24/07/2023

Publicações em Julho 24

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

Não obstante os Doze já estarem habituados à minha presença, compreendia que tivessem alguma reserva em falar de coisas íntimas à minha frente.

As intimidades são próprias dos verdadeiros amigos que não se reservam segredos uns aos outros e, eu, ainda não tinha esse "estatuto".

Para se ser íntimo de alguém é preciso ter o coração absolutamente aberto, sem qualquer reserva ou receio de não ser aceite ou compreendido, bem ao contrário, esta partilha é uma manifestação de confiança que, muitas vezes, encerra um pedido de auxílio no que for.

O amigo ajuda o amigo, diz o povo, e está disponível para o fazer sempre que necessário; se não lhe for possível dar uma solução procurara-la-á junto de outros amigos, gerando assim como que uma autêntica cadeia de amizade com o único fim de servir, ser útil a outros.

É, deve ser, esta "cadeia" que encontramos na família onde cada um é amigo do outro, não por ser mais velho ou mais novo, ilustrado ou não, cheio de méritos e virtudes ou sem nenhuns aparentes. Gostamos dele, somos amigos dele só pelo facto, para nós bastante, de pertencer à nossa família.

Todos nós, seres humanos, pertencemos a uma mesma família e temos um Pai comum: Deus Nosso Senhor que nos concedeu a vida.

Daí que não posso deixar de considerar todos os homens como meus irmãos e, em particular os que são mais próximos... os baptizados em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A minha preocupação deverá ser que todos os meus irmãos, filhos do mesmo Pai Celeste, pertençam "aos mais próximos", aos baptizados e este "encargo" tenho de assumi-lo e fazer quanto possa para o levar a cabo; se o não fizer que contas terei de prestar!

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23/07/2023

Publicações em Julho 23

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc XVIII)

 

Ouvi alguém que pedia a Jesus que interviesse numa disputa que tinha com um irmão sobre uma herança e, ouvi a resposta de Jesus que lhe respondeu dizendo que nãoera juíz de ninguém.

No tempo de Jesus a Justiça cabia à classe dos Juízes que constituiam como que uma casta da sociedade, quase omnipotentes, cujas decisões eram definitivas, gozando de bens incontáveis oriundos das "comissões e percentagens" dos assuntos que julgavam. Por isso, a Parábola do JUÍZ INÍQUO é, para mim, um paradigma da Justiça.

Vejamos bem: na Parábola diz-se que o Juíz "não temia a Deus nem respeitava os homens", e, mais adiante, se resolve a fazer justiça à pobre viúva para que "não venha contínuamente importunar-me".

Considero que esta pobre viúva da Parábola prefigura os muitos milhões de vozes suplicantes que tentam fazer-se ouvir na sua busca de justiça; uma multidão incontável de seres humanos sacrificados ainda no ventre materno por motivos e razões aberrantes e bestiais.

No Seu Sacratíssimo Coração, Jesus Cristo, deverá seguramente ter encontrado um local onde estes INOCENTES aguardam pelo Juízo Final. Aí, ouvir-se-á o seu clamor e todos os que tomaram posições concretas, legislando e aprovando leis iníquas escudando-se em falsas "obrigações do cargo", hão-de empalidecer ao contemplar a expressão de repúdio que o Supremo Juíz mostra na face.

E os outros todos que, embora não tendo participado activamente, decidiram ignorar o assunto.

O Rei Balduíno da Bélgica, agiu como a sua consciência de cristão lhe exigia e, para não ter de ractificar uma lei aprovada no Parlamento, lei essa que legislava sobre o aborto, pura e simplesmente resignou como Monarca dos Belgas.

O efeito desta atitude foi imediato, perante a reacção popular, o Parlamento retirou a proposta de Lei.

Na verdade!!!

Bom... Balduíno era Monarca mas era cristão e SANTO!!!

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22/07/2023

Publicações em Julho 22

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc V...)

 

Sentado no meio da multidão escutava Jesus que, de pé na barca de Pedro, falava aos que estavamos na praia.

Quando acabou, sentou-Se e disse a Pedro: «Vamos pescar».

Pedro respondeu-lhe, mais ou menos assim:

«Senhor, toda a noite nos afadigámos a lançar as redes mas não apanhamos nada, hoje não é dia de peixe».

Jesus pareceu não ter ouvido porque respondeu:

«Faz-te ao largo (duc in altum) e lança a rede».

E, Pedro, submisso: «Senhor, farei como mandas, em Teu Nome lançarei a rede».

Fiquei na praia à espera e, passado não muito tempo, vi a barca aproximar-se da praia, os homens saltando em terra e arrastando com enorme esforço a «rede cheia de peixe e, sendo tantos não se rompia a rede».

 

Um dos pescadores, contou-me depois que Pedro se tinha lançado aos pés de Jesus dizendo:

«Afasta-Te de mim Senhor que sou um pecador» ao que Jesus respondera «de agora em diante serás pescador de homens».

Este "pescador", este Patrão da Barca Divina que é a Santa Igreja Católica, onde navegam milhões de almas, mantém-se firmemente ao leme porfiando incansavelmente na sua tarefa... recolher na rede da Fé todas as almas.

É um homem como todos os homens, com defeitos e virtudes, limitações, com constante necessidade de apoio.

Eu, que navego nesta barca, tenho de rezar por ele, para que o Senhor o sustente, guarde, guie e vivifique na Fé e não sucumba ante os seus inimigos. Domine conservat eum, vivicet eum, beatum faciet eum in terra et non tradatem eum in animam enimicorum eius.

Tenho uma certeza - absoluta - que a própria História confirma: seja quem for este homem nunca o Dono da Barca consentirá que altere uma vírgula, um til, na base intrínseca da Sua Pesca de que É Dono e Senhor.

A Santa Igreja é constituída por homens, santos uns, outros nem tanto, por isso fomos conhecendo grandes vultos em campos diametralmente opostos mas, a verdade é que nem os "mais diametralmente opostos", pecadores públicos, com comportamentos aberrantes, alteraram essa vírgula, esse til nas regras instituídas e ciosamente guardadas pela Cabeça da Igreja Católica... Nosso Senhor Jesus Cristo.

Sim, é verdade, interrogo-me como foi possível eleger Papa uma pessoa que não estava minimamente "à altura" do cargo se, como sei e acredito firmemente que essa eleição é inspirada pelo Divino Espírito Santo?

Esta Terceira Pessoa da Santíssima Trindade SABE O QUE FAZ E PORQUE O FAZ, é isto que firmemente acredito, até porque é um fundamento da minha Fé.

Não me compete analizar ou, sequer, tentar saber razões e motivos, o que tenho, isso sim, de fazer constantemente é rezar pelo Sumo Pontífice.

Que nome se daria a um filho que não rezasse pelo seu Pai?

 

Reflexão

 

A honestidade intelectual é  algo que tem de ser levado muito em conta.

Ao ler uma "sentença" qualquer terei de avaliar quanto possível de o autor da mesma é digno de crédito.

Nesta "avaliação" devem estar ausentes considerações como: política, religião, comportamento geral.

Exemplifico: se Voltaire diz que "la plus grand ruse du diable c'est de faire croire qu'il n'existe pas", tal sentença proferida por um sujeito que se afirmou não crente só pode ser intelectualmente honesta.

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21/07/2023

Publicações em Julho 21

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XI...)

 

Falavam os discípulos entre eles sobre a oração e isto, a mim que os escutava, parecia-me pertinente porque as orações que se ouviam aos Escribas e Sacerdotes eram praticamente incompreensíveis, alongavam-se interminavelmente, num como que amontoado disforme de citações de Salmos e outros textos da Escritura, repletas de gestos rituais como bater no peito, levantar as mãos ao céu, etc.

Para eles, Deus era particularmente cioso e irredutível na Sua magestade todo poderosa, não admitiria outras formas de os seres humanos se dirigirem a Ele.

Nas suas "orações" não pediam nada nem por ninguém, limitavam-se a infindáveis palavras sobre como eram bons, irrepreensíveis, cumpridores da Lei.

O povo ignaro e submisso não entendia nada, não compreendia nada de tal modo que pura e simplesmente pensava que não lhe competia orar uma vez que não saberia como.

Já tínhamos assistido por diversas vezes a momentos de oração de Jesus e podíamos constatar a serenidade, a ausência de gestos e até, muitas vezes ausência de palavras. Quando as pronunciava, eu pelo menos assim percebia, era para nos instruir, dar exemplo de como orar.

O que fui retendo e guardo é a conclusão de que Orar é falar com Deus, numa conversa normal, sincera, aberta, sem manifestações desnecessárias. Nessa conversa falamos dos outros, todos os outros que nos são familiares, próximos ou meramente os que se vão cruzando connosco nos caminhos da vida.

Também, claro está, falamos de nós próprios contando o que nos acontece e o que desejamos nos acontecesse

Qualquer lugar ou circunstância servem para essa conversa desde que, evidentemente, consigamos o recolhimento interior indispensável a uma conversa com o nosso Deus e Senhor.

Não me interessa avaliar se o que agora digo ou peço é a milionésima vez que o faço, Ele Próprio recomendou que insistisse com perseverança e sem desfalecimentos.

Para mim, basta-me conhecer e acreditar nas palavras de Jesus:

 

«Tudo quanto pedirdes na oração, crede que o havereis de conseguir e o obtereis».

 

Reflexão

 

Por vezes penso que me seria conveniente ser invizual, cego.

Pelos olhos dentro surgem coisas, imagens, cenas que me incomodam, excitam os sentidos, provocam desconforto.

Se não pudesse ver seria tudo muito mais fácil...

Porém, reflicto que os olhos do corpo não têm forçosamente que ver como os "olhos da alma" e, sendo assim, peço ao Senhor que os olhos da minha alma fiquem imunes, protegidos com uma carapaça inviolável, dessas imagens.

Não consentir, não contemplar e, se o Senhor me ajudar, como estou seguro me ajudará, todo esse lixo não passará de imagens fugases que não deixarão qualquer lastro.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

20/07/2023

Publicações em Julho 20

 


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

Hoje fazia-se sentir um calor sufocante e Jesus levou-nos a descansar debaixo de um arvoredo na margem de um pequeno curso de água.

Reclinados nas capas estendidas no chão, começámos a sentir fome; desde manhãzinha cedo que não comeramos nada.

Jesus também sentia fome e, olhando em volta vendo uma frondosa figueira foi em busca de figos . mas... não encontrou senão ramos e folhas, figos... nem um!

Disse, então, algo surpreendente: «Ninguém coma do teu fruto» e, imediatamente a figueira secou.

Fiquei-me a pensar... mas... não é "tempo de figos", que culpa tem a figueira?

Hoje, passado tanto tempo, compreendo o que Jesus me quis dizer com a Sua acção; uma árvore de fruto tem de dar frutos, bons, comestíveis, sadios, é para isso que serve: o "tempo dar frutos" não lhe diz respeito.

Eu, considerando-me uma árvore fruteira, tenho de dar frutos, sempre e independentemente da época, quem procura os frutos que eu possa dar, pode não saber se é, ou não, a "minha época de frutificar", confia que os terei disponíveis para oferecer ou que, o agricultor, os tenha guardado em lugar fresco para os conservar comestíveis.

Se, como sei, o meu Agricultor É O Senhor, compreendo que a minha preocupação deve ser dar frutos, muitos frutos, Ele saberá o que fazer com eles.

Mais tarde, passá-mos pelo local e um dos Discípulos disse:

«Senhor, repara, a figueira que amaldiçoaste secou!»

Jesus responde com uma parábola:

«Um homem rico possuía uma vinha e, no meio desta uma figueira. Vendo que não dava frutos ordenou ao vinhateiro:

- corta esta figueira, não dá frutos, para que estará ela a ocupar lugar; o vinhateiro respondeu: Senhor, deixa-a ficar nais um tempo, vou cavar-lhe em volta e pôr adubo, esterco e, se mesmo assim continuar sem dar frutos então cortá-la-ei».

Vejo, agora, que é assim que o Agricultor Divino procede para com "esta figueira" que sou eu. Vai insistindo uma e outra vez, com infinita paciência para que eu dê frutos. Cuida de mim, "aduba" as minhas raízes com o infinito amor das Suas inspirações, sempre tentando que eu faça o que Ele, legítimamente espera que faça: Dê frutos!

 

Reflexão

 

Houve-se com frequência dizer a respeito de alguém:

'É muito honesto'.

Isto é dito como se fosse algo extraordinário, fora do "normal". Mas, então, o normal não é ser-se honesto! Aliás, não se é "muito honesto", ou se é ou não! Por isso penso que esta locução não faz qualquer sentido e que o que realmente se deveria dizer seria: 'Pode confiar-se' (nessa pessoa). Isto sim é o que realmente queremos pensar a respeito dos outros e que igualmente desejamos que os outros pensem de nós.

Claro que uma pessoa digna de confiança é, por natureza, honesta. É que parece haver uma tendência para considerar que a honestidade se resume e conclui em não se apropriar do alheio quando, de facto, é muito mais que isso: é viver, pensar e actuar com critérios sãos e estáveis, que não mudam conforme as circunstâncias, o ambiente ou outra coisa qualquer.

Considerar alguém honesto só porque não se apropria do que não lhe pertence é reduzir essa virtude a um mero comportamento, ou dito de outra forma, que essa virtude é a consequência lógica de não ter o defeito. Mas... não ter um defeito não determina possuir uma virtude.

Por exemplo: Se não me embriago não permite concluir que tenha a virtude da temperança, mas apenas que sou comedido na bebida; Se cumpro as regras de trânsito não quer dizer que sou obediente, mas que respeito as leis; As virtudes - tema já abordado antes -  só se adquirem com os bons hábitos praticados com regularidade e independentemente das circunstâncias. Por isso mesmo é muito importante a igualdade de vida.

Mas… E o que vem a ser a "igualdade de vida"?

Para os cristãos, é proceder de acordo com a Fé que afirmam professar, sem "intervalos" ou concessões. Que os actos correspondam ao que se diz, que haja coerência, sintonia, entre o que se pensa e diz e o que se pratica. Que, em suma, se seja honesto consigo próprio. Mas, sobretudo, se seja honesto com Deus Nosso Senhor que não pode aceitar nem desculpas nem "justificações" se o nosso comportamento não corresponde integralmente ao que Ele tem todo o direito de esperar.

Ele sabe muito bem se o que fazemos corresponde à Sua Vontade ou aos nossos desejos ou conveniências de momento. Portanto, pode concluir-se, igualdade de vida é fazer, em tudo, a Vontade de Deus!

Atentando no que escrevo nestas "reflexões" verifico que me apresento como um homem sofredor, cheio de achaques, limitações...

Concluo que estou como que a "excitar" a piedade própria e dos que eventualmente lerem.

Isto é... desejo ter pena de mim, que outros tenham pena de mim.

Isto é, pelo menos, "rasteiro", detestável. É o "EU" de que fala São Tomás Moro, sempre presente: EU! EU! EU!...

Ah Senhor! Desejo e preciso que outros rezem por mim mas, não levados pela "piedade" que lhes transmito mas pela generosidade dos seus corações e, mais, não me esquecer que a oração "vai e vem" daí que se rezar pelos outros é natural que os outros rezem por mim.

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad