12/08/2010

Torrnar os outros felizes

Dois homens, ambos muito doentes, ocupavam a mesma enfermaria de um hospital.

A um deles era permitido sentar-se na sua cama cada tarde, durante uma hora, para ajudá-lo a drenar o líquido dos seus pulmões. A sua cama dava para a única janela da enfermaria.

O outro homem tinha que estar todo o tempo com a boca para cima.

Os dois conversavam durante horas. Falavam das suas mulheres e das suas famílias, os seus lares, os seus trabalhos, a sua estada no serviço militar, onde tinham estado de férias.

E cada tarde, quando o homem da cama junto à janela podia sentar-se, passava o tempo descrevendo ao seu vizinho todas as coisas que podia ver pela janela.

O homem da outra cama começou a desejar que chegassem essas horas, em que o seu mundo se enchia e tomava vida com todas as actividades, cores do mundo exterior.

A janela dava para um parque com um lago precioso.

Patos e cisnes brincavam na água, enquanto as crianças brincavam com os seus papagaios de papel.

Os jovens enamorados passeavam de mão dada, entre flores de todos as cores de arco-íris.

Grandes árvores adornavam a paisagem, e podia-se ver à distância uma bela vista da linha da cidade.

O homem da janela descrevia tudo isto com um detalhe muito meticuloso, o do outro lado da enfermaria fechava os olhos e imaginava a idílica cena.

Una tarde de muito calor, o homem da janela descreveu um desfile que passava.
Ainda que o outro homem não pudesse ouvir a banda, podia vê-lo, com os olhos da sua mente, exactamente como o descrevia o homem da janela com as suas palavras mágicas
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Passaram-se dias e semanas. Uma manhã a enfermeira de dia entrou com água para lhes dar banho encontrando-se com o corpo sem vida do homem da janela, que tinha morrido placidamente enquanto dormia. Encheu-se de pena e chamou os ajudantes do hospital para levar o corpo.

Logo que o considerou apropriado, o outro homem pediu para ser trasladado para a cama ao lado da janela. A enfermeira mudou-o solícita e, depois de se assegurar que estava cómodo, saiu da enfermaria.

Lentamente, e com dificuldade, o homem se ergueu-se sobre o cotovelo, para lançar o seu primeiro olhar para o mundo exterior; por fim teria a alegria de o ver. Esforçou-se para se virar devagar e olhar pela janela ao lado da cama... e encontrou-se com uma parede branca.

O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter motivado o seu companheiro morto a descrever coisas tão maravilhosas através da janela.
A enfermeira disse-lhe que o homem era cego e que não teria podido ver nem a parede, e disse-lhe:

_ Talvez só quisesse animá-lo a si".

Epilogo: É uma enorme felicidade fazer felizes os outros, seja qual for situação própria. A dor partilhada é metade da pena, mas a felicidade, quando se partilha, é dupla.

Se quer sentir-se rico, conte só todas as cosas que tem e que o dinheiro não pode comprar.

"Hoje é uma oferta, por isso se lhe chama o presente" 

(FLUVIUM, 2006.04.04, trad. do castelhano por ama)

11/08/2010

Evangelho para 12 Ago

Evangelho: Mt 18, 21 – 19, 1

21 Então, aproximando-se d'Ele Pedro, disse: «Senhor, até quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?». 22 Jesus respondeu-lhe: «Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 «Por isso, o Reino dos Céus é comparável a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. 24 Tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. 25 Como não tivesse com que pagar, o seu senhor mandou que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo o que tinha, e se saldasse a dívida. 26 Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei tudo”. 27 E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre e perdoou-lhe a dívida. 28 «Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários e, lançando-lhe a mão, sufocava-o dizendo: “Paga o que me deves”. 29 O companheiro, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: “Tem paciência comigo, eu te pagarei”. 30 Porém ele recusou e foi mandá-lo meter na prisão, até pagar a dívida. 31 «Os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. 32 Então o senhor chamou-o e disse-lhe: “Servo mau, eu perdoei-te a dívida toda, porque me suplicaste. 33 Não devias tu também compadecer-te do teu companheiro, como eu me compadeci de ti?”. 34 E o seu senhor, irado, entregou-o aos guardas, até que pagasse toda a dívida. 35 «Assim também vos fará Meu Pai celestial, se cada um não perdoar do íntimo do seu coração ao seu irmão»
19 1 Tendo Jesus acabado estes discursos, partiu da Galileia e foi para o território da Judeia, além Jordão.

Meditação:

Há pouco, quando invocava a Tua ajuda para as dificuldades económicas, pensei se teria o direito de o fazer. Claro que, Tu, como Pai amantíssimo, ouves sempre as súplicas dos Teus filhos e vais, com justiça divina, concedendo o que, que, em cada momento, achas que é o que melhor convém. Mas, de igual modo, parece-me que o que peço não é bom, ou, por outras palavras, não sei pedir!
Assim, vou tentar seguir o conselho de S. Josemaria: pedir como pedem as crianças, quero isto... quero aquilo. Assim, tranquilamente, fico-me com a certeza que Tu me darás quando, como e o que melhor me convenha.
E, agora, atrevo-me a “refazer” a pergunta de Pedro:
Quantas vezes, Senhor, o meu irmão me deve perdoar, a mim, as minhas ofensas? Até sete vezes?
A resposta de Jesus seria, com certeza, mais ou menos esta: Não te preocupes com isso, preocupa-te, antes, em evitar, a todo o custo, não ofenderes, tu, o teu irmão.
Mas, Senhor - atrevo-me ainda -, eu sou fraco, e pusilânime…
Então, filho, - dir-me-á, seguramente - pede, tu, perdão ao teu irmão, dificilmente alguma ofensa te será perdoada se não te arrependeres e não manifestares ao ofendido o teu arrependimento. 

(ama, meditação sobre Mt 18, 21; 19, 1, 15.04.2009)

Confiança 1



A confiança é a virtude das virtudes: é a nata da caridade, o odor da humildade, o mérito da paciência e o fruto da esperança.

(S. Francisco de Sales, Pensamentos consoladores, Livro I, Cap. XV, I)

A PERGUNTA CRUCIAL

Vale a pena ler... e meditar...


http://queeaverdade.blogspot.com/2010/08/pergunta-crucial.html



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10/08/2010

Evangelho para 11 de Ago

Evangelho: Mt 18, 15-20

15 «Se teu irmão pecar contra ti, vai e corrige-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste o teu irmão. 16 Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que pela palavra de duas ou três testemunhas se decida toda a questão. 17 Se não as ouvir, di-lo à Igreja. Se não ouvir a Igreja considera-o como um gentio e um publicano. 18 «Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra, será desligado no céu. 19 «Ainda vos digo que, se dois de vós se unirem entre si sobre a terra a pedir qualquer coisa, esta lhes será concedida por Meu Pai que está nos céus. 20 Porque onde se acham dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles».

Meditação:

A obrigação e a delicadeza da correcção fraterna são aqui bem evidenciadas pelo texto de S. Mateus. Corrigir é uma obrigação e um dever em primeiro lugar para bem do próprio que é corrigido e, em segundo lugar, para evitar que persista no erro e, persistindo, não o propague fazendo mal a outros tornando-se, assim, mais gravoso o facto.
Mas delicadeza também, porque é muito possível que o outro não se dê conta ou aperceba do erro. Quantas coisas más alguns fazem pensando que estão agindo bem? Não agiu assim S. Paulo quando perseguia os cristãos com denodado empenho?
Não esquecer, no entanto, algo sumamente importante: Ninguém pode dar o que não tem e, para fazer a correcção é fundamental estar seguro do que se deve e como se deve corrigir. E, como normalmente, somos péssimos em causas próprias, o aconselhamento prévio é sempre uma excelente medida a tomar. 

(ama, comentário sobre Mt 18, 15-20, 2010.07.07)

Filiação Divina 5


Vocação do homem, vocação suprema, é realmente a filiação divina: a adopção como filhos em Cristo, Filho Eterno, consubstancial ao Pai.

(joão Paulo II, Homília, 1991.01.01, trad do castelhano por ama

09/08/2010

Evangelho para 10 de Ago

Evangelho: Jo 12, 24-26

24 Em verdade, em verdade vos digo que, se o grão de trigo que cai na terra não morrer, 25 fica infecundo; mas, se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perdê-la-á e quem aborrece a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. 26 Se alguém Me quer servir, siga-Me e, onde Eu estou, estará ali também o que Me serve. Se alguém Me servir, Meu Pai o honrará.
Comentário:

Não se pode servir a Deus sem seguir Cristo. Para seguir Cristo, o caminho é Maria Santíssima. E como fazer? Pedir-lhe com devoção filial: Ensina-me um caminho seguro (iter para tuto).
Isto porque, evidentemente, por nós mesmos não conseguiremos, realmente, seguir Jesus, isto é, segui-lo de muito perto, sem O perder, nunca, de vista. Porque, se O seguimos de longe não O encontraremos. A Santíssima Virgem está, sempre junto do seu Filho, portanto, parece lógico que nos “sirvamos” dela para conseguir o que queremos. 

(ama, comentário sobre Jo 12, 24-26, 2010.07.09)

Filiação Divina 4



Se quero viver uma verdadeira vida espiritual não posso esquecer a filiação divina.

(AMA, Diário, Julho 2002) 

Evangelho para 09 Ago

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas.5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

Jesus, mais uma vez, deseja que os que O ouvem compreendam bem o que é o Reino dos Céus. Não se cansa de dar exemplos concretos, da vida corrente, que todos podem entender. E, dando exemplos, acrescenta sempre o conselho, solene: Estai preparados, vigiai, não sabeis nem o dia nem a hora.
É tão importante o Reino dos Céus que, Ele, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, veio à terra assumindo um corpo humano, como qualquer de nós, para o anunciar.
Compara-o a um tesouro, a uma pérola rara, a um banquete de bodas, enfim, a algo tão bom e importante que nenhum homem deve deixar de procurar, custe o que custe, conquistá-lo.
Se o esforço for vender tudo o que se tem para comprar a pérola rara, ou comprar, com sacrifício o campo onde se achou o tesouro, ou prevenir-se com azeite suficiente para aguentar a vigília, seja o esforço que for, vale a pena, pois, tudo o resto é passageiro e secundário. O Reino dos Céus é para sempre e pertence-nos a todos os homens por direito próprio já que, a tornar-nos Filhos de Deus, com a Sua Morte e Ressurreição, nos fez igualmente legítimos herdeiros de Deus. Quem pode desprezar tal herança? 

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13, 2010.07.08)

Filiação Divina 3


Se o cristão perde a consciência da filiação divina e deixa de viver na profundidade deste mistério consolador, deixa de considerar os acontecimentos à luz da Fé e torna-se-lhe vulnerável.

(António Cardigos, Filiação Divina, Rei dos Livros, nr. 42) 

08/08/2010

Evangelho para 08 Ago

Evangelho: Lc 12, 32-48

32 Não temais ó pequenino rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o reino. 33 Vendei o que possuís e dai esmola; fazei para vós bolsas que não envelhecem, um tesouro inesgotável no céu, onde não chega o ladrão, nem a traça corrói. 34 Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35 «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.36 Fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das núpcias, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados aqueles servos, a quem o senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingirá, os fará pôr à sua mesa e, passando por entre eles, os servirá. 38 Se vier na segunda vigília, ou na terceira, e assim os encontrar, bem-aventurados são aqueles servos. 39 Sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. 40 Vós, pois, estai preparados porque, na hora que menos pensais, virá o Filho do Homem».
Comentário:

Quantas vezes o Senhor repete este aviso solene: Estai preparados, vigiai e orai, não sabeis nem o dia nem a hora!
Ao contrário do que possa inferir-se, não é uma ameaça velada mas antes um aviso, um conselho amigo e preocupado com a felicidade dos homens – todos os homens -.
A tal “teoria” que se houve: “quando chegar a altura, arrependo-me e, já está, Deus é misericordioso e não deixará de salvar-me”, é uma estranha e perigosa decisão.
Estranha porque se alguém pensa assim é porque realmente, bem no fundo, se preocupa com o seu futuro eterno; perigosa, porque ninguém pode garantir que terá tempo – um milésimo de segundo que seja – para o arrependimento.
Lembro-me sempre do que se terá passado com Voltaire na hora da morte:
Tendo pedido um padre disseram-lhe, estranhando: Um padre?! Mas tu passaste toda a tua vida a afirmar que para lá da morte não há mais nada! O moribundo, com voz apagada, terá respondido: Pois… mas… e se há?!
Parece inteligente e aceitável que nos preocupemos, hoje, agora, com o futuro que não sabemos quando será. De certa forma, poder-se-ia dizer: mais vale prevenir…
Se não nos arrependemos e confessamos as nossas faltas movidos pelo amor a Deus e a dor de O ter ofendido, façamo-lo, ao menos, por nós porque, sim, é verdade, Deus quer que todos os homens se salvem! 

(ama, comentário sobre Lc 12, 32-48, 2010.07.07)

Filiação Divina 2


Ele primeiro escolhe o homem, no Filho eterno e consubstancial, para participar na filiação divina, e só depois quer a criação do mundo.

(joão Paulo II, Discurso, 1986.05.28, nr. 4, trad do castelhano por ama)

A ECONOMIA DOS DEVERES


No número 43 da encíclica «Caritas in Veritate», Bento XVI sublinha uma ideia muito importante: «Os direitos pressupõem deveres, sem os quais o seu exercício se transforma em arbítrio». Talvez nos baste recordar a definição clássica de justiça, que é: «dar o seu a seu dono»; e não «reivindicar o que é meu». Muitas vezes posso renunciar ao que é meu sem faltar à justiça; mas falto sempre à justiça quando não dou aos outros o que é deles. Logo, a justiça é primariamente um dever para com os outros; só secundariamente um direito meu: tenho direito ao trabalho, porque devo trabalhar; o direito à vida, porque devo conservá-la para pagar o que recebi de Deus, da família, da sociedade; o direito a educar os filhos, por serem os pais os primeiros responsáveis pela sua vinda ao mundo; o direito aos livros, para quem deve estudar; etc.
Se reconheço o meu dever para com os outros, logo sei quais os meus direitos. Mas quando parto de mim, dos meus interesses, a lista dos direitos torna-se tão longa e confusa como a dos meus apetites. Como diz o Santo Padre, «os direitos individuais, desvinculados de um quadro de deveres, (…) enlouquecem e alimentam uma espiral de exigências praticamente ilimitada e sem critério» (ibid.). Os deveres aparecem-nos então apenas como simples compensação social dos tais direitos, e levam-nos, naturalmente, a regatear essa «paga» o mais possível, convertendo a moralidade em habilidade legalista. A sociedade começa a «funcionar» ao contrário: em vez da solidariedade, um clima de egoísmo, agressividade e até de corrupção, que conhecemos bem, infelizmente.
Se os direitos individuais procedem dos deveres, os direitos da família, do Estado, das autarquias, das empresas – de todos os «corpos intermédios», afinal - procedem e medem-se por critério idêntico. Muitas das nossas crises se explicam por vivermos para os direitos e não para os deveres. Já me dizia o velho porteiro: - «Éramos catorze filhos, de pais pobres, e nunca passámos fome. É o que eu digo a esta gente: olhem para os passarinhos; cada um a picar para comer… Cada um de nós procurava um serviço qualquer, e havia para todos! Mas esta gente nova fica para aí parada, à espera de subsídios!» Porque a verdade é que, se me dedico a servir as necessidades dos outros, não me falta trabalho; se me dedico a «realizar-me», nunca mais me aparece o trabalho ideal, por mais que o reclame do governo.
Ao esperarmos tudo do Estado, estamos a cavar a nossa própria sepultura. E, de facto, o Estado a que nos habituámos - e que supera muitos absolutismos passados – manda em tudo e muda a seu bel-prazer as próprias regras que estabeleceu, mas continuamos a esperar dele o que os servos da gleba esperavam dos velhos barões, encostando as casas às muralhas protectoras do seu senhor. Um encosto maior por cada crise… e temos a nação subjugada, e o Estado tornado presa de todos os problemas do país.


Pe. Hugo de Azevedo

07/08/2010

Evangelho para 07 Agosto

Evangelho: Mt 17, 14-20

14 Tendo ido para junto do povo, aproximou-se um homem que se lançou de joelhos diante d'Ele, dizendo: 15 «Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. 16 Apresentei-o a Teus discípulos, e não o puderam curar». 17 Jesus respondeu: «Ó geração incrédula e perversa, até quando hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá». 18 Jesus ameaçou o demónio, e este saiu do jovem, o qual, desde aquele momento, ficou curado. 19 Então os discípulos aproximaram-se de Jesus, em particular, e disseram-Lhe: «Porque não pudemos nós lançá-lo fora?». 20 Jesus disse-lhes: «Por causa da vossa falta de fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Passa daqui para acolá”, e ele passará, e nada vos será impossível.

Meditação:

Senhor, aumenta a minha fé que eu, por mim, não sei nada de nada. Como eu desejo uma fé forte, inteira, maciça como uma rocha, onde se desfaçam todas as dúvidas e questões. Uma fé que arda em fogo vivo que se comunique aos que me rodeiam. Uma fé assim, como a de Tua Mãe, Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor e de São Josemaria. 
(ama, meditação sobre 2002.10.24)

Direcção Espiritual

A alma só sem mestre, que tem virtude, é como o carvão aceso que está só; antes irá arrefecendo que ateando.

(S. João da Cruz, Dichos de luz e de amor, Apostolado de la Prensa, Madrid 1966, pg. 958-964, trad ama)

06/08/2010

A CRUZ TRIUNFO DO AMOR SOBRE O MAL 4


4 - ([1]) Quando proclamamos Cristo crucificado, não proclamamos nós mesmos, mas sim Ele. Não oferecemos nossa sabedoria ao mundo, não falamos de nossos próprios méritos, mas actuamos como canais de sua sabedoria, de seu amor, de seus méritos salvadores.
Sabemos que somos apenas vasos de barro e, todavia, surpreendentemente, fomos escolhidos para ser arautos dessa verdade salvadora de que o mundo tanto necessita. Não nos cansemos jamais de nos maravilhar ante a graça extraordinária que nos foi dada, não cessemos jamais de reconhecer nossa indignidade, mas, ao mesmo tempo, esforcemo-nos sempre para nos tornar menos indignos deste nobre chamado, de modo a não enfraquecer, mediante nossos erros e nossas quedas, a credibilidade do nosso testemunho.
Sim, amados irmãos e irmãs em Cristo, afastemo-nos daquela glória que não é a do nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Gl 6, 14). Ele é a nossa vida, nossa salvação e nossa ressurreição. Ele nos salvou e nos libertou. (bento XVI, Missa em Nicósia, 2010.06.05) Fonte: zenit.org


[1] Aos Bispos e Sacerdotes presentes

Cáritas abriu conta para apoio a carenciados



A Cáritas respondeu ao desafio da Comissão Episcopal da Pastoral da Saúde e abriu um fundo solidário para apoio a situações de dificuldades geradas pela actual crise. O repto de D. Carlos Azevedo foi dirigido a todos os cristãos – mormente políticos e empresários – para que cedessem 20% do salário para ajudar desempregados.
A conta, aberta na semana passada, já recebeu pelo menos o contributo da própria Cáritas, 30 mil euros recolhidos na operação do Natal 2009 “Dez milhões de estrelas – o gesto pela paz”. A campanha consistiu  na venda de velas para colocar nas janelas. Do produto da venda foram retirados 35% para ajudar desfavorecidos. “Cada vez mais aparecem à Igreja casos desesperados”, disse o presidente da Cáritas ao JN.
Segundo Eugénio Fonseca, serão privilegiadas “sobretudo necessidades de alimentação, habitação, saúde e educação”, distribuídos localmente através das paróquias. Paralelamente, a Cáritas pretende promover formação em economia doméstica e orçamento familiar, “para capacitar as pessoas para enfrentarem a crise com maior realismo e ajudá-las a encontrar alternativas, como o recurso ao micro-crédito”.
O fundo destina-se a apoiar qualquer pessoa, não apenas cristãos, sublinha o responsável.  Os donativos podem ser feitos por transferência bancária através do NIB 0033 0000 0109 0040 15012, via Multibanco, ou ainda via postal, para a Sede da Cáritas Portuguesa (Praça Pasteur, nº 11, 2º Esq, 1000-238, Lisboa).

Evangelho para 06 Agosto

Evangelho: Lc 9, 28-36

28 Cerca de oito dias depois destas palavras, tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu a um monte para orar.29 Enquanto orava modificou-Se o aspecto do Seu rosto, e as Suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes.30 E eis que dois homens falavam com Ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram cheios de majestade, e falavam da morte que Ele devia sofrer em Jerusalém.32 Entretanto, Pedro e os que estavam com ele tinham-se deixado vencer pelo sono. Mas despertando, viram a majestade de Jesus e os dois varões que estavam com Ele.33 Enquanto estes se separavam d'Ele, Pedro que não sabia o que dizia, disse a Jesus: «Mestre, que bom é nós estarmos aqui; façamos três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e uma para Elias». 34 Estando ele ainda a falar, formou-se uma nuvem, que os envolveu; e tiveram medo quando entraram na nuvem.35 Então saiu uma voz da nuvem que dizia: «Este é o Meu Filho dilecto, escutai-O». 36 Ao soar aquela voz, Jesus ficou só. Eles calaram-se, e naqueles dias a ninguém disseram nada do que tinham visto.
Comentário:

A Transfiguração de Jesus é, talvez, um dos episódios mais misteriosos da vida pública de Jesus. Como se tivesse chegado a um ponto tal de cansaço ou desânimo pelas sucessivas incompreensões por parte dos que O rodeavam, incluindo alguns dos discípulos, Jesus como que "desvela" a Sua verdadeira identidade divina e humana. O Seu corpo de homem reveste-se então da glória e do esplendor da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Fá-lo, justamente, na presença dos três Apóstolos que hão-de presenciar a Sua agonia no Monte da Oliveiras, como que preparando-os para o indizível choque que tal constituirá para eles.
A única coisa que manifestam, que ocorre a Pedro dizer, é que desejam ficar ali para sempre: «façamos três tendas...» dirá ele absorto pela beleza e grandiosidade do que contemplavam. (ama, comentário sobre Lc 9, 28-36, Julho 2009)

Filiação Divina 1


Devemos crescer no sentido da nossa filiação divina precisamente quando nos sentimos débeis e mais necessitados de ajuda.

(Francisco Fernández carvajal e Pedro B. López, Filhos de Deus, DIEL, Lda 1996, nr. 172

05/08/2010

Homossexualidade:

Homossexualidade: Os Perigos para a Saúde


Quando a homossexualidade foi retirada do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana não foi motivada pela evidência científica, mas por um desejo terapêutico de enfraquecer atitudes que alegadamente prejudicavam a auto-estima dos homossexuais.  Consequentemente, grande parte da discussão da homossexualidade por funcionários da saúde pública e das associações profissionais ignora a vasta literatura empírica que molda o comportamento homossexual sob uma luz desfavorável.
No entanto, a edição inaugural da revista da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade oferece uma revisão de evidências experimentais, estudos clínicos e pesquisas empíricas publicados em revistas opiniões ao longo de 125 anos que leva a uma "conclusão" singular: "A homossexualidade não é inata, imutável, ou isenta de risco significativo para a saúde médica, psicológica e relacional".
A análise de 600 relatórios e estudos contém três resenhas de livros, dois dos quais refutam as afirmações da American Psychological Association que afirma que a orientação sexual é fixa e que as tentativas de mudança que podem ser prejudiciais. A terceira revisão considera que a literatura demonstra, ao contrário da outra reivindicação da APA, que "comportamentos problemáticos e disfunções psicológicas são vivenciados entre homossexuais em cerca de três vezes a prevalência encontrada na população em geral, e às vezes muito mais." Entre o aumento significativo riscos de transtornos mentais, emocionais e comportamentais:
• Apesar de saber do risco de SIDA, homossexuais, continuam repetidamente, e patologicamente a usar práticas de sexo inseguro
• Os homossexuais representam o maior número de casos de DST.
• Muitas práticas sexuais homossexuais são medicamente perigosas, com ou sem protecção.
• Mais de um terço dos homens e mulheres homossexuais são toxicodependentes.
• Quarenta por cento dos adolescentes homossexuais homens têm histórias de suicídio.
• Os homossexuais são mais propensos do que os heterossexuais a problemas de saúde mental, como transtornos alimentares, transtornos de personalidade, paranóia, depressão e ansiedade.
• As relações homossexuais são mais violentas que as relações heterossexuais.
• O preconceito social e discriminação, não podem, por si só, contribuir para a maioria da má adaptação social do comportamento homossexual.
Embora reconhecendo as limitações metodológicas dos estudos mais antigos, os autores incluem-nos, porque a investigação não só observa as normas de investigação do tempo, mas também, talvez mais importante, suas conclusões são amplamente apoiadas pela maioria dos actuais e mais rigorosos estudos quantitativos.  Estes resultados não devem levar a uma revisão do DSM, mas ilustram o grau em que o estabelecimento de saúde mental parece mais animado pela ciência política do que pela ciência propriamente dita.
(Fonte: Bryce J. Christensen e Robert W. Patterson, "New Research," The Family in America, Spring 2010, Vol 24. Número 2. Estudo: James E. Phelan et al. Response "a alegação de APA: Não não é maior patologia na população homossexual do que na população em geral, "Jornal de Sexualidade Humana 1 [2009]: 53-87).
(Trad. ama, 2010.08.05)