11/12/2020

LEITURA ESPIRITUAL Dez 11

 

Evangelho

 

Mt VIII, 18 – 34

 

Exigências da vocação apostólica

 

18 Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem. 19 Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.» 20 Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» 21 Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» 22 Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»

 

Jesus acalma uma tempestade

 

23 Depois subiu para o barco e os discípulos seguiram-no. 24 Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia. 25 Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor, salva-nos, que perecemos!» 26 Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se, falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma. 27 Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»

 

Os endemoninhados de Gerasa

 

28 Chegado à outra margem, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?» 30 Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos. 31 E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.» 32 Disse-lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas. 33 Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos. 34 Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.




 

 

JESUS CRISTO NOSSO SALVADOR

 

Iniciação à Cristologia

 

Capítulo V

 

CRISTO ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE

 

3. O conhecimento humano de Jesus Cristo

 

 

c) A visão beatífica da alma de Cristo

 

    Chama-se ciência de visão ou visão beatífica ao conhecimento íntimo e imediato de Deus que é próprio dos bem-aventurados do céu, e que os faz semelhantes a Ele porque o vêem «tal qual é» (1 Jo 3,2), «face a face» (1 Cor 13,12).

    A afirmação da existência da ciência de visão em Cristo durante a sua vida terrena fundamenta-se naqueles textos do Novo Testamento nos quais se diz que Ele vê a Deus a quem ninguém pode ver: «Ninguém viu o Pai, senão aquele que procede de Deus, esse viu o Pai» (Jo 6,46). Por isso, Jesus se apresenta como testemunha do que vê em Deus; por exemplo quando diz: «Aquele que me enviou é veraz e eu ensino ao mundo o que lhe ouvi (…) Eu digo o que vejo no Pai; (Jo 8,26.38).

    Ainda que historicamente houvesse algumas dúvidas acerca de se esses textos se referiam à sua ciência humana de visão ou antes à ciência divina, a Tradição da Igreja, desde Santo Agostinho, tem sido concorde em afirmar a ciência beata em Cristo. E o Magistério da Igreja em algumas ocasiões referiu-se à existência deste conhecimento em Cristo, ainda que não tenha definido esta doutrina como de fé[1].

    A existência desta ciência em Cristo funda-se na união da natureza humana ao Verbo: como consequência dessa união, o intelecto humano de Cristo gozava de um pleno e imediato conhecimento do Verbo.

    Segundo o comum parecer dos teólogos, Cristo com a ciência de visão via não só a divindade mas também todas as coisas, já que todas têm relação com a sua missão na terra, pois Ele foi constituído Redentor de todos. E alguma vez o Magistério da Igreja disse que é certa «a sentença que estabelece (…) que desde o princípio conheceu tudo no Verbo, o passado, o presente e o futuro»[2]

 

Vicente Ferrer Barriendos

 

(Tradução do castelhano por ama)

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Cf. DS, 3645; PIO XII, Enc. Mystici corporis (DS, 3812) e Enc. Haurietis aquas (DS, 3924).

[2] DS, 3646.

Perguntas e respostas

 


HOMOSSEXUALIDADE

B. HOMOSEXUALIDADE E ENFERMIDADE

 

4. A homossexualidade é uma tendência sexual como outra qualquer?

 

As tendências não se distinguem por serem tendências, mas sim por aquilo para que orientam. Serão boas ou defeituosas de acordo com o que procurem alcançar. Por exemplo: há tendência para a obesidade, para o roubo, para a música, para a ira, para a serenidade, para a mulher do vizinho, para o suicídio, etc. Umas são boas e a outras convém dominar.

10/12/2020

Pequena agenda do cristão

   


Quinta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

Piedosos como meninos

 


*– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

 

*A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.

Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.

O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: «Ego sum veritas». Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)

 

LEITURA ESPIRITUAL Dez 10

 

 Evangelho


Mt VIII, 1 – 17

 

Cura do leproso

 

1 Ao descer do monte, seguia-o uma enorme multidão. 2 Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante dele, dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.» 3 Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo instante, ficou purificado da lepra. 4 Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para que lhes sirva de testemunho.»

 

Cura do servo do centurião

 

5 Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes termos: 6 «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.» 7 Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.» 8 Respondeu-lhe o centurião: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. 9  Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens e digo a um: ‘Vai’, e ele vai; a outro: ‘Vem’, e ele vem; e ao meu servo: ‘Faz isto’, e ele faz.» 10 Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé! 11 Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu, 12 ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde haverá choro e ranger de dentes.» 13 Disse, então, Jesus ao centurião: «Vai, que tudo se faça conforme a tua fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado.

 

Cura da sogra de Pedro

 

14 Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com febre. 15 Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a servi-lo.

 

Outros milagres

 

16 Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra, expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes, 17 para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas dores.




 

JESUS CRISTO NOSSO SALVADOR

 

Iniciação à Cristologia

 

Capítulo V

 

CRISTO ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE

 

3. O conhecimento humano de Jesus Cristo

 

 

b) O conhecimento experimental ou ciência adquirida de Jesus Cristo

 

    Por ciência adquirida designam-se aqueles conhecimentos que o homem alcança com as suas próprias forças partindo dos sentidos e da experiência. O intelecto humano, apoiando-se nos dados da experiência sensível, tem a capacidade de conhecer o que são as coisas, não só as suas aparências, e conhecer as suas causas, as suas relações com outras, etc.

    Sem dúvida que este é o modo de conhecimento de que fala São Lucas mostrando um Jesus criança que «crescia em sabedoria, idade e graça» (Lc 5,52). Jesus adquiria aqueles conhecimentos de forma semelhante aos outros homens: com as suas experiências e com a aplicação da mente, contando também com o conhecimento dos outros (cf. Mc 6,38; Jo 11,34), começando pelos ensinamentos que receberia de Maria e de José.

    «Tal ciência é proporcional (…) e co-natural á natureza humana»[1]. Aceitar a existência deste conhecimento adquirido em Cristo – e, portanto, progressivo -, é consequência do realismo com que se aceita a Encarnação do Verbo.

    Parece claro que este conhecimento adquirido teria um alcance limitado, pois a sua inteligência humana desenvolvia-se nas condições históricas concretas da sua existência, que eram limitadas no espesso e no tempo. Ainda que a clareza e a força da sua inteligência o fizessem entender a realidade das coisas que ia experimentando com muito mais profundidade e sabedoria que no caso dos outros homens.

 

Vicente Ferrer Barriendos

 

(Tradução do castelhano por ama)

 

 

 



[1] S. Th. III,9,4.

Oração pelos Sacerdotes

                                        

                                           



Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus.

(AMA, 2009)




Com autorização eclesiástica

09/12/2020

Advento

 


Advento 12

 

Esta palavra - Advento - vem do Latim Adventus e significa: Chegada; Vinda; Exaltação; Princípio.

Décima reflexão: Princípio

3

Advento é Princípio porque os cristãos católicos sentem a necessidade urgente de voltar ao seu Baptismo, ao momento em que se tornaram, efectivamente, Filhos de Deus.

(AMA, 2020)

Pequena agenda do cristão

 


Quarta-Feira

Pequena agenda do cristão

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



LEITURA ESPIRITUAL Dez 09

 

Evangelho

 

Mt VII, 12 – 29

 

Regra da caridade

 

12 «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»

 

Os dois caminhos

 

13 «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14 Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»

 

Os falsos profetas

 

15 «Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16 Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. 18 A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. 19 Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos frutos, pois, os conhecereis.»

 

Fazer a Vontade de Deus

 

 

21  «Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu. 22 Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23 E, então, dir-lhes-ei: ‘Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.’»

 

O verdadeiro sábio

 

24  «Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26 Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»

 

Epílogo

 

28 Quando Jesus acabou de falar, a multidão ficou vivamente impressionada com os seus ensinamentos, 29 porque Ele ensinava-os como quem possui autoridade e não como os doutores da Lei.

 



 

JESUS CRISTO NOSSO SALVADOR

 

Iniciação à Cristologia

 

Capítulo V

 

CRISTO ENQUANTO HOMEM CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE

 

3. O conhecimento humano de Jesus Cristo

 

    Como Cristo tem duas naturezas perfeitas tem dois modos de conhecer, um infinito e divino – comum a toda a Trindade -, e outro humano. Agora vamos estudar só este último.

 

a) A existência de um conhecimento humano em Cristo

 

    A afirmação de um conhecimento humano em Cristo é patente em todo o Novo Testamento. E a Igreja, seguindo a revelação divina, defendeu sempre a integridade da natureza humana de Cristo, que tem uma alma racional e uma inteligência humana. Esta inteligência humana não pode estar privada da actividade que lhe é própria: o conhecer por si mesma; sendo o contrário seria vã e imperfeita. Por exemplo, o Concílio Vaticano II diz que o Filho de Deus «trabalhou com mãos de homem, pensou com inteligência de homem, obrou com vontade de homem, amou com coração de homem»[1].

    Além disso, os teólogos colocaram-se a pergunta se Jesus, durante o seu caminhar terreno, teve os diversos modos de conhecer a que a inteligência humana está aberta e são possíveis para ela (a ciência adquirida, a visão beatífica e a ciência infusa). Como é lógico os Evangelhos não distinguem teologicamente os diversos modos de conhecimento, ainda que sugiram algumas coisas. E o Magistério da Igreja, ainda que tenha defendido a existência de um conhecimento humano em Cristo, não determinou a natureza e o alcance de todos os diversos modos de conhecer. Vejamos, pois, o que ensina a teologia mais segura.

 

Vicente Ferrer Barriendos

 

(Tradução do castelhano por ama)

 

 

 

 



[1] GS, 22.

Reflexão

 



Família

 

A lei cristã não é uma lei feita para condenar ou para restringir a vida. É uma lei destinada a tornar a vida mais abundante, o homem mais feliz, mais verdadeira e longamente feliz.

O que é temível, na técnica moderna, é esta separaçãoque ela introduz entre o amor e a fecundidade.

 

(Diálogos com São Paulo VI, Jean Guiton)

Natal

 


*Quando chega o Natal, gosto de contemplar as imagens do Menino Jesus. Essas figuras que nos mostram o Senhor tão apoucado, recordam-me que Deus nos chama, que o Omnipotente Se quis apresentar desvalido, quis necessitar dos homens. Do berço de Belém, Cristo diz-me a mim e diz-te a ti que precisa de nós; reclama de nós uma vida cristã sem hesitações, uma vida de entrega, de trabalho, de alegria.

Não conseguiremos jamais o verdadeiro bom humor se não imitarmos deveras Jesus, se não formos humildes como Ele. Insistirei de novo: vedes onde se oculta a grandeza de Deus? Num presépio, nuns paninhos, numa gruta. A eficácia redentora das nossas vidas só se pode dar com humildade, deixando de pensar em nós mesmos e sentindo a responsabilidade de ajudar os outros.

É corrente, às vezes até entre almas boas, criar conflitos íntimos, que chegam a produzir sérias preocupações, mas que carecem de qualquer base objectiva. A sua origem está na falta de conhecimento próprio, que conduz à soberba: o desejo de se tornarem o centro da atenção e da estima de todos, a preocupação de não ficarem mal, de não se resignarem a fazer o bem e desaparecerem, a ânsia da segurança pessoal... E assim, muitas almas que poderiam gozar de uma paz extraordinária, que poderiam saborear um imenso júbilo, por orgulho e presunção tornam-se desgraçadas e infecundas!

Cristo foi humilde de coração. Ao longo da sua vida, não quis para Si nenhuma coisa especial, nenhum privilégio. (Cristo que passa, 18)