30/10/2011

Crises



Nesta época de desmoronamento geral, de concessões e de desânimos, ou de libertinagem e de anarquia, parece-me ainda mais actual aquela convicção simples e profunda que, no princípio da minha actividade sacerdotal e sempre, me consumiu em desejos de comunicar à humanidade inteira: estas crises mundiais são crises de santos. 





(s. josemaria, Amigos de Deus, 4)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus


Se não amamos,

estamos a destruir-nos,

porque fomos criados no amor e para o amor.





jma

Hecatombe silenciosa

Reflectindo
Como não reafirmar solenemente que a vida do ser humano é sagrada já desde o seu desenvolvimento sob o coração materno, desde o momento da sua concepção? Como esquecer que, justamente neste ano consagrado à criança, o número de vidas suprimidas no seio materno alcançou cumes pavorosos? É uma hecatombe silenciosa que não pode deixar indiferentes não digo já os homens da Igreja, a nós, cristãos e cristãs do mundo inteiro, mas também aos responsáveis da coisa pública, as pessoas que pensam no advir das nações. Em nome de Jesus «vivente em Maria», levado por Ela dentro do seu seio no mundo indiferente e hostil – em Belém, recusaram acolhê-lo e no palácio de Herodes tramou-se a sua morte -, em nome daquele menino, Deus e homem, eu conjuro os homens conscientes da dignidade insuprível dos homens ainda não nascidos a adoptar uma posição digna do homem, para que este período obscuro que ameaça cobrir com trevas a consciência humana possa finalmente superar-se.

(joão paulo II, Discurso ao sacro Colégio Cardinalício, 1979.12.22)

Música e entretenimento

Paco de Lucía Concierto de Aranjuez Part 1

selecção ALS


Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXXI Semana




Evangelho: Mt 23, 1-12

1 Então, Jesus falou às multidões e aos Seus discípulos, 2 dizendo: «Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. 3 Observai, pois, e fazei tudo o que eles vos disserem, mas não imiteis as suas acções, porque dizem e não fazem. 4 Atam cargas pesadas e impossíveis de levar, e as põem sobre os ombros dos outros homens, mas nem com um dedo as querem mover. 5 Fazem todas as suas obras para serem vistos pelos homens. Trazem mais largas as filactérias, e mais compridas as franjas dos seus mantos. 6 Gostam de ter os primeiros lugares nos banquetes, e as primeiras cadeiras nas sinagogas, 7 das saudações na praça, e de serem chamados rabi pelos homens. 8 Mas vós não vos façais chamar rabis, porque um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. 9 A ninguém chameis pai sobre a terra, porque um só é o vosso Pai, O que está nos céus. 10 Nem façais que vos chamem mestres, porque um só é o vosso Mestre, Cristo. 11 Quem entre vós for o maior, seja vosso servo. 12 Aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.

Comentário:

A tentação de protagonismo e evidência manifesta-se, muitas vezes, em situações normais e comuns nas quais a nossa imaginação nos converte em centro das atenções, dos olhares e, talvez, admiração, dos outros.

A simples leitura de um texto da Escritura feita no ambão durante a Santa Missa, a atitude corporal nos actos litúrgicos, o artigo que escrevemos, as palavras que pronunciamos, o tom de voz, o aspecto físico... tudo isto, se converte, se o deixarmos, em pensamentos de vaidade ou vã glória.

Não... isto comigo não sucede!

É verdade?

Nunca, nem por fugaz momento, penso que escrevo bem, que tenho uma boa voz, que o que digo demonstra sabedoria e conhecimentos, que sou piedoso, que - talvez - seja santo?

(ama, comentário sobre Mt 23, 1-12, 2011.08.20)

Os perfeitos só se encontram no Céu.

Textos de São Josemaria Escrivá

Que ele está cheio de defeitos!... Bom... Mas, além de que os perfeitos só se encontram no Céu, tu também tens os teus, e todavia suportam-te; e, mais ainda, estimam-te: porque te amam com o amor que Jesus Cristo tinha pelos seus, que bem carregados de misérias andavam! – Aprende! (Sulco, 758)

Queixas-te de que ele não é compreensivo... E eu tenho a certeza de que faz o possível por entender-te. Mas tu, quando te esforçarás um bocadinho por compreendê-lo a ele? (Sulco, 759)

De acordo; admito: essa pessoa portou-se mal; a sua conduta é censurável e indigna; não demonstra categoria nenhuma.
– "Merece humanamente todo o desprezo!", acrescentaste.
Insisto: compreendo-te, mas não compartilho a tua última afirmação. Essa vida mesquinha é sagrada; Cristo morreu para redimi-la! Se Ele não a desprezou, como podes tu atrever-te a desprezá-la? (Sulco, 760)

Realmente, a vida, já por si estreita e insegura, às vezes torna-se difícil... Mas isso contribuirá para te tornar mais sobrenatural, para que vejas em tudo a mão de Deus; e assim serás mais humano e compreensivo com os que te rodeiam. (Sulco, 762)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

29/10/2011

Humildade da Virgem Santíssima

Reflectindo


A Virgem não procurava, como tu e eu, a glória 
que os homens dão uns aos outros. 
Basta-Lhe saber que Deus sabe tudo. E que 
não necessita de pregoeiros para anunciar 
aos homens os Seus prodígios.

(s. muñoz iglesias, El Evangelio de Maria, Palabra, Madrid, 1973, nr. 27-28, trad ama)

O desafio do cristão

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXX Semana




Evangelho: Lc 14, 1, 7-11

1 Entrando Jesus, um sábado, em casa de um dos principais fariseus, para comer, eles estavam a observá-l'O. 7 Disse também uma parábola, observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa: 8 «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não te coloques no primeiro lugar, porque pode ser que outra pessoa de mais consideração do que tu tenha sido convidada pelo dono da casa, 9 e que venha quem te convidou a ti e a ele e te diga: Cede o lugar a este; e tu, envergonhado, vás ocupar o último lugar. 10 Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier quem te convidou, te diga: Amigo, vem mais para cima. Então terás com isto glória na presença de todos os convidados; 11 porque todo aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado».

Meditação:

Perante a crua realidade deste trecho do Evangelho, realidade que, no meu caso é flagrante, só me resta dizer:

“Senhor: Quase que não vejo a necessidade de Te pedir humildade. Ser humilde é, para mim, um objectivo que persigo desde sempre. Sempre longe, parece, cada vez mais distante porque, pobre de mim, sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, que resiste a ser moldado pelas Tuas divinas mãos. Mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência."


A verdade, que Te confesso, é esta:


Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.” [i]

(ama, meditação sobre Lc 14, 1, 7-11, 2011.10.10)


[i] (ama, orações diárias, 2002.08.07)