29/09/2017

O trabalho é uma bênção de Deus

O trabalho é a vocação original do homem; é uma bênção de Deus; e enganam-se lamentavelmente aqueles que o consideram um castigo. O Senhor, o melhor dos pais, colocou o primeiro homem no Paraíso – "ut operaretur", para trabalhar. (Sulco, 482)


O trabalho acompanha necessariamente a vida do homem sobre a terra. Com ele nascem o esforço, a fadiga, o cansaço, as manifestações de dor e de luta que fazem parte da nossa existência humana actual e que são sinais da realidade do pecado e da necessidade da redenção. Mas o trabalho, em si mesmo, não é uma pena nem uma maldição ou castigo: os que assim falam não leram bem a Sagrada Escritura.

É a hora de nós, os cristãos, dizermos bem alto que o trabalho é um dom de Deus e que não tem nenhum sentido dividir os homens em diversas categorias segundo os tipos de trabalho, considerando umas tarefas mais nobres do que outras. O trabalho, todo o trabalho, é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação. É um meio de desenvolvimento da personalidade. É um vínculo de união com os outros seres; fonte de recursos para sustentar a família; meio de contribuir para o melhoramento da sociedade em que se vive e para o progresso de toda a Humanidade.


Para um cristão, essas perspectivas alargam-se e ampliam-se, porque o trabalho aparece como participação na obra criadora de Deus que, ao criar o homem, o abençoou dizendo-lhe: Procriai e multiplicai-vos e enchei a terra e subjugai-a, e dominai sobre todo o animal que se mova à superfície da terra. (Cristo que passa, 47)

Evangelho e comentário

Tempo Comum

São Miguel, São Gabriel, São Rafael - Arcanjos

Evangelho: Jo 1, 47-51

47 Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 48 Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» 49 Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» 50 Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: ‘Vi-te debaixo da figueira’? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»

Comentário:

A existência dos Santos Anjos é iniludivelmente confirmada pelo próprio Senhor.

Estes seres magníficos que contemplam permanentemente a Face de Deus estão dispostos para nos ajudar a nós, humanos, durante a nossa vida terrena exactamente para nos conduzir até onde habitam.

(ama, comentário sobre Jo 1 47-51 29.09.2014)







Doutrina – 363

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO TERCEIRO

CREIO NO ESPÍRITO SANTO

140. O que significa que o Espírito «falou pelos profetas»?



Com o termo profetas entende-se todos os que foram inspirados pelo Espírito Santo para falar em nome de Deus. O Espírito conduz as profecias do Antigo Testamento ao seu pleno cumprimento em Cristo, de quem revela o mistério no Novo Testamento.

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Perguntas e respostas

OS ANJOS

1. Quem são os anjos? São espíritos criados por Deus com grande inteligência e vontade. Vivem felizes no céu louvando e servindo Deus.

2. Que missão têm os anjos no que se refere aos homens?

Os anjos prestam-nos favores espirituais e materiais. Protegem-nos e guiam-nos para o céu. Cada pessoa tem designado um anjo da guarda.
Os anjos transportam mensagens de Deus aos homens e destes a Deus. O Senhor fala-nos, por vezes, directamente, mas com frequência utiliza os seus anjos. Por exemplo, o anjo Gabriel foi a Nazaré onde anunciou à Virgem Maria que ia ser a Mãe de Deus.

3. Como falar com os anjos? Só Deus lê a nossa inteligência. Se queremos falar com os anjos é necessário que nos dirijamos a eles. Basta simplesmente falar-lhe com o pensamento.

4. É conveniente falar com os anjos? Interessa muito conversar e travar amizade com as pessoas do céu - anjos e santos-. Também é bom pedir-lhes favores e agradecer-lhos. Na vida espiritual convém andar sempre acompanhados.

5. Como escutar a voz dos anjos? A voz dos seres espirituais não soa aos ouvidos como as palavras dos seres materiais. Os anjos falam ao pensamento e a sua voz se reconhece nos bons propósitos que nos ocorrem. Estas boas ideias podem ser a voz de Deus ou os nossos próprios pensamentos - às vezes um juízo de consciência -, mas também a voz dos anjos.


6. Os anjos da guarda protegem-nos de tudo? Não, não. Principalmente tentam ajudar-nos na vida espiritual e nas tentações. Mas não podem impedir-nos os pecados pois têm de respeitar a liberdade humana. No que se refere aos males físicos, de vez em quando podem livrar-nos de alguns, mas não podem suprimir todos pois tal seria alterar a ordem do mundo. Chegamos assim ao problema do mal.

28/09/2017

Primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!

Se queremos de verdade santificar o trabalho, é preciso cumprir iniludivelmente a primeira condição: trabalhar, e trabalhar bem!, com seriedade humana e sobrenatural. (Forja, 698)


Na vossa ocupação profissional, corrente e ordinária, encontrareis a matéria – real, consciente, valiosa – para realizar toda a vida cristã, para corresponder à graça que nos vem de Cristo.

Nas vossas ocupações profissionais, realizadas face a Deus, pôr-se-ão em jogo a Fé, a Esperança e a Caridade. Os incidentes, as relações e os problemas que o vosso trabalho traz consigo alimentarão a vossa oração. O esforço por cumprirdes os vossos deveres correntes será o modo de viverdes a Cruz, que é essencial para o Cristão. A experiência da vossa debilidade e os fracassos que existem sempre em todo o esforço humano dar-vos-ão mais realismo, mais humildade, mais compreensão com os outros. Os êxitos e as alegrias convidar-vos-ão a dar graças e a pensar que não viveis para vós mesmos, mas para o serviço dos outros e de Deus.


Para viver assim, para santificar a profissão, é necessário, primeiro que tudo, trabalhar bem, com seriedade humana e sobrenatural. (…) O milagre que o Senhor vos pede é a perseverança na nossa vocação cristã e divina, a santificação do trabalho de cada dia: o milagre de converter a prosa diária em decassílabos, em verso heróico, pelo amor com que realizais a vossa ocupação habitual. Aí vos espera Deus para que sejais almas com sentido de responsabilidade, com zelo apostólico, com competência profissional. (Cristo que passa, nn. 49–50)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 9, 7-9

7 O tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que se passava; e andava perplexo, pois alguns diziam que João ressuscitara dos mortos; outros, 8 que Elias aparecera, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitara. 9 Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar, mas quem é este de quem oiço dizer semelhantes coisas?» E procurava vê-lo.

Comentário:


Mas, o que interessa é reter bem claramente que desejar ver Jesus por simples curiosidade é, desde logo, um insulto à Pessoa do Salvador.

Os desejos de O conhecer satisfazem-se plenamente consultando a Sua Doutrina e, principalmente, lendo os Evangelhos que são os relatos fidedignos e sérios não só da Sua Pessoa e da Sua Doutrina, mas, também da Sua obra salvífica e redentora.


(AMA, comentário sobre Lc 9, 7-9, 22.06.2017)







Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Vivir como si Dios no existiese

El olvido de Dios, rico en misericordia, su desaparición del horizonte y el universo de la cultura dominante, que lo ignora o rechaza, es con muchísimo el peor mal que acecha a la humanidad de nuestro tiempo.



A menudo el hombre de hoy vive como si Dios no existiese e incluso se pone a sí mismo en lugar de Dios. El olvido de Dios, rico en misericordia, su desaparición del horizonte y el universo de la cultura dominante, que lo ignora o rechaza, es con muchísimo el peor mal que acecha a la humanidad de nuestro tiempo, su quiebra más profunda. Y esto no lo decimos los cristianos, ¡no lo estamos diciendo! Son análisis sociológicos, análisis políticos, análisis ideológicos los que sustituyen la confesión de la fe en Dios, único y solo necesario.

Esta tendencia de nuestro mundo, que pretende imponerse como cultura dominante, además de rechazar las leyes divinas y los principios morales, atenta abiertamente contra la familia: una guerra mundial contra la familia decía, hace unos días, el Papa Francisco. Y en la familia es donde está el futuro del hombre. De diversas formas, tal tendencia de nuestro mundo trata de amordazar la voz de Dios en el corazón de los hombres: 'Es una antigualla, eso es de otras civilizaciones. De la civilización y el desarrollo, no'.

Conocéis el mundo: quiere hacer de Dios el gran ausente de la cultura y en la conciencia de los pueblos. Los mismos cristianos vivimos como si Dios no existiese. Todo ello ha condicionado el siglo XX y está condicionando también el siglo XXI. Sobre todo, el siglo XX, marcado de forma particular por el misterio de la iniquidad: ahí están los genocidios y los holocaustos, los totalitarismos e intransigencias empecinadas que siguen marcando la realidad de este mundo nuestro en este nuevo siglo.

Estamos viviendo momentos complicados en el mundo, en nuestra sociedad. Con toda honestidad y con una fe viva, es preciso reconocer que estamos necesitados de la misericordia de Dios para reemprender el camino con esperanza. Estamos grandísimamente necesitados del testimonio y anuncio del Dios vivo y misericordioso. Esta es la cuestión esencial y necesitamos en tiempos de depresión y quiebra centrarnos en lo esencial. Y lo esencial es Dios, rico en misericordia, con rostro humano, que es la misericordia de Dios hecha carne. Y lo esencial es la experiencia, testimonio, anuncio e invocación constante y confiada de Dios misericordioso, revelado en el rostro humano y con entrañas de misericordia de su Hijo venido en carne, crucificado y resucitado de entre los muertos. Y la Sangre derramada por nosotros, para nuestra reconciliación. Esto es verdaderamente lo esencial.

La quiebra moral que atravesamos no es sino quiebra del hombre, quiebra de humanidad, de ese hombre que no se siente querido de Dios porque lo ignora. Para nosotros, para la situación que vivimos, para el mundo y para el hombre, sólo existe una fuente de esperanza –son palabras del Papa San Juan Pablo II–: la misericordia de Dios, que se ha manifestado tan grande para resucitar a su Hijo de entre los muertos y haciéndonos renacer por Él, con una esperanza viva e incorruptible.

Este es el gran anuncio de futuro para el mundo. De este anuncio que expresa confianza en el amor omnipotente de Dios para el hombre todo débil: no omnipotente, todo débil. En esa suprema debilidad es donde está la omnipotencia de Dios. Por eso tenemos necesidad, particularmente en nuestro tiempo, de reconocer esta necesidad. Es necesario que la invocación de la misericordia de Dios brote de lo profundo de los corazones, llenos de sufrimiento, de inquietudes y de incertidumbres, pero al mismo tiempo también, como una fuente inefable de esperanza dentro de ellos.


REL - Cardenal Antonio Cañizares

Hoy el reto del amor es que vayas a la Eucaristía o a una iglesia a primera hora.

¡DESPIERTA, CORAZÓN! ¡ADELANTE!

Por las mañanas, después del Oficio de Lectura y Laudes, tenemos la oración personal, un momento especial antes de la Eucaristía para dar gracias al Señor y presentarle el nuevo día, para vivirlo de Su mano, para ponerle a Él en el centro.

Pero, sí, somos humanas, y hay días que en ese momento se desarrolla una auténtica batalla contra el sueño.

Hoy estaba a punto de dejarme vencer y cerrar un poco los ojos, cuando he leído en el Evangelio lo siguiente:

"Pedro y sus compañeros estaban rendidos de sueño, pero, cuando se despertaron, vieron su gloria y a los dos personajes que estaban con él".

¡Tal cual! Así me sentía, pero me ha llamado la atención que, cuando se despertaron, vivieron algo que cambiaría sus vidas. Me he dado cuenta de que, para despertar al cuerpo, para despertar la ilusión, primero hay que despertar al corazón.

Puede que hoy te hayas despertado cansado y hayas ignorado el despertador, que ya a finales de semana las fuerzas ni siquiera te acompañen... ¡cuántas cosas por delante y qué bien se está en la cama o un rato más en casa!

Para. Despierta a tu corazón, no a la razón. El corazón sabe que descansa de verdad cuando pone a Cristo en el centro, cuando vive de Él, cuando vive desde la confianza.

Hoy el reto del amor es que vayas a la Eucaristía o a una iglesia a primera hora. Pon a Cristo en el centro de tu día, Él quiere vivir contigo. Vivirás lo mismo, pero de una manera diferente.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Reflectindo

A morte - 4

O cristão tem, como verdade de fé, que está destinado à vida eterna e, mais, que ressuscitará no fim dos tempos em que o seu corpo se unirá à sua alma.
Como o mistério é de tal forma complexo, grandioso, extraordinário, optamos a maior parte das vezes por não pensar muito nisso porque ficamos, quase sempre, com a sensação que andamos às voltas sobre um eixo que também roda sobre si mesmo sem conseguirmos chegar a um fim, concreto, absoluto.

Aliás, é manifesto, que só conseguimos aceitá-lo com a ajuda da nossa fé cristã.

Podemos sentir curiosidade em imaginar o que seria o mundo se os nossos primeiros pais - Adão e Eva – não tivessem pecado e, assim, permanecessem no estado original da criação que não conhecia a morte.

Onde caberia tanta gente!

Se não existe fé, este problema é insolúvel, a resposta nunca será convincente.

(ama, reflexões, 2013)

27/09/2017

Tens de ir ao passo de Deus; não ao teu

Dizes-me que sim, que estás firmemente decidido a seguir Cristo. – Então tens de ir ao passo de Deus; não ao teu! (Forja, 531)


– Qual é o fundamento da nossa fidelidade?

– Dir-te-ia, a traços largos, que se baseia no amor de Deus, que faz vencer todos os obstáculos: o egoísmo, a soberba, o cansaço, a impaciência...

Um homem que ama calca-se a si próprio; sabe que, até amando com toda a sua alma, ainda não sabe amar bastante. (Forja, 532)


Na vida interior, como no amor humano, é preciso ser perseverante.

Sim, hás-de meditar muitas vezes os mesmos assuntos, insistindo até descobrir um novo aspecto.

– E como é que não tinha visto isto antes, assim tão claramente? – perguntar-te-ás surpreendido. – Simplesmente, porque às vezes somos como as pedras, que deixam resvalar a água, sem absorver nem uma gota.

Por isso é necessário voltar a discorrer sobre o mesmo, que não é o mesmo!, para nos embebermos das bênçãos de Deus. (Forja, 540)



Deus não se deixa ganhar em generosidade e – podes ter a certeza! – concede a fidelidade a quem se lhe rende. (Forja, 623)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 9, 1-6

1 Tendo convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. 2 Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, 3 e disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. 4 Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso. 5 Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.» 6 Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.

Comentário:


Munidos com os poderes dados pelo Senhor, os Doze, não necessitam de mais nada, têm quanto precisam.

Não consta nos Evangelhos que tenham perguntado, por exemplo, o que iriam dizer e como.

Percebem perfeitamente que, o que o Mestre lhes manda, é que repitam a quantos quiserem ouvir, as suas palavras, a Sua doutrina sem acrescentar nada da sua lavra.

E partem cheios de entusiasmo e, a verdade, é que não são defraudados nas suas expectativas.


(AMA, comentário sobre Lc 9, 1-6, 22.06.2017)








Tratado da vida de Cristo 175

Questão 57: Da Ascensão de Cristo
Art. 3 — Se Cristo subiu por virtude própria.

O terceiro discute-se assim. — Parece que Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

1. — Pois, diz o Evangelho, que o Senhor Jesus, depois de haver falado aos discípulos, foi assunto ao céu. E os Actos: Vendo-o eles, se foi elevando e o recebeu uma nuvem que o ocultou a seus olhos. Ora, o que é assunto e elevado parece que é movido por outro. Logo, Cristo foi levado ao céu não por virtude própria, mas por alheia.

2. Demais. — O corpo de Cristo era terreno, como o nosso. Ora, é contra a natureza do corpo terreno ser levado para cima. Assim, nenhum movimento tem, por virtude própria, o ser movido contrariamente à sua natureza. Logo, Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

3. Demais. — A virtude própria de Cristo é a virtude divina. Ora, o movimento da ascensão não provinha da virtude divina, porque esta é infinita e aquele instantâneo; de modo que não podiam os discípulos verem-no elevar-se aos céus, como refere a Escritura. Logo, parece que Cristo não subiu ao céu por virtude própria.

Mas, em contrário, a Escritura: este formoso em seu traje que caminha na multidão da sua fortaleza. E Gregório diz: Notemos que a Escritura refere que Elias subiu ao céu num carro, como para mostrar abertamente que um simples homem precisava do auxílio alheio. Narra, porém, que o nosso Redentor se elevou sem o auxílio de nenhum carro e nem de anjos, porque o autor de todas as coisas subia, por seu poder próprio, acima de todas.

Tem Cristo dupla natureza: a divina e a humana. Donde, podemos atribuir um poder próprio a cada uma dessas naturezas. Mas, já a natureza humana de Cristo é por si só, dotada de duplo poder. Um natural procedente dos princípios da natureza. E em virtude desse poder é manifestado que Cristo não subiu ao céu. Outro poder, porém, da natureza humana de Cristo é o da Glória. E em virtude desse, Cristo subiu ao céu. Mas, o fundamento desse poder, alguns o vão buscar em a natureza da quinta essência, que é a luz, como dizem, que fazem entrar na composição do corpo humano, de modo a, por meio dela, adunarem os elementos contrários. De modo que, no seu estado mortal, predomine no corpo humano a sua natureza elementar; e assim, segundo a natureza do elemento predominante, o corpo humano tende para baixo pela sua virtude natural. Mas no estado da glória predomina a natureza celeste, por cuja inclinação e virtude o corpo de Cristo e os corpos dos santos são levados para o céu. Mas, dessa opinião já tratamos na Primeira Parte, e mais adiante tornaremos a vê-la no tratado da ressurreição em geral. Deixando, pois, de lado essa opinião, vão outros buscar a razão do referido poder na alma glorificada, por cuja redundância é glorificado o corpo, como diz Agostinho. Pois, tão sujeito estará o corpo glorioso à alma beata, que, como diz Agostinho, o corpo estará imediatamente onde o quiser o espírito, e este não quererá nada que não lhe convenha ao mesmo tempo, e ao corpo. Ora, ao corpo glorioso e imortal na morada celeste é o seu lugar conveniente. Por onde, levado pela vontade da sua alma, Cristo subiu ao céu. - Mas, assim como o corpo se torna glorioso por participar da alma, assim, como diz Agostinho, participando de Deus, a alma se torna bem-aventurada. Donde, a causa primeira da ascensão de Cristo ao céu foi o poder divino. Assim, pois, Cristo subiu ao céu por virtude própria: primeiro, pela sua virtude divina; segundo, pela virtude da sua alma glorificada, que movia o corpo como queria.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Assim como Cristo ressuscitou pela sua vontade própria, e, contudo, dizemos que foi ressuscitado pelo Pai, por terem o Pai e o Filho o mesmo poder, assim também Cristo subiu ao céu por virtude própria, sendo contudo elevado e assunto pelo Pai.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A razão aduzida prova que Cristo não subiu ao céu pela virtude própria, inerente à natureza humana. Subiu ao céu, porém pela sua virtude, enquanto poder divino; e pela virtude própria à sua alma bem-aventurada. E embora subir para as alturas seja contrário à condição presente da natureza do corpo humano, em que o corpo não está inteiramente sujeito ao espírito, não será, porém, contrário à natureza do corpo glorioso, nem lhe constituirá uma violência, a ele cuja natureza está totalmente sujeita ao espírito.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Embora o poder divino seja infinito, e tenha pelo seu sujeito, capacidade infinita, contudo o efeito da sua acção é recebido pelas causas segundo a capacidade delas e a disposição de Deus. Ora, o corpo não é capaz de um movimento local instantâneo, porque há de comensurar-se com o espaço, por cuja divisão e divide o tempo, como prova Aristóteles. Donde, não é necessário que o corpo seja movido por Deus instantaneamente, mas que o seja pela velocidade que Deus dispõe.

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?







Perguntas e respostas


O AMOR

B. O AMOR E O SEXO

1. O amor e o sexo andam juntos? O amor quase nunca implica sexo. Uns irmãos amam-se; uma mãe ama os seus filhos; um homem quer bem à sua empresa e aos seus amigos. Inclusive, um casal que se ama muito não pensa habitualmente no sexo.

2. O sexo contribui para o amor? A resposta não é simples e requer paciência. Em primeiro lugar, os prazeres sexuais produzem prazer e, portanto, atracção e vontade de repetir. De acordo com isto, aumenta o amor - sentimento face a quem produz esse prazer. No entanto, isto nem sempre é bom moralmente, nem bom para o amor verdadeiro.
Geralmente há duas situações:
A procura individual de prazeres sexuais fomenta o egoísmo e opõe-se ao amor.
Nos prazeres sexuais partilhados, é possível utilizar a outra pessoa como objecto que satisfaz o próprio gosto. Nesta situação há muito egoísmo e pouca procura do bem do outro, o que faz com que o amor saia prejudicado. Mas também é possível usar o sexo procurando o bem do outro e neste caso o amor melhora.

3. Quando se usa o sexo procurando o bem do outro? Também não é fácil distinguir. Vejamos dois casos mais claros:
O amor melhora quando se deseja o nascimento de um filho. Aí procura-se um bem para toda a família: o recém-nascido recebe o dom da vida, os seus irmãos recebem um irmão a quem amar e os pais recebem o dom da paternidade e maternidade. Um filho é sempre um grande bem do qual ninguém se arrepende, ainda que haja problemas económicos ou de outro tipo.
O amor piora quando se usa o sexo fora do casamento. Neste caso priva-se a pessoa da sua intimidade e da sua virgindade sem outorgar-lhe o dom da maternidade - paternidade. Há muita parte de egoísmo e o amor fica prejudicado.

4. O sexo no namoro não procura o bem de ambos? Consegue prazer para ambos, mas esse prazer não é um bem para os dois (caprichos e gostos nem sempre são um bem). Com estes actos perdem intimidade e dignidade e não ganham paternidade ou família, apenas prazeres. Por tanto, é um amor enganado que só consegue prazer a troco de grandes perdas.

5. Porque se perde dignidade? A dignidade do homem, nestes aspectos, exige varias cosas:

O corpo humano não deve ser objecto de uso ou de permutas (hoje com uma pessoa, amanhã com outra). Só deve entregar-se a alguém quando previamente há um compromisso firme, diante de testemunhas (cerimónia de casamento) de querer-se para sempre.
As faculdades geradoras da pessoa humana têm uma missão de grade categoria: trazer ao mundo novos seres humanos. Usá-las unicamente para obter prazer é impróprio da sua categoria.

Estas perdas de dignidade são bastante claras e qualquer pessoa se sente maltratada quando se dá conta que está a ser usada temporariamente ou como objecto de prazer.