Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
29/11/2017
Temas para meditar
Não há nada mais pequeno, mais doce e silencioso do que
Cristo presente na Hóstia consagrada.
Esse pequeno pedaço de pão encarna a humildade e o
silêncio perfeito do Deus, a sua ternura e o seu amor por nós.
Se queremos crescer e encher-nos do amor de Deus,
precisamos de alicerçar a nossa vida em três grandes realidades: a Cruz, a
hóstia consagrada e a Virgem: crux,
hostia et virgo…
São três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar,
fecundar, santificar a nossa vida e conduzir-nos a Jesus.
E são três mistérios a contemplar no silêncio.
CARDEAL
ROBERT SARAH
Reflectindo
Com especial fervor e devoção, falo com o meu Anjo da
Guarda, com uma intimidade respeitosa, de amigo antigo e verdadeiro.
Digo-lhe quanto me vai na alma, os meus desejos de
santidade, a fraqueza da minha vontade, a minha tendência para o protagonismo.
Tudo isto ele sabe e conhece, mas, não intervém sem que
eu lho peça, por isso, aqui me tens a urgir-te:
Faz-me Santo!
(AMA, reflexões, 26.07.2017)
Evangelho e comentário
Evangelho:
Lc 21, 12-19
12
«Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos às
sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e
governadores, por causa do meu nome. 13 Assim, tereis ocasião de dar
testemunho. 14 Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com
a vossa defesa, 15 porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não
poderão resistir ou contradizer os vossos adversários. 16 Sereis entregues até
pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a morte a alguns de vós 17
e sereis odiados por todos, por causa do meu nome. 18 Mas não se perderá um só
cabelo da vossa cabeça. 19 Pela vossa constância é que sereis salvos.»
Comentário:
Na sequência do Evangelho
que a Liturgia nos propôs ontem, continua o discurso de Jesus que se refere aos
últimos tempos.
O que revela sobre as
dissensões, lutas, perseguições e violências de toda a ordem, sabemos bem, são
uma triste realidade ainda nos dias de hoje um pouco por toda a parte.
Mas, a verdade também, é que
a semente regada com o sangue dos cristãos perseguidos e sacrificados, continua
a frutificar talvez com mais vigor e pujança e nunca têm faltado – nem faltarão
– esses ”heróis da cristandade” sobre os quais se vai construindo a Igreja
Santa que o Nosso Senhor fundou e é a Cabeça.
(AMA, comentário sobre Lc 21, 12-19, 31.07.2017)
Leitura espiritual
CRISTO QUE PASSA
128
O renascimento baptismal
Esta realidade profunda
que o texto da Sagrada Escritura nos dá a conhecer não é uma simples recordação
do passado, de uma espécie de idade de ouro da Igreja, perdida na História.
Por cima das misérias e
dos pecados de cada um de nós, continua a ser a realidade da Igreja de hoje e
da Igreja de todos os tempos.
Eu rogarei ao Pai -
anunciou o Senhor aos seus discípulos - e Ele vos dará outro Consolador, para
que fique convosco eternamente.
Jesus cumpriu as suas
promessas: ressuscitou, subiu aos Céus e, em união com o Eterno Pai, envia-nos
o Espírito Santo para nos santificar e nos dar a vida.
A força e o poder de Deus
iluminam a face da Terra.
O Espírito Santo continua
a assistir à Igreja de Cristo, para que ela seja - sempre e em tudo - sinal
erguido diante das nações, anunciando à Humanidade a benevolência e o amor de
Deus.
Por maiores que sejam as
nossas limitações, nós, homens, podemos olhar com confiança para os Céus e
sentir-nos cheios de alegria: Deus ama-nos e liberta-nos dos nossos pecados.
A presença e a acção do
Espírito Santo na Igreja são o penhor e a antecipação da felicidade eterna,
dessa alegria e dessa paz que Deus nos prepara.
Também nós, tal como
aqueles primeiros que se aproximaram de S. Pedro no dia de Pentecostes, fomos
baptizados.
No baptismo, o Nosso Pai, Deus, tomou posse
das nossas vidas, incorporou-nos na vida de Cristo e enviou-nos o Espírito
Santo.
O Senhor, diz-nos a
Sagrada Escritura, salvou-nos fazendo-nos renascer pelo baptismo, renovando-nos
pelo Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente por Jesus
Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos
herdeiros da vida eterna, segundo a esperança.
A experiência da nossa
debilidade e das nossas faltas, a desedificação que pode produzir o espectáculo
doloroso da pequenez ou mesmo mesquinhez de alguns que se chamam cristãos, o
aparente fracasso ou a desorientação de algumas iniciativas apostólicas, tudo
isso - a comprovação da realidade do pecado e das limitações humanas - pode
constituir, no entanto, uma provação para a nossa fé e fazer com que se insinuem
em nós a tentação e a dúvida: onde estão a força e o poder de Deus?
É o momento de reagirmos,
de pormos em prática da maneira mais pura e firme a nossa esperança e,
portanto, de procurarmos ser mais firme na nossa fidelidade.
129
Permiti-me narrar um facto
da minha vida pessoal, ocorrido já há muitos anos.
Certo dia, um amigo de bom
coração, mas que não tinha fé, disse-me, indicando um mapa-mundi:
- Ora veja, de norte a sul
e de leste a oeste.
- Que queres que eu veja?
- O fracasso de Cristo.
Tantos séculos a procurar
meter na vida dos homens a sua doutrina, e veja os resultados.
Num primeiro momento,
enchi-me de tristeza: é uma grande dor, efectivamente, considerar que são
muitos os que ainda não conhecem o Senhor e que, entre aqueles que O conhecem,
são muitos também os que vivem como se O não conhecessem.
Mas essa impressão durou
apenas um instante, para logo dar lugar ao amor e à acção de graças, porque
Jesus quis que cada um dos homens fosse cooperador livre da sua obra redentora.
Cristo não fracassou: a
sua doutrina está continuamente a fecundar o Mundo.
A redenção realizada por
Ele é suficiente e superabundante.
Deus não quer escravos,
mas sim filhos e, portanto, respeita a nossa liberdade.
A salvação continua e nós participamos
dela: é vontade de Cristo que - segundo as palavras fortes de S. Paulo -
cumpramos na nossa carne, na nossa vida, o que falta à sua Paixão, pro Corpore eius, quod est Ecclesia, em
benefício do seu corpo, que é a Igreja.
Vale a pena jogar a vida,
entregar-se por inteiro, para corresponder ao amor e à confiança que Deus
deposita em nós.
Vale a pena, acima de
tudo, que nos decidamos a tomar a sério a nossa fé cristã.
Quando recitamos o Credo,
professamos crer em Deus Pai Todo-Poderoso, em seu Filho Jesus Cristo que
morreu e foi ressuscitado, no Espírito Santo, Senhor que dá a vida.
Confessamos que a Igreja
una, santa, católica e apostólica, é o corpo de Cristo, animado pelo Espírito
Santo.
Alegramo-nos com a
remissão dos nossos pecados e com a esperança da futura ressurreição.
Mas, essas verdades
penetrarão até ao fundo do coração ou ficarão apenas nos lábios?
A mensagem divina de
vitória, alegria e paz do Pentecostes deve ser o fundamento inquebrantável do
modo de pensar, de reagir e de viver de todo o cristão.
130
Força de Deus e fraqueza
humana
Non est abbreviata manus Domini, a mão de Deus não diminuiu; Deus não é
menos poderoso hoje do que em outras épocas, nem é menos verdadeiro o seu amor
pelos homens.
A nossa fé ensina-nos que
a criação inteira, o movimento da Terra e dos astros, as acções rectas das
criaturas e tudo quando há de positivo no decurso da História, tudo, numa
palavra, veio de Deus e a Deus se ordena.
A acção do Espírito Santo
pode passar-nos despercebida, porque Deus não nos dá a conhecer os seus planos
e porque o pecado do Homem turva e obscurece os dons divinos.
Mas a Fé recorda-nos que o
Senhor age constantemente:
Ele é que nos criou e nos
conserva no ser; Ele, com a sua graça, conduz a criação inteira para a
liberdade da glória dos filhos de Deus.
Por isso, a Tradição
cristã resumiu a atitude que devemos adoptar para com o Espírito Santo num só
conceito: docilidade.
Sermos sensíveis àquilo
que o Espírito divino promove à nossa volta e em nós mesmos: aos carismas que
distribui, aos movimentos e instituições que suscita, aos efeitos e decisões
que faz nascer nos nossos corações...
O Espírito Santo realiza
no Mundo as obras de Deus. Como diz o hino litúrgico, é dador das graças, luz
dos corações, hóspede da alma, descanso no trabalho, consolo no pranto.
Sem a sua ajuda nada há no
homem que seja inocente e valioso, pois é Ele que lava o que está sujo, que
cura o que está doente, que aquece o que está frio, que corrige o extraviado,
que conduz os homens ao porto da salvação e do gozo eterno.
Mas esta nossa fé no
Espírito Santo deve ser plena e completa. Não é uma crença vaga na sua presença
no mundo; é uma aceitação agradecida dos sinais e realidades a que quis
vincular a sua força de um modo especial.
Quando vier o Espírito de Verdade - anunciou Jesus - Ele Me glorificará, porque receberá do que é
meu e vo-lo anunciará.
O Espírito Santo é o
Espírito enviado por Cristo, para operar em nós a santificação que Ele nos
mereceu para nós na Terra.
É por isso que não pode
haver fé no Espírito Santo, se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo,
nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo.
Não é coerente com a fé
cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo, quem não ama a Igreja, quem
não tem confiança nela, quem se compraz apenas em mostrar as deficiências e
limitações dos que a representam, quem a julga por fora e é incapaz de se
sentir seu filho.
E sou levado a considerar
até que ponto será extraordinariamente importante e abundantíssima a acção do
Divino Paráclito enquanto o sacerdote renova o sacrifício do Calvário, quando
celebra a Santa Missa nos nossos altares.
(cont)
Tratado da vida de Cristo 184
Art.
2 — Se o poder judiciário convém a Cristo enquanto homem.
O segundo discute-se assim. — Parece que
o poder judiciário não convém a Cristo enquanto homem.
1. — Pois, diz Agostinho, que o juízo é atribuído ao Filho, enquanto a
lei primeira da verdade. Ora, isto é próprio de Cristo, como Deus. Logo, o
poder judiciário não convém a Cristo, enquanto homem, mas enquanto Deus.
2. Demais. — Ao poder judiciário pertence
premiar os que procedem bem, assim como punir os maus. Ora, o prémio das boas
obras é a beatitude eterna, só dada por Deus. Assim, diz Agostinho, que
pela participação de Deus, e não pela de nenhuma alma santa, é que a alma se
torna feliz. Logo, parece que o poder judiciário não compete a Cristo,
enquanto homem, mas enquanto Deus.
3. Demais. — Ao poder judiciário de
Cristo pertence o poder de julgar as cogitações ocultas dos corações, segundo o
Apóstolo: Não julgueis antes do tempo,
até que venha o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido
nas mais profundas trevas, mas descobrirá ainda o que há de mais secreto nos
corações. Ora, isso só ao poder divino pertence, conforme a Escritura: Depravado é o coração de todos e
impenetrável: quem o conhecerá? Eu sou o Senhor, que esquadrinha o coração e
que sondo os afectos, que dou a cada um segundo o seu caminho. Logo, o
poder judiciário não convém a Cristo, enquanto homem, mas enquanto Deus.
Mas, em contrário: o Evangelho: Deu-lhe o poder de exercitar o juízo porque
é Filho do homem.
Crisóstomo parece ser de
opinião que o poder judiciário não convém a Cristo enquanto homem, mas só
enquanto Deus. E por isso expõe assim o lugar citado de João: Deu-lhe o poder de exercitar o juízo, Nem
vos admireis disso, pois, é o Filho de Deus. Assim, não recebeu o exercício do
juízo por ser homem; mas por ser o Filho do Deus inefável, por isso é juiz.
Como, porém, exceda tudo o que dizia à capacidade humana, por isso o Evangelho
resolve a dificuldade dizendo: Não vos
admireis, ser Filho do homem, pois esse mesmo é também Filho de Deus. E
isso o prova pelo efeito da ressurreição, e acrescenta: Porque veio à hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a
voz de Deus.
Devemos, porém, notar que, embora em
Deus resida a autoridade primeira de julgar, contudo comete aos homens o poder
judiciário relativamente dos que lhes estão sujeitos à jurisdição. Donde o
dizer a Escritura: Julgai o que for justo;
acrescentando depois - Porque é o juízo
de Deus, isto é, pela autoridade dele é que julgais. Ora, como dissemos,
Cristo, mesmo na sua natureza humana, é a cabeça de toda a Igreja, pois debaixo
de seus pés Deus sujeitou todas as coisas. Por isso lhe pertence, mesmo
enquanto homem exercer o poder judiciário. Donde o dizer Agostinho, que o lugar
citado do Evangelho deve ser entendido como significando: Deu-lhe o poder de proferir juízo, por ser o Filho do Homem. Não certamente
pela condição da natureza humana, porque então todos os homens teriam tal poder
como objecta Crisóstomo, mas por lhe
pertencer como graça de chefe que Cristo como homem recebeu.
Deste modo cabe, pois, a Cristo,
enquanto homem, o poder judiciário, por três razões. — Primeiro, pela sua união
e afinidade com os homens. Pois, assim como Deus obra, por causas mediatárias,
como as mais próximas dos efeitos, assim julga os homens por meio de Cristo
homem, para se lhes tornar o juízo mais suave. Donde o dizer o Apóstolo: Não temos um pontífice que não possa
compadecer-se das nossas enfermidades, mas que foi tentado em todas as coisas à
nossa semelhança, exceto o pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono
da graça. — Segundo, porque no juízo
final, como ensina Agostinho, haverá
a ressurreição dos corpos dos mortos, que Deus ressuscitará mediante o Filho do
Homem; assim como peio mesmo Cristo ressuscita as almas, enquanto Filho de Deus.
— Terceiro, porque, como ensina Agostinho, era
justo que os que iam ser julgados vissem o juiz. Ora, iam ser julgados os
bons e os maus. Restava, pois, que no juízo a forma de servo se manifestasse
aos bons e aos maus, mas a forma de Deus fosse reservada só para os bons.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. —
O juízo deve ter na verdade a sua regra; mas ao homem conformado com a verdade
pertence julgar enquanto fazendo com ela uma só realidade, quase como a lei e a
justiça animada. Por isso, no mesmo lugar Agostinho aduz o passo do Apóstolo: O espiritual julga de todas as coisas.
Ora, a alma de Cristo, mais que as outras
criaturas, estava unida à verdade e dela cheia, segundo o Evangelho: Vimo-lo cheio de graça e de verdade. E,
assim sendo, à alma de Cristo sobretudo pertence julgar de todas as coisas.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Só Deus pode
tornar, pela sua participação; as almas bem-aventuradas. Mas, levar o homem à
bem-aventurança pode-o Cristo enquanto cabeça e autor da salvação deles,
segundo o Apóstolo: Havendo de levar
muitos filhos à glória, convinha consumasse pela paixão o autor da salvação
deles.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Conhecer as
cogitações ocultas dos corações e julgar delas essencialmente só Deus o pode;
mas pela refluência da divindade na alma de Cristo, pode também ele conter e
julgar os segredos do coração, como dissemos quando tratamos da ciência de
Cristo. Por isso diz o Apóstolo: No dia
em que Deus há de julgar as coisas ocultas dos homens por Jesus Cristo.
Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.
Um Casamento não se mantém pelo Desejo, mas pela Vontade
A sede
de outras mulheres não desaparece, mas aumenta com o tempo.
Contudo, o
respeito, o amor e o medo de arriscar uma relação preciosa mantêm uma pessoa
afastada do adultério.
Muitos homens escondem o seu desejo por outras mulheres
tão profundamente dentro de si que ficam horrorizados quando ainda vêem as suas
cintilações.
Outros olham isso com desprendimento, como para um animal numa
jaula, uma jaula da sua vontade. Mas até que ponto esta jaula é de confiança?
Alexander
Puschkine, in 'Diário Secreto'
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Perguntas e respostas
7.
Como confessar-se bem?
Para confessar-se procura-se
um sacerdote e pede-se a sua ajuda para fazer bem a confissão.
Começa-se
dizendo o tempo aproximado desde a última confissão.
Depois indicam-se os todos
os pecados, tendo em conta que devem dizer-se todos os pecados mortais,
distinguindo-os uns dos outros e expondo o número de vezes aproximado que se
cometeram; por exemplo: faltei cinco domingos à missa, emborrachei-me duas
vezes, etc.
Dos pecados veniais não é necessário precisar o número; basta
dizer, por exemplo, tive preguiça, aborreci-me…
28/11/2017
Que nunca deixe de praticar a caridade
Não é compatível amar a Deus com
perfeição e deixar-se dominar pelo egoísmo – ou pela apatia – na relação com o
próximo. (Sulco,
745)
A verdadeira amizade implica também um
esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não
cheguemos a partilhá-las nem a aceitá-las. (Sulco, 746)
Nunca permitas que a erva ruim cresça no
caminho da amizade: sê leal. (Sulco,
747)
Um propósito firme na amizade: que no
meu pensamento, nas minhas palavras, nas minhas obras para com o próximo – seja
ele quem for –, não me comporte como até agora, quer dizer, nunca deixe de
praticar a caridade, nunca dê entrada na minha alma à indiferença. (Sulco, 748)
A tua caridade deve ser adequada,
ajustada, às necessidades dos outros...; não às tuas. (Sulco, 749)
Filhos de Deus! Uma condição que nos
transforma em algo mais transcendente do que em simples pessoas que se suportam
mutuamente... Escuta o Senhor: "Vos
autem dixi amicos!" – somos seus amigos, que, como Ele, dão
gostosamente a vida pelos outros, tanto nas horas heróicas como na convivência
corrente. (Sulco, 750)
Evangelho e comentário
Evangelho:
Lc 21, 5-11
5
Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras e de
ofertas votivas, respondeu: 6 «Virá o dia em que, de tudo isto que estais a
contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.» 7 Perguntaram-lhe,
então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas
estão para acontecer?» 8 Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes
enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo
está próximo.’ Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas,
não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será
logo o fim.» 10 Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino
contra reino. 11 Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e
epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.»
Comentário:
Julgo
que não, descreve apenas o que virá a acontecer e, fá-lo por três motivos:
O
primeiro para pôr de sobreaviso os que O escutam;
O
segundo para demonstrar a precaridade das obras humanas por mais grandiosas e
espectaculares que possam ser;
O
terceiro para que os que O ouvem e os que se seguirão, tenham bem presente que,
Ele é o Senhor, com todo o poder sobre o mundo e os homens e, portanto, o
refúgio seguro onde procurar abrigo e auxílio.
(AMA, comentário sobre Lc 21, 5-11. 31.07.2017)
Temas para meditar
A Madre Teresa de Calcutá tinha um conhecimento profundo
do silêncio.
Passou pela dura experiência do silêncio de Deus, como
Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz e Santa Teresa de Lisieux.
Era uma mulher de silêncio porque era uma mulher de
oração, sempre com Deus. Queria permanecer no silêncio de Deus. Era uma
religiosa que não gostava de falar e fugia às tempestades do barulho mundano.
(…) Imitava Cristo pelo seu silêncio, a sua humildade, a
sua pobreza, a sua doçura e a sua caridade.
Gostava de ficar em silêncio durante horas diante de
Jesus presente na Eucaristia.
CARDEAL
ROBERT SARAH
Hoy el reto del amor es que des gracias por todos los que te han precedido en la fe
Está bien... Lo reconocemos...
Lo admitimos... ¡Somos unas mimadas!
Y es que hoy es un gran día:
¡¡empieza el Jubileo!! ¡¡800 años de la aprobación de la Orden!!
Se ha compuesto un himno
realmente apasionante para la ocasión, un trailer, hay celebraciones por todo
el mundo... ¡la Orden de Predicadores está de fiesta!
En nuestro monasterio también
estamos con los detalles de última hora: la iglesia, los locutorios... ¡todo
está precioso! ¡La emoción se respira en el aire!
Pero, ahora, antes de que
empiece el alegre ajetreo de este día, delante del Sagrario, acabo de darme
cuenta de que somos unas mimadas. Vamos a ver, seamos realistas... Ninguna de
nuestra Comunidad lleva 70 años en la Orden... ¡¡y la Iglesia entera nos
felicita por los 800 años!!
Si hoy estamos aquí, es porque
ha habido miles de personas enamoradas del Señor, que han apostado por Él.
Frailes, hermanas, terciarios, monjas; miles de vidas entrelazadas... El mérito
es suyo... ¡y nos felicitan a nosotros!
Son cosas de familia: aquí
estamos, en el día de Todos los Santos de la Orden de Predicadores, celebrando
su fiesta, y ellos, como hermanos mayores, dejan para nosotros los regalos y
felicitaciones. Me les imagino a todos con una enorme sonrisa... ¡Es que forma
parte del carisma de la Orden!: "Para las cosas buenas, empezar por los
pequeños." Hoy me siento pequeña, ¡y mimada a hombros de gigantes!
Ellos hoy nos animan,
proclamando que merece la pena vivir de Cristo, que Él es la mejor apuesta, que
Jesucristo llena de felicidad toda una vida. Nuestros hermanos mayores nos dan
la mano, acompañándonos en el camino. Lo cierto es que hacen más fuerte nuestra
confianza: 8 siglos de experiencias, de vidas plenas... ¡¡es toda una
garantía!! El amor de Cristo no pasa nunca.
Hoy el reto del amor es que des
gracias por todos los que te han precedido en la fe, por todas las personas
que, a lo largo de los siglos, han hecho posible que hoy tú conozcas a Cristo.
Y, ¡aprovecho para pedirte una oración por todos los miembros de la Orden de
Predicadores! ¡Que sintamos siempre un ardiente amor por Cristo para darle a
conocer a todo el mundo! ¡Feliz día!
VIVE DE CRISTO
Leitura espiritual
CRISTO QUE PASSA
124
Sementeira de paz e de
alegria
Que fazer?
Dizia-vos que não procurei
descrever crises sociais ou políticas, derrocadas ou doenças culturais.
Centrado sobre a fé
cristã, tenho-me referindo ao mal no sentido preciso da ofensa a Deus.
O apostolado cristão não é
um programa político, nem uma alternativa cultural: significa a difusão do bem,
o contágio do desejo de amar, uma sementeira concreta de paz e de alegria.
Desse apostolado, sem
dúvida, derivarão benefícios espirituais para todos: mais justiça, mais
compreensão, mais respeito do homem pelo homem.
Há muitas almas à nossa
volta, e não temos o direito de sermos obstáculo para o seu bem eterno.
Estamos obrigados a ser
plenamente cristãos, a ser santos, a não defraudar Deus nem todas as pessoas
que esperam do cristão o exemplo, a doutrina.
O nosso apostolado tem de
basear-se na compreensão.
Insisto novamente: a
caridade, mais do que em dar, está em compreender.
Não vos escondo como
aprendi, na minha própria carne, o que custa não ser compreendido.
Esforcei-me sempre por
fazer-me compreender, mas há quem se empenhe em não me entender: eis outra razão,
prática e viva, para que eu deseje compreender a todos.
Mas não é um impulso
circunstancial que há-de obrigar-nos a ter esse coração amplo, universal,
católico.
O espírito de compreensão
é expressão da caridade cristã do bom filho de Deus: porque o Senhor quer que
estejamos presentes em todos os caminhos rectos da terra, para estender a
semente da fraternidade - não do joio -, da desculpa, do perdão, da caridade,
da paz.
Nunca vos sintais inimigos
de ninguém.
O cristão há-de mostrar-se
sempre disposto a conviver com todos, a dar a todos - pela maneira de lidar com
os outros - a possibilidade de se aproximarem de Cristo Jesus.
Há-de sacrificar-se
gostosamente por todos, sem distinções, sem dividir as almas em departamentos
estanques, sem lhes pôr etiquetas como se fossem mercadorias ou insectos
dissecados.
O cristão não pode
separar-se dos outros, porque a sua vida seria miserável e egoísta: deve
fazer-se tudo para todos, para salvar a todos.
Se vivêssemos assim, se
soubéssemos impregnar a nossa conduta com esta sementeira de generosidade, com
este desejo de convivência, de paz, fomentar-se-ia a legítima independência
pessoal dos homens, cada um assumiria a sua responsabilidade e responderia
pelos afazeres que lhe competem nos trabalhos temporais.
Além disso, o cristão
saberia defender, em primeiro lugar, a liberdade alheia, para poder depois
defender a sua própria; teria a caridade de aceitar os outros como são - porque
cada um, sem excepção, traz consigo misérias e comete erros -, ajudando-os com
a graça de Deus e com delicadeza humana a superar o mal, a arrancar o joio, a
fim de que todos possamos ajudar-nos mutuamente e conduzir com dignidade a
nossa condição de homens e de cristãos.
125
A vida futura
A tarefa apostólica que
Cristo atribuiu a todos os seus discípulos produz, portanto, resultados
concretos no âmbito social.
Não é admissível pensar
que, para se ser cristão, seja preciso voltar as costas ao mundo, ser um
derrotista da natureza humana. Tudo, até o mais pequeno dos acontecimentos
honestos, encerra um sentido humano e divino.
Cristo, perfeito homem,
não veio destruir o que é humano, mas enobrecê-lo, assumindo a nossa natureza
humana, excepto o pecado. Veio compartilhar todos os anseios do homem, menos a
triste aventura do mal.
O cristão deve
encontrar-se sempre disposto a santificar a sociedade a partir de dentro,
estando plenamente no mundo, mas não sendo do mundo naquilo que ele tem - não
por característica real, mas por defeito voluntário, pelo pecado - de negação
de Deus, de oposição à Sua amável Vontade salvífica.
A festa da Ascensão do
Senhor sugere-nos também outra realidade: o Cristo que nos anima a esta tarefa
no mundo espera-nos no Céu. Por outras palavras: a vida na terra, que amamos,
não é a definitiva: porque não temos aqui cidade permanente, mas andamos em
busca da futura cidade imutável.
Procuremos, no entanto,
não interpretar a Palavra de Deus nos limites de horizontes estreitos.
O Senhor não nos impele a
sermos infelizes enquanto caminhamos, esperando só a consolação no além. Deus
quer-nos felizes também aqui, embora anelando o cumprimento definitivo dessa
outra felicidade, que só Ele pode preencher completa e abundantemente.
Nesta terra, a
contemplação das realidades sobrenaturais, a acção da graça nas nossas almas, o
amor ao próximo como fruto saboroso do amor a Deus, supõem já uma antecipação
do Céu, um começo destinado a crescer dia a dia.
Nós, cristãos, não
suportamos uma vida dupla: mantemos uma unidade de vida, simples e forte, na
qual se fundamentam e compenetram todas ás nossas acções.
126
Cristo espera-nos.
Vivemos já como cidadãos
do céu sendo plenamente cidadãos da Terra, no meio de dificuldades, de
injustiças, de incompreensões, mas também no meio da alegria e da serenidade
que dá saber-se filho amado de Deus.
Perseveremos no serviço do
nosso Deus e veremos como aumenta em número e em santidade este exército
cristão de paz, este povo de corredenção.
Sejamos almas
contemplativas, com um diálogo constante, convivendo com o Senhor a toda a
hora: desde o primeiro pensamento do dia ao último da noite, pondo
continuamente o nosso coração em Jesus Cristo Senhor Nosso, chegando até junto
d'Ele por intermédio da Nossa Mãe Santa Maria e, por Ele, ao Pai e ao Espírito
Santo.
Se, apesar de tudo, a
subida de Jesus aos Céus nos deixa na alma um amargo rasto de tristeza,
acudamos a sua Mãe como fizeram os apóstolos: então, voltaram a Jerusalém... e
oravam unanimemente... com Maria, a Mãe de Jesus.
127
Os Actos dos Apóstolos, ao
narrarem-nos os acontecimentos daquele dia de Pentecostes em que o Espírito
Santo desceu em forma de línguas de fogo sobre os discípulos de Nosso Senhor,
levam-nos a assistir à grande manifestação do poder de Deus com que a Igreja
iniciou a sua caminhada por entre as nações.
A vitória que Cristo obtivera sobre a morte e
sobre o pecado - com a sua obediência, a sua imolação na Cruz e a sua
Ressurreição - revelou-se então em todo o seu esplendor divino.
Os discípulos, que já
tinham sido testemunhas da glória do Ressuscitado, experimentaram em si a força
do Espírito Santo: as suas inteligências e os seus corações abriram-se a uma
nova luz.
Tinham seguido Cristo e
recebido com fé a sua doutrina; mas nem sempre conseguiam penetrar totalmente
no sentido desta.
Era necessário que viesse
o Espírito de Verdade para lhes fazer compreender todas as coisas.
Sabiam que só em Jesus
podiam encontrar palavras de vida eterna e estavam dispostos a segui-Lo e a dar
a vida por Ele; mas eram fracos e, quando chegou a hora da provação, fugiram,
deixaram-nO só.
No dia de Pentecostes tudo
isso passou: o Espírito Santo, que é espírito de fortaleza, tornou-os firmes,
seguros, audazes.
A palavra dos Apóstolos
ressoa então, forte e vibrante, pelas ruas e praças de Jerusalém.
Os homens e as mulheres
vindos das mais diversas regiões, que naqueles dias povoam a cidade, escutam
assombrados.
Partos, medos e elamitas,
e os que habitam a Mesopotâmia, a Judeia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a
Frígia e a Panfília, o Egipto e várias partes da Líbia que é vizinha de Cirene,
e os que vieram de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes,
todos os ouvimos falar, nas nossas próprias línguas, das maravilhas de Deus.
Estes prodígios, que se
realizam diante dos seus olhos, levam-nos a prestar atenção à pregação
apostólica.
O mesmo Espírito Santo,
que actua nos discípulos do Senhor, tocou-lhes também nos corações e
conduziu-os à Fé.
Conta-nos S. Lucas que,
depois de S. Pedro ter falado, proclamando a Ressurreição de Cristo, muitos dos
que o rodeavam se aproximaram, perguntando: que
havemos de fazer, irmãos?
E o Apóstolo
respondeu-lhes: Fazei penitência, e cada
um de vós seja baptizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos
pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.
E o texto sagrado termina
dizendo-nos que nesse dia se incorporaram na Igreja cerca de três mil pessoas.
A vinda solene do Espírito
Santo no dia de Pentecostes não foi um acontecimento isolado.
Quase não há uma página
dos Actos dos Apóstolos em que se não fale d'Ele e da acção pela qual guia,
dirige e anima a vida e as obras da primitiva comunidade cristã.
É Ele que inspira a
pregação de S. Pedro, que confirma na fé os discípulos, que sela com a sua
presença o chamamento dirigido aos gentios e, que envia Saulo e Barnabé para
terras distantes, a fim de abrirem novos caminhos à doutrina de Jesus.
Numa palavra, a sua
presença e a sua actuação dominam tudo.
(cont)
Reflectindo
Parece-me
uma atitude absolutamente normal e correcta e, além do mais, lógica.
Normal,
porque pedir algo que, sabemos será bom para nós,
Correcta,
porque aplicamos a nossa fé.
Lógica
porque por nós mesmos não somos capazes, mas, O Senhor pode tudo!
(AMA,
Reflexões, 27.07.2017)
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