19/09/2017

Tantos anos a lutar...

Surgiram nuvens negras de falta de vontade, de perda de entusiasmo. Caíram aguaceiros de tristeza, com a clara sensação de te encontrares atado. E, como remate, vieram os desânimos, que nascem de uma realidade mais ou menos objectiva: tantos anos a lutar... e ainda estás tão atrasado, tão longe! Tudo isso é necessário, e Deus conta com isso. Para conseguirmos o "gaudium cum pace" – a paz e a alegria verdadeiras – havemos de acrescentar à certeza da nossa filiação divina, que nos enche de optimismo, o reconhecimento da nossa própria fraqueza pessoal. (Sulco, 78)


Mesmo nos momentos em que percebemos mais profundamente a nossa limitação, podemos e devemos olhar para Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, sabendo-nos participantes da vida divina. Nunca existe razão suficiente para voltarmos atrás: o Senhor está ao nosso lado. Temos que ser fiéis, leais, encarar as nossas obrigações, encontrando em Jesus o amor e o estímulo para compreender os erros dos outros e superar os nossos próprios erros. Assim, todos esses desalentos – os teus, os meus, os de todos os homens – servem também de suporte ao reino de Cristo.


Reconheçamos as nossas fraquezas, mas confessemos o poder de Deus. O optimismo, a alegria, a convicção firme de que o Senhor quer servir-se de nós têm de informar a vida cristã. Se nos sentirmos parte dessa Igreja Santa, se nos considerarmos sustentados pela rocha firme de Pedro e pela acção do Espírito Santo, decidir-nos-emos a cumprir o pequeno dever de cada instante: semear todos os dias um pouco. E a colheita fará transbordar os celeiros. (Cristo que passa, 160)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 7, 11-17

11 Em seguida, dirigiu-se a uma cidade chama da Naim, indo com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando estavam perto da porta da cidade, viram que levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva; e, a acompanhá-la, vinha muita gente da cidade. 13 Vendo-a, o Senhor compadeceu-se dela e disse-lhe: «Não chores.» 14 Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o transportavam pararam. Disse então: «Jovem, Eu te ordeno: Levanta-te!» 15 O morto sentou-se e começou a falar. E Jesus entregou-o à sua mãe. 16 O temor apoderou-se de todos, e davam glória a Deus, dizendo: «Surgiu entre nós um grande profeta e Deus visitou o seu povo!» 17 E a fama deste milagre espalhou-se pela Judeia e por toda a região.

Comentário:


Ver um Senhor, que é Deus Todo Poderoso, compadecer-se de uma pobre mulher e acudir-lhe é, de facto. Extraordinário.

«Não chores» diz-lhe – gostaríamos tanto de ouvir a entoação da voz de Jesus! – e poderia ter acrescentado:

‘Não quero que chores, que sucumbas à tua dor. Eu estou aqui. Sou a Ressurreição e a Vida e, junto de Mim, só podes estar contente e feliz.’

E toca o caixão… sim… Jesus Cristo toca no caixão num gesto de intimidade natural e absolutamente humano.

Atrevo-me a dizer que, este Evangelho, é, sem dúvida, um Evangelho da Misericórdia divina, mas é, também, o Evangelho do amor que Jesus Cristo sente pelos homens Seus irmãos.


(AMA, comentário sobre Lc 7, 11-17, 21.06.2017)







Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Reflectindo

Confidência

Há dias, na Igreja da Lapa, enquanto esperava pela Santa Missa, depois da meia hora de preparação (do costume), olhava a grande Cruz com O Crucificado que, sempre na Quaresma, está no lado direito do altar.

Aos poucos senti a comoção de estar a contemplar uma realidade: o meu Deus e Senhor, pendente do madeiro onde me redimiu e salvou!

Ouvi uma pergunta interior, mas absolutamente clara:

‘Tu amas-me?’

Não sou tonto, nem tenho visões, mas olhei em volta, desnecessariamente, aliás porque sabia muito bem de onde vinha a pergunta.

E, respondi, claro: ‘Senhor, eu amo-te’.

Provavelmente não respondi bem porque a pergunta surgiu novamente: 

- ‘Tu, amas-me?’

Fiquei um pouco admirado, estaria o Senhor enganado, não me chamo Pedro!
Mas, de facto, como muito bem sei, Ele nunca Se engana porque, logo a seguir:

- Está bem, amas-me... Mas, amas-me, por Mim ou por ti? Amas-me sempre ou quando te é mais conveniente? Amas-me com AMOR, ou com respeito’.

Demorei um pouco na resposta, queria pensar bem na pergunta.

- ‘Olha, Senhor, eu amo-te porque sou muito "interesseiro", por outras palavras, sinto que é o melhor "negócio" que posso fazer.
Já vês, eu amo-Te como quem sou, um pobre homem cheio de mazelas é defeitos e, Tu, em troca, amas-me com o Teu Amor que é divino e sem medida!
Então? Não achas que faço bem?’

Acabou aqui a "conversa", a Santa Missa ia começar.



AMA, reflexões, 01.04.2017

Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





18/09/2017

O Senhor procura o meu pobre coração

Quantos anos a comungar diariamente! – Outro seria santo – disseste-me – e eu, sempre na mesma! – Filho – respondi-te – continua com a Comunhão diária, e pensa: que seria de mim, se não tivesse comungado? (Caminho, 534)

Recordai – saboreando, na intimidade da alma, a infinita bondade divina – que, pelas palavras da Consagração, Cristo vai tornar-se realmente presente na Hóstia, com o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Adorai-O com reverência e devoção; renovai na sua presença o oferecimento sincero do vosso amor; dizei-lhe sem medo que Lhe quereis; agradecei-lhe esta prova diária de misericórdia tão cheia de ternura, e fomentai o desejo de vos aproximardes da comunhão com confiança. Eu surpreendo-me perante este mistério de Amor: o Senhor procura como trono o meu pobre coração, para não me abandonar, se eu não me afastar d'Ele.


Reconfortados pela presença de Cristo, alimentados pelo seu Corpo, seremos fiéis durante esta vida terrena, e mais tarde no Céu, junto de Jesus e de Sua Mãe, chamar-nos-emos vencedores. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Demos graças a Deus que nos trouxe a vitória, pela virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo. (Cristo que passa, 161)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 7, 1-10

1 Quando acabou de dizer todas as suas palavras ao povo, Jesus entrou em Cafarnaúm. 2 Ora um centurião tinha um servo a quem dedicava muita afeição e que estava doente, quase a morrer. 3 Ouvindo falar de Jesus, enviou-lhe alguns judeus de relevo para lhe pedir que viesse salvar-lhe o servo. 4 Chegados junto de Jesus, suplicaram-lhe insistentemente: «Ele merece que lhe faças isso, 5pois ama o nosso povo e foi ele quem nos construiu a sinagoga.» 6 Jesus acompanhou-os. Não estavam já longe da casa, quando o centurião lhe mandou dizer por uns amigos: «Não te incomodes, Senhor, pois não sou digno de que entres debaixo do meu tecto, pelo que 7 nem me julguei digno de ir ter contigo. Mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. 8 Porque também eu tenho os meus superiores a quem devo obediência e soldados sob as minhas ordens, e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; e a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» 9 Ouvindo estas palavras, Jesus sentiu admiração por ele e disse à multidão que o seguia: «Digo-vos: nem em Israel encontrei tão grande fé.» 10 E, de regresso a casa, os enviados encontraram o servo de perfeita saúde.

Comentário:

Antes de recebermos a Comunhão Eucarística repetimos estas mesmas palavras o Centurião e com os mesmos sentimentos de humildade e fé:

Senhor, não sou digno que entres na minha morada, mas diz uma só palavra e ficarei curado

De facto, não somos dignos e sentimo-nos, talvez até, um pouco atemorizados ao dar-nos verdadeiramente conta do que está para acontecer:

Receber o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Com que disposições o faremos!
Com que amor e ternura O vamos receber!
Com que respeito e compunção O comungamos!

Ah! Mas fazemo-lo porque Ele o quer e deseja: vir à nossa alma, ser nosso alimento.

Mas… mais ainda: «Quem comer este Corpo e beber este Sangue terá a VIDA ETERNA

Recebamo-lo, pois, com a mesma ternura, compaixão e entusiasmo com que O recebemos pela primeira vez.


(AMA, comentário sobre Lc 7,1-10, 22.06.2017)







Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Fim do Mundo - 2


Pergunto:

O que sucederá no fim do mundo?


Respondo:

Conhecem-se varias coisas que sucederão:

Terá lugar a ruina do mundo actual que dará lugar a um mundo novo.

Os corpos ressuscitarão para se unirem de novo às suas almas (ressurreição).

Jesus Cristo virá glorioso e terá lugar o juízo final.

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

La escalera de San José: un misterio que nadie ha podido explicar - video






Hoy el reto del amor es que detengas tus obligaciones cuando sientas que alguien te necesita

APUESTA POR EL AMOR

Hoy hace 19 años que Lety hizo su Profesión Temporal. La Profesión Temporal es el día en que, por primera vez públicamente, nos consagramos a Cristo y nos comprometemos a seguirle según los consejos evangélicos. Es un paso importante en la entrega. De hecho, a partir de este día empiezan a contar los años de Profesión, aunque haya que renovar y después venga la Profesión Solemne.

La verdad es que son tantas las fechas importantes que rodean nuestra vocación que no siempre llegamos a celebrarlas todas como se merecen. De hecho, este día iba a pasar desapercibido en cuanto a celebración, no así en cuanto a oración, pero nos dimos cuenta de que teníamos un proyecto a medias, y que le podía ilusionar ver que habíamos avanzado en ello. La parte más importante correspondía a Sión, que es la encargada de producción y maquetacion de vídeos. La tarde era perfecta, pues Lety tenía que atender una visita en el locutorio y nosotras... a "estudiar". Quedamos en que taparíamos la falta de estudio de Sión diciendo que todas íbamos fatal.

Israel y yo nos sentamos en el escritorio mientras Sión trabajaba en el ordenador. Se nos hacía extraño, pues siempre organizamos todo juntas... y al poco rato nos encontramos en el pasillo porque no nos centrábamos. Decidimos participar aportando algo que ampliase el proyecto. Juntas nos pusimos a trabajar en unos guiones, y resultó ser una tarde en la que el estudio se cambió por el Amor. En otro momento supliremos.

Hoy tendrás entre manos muchas obligaciones, seguro que la agenda cuadra a la perfección. Pero hay algo más grande que la obligación, y es el Amor. Puede ser que Señor te ponga a alguien en el corazón en un momento dado. Alguien que necesita que dejes lo que tenías programado por él. Cristo en muchos momentos cambió la prioridad de  "Sus obligaciones" o de su agenda deteniéndose con unos niños, comiendo en casa de Simón, escuchando a Su Madre...

Hoy el reto del amor es que detengas tus obligaciones cuando sientas que alguien te necesita. No es que dejes de hacerlas, ¡tuvimos que suplir el estudio por la noche! Pero el Amor siempre encuentra su hueco. Muchas gracias, Lety, por decir que Sí al Señor y llevarnos a Él cada día.


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Bento XVI – Pensamentos espirituais 157

161. Imperfeição

Esta humildade de aceitar também as próprias limitações é muito importante.
Por outro lado, só assim podemos crescer, amadurecer e pedir ao Senhor que nos ajude a não esmorecer pelo caminho, mas antes a aceitar com humildade que nunca seremos perfeitos, aceitando também as imperfeições, principalmente as dos outros.
Aceitando a nossa própria imperfeição poderemos mais facilmente aceitar as do outro, deixando que o Senhor nos forme e reforme continuamente.

Encontro com o clero da diocese de Roma, (2.Mar.06)

(in “Bento XVI, Pensamentos Espirituais”, Lucerna 2006)

17/09/2017

Se alguém não luta...

A alegria é um bem cristão, que possuímos enquanto lutarmos, porque é consequência da paz. A paz é fruto de ter vencido a guerra, e a vida do homem sobre a terra, lemos na Escritura Santa, é luta. (Forja, 105)

A tradição da Igreja sempre se referiu aos cristãos como milites Christi, soldados de Cristo; soldados que dão serenidade aos outros enquanto combatem continuamente contra as suas próprias más inclinações. Às vezes, por falta de sentido sobrenatural, por uma descrença prática, não querem compreender de forma alguma como milícia a vida na Terra. Insinuam maliciosamente que, se nos consideramos milites Christi, há o perigo de utilizarmos a fé para fins temporais de violência, de sedições. Esse modo de pensar é um triste e pouco lógico simplismo, que costuma andar unido ao comodismo e à cobardia.

Nada há de mais estranho à fé católica do que o fanatismo. Este conduz a estranhas confusões, com os mais diversos matizes, entre o que é profano e o que é espiritual. Tal perigo não existe, se a luta se entende como Cristo no-la ensinou, isto é, como guerra de cada um consigo mesmo, como esforço sempre renovado por amar mais a Deus, por desterrar o egoísmo, por servir todos os homens. Renunciar a esta contenda, seja com que desculpa for, é declarar-se de antemão derrotado, aniquilado, sem fé, com a alma caída e dissipada em complacências mesquinhas.


Para o cristão, o combate espiritual diante de Deus e de todos os irmãos na fé é uma necessidade, uma consequência da sua condição. Por isso, se alguém não luta, está a trair Jesus Cristo e todo o Corpo Místico, que é a Igreja. (Cristo que passa, 74)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 18, 21-35

21 Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» 22 Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. 24 Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 25 Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. 26 O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: ‘Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ 27 Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: ‘Paga o que me deves!’ 29 O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: ‘Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ 30 Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. 31 Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. 32 O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: ‘Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; 33 não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ 34E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. 35 Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.»

Comentário:


Mas, a Sua misericórdia não impede – nem poderia dada a Sua Perfeição absoluta – a sua Justiça.

Não se pode, pois, esperar, que o Senhor use de misericórdia para connosco quando além de não sermos misericordiosos para com os outros ainda por cima somos injustos.

(AMA, comentário sobre Mt 18, 21-35, 21.06.2017)








Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

16/09/2017

Tens de ser fermento

Dentro da grande multidão humana – interessam-nos todas as almas – tens de ser fermento, para que, com a ajuda da graça divina e com a tua correspondência, actues em todos os lugares do mundo como a levedura que dá qualidade, que dá sabor, que dá volume, com o fim de que depois o pão de Cristo possa alimentar outras almas. (Forja, 973)

Uma grande multidão acompanhara Jesus. Nosso Senhor ergue os olhos e pergunta a Filipe: Onde compraremos pão para dar de comer a toda esta gente?. Fazendo um cálculo rápido, Filipe responde: Duzentos dinheiros de pão não bastam para cada um receber um pequeno bocado. Como não dispõem de tanto dinheiro, lançam mão de uma solução caseira. Diz-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isto para tanta gente.

Nós queremos seguir o Senhor e desejamos difundir a sua Palavra. Humanamente falando, é lógico que também perguntemos a nós mesmos: mas que somos nós para tanta gente? Em comparação com o número de habitantes da Terra, ainda que nos contemos por milhões, somos poucos. Por isso, temos de considerar-nos como uma pequena levedura, preparada e disposta a fazer o bem à humanidade inteira, recordando as palavras do Apóstolo: Um pouco de levedura fermenta toda a massa, transforma-a. Precisamos, portanto, de aprender a ser esse fermento, essa levedura, para modificar e transformar as multidões.


Se meditarmos com sentido espiritual no texto de S. Paulo, compreenderemos que temos de trabalhar em serviço de todas as almas. O contrário seria egoísmo. Se olharmos para a nossa vida com humildade, veremos claramente que o Senhor nos concedeu talentos e qualidades, além da graça da fé. Nenhum de nós é um ser repetido. O Nosso Pai criou-nos um a um, repartindo entre os seus filhos diverso número de bens. Pois temos de pôr esses talentos, essas qualidades, ao serviço de todos; temos de utilizar esses dons de Deus como instrumentos para ajudar os homens a descobrirem Cristo. (Amigos de Deus, nn. 256–258)

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Lc 6, 45-49

45 O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o que é bom; e o mau, do mau tesouro tira o que é mau; pois a boca fala da abundância do coração.» 46 «Porque me chamais ‘Senhor, Senhor’, e não fazeis o que Eu digo? 47 Vou mostrar-vos a quem é semelhante todo aquele que vem ter comigo, escuta as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que edificou uma casa: cavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Sobreveio uma inundação, a torrente arremessou-se com violência contra aquela casa, mas não a abalou, por ter sido bem edificada. 49 Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra, sem alicerces. A torrente arremessou-se contra ela, e a casa imediatamente se desmoronou. E foi grande a sua ruína!»

Comentário:


Porquê?

Porque o Deus Nosso Senhor e Criador só pode querer o que é bom para os Seus filhos e dar-lhes-á quanto necessário para poderem pôr em prática o que convém.

Todos nós temos bem claras as imagens que Jesus utiliza nestes trechos do Evangelho. Quando se trabalha mal, contra vontade e renitência o que fizermos ficará imperfeito, com deficiências que podem ser graves e, consequentemente, resultados catastróficos.

E, se pensarmos bem, o trabalho mal feito cansa tanto como se o fizermos bem ou, por outras palavras, não ganhamos nada e podemos perder muito.

As consequências de um trabalho feito apressadamente sem zelo nem critério podem causar enormes prejuízos não só a nós, mas também a outros.

(AMA, comentário sobre Lc 6, 45-49, 21.06.2017)







Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração

Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração

Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017