Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
16/12/2020
Pequena agenda do cristão
Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre
*Não queiras ser grande. – Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. – Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo. Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. – Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. – Mas os adultos têm de se levantar sozinhos. A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno? Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus. (Caminho, 870)
*A
piedade que nasce da filiação divina é uma atitude profunda da alma, que acaba
por informar toda a existência: está presente em todos os pensamentos, em todos
os desejos, em todos os afectos. Não tendes visto como, nas famílias, os
filhos, mesmo sem repararem, imitam os pais: repetem os seus gestos, seguem os
seus costumes, se parecem com eles em tantos modos de comportar-se?
Pois
o mesmo acontece na conduta de um bom filho de Deus. Chega-se também, sem se
saber como nem por que caminho, a esse endeusamento maravilhoso que nos ajuda a
olhar os acontecimentos com o relevo sobrenatural da fé; amam-se todos os
homens como o nosso Pai do Céu os ama e – isto é o que mais importa –
consegue-se um brio novo no esforço quotidiano para nos aproximarmos do Senhor.
As misérias não têm importância, insisto, porque aí estão ao nosso lado os
braços amorosos do nosso Pai Deus para nos levantar. (Amigos
de Deus, 146)
15/12/2020
Perguntas e respostas
HOMOSSEXUALIDADE
C. PREGUNTAS FREQUENTES
3. A homossexualidade é
um defeito?
A homossexualidade é uma
inclinação oposta ao natural na sexualidade humana, portanto, defeituosa.
Qualquer pessoa possui qualidades e defeitos variados, de modo que ter falhas é
normal; mas os defeitos são defeitos, não habilidades.
LEITURA ESPIRITUAL Dez 15
Mt X, 16 – 42
Oposição prevista
16
«Envio-vos como ovelhas para o meio dos lobos; sede, pois, prudentes como as
serpentes e simples como as pombas. 17 Tende cuidado
com os homens: hão-de entregar-vos aos tribunais e açoitar-vos nas suas
sinagogas; 18 sereis levados perante governadores e reis, por minha causa, para
dar testemunho diante deles e dos pagãos. 19 Mas, quando vos entregarem, não
vos preocupeis nem como haveis de falar nem com o que haveis de dizer; nessa
altura, vos será inspirado o que tiverdes de dizer. 20 Não sereis vós a falar,
mas o Espírito do vosso Pai é que falará por vós. 21 O irmão entregará o seu
irmão à morte, e o pai, o seu filho; os filhos hão-de erguer-se contra os pais
e hão-de causar-lhes a morte. 22 E vós sereis odiados por todos, por causa do
meu nome. Mas aquele que se mantiver firme até ao fim será salvo. 23 Quando
vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo: Não
acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes de vir o Filho do Homem.» 24
«O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do senhor. 25 Basta ao
discípulo ser como o mestre e ao servo ser como o senhor. Se ao dono da casa
chamaram Belzebu, o que não chamarão eles aos familiares!
Falar sem medo
26
Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser
conhecido. 27 O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais
ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. 28 Não temais os que matam o corpo e
não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o
corpo e a alma. 29 Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um
deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 30 Quanto a vós, até os
cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 31 Não temais, pois valeis mais
do que muitos pássaros.» 32 «Todo aquele que se declarar por mim, diante dos
homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 33 Mas
aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai
que está no Céu. 34 Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a
paz, mas a espada. 35 Porque vim separar o filho do seu pai, a filha da sua mãe
e a nora da sua sogra; 36 de tal modo que os inimigos do homem serão os seus
familiares. 37 Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim.
Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não
tomar a sua cruz para me seguir, não é digno de mim. 39 Aquele que conservar a
vida para si, há-de perdê-la; aquele que perder a sua vida por causa de mim,
há-de salvá-la.» 40 «Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe
aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá
recompensa de profeta; e quem recebe um justo, por ele ser justo, receberá
recompensa de justo. 42 E quem der de beber a um destes pequeninos, ainda que
seja somente um copo de água fresca, por ser meu discípulo, em verdade vos
digo: não perderá a sua recompensa.»
JESUS CRISTO
NOSSO SALVADOR
Iniciação à
Cristologia
Capítulo V
CRISTO
ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
4. A
auto-consciência de Cristo
a) A
auto-consciência de Cristo segundo algumas teorias subjectivistas recentes.
A partir
do século XX a cristologia mostrou um especial interesse pela consciência que
Jesus tinha de si mesmo: se se sabia Filho de Deus e Messias. Sem dúvida, esta
tendência está relacionada com a evolução do pensamento filosófico moderno para
com a subjectividade, que reduz a realidade pessoal de Cristo á sua
auto-consciência.
Esta
concepção leva não só a pôr em Cristo um centro de consciência humano diferente
do Verbo, como a imaginar que essa consciência se reduz aos fenómenos psíquicos
humanos. Então, como poderia Jesus chegar a conhecer a sua identidade de Filho
de Deus?
Alguns
autores respondem negando que Jesus tivesse consciência da sua divindade. E
outros sustentam que Jesus, des uma ignorância inicial pela qual se considerava
como um simples galileu, iria pouco a pouco tomando consciência de ser o Filho
de Deus e o Salvador do mundo (processo que não explicam satisfatoriamente). De
qualquer forma, esta consciência de Jesus nunca chegaria a ser clara, nem
sequer no final da sua vida na cruz, onde o vêm cheio de dúvidas e de perplexa
obscuridade sobre o sentido da sua vida e da sua morte.
Apesar de
que nada proíba que se façam indagações mais profundas acerca da humanidade de
Cristo com métodos psicológicos, estas teorias afastam-se da verdade pois levam
a cabo uma transposição unívoca da nossa psicologia para Cristo, o que não é
legítimo pois Ele não é um simples homem, mas Deus e homem, que, além do mais,
na sua humanidade possuía a visão de Deus. Deste modo, contradizem o que nos diz
a fé sobre a plenitude do conhecimento de Cristo, no qual não cabe a
ignorância, e chocam com o ensinamento da Escritura sobre a consciência de
Jesus acerca da sua divindade.
(Tradução
do castelhano por ama)
Reflexão
Caminho para Deus
Foi a ponderação das coisas no coração
o que fez com que, ao compasso do tempo, a Virgem Maria fosse crescendo na
Compreensão do mistério, em santidade, em união com Deus. Nossa Senhora,
contrariamente à impressão habitual que existe entre nós, não encontrou tudo
feito no seu caminho para Deus, pois foram-Lhe exigidos esforços e foi
submetida a provas que ninguém nascido de mulher - excepto o seu Filho - teria
podido atravessar.
(F. Suarez, La
Virgen Nuestra Señora, nr. 198-199)
Pequena agenda do cristão
Doutrina
Culto das imagens: católicos e protestantes
Antes de começar a definir os
tipos de cultos existentes na Igreja Católica e esclarecidos ante todo o exposto
anteriormente torna-se necessário concretizar o seguinte: Os cristãos de todas as
denominações adoram somente em Espírito e Verdade a Deus Todo-Poderoso, Ele é o
verdadeiro Deus, Ele não aceita nenhum tipo de concorrência, já que Ele é único
e muito ciumento, perante isto devemos ter claro para que não haja titubeios nem
nenhum tipo de dúvidas. Ora bem, nós os católicos, somos uma denominação cristã
e adoramos da mesma maneira O Único Deus verdadeiro, para nós é um Deus Trino,
que é Deus Pai criador do Universo, Deus Filho Redentor e Salvador do mundo e Deus
Espírito Santo que é o amor que brota do Pai e do Filho, porem outras palavras
a Santa Trindade.
O
CULTO DE ADORAÇÂO OU LATRIA
Está reservado única e
exclusivamente a Deus Trino, quer dizer, a Deus Padre, a Deus Filho e a Deus
Espírito Santo, três Pessoas e um só Deus, isto inclui a Hóstia Consagrada que é
o próprio Cristo com todo seu Corpo, Sangre, Alma e Divindade, sob as espécies do
pão e do vinho, mistério grande, que conhecemos também como o Dogma de a
Transubstanciação.
Este Culto de Adoração o Latria
inclui reconhecer a Deus como Único Deus, como Único Salvador, como Único
Redentor na pessoa do seu Filho Cristo Jesus, como o Único que é Infinito, como
o Único que é Perfeito, como o Único que é Caminho, Verdade e Vida, como o
Único que é o Alfa e Omega, ou seja, Principio e Fim de tudo, como o Único que é
Omnisciente como o más grande que ha
sido, é e será, como o Único Omnipresente, como a Única fonte de amor, de paz e
de bondade, como o Único a que lhe devemos amor por cima de tudo, como o Único
que se entrego voluntariamente na Cruz por ti e por mim, como o Único que
merece submissão absoluta e total de pensamento, palavra e obra, como o Único em
o que tudo tem a sua origem e sem o qual não há nada, de onde vimos e a Quem regressaremos.
Portanto todo aquele que renda Culto de Adoração a qualquer que não seja este Deus,
está caindo na idolatria.
14/12/2020
São José
DO
PAPA FRANCISCO
POR
OCASIÃO DO 150º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO DE SÃO JOSÉ COMO PADROEIRO UNIVERSAL
DA IGREJA
Com coração de pai: assim
José amou a Jesus, designado nos quatro Evangelhos como «o filho de José».[1]
Os dois evangelistas que
puseram em relevo a sua figura, Mateus e Lucas, narram pouco, mas o suficiente
para fazer compreender o género de pai que era e a missão que a Providência lhe
confiou.
Sabemos que era um humilde
carpinteiro (cf. Mt 13, 55), desposado com Maria (cf. Mt 1, 18; Lc 1, 27); um
«homem justo» (Mt 1, 19), sempre pronto a cumprir a vontade de Deus manifestada
na sua Lei (cf. Lc 2, 22.27.39) e através de quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2,
13.19.22). Depois duma viagem longa e cansativa de Nazaré a Belém, viu o
Messias nascer num estábulo, «por não haver lugar para eles» (Lc 2, 7) noutro
sítio. Foi testemunha da adoração dos pastores (cf. Lc 2, 8-20) e dos Magos
(cf. Mt 2, 1-12), que representavam respetivamente o povo de Israel e os povos
pagãos.
Teve a coragem de assumir a
paternidade legal de Jesus, a quem deu o nome revelado pelo anjo: dar-Lhe-ás «o
nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1, 21). Entre os
povos antigos, como se sabe, dar o nome a uma pessoa ou a uma coisa significava
conseguir um título de pertença, como fez Adão na narração do Génesis (cf. 2,
19-20).
No Templo, quarenta dias
depois do nascimento, José – juntamente com a mãe – ofereceu o Menino ao Senhor
e ouviu, surpreendido, a profecia que Simeão fez a respeito de Jesus e Maria
(cf. Lc 2, 22-35). Para defender Jesus de Herodes, residiu como forasteiro no
Egito (cf. Mt 2, 13-18). Regressado à pátria, viveu no recôndito da pequena e
ignorada cidade de Nazaré, na Galileia – donde (dizia-se) «não sairá nenhum
profeta» (Jo 7, 52), nem «poderá vir alguma coisa boa» (Jo 1, 46) –, longe de
Belém, a sua cidade natal, e de Jerusalém, onde se erguia o Templo. Foi
precisamente durante uma peregrinação a Jerusalém que perderam Jesus (tinha ele
doze anos) e José e Maria, angustiados, andaram à sua procura, acabando por
encontrá-Lo três dias mais tarde no Templo discutindo com os doutores da Lei
(cf. Lc 2, 41-50).
Depois de Maria, a Mãe de
Deus, nenhum Santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como José, seu
esposo. Os meus antecessores aprofundaram a mensagem contida nos poucos dados
transmitidos pelos Evangelhos para realçar ainda mais o seu papel central na
história da salvação: o Beato Pio IX declarou-o «Padroeiro da Igreja
Católica»,[2] o Venerável Pio XII apresentou-o como «Padroeiro dos
operários»;[3] e São João Paulo II, como «Guardião do Redentor».[4] O povo
invoca-o como «padroeiro da boa morte».[5]
Assim ao completarem-se 150
anos da sua declaração como Padroeiro da Igreja Católica, feita pelo Beato Pio
IX a 8 de dezembro de 1870, gostaria de deixar «a boca – como diz Jesus – falar
da abundância do coração» (Mt 12, 34), para partilhar convosco algumas
reflexões pessoais sobre esta figura extraordinária, tão próxima da condição
humana de cada um de nós. Tal desejo foi crescendo ao longo destes meses de
pandemia em que pudemos experimentar, no meio da crise que nos afeta, que «as
nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente
esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas
grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a
escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiras e
enfermeiros, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores,
transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos
– mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. (…)
Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a
peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e
avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia,
como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar
e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem
de todos».[6] Todos podem encontrar em São José – o homem que passa
despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida – um
intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade. São José lembra-nos
que todos aqueles que estão, aparentemente, escondidos ou em segundo plano, têm
um protagonismo sem paralelo na história da salvação. A todos eles, dirijo uma
palavra de reconhecimento e gratidão.
Francisco
Notas:
[1] Lucas 4, 22; João 6, 42;
cf. Mateus 13, 55; Marcos 6, 3.
[2] Sacra Congr. dos Ritos,
Quemadmodum Deus (8 de dezembro de 1870): ASS 6 (1870-71), 194.
[3] Cf. Discurso às
Associações Cristãs dos Trabalhadores Italianos (ACLI) por ocasião da
Solenidade de São José Operário (1 de maio de 1955): AAS 47 (1955), 406.
[4] Cf. Exort. ap.
Redemptoris custos (15 de agosto de 1989): AAS 82 (1990), 5-34.
[5] Catecismo da Igreja
Católica, 1014.
[6] Francisco, Meditação em
tempo de pandemia (27 de março de 2020): L’Osservatore Romano (29/III/2020),
10.
[7] Homiliæ in Matthæum, V, 3: PG 57, 58.
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LEITURA ESPIRITUAL Dez 14
Evangelho
Mt X, 1 – 15
Os nomes dos doze Apóstolos
1
Jesus chamou doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos malignos
e de curar todas as enfermidades e doenças. 2 São estes os nomes dos doze
Apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de
Zebedeu, e João, seu irmão; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de
impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas
Iscariotes, que o traiu.
Instruções aos Apóstolos
5
Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: «Não
sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 6 Ide,
primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 Pelo caminho, proclamai
que o Reino do Céu está perto. 8 Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,
purificai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça.
9 Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; 10 nem alforge
para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador
merece o seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, procurai
saber se há nela alguém que seja digno, e permanecei em sua casa até partirdes.
12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se essa casa for digna, a vossa paz
desça sobre ela; se não for digna, volte para vós. 14 Se alguém não vos receber
nem escutar as vossas palavras, ao sair dessa casa ou dessa cidade, sacudi o pó
dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo: No dia do juízo, haverá menos rigor
para a terra de Sodoma e de Gomorra do que para aquela cidade.»
JESUS CRISTO
NOSSO SALVADOR
Iniciação à
Cristologia
Capítulo V
CRISTO
ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE
3. O
conhecimento humano de Jesus Cristo
e) Como se
compaginam em Cristo esses diversos tipos de conhecimento humano?
Como
poderia Cristo adquirir e progredir em conhecimentos por ciência adquirida, se
já sabia tudo por ciência de visão?
Neste
ponto as explicações dos teólogos hão-de partir da plena aceitação dos dados
revelados, os quais indicam que Jesus aprendia, e por outro lado nos mostram
que gozava da visão de Deus. Assim pois, para esclarecer em algo este mistério,
afirmaram que se trata de dois conhecimentos situados a níveis diferentes e
características diversas, de modo que um conhecimento não impedia o outro.
Sobre
esse esquema geral deram-se diversas explicações, com diferentes posturas e
terminologia, tanto na antiguidade como no século XX. Mas há que reconhecer que
estas opiniões são incapazes de elucidar este mistério, que permanece
inacessível a nós, e que reflecte a profundidade inescrutável da união
hipostática.
Vicente Ferrer Barriendos
(Tradução
do castelhano por ama)
Reflexão
Castidade
Quanto
ao espírito de castidade, seria preciso fazer entender ao mundo que não é uma
energia acessória, marginal, necessária a certos estádios da vida, e que a maior
parte dos homens pode evitar.
O
domínio do espírito sobre a carne não é uma especialidade dos que renunciaram,
por um amor maior, aos hábitos da carne: este domínio é indispensável à
dignidade humana.
Não
há verdadeira liberdade sem espírito de castidade.
(Diálogos
com São Paulo VI, Jean Guiton)
Pequena agenda do cristão
Que sejais meninos que desejam a palavra de Deus
*A nossa vontade, com a graça, é omnipotente diante de Deus. – Assim, à vista de tantas ofensas ao Senhor, se dissermos a Jesus, com vontade eficaz, indo no "eléctrico" por exemplo: "Meu Deus, quereria fazer tantos actos de amor e desagravo quantas as voltas de cada roda deste carro", naquele mesmo instante, diante de Jesus, tê-Lo-emos realmente amado e desagravado conforme o nosso desejo. Esta "ingenuidade" não esta fora da infância espiritual; é o eterno diálogo entre a criança inocente e o pai..., doido pelo seu filho: – Quanto me queres? Diz lá! – E o miudito diz, marcando as sílabas: muitos milhões! (Caminho, 897)
*Na
vida interior, a todos nos convém ser quasi
modo geniti infantes, como esses miuditos que parecem de borracha, que se
divertem até com os seus trambolhões, porque imediatamente se põem de pé e
continuam com as suas correrias e também porque não lhes falta, quando é precisa,
a consolação dos pais.
Se
procurarmos portar-nos como eles, os tropeções e os fracassos – aliás
inevitáveis – na vida interior, nunca se transformarão em amargura. Reagiremos
com dor, mas sem desânimo, e com um sorriso que brota, como a água límpida, da
alegria da nossa condição de filhos desse Amor, dessa grandeza, dessa sabedoria
infinita, dessa misericórdia, que é o nosso Pai. Aprendi durante os meus anos
de serviço ao Senhor a ser filho pequeno de Deus. E isto vos peço: que sejais quasi modo geniti infantes, meninos que
desejam a palavra de Deus, o pão de Deus, o alimento de Deus, a fortaleza de
Deus para se comportarem de agora em diante, como homens cristãos. (Amigos
de Deus, 146).












