Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
29/12/2020
Pequena agenda do cristão
Doutrina
Culto das imagens: católicos e protestantes
O
CULTO DE VENERAÇÃO OU HIPERDULiA
O Culto que nós os católicos rendemos a Maria a
Mãe de Deus designa-se con o nome de Hiperdulia é um Culto de Veneração que
está acima do Culto tributado aos Santos, os Mártires em Cristo e os Anjos,
porque simplesmente Ela é a Mãe de Deus.
Quando os irmãos separados assinalam
que nós os católicos adoramos a Virgem Maria temos que encher-nos de caridade primeiramente
para saber responder-lhes e ver nisso a grande ignorância que têm para julgar as
coisas de Deus, o desconhecimento completo sobre a Igreja Católica e o pouco escrúpulo
em discernir sensatamente a Sagrada Escritura. Para estudar e posteriormente analisar
a Palavra de Deus é necessário o discernimento do Espírito Santo, seguir normas
ou instruções de pessoas preparadas como as que estão no nosso sagrado Magistério
e por último desligar-se das paixões e ser objectivo na hora de dar opiniões,
considerando antes de mais que a Sagrada Escritura é a Palavra de Deus e o Senhor
que é um Deus muito severo e justo diz claramente: Não julgueis para que não sejais
julgados.
A Veneração da Santíssima Virgem
Maria Mãe de Deus não tem nada que ver com os cultos pagãos reflectidos no
Antigo e Novo Testamento, mas antes com o facto de que Deus quis fazer-se homem,
nascido de mulher, não foram os cristãos os que escolheram a Virgem Maria como a
Mãe de Deus, foi o próprio Deus quem a escolheu para que fosse sua Mãe.
Maria não é só Mãe da natureza
humana de Jesus, Jesus é uma pessoa divina que tem duas naturezas, natureza
humana porque se encarna numa mulher e nasce dela e natureza divina porque é a
Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, é o verbo encarnado. Ao nascer Jesus,
não nasce somente a natureza dele, nasce também ele como pessoa, toda a Mãe portanto
é Mãe da pessoa a quem esta dando à luz, portanto a Virgem Maria é verdadeira Mãe
de Deus de que o Verbo que é Jesus se fez carne.
Jesus é o único e verdadeiro
Senhor, Rei e Mediador, Ele veio para que todos unidos a Ele como membros do seu
Corpo Místico participemos do seu senhorio, do seu reinado e da sua mediação
este é o privilégio que recebemos no Sacramento do Baptismo, ora bem, se isto é
certo como efectivamente é, que todos somos membros de Cristo, quanto mais a sua
Mãe a quem Ele associou de forma única à sua obra de redenção.
Não podemos rebaixar a Santíssima
Virgem Maria da altura na qual Deus a colocou, ao fazê-la Mãe do seu Filho, pelo
que merece ser venerada em atenção Àquele a quem levou no seu seio sagrado,
experiencia irrepetível que faz dela uma pessoa diferente. De maneira que a veneração
que ela merece é também diferente a que damos aos Santos, aos Mártires em
Cristo e aos Anjos, é por isso que essa veneração dada à Virgem Maria a designamos
como Hiperdulia que quer dizer por outras palavras que a veneramos como a maior,
não a estamos adorando, seria uma grande torpeza igualá-la a Deus, isso sim poder-se-ia
então definir como uma idolatria.
Se examinamos objectivamente
e sem paixões a Sagrada Escritura encontramos em muitos versículos o lugar que Deus
deu à Santíssima Virgem Maria, quem como Deus:
Maria é Cheia de Graça
(Lucas 1: 28); Maria é Obediente (Lucas 1: 45); Maria é Humilde (Lucas 1: 38); Maria
é cumpridora de a Palavra de Deus (Mateus 12: 46-50); Maria é Amiga de Deus (João
2: 1-12); Maria acompanhou a Deus até à Cruz (João 19: 25); Maria acompanhou a os
Apóstolos (Actos 1: 12-14); Maria é a Mãe de Deus (Lucas 1: 43)
A doutrina protestante omitindo
a Palavra de Deus e interpretando-a como melhor lhe parece, ignora todas as citações
bíblicas anteriores para confundir os católicos, tentar provar que Maria não é Virgem,
não é a Mãe de Deus e não tem qualquer grandeza, heis aqui três citações
bíblicas aplicadas por eles na sua forma proselitista de pregar:
A grandeza de Maria não reside
de facto na sua virgindade, mas na sua obediência à vontade de Deus. Mas é um facto
que foi Virgem antes do parto, no parto e depois do parto, porque para Deus não
há nada impossível, é só questão de ler com atenção a Sagrada Escritura e
discerni-la à luz do Espírito Santo, rever os documentos marianos dos Santos
Padres da Igreja e aprofundar no Documento Marialis Cultus.
Os três textos anteriormente
citados não falam dos filhos de Maria falam de os irmãos de Jesus, o que não é o
mesmo na linguajem bíblica. Vamos portanto analisar que tipo de irmãos de Jesus
são Tiago, José, Simão e Judas.
Se Jesus deixa Maria nas
mãos de João é porque ela não tem esposo, nem filhos que a pudessem acolher e,
para os judeus, era sinal de maldição que uma mulher ficasse sozinha.
Ante a evidência destes
textos e a explicação dos mesmos com o raciocínio lógico que temos, cabe a
pregunta: Porquê os irmãos separados continuam lendo e interpretando mal a
Sagrada Escritura? Tudo tem uma explicação e é que a doutrina protestante como a
palavra o diz consiste em protestar todas as verdades da Igreja Católica, os irmãos
separados recebem uma preparação que lhes muda a vida, assistem a estudos
bíblicos onde se lhes exige aprender de memoria muitos textos bíblicos, se lhes
ensina como combater a doutrina católica utilizando a Sagrada Escritura, têm uma
disciplina e uma constância que nós não temos, e tudo vem da tese protestante
que Martinho Lutero elaborou, considerado como um herege, e na qual nega as
verdades católicas que são verdades de fé.
A Santíssima Virgem Maria
está adornada com muitas virtudes e qualidades como por exemplo: Mãe dos homens,
Mãe da Igreja, Avogada nossa, Corredentora, Medianeira de todas as graças e Rainha
e Senhora de tudo o criado, além disso a Igreja Católica discerniu, estudou e
definiu no seu Sagrado Magistério quatro dogmas que a acompanham, ou melhor dito,
quatro verdades de fé: A Maternidade Divina, a Imaculada Conceição, a
Virgindade Perpétua e a Assunção aos céus.
28/12/2020
É tempo de esperança
*É tempo de esperança, e eu vivo desse tesouro. Não é uma frase, Padre; é uma realidade", dizes-me. Então... o mundo inteiro, todos os valores humanos que te atraem com uma força enorme (amizade, arte, ciência, filosofia, teologia, desporto, natureza, cultura, almas...), tudo isso, deposita-o na esperança – na esperança de Cristo. (Sulco, 293)
*Vós
sabeis por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para
evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os
dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar
continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo:
desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou
pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem
repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque
revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de
delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não
percam a paz. (Amigos de Deus, 13)
São José
DO
PAPA FRANCISCO
POR OCASIÃO DO 150º
ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO DE SÃO JOSÉ COMO PADROEIRO UNIVERSAL DA IGREJA
4. Pai no acolhimento
José acolhe Maria, sem
colocar condições prévias. Confia nas palavras do anjo. «A nobreza do seu
coração fá-lo subordinar à caridade aquilo que aprendera com a lei; e hoje,
neste mundo onde é patente a violência psicológica, verbal e física contra a
mulher, José apresenta-se como figura de homem respeitoso, delicado que, mesmo
não dispondo de todas as informações, se decide pela honra, dignidade e vida de
Maria. E, na sua dúvida sobre o melhor a fazer, Deus ajudou-o a escolher
iluminando o seu discernimento».[18]
Na nossa vida, muitas vezes
sucedem coisas, cujo significado não entendemos. E a nossa primeira reação,
frequentemente, é de desilusão e revolta. Diversamente, José deixa de lado os
seus raciocínios para dar lugar ao que sucede e, por mais misterioso que possa
aparecer a seus olhos, acolhe-o, assume a sua responsabilidade e reconcilia-se
com a própria história. Se não nos reconciliarmos com a nossa história, não
conseguiremos dar nem mais um passo, porque ficaremos sempre reféns das nossas
expectativas e consequentes desilusões.
A vida espiritual que José
nos mostra, não é um caminho que explica, mas um caminho que acolhe. Só a
partir deste acolhimento, desta reconciliação, é possível intuir também uma
história mais excelsa, um significado mais profundo. Parecem ecoar as palavras
inflamadas de Job, quando, desafiado pela esposa a rebelar-se contra todo o mal
que lhe está a acontecer, responde: «Se recebemos os bens da mão de Deus, não
aceitaremos também os males?» (Job 2, 10).
José não é um homem
resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte. O acolhimento é
um modo pelo qual se manifesta, na nossa vida, o dom da fortaleza que nos vem
do Espírito Santo. Só o Senhor nos pode dar força para acolher a vida como ela
é, aceitando até mesmo as suas contradições, imprevistos e desilusões.
A vinda de Jesus ao nosso
meio é um dom do Pai, para que cada um se reconcilie com a carne da sua
história, mesmo quando não a compreende totalmente.
O que Deus disse ao nosso
Santo – «José, Filho de David, não temas…» (Mt 1, 20) –, parece repeti-lo a nós
também: «Não tenhais medo!» É necessário deixar de lado a ira e a desilusão
para – movidos não por qualquer resignação mundana, mas com uma fortaleza cheia
de esperança – dar lugar àquilo que não escolhemos e, todavia, existe. Acolher
a vida desta maneira introduz-nos num significado oculto. A vida de cada um de
nós pode recomeçar miraculosamente, se encontrarmos a coragem de a viver segundo
aquilo que nos indica o Evangelho. E não importa se tudo parece ter tomado já
uma direção errada, e se algumas coisas já são irreversíveis. Deus pode fazer
brotar flores no meio das rochas. E mesmo que o nosso coração nos censure de
qualquer coisa, Ele «é maior que o nosso coração e conhece tudo» (1 Jo 3, 20).
Reaparece aqui o realismo
cristão, que não deita fora nada do que existe. A realidade, na sua misteriosa
persistência e complexidade, é portadora dum sentido da existência com as suas
luzes e sombras. É isto que leva o apóstolo Paulo a dizer: «Sabemos que tudo
contribui para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). E Santo Agostinho
acrescenta: tudo, «incluindo aquilo que é chamado mal».[19] Nesta perspetiva
global, a fé dá significado a todos os acontecimentos, sejam eles felizes ou
tristes.
Assim, longe de nós pensar
que crer signifique encontrar fáceis soluções consoladoras. Antes, pelo
contrário, a fé que Cristo nos ensinou é a que vemos em São José, que não
procura atalhos, mas enfrenta de olhos abertos aquilo que lhe acontece,
assumindo pessoalmente a responsabilidade por isso.
O acolhimento de José
convida-nos a receber os outros, sem exclusões, tal como são, reservando uma
predileção especial pelos mais frágeis, porque Deus escolhe o que é frágil (cf.
1 Cor 1, 27), é «pai dos órfãos e defensor das viúvas» (Sal 68, 6) e manda amar
o forasteiro.[20] Posso imaginar ter sido do procedimento de José que Jesus
tirou inspiração para a parábola do filho pródigo e do pai misericordioso (cf.
Lc 15, 11-32).
Francisco
Notas:
[18] Francisco, Homilia na
Santa Missa com Beatificações (Villavicencio – Colômbia, 8 de setembro de
2017): AAS 109 (2017), 1061.
[19] «… etiam illud quod malum dicitur», in Enchiridion de fide, spe et caritate,
3.11: PL 40, 236.
[20] Cf. Deuteronómio 10,
19; Êxodo 22, 20-22; Lucas 10, 29-37.
© Copyright - Libreria
Editrice Vaticana
LEITURA ESPIRITUAL Dez 28
Mt
XVI 21 – 28; XVII 1 – 13
Jesus prediz a Sua morte e ressurreição
21 Desde então começou Jesus a manifestar a Seus
discípulos que devia ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos
príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro
dia. 22 Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal
não permita, Senhor; não Te sucederá isto». 23 Ele, voltando-Se para Pedro,
disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não
tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens».
Necessidade da abnegação
24 Então, Jesus disse aos Seus discípulos: «Se
alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. 25
Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por
amor de Mim, acha-la-á. 26 Pois, que aproveitará a um homem ganhar todo o
mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca da sua alma?
27 Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai com os Seus anjos, e
então dará a cada um segundo as suas obras. 28 Em verdade vos digo que, entre
aqueles que estão aqui presentes, há alguns que não morrerão antes que vejam
vir o Filho do Homem com o Seu reino».
Transfiguração
1 Seis
dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e seu irmão João, e levou-os, só
a eles, a um alto monte. 2 Transfigurou-se diante deles: o seu rosto
resplandeceu como o Sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 Nisto,
apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele. 4 Tomando a palavra, Pedro disse
a Jesus: «Senhor, é bom estarmos aqui; se quiseres, farei aqui três tendas: uma
para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» 5 Ainda ele estava a falar,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e uma voz dizia da nuvem:
«Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado. Escutai-o.» 6 Ao
ouvirem isto, os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. 7 Aproximando-se
deles, Jesus tocou-lhes, dizendo: «Levantai-vos e não tenhais medo.» 8 Erguendo
os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.
Elias há-de vir
9 Enquanto
desciam do monte, Jesus ordenou-lhes: «Não conteis a ninguém o que acabastes de
ver, até que o Filho do Homem ressuscite dos mortos.» 10
Os discípulos fizeram a Jesus esta pergunta: «Então, porque é que os doutores
da Lei dizem que Elias há-de vir primeiro?» 11 Ele respondeu: «Sim, Elias há-de
vir e restabelecerá todas as coisas. 12 Eu, porém, digo-vos: Elias já veio, e
não o reconheceram; trataram-no como quiseram. Também assim hão-de fazer sofrer
o Filho do Homem.» 13 Então, os discípulos compreenderam que se referia a João
Baptista.
Caridade (ou Amor):
A Fé não surge por simples vontade ou desejo
do homem.
A
Fé depende de Deus que a concederá gratuitamente mas, de facto, para se manter,
depende da vontade e desejo humanos, isto porque, como já vimos, Deus não impõe
nada, antes respeita a liberdade pessoal do homem.
Compreende-se que das três virtudes
teologais, a Fé é fundamental para que existam as outras duas que são como que
o complemento natural dela.
A Esperança fundamenta-se na Fé, que lhe dá as
razões pelas quais existe.
A Caridade emana da Fé porque, ao acreditar em
Deus o homem é conduzido naturalmente para a prática do Mandamento Novo.
Sendo assim, a Caridade é a mais importante e
o fundamento das virtudes.
As virtudes humanas:
São perfeições estáveis da inteligência e da
vontade humanas.
Regulam
os actos, ordenam as paixões guiando a conduta humana segundo a razão e a fé.
Adquiridas e reforçadas por actos moralmente bons e repetidos, estas virtudes
são penetradas pela graça divina que as purifica e eleva.
Entre as virtudes humanas destacam-se as Virtudes
Cardeais, que são consideradas as principais por serem os apoios à volta
dos quais giram as demais virtudes humanas:
Prudência
Que dispõe a razão para discernir em todas as
circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir.
Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida;
Justiça
Que é uma constante e firme vontade de dar a
Deus e aos outros o que lhes é devido;
Fortaleza
Que assegura a firmeza nas dificuldades e a
constância na procura do bem;
Temperança
Que modera a atracção dos prazeres, assegura
o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos
bens criados.
Podemos ainda considerar muitas outras
virtudes que emanam das anteriores, por exemplo:
Paciência; Fidelidade; Paz; Confiança;
Constância; Generosidade; Obediência; Simplicidade; Mansidão; Humildade;
Serenidade; Bom Humor; Amizade; Optimismo; Flexibilidade.
Prudência
Na Grécia, no frontispício do Oráculo do deus
da harmonia, lê-se: “Conhece-te a ti mesmo”!
Então, pode ter-se como condição “sine qua
non” para se ser prudente, o conhecimento próprio. Aliás, se não me conhecer,
não posso realmente fazer nada humanamente aceitável, quer dizer, como um acto humano
racional.
As nossas capacidades, virtudes, dons,
características únicas, as várias facetas do carácter, têm de ser objecto do
nosso conhecimentos pessoal quanto mais profundo e detalhado melhor.
Só
este conhecimento nos permitirá agir com verdade seriedade, de forma justa e
moderada, com fidelidade e paciência, merecer a confiança dos outros a ser
constantes nas nossas acções.
Esse entrar em nós mesmos – introspecção –
com serena preocupação de nos conhecer, é uma tarefa à qual nos dedicaremos
toda a nossa vida, desde a idade da razão até ao último momento.
Porquê?
Porque naturalmente, evoluímos com o tempo e
vamos adquirindo novos contornos, esquinas, arestas que constantemente formatam
o nosso carácter.
Tal pode fazer-se sozinho, sem dúvida, e se
se fizer de forma séria obtêm-se resultados; mas, em princípio, ninguém é bom
juiz em causa própria, daí que recorrer ao auxílio de alguém em quem possamos
confira, dotado de experiência e são critério, é uma excelente medida para
levar a cabo essa necessidade.
A nossa formação pessoal – contínua e
permanente – tem muito a ganhar com esta opção na medida em que sendo
absolutamente sinceros com quem nos escuta podemos chegar a conclusões que
talvez nos escapassem se o fizéssemos sozinhos.
O nosso – chamemos-lhe assim – director
espiritual, está numa posição privilegiada para avaliar o nosso comportamento e
sugerir a forma, se for caso disso, de corrigir o que não estiver bem e, também,
incentivar evoluções positivas no nosso carácter que nos conduzam a um melhor
aproveitamento das nossas qualidades e outras características para nosso
próprio bem e dos outros.
Ao
contrário do que alguém possa pensar, o director espiritual não está tão
empenhado em apontar-nos o que está mal como ajudar-nos a descobrir co que e
como devemos fazer para melhorar a prática do bem.
Ou
seja, não tem um papel crítico mas de uma acção construtiva e benévola. (…)
Pequena agenda do cristão
27/12/2020
LEITURA ESPIRITUAL Dez 27
Mt
XVI 1 – 20
Pedido de um sinal do céu
1 Foram ter com Ele os fariseus e os saduceus e,
para O tentarem, pediram-Lhe que lhes mostrasse algum prodígio do céu. 2 Ele,
porém, respondeu-lhes: «Vós, quando vai chegando a noite, dizeis: “Haverá
tempo sereno, porque o céu está vermelho”. 3 E de manhã: “Hoje haverá
tempestade, porque o céu mostra um avermelhado sombrio”. 4 Sabeis, pois,
distinguir o aspecto do céu e não podeis conhecer os sinais dos tempos? Esta
geração perversa e adúltera pede um prodígio, mas não lhe será dado outro
prodígio, senão o prodígio do profeta Jonas». E, deixando-os, retirou-Se.
O fermento dos fariseus e dos saduceus
5 Os Seus discípulos, tendo passado à outra
margem do lago, tinham-se esquecido de levar pão. 6 Jesus disse-lhes: «Olhai e
acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus». 7 Mas eles discorriam
entre si, dizendo: «É que não trouxemos pão». 8 Conhecendo Jesus isto, disse:
«Homens de pouca fé, porque estais a discorrer entre vós por não terdes trazido
pão? 9 Ainda não compreendeis nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil
homens, e quantos cestos recolhestes? 10 Nem dos sete pães para quatro mil
homens, e quantos cestos recolhestes? 11 Porque não compreendeis que não foi a
respeito do pão que eu vos disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos
saduceus”?». 12 Então compreenderam que não havia dito que se guardassem do
fermento dos pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.
Confissão e primado de Pedro
13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe,
Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o
Filho do Homem?». 14 Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que
é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». 15 Jesus disse-lhes: «E
vós quem dizeis que Eu sou?». 16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o
Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado
és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram,
mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta
pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a
terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será
desatado também nos céus». 20 Depois ordenou aos Seus discípulos que não
dissessem a ninguém que Ele era o Cristo.
VIRTUDES
E o que é a Virtude?
A Virtude (latim: virtus; em grego: Αρετή),
é uma qualidade moral particular.
É uma disposição estável em ordem a praticar
o bem; revela mais que uma simples característica ou uma aptidão para uma
determinada acção boa; trata-se de uma verdadeira inclinação.
Pode também dizer-sequeas virtudes são todos
os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer
pessoalmente, quer colectivamente, a qualidade do que se conforma com o
considerado correcto e desejável, seja do ponto de vista da moral, da religião,
do comportamento social ou do dever.
Segundo
a doutrina da Igreja Católica, a virtude é uma disposição habitual e firme para
fazer o bem. Permite à pessoa não somente praticar actos bons, mas dar o melhor
de si mesma. A pessoa virtuosa tende para o bem e opta por ele em actos
concretos.[1]
Existem numerosas virtudes que se relacionam
entre si tornando virtuosa a própria vida.
A Igreja Católica assinala duas categorias de
virtudes: as virtudes teologais e as virtudes humanas.
As virtudes teologais:
Cuja origem, motivo e objecto imediato são o
próprio Deus.
São
infundidas no homem com a graça santificante, tornando os homens capazes de
viver em relação com a Santíssima Trindade.
Fundamentam e animam o agir moral cristão,
vivificando as virtudes humanas.
Fé:
Acreditar em Deus, nas suas verdades
reveladas em Jesus Cristo e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a
própria Verdade.
Esperança:
Com a ajuda da graça do Espírito Santo
esperar a vida eterna e o Reino de Deus, colocando uma confiança
perseverante nas promessas de Cristo.
Sem
dúvida que a esperança é um estado de alma, não um simples movimento interior
de expectativa.
A esperança é uma virtude e como tal tem de
ser adquirida e, depois, alimentada.
Qual é o alimento da esperança?
O
principal é o mesmo das outras virtudes, a oração.
Sem oração não há virtude que sobreviva que
se mantenha actuante e eficaz.
A oração conduz a virtude por um caminha
correcto que leva a aproveitar todas as suas potencialidades para conseguir
todos os efeitos.
Não
possuímos virtudes por nós mesmos, quer dizer, por méritos que possamos ter
adquirido já que as virtudes, estando intimamente associadas aos dons do
Espírito Santo, são também dádivas divina e, muitas vezes os próprios frutos
desses dons.
Uma pessoa virtuosa, isto é, que possui
virtudes e as pratica, é seguramente alguém que ora com intensidade e
frequência.
Se falamos de esperança temos de imediato de
aduzir a virtude da confiança ou seja que alcançaremos de Deus os que Lhe
pedimos.
Ele
disse para pedirmos sem descanso exactamente porque sabe que, por nós, sem o
Seu auxílio, não podemos nada.[2]
Assim a esperança é uma virtude teologal
exactamente porque nos vem directamente de Deus.
E o que é um estado de alma?
Trata-se de uma disposição permanente e
duradoura que se vive independentemente
dos acontecimentos exteriores. Por outras palavras, o que acontece é observado
criticamente tal como é e não o que, eventualmente, possa parecer que é.
Por isso a esperança não assenta nem na
concretização de algo que se deseja ou espera, nem no alheamento dessa
realidade.
A
esperança leva a encarar os acontecimentos como fases num caminho para um fim
desejado.
Também
por isso, talvez, se costuma dizer que a “esperança é a última a morrer”.
Esperar é viver com perspectiva de futuro com
os olhos postos no presente não ignorando ou tentando escamotear o que possa
pensar-se que vai contra essa disposição.
Quem possui a virtude da esperança tem muito
mais possibilidades de ser feliz que aquele que a não tenha.
Porquê?
Porque
o homem tende inevitavelmente para Deus que lhe incute uma ânsia de eternidade
que é, como se compreende, a última felicidade.
Por
isso a virtude da esperança é autêntico alimento já que se pode viver,
perfeitamente, dela e, ao contrário, a sua ausência retira todo o sentido à
vida.
Reflexão
5
Demónio
Quanto se refere ao demónio é um mistério
porque não conseguimos entender como é que um ser celeste da mais elevada
categoria pode rebelar-se contra o Criador.
E
como outros o seguiram… quantos?
No Evangelho que se refere ao acontecimento
em Gerasa respondeu a Cristo dizendo que o seu nome era «legião porque somos
muitos».
E foi só de uma vez? Nunca mais um ser
celeste se rebelou contra Deus?
Sacramentos
Meditar com São Josemaria
A
Igreja, unida a Cristo, nasce de um Coração ferido. É desse Coração, aberto de
par em par, que a vida nos é transmitida. Como não recordar aqui, embora de
passagem, os sacramentos através dos quais Deus opera em nós e nos faz
participantes da força redentora de Cristo? Como não recordar com particular
gratidão o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, o Santo Sacrifício do Calvário
e a sua constante renovação incruenta na nossa Missa? É Jesus, que Se nos
entrega como alimento; porque Jesus vem até nós, tudo muda e no nosso ser
manifestam-se forças - a ajuda do Espírito Santo - que enchem a alma, que
formam as nossas ações, o nosso modo de pensar e de sentir. O coração de Cristo
é paz para o cristão. (Cristo que Passa, 169)
Falávamos
antes de luta. Mas a luta exige treino, uma alimentação adequada, uma
terapêutica urgente em caso de doença, de contusões, de feridas. Os
Sacramentos, remédio principal da Igreja, não são supérfluos: quando se
abandonam voluntariamente, não é possível dar um passo no caminho por onde se segue
Cristo. Necessitamos deles como da respiração, como da circulação do sangue,
como da luz, para poder apreciar em qualquer instante o que o Senhor quer de
nós. A ascética do cristão exige fortaleza; e essa fortaleza encontramo-la no
Criador. Nós somos a obscuridade e Ele é resplendor claríssimo; somos a doença
e Ele a saudável robustez; somos a escassez e Ele a infinita riqueza; somos a
debilidade e Ele sustenta-nos, quia tu es, Deus, fortitudo mea, porque és
sempre, ó meu Deus, a nossa fortaleza. Nada há nesta terra capaz de se opor ao
brotar impaciente do Sangue redentor de Cristo. Mas a pequenez humana pode
velar os olhos de modo a que não descortinem a grandeza divina. Daí a
responsabilidade de todos os fiéis e especialmente dos que têm o ofício de dirigir
– de servir – espiritualmente o Povo de Deus, de não fecharem as fontes da
graça, de não se envergonharem da Cruz de Cristo. (Cristo que Passa, 80)










