21/08/2021

NUNC COEPI: Publicações em Agosto 21

  


Sábado 

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Honrar a Santíssima Virgem.

 

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

Lembrar-me: Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

 

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.

Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


 

 

LEITURA ESPIRITUAL

 

Evangelho

 

 

Lc XXII, 1-71

 

Conspiração contra Jesus

1 Entretanto, aproximava-se a festa dos Ázimos, chamada Páscoa. 2 E os sumos sacerdotes e doutores da Lei procuravam maneira de fazerem desaparecer Jesus, mas temiam o povo. 3 Satanás entrou em Judas, chamado Iscariotes, que era do número dos Doze. 4 Judas foi falar com os sumos sacerdotes e os oficiais do templo sobre o modo de lhes entregar Jesus. 5 Eles regozijaram-se e combinaram dar-lhe dinheiro. 6 Judas concordou e procurava ocasião de o entregar, sem a multidão saber.

 

Preparação da Última Ceia

7 Chegou o dia dos Ázimos, em que devia sacrificar-se o cordeiro, 8 e Jesus enviou Pedro e João, dizendo: «Ide preparar-nos o necessário para comermos a ceia pascal.» 9 Perguntaram-lhe: «Onde queres que a preparemos?» 10 Respondeu: «Ao entrardes na cidade, virá ao vosso encontro um homem transportando uma bilha de água. Segui-o até à casa em que entrar 11e dizei ao dono da casa: ‘O Mestre manda dizer-te: Onde é a sala, em que hei-de comer a ceia pascal com os meus discípulos?’ 12 Mostrar-vos-á uma grande sala mobilada, no andar de cima. Fazei aí os preparativos.» 13 Partiram, encontraram tudo como lhes tinha dito e prepararam a Páscoa. 14 Quando chegou a hora, pôs-se à mesa e os Apóstolos com Ele. 15 Disse-lhes: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer, 16 pois digo-vos que já não a voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus.» 17 Tomando uma taça, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós, 18 pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até chegar o Reino de Deus.» 19 Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» 20 Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.»

 

Jesus revela o traidor

21 «No entanto, vede: a mão daquele que me vai entregar está comigo à mesa! 22 O Filho do Homem segue o seu caminho, como está determinado; mas ai daquele por meio de quem vai ser entregue!» 23 Começaram a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa.

 

Últimos avisos

24 Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles devia ser considerado o maior. 25 Jesus disse-lhes: «Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem a autoridade são chamados benfeitores. 26 Convosco, não deve ser assim; o que fôr maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. 27 Pois, quem é maior: o que está sentado à mesa, ou o que serve? Não é o que está sentado à mesa? Ora, Eu estou no meio de vós como aquele que serve. 28 Vós sois os que permaneceram sempre junto de mim nas minhas provações, 29 e Eu disponho do Reino a vosso favor, como meu Pai dispõe dele a meu favor, 30 a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu Reino. E haveis de sentar-vos, em tronos, para julgar as doze tribos de Israel.» 31 E o Senhor disse: «Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. 32 Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» 33 Ele respondeu-lhe: «Senhor, estou pronto a ir contigo até para a prisão e para a morte.»

 

Predição da negação de Pedro

34 Jesus disse-lhe: «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me.» 35 Depois, acrescentou: «Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?» Eles responderam: «Nada.» 36 E Ele acrescentou: «Mas agora, quem tem uma bolsa que a tome, assim como o alforge, e quem não tem espada venda a capa e compre uma. 37 Porque, digo-vo-lo Eu, deve cumprir-se em mim esta palavra da Escritura: Foi contado entre os malfeitores. Efectivamente, o que me diz respeito chega ao seu termo.» 38 Disseram-lhe eles: «Senhor, aqui estão duas espadas.» Mas Ele respondeu-lhes: «Basta!»

 

Agonia de Jesus em Getzemani

39 Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele. 40 Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação.» 41 Depois afastou-se deles, à distância de um tiro de pedra, aproximadamente; e, pondo-se de joelhos, começou a orar, dizendo: 42 «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» 43 Então, vindo do Céu, apareceu-lhe um anjo que o confortava. 44 Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. 45 Depois de orar, levantou-se e foi ter com os discípulos, encontrando-os a dormir, devido à tristeza. 46 Disse-lhes: «Porque dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.»

 

Jesus é preso no horto

47 Ainda Ele estava a falar quando surgiu uma multidão de gente. Um dos Doze, o chamado Judas, caminhava à frente e aproximou-se de Jesus para o beijar. 48 Jesus disse-lhe: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?» 49 Vendo o que ia suceder, aqueles que o cercavam perguntaram-lhe: «Senhor, ferimo-los à espada?» 50 E um deles feriu um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. 51 Mas Jesus interveio, dizendo: «Basta, deixai-os.» E, tocando na orelha do servo, curou-o. 52 Depois, disse aos que tinham vindo contra Ele, aos sumos sacerdotes, aos oficiais do templo e aos anciãos: «Vós saístes com espadas e varapaus, como se fôsseis ao encontro de um salteador! 53 Estando Eu todos os dias convosco no templo, não me deitastes as mãos; mas esta é a vossa hora e o domínio das trevas.»

 

Pedro nega Jesus três vezes

54 Apoderando-se, então, de Jesus, levaram-no e introduziram-no em casa do Sumo Sacerdote. Pedro seguia de longe. 55 Tendo acendido uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se e Pedro sentou-se no meio deles. 56 Ora, uma criada, ao vê-lo sentado ao lume, fitando-o, disse: «Este também estava com Ele.» 57 Mas Pedro negou-o, dizendo: «Não o conheço, mulher.» 58 Pouco depois, disse outro, ao vê-lo: «Tu também és dos tais.» Mas Pedro disse: «Homem, não sou.» 59 Cerca de uma hora mais tarde, um outro afirmou com insistência: «Com certeza este estava com Ele; além disso, é galileu.» 60 Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes.» E, no mesmo instante, estando ele ainda a falar, cantou um galo. 61 Voltando-se, o Senhor fixou os olhos em Pedro; e Pedro recordou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: «Hoje, antes de o galo cantar, irás negar-me três vezes.» 62 E, vindo para fora, chorou amargamente.

 

Jesus é escarnecido

63 Entretanto, os que guardavam Jesus troçavam dele e maltratavam-no. 64 Cobriam-lhe o rosto e perguntavam-lhe: «Adivinha! Quem te bateu?» 65 E proferiam muitos outros insultos contra Ele.

 

Jesus em presença do Sinédrio

66 Quando amanheceu, reuniu-se o Conselho dos anciãos do povo, sumos sacerdotes e doutores da Lei, que o levaram ao seu tribunal. 67 Disseram-lhe: «Declara-nos se Tu és o Messias.» Ele respondeu-lhes: «Se vo-lo disser, não me acreditareis 68 e, se vos perguntar, não respondereis. 69 Mas doravante, o Filho do Homem vai sentar-se à direita de Deus todo-poderoso.» 70 Disseram todos: «Tu és, então, o Filho de Deus?» Ele respondeu-lhes: «Vós o dizeis; Eu sou.» 71 Então, exclamaram: «Que necessidade temos já de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca.»

 

Comentário

 

Todo este Capítulo do Evangelho escrito por São Lucas relata com detalhe e pormenor – como o Evangelista sempre se revela - , com “cores” brilhantes e destacadas, os factos que antecederam o drama da Paixão de Jesus Cristo. Digo “drama” porque, aos meus olhos humanos, se trata realmente de algo tão inusitado  e, até, insólito, que me custa a ler estas páginas sem sentir um aperto no coração esmagado pela evidência de ter sido, eu e todos os homens, o seu objecto.

Parece que nada falta: traição; angústia; pavor; sofrimento indizível; abandono; negação… e ao mesmo tempo, amor imenso e completo; doação absoluta; entrega à Vontade de Deus. Mas, ”forço-me”, obrigo-me a ler e, lendo, entrozar bem na minha alma o valor que efectivamente tenho – que todos os homens têm – para ser o objecto de tão extraordinário acto de salvação. Ao considerar este “valor” que tenho para o meu Criador, esmaga-me a responsabilidade  e o dever. Responsabilidade, porque me dou conta que a minha vida – já longa – tem tido muitas negações, rebeldias, ofensas, faltas de correspondência; dever, porque, tenho de ser agradecido pelo dom da vida, em primeiro lugar, e, depois, pela Infinita Paciência e Misericórdia de Deus que sempre espera que eu volte sobre os passos que dei por caminhos ínvios e, me tem perdoado sempre as minhas faltas e, mais que o perdão, me acolhe novamente no Seu Coração amantíssimo e me reintrega na minha “qualidade” de Seu filho e, sendo filho, Seu herdeiro.

Jesus Cristo nunca Se calou perante acusações infundadas, perguntas capciosas e, muitas vezes, absurdas,  críticas de toda a ordem, encarniçamento contra a sua Pessoa. Mas, perante Herodes cala-Se! Parece-me que, para O Cordeiro de Deus, Manso e Humilde de Coração, há como que um “limite” que não “consegue ultrapassar. Os outros, os responsáveis pela Lei, os Chefes do Povo são, por Ele Próprio “classificados” como ignorantes: «Não sabem o que fazem». Mas, este personagem sinistro – Herodes – sabia muito bem o que fazia e porque fazia. Enquanto os primeiros pensariam que estavam a defender a Lei, este último, pretendia apenas assegurar-se que o seu estatuto de Rei não corria perigo. Não teria qualquer pejo em assassinar Jesus - como tinha feito tantas vezes, incluindo os próprios filhos - se, pelas Suas respostas, chegasse a essa a essa conclusão. E, tal não podia acontecer porque tinham de se cumprir as Escrituras.

Não interessa muito discorrer sobre Pilatos e, muito menos, fazer juízos sobre a sua personalidade. Parece evidente para qualquer um que, a verdadeira razão que o motivou a  enviar Jesus a Herodes, foi a “esperança” que este resolvesse o problema que se lhe deparava: o assassínio de Jesus Cristo! Por isso, ao ver gorada a sua expectativa, lava as mãos em público como se esse gesto simbólico fosse suficiente e bastante para o inocentar. Não admira, pois, que na conivência e perfídia, ele e Herodes ficassem amigos; «Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois eram inimigos um do outro». Esta amizade – melhor seria dizer, conivência – tem uma raiz iníqua. Cimenta-se na perfídia e na ignorância, no despotismo e na falta absoluta de critério. Que amizade será esta? Que frutos se poderão esperar? Se amizade significa estar de acordo, corroborar o que o outro pensa ou defende como sendo a verdade, então, esta “amizade” não pode vingar nem subsistir. E, de facto, o fim dos dois “amigos” é uma desgraça pessoal para cada um e uma vergonha para os seus descendentes.

A realeza de Cristo – mesmo que não fosse essa a verdadeira intenção de Pilatos – ficará, para sempre, publicamente registada no letreiro que identifica o Crucificado. Os próprios que promoveram a Sua morte, reconhecem isto e vão junto do Pretor Romano pedir a remoção do letreiro. A resposta deste – «quod scripsi scripsi»  – é a confirmação da realidade. E são os simples e puros de coração – independentemente da sua situação pessoal no momento – que o reconhecem e acreditam. Com a sua declaração, o ladrão arrependido conquistou o Coração de Cristo e obteve o maior prémio a que poderia aspirar: a salvação eterna. O verdadeiro valor do arrependimento contrito fica, assim, bem expresso.

Pela pena de São Lucas, voltamos ao mesmo tema que já comentámos: Como reconhecer Jesus! Temos, todos os homens - atrevo-me afirmar – um desejo incontido de O encontrar de forma iniludível de tal forma que possamos dizer: É Ele! De facto, vemo-Lo pendente da Cruz – porque de todos atrai o olhar – mas isso não nos basta, não preenche completamente o nosso anseio: vê-Lo tal qual É, Ressuscitado, Glorioso, cheio de Poder e Majestade. Talvez, alguns, esperem por essa oportunidade para, de vez, se entregarem a Ele completamente ou se decidirem a segui-Lo mais de perto. Na Santa Missa, quando Ele desce sobre o altar consubstanciando-se no pão e no vinho consagrados, não O vemos, de facto, mas podemos sentir como que um frémito de amor que nos invade e domina e leva a exclamar interiormente: É Ele, está ali!..., e daí a momentos temos a possibilidade extraordinária de O receber em Corpo, Alma e Divindade, na Sagrada Comunhão Eucarística. Pensemos então quanto somos fortunados, muito mais que estes dois de Emaús que depois de O terem reconhecido, O viram desaparecer do seu convívio. Sim… porque, para nós, Ele está sempre ali, no Sacrário, à nossa espera, paciente e amoroso para Se nos entregar por inteiro.

O Evangelista refere que Emaús distava de Jerusalém uns sessenta estádios, ou seja, mais ou menos, trinta quilómetros. É uma distância considerável que, percorrida andando, consome umas quantas horas. Jesus Cristo não Se preocupa com o tempo, preocupa-se com os Seus amigos, com todos os homens. Não “faz contas” ao tempo necessário para os acompanhar, instruir, sossegar os corações, devolver a paz perdida. Impressiona esta disponibilidade permanente do Senhor, sim, perma­nente, porque para Ele não há nada – absolutamente - mais importante que os seus irmãos, os homens.

Como sempre que lemos um trecho de São Lucas, não podemos ficar indiferentes a não nos deixarmos envolver no relato como um per­sonagem mais. É de facto uma beleza descritiva simples e tão real como se vivida no próprio momento. Este dois de Emaús podem muito bem ser cada um de nós que vamos pela vida olhando sem ver, ouvindo sem perceber. Descurados os sinais, esquecidas as referências, ficamos agarra­dos ao momento que passa com a superficialidade dos apressados e com falta de critério. É bem verdade, para reconhecer Cristo naquele que connosco se cruza nos caminho, não basta ser “um dos Seus” é fundamental ter o coração livre de quaisquer amarras sejam elas tristezas e preo­cupações. A Cristo, só O podemos ver na alegria e na paz. A alegria da Ressurreição e a paz de Cristo!

«Reconheceram-no ao partir do pão»… Como?... porque a menos que Jesus tivesse uma forma peculiar de partir o pão, forma essa, que bastaria para O identificar, ou, porque, hipótese não descabida, os Apósto­los, nos dias anteriores terão contado com pormenor os acontecimentos da Última Ceia, repetindo as palavras e os gestos do Mestre, com ênfase para aqueles que, repetissem em “Sua memória”. Também é possível que os seguidores de Jesus, assustados e temerosos com o que se seguiria à Sua Morte, tivessem combinado entre si algumas formas, discre­tas, de se darem a conhecer como seguidores de Jesus. Tal como o será, mais tarde o desenho de um peixe, a forma de partir o pão poderia ser uma delas. Seja como for, os seus olhos só se abriram nesse momento e, só a partir de então, tomaram conhecimento da pessoa de Jesus com eles à mesa. E é, aliás, isto mesmo que contam, mais tarde, aos Apóstolos. Desde o princípio, a Igreja nascente, evoca, os sinais que o Mestre deixou. Mais tarde, serão estes sinais que comporão a Sagrada Liturgia. Amar e respeitar a Liturgia é, além de um dever, a melhor forma de honrar a memória, sempre viva e actuante, do Fun­dador e Cabeça da Igreja.

Os efeitos da tristeza são devastadores! Impedem ver Cristo que está sempre a nosso lado. Nos caminhos da vida, quantas vezes olhamos em volta e não ve­mos senão o costume: problemas, contradições, dificuldades e, então, carrega-se ainda mais a nossa mente com a tristeza de nos sentirmos sós, desamparados meio perdidos e sem norte. E, no entanto, Ele está ali…sempre… sempre! Esta certeza deve bastar para afastar a tristeza do nosso íntimo mas, se mais fora preciso, outra certeza resolverá de vez a ques­tão: A alegria de nos saber-mos filhos de Deus!

Para que não restem dúvidas que este episódio realmente aconte­ceu o Evangelista identifica um deles: Cléofas. Trata-se portanto de dois dos muitos discípulos de Jesus, que O seguiam com regularidade e conviviam entre si como o deixa per­ceber quando um se refere aos «nossos» mas, se assim é, como não reconheceram a Sua voz durante a longa conversa que mantiveram no caminho! Bom... tal como os seus olhos estavam «impedidos» de O verem, também os seus ouvidos não perceberam quem era o companheiro que lhes explicava as Escrituras. De facto, para ver e ouvir Jesus é preciso ter os olhos e os ouvidos limpos e desimpedidos de tudo quanto for supérfluo. E, mais… que as preocupações, o desânimo, o desgosto não domi­nem o coração nem a mente mergulhando o homem numa “escu­ridão” que o impeça de ver a Luz.

A tristeza põe como que uma névoa opaca sobre os olhos da alma impedindo-os de ver as realidades mais evidentes. O futuro apre­senta-se incerto, o desânimo apodera-se de nós, a vontade de pro­gredir e os desejos de melhoria atrofiam-se. Nem sequer a expectativa de dias mais risonhos nos anima e im­pele para a frente. E, frequentemente, paramos como que aturdidos. Como diz, sabiamente, Stº Agostinho, "paraste já estás morto". É o que nos espera se não sacudirmos para longe, decididamente, a tristeza do nosso coração: morrer inapelavelmente!

Acreditar na Ressurreição de Cristo é uma condição da nossa fé, como diz São Paulo, se Cristo não ressuscitou a nossa fé é vã. Temos um Salvador que Se entregou à morte voluntariamente para poder ressuscitar. Morrendo remiu os nossos pecados. Ressuscitando salvou-nos para a vida eterna. Era esta a primeira vez que os discípulos de Jejus tinham contacto com o Corpo Glorioso do Ressuscitado. Ficaram a saber que a Ressurreição não se tratava de um mito, algo indefinido, misterioso. A Ressurreição de Jesus aconteceu mesmo e, eles, são testemunhas desse facto. Também puderam entrever as qualidades que todos teremos quando ressuscitarmos dos mortos. Não ocuparemos nem espaço nem lugar e, no entanto, teremos o corpo que tínhamos em vida. Isto é importante para se perceber que, no Céu, a proximidade de Deus será única porque a Sua Visão encherá por completo toda as nossas capacidades e desejos. O grande mistério dos corpos ressuscitados aparece aqui de forma evidente. O corpo adquire uma qualidade que se chama "corpo glorioso" que continuando a ser o mesmo corpo que vivia adquire qualidades absolutamente diferentes, a primeira das quais é a imortalidade, não pode voltar a morrer, o que é absolutamente lógico.

A frase «Vós sois as testemunhas destas coisas» confere aos discípulos uma importância e um relevo na história da Redenção que os marcará para sempre. De facto, o que viram e ouviram do Ressuscitado será repetido incansavelmente até ao final dos tempos e que se pode resumir: Tudo quanto Jesus Cristo disse e fez é verdade!

Realmente, sendo Ele A VERDADE, não poderia ser outro o testemunho que deLe haveriam de dar e, para nossa ventura, assim fizeram com tanta constância e perseverança que recebemos intacta a mensagem divina: “Jesus Cristo é o nosso Salvador, que com a Sua Ressurreição nos ganhou para a Vida Eterna.”

«Então abriu-lhes o entendimento, para compreenderem as Escrituras,» como compreender se não se entende? Jesus conhece bem as nossas limitações e incapacidades por isso nos abre o entendimento, talvez não de forma súbita como fez com os Apóstolos, mas pausadamente ao longo dos anos. Começamos na catequese a aprender as bases da doutrina que enforma a nossa fé e continuamos pela vida fora adquirindo novos conhecimentos, aprofundando o que já sabemos. Há sempre coisas novas a retirar do tesouro das Escrituras, cada vez que lemos um trecho do Evangelho - talvez pela milésima vez - encontramos algo novo que, antes não tínhamos reparado, um enfoque diferente, um ensinamento que nos surpreende. Não admira que seja assim porque as palavras de Cristo e a sua doutrina são sempre novas, de todos os tempos.

Jesus Cristo parte para o céu, mas não nos deixa sós.
Fica connosco presente na Santíssima Eucaristia, sempre disponível, sempre pronto a acolher-nos. Somos felizes, muito felizes, por tão grande dom. Não só podemos estar com Ele, gozar a Sua companhia sempre que quisermos como, o que é extraordinário recebe-Lo no Seu Corpo, Alma e Divindade como alimento para esta vida e penhor da vida eterna. Nunca poderemos agradecer tão excelente dom.

À tristeza e perturbação da Morte de Jesus segue-se, agora, uma grande alegria. Nos últimos quarenta dias Jesus deve ter-lhes falado e ensinado muitas coisas. Abriu-lhes o entendimento e tudo é, para eles, cristalino e certo. Acabou-se o tempo das dúvidas, das interrogações dos medos e temores. Do Monte Tabor, descem homens diferentes daqueles que tinham seguido Jesus até ali. Agora, com a certeza que têm que o Espírito Santo virá, as suas almas conhecem uma paz e uma tranquilidade que se reflecte na alegria de que fala o Evangelista. Sem o saberem ainda, estão já em caminho de cumprir o mandato do Senhor: «Ide e ensinais todas as gentes».

Decerto que os Apóstolos viveram momentos de grande felicidade e alegria, mas, nós, temos motivos para estar ainda mais alegres e felizes. Os Apóstolos para estarem com Jesus tinham de O seguir para onde quer que fosse, procurá-Lo e, por vezes, esperar que acabasse o que estava a fazer – oração – para, então falarem com Ele. Nós, não! Quando queremos estar com Jesus – e queremos sempre – basta-nos ir a um dos muitíssimos Sacrários espalhados por toda a cidade em que vivemos, alguns a escassas dezenas de metros de distância e, Ele, ali está, à nossa espera, pronto a acolher-nos, a ouvir-nos, a estar connosco o tempo que quisermos.

Nada do que o Senhor faz é por acaso. Escolheu homens como Apóstolos, aqueles que seriam as colunas da Igreja que iria fundar, mas, as mulheres, não foram esquecidas e tiveram a honra e o privilégio de serem as primeiras a saber da Ressurreição Gloriosa. Os Filhos de Deus, que somos todos os cristãos, formamos de facto uma família cujo Chefe e Cabeça é Cristo e, como em qualquer família, cada um tem o seu lugar, a sua tarefa, concorrendo para o bem e proveito da mesma família. Os irmãos não se distinguem em importância ou relevo porque, o Pai de Família, quer a todos por igual. Cada um terá a sua própria maneira de viver essa vida familiar, com a idiossincrasia própria, e com os olhos postos no exemplo de “vem de cima.”

 

(AMA, 1998)

 

 

 

 

 

 

SÃO PIO X, papa

 


REFLEXÃO

Uma pessoa humilde que não tenha fé e sinceramente a deseje, acaba por tê-la com certeza, porque Deus não se nega a ninguém. E vice-versa, um aumento de soberba supõe uma diminuição de fé.

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 132)

 

ANJO DA GUARDA

 

Santo Anjo do Senhor meu zeloso guardador oisque a ti me confiou a Piedade Divina para me sempre me protege, guarda e ilumina

 


SÃO JOSEMARIA – textos

 

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre

Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)

A piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se? Pois o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa – consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor. As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos de Deus, 146)

 

 

 

 

20/08/2021

NUNC COEPI: Publicações em Agosto 20

 


Sexta-Feira 

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

 

PLANO DE VIDA:  (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Pequena mortificação

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

SÃO BERNARDO, abade e doutor da Igreja




LEITURA ESPIRITUAL

 

Evangelho

 

Lc XXI, 1- 38

O óbulo da viúva

1 Levantando os olhos, Jesus viu os ricos deitarem no cofre do tesouro as suas ofertas. 2 Viu também uma viúva pobre deitar lá duas moedinhas 3 e disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou mais do que todos os outros; 4 pois eles deitaram no tesouro do que lhes sobejava, enquanto ela, da sua indigência, deitou tudo o que tinha para viver.» 5 Como alguns falassem do templo, dizendo que estava adornado de belas pedras e de ofertas votivas, respondeu: 6 «Virá o dia em que, de tudo isto que estais a contemplar, não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído.» 7 Perguntaram-lhe, então: «Mestre, quando sucederá isso? E qual será o sinal de que estas coisas estão para acontecer?» 8 Ele respondeu: «Tende cuidado em não vos deixardes enganar, pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo.’ Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis; é necessário que estas coisas sucedam primeiro, mas não será logo o fim.» 10 Disse-lhes depois: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos e, em vários lugares, fomes e epidemias; haverá fenómenos apavorantes e grandes sinais no céu.» 12 «Mas, antes de tudo, vão deitar-vos as mãos e perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e metendo-vos nas prisões; hão-de conduzir-vos perante reis e governadores, por causa do meu nome. 13 Assim, tereis ocasião de dar testemunho. 14 Gravai, pois, no vosso coração, que não vos deveis preocupar com a vossa defesa, 15 porque Eu próprio vos darei palavras de sabedoria, a que não poderão resistir ou contradizer os vossos adversários. 16 Sereis entregues até pelos pais, irmãos, parentes e amigos. Hão-de causar a morte a alguns de vós 17 e sereis odiados por todos, por causa do meu nome. 18 Mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. 19 Pela vossa constância é que sereis salvos.»

 

A destruição de  Jerusalém

20 «Mas, quando virdes Jerusalém sitiada por exércitos, ficai sabendo que a sua ruína está próxima. 21 Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade retirem-se; e os que estiverem no campo não voltem para a cidade, 22 pois esses dias serão de punição, a fim de se cumprir tudo quanto está escrito. 23 Ai das que estiverem grávidas e das que estiverem a amamentar naqueles dias, porque haverá uma terrível angústia no país e um castigo contra este povo. 24 Serão passados a fio de espada, serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será calcada pelos gentios, até se completar o tempo dos pagãos.»

 

Sinais do fim do mundo

25 «Haverá sinais no Sol, na Lua e nas estrelas; e, na Terra, angústia entre os povos, aterrados com o bramido e a agitação do mar; 26 os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai acontecer ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. 27 Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória. 28 Quando estas coisas começarem a acontecer, cobrai ânimo e levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima.» 29 E disse-lhes uma comparação: «Reparai na figueira e nas restantes árvores. 30 Quando começam a deitar rebentos, ao vê-los, ficais a saber que o Verão está próximo. 31 Assim também, quando virdes essas coisas, conhecereis que o Reino de Deus está próximo. 32  Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo se cumpra. 33 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.»

 

Necessidade de vigilância

34 «Tende cuidado convosco: que os vossos corações não se tornem pesados com a devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, e que esse dia não caia sobre vós subitamente, 35 como um laço; pois atingirá todos os que habitam a terra inteira. 36 Velai, pois, orando continuamente, a fim de terdes força para escapar a tudo o que vai acontecer e aparecerdes firmes diante do Filho do Homem.» 37 Durante o dia, Jesus estava no templo a ensinar; mas saía para passar a noite no Monte das Oliveiras. 38 E todo o povo, de madrugada, ia ter com Ele ao templo, para o escutar.

 

Comentário

 

Temos todos os homens - sobretudo os cristãos - obrigação de dar algo para ajudar outros sejam quem forem, quer através de instituições credíveis, ou pessoal e directamente. Qual a medida que devemos usar? Aquela que corresponde a um são e esclarecido critério. Temos um exemplo: Jesus Cristo que deu quanto tinha, inclusive a Sua própria vida e por todos, não excluindo ninguém. Em "troca" quer amor, que tentemos imita-lo como nos for possível.

Possuir muito ou pouco não pode condicionar a esmola! A esmola – neste caso o que se dá na Igreja – é uma obrigação de todos os cristãos que devem contribuir para o sustento do clero e manutenção dos templos. Parece que quem é capaz a gastar algum dinheiro com o objectivo de ganhar mais algum – caso das lotarias, “raspadinhas”, etc., etc., não lhe ocorra que, o que – nestes casos - não passa de uma mera hipótese, o dinheiro dado na Igreja tem “retorno” garantido, seguro. Dar esmola na Igreja, de facto não é propriamente uma dádiva, mas antes como que uma devolução ou "amortização" do muito que recebemos de Deus. Sim, pode ser fruto do nosso trabalho mas… quem nos proporciona esse trabalho? Na "contabilidade" divina somos eternos devedores e Ele nunca reclama que devolvamos como deveríamos. Mas convém muito que, pelo menos, demos provas de que desejamos fazê-lo. De facto, dar do que nos sobra ou, de alguma forma, não nos faz falta não deixa de ser uma esmola meritória. Mas é, também, mais que isso porque, de certa forma, ajuda a não cometer um pecado muito grave. Sim! Para que queremos e guardamos para nós o que nos sobra seja em bens ou no que for? Não estará aqui um pecado de avareza?

Desde sempre o homem suporta como que um “peso” coberto de trevas e angústia com o chamado “fim do mundo”. Jesus Cristo, de facto, fala em fenómenos espantososgrandes sinais no céu, mas não confirma que esses são prenúncios do fim. Podemos, no entanto, considerando uma Sua afirmação: «Então, hão-de ver o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.» (Cfr Lc 21, 27), que este será de facto, algo espantoso preenchendo quanto existir no mundo. O Senhor faz um presságio sobre o fim do mundo? Julgo que não, descreve apenas o que virá a acontecer e, fá-lo por três motivos: O primeiro para pôr de sobreaviso os que O escutam; O segundo para demonstrar a precaridade das obras humanas por mais grandiosas e espectaculares que possam ser; O terceiro para que os que O ouvem e os que se seguirão, tenham bem presente que, Ele é o Senhor, com todo o poder sobre o mundo e os homens e, portanto, o refúgio seguro onde procurar abrigo e auxílio. Há como que um sentimento generalizado que, o chamado “fim do mundo” será uma enorme catástrofe na qual desaparecerão todas as coisas criadas incluindo, obviamente, a humanidade. Mas, de facto, não há nada absolutamente dito pelo Senhor donde se possa inferir tal coisa. Quando Jesus Cristo fala em guerras, lutas, terremotos, cataclismos tremendos não os coloca como “sinais”, marcos, prenúncios do fim do mundo, mas apenas de eventos que virão a acontecer – e alguns já acontecerem – pelo que convém ao homem estar preparado para elas. Nada nos diz que esse “fim do mundo” não seja como que um suave apagar de uma luz que se estingue voltando tudo ao estado anterior da criação. De resto, poder-se-ia considerar que esse “fim do mundo apocalíptico” seria como uma espécie de castigo divino brutal e definitivo. Não nos esqueçamos – nunca – que Deus nos criou para a eternidade e não para uma vida terrena mais ou menos longa.

Cristo por várias vezes avisa os Seus discípulos sobre as dificuldades e perigos de toda a ordem que teriam de enfrentar por O seguirem. E, também uma vez mais, lhes dá garantia que, Ele, nunca lhes faltará com a Sua assistência. Mas há, de facto, uma condição importante: a perseverança! Por outras palavras: quem perseverar será salvo! A perseverança é uma virtude absolutamente necessária para atingir um objectivo que nos propomos, chegar onde queremos ir. Quem desiste por causa das dificuldades, dos escolhos, obstáculos e toda a sorte de contrariedades, não conseguirá dar um passo em frente, antes retrocede no já andado. Por nós próprios, que não podemos nada, não conseguiremos a perseverança sem uma luta continua travada contra o comodismo, o "deixar andar", a inércia. O cristão sabe muito bem que nunca pode abrandar nesta luta pedindo as ajudas necessárias para a travar sem descanso.

Continua o discurso de Jesus que se refere aos últimos tempos. O que revela sobre as dissensões, lutas, perseguições e violências de toda a ordem, sabemos bem, são uma triste realidade ainda nos dias de hoje um pouco por toda a parte. Mas, a verdade também, é que a semente regada com o sangue dos cristãos perseguidos e sacrificados, continua a frutificar talvez com mais vigor e pujança e nunca têm faltado – nem faltarão – esses ”heróis da cristandade” sobre os quais se vai construindo a Igreja Santa que o Nosso Senhor fundou e é a Cabeça.

Parece impossível – sobretudo nos dias de hoje – que tal Pastor, com este programa, possa ter seguidores fieis e indefectíveis. Mas, a verdade, é que sempre teve e, cada dia, cresce essa multidão ávida de seguir Jesus depois de ouvir as Suas palavras de vida eterna. Falávamos “nos dias de hoje”, mas, de facto, sempre houve pessoas para quem o sacrifício ou renúncia são algo obsoleto e disparatado “impróprio” de pessoas inteligentes e “modernas”. A nós, cristãos, causam-nos pena porque ouvem e não entendem e veem e não compreendem e, assim vão pela vida sem se preocuparem com o objectivo grandioso e extraordinário da salvação eterna. Rezemos por eles.

As palavras de Cristo são palavras de vida eterna, não são nem vaticínios nem prenúncios, mas a constatação da simples e completa verdade. Mas, também, são um aviso muito sério para ser levado em conta. Ninguém poderá, com verdade, invocar desconhecimento ou surpresa. Que fazer, pois, senão estar preparados para o futuro que não sabemos se próximo ou longínquo? E como nos havemos de preparar? Não há outro caminho: seguir, em tudo, o Senhor que é o nosso Pastor e Guia, pedindo também ao Espírito Santo que nos conceda os Seus Dons para melhor conseguir esse objectivo.

Não devemos preocupar-nos como e quando será o “fim do mundo”,  mas, sim, que esse "fim do mundo" acontece realmente com a nossa morte. Sim... no momento em que morremos o mundo deixa de existir para nós. Esta é a realidade que deve preocupar-nos e, por isso mesmo, preparar enquanto é tempo  - hoje, agora - esse momento sem medo nem pessimismo porque, sabemos muito bem o que fazer: Pedir com perseverança ajuda para cumprir - em tudo - a Vontade de Deus.

 

(AMA, 1999)

 


ESPÍRITO SANTO, VIRTUDES E DONS

 

No Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, reside o Amor Supremo entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. Peçamos a Maria, esposa do Espírito Santo, que interceda por nós junto de Deus concedendo-nos a graça de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade, da nossa miséria. Nas Escrituras, é o próprio Jesus quem nos recomenda: "Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á" (Mt VII, 7s).

Os Dons do Espírito Santo são sete: Entendimento; Sabedoria; Conselho; Fortaleza; Ciência; Piedade; Temor de Deus;

Estes dons são graças de Deus e, só com o nosso esforço, não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam. Necessitam de uma acção directa do Espírito Santo para podermos actuar dentro da virtude e perfeição cristã.

 


      

 REFLEXÃO

Alegria

A alegria humana não se pode mandar. A alegria é fruto do amor, e não a todo o mundo se outorga um amor humano capaz de manter uma alegria permanente. E não somente isto, mas também, que pela sua natureza, o amor humano é com maior frequência fonte de tristeza que de alegria (…). Mas no campo cristão não acontece assim. Um Cristão que não ame a Deus é indesculpável, e um cristão ao qual o amor a Deus não brinde com a alegria é porque não compreendeu o que o amor lhe dá. Para um cristão a alegria é natural porque é propriedade essencial da virtude mais importante do cristianismo, quer dizer, do amor. Entre a vida cristã e a alegria há uma necessária relação de essência.

 

(P. A. Reggio, Espíritu sobrenatural y buen humor, Rialp, 2ª ed., Madrid 1966, p. 34)


 

SÃO JOSÉ

Mestre da vida interior, trabalhador empenhado no seu trabalho, servidor fiel de Deus em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Joseph. Com São José o cristão aprende o que é ser Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Ide a José e encontrareis Jesus. Ide a José e encontrareis Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (São Josemaria, Cristo que passa, 56)

 


SÃO JOSEMARIA – textos

 

Que sejais muito crianças!

Aconselho-te que tentes voltar de vez em quando... ao começo da tua "primeira conversão", o que, se não é fazer-se como criança, é coisa muito parecida: na vida espiritual é preciso deixar-se levar com inteira confiança, sem medos nem duplicidades; tem de se falar com absoluta clareza do que se tem na cabeça e na alma. (Sulco, 145)

Que sejais, espiritualmente, muito crianças! Quanto mais, melhor. Di-lo a experiência deste sacerdote que teve de se levantar muitas vezes, ao longo destes trinta e seis anos (que longos e ao mesmo tempo, que curtos me parecem!) em que tem procurado cumprir uma Vontade precisa de Deus. Houve uma coisa que sempre me ajudou: ser sempre criança e meter-me continuamente no regaço de minha Mãe e no Coração de Cristo, meu Senhor. As grandes quedas, as que causam destroços sérios na alma, e às vezes com resultados quase irremediáveis, procedem sempre da soberba de nos crermos adultos, auto-suficientes. Nesses casos, torna-se predominante na pessoa uma espécie de incapacidade de pedir ajuda a quem a pode dar: não só a Deus, mas também ao amigo ou ao sacerdote. E aquela pobre alma, isolada na sua desgraça, afunda-se na desorientação e no descaminho. (Amigos de Deus, 147)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

19/08/2021

NUNC COEPI: Publicações em Agosto 19

  


Quinta-Feira 

 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.

Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Lembrar-me: Comunhões espirituais.

Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 


LEITURA ESPIRITUAL

 

XX, 1-44

A autoridade de Jesus

1 Num daqueles dias, estando Ele no templo a ensinar o povo e a anunciar a Boa-Nova, apresentaram-se os sumos-sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos 2 e dirigiram-lhe a palavra, dizendo: «Diz-nos com que autoridade fazes estas coisas, ou quem te deu tal autoridade.» 3 Respondeu-lhes: «Também Eu vou fazer-vos uma pergunta. Dizei-me: 4 o baptismo de João era do Céu, ou dos homens?» 5 Eles começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se respondermos que era do Céu, Ele dirá: ‘Porque não acreditastes nele?’ 6 Se respondermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque consideram João como profeta.» 7 Responderam, então, que não sabiam de onde era. 8 Jesus disse-lhes: «Também Eu não vos digo com que autoridade faço isto.»

 

O vinhateiros homicidas

9 Começou, depois, a expor ao povo a seguinte parábola: «Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se por muito tempo. 10 No devido tempo, mandou um servo aos vinhateiros, para estes lhe entregarem parte dos frutos da vinha. Mas os vinhateiros despediram-no de mãos vazias, depois de o terem açoitado. 11 Enviou outro servo, mas também o açoitaram, ultrajaram e despediram-no sem nada. 12 Enviou ainda um terceiro; e eles, depois de o ferirem, lançaram-no fora. 13 O dono da vinha disse, então: ‘Que hei-de fazer? Vou mandar-lhes o meu filho bem amado; talvez o respeitem.’ 14 Mas, quando o viram, os vinhateiros disseram uns aos outros: ‘Este é que é o herdeiro; matemo-lo, para que a herança seja nossa.’ 15 E, lançando-o fora da vinha, mataram-no. A esses, que lhes fará o dono da vinha? 16 Virá, exterminará os vinhateiros e entregará a vinha a outros.» Ouvindo isto, eles disseram: «Que Deus não o permita!»

 

A pedra angular

17 Fitando-os, Jesus disse-lhes: «Que significa, então, o que está escrito: A pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular? 18 Todo aquele que cair sobre esta pedra ficará despedaçado, e aquele sobre quem ela cair ficará esmagado.» 19 Naquela altura, os doutores da Lei e os sumos sacerdotes procuravam deitar-lhe a mão, pois tinham compreendido que esta parábola lhes era dirigida; mas tiveram receio do povo.

 

O tributo a César

20 Então, puseram-se à espreita e mandaram-lhe espiões, que se fingiam justos com o fim de o surpreender em alguma palavra, para o entregarem ao poder e à jurisdição do governador. 21 Fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, sabemos que falas e ensinas com rectidão e não fazes acepção de pessoas, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. 22 Devemos pagar tributo a César, ou não?» 23 Conhecendo a sua astúcia, Ele respondeu-lhes: 24 «Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição?» Eles disseram: «De César.» 25 Disse-lhes, então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» 26 Não conseguiram apanhar-lhe uma palavra em falso diante do povo; ao contrário, admirados com a sua resposta, ficaram calados.

 

A ressurreição

27 Aproximaram-se alguns saduceus, que negam a ressurreição, e interrogaram-no: 28 «Mestre, Moisés prescreveu-nos que, se morrer um homem deixando a mulher, mas não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva, para dar descendência ao irmão. 29 Ora, havia sete irmãos: o primeiro casou-se e morreu sem filhos; 30 o segundo, 31 depois o terceiro, casaram com a viúva; e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram sem deixar filhos. 32 Finalmente, morreu também a mulher. 33 Ora bem, na ressurreição, a qual deles pertencerá a mulher, uma vez que os sete a tiveram por esposa?» 34 Jesus respondeu-lhes: «Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se; 35 mas aqueles que forem julgados dignos da vida futura e da ressurreição dos mortos não se casam, sejam homens ou mulheres, 36 porque já não podem morrer: são semelhantes aos anjos e, sendo filhos da ressurreição, são filhos de Deus. 37 E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob. 38 Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois, para Ele, todos estão vivos.» 39 Tomando, então, a palavra, alguns doutores da Lei disseram: «Mestre, falaste bem.» 40 E já não se atreviam a interrogá-lo sobre mais nada.

 

O Messias, filho e Senhor de David

41 Jesus perguntou-lhes: «Como é que dizem que o Messias é filho de David, 42 se o próprio David diz no Livro dos Salmos: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, 43 até que Eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. 44 Se David lhe chama ‘Senhor’, como pode Ele ser seu Filho?»

 

Hipocrisia dos escribas

45 Quando todo o povo o escutava, Jesus disse aos discípulos: 46 «Tomai cuidado com os doutores da Lei, que sentem prazer em passear de túnicas compridas, e gostam de ser cumprimentados nas praças públicas, dos primeiros lugares nas sinagogas e dos primeiros assentos nos banquetes; 47 eles, que devoram as casas das viúvas, simulando longas orações, terão um castigo mais severo.»

 

Comentário

 

Na ânsia de pôr o Senhor a ridículo os saduceus nem se dão conta da falta de seriedade da pergunta que fazem: Se, como se sabe, negam a ressurreição como podem discorrer sobre ela? Aliás, nem sequer é uma pergunta, mas uma mera provocação disparatada e sem qualquer desejo sério de obter uma resposta. Mas, o extraordinário neste trecho de São Lucas, é que, não obstante, o Senhor não lhes volta as costas – o que seguramente muitos de nós faríamos – e dá uma resposta. Porquê? Não pelos saduceus, seguramente, mas para elucidar, doutrinar, esclarecer sobre a ressurreição dos mortos quantos estavam presentes já que, de facto, era um tema algo controverso para o povo que não obtinha uma explicação clara e concludente por parte dos que deviam, por razão de ofício, dar-lha.

As pessoas com espírito retorcido e falta de seriedade no critério não chegam a dar-se conta do ridículo ou inapropriado das questões que colocam, as perguntas que fazem ou as opiniões que emitem. São bem conhecidas – e numerosas infelizmente – essas pessoas que andam pela vida com um olhar crítico e o olhar acerado sempre pronto a avaliar, julgar, emitir opinião, parece – e talvez seja verdade – que nada mais os move na vida que avaliar, julgar, comentar sobre tudo e sobre todos, mesmo sobre matérias que desconhecem ou assuntos que não dominam. O que se deve fazer com esta gente? Ignorá-los! Mostrar-lhes desinteresse ou desprezo? Não foi assim que o Senhor procedeu, bem ao contrário, com infinita paciência pôs a descoberto o erro, o engano a falsa teoria. Para bem dos próprios? Sem dúvida, mas, sobretudo para bem dos outros que os possam escutar.

Lembro, a propósito dessas pessoas que não se coibem de dar opinião seja sobre o que for, a resposta que um conhecido politico português deu a um repórter que o interrogava sobre a eleição do Papa Bento XVI. E a surpreendente resposta foi: “Bem… como se sabe sou agnóstico, mas, acho que…” Como é possível? Fica-se atónito com a falta de decoro, de seriedade, de honestidade intelectual! Sim, na verdade, este é um exemplo que, talvez, fosse bom considerar no nosso íntimo. Será que, examinando-nos honestamente, nunca emitimos parecer, ou opinião, sobre algo que não conhecemos concretamente, que não nos diz respeito? O que custará mais: Dizer: ‘sobre esse assunto não tenho opinião’, ou atrever-se a dar uma resposta sem qualquer sentido? Custará assim tanto admitir a limitação própria, a ignorância ou incapacidade para poder opinar?

A vaidade pessoal leva muitos a emitir parecer sobre assuntos que não dominam. Chegam ao ponto de admitir que, por qualquer motivo, o assunto não lhes interessa, mas, contudo, não resistem à sua pretensa capacidade pessoal de julgar ou opinar. Além do ridiculo de tal postura, que crédito pode merecer tal pessoa? A quem interessará a sua opinião?

 

(AMA, 2099)

 

  


 

REFLEXÃO

 

Para ser prudentes é necessário ter luz no entendimento; assim poderemos julgar com rectidão os factos e as circunstâncias.

 

(R Garrigou-Lagrange, Las três edades de la vida interior, vol. 11, pgs. 625 ss.)

 


FILOSOFIA, TEOLOGIA, CONDIÇÃO HUMANA

 

O demónio e a oração

O demónio não tem maior temor que da oração.

Percebe-se porquê.

A oração põe o homem em contacto estreito com Deus e quanto mais intensa e profunda mais forte é esse contacto.

O diálogo que se estabelece entre o orante e Deus torna-se assim íntimo e o demónio não ousa interferir nem o Senhor lho permite.

O Senhor aconselha a oração persistente e perseverante não para Sua satisfação mas exactamente para que a nossa relação com Ele se fortaleça cada vez mais e a união se torne real, constante, inquebrantável.

«Tudo é possível a quem crê» esta declaração de Jesus é, digamos assim, a “chave” de toda a Fé.

 

(J Duque,Teologia Fundamental)

 

 


SÃO JOSEMARIA – textos

 

Que sejais meninos que desejam a palavra de Deus

A nossa vontade, com a graça, é omnipotente diante de Deus. – Assim, à vista de tantas ofensas ao Senhor, se dissermos a Jesus, com vontade eficaz, indo no "eléctrico" por exemplo: "Meu Deus, quereria fazer tantos actos de amor e desagravo quantas as voltas de cada roda deste carro", naquele mesmo instante, diante de Jesus, tê-Lo-emos realmente amado e desagravado conforme o nosso desejo. Esta "ingenuidade" não esta fora da infância espiritual; é o eterno diálogo entre a criança inocente e o pai..., doido pelo seu filho: – Quanto me queres? Diz lá! – E o miudito diz, marcando as sílabas: muitos milhões! (Caminho, 897)

Na vida interior, a todos nos convém ser quasi modo geniti infantes, como esses miuditos que parecem de borracha, que se divertem até com os seus trambolhões, porque imediatamente se põem de pé e continuam com as suas correrias e também porque não lhes falta, quando é precisa, a consolação dos pais. Se procurarmos portar-nos como eles, os tropeções e os fracassos – aliás inevitáveis – na vida interior, nunca se transformarão em amargura. Reagiremos com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai. Aprendi durante os meus anos de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus. E isto vos peço: que sejais quasi modo geniti infantes, meninos que desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o alimento de Deus, a fortaleza de Deus para se comportarem de agora em diante, como homens cristãos. (Amigos de Deus, 146)