14/03/2018

A Santa Missa é acção divina

Não é estranho que muitos cristãos – pausados e até solenes na vida social (não têm pressa), nas suas pouco activas actuações profissionais, na mesa e no descanso (também não têm pressa) – se sintam apressados e apressem o Sacerdote na sua ânsia de encurtar, de abreviar o tempo dedicado ao Santíssimo Sacrifício do Altar? (Caminho, 530)


Toda a Trindade está presente no sacrifício do Altar. Por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, o Filho oferece-Se em oblação redentora. Aprendamos a conhecer e a relacionar-nos com a Santíssima Trindade, Deus Uno e Trino, três pessoas divinas na unidade da sua substância, do seu amor e da sua acção eficaz e santificadora.


Logo a seguir ao lavabo, o sacerdote invoca: Recebei, ó Santíssima Trindade, esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, no final da Santa Missa, há outra oração de inflamada reverência ao Deus Uno e Trino: Placeat tibi, Sancta Trinitas, obsequium servitutis meae... agradável Vos, seja, ó Trindade Santíssima, o obséquio da minha vassalagem: fazei que por misericórdia este Sacrifício oferecido por mim, posto que indigno aos olhos da vossa Majestade, Vos seja aceitável, e que para mim e para todos aqueles por quem o ofereci, seja um sacrifício de perdão.


A Santa Missa – insisto – é acção divina, trinitária, não humana. O sacerdote que celebra serve o desígnio divino do Senhor pondo à sua disposição o seu corpo e a sua voz. Não age, porém, em nome próprio, mas in persona et in nomine Christi, na Pessoa de Cristo e em nome de Cristo.



O amor da Trindade pelos homens faz com que, da presença de Cristo na Eucaristia, nasçam para a Igreja e para a humanidade todas as graças. Este é o sacrifício que profetizou Malaquias: desde o nascer do sol até ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura. É o Sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai com a cooperação do Espírito Santo, oblação de valor infinito, que eterniza em nós a Redenção, que os sacrifícios da Antiga Lei não conseguiam alcançar. (Cristo que passa, 86)

Temas para meditar e reflectir

Juízos


Ainda que vísseis algo mau, não julgueis no instante o vosso próximo, antes desculpai-o no vosso interior.

Desculpai a intenção, se não podeis desculpar a acção.

Pensai que o terá feito por ignorância, ou por surpresa, ou por desgraça.

Se a coisa é tão clara que não podeis dissimulá-la, ainda assim procurai julgá-lo assim, e dizei para vós mesmos: a tentação terá sido muito forte.



(SÃO BERNARDO, Sermão 40 sobre o Cantar dos Cantares)



Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma


Evangelho: Jo 5, 17-30

17 Naquela altura Jesus replicou-lhes: «O meu Pai continua a realizar obras até agora, e Eu também continuo!» 18 Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus. 19 Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho. 20 De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados. 21 Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer. 22 O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento, 23 para que todos honrem - o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora - e é já - em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem vi-verão, 26 pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em si mesmo; 27 e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem. 28 Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz, 29 e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação. 30 Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou.»

Comentário:

Em toda a Sua Majestade Divina, Jesus apresenta-se aos que O interrogam.

Esclarece todos os pontos essenciais da Fé não deixando dúvi­das sobre a Sua figura e o Seu papel na história da Redenção humana.

Ele tem, de facto, todo o poder e os atributos de Deus Pai, Criador e Senhor de todas as coisas.

Impressiona-me, particularmente, o último versículo «Não posso por Mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo se­gundo o que ouço, e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a d'Aquele que Me enviou», porque, realmente, declara o Seu supremo respeito pela liberdade do homem que é, em última análise, quem escolhe o seu destino na Vida Eterna.

Dá-me vontade de Lhe pedir - se fosse possível - que me coarcte essa liberdade e me coaja a ser santo; que não me deixe, a mim, a opção, porque, eu, pobre de mim, sou fraco e débil para fazer as escolhas correctas.

Então digo-lhe, com o coração nas mãos: "Docere me facere voluntatem Tuam quia Deus meus es Tu».

Assim e só assim, estarei seguro e a salvo de mim mesmo.

(AMA, comentário sobre Jo 5, 17-30, 12.07.2005)

Leitura espiritual

LA INMORTALIDAD DEL ALMA


LIBRO ÚNICO [1]


VI



La razón que es inmutable, ya exista en el alma, ya con el alma, ya el alma exista en la razón, no se puede separar de la misma e idéntica alma.



10. Por consiguiente, veo que nos debemos aplicar con todas las fuerzas del raciocinar para saber qué es la razón y de cuántas maneras se puede definir a fin de que aparezca evidente la inmortalidad del alma según todas sus modalidades.

La razón es la visión del alma con la cual ésta por sí misma y no por medio del cuerpo intuye la verdad; o bien es la contemplación de la verdad no realizada por medio del cuerpo, o bien es la verdad misma que es contemplada.

Nadie puede dudar que la razón en el primer caso subsiste en el alma; con respecto al segundo y tercero se puede investigar; con todo, en el segundo caso tampoco puede subsistir sin el alma.
En cuanto al tercero se presenta un grave problema: si aquella verdad, que el alma intuye sin el auxilio del cuerpo, exista por sí misma y no exista en el alma, o si podría existir sin el alma.
Pero de cualquier modo que sea, no podrá el alma por sí misma contemplar la verdad si no tuviese con ella alguna unión.
Puesto que todo lo que contemplamos o aprehendemos con el pensamiento, lo aprehendemos o con el sentido o con el entendimiento. Pero aquello que es captado por el sentido es también sentido como existiendo fuera de nosotros y como contenido en el espacio, por lo cual se afirma que no puede ser percibido realmente.

Por el contrario, lo que es entendido, es entendido no como puesto en otra parte, sino como el alma misma que entiende, puesto que es entendido al mismo tiempo como no contenido en el espacio.



11. Por lo cual, esta unión del alma que intuye y de su verdad que es intuida o es tal que el sujeto es el alma y la verdad aquella existe en el alma, o, por el contrario, es la verdad el sujeto y el alma existe en ella, o ambas, verdad y alma, son sustancias.

De estos tres casos si es cierto el primero, tan inmortal es el alma como la razón, según la exposición hecha más arriba: que la razón no puede existir sino en un sujeto vivo.

La misma necesidad se encuentra en el segundo caso. Porque si aquella verdad, que se llama razón, nada tiene que esté sujeto al cambio, como es evidente, nada tampoco puede mudarse de lo que existe en ella como en su sujeto.

Por consiguiente, toda la discusión se reduce a lo tercero.
Puesto que si el alma es sustancia, y la razón a la que se une es también sustancia, no sería absurdo que alguien hubiera podido pensar que podría suceder que, perdurando la razón, el alma dejara de existir. Pero es evidente que mientras el alma no se separe de la razón y esté unida a ella, necesariamente perdura y vive.
Y bien, ¿con qué fuerza, en última instancia, puede ser separada? ¿Acaso con una fuerza corporal cuyo poder no sólo es más débil sino también su origen inferior y su naturaleza bastante distinta?
Imposible.
Entonces, ¿tal vez con una fuerza psíquica?
Pero también esto, ¿de qué manera?
¿Hay quizá alguna otra alma más poderosa, cualquiera que sea, que no puede contemplar la razón sino separando de ella a otra?
Sin embargo, dado que todas las almas están en contemplación de la razón, a ninguna le puede faltar; y, no habiendo nada más poderoso que la razón misma, que es lo más inmutable, de ninguna manera habrá un alma que aún no esté unida a la razón más poderosa que el alma que le está unida.

Queda todavía otra posibilidad: o que la razón la separe de sí misma, o que el alma misma se separe voluntariamente de la razón.

Ahora bien, nada hay de mala voluntad en la naturaleza de la razón para que no se entregue al alma a fin de que la disfrute.
Además, cuanto más plenamente la razón existe, tanto más hace que cuanto se le una, exista, y precisamente es esto todo lo contrario de la muerte.
Mas no sería demasiado absurdo que alguien dijera que el alma se puede separar de la razón voluntariamente, concedido que pueda darse alguna separación entre sí de las cosas que no están en el espacio. Esto ciertamente se puede objetar contra todo lo anterior, a lo que hemos alegado otras objeciones.

¿Qué pues?
¿Acaso ya no se ha de concluir que el alma es inmortal?
O ¿quizá, si no se puede separar, puede todavía extinguirse?

Porque si aquella fuerza de la razón afecta al alma por su misma unión, que efectivamente no puede dejar de afectarla, de tal manera seguramente la afecta que le otorga el existir.

En efecto, la razón misma existe por sobre todo y en ella es donde también se entiende la máxima inmutabilidad.
Y así al alma, a la que afecta de sí, la obliga en algún modo a existir.

Por consiguiente, el alma no se puede extinguir, a no ser que hubiera sido separada de la razón.

Mas no se puede separar como arriba lo hemos demostrado. Luego no puede perecer.

 

VII



El alma no perece ni aún cuando flor su esencia tienda al menoscabo.



12. Pero esta separación de la razón por la que sobreviene al alma la necedad, no puede darse sin un menoscabo del alma; si, en efecto, es más que el alma esté dirigida y adherida a la razón, por eso, porque está adherida a un ser inmutable que es la verdad, que no sólo existe por sobre todas las cosas, sino también antes que todas, cuando de ella ha sido separada posee en menor grado esa misma existencia, lo que es menoscabarse.

Ahora bien, todo menoscabo tiende a la nada, y no se puede concebir ninguna muerte más propiamente que cuando esto, que era algo, se hace nada.

Por lo cual, tender a la nada es tender a la muerte.
Porqué la muerte no caiga en el alma en la que cae el menoscabo, apenas es posible decirlo.
Aquí concedemos todo lo demás, pero negamos que necesariamente se siga la muerte para lo que tiende a la nada, esto es, que efectivamente llegue a la nada.
Esto se puede observar también en el cuerpo.
Porque, puesto que todo cuerpo es una parte del mundo sensible y por eso cuanto más grande es y más lugar ocupa, tanto más se acerca al todo, y cuanto más se comporta así tanto más plenamente existe. En efecto, el todo es más que la parte.
Por lo cual también es necesario que sea menos cuando se reduce. Luego, cuando se reduce, experimenta un menoscabo.
Ahora bien, se reduce cuando de él se quita algo cortando.
De aquí resulta que por esa sustracción tienda a la nada.
Con todo, ninguna sustracción lo lleva ala nada; porque toda parte que queda es cuerpo y cualquiera sea su tamaño, ocupa un lugar de cualquier dimensión.
Esto no podría suceder, si no tuviese partes en las que siempre de idéntico modo se dividiera.
Luego, se puede reducir un cuerpo al infinito dividiéndolo infinitivamente, y por eso, puede sufrir un menoscabo y tender a la nada, aunque jamás pueda llegar.
Todo esto también se puede afirmar y entender del espacio mismo y de cualquier intervalo.
Porque no sólo quitando de esos intervalos limitados, v. gr., una mitad, sino también de lo que resta siempre la mitad, el intervalo se reduce y progresa hacia el fin, al que sin embargo de ningún modo llega.

Cuánto menos se ha de temer esto del alma! Puesto que el alma es ciertamente mejor y más vivaz que el cuerpo, por medio de la cual éste recibe la vida.


Santo Augustin de Hipona





[1] Escrito el año 387 de Cristo. Contiene este libro el conjunto de razones sobre la inmortalidad del alma, así como la solución de las dificultades que se presentan.

O que é a Verdade

Capela de Santa Rita - Termas de Monte Real


Doutrina – 409

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

Os fiéis: hierarquia, leigos, vida consagrada

187. Como é que os Bispos exercem a função de governar?


Cada Bispo, enquanto membro do colégio episcopal, exerce colegialmente a solicitude por todas as Igrejas particulares e por toda a Igreja, juntamente com os outros Bispos unidos ao Papa.

O Bispo, a quem é confiada uma Igreja particular, governa-a com a autoridade do poder sagrado, próprio, ordinário e imediato, exercido em nome de Cristo, bom Pastor, em comunhão com toda a Igreja e sob a condução do sucessor de Pedro.

Reto de amor





VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







13/03/2018

O trabalho do lar - vídeo


Devoción a la Virgen



¿Qué pasó en Garabandal hace medio siglo? La historia de las apariciones de la Virgen llega al cine

Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma


Evangelho: Jo 5, 1-3. 5-16

1 Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém.  2Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, 3 e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos que esperavam o movimento da água.
5 Estava ali um homem que padecia da sua doença há trinta e oito anos. 6 Jesus, ao vê-lo prostrado e sabendo que já levava muito tempo assim, disse-lhe: «Queres ficar são?» 7 Respondeu-lhe o doente: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». 8 Disse-lhe Jesus: «Levanta-te, toma a tua enxerga e anda.» 9 E, no mesmo instante, aquele homem ficou são, agarrou na enxerga e começou a andar. Ora, aquele dia era de sábado. 10 Por isso os judeus diziam ao que tinha sido curado: «É sábado e não te é permitido transportar a enxerga.» 11 Ele respondeu-lhes: «Quem me curou é que me disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’.» 12 Perguntaram-lhe, então: «Quem é esse homem que te disse: ‘Toma a tua enxerga e anda’?» 13 Mas o que tinha sido curado não sabia quem era, porque Jesus se tinha afastado da multidão ali reunida. 14 Mais tarde, Jesus encontrou-o no templo e disse-lhe: «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa ainda pior.» 15 O homem foi-se embora e comunicou aos judeus que fora Jesus quem o tinha curado. 16 E foi por isto, por Jesus realizar tais coisas em dia de sábado, que os judeus começaram a persegui-lo.

Comentários:

Este acontecimento extraordinário que S. João nos relata contem um detalhe que, penso, tem uma importância capital:

«Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim»

Como é possível que durante trinta e oito anos ninguém tivesse ajudado este pobre homem?

A indiferença perante os outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, o alheamento – automático ou voluntário – das condições em que se encontra, das necessidades que possa ter, revelam uma dureza de coração e um egoísmo absolutamente incompatíveis com o que deve ser a atitude de um cristão para com o seu próximo.

Pensemos, por momentos, que tal coisa se passaria connosco!
Trinta e oito anos deitado numa enxerga porque ninguém reparou em mim?!

(AMA, comentário sobre Jo 5, 1-3. 5-16, 07.12.2017)

Leitura espiritual

RESUMOS DA FÉ CRISTà

TEMA 18 O Baptismo e a Confirmação

4. Celebração litúrgica

Os «ritos de acolhimento» tentam discernir devidamente a vontade dos candidatos, ou dos seus pais, de receber o sacramento e de assumir as consequências.
Seguem-se as leituras bíblicas, que ilustram o mistério baptismal, e são comentadas na homilia.
A seguir, invoca-se a intercessão dos santos, em cuja comunhão o candidato será integrado; a oração de exorcismo e a unção com o óleo dos catecúmenos significa a protecção divina contra as insídias do maligno. Depois, benze-se a água com fórmulas de alto conteúdo catequético, que dão forma litúrgica ao nexo água-Espírito.
A fé e a conversão tornam-se presentes mediante a profissão trinitária e a renúncia a Satanás e ao pecado.
Entra-se agora na fase sacramental do rito, «para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra» (Ef 5, 26).
A ablução, seja por infusão ou por imersão, deve-se realizar de tal modo que a água escorra pela cabeça, significando assim a verdadeira lavagem da alma.

A matéria válida do Sacramento é a água tida como tal segundo o juízo comum dos homens.
Enquanto o ministro derrama três vezes a água sobre a cabeça do candidato, ou o submerge, pronuncia as palavras: «N., eu te baptizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo».
Os ritos após o Baptismo (ou explicativos) ilustram o mistério realizado.
Unge-se a cabeça do candidato (se não se administra a seguir a Confirmação), para significar a sua participação no sacerdócio comum e evocar o futuro Crisma.
Entrega-se uma veste branca como exortação a conservar a inocência baptismal e como símbolo da nova vida concedida.
A vela acesa no círio pascal simboliza a luz de Cristo de Cristo, entregue para viver como filhos da luz. O rito do efecta, realizado nas orelhas e na boca do candidato, quer significar a atitude de escuta e de proclamação da palavra de Deus.
Finalmente, a recitação do Pai Nosso em frente do altar – nos adultos, dentro da liturgia eucarística – sublinha a nova condição de filho de Deus.

5. Ministro e sujeito

O ministro ordinário é o bispo e o presbítero e, na Igreja latina, também o diácono.
Em caso de necessidade, pode baptizar qualquer homem ou mulher, mesmo não cristão, desde que tenha a intenção de realizar o que a Igreja crê quando assim actua.
O Baptismo destina-se a todos os homens e mulheres que ainda o não tenham recebido. As condições do candidato dependem da sua condição de criança ou adulto. Os primeiros, que ainda não tenham chegado ao uso da razão, devem receber o sacramento durante os primeiros dias de vida, mal o permita a saúde da mãe: proceder de outro modo é, na expressão forte de S. Josemaria, «um grave atentado contra a justiça e contra a caridade» [i].

Com efeito, como porta da vida da graça, o Baptismo é um evento absolutamente gratuito, para cuja validade basta que não seja rejeitado; por outro lado, a fé do candidato, que é necessariamente fé eclesial, torna-se presente na fé da Igreja. No entanto, existem determinados limites à praxe do Baptismo das crianças: é ilícita se falta o consenso dos pais, ou não existe garantia suficiente da futura educação católica.
Face a esta última condição, designam-se os padrinhos, escolhidos entre pessoas de vida exemplar.
Os candidatos adultos preparam-se através do catecumenato, estruturado segundo os diversos usos locais, com vista a receber também na mesma cerimónia a Confirmação e a primeira Comunhão.
Durante este período, procura-se que aumente o desejo da graça, o que inclui a intenção de receber o sacramento, como condição da sua validade.
Tudo isto acompanha a instrução doutrinal, que progressivamente leccionada procura suscitar no candidato a virtude da fé, e a verdadeira conversão do coração, o que pode pedir mudanças radicais na vida do candidato.

Confirmação 1. Fundamentos bíblicos e históricos

As profecias sobre o Messias tinham anunciado que «sobre Ele repousará o espírito do Senhor» (Is 11, 2), e isto estaria unido à sua eleição como enviado: «Eis o meu servo, que Eu amparo, o meu eleito, que Eu preferi. Fiz repousar sobre Ele o meu espírito, para que leve às nações a verdadeira justiça» (Is 42, 1).
O texto profético é ainda mais explícito quando é colocado nos lábios do Messias: «O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu: enviou-me para levar a boa-nova aos que sofrem, para curar os desesperados, para anunciar a libertação aos exilados e a liberdade aos prisioneiros» (Is 61, 1).
Algo similar se anuncia também para o povo de Deus; aos seus membros, Deus disse: «Dentro de vós porei o meu espírito, fazendo com que sigais as minhas leis e obedeçais e pratiqueis os meus preceitos» (Ez 36, 27); e em Jl 3, 2 acentua-se a universalidade desta difusão: «sobre servos e servas, naqueles dias, derramarei o meu espírito».
No mistério da Encarnação realiza-se a profecia messiânica (cf. Lc 1, 35), confirmada, completada e publicamente manifestada na unção do Jordão (cf. Lc 3, 21-22), quando desce sobre Cristo o Espírito Santo em forma de pomba e a voz do Pai actualiza a profecia de eleição.
O próprio Senhor apresenta-se no início do seu ministério como o ungido de Yahvé em quem se cumprem as profecias (cf. Lc 4, 18-19), e deixa-se guiar pelo Espírito (cf. Lc 4, 1; 4, 14; 10, 21) até ao próprio momento da morte (cf. Heb 9, 14). Antes de oferecer a Sua vida por nós, Jesus promete o envio do Espírito (cf. Jo 14, 16; 15, 26; 16, 13), como efectivamente sucede no Pentecostes (cf. Act 2, 1-4), referindo-se explicitamente à profecia de Joel (cf. Act 2, 17-18), dando assim início à missão universal da Igreja.
O próprio Espírito Santo descido em Jerusalém sobre os Apóstolos é por eles comunicado aos baptizados mediante a imposição das mãos e a oração (cf. Act 8, 14-17; 19, 6).
Esta praxe chega a ser tão conhecida na Igreja primitiva, que é referida na Carta aos Hebreus como parte dos «ensinamentos elementares» e dos «temas fundamentais» (Heb 6, 1-2).
Este quadro bíblico completa-se com a tradição paulina e joanina que vincula os conceitos de «unção» e «selo» com o Espírito infundido sobre os cristãos (cf. 2 Cor 1, 21-22; Ef 1, 13; 1 Jo 2, 20. 27).
Este último encontra expressão litúrgica já nos mais antigos documentos, com a unção do candidato com óleo perfumado.
Estes mesmos documentos atestam a unidade ritual primitiva dos três sacramentos de iniciação cristã, administrados durante a celebração pascal presidida pelo bispo na catedral.
Quando o cristianismo se difunde fora das cidades e o Baptismo das crianças passa a ser massivo, já não é possível continuar com a praxe primitiva.
Enquanto no ocidente se reserva a administração da Confirmação ao bispo, separando-a do Baptismo, no oriente conserva-se a unidade dos sacramentos de iniciação, concedidos um a seguir ao outro ao recém-nascido pelo presbítero.
Daí a importância crescente no oriente da unção com o myron, que se estende a diversas partes do corpo; no ocidente, a imposição das mãos torna-se uma imposição geral a todos os confirmandos, enquanto cada um recebe a unção na testa.

2. Significação litúrgica e efeitos sacramentais

O crisma, composto de azeite e bálsamo, é consagrado pelo bispo ou patriarca, e só por ele, durante a missa crismal de quinta-feira santa. A unção do confirmando com o santo crisma é sinal da sua consagração. «Pela Confirmação, os cristãos, quer dizer, os que são ungidos, participam mais na missão de Jesus Cristo e na plenitude do Espírito Santo de que Ele está repleto, a fim de que toda a sua vida espalhe “o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2, 15).
Por esta unção, o confirmando recebe “a marca”, o selo do Espírito Santo» (Catecismo, 12941295). Esta unção é liturgicamente precedida – quando se realiza separadamente do Baptismo – da renovação das promessas do Baptismo e a profissão de fé dos confirmandos. «Assim se evidencia claramente que a Confirmação se situa na continuação do Baptismo» (Catecismo, 1298).
Na liturgia romana, continua-se com a extensio manuum para todos os confirmandos do bispo, enquanto se pronuncia uma oração em voz alta de grande conteúdo epiclético (isto é, de invocação e súplica). Chega-se assim ao rito especificamente sacramental, que se realiza «pela unção do santo crisma sobre a fronte, feita com a imposição da mão, e por estas palavras: “Accipe signaculum doni Spiritus Sancti – Recebe por este sinal o Espírito Santo, o Dom de Deus”». Nas igrejas orientais, a unção faz-se sobre as partes mais significativas do corpo, acompanhada cada uma pela fórmula: «Selo do dom que é o Espírito Santo» (Catecismo, 1300). O rito termina com o beijo da paz, como manifestação da comunhão eclesial com o bispo (cf. Catecismo, 1301). Assim, a Confirmação possui uma unidade intrínseca com o Baptismo, mesmo que não se expresse necessariamente no mesmo rito. Com ela, o património baptismal do candidato completa-se com os dons sobrenaturais característicos da maturidade cristã.
A Confirmação é dada uma só vez, pois «imprime na alma uma marca espiritual indelével, o “carácter”, que é sinal de que Jesus Cristo marcou um cristão com o selo do seu Espírito, revestindo-o da fortaleza do Alto, para que seja sua testemunha» (Catecismo, 1304). Através dela, os cristãos recebem com particular abundância os dons do Espírito Santo, ficam mais estreitamente vinculados à Igreja, «e deste modo ficam obrigados a difundir e defender a fé por palavras e obras» [ii].

3. Ministro e sujeito

Enquanto sucessores dos Apóstolos, só os bispos são «os ministros originários da Confirmação» [iii].

No rito latino, o ministro ordinário é exclusivamente o bispo; um presbítero pode confirmar validamente só nos casos previstos na legislação geral (baptismo de adultos, acolhimento na fé católica, equiparação episcopal, perigo de morte), quando recebe a faculdade específica ou quando é associado momentaneamente a estes efeitos pelo bispo.
Nas igrejas orientais, o presbítero também é ministro ordinário, o qual deve usar sempre o crisma consagrado pelo patriarca ou bispo. Como sacramento de iniciação, a Confirmação está destinada a todos os cristãos e não só a alguns escolhidos.
No rito latino, é conferida uma vez que o candidato chegue ao uso da razão: a idade concreta depende dos usos locais, as quais devem respeitar o seu carácter de iniciação. Requer-se a prévia instrução, verdadeira intenção de a receber e estado de graça.

PHILIP GOYRET


Bibliografia básica
- Catecismo da Igreja Católica, 1212-1321. - Compêndio do Catecismo da Igreja Católica 251-270.
Notas




[i] S. Josemaria, Cristo que Passa, 78.
[ii] Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 11.
[iii] Ibidem, 26

El reto de hoy es que no te bajes del tren de la Vida ante las dificultades o luchas

EN TU PROPIA PIEL


Hay momentos en la vida en que te sientes "en tu propia piel"; es decir, que recibes como una luz o una gracia que te muestra la obra que Dios va haciendo en ti, o la felicidad de vivir junto a Él, para Él y conocerle. Entonces te deshaces en gratitud y alabas al Señor, le das gracias por todo lo que has vivido, pues te ha traído hasta aquí. Y te encajan las luchas, sufrimientos, dolores, etc. porque comprendes que eso ha sido y es la trama donde se gesta tu plenitud, que siempre, siempre es regalo, gracia, don, que es para lo que estamos hechos.


¡Cuántos días me toca rezar el Oficio así, rezando, cantando los salmos, escuchando las lecturas, con sueño y cansancio (que a todos nos pasa, también a las monjas), y, sin embargo, hoy, no sé por qué, una chispa salta en mi ser y me hace sentir que para esto es mi vida, que es lo mejor que puedo hacer, el sitio donde mejor puedo estar, que soy tan privilegiada, que sólo por este momento vale la pena todo, absolutamente todo lo que tenga que vivir, que estoy en mi propia piel. Es tan sencillo y sublime a la vez... es Jesucristo que me manifiesta un rayo de lo que es, de lo que me quiere, de lo que me ofrece.


No, no penséis que esto es sólo para monjas; es para todos, porque Cristo es el horizonte de cada vida, porque Él sale a tu encuentro, te acompaña y te ofrece eso que añoras en tu corazón y que ni el mundo en que vives, ni las cosas que tengas, ni las técnicas que sepas te pueden dar.


¿Los éxtasis que oímos de los santos? Bueno, pues sí, pero sin aparatosidad. Porque éxtasis es 'salir de uno mismo' y, entonces, Dios puede entrar en ti y mostrarse a ti. Como Él es... tan por encima de nuestra capacidad, tu humanidad se desvanece, se siente desbordada, se sobrecoge ante Su Amor. Dios se hizo hombre para, desde nuestra condición, mostrarse; se metió en nuestra propia piel y lo hace día a día viviendo cada detalle en nosotros, mostrándonos su cariño, iluminando la realidad con su Amor.


El reto de hoy es que no te bajes del tren de la Vida ante las dificultades o luchas; porque todo, todo, concurre al bien de los que Dios ama y, con Él, en este viaje, siempre sale el Sol. 



VIVE DE CRSITO

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?