para a salvação. Privar um doente desta ajuda poderia constituir um pecado grave.
6. Efeitos da Unção dos Doentes

Enquanto verdadeiro e próprio sacramento da Nova Lei, a Unção dos Doentes transmite ao cristão a graça santificante; além disso, a graça sacramental específica da Unção dos Doentes tem como efeitos: - A união mais íntima com Cristo na sua Paixão redentora, para o seu bem e de toda a Igreja (cf. Catecismo, 1521-1522; 1532). - O consolo, a paz e o ânimo para vencer as dificuldades e os sofrimentos próprios da doença grave ou da fragilidade devida à velhice (cf. Catecismo, 1520; 1532). - A libertação das relíquias do pecado e o perdão dos pecados veniais, bem como dos mortais no caso do doente se ter arrependido mas não tenha podido receber o sacramento da Penitência (cf Catecismo, 1520). - O restabelecimento da saúde corporal, se tal for a vontade de Deus (cf. Concílio de Florença: DS 1325; Catecismo, 1520). - A preparação na passagem para a vida eterna. Neste sentido, afirma o Catecismo da Igreja Católica: «Esta graça é um dom do Espírito Santo, que renova a confiança e a fé em Deus, e dá força contra as tentações do Maligno, especialmente a tentação do desânimo e da angústia da morte (cf. Tg 5, 15)» (Catecismo, 1520).


ÁNGEL GARCÍA IBÁÑEZ
Bibliografia básica
- Catecismo da Igreja Católica, 1499-1532.
Leituras recomendadas
- S. João Paulo II, Carta Apostólica Salvifici Doloris, 11-II-1984. - P. Adnès, L’Onction des malades. Histoire et theólogie, FAC-éditions, Paris 1994, pp. 86 (trad. it.: L’Unzione degli infermi, Storia e teologia, Edizioni San Paolo, Cinisello Balsamo (Milano) 1996, pp. 99. - F. M. Arocena, Unción de enfermos, Diccionario de Teología, Eunsa, Pamplona 2006, pp. 983-989.

Notas
[1]Cf. DS 216; 1324-1325; 1695-1696; 1716-1717; Catecismo, 1511-1513. [2]Cf. Ritual da Unção dos Doentes, Praenotanda, 1-2. [3]Cf. Dt 28, 15; Dt 28, 21-22; Dt 28, 27; Sl 37 (38), 2-12; Sl 38 (39), 9-12; Sl 106 (107), 17; Sb 2, 24; Rm 5, 12; Rm 5, 14-15. [4]«Cristo não só Se deixa tocar pelos doentes, como também faz suas as misérias deles: “Tomou sobre Si as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças” (Mt 8, 17) (…). Na cruz, Cristo tomou sobre Si todo o peso do mal (cf. Is 53, 4-6) e tirou “o pecado do mundo” (Jo 1, 29), do qual a doença não é mais que uma consequência» (Catecismo, 1505). [5]A dor, em si, não salva nem redime. Só a doença vivida na fé, na esperança e no amor de Deus, só a doença vivida em união com Cristo, purifica e redime. Então, Cristo salva-nos não da dor, mas na dor, transformada em oração, num “sacrifício espiritual” (cf. Rm 12, 1; 1 Pe 2, 4-5), que podemos oferecer a Deus unindo-nos ao sacrifício Redentor de Cristo, actualizado em cada celebração da Eucaristia para que nós possamos participar nele. Além disso, convém considerar que «entra dentro do plano providencial de Deus que o homem lute ardentemente contra qualquer doença e procure solicitamente a saúde, para que possa continuar a desempenhar as suas funções na sociedade e na Igreja, de tal modo que esteja sempre disposto a completar o que falta à Paixão de Cristo para a salvação do mundo, esperando a libertação na glória dos filhos de Deus (cf. Cl 1, 24; Rm 8, 19-21)» (Ritual da Unção dos Doentes) [6]S. Josemaria, Cristo que Passa, 80. [7]Cf. Ritual da Unção dos Doentes, Praenotanda, n. 20; Concílio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 73 Paulo VI, Const. Ap. Sacram Unctionem Infirmorum, 30-XI-1972, AAS 65 (1973) 8. [8]Cf. Ritual da Unção dos Doentes, Praenotanda, 21. Neste documento indica-se também, de acordo com o CDC, cân. 999, que qualquer sacerdote, em caso de necessidade, pode benzer o óleo para a Unção dos Doentes, mas dentro da celebração. [9]Cf. Idem, Praenotanda, 23. Em caso de necessidade, bastaria fazer uma só unção na fronte ou noutra parte conveniente do corpo (cf. ibidem). [10]Ritual da Unção dos Doentes, Praenotanda, n. 25; cf. CDC, cân. 847, 1; Catecismo, 1513. Esta fórmula pronuncia-se de modo que a primeira parte se diz enquanto se unge a fronte e a segunda enquanto se ungem as mãos. Em caso de necessidade, quando só se pode dar uma unção, o ministro pronuncia simultaneamente a fórmula inteira (cf. Ritual da Unção dos Doentes, Praenotanda, n. 23) [11]Cf. CDC, cân. 1003, 1. Nem os diáconos nem os fiéis leigos podem administrar validamente a Unção dos Doentes (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, Nota sobre o ministro do sacramento da Unção dos Doentes, «Notitiae», 41 (2005) 479). [12]Cf. Concilio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 73; CDC, cân. 10041007; Catecismo, 1514. A Unção dos Doentes não é um sacramento para os fiéis que estão na chamada “terceira idade” (não é um sacramento para reformados), nem sequer é um sacramento para moribundos. No caso de uma operação cirúrgica, a Unção dos Doentes pode administrar-se quando a doença, que motiva a operação, pode pôr em perigo a vida do doente. [13]Cf. Concilio Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 74. [14]A este propósito, diz o CDC: «Deve-se administrar este sacramento aos doentes que, quando estão na posse das suas faculdades, o tenham pedido pelo menos de forma implícita» (cân. 1006).


Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 13 19

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

Mas permitir o divórcio não impede que continuem casados.


Respondo:


Com leis a favor do divórcio uma pessoa pode continuar casada; e com uma lei de indissolubilidade continua a haver adultérios. 
O problema não está no que se pode fazer, mas sim no que se deseja proteger. 
E a família estará mais protegida se a lei proibir o divórcio.

El reto del amor




VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





18/03/2018

Reto del amor




VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)


Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram.


Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor.



Mais petições. Nós, homens, estamos quase sempre inclinados a pedir. Desta vez, é pelos nossos irmãos defuntos e por nós mesmos. Por isso, aqui aparecem todas as nossas infidelidades e misérias. O peso da sua carga é muito grande, mas Ele quer levá-lo por nós e connosco. O Canon vai terminar com outra invocação à Santíssima Trindade: per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso.... por Cristo, com Cristo e em Cristo, nosso Amor, a Ti, Deus Pai Todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, Te seja dada toda a honra e glória pelos séculos dos séculos. (Cristo que passa, 90)

Temas para meditar e reflectir

Transubstanciação

O milagre da transubstanciação realizou-se exclusivamente para vós. Jesus veio e habitou só para vós (...).

Nenhum intermediário, nenhum agente secundário nos comunicará a influência que a nossa alma necessita; virá Ele próprio.

Quanto deve querer-nos para fazer isto?

Que decidido deve estar a que pela Sua parte não falte nada, que não tenhamos nenhuma desculpa para rejeitar o que nos oferece, quando o traz Ele próprio!

E nós tão cegos, tão vacilantes, tão desdenhosos, tão pouco dispostos a dar-nos plenamente àquele que se dá totalmente a nós!


(R. A. KNOX, Sermões pastorais, pg. 516-517)





Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma

Evangelho: Jo 12, 20-23

20 Entre os que tinham subido a Jerusalém à Festa para a adoração, havia alguns gregos. 21 Estes foram ter com Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e pediam-lhe: «Senhor, nós queremos ver Jesus!» 22 Filipe foi dizer isto a André; André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. 23 Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora de se revelar a glória do Filho do Homem.

Comentário:

Há como que uma união fraterna entre os discípulos de Jesus – principalmente entre os Doze – que os leva a não tomarem nenhuma decisão ou fazer seja o que for, sozinhos, sem o apoio de pelo menos um companheiro.

Vê-se que está em formação o “Colégio Apostólico”, como que uma ‘família mais próxima de Jesus’ que partilha com Ele todos os momentos e o que vai acontecendo ao longo dos dias.

Parece-me que deve ser assim entre os cristãos. É sempre avisado consultar antes de agir, informar-se previamente a qualquer acção.
Para isso o ideal é a direcção espiritual onde nos são dadas indicações seguras de como proceder em cada caso.


(AMA, comentário sobre Jo 12, 20-23, 07.12.2017)

Leitura espiritual

TEMA 22 A Penitência (I)

Cristo instituiu o sacramento da Penitência oferecendo-nos uma nova possibilidade de nos convertermos e de recuperarmos, depois do Baptismo, a graça da justificação.
  
1. A luta contra o pecado depois do Baptismo
1.1. Necessidade da conversão

Apesar do Baptismo apagar todo o pecado, de nos fazer filhos de Deus e dispor a pessoa para receber a dádiva divina da glória do Céu, ainda ficamos expostos nesta vida a cair no pecado; as quedas são frequentes e ninguém está dispensado de lutar contra ele. Jesus ensinou-nos a rezar no Pai Nosso: «Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», e isto não de vez em quando, mas todos os dias, frequentemente. O Apóstolo S. João também diz: «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós» (1 Jo 1, 8). E aos primeiros cristãos em Corinto, S. Paulo exortava: «Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 20). Assim, a chamada de Deus à conversão: «O tempo chegou ao seu termo, o Reino de Deus está próximo: convertei-vos e acreditai na boa-nova» (Mc 1, 15), não se dirige apenas aos que ainda não O conhecem, mas a todos os cristãos que também se devem converter e avivar a sua fé. «Esta segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja» (Catecismo, 1428).

1.2. A penitência interior

A conversão começa no nosso interior: a que se limita a aparências externas não é verdadeira conversão. Ninguém se pode opor ao pecado, ofensa a Deus, senão com um acto verdadeiramente bom, acto de virtude, com o qual se arrepende daquilo com que contrariou a vontade de Deus, e procura activamente eliminar essa desordem com todas as suas consequências. Nisto consiste a virtude da penitência. «A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma rotura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más acções que cometemos. Ao mesmo tempo, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça» (Catecismo, 1431). A penitência não é obra exclusivamente humana, um reajustamento interior resultante dum forte domínio de si próprio, que coloca em jogo todos os impulsos do conhecimento próprio e uma série de decisões enérgicas. «A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: «Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos» (Lm 5, 21).Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo» (Catecismo, 1432).
1.3. Diversas formas de penitência na vida cristã

A conversão nasce do coração, mas não fica encerrada no interior do homem, mas frutifica em obras exteriores, pondo em jogo a pessoa inteira, corpo e alma. Entre essas, destacam-se, em primeiro lugar, as que estão incluídas na celebração da Eucaristia e as do sacramento da Penitência, que Jesus instituiu para que saíssemos vitoriosos na luta contra o pecado. Além disso, o cristão possui muitas outras formas de pôr em prática o seu desejo de conversão. «A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola (cf. Tb 12, 8; Mt 6, 1-18), que exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros» (Catecismo, 1434). A essas três formas se reconduzem, dum modo ou de outro, todas as obras que nos permitem rectificar a desordem do pecado. Por jejum entende-se não só a renúncia moderada ao gosto nos alimentos, mas também tudo o que se exige ao corpo para não lhe dar prazeres, a fim de nos dedicarmos ao que Deus nos pede para o bem dos outros e de nós próprios. Como oração, podemos entender todos os esforços das nossas faculdades espirituais – inteligência, vontade, memória – para nos unirmos a Deus nosso Pai numa conversação familiar e íntima. No que se refere à esmola, não se trata apenas de dar dinheiro ou outros bens materiais aos necessitados, mas também outros tipos de donativos: compartilhar o próprio tempo, cuidar dos doentes, perdoar aos que nos ofenderam, corrigir quem necessita de rectificar, consolar quem sofre, e muitas outras manifestações de entrega aos outros. Especialmente nalguns momentos, a Igreja impulsiona-nos a realizar obras de penitência, que nos servem também para sermos mais solidários com os nossos irmãos na fé. «Os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja» (Catecismo, 1438).
2. O sacramento da Penitência e Reconciliação
2.1. Cristo instituiu este sacramento

«Cristo instituiu o sacramento da Penitência para todos os membros pecadores da sua Igreja, antes de mais para aqueles que, depois do Baptismo, caíram em pecado grave e assim perderam a graça baptismal e feriram a comunhão eclesial. É a eles que o sacramento da Penitência oferece uma nova possibilidade de se converterem e de reencontrarem a graça da justificação. Os Padres da Igreja apresentam este sacramento como “a segunda tábua (de salvação), depois do naufrágio que é a perda da graça”» (Catecismo, 1446). Jesus, durante a sua vida pública, não só exortou os homens à penitência como, acolhendo os pecadores, os reconciliava com o Pai[1]. «Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes transmitiu o seu próprio poder divino de perdoar os pecados: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”» (Jo 20, 22-23). (Catecismo, 976). É um poder que se transmite aos bispos, sucessores dos apóstolos como pastores da Igreja, e aos presbíteros, que são sacerdotes do Novo Testamento, colaboradores dos bispos, em virtude do sacramento da Ordem. «Cristo quis que a sua Igreja fosse, toda ela, na sua oração, na sua vida e na sua actividade, sinal e instrumento do perdão e da reconciliação que Ele nos adquiriu pelo preço do seu sangue. Entretanto, confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico» (Catecismo, 1442). 
2.2. Nomes deste sacramento

Este sacramento tem diversos nomes conforme se acentua um ou outro aspecto. «É chamado sacramento da Penitência, porque consagra uma caminhada pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador» (Catecismo, 1423). «Sacramento da Reconciliação, porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia» (Catecismo, 1424). «Sacramento da confissão, porque (…) a confissão dos pecados perante o sacerdote é um elemento essencial deste sacramento» (ibidem). «Sacramento do perdão, porque, pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede ao penitente “o perdão e a paz”» (ibidem) . «Sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente o apelo de Jesus à conversão» (Catecismo, 1423).
2.3. Sacramento da Reconciliação com Deus e com a Igreja

«Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência, obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e, ao mesmo tempo, reconciliam-se com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão» (Lumen Gentium, 11). «Como o pecado é uma ofensa a Deus, que quebra amizade com Ele, a penitência “tem como termo o amor e o abandono no Senhor”. Assim, o pecador, movido pela graça de Deus misericordioso, inicia o seu percurso de conversão, retorna ao Pai, que “nos amou primeiro”, a Cristo que se entregou por nós e ao Espírito Santo que derramado copiosamente em nós»[2]. «”Por arcanos e misteriosos desígnios de Deus, os homens estão vinculados entre si por laços sobrenaturais, de tal maneira que o pecado de um prejudica os outros, do mesmo modo que a santidade de um beneficia os outros”. Por isso a penitência tem como consequência a reconciliação com os outros, bem como a santidade de um beneficia aqueles que o próprio pecado prejudica»[3].
2.4. A estrutura fundamental da Penitência

«Os elementos essenciais do sacramento da Reconciliação são dois: os actos realizados pelo homem que se converte sob a acção do Espírito Santo e a absolvição do sacerdote, que em Nome de Cristo concede o perdão e estabelece a modalidade da satisfação» (Compêndio, 302).
3. Os actos do penitente

São «os actos do homem que se converte sob a acção do Espírito Santo, a saber, a contrição, a confissão e a satisfação» (Catecismo, 1448).
3.1. A contrição

«Entre os actos do penitente, a contrição ocupa o primeiro lugar. Ela é “uma dor da alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não mais pecar no futuro” [4]» (Catecismo, 1451). Quando procedente do amor de Deus, amado sobre todas as coisas, a contrição é dita «perfeita» (contrição de caridade). Uma tal contrição perdoa as faltas veniais: obtém igualmente o perdão dos pecados mortais, se incluir o propósito firme de recorrer, logo que possível, à confissão sacramental» (Catecismo, 1452). «A contrição dita «imperfeita» (ou «atrição») é, também ela, um dom de Deus, um impulso do Espírito Santo. Nasce da consideração da fealdade do pecado ou do temor da condenação eterna e das outras penas de que o pecador está ameaçado (contrição por temor). Um tal abalo da consciência pode dar início a uma evolução interior, que será levada a bom termo sob a acção da graça, pela absolvição sacramental. No entanto, por si mesma, a contrição imperfeita não obtém o perdão dos pecados graves, mas dispõe para obtê-lo no sacramento da Penitência» (Catecismo, 1453). «É conveniente que a recepção deste sacramento seja preparada por um exame de consciência, feito à luz da Palavra de Deus. Os textos mais adaptados para este efeito devem procurar-se no Decálogo e na catequese moral dos evangelhos e das cartas dos Apóstolos: sermão da montanha e ensinamentos apostólicos» (Catecismo, 1454).
3.2. A confissão dos pecados

«A confissão ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da Penitência: “Os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência, após se terem seriamente examinado, mesmo que tais pecados sejam secretíssimos e tenham sido cometidos apenas contra os dois últimos preceitos do Decálogo (cfr. Ex 20, 17; Mt 5, 28); porque, por vezes, estes pecados ferem mais gravemente a alma e são mais perigosos que os cometidos à vista de todos” [5]» (Catecismo, 1456). «A confissão individual, íntegra e a absolvição continuam a ser o único modo ordinário para que os fiéis se reconciliem com Deus e a Igreja, a menos que ocorra uma impossibilidade física ou moral que impeça este modo de confissão»[6]. A confissão das culpas nasce do verdadeiro conhecimento de si próprio perante Deus, como fruto do exame de consciência e da contrição dos seus pecados. É muito mais que um desafogo humano: «A confissão sacramental não é um diálogo humano, é um colóquio divino»[7]. Ao confessar os pecados, o cristão penitente submete-se ao juízo de Jesus Cristo, que o exercita por meio do sacerdote, o qual prescreve ao penitente as obras de penitência e o absolve dos pecados. O penitente combate o pecado com as armas da humildade e obediência.
3.3. A satisfação

«A absolvição tira o pecado, mas não remedeia todas as desordens causadas pelo pecado. Aliviado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a perfeita saúde espiritual. Ele deve, pois, fazer mais alguma coisa para reparar os seus pecados: “satisfazer” de modo apropriado ou “expiar” os seus pecados. A esta satisfação também se chama “penitência”» (Catecismo, 1459). O confessor, antes de dar a absolvição, impõe a penitência, que o penitente deve aceitar e cumprir imediatamente. Essa penitência serve-lhe como satisfação pelos pecados e o seu valor provém sobretudo do sacramento: o penitente obedeceu a Cristo cumprindo o que Ele estabeleceu sobre este sacramento, e Cristo oferece ao Pai essa satisfação de um seu membro.

ANTONIO MIRALLES
Bibliografia básica
- Catecismo da Igreja Católica, 1422-1484.
Leituras recomendadas
- Ordo Paenitentiae, Praenotanda, 1-30. - S. João Paulo II, Ex. ap. Reconciliatio et Pænitentia, 2-XII-1984, 28-34. - Paulo VI, Const. ap. Indulgentiarum Doctrina, 1-I-1967.


Notas 

Doutrina – 410

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

Os fiéis: hierarquia, leigos, vida consagrada

188. Qual é a vocação dos fiéis leigos?


Os fiéis leigos têm como vocação própria a de procurar o reino de Deus, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus.

Correspondem assim ao chamamento à santidade e ao apostolado, dirigido a todos os baptizados.

Tratado da vida de Cristo 195

Os sacramentos em geral 

Questão 61: Da necessidade dos Sacramentos.

Art. 3 — Se depois do pecado, antes de Cristo, deviam existir sacramentos.

O terceiro discute-se assim. — Parece que depois do pecado, antes de Cristo, não deviam existir sacramentos.

1. — Pois, como se disse, pelos sacramentos a Paixão de Cristo é aplicada aos homens; e assim a Paixão de Cristo está para os sacramentos como a causa para o efeito. Ora, o efeito não precede a causa. Logo, não devia haver sacramentos antes do advento de Cristo.

2. Demais. — Os sacramentos devem ser convenientes ao estado do género humano, como está claro em Agostinho. Ora, o estado do género humano não mudou, depois do pecado, até a reparação feita por Cristo. Logo, nem os sacramentos deviam ser mudados de modo que além dos sacramentos da lei natural, outros fossem estatuídos, na lei de Moisés.

3. Demais. — Quanto mais uma coisa está próxima à perfeição, tanto mais se lhe deve assimilar. Ora, a salvação humana, na sua perfeição, operou-a Cristo, de quem estavam mais próximos os sacramentos da lei antiga do que os existentes antes da lei. Logo, deviam ser mais semelhantes aos sacramentos de Cristo. Entretanto, o contrário resulta da predição que o sacerdócio de Cristo havia de ser segundo a ordem de Melquisedeque e não segundo a ordem de Arão, como está no Apóstolo. Logo, antes de Cristo, os sacramentos não foram dispostos convenientemente.

Mas, em contrário diz Agostinho, que os primeiros sacramentos, celebrados e observados na vigência da lei, eram os prenúncios da vinda de Cristo. Ora, era necessário à salvação humana que fosse preanunciado o advento de Cristo. Logo, era necessário que, antes de Cristo, certos sacramentos fossem instituídos.

Os sacramentos são necessários à salvação humana, enquanto uns sinais sensíveis de realidades invisíveis pelas quais o homem se santifica. Ora, ninguém pode ser santificado, depois do pecado, senão por Cristo, ao qual propôs Deus para ser vítima de propiciação pela fé no seu sangue, a fim de manifestar a sua justiça, a fim de que ele seja achado justo e justificador daquele que tem a fé de Jesus Cristo. Logo, era necessário que antes do advento de Cristo existissem certos sinais visíveis pelos quais o homem proclamasse a sua fé no futuro advento do Salvador. E esses sinais se chamam sacramentos. Donde é claro que antes do advento de Cristo era necessário que fossem instituídos certos sacramentos.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — A Paixão de Cristo é a causa final dos sacramentos antigos, que aliás, foram instituídos para a significar. Ora, a causa final não tem precedência no tempo, mas só na intenção do agente. Logo, não havia inconveniente em certos sacramentos terem existido antes da Paixão de Cristo.

RESPOSTA À SEGUNDA. — O estado do género humano, depois do pecado e antes de Cristo, pode ser considerado a dupla luz. - Primeiro, segundo a natureza da fé. E então permaneceu sempre o mesmo, porque os homens eram justificados pela fé no advento futuro de Cristo. - A outra luz, pode ser considerado segundo a intenção e a remissão do pecado e o expresso conhecimento de Cristo. Pois no decurso dos tempos, de um lado o pecado começou a dominar cada vez mais o homem, porque obnubilando-lhe a razão, não bastavam ao homem, para viver rectamente, os preceitos da lei da natureza, mas foi necessário se determinassem preceitos na lei escrita e, com estes, certos sacramentos da fé. E também de outro lado era necessário que, no decorrer dos tempos, mais se desenvolvesse o conhecimento da fé; pois como diz Gregório, no suceder-se dos tempos teve maior incremento o conhecimento divino. E por isso também foi necessário que, na lei antiga, fossem determinados certos sacramentos da fé, que tinham no futuro advento de Cristo. Os quais estão para os sacramentos anteriores à lei, como o determinado para o indeterminado. Porque, antes da lei, não foi prefixado determinadamente ao homem de que sacramentos usasse como o foi pela lei. O que era necessário, tanto pelo entenebrecimento da lei natural como para ser mais determinada a significação da fé.

RESPOSTA À TERCEIRA. — O sacramento de Melquisedeque, anterior à lei, mais se assemelhava ao sacramento da lei nova pela matéria; isto é, porque oferecia pão e vinho, como está na Escritura; assim como também o sacrifício do Novo Testamento se perfaz pelo oferecimento do pão e do vinho. Ao passo que os sacramentos da lei Mosaica mais se assemelham à realidade significada pelo sacramento, isto é, a Paixão de Cristo, como é claro no caso do cordeiro pascoal e outros semelhantes. E isto assim a fim de que se, na continuidade do tempo, permanecesse a mesma espécie de sacramentos, concluir-se-ia pela continuação do mesmo sacramento.


Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



17/03/2018

Comunhão dos Santos

Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)


Há instantes, antes do lavabo, invocámos o Espírito Santo, pedindo-Lhe que abençoasse o Sacrifício oferecido ao Seu Santo Nome. Terminada a purificação, dirigimo-nos à Trindade – Suscipe, Sancta Trinitas –, para que receba o que apresentamos em memória da Vida, da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, em honra de Maria, sempre Virgem, e em honra de todos os santos.


A oblação deve redundar em benefício de todos – Orate, fratres, reza o sacerdote –, porque este sacrifício é meu e vosso, de toda a Igreja Santa. Orai, irmãos, mesmo que sejam poucos os que se encontram reunidos, mesmo que se encontre materialmente presente apenas um cristão ou até só o celebrante, porque uma Missa é sempre o holocausto universal, o resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações!



Todos os cristãos, pela comunhão dos Santos, recebem as graças de cada Missa, quer se celebre diante de milhares de pessoas, quer haja apenas como único assistente um menino, possivelmente distraído, a ajudar o sacerdote. Tanto num caso como noutro, a Terra e o Céu unem-se para entoar com os Anjos do Senhor: Sanctus, Sanctus, Sanctus... (Cristo que passa, 89)