29/12/2020

Pequena agenda do cristão

 


TeRÇa-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

Salmo II

Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient. 
Quare fremerunt gentes et populi meditati sunt inania?
Astiterum reges terrae et principes convenerunt in unum adversus Dominum et adversus christum eius.
Dirumpamus vincula eorum et proiciamos a nobis iugum ipsorum.
Qui habitabit in caelis, irridebit eos, Dominus subsanabit eos.
Ego autem constitui regem meum super sion montem sanctum meum.
Praedicabo decretum eius Dominus dixit ad me: filius meus es tu; ego hodie genui te.
Postula a me, et dabo tibi gentes hereditatem tuam et possessionem tuam terminos terrae.
Reges eos in virga ferrea et tamquam vas figuli confringes eos.
Et nunc, reges, intelegite, erudimini, qui indicatis terram.
Servite Domino in timore et exultate ei cum tremore.
Apprehendite disciplinam ne quando irascatur et pereatis via, cum exarcerit in brevi ira eius.
Beati omnes qui confident in eo.
Gloria Patri...
Regnum eius regnum sempiternum est et omnes reges servient et obedient.
Oremus:
Omnipotens et sempiterne Deus qui in dilecto Filio Tuo universorum rege omnia instaurare voluisti concede propitius ut cunctae familiae gentium pecati vulnere disgregatae eius suavissimo subdantur imperio: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia saecula saeculorum.

Exame Pessoal

Sabes Senhor, qual é, talvez a minha maior fraqueza? É pensar em demasiado mim, nos meus problemas, nas minhas tristezas, naquilo que me acontece e no que gostaria me acontecesse. Nas voltas e reviravoltas que dou sobre mim mesmo, sobre a minha vida.
E os outros? Sim, os outros que rezam por mim, que se interessam por mim, que têm paciência para comigo, que me desculpam as minhas faltas e as minhas fraquezas, que estão sempre prontos a ouvir-me a atender-me, que não se importam de esperar que eu os compense pelo bem que me fazem, que não me pressionam para que pague o que me emprestam, que não me criticam nem julgam com a severidade que mereço.
Ajuda-me Senhor, a ser, pelo menos reconhecido e a devolver o bem que recebo e, além disso a não julgar, a não emitir opinião, critica ou conceito, vendo nos outros, a maior parte das vezes, os defeitos e fraquezas que eu próprio possuo.

Senhor, ajuda-me a pensar nos outros em vez de estar aqui, mergulhado nos meus problemas, girando à volta de mim mesmo, concentrado apenas no que me diz respeito. Os outros! Todos os outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. São Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos somos também herdeiros, convém, portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.

Noverim me

Oh Deus que me conheces perfeitamente tal como sou, ajuda-me a conhecer-me a mim mesmo, para que possa combater com eficácia os enormes defeitos do meu carácter, em particular...
Chamaste-me, Senhor, pelo meu nome e eu aqui estou: com as minhas misérias, as minhas debilidades, com palavras maiores que os actos, intenções mais vastas que as obras e desejos que ultrapassam a vontade.
Porque não sou nada, não valho nada, não sei nada e não posso nada, entrego-me totalmente nas Tuas mãos para que, por intercessão de minha Mãe, Maria Santíssima, de São José, meu Pai e Senhor, do Anjo da Minha Guarda e de São Josemaria, possa adquirir um espírito de luta perseverante.
   
Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afaste de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxime de Ti
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti.
Eu sei que podeis tudo e que, para Vós, nenhum projecto é impossível.
Faz-me santo, meu Deus, ainda que seja à força.

Nada te perturbe / nada te atemorize Tudo passa / Deus não muda A paciência tudo alcança / Quem a Deus tem Nada falta / só Deus basta. (Santa Teresa de Jesus)




Doutrina

 


Culto das imagens: católicos e protestantes

O CULTO DE VENERAÇÃO OU HIPERDULiA

 

 O Culto que nós os católicos rendemos a Maria a Mãe de Deus designa-se con o nome de Hiperdulia é um Culto de Veneração que está acima do Culto tributado aos Santos, os Mártires em Cristo e os Anjos, porque simplesmente Ela é a Mãe de Deus.

 

Quando os irmãos separados assinalam que nós os católicos adoramos a Virgem Maria temos que encher-nos de caridade primeiramente para saber responder-lhes e ver nisso a grande ignorância que têm para julgar as coisas de Deus, o desconhecimento completo sobre a Igreja Católica e o pouco escrúpulo em discernir sensatamente a Sagrada Escritura. Para estudar e posteriormente analisar a Palavra de Deus é necessário o discernimento do Espírito Santo, seguir normas ou instruções de pessoas preparadas como as que estão no nosso sagrado Magistério e por último desligar-se das paixões e ser objectivo na hora de dar opiniões, considerando antes de mais que a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus e o Senhor que é um Deus muito severo e justo diz claramente: Não julgueis para que não sejais julgados.

 

A Veneração da Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus não tem nada que ver com os cultos pagãos reflectidos no Antigo e Novo Testamento, mas antes com o facto de que Deus quis fazer-se homem, nascido de mulher, não foram os cristãos os que escolheram a Virgem Maria como a Mãe de Deus, foi o próprio Deus quem a escolheu para que fosse sua Mãe.

 

Maria não é só Mãe da natureza humana de Jesus, Jesus é uma pessoa divina que tem duas naturezas, natureza humana porque se encarna numa mulher e nasce dela e natureza divina porque é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é o verbo encarnado. Ao nascer Jesus, não nasce somente a natureza dele, nasce também ele como pessoa, toda a Mãe portanto é Mãe da pessoa a quem esta dando à luz, portanto a Virgem Maria é verdadeira Mãe de Deus de que o Verbo que é Jesus se fez carne.

 

Jesus é o único e verdadeiro Senhor, Rei e Mediador, Ele veio para que todos unidos a Ele como membros do seu Corpo Místico participemos do seu senhorio, do seu reinado e da sua mediação este é o privilégio que recebemos no Sacramento do Baptismo, ora bem, se isto é certo como efectivamente é, que todos somos membros de Cristo, quanto mais a sua Mãe a quem Ele associou de forma única à sua obra de redenção.

 

Não podemos rebaixar a Santíssima Virgem Maria da altura na qual Deus a colocou, ao fazê-la Mãe do seu Filho, pelo que merece ser venerada em atenção Àquele a quem levou no seu seio sagrado, experiencia irrepetível que faz dela uma pessoa diferente. De maneira que a veneração que ela merece é também diferente a que damos aos Santos, aos Mártires em Cristo e aos Anjos, é por isso que essa veneração dada à Virgem Maria a designamos como Hiperdulia que quer dizer por outras palavras que a veneramos como a maior, não a estamos adorando, seria uma grande torpeza igualá-la a Deus, isso sim poder-se-ia então definir como uma idolatria.

Se examinamos objectivamente e sem paixões a Sagrada Escritura encontramos em muitos versículos o lugar que Deus deu à Santíssima Virgem Maria, quem como Deus:

 

Maria é Cheia de Graça (Lucas 1: 28); Maria é Obediente (Lucas 1: 45); Maria é Humilde (Lucas 1: 38); Maria é cumpridora de a Palavra de Deus (Mateus 12: 46-50); Maria é Amiga de Deus (João 2: 1-12); Maria acompanhou a Deus até à Cruz (João 19: 25); Maria acompanhou a os Apóstolos (Actos 1: 12-14); Maria é a Mãe de Deus (Lucas 1: 43)

 

A doutrina protestante omitindo a Palavra de Deus e interpretando-a como melhor lhe parece, ignora todas as citações bíblicas anteriores para confundir os católicos, tentar provar que Maria não é Virgem, não é a Mãe de Deus e não tem qualquer grandeza, heis aqui três citações bíblicas aplicadas por eles na sua forma proselitista de pregar:

A grandeza de Maria não reside de facto na sua virgindade, mas na sua obediência à vontade de Deus. Mas é um facto que foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, porque para Deus não há nada impossível, é só questão de ler com atenção a Sagrada Escritura e discerni-la à luz do Espírito Santo, rever os documentos marianos dos Santos Padres da Igreja e aprofundar no Documento Marialis Cultus.

Os três textos anteriormente citados não falam dos filhos de Maria falam de os irmãos de Jesus, o que não é o mesmo na linguajem bíblica. Vamos portanto analisar que tipo de irmãos de Jesus são Tiago, José, Simão e Judas.

 

Se Jesus deixa Maria nas mãos de João é porque ela não tem esposo, nem filhos que a pudessem acolher e, para os judeus, era sinal de maldição que uma mulher ficasse sozinha.

Ante a evidência destes textos e a explicação dos mesmos com o raciocínio lógico que temos, cabe a pregunta: Porquê os irmãos separados continuam lendo e interpretando mal a Sagrada Escritura? Tudo tem uma explicação e é que a doutrina protestante como a palavra o diz consiste em protestar todas as verdades da Igreja Católica, os irmãos separados recebem uma preparação que lhes muda a vida, assistem a estudos bíblicos onde se lhes exige aprender de memoria muitos textos bíblicos, se lhes ensina como combater a doutrina católica utilizando a Sagrada Escritura, têm uma disciplina e uma constância que nós não temos, e tudo vem da tese protestante que Martinho Lutero elaborou, considerado como um herege, e na qual nega as verdades católicas que são verdades de fé.

 

A Santíssima Virgem Maria está adornada com muitas virtudes e qualidades como por exemplo: Mãe dos homens, Mãe da Igreja, Avogada nossa, Corredentora, Medianeira de todas as graças e Rainha e Senhora de tudo o criado, além disso a Igreja Católica discerniu, estudou e definiu no seu Sagrado Magistério quatro dogmas que a acompanham, ou melhor dito, quatro verdades de fé: A Maternidade Divina, a Imaculada Conceição, a Virgindade Perpétua e a Assunção aos céus.

 

28/12/2020

É tempo de esperança

 


*É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)

 

*Vós sabeis por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz. (Amigos de Deus, 13)

São José


                   CARTA APOSTÓLICA PATRIS CORDE 


DO PAPA FRANCISCO

POR OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO DE SÃO JOSÉ COMO PADROEIRO UNIVERSAL DA IGREJA

 

4. Pai no acolhimento

 

José acolhe Maria, sem colocar condições prévias. Confia nas palavras do anjo. «A nobreza do seu coração fá-lo subordinar à caridade aquilo que aprendera com a lei; e hoje, neste mundo onde é patente a violência psicológica, verbal e física contra a mulher, José apresenta-se como figura de homem respeitoso, delicado que, mesmo não dispondo de todas as informações, se decide pela honra, dignidade e vida de Maria. E, na sua dúvida sobre o melhor a fazer, Deus ajudou-o a escolher iluminando o seu discernimento».[18]

 

Na nossa vida, muitas vezes sucedem coisas, cujo significado não entendemos. E a nossa primeira reação, frequentemente, é de desilusão e revolta. Diversamente, José deixa de lado os seus raciocínios para dar lugar ao que sucede e, por mais misterioso que possa aparecer a seus olhos, acolhe-o, assume a sua responsabilidade e reconcilia-se com a própria história. Se não nos reconciliarmos com a nossa história, não conseguiremos dar nem mais um passo, porque ficaremos sempre reféns das nossas expectativas e consequentes desilusões.

 

A vida espiritual que José nos mostra, não é um caminho que explica, mas um caminho que acolhe. Só a partir deste acolhimento, desta reconciliação, é possível intuir também uma história mais excelsa, um significado mais profundo. Parecem ecoar as palavras inflamadas de Job, quando, desafiado pela esposa a rebelar-se contra todo o mal que lhe está a acontecer, responde: «Se recebemos os bens da mão de Deus, não aceitaremos também os males?» (Job 2, 10).

 

José não é um homem resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte. O acolhimento é um modo pelo qual se manifesta, na nossa vida, o dom da fortaleza que nos vem do Espírito Santo. Só o Senhor nos pode dar força para acolher a vida como ela é, aceitando até mesmo as suas contradições, imprevistos e desilusões.

 

A vinda de Jesus ao nosso meio é um dom do Pai, para que cada um se reconcilie com a carne da sua história, mesmo quando não a compreende totalmente.

 

O que Deus disse ao nosso Santo – «José, Filho de David, não temas…» (Mt 1, 20) –, parece repeti-lo a nós também: «Não tenhais medo!» É necessário deixar de lado a ira e a desilusão para – movidos não por qualquer resignação mundana, mas com uma fortaleza cheia de esperança – dar lugar àquilo que não escolhemos e, todavia, existe. Acolher a vida desta maneira introduz-nos num significado oculto. A vida de cada um de nós pode recomeçar miraculosamente, se encontrarmos a coragem de a viver segundo aquilo que nos indica o Evangelho. E não importa se tudo parece ter tomado já uma direção errada, e se algumas coisas já são irreversíveis. Deus pode fazer brotar flores no meio das rochas. E mesmo que o nosso coração nos censure de qualquer coisa, Ele «é maior que o nosso coração e conhece tudo» (1 Jo 3, 20).

 

Reaparece aqui o realismo cristão, que não deita fora nada do que existe. A realidade, na sua misteriosa persistência e complexidade, é portadora dum sentido da existência com as suas luzes e sombras. É isto que leva o apóstolo Paulo a dizer: «Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). E Santo Agostinho acrescenta: tudo, «incluindo aquilo que é chamado mal».[19] Nesta perspetiva global, a fé dá significado a todos os acontecimentos, sejam eles felizes ou tristes.

 

Assim, longe de nós pensar que crer signifique encontrar fáceis soluções consoladoras. Antes, pelo contrário, a fé que Cristo nos ensinou é a que vemos em São José, que não procura atalhos, mas enfrenta de olhos abertos aquilo que lhe acontece, assumindo pessoalmente a responsabilidade por isso.

 

O acolhimento de José convida-nos a receber os outros, sem exclusões, tal como são, reservando uma predileção especial pelos mais frágeis, porque Deus escolhe o que é frágil (cf. 1 Cor 1, 27), é «pai dos órfãos e defensor das viúvas» (Sal 68, 6) e manda amar o forasteiro.[20] Posso imaginar ter sido do procedimento de José que Jesus tirou inspiração para a parábola do filho pródigo e do pai misericordioso (cf. Lc 15, 11-32).

Francisco

 

Notas:

[18] Francisco, Homilia na Santa Missa com Beatificações (Villavicencio – Colômbia, 8 de setembro de 2017): AAS 109 (2017), 1061.

[19] «… etiam illud quod malum dicitur», in Enchiridion de fide, spe et caritate, 3.11: PL 40, 236.

[20] Cf. Deuteronómio 10, 19; Êxodo 22, 20-22; Lucas 10, 29-37.

 

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LEITURA ESPIRITUAL Dez 28

 

Evangelho

 

Mt XVI 21 – 28; XVII 1 – 13

 

Jesus prediz a Sua morte e ressurreição

 

21 Desde então começou Jesus a manifestar a Seus discípulos que devia ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. 22 Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal não permita, Senhor; não Te sucederá isto». 23 Ele, voltando-Se para Pedro, disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens».

 

Necessidade da abnegação

 

24 Então, Jesus disse aos Seus discípulos: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. 25 Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de Mim, acha-la-á. 26 Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma? 27 Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai com os Seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. 28 Em verdade vos digo que, entre aqueles que estão aqui presentes, há alguns que não morrerão antes que vejam vir o Filho do Homem com o Seu reino».

 

Transfiguração

 

1 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só a eles, a um alto monte. 2 Transfigurou-se diante deles: o seu rosto resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 Nisto, apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele. 4 Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» 5 Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.» 6 Ao ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. 7 Aproximando-se deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.» 8 Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.

 

Elias há-de vir

 

9 Enquanto desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.» 10 Os discípulos fizeram a Jesus esta pergunta: «Então, porque é que os doutores da Lei dizem que Elias há-de vir primeiro?» 11 Ele respondeu: «Sim, Elias há-de vir e restabelecerá todas as coisas. 12 Eu, porém, digo-vos: Elias já veio, e não o reconheceram; trataram-no como quiseram. Também assim hão-de fazer sofrer o Filho do Homem.» 13 Então, os discípulos compreenderam que se referia a João Baptista.

 

 


Caridade (ou Amor):

 

  A Fé não surge por simples vontade ou desejo do homem.

A Fé depende de Deus que a concederá gratuitamente mas, de facto, para se manter, depende da vontade e desejo humanos, isto porque, como já vimos, Deus não impõe nada, antes respeita a liberdade pessoal do homem.

  Compreende-se que das três virtudes teologais, a Fé é fundamental para que existam as outras duas que são como que o complemento natural dela.

 A Esperança fundamenta-se na Fé, que lhe dá as razões pelas quais existe.

  A Caridade emana da Fé porque, ao acreditar em Deus o homem é conduzido naturalmente para a prática do Mandamento Novo.

  Sendo assim, a Caridade é a mais importante e o fundamento das virtudes.

 

  As virtudes humanas:

  São perfeições estáveis da inteligência e da vontade humanas.

Regulam os actos, ordenam as paixões guiando a conduta humana segundo a razão e a fé. Adquiridas e reforçadas por actos moralmente bons e repetidos, estas virtudes são penetradas pela graça divina que as purifica e eleva.

  Entre as virtudes humanas destacam-se as Virtudes Cardeais, que são consideradas as principais por serem os apoios à volta dos quais giram as demais virtudes humanas:

  Prudência

  Que dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida;

 Justiça

  Que é uma constante e firme vontade de dar a Deus e aos outros o que lhes é devido;

  Fortaleza

  Que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem;

  Temperança

  Que modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados.

  Podemos ainda considerar muitas outras virtudes que emanam das anteriores, por exemplo:

  Paciência; Fidelidade; Paz; Confiança; Constância; Generosidade; Obediência; Simplicidade; Mansidão; Humildade; Serenidade; Bom Humor; Amizade; Optimismo; Flexibilidade.

  Prudência

  Na Grécia, no frontispício do Oráculo do deus da harmonia, lê-se: “Conhece-te a ti mesmo”!

  Então, pode ter-se como condição “sine qua non” para se ser prudente, o conhecimento próprio. Aliás, se não me conhecer, não posso realmente fazer nada humanamente aceitável, quer dizer, como um acto humano racional.

  As nossas capacidades, virtudes, dons, características únicas, as várias facetas do carácter, têm de ser objecto do nosso conhecimentos pessoal quanto mais profundo e detalhado melhor.

Só este conhecimento nos permitirá agir com verdade seriedade, de forma justa e moderada, com fidelidade e paciência, merecer a confiança dos outros a ser constantes nas nossas acções.

  Esse entrar em nós mesmos – introspecção – com serena preocupação de nos conhecer, é uma tarefa à qual nos dedicaremos toda a nossa vida, desde a idade da razão até ao último momento.

  Porquê?

  Porque naturalmente, evoluímos com o tempo e vamos adquirindo novos contornos, esquinas, arestas que constantemente formatam o nosso carácter.

  Tal pode fazer-se sozinho, sem dúvida, e se se fizer de forma séria obtêm-se resultados; mas, em princípio, ninguém é bom juiz em causa própria, daí que recorrer ao auxílio de alguém em quem possamos confira, dotado de experiência e são critério, é uma excelente medida para levar a cabo essa necessidade.

  A nossa formação pessoal – contínua e permanente – tem muito a ganhar com esta opção na medida em que sendo absolutamente sinceros com quem nos escuta podemos chegar a conclusões que talvez nos escapassem se o fizéssemos sozinhos.

  O nosso – chamemos-lhe assim – director espiritual, está numa posição privilegiada para avaliar o nosso comportamento e sugerir a forma, se for caso disso, de corrigir o que não estiver bem e, também, incentivar evoluções positivas no nosso carácter que nos conduzam a um melhor aproveitamento das nossas qualidades e outras características para nosso próprio bem e dos outros.

Ao contrário do que alguém possa pensar, o director espiritual não está tão empenhado em apontar-nos o que está mal como ajudar-nos a descobrir co que e como devemos fazer para melhorar a prática do bem.

Ou seja, não tem um papel crítico mas de uma acção construtiva e benévola. (…) 

 

 

 

 

 

 

Pequena agenda do cristão

 

 SeGUNDa-Feira



Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

27/12/2020

LEITURA ESPIRITUAL Dez 27

 

Evangelho

 

Mt XVI 1 – 20

 

Pedido de um sinal do céu

 

1 Foram ter com Ele os fariseus e os saduceus e, para O tenta­rem, pediram-Lhe que lhes mostrasse algum prodígio do céu. 2 Ele, porém, respondeu-lhes: «Vós, quando vai chegando a noite, di­zeis: “Haverá tempo sereno, porque o céu está vermelho”. 3 E de ma­nhã: “Hoje haverá tempestade, porque o céu mostra um avermelhado sombrio”. 4 Sabeis, pois, distinguir o aspecto do céu e não podeis co­nhecer os sinais dos tempos? Esta geração perversa e adúltera pede um prodígio, mas não lhe será dado outro prodígio, senão o prodígio do profeta Jonas». E, deixando-os, retirou-Se.

 

O fermento dos fariseus e dos saduceus

 

5 Os Seus discípulos, tendo passado à outra margem do lago, tinham-se esquecido de levar pão. 6 Jesus disse-lhes: «Olhai e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus». 7 Mas eles discorriam entre si, dizendo: «É que não trouxemos pão». 8 Conhecendo Jesus isto, disse: «Homens de pouca fé, porque estais a discorrer entre vós por não terdes trazido pão? 9 Ainda não compreendeis nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil homens, e quantos cestos recolhestes? 10 Nem dos sete pães para qua­tro mil homens, e quantos cestos recolhestes? 11 Porque não compre­endeis que não foi a respeito do pão que eu vos disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus”?». 12 Então compreenderam que não havia dito que se guardassem do fermento dos pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.

 

Confissão e primado de Pedro

 

13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responde­ram: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». 15 Jesus disse-lhes: «E vós quem di­zeis que Eu sou?». 16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventu­rado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». 20 Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a nin­guém que Ele era o Cristo.

 

 


VIRTUDES

 

  E o que é a Virtude?

  A Virtude (latim: virtus; em grego: Αρετή), é uma qualidade moral particular.

  É uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada acção boa; trata-se de uma verdadeira inclinação.

  Pode também dizer-sequeas virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer  como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer colectivamente, a qualidade do que se conforma com o considerado correcto e desejável, seja do ponto de vista da moral, da religião, do comportamento social ou do dever.

Segundo a doutrina da Igreja Católica, a virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não somente praticar actos bons, mas dar o melhor de si mesma. A pessoa virtuosa tende para o bem e opta por ele em actos concretos.[1]

  Existem numerosas virtudes que se relacionam entre si tornando virtuosa a própria vida.

  A Igreja Católica assinala duas categorias de virtudes: as virtudes teologais e as virtudes humanas.

 As virtudes teologais:

 

  Cuja origem, motivo e objecto imediato são o próprio Deus.

São infundidas no homem com a graça santificante, tornando os homens capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade.

  Fundamentam e animam o agir moral cristão, vivificando as virtudes humanas.


  Fé:


  Acreditar em Deus, nas suas verdades reveladas em Jesus Cristo e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade.

  Esperança:

  Com a ajuda da graça do Espírito Santo esperar a vida eterna e o Reino de Deus, colocando uma confiança perseverante nas promessas de Cristo.

Sem dúvida que a esperança é um estado de alma, não um simples movimento interior de expectativa.

  A esperança é uma virtude e como tal tem de ser adquirida e, depois, alimentada.

  Qual é o alimento da esperança?

O principal é o mesmo das outras virtudes, a oração.

  Sem oração não há virtude que sobreviva que se mantenha actuante e eficaz.

  A oração conduz a virtude por um caminha correcto que leva a aproveitar todas as suas potencialidades para conseguir todos os efeitos.

Não possuímos virtudes por nós mesmos, quer dizer, por méritos que possamos ter adquirido já que as virtudes, estando intimamente associadas aos dons do Espírito Santo, são também dádivas divina e, muitas vezes os próprios frutos desses dons.

  Uma pessoa virtuosa, isto é, que possui virtudes e as pratica, é seguramente alguém que ora com intensidade e frequência.

  Se falamos de esperança temos de imediato de aduzir a virtude da confiança ou seja que alcançaremos de Deus os que Lhe pedimos.

Ele disse para pedirmos sem descanso exactamente porque sabe que, por nós, sem o Seu auxílio, não podemos nada.[2]

  Assim a esperança é uma virtude teologal exactamente porque nos vem directamente de Deus.

  E o que é um estado de alma?

  Trata-se de uma disposição permanente e duradoura que se vive independentemente dos acontecimentos exteriores. Por outras palavras, o que acontece é observado criticamente tal como é e não o que, eventualmente, possa parecer que é.

  Por isso a esperança não assenta nem na concretização de algo que se deseja ou espera, nem no alheamento dessa realidade.

A esperança leva a encarar os acontecimentos como fases num caminho para um fim desejado.

Também por isso, talvez, se costuma dizer que a “esperança é a última a morrer”.

  Esperar é viver com perspectiva de futuro com os olhos postos no presente não ignorando ou tentando escamotear o que possa pensar-se que vai contra essa disposição.

  Quem possui a virtude da esperança tem muito mais possibilidades de ser feliz que aquele que a não tenha.

  Porquê?

Porque o homem tende inevitavelmente para Deus que lhe incute uma ânsia de eternidade que é, como se compreende, a última felicidade.

Por isso a virtude da esperança é autêntico alimento já que se pode viver, perfeitamente, dela e, ao contrário, a sua ausência retira todo o sentido à vida.

 

 

 



[1] CIC, 1803

[2] Cfr. Jo 15, 5

Reflexão


Tentações "teológicas"

5

Demónio

  Quanto se refere ao demónio é um mistério porque não conseguimos entender como é que um ser celeste da mais elevada categoria pode rebelar-se contra o Criador.

E como outros o seguiram… quantos?

  No Evangelho que se refere ao acontecimento em Gerasa respondeu a Cristo dizendo que o seu nome era «legião porque somos muitos».

  E foi só de uma vez? Nunca mais um ser celeste se rebelou contra Deus?

  Percebe-se que para tal ter acontecido Lúcifer e os que o seguiram eram seres livres. Se não houve mais seguidores poderá ser porque Deus lhes coarctou a liberdade? Ou o demónio não pode tentá-los?

Sacramentos

 


Meditar com São Josemaria

A Igreja, unida a Cristo, nasce de um Coração ferido. É desse Coração, aberto de par em par, que a vida nos é transmitida. Como não recordar aqui, embora de passagem, os sacramentos através dos quais Deus opera em nós e nos faz participantes da força redentora de Cristo? Como não recordar com particular gratidão o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, o Santo Sacrifício do Calvário e a sua constante renovação incruenta na nossa Missa? É Jesus, que Se nos entrega como alimento; porque Jesus vem até nós, tudo muda e no nosso ser manifestam-se forças - a ajuda do Espírito Santo - que enchem a alma, que formam as nossas ações, o nosso modo de pensar e de sentir. O coração de Cristo é paz para o cristão. (Cristo que Passa, 169)

Falávamos antes de luta. Mas a luta exige treino, uma alimentação adequada, uma terapêutica urgente em caso de doença, de contusões, de feridas. Os Sacramentos, remédio principal da Igreja, não são supérfluos: quando se abandonam voluntariamente, não é possível dar um passo no caminho por onde se segue Cristo. Necessitamos deles como da respiração, como da circulação do sangue, como da luz, para poder apreciar em qualquer instante o que o Senhor quer de nós. A ascética do cristão exige fortaleza; e essa fortaleza encontramo-la no Criador. Nós somos a obscuridade e Ele é resplendor claríssimo; somos a doença e Ele a saudável robustez; somos a escassez e Ele a infinita riqueza; somos a debilidade e Ele sustenta-nos, quia tu es, Deus, fortitudo mea, porque és sempre, ó meu Deus, a nossa fortaleza. Nada há nesta terra capaz de se opor ao brotar impaciente do Sangue redentor de Cristo. Mas a pequenez humana pode velar os olhos de modo a que não descortinem a grandeza divina. Daí a responsabilidade de todos os fiéis e especialmente dos que têm o ofício de dirigir – de servir – espiritualmente o Povo de Deus, de não fecharem as fontes da graça, de não se envergonharem da Cruz de Cristo. (Cristo que Passa, 80)