27/06/2020

Se vês claramente o teu caminho, segue-o


Porque não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora?! (Caminho, 902)


Se vês claramente o teu caminho, segue-o. - Por que não repeles a cobardia que te detém? (Caminho, 903)


"Ide, pregai o Evangelho... Eu estarei convosco..." - Isto disse Jesus... e disse-to a ti. (Caminho, 904)


"Et regni ejus non erit finis". - O seu Reino não terá fim!

Não te dá alegria trabalhar por um reinado assim? (Caminho, 906)


"Nesciebatis quia his quae Patris mei sunt oportet me esse?" - Não sabíeis que Eu devo ocupar-Me das coisas que dizem respeito ao serviço de meu Pai?

Resposta de Jesus adolescente. E resposta a uma mãe com a sua Mãe, que há três dias anda à sua procura julgando-O perdido. - Resposta que tem por complemento aquelas palavras de Cristo que São Mateus transcreve: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim». (Caminho, 907).


Temas para reflectir e meditar


ANJO DA GUARDA

Encontrei-me numa situação delicada e maçadora: a televisão deixou de funcionar e todas as tentativas foram vãs.

Pedi ao Anjo da minha Guarda que resolvesse o assunto e ele assim fez.

Surpreendido? Não!

Ele é um "técnico"  com capacidades ilimitadas.

Só me penitencio por ser tão mal agradecido.

(AMA, Reflexões, 13.04.2020)

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. V



1 Depois disto, havia uma festa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Em Jerusalém, junto à Porta das Ovelhas, há uma piscina, em hebraico chamada Betzatá. Tem cinco pórticos, 3 e neles jaziam numerosos doentes, cegos, coxos e paralíticos que esperavam o movimento da água. 4 É que o Anjo do Senhor, de tempos a tempos, descia à piscina e agitava a água. E assim, o primeiro que mergulhava, depois da agitação da água, ficava curado de qualquer mal de que estivesse atingido. 16 Por isso os judeus perseguiam Jesus,visto Ele fazer tais coisas ao Sábado. 17 Naquela altura Jesus replicou-lhes: O meu Pai continua a  realizar obras até agora, e Eu também continuo! 18 Perante isto, mais vontade tinham os judeus de o matar, pois não só anulava o Sábado, mas até chamava a Deus seu próprio Pai, fazendo-se assim igual a Deus. 19 Jesus tomou, pois, a palavra e começou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai, pois aquilo que este faz também o faz igualmente o Filho.  20 De facto, o Pai ama o Filho e mostra-lhe tudo o que Ele mesmo faz; e há-de mostrar-lhe obras maiores do que estas, de modo que ficareis assombrados. 21 Pois, assim como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, também o Filho faz viver aqueles que quer. 22 O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento, 23 para que todos honrem - o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não é sujeito a julgamento, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo: chega a hora - e é já - em que os mortos hão-de ouvir a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão, 26 pois, assim como o Pai tem a vida em si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em si mesmo; 27 e deu-lhe o poder de fazer o julgamento, porque Ele é Filho do Homem. 28 Não vos assombreis com isto: é chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão-de ouvir a sua voz, 29 e sairão: os que tiverem praticado o bem, para uma ressurreição de vida; e os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de condenação. 30 Por mim mesmo, Eu não posso fazer nada: conforme ouço, assim é que julgo; e o meu julgamento é justo, porque não busco a minha vontade, mas a daquele que me enviou. 31 Se Eu testemunhasse a favor de mim próprio, o meu testemunho não teria valor; 32 há outro que testemunha em favor de mim, e Eu sei que o seu testemunho, favorável a mim, é verdadeiro. 33 Vós enviastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Não é, porém, de um homem que Eu recebo testemunho, mas digo-vos isto para vos salvardes. 35 João era uma lâmpada ardente e luminosa, e vós, por um instante, quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36 Mas tenho a meu favor um testemunho maior que o de João, pois as obras que o Pai me confiou para levar a cabo, essas mesmas obras que Eu faço, dão testemunho de que o Pai me enviou. 37 E o Pai que me enviou mantém o seu testemunho a meu favor. Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, 38 nem a sua palavra permanece em vós, visto não crerdes neste que Ele enviou. 39 Investigai as Escrituras, dado que julgais ter nelas a vida eterna: são elas que dão testemunho a meu favor. 40 Vós, porém, não quereis vir a mim, para terdes a vida! 41 Eu não ando à procura de receber glória dos homens; 42 a vós já vos conheço, e sei que não há em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e vós não me recebeis; se outro viesse em seu próprio nome, a esse já o receberíeis. 44 Como vos é possível acreditar, se andais à procura da glória uns dos outros, e não procurais a glória que vem do Deus único? 45 Não penseis que Eu vos vou acusar diante do Pai; há quem vos acuse: é Moisés, em quem continuais a pôr a vossa esperança. 46De facto, se acreditásseis em Moisés, talvez acreditásseis em mim, porque ele escreveu a meu respeito. 47 Mas, se vós não acreditais nos seus escritos, como haveis de acreditar nas minhas palavras?

Comentários:

         Também a nós o Senhor nos diz constantemente: Levanta-te, sai desse torpor, desse comodismo em que estás mergulhado e anda, vem comigo. Muitos estão à tua espera para que os assistas nas suas necessidades, fales de salvação e de esperança, de amor e solidariedade, de fé e confiança. Não fiques deitado quando podes andar, não te detenhas metido em ti mesmo e nos teus problemas. Estão à tua espera para que os ajudes a resolver os deles. Levanta-te! Anda!
         Este acontecimento extraordinário que São João nos relata contem um detalhe que, penso, tem uma importância capital: «Senhor, não tenho ninguém que me meta na piscina quando se agita a água, pois, enquanto eu vou, algum outro desce antes de mim». Como é possível que durante trinta e oito anos ninguém tivesse ajudado este pobre homem? A indiferença perante os outros com quem nos cruzamos nos caminhos da vida, o alheamento – automático ou voluntário – das condições em que se encontra, das necessidades que possa ter, revelam uma dureza de coração e um egoísmo absolutamente incompatíveis com o que deve ser a atitude de um cristão para com o seu próximo. Pensemos, por momentos, que tal coisa se passaria connosco! Trinta e oito anos deitado numa enxerga porque ninguém reparou em mim?! «Vê lá: ficaste curado. Não peques mais, para que não te suceda coisa pior». Então, podemos concluir que a doença daquele homem seria como que um castigo dos seus pecados? Não! O que Jesus quer dizer com este aviso é que, de facto, a pior coisa que pode acontecer ao homem é exactamente o pecado porque se trata de uma ofensa a Deus e, conforme a sua gravidade, um corte de relações entre o Criador e a criatura. Uma situação incomparavelmente pior que qualquer doença ou limitação física. Tantas vezes estou à espera nem eu sei bem de quê! Que passe alguém e me fale, me pergunte se preciso de algo, se estou bem? Ou, estou, simplesmente ali, inerte, sem acção nem ânimo, mergulhado num torpor que me condiciona a vontade, o ânimo? E, Ele, o meu Jesus, passa por mim constantemente, mas como não dou sinal de vida, respeita a minha vontade, o meu querer estar assim. Na verdade, eu nem reparo nEle! Ah! Que miserável me sinto e que mal-agradecido! Um simples gesto, um olhar que fosse e Ele deter-Se-ia a perguntar-me o que preciso, o que desejo, o que me faz falta. E, eu, teria tudo, absolutamente, porque as Suas palavras - que são de vida eterna - tirar-me-iam do meu torpor e devolver-me-iam a vida, a acção, o interesse pelos outros e, sobretudo, a vontade de viver mais e melhor para cumprir, em tudo, a Sua Vontade Santa.
         Em toda a Sua Majestade Divina, Jesus apresenta-se aos que O interrogam. Esclarece todos os pontos essenciais da Fé não deixando dúvidas sobre a Sua figura e o Seu papel na história da Redenção humana. Ele tem, de facto, todo o poder e os atributos de Deus Pai, Criador e Senhor de todas as coisas. Impressiona-me, particularmente, o último versículo «Não posso por Mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo se­gundo o que ouço, e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a d'Aquele que Me enviou», porque, realmente, declara o Seu supremo respeito pela liberdade do homem que é, em última análise, quem escolhe o seu destino na Vida Eterna. Dá-me vontade de Lhe pedir - se fosse possível - que me coarcte essa liberdade e me coaja a ser santo; que não me deixe, a mim, a opção, porque, eu, pobre de mim, sou fraco e débil para fazer as escolhas correctas.Então digo-lhe, com o coração nas mãos: "Docere me facere voluntatem Tuam quia Deus meus es Tu”. Assim, e só assim, estarei seguro e a salvo de mim mesmo.
         Nós, cristãos de hoje, compreendemos perfeitamente estas palavras de Jesus que, talvez, aos que O ouviam naquela altura, não fossem muito esclarecedoras. Compreendemos porque sabemos que Jesus Cristo é a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e que, esta, tem um só querer, uma só vontade, um só desígnio, ou seja, o que é do Pai é do Filho e do Espírito Santo. Então porquê estas palavras de Jesus? Pois, para que os circunstantes compreendessem e acreditassem que Ele, o Messias Salvador, era Deus Verdadeiro.
         É bastante difícil para quem não tem fé aceitar as palavras de Cristo quando fala de Si Próprio e da Santíssima Trindade. Mais que difícil, diria que é impossível, porque para aceitar é fundamental ter o coração disponível e sem preconceitos e, sobretudo, querer ouvir, desejar entender. Ter a noção clara de que há as barreiras próprias que os mistérios levantam e que não é possível ultrapassar sem a ajuda da fé. Pedir a fé será, pois, o recurso lógico de quem deseja compreender as palavras de Jesus Cristo. Aprofundar no Mistério da Santíssima Trindade pode parecer tarefa impossível, melhor dizendo, chegar a um conhecimento exacto. Mas, os cristãos, expressam no Credo – símbolo da sua Fé – que acreditam em Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo e, portanto, têm de aprofundar até onde for possível aquilo em que acreditam. Só a Fé não basta, haverá que pedir ao Espírito Santo os Dons de Ciência, Entendimento e Sabedoria para nos ajudar a, passo a passo, ir adentrando nessa realidade. Não tenhamos receio da tarefa ser por demais complexa – como todo o mistério, afinal, – nem tenhamos a pretensão de obter respostas conclusivas mas, o estudo e, sobretudo, a oração hão-de conduzir-nos – passo a passo – no caminho certo. É o que devemos fazer.
         Jesus não deixa sem resposta as questões levantadas pelos Seus opositores e, naturalmente que o faz para esclarecer os muitos que O ouvem. Sabe de sobejo que, aos fariseus e escribas não interessam para nada as Suas respostas, estão de tal forma aferrados aos seus próprios conceitos que nem sequer as ouvem. Aliás, talvez, até, preferissem que o Senhor não respondesse. Mas O Senhor não pode perder o ensejo para esclarecer e doutrinar com segurança e radicalidade absolutas expondo a verdade tal qual é.


El reto del amor

Pequena agenda do cristão

SÁBADO

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Orações sugeridas:

26/06/2020

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mt 7, 15-20

15 «Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. 16 Pelos seus frutos, os conhecereis. Porventura podem colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17 Toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. 18 A árvore boa não pode dar maus frutos nem a árvore má, dar bons frutos. 19 Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e lançada ao fogo. 20 Pelos frutos, pois, os conhecereis.»

Comentário:

Uma vez mais o Senhor enfatiza a importância do exemplo que é sobretudo fruto da unidade e coerência de vida.

Mais importante que parecer é ser e fazer o que desejamos sirva de exemplo aos outros.

Sem vida interior sólida e bem estruturada não é possível convencer ninguém - nem a nós próprios - que é fundamental uma vida coerente e bem assente na honestidade de procedimentos.

Jesus Cristo espera de nós uma “colaboração” activa na difusão do Reino de Deus.

Essa “colaboração” não é outra coisa que apostolado e este, não é mais que a distribuição que fazemos aos outros dos frutos das nossas boas obras.



(AMA, comentário sobre Mt 7, 15-20, 27.06.2018)

Pulicações

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El reto del amor

LEITURA ESPIRITUAL


São João

Cap. IV




1 Quando Jesus soube que chegara aos ouvidos dos fariseus que Ele conseguia mais discípulos e baptizava mais do que João – 2 embora não fosse o próprio Jesus a baptizar, mas sim os seus discípulos - deixou a Judeia e voltou para a Galileia. 4 Tinha de atravessar a Samaria. 5 Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacob tinha dado ao seu filho José. Ficava ali o poço de Jacob. 6 Então Jesus, cansado da caminhada, sentou-se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. 7 Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8 Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos. 9 Disse-lhe então a samaritana: ‘Como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber a mim que sou samaritana?’ É que os judeus não se dão bem com os samaritanos. 10 Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz dá-me de beber, tu é que lhe pedirias, e ele havia de dar-te água viva! 11 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, não tens sequer um balde e o poço é fundo... 12 Onde consegues, então, a água viva? Porventura és mais do que o nosso patriarca Jacob, que nos deu este poço donde beberam ele, os seus filhos e os seus rebanhos?’ 13 Replicou-lhe Jesus: Todo aquele que bebe desta água voltará a ter sede; 14 mas, quem beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der há-de tornar-se nele em fonte de água que dá a vida eterna. 15 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la.’ 16 Respondeu-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e volta cá. 1 7A mulher retorquiu-lhe: ‘Eu não tenho marido.’ Declarou-lhe Jesus: Disseste bem: ‘não tenho marido’, 18 pois tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade. 19 Disse-lhe a mulher: ‘Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos antepassados adoraram a Deus neste monte, e vós dizeis que o lugar onde se deve adorar está em Jerusalém.’ 21 Jesus declarou-lhe: Mulher, acredita em mim: chegou a hora em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, haveis de adorar o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas chega a hora - e é já - em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são assim os adoradores que o Pai pretende. 24 Deus é espírito; por isso, os que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade. 25 Disse-lhe a mulher: ‘Eu sei que o Messias, que é chamado Cristo, está para vir. Quando vier, há-de fazer-nos saber todas as coisas.’ 26 Jesus respondeu-lhe: Sou Eu, que estou a falar contigo. 27 Nisto chegaram os seus discípulos e ficaram admirados de Ele estar a falar com uma mulher. Mas nenhum perguntou: ‘Que procuras?’, ou: ‘De que estás a falar com ela?’ 28 Então a mulher deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àquela gente: 29 ‘Eia! Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será Ele o Messias?’ 30 Eles saíram da cidade e foram ter com Jesus. 31 Entretanto, os discípulos insistiam com Ele, dizendo: Rabi, come. 32 Mas Ele disse-lhes: Eu tenho um alimento para comer, que vós não conheceis. 33 Então os discípulos começaram a dizer entre si: Será que alguém lhe trouxe de comer? 34 Declarou-lhes Jesus: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra. 35 Não dizeis vós:‘Mais quatro meses e vem a ceifa’? Pois Eu digo-vos: Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa. 36 Já o ceifeiro recebe o seu salário e recolhe o fruto em ordem à vida eterna, de modo que se alegram ao mesmo tempo aquele que semeia e o que ceifa. 37 Nisto, porém, é verdadeiro o ditado: ‘um é o que semeia e outro o que ceifa’. 38 Porque Eu enviei-vos a ceifar o que não trabalhastes; outros se cansaram a trabalhar, e vós ficastes com o proveito da sua fadiga. 39 Muitos samaritanos daquela cidade acreditaram nele devido às palavras da mulher, que testemunhava: ‘Ele disse-me tudo o que eu fiz.’ 40 Por isso, quando os samaritanos foram ter com Jesus, começaram a pedir-lhe que ficasse com eles. 41 E ficou lá dois dias. Então muitos mais acreditaram nele por causa da sua pregação, e diziam à mulher: 42 ‘Já não é pelas tuas palavras que acreditamos; nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.’ 43 Passados aqueles dois dias, Jesus partiu dali para a Galileia. 44 Ele mesmo tinha declarado que um profeta não é estimado na sua própria terra. 45 No entanto, quando chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, por terem visto o que fizera em Jerusalém durante a festa; pois eles também tinham ido à festa. 46 Veio, pois, novamente a Caná da Galileia, onde tinha convertido a água em vinho. Ora havia em Cafarnaúm um funcionário real que tinha o filho doente. 47 Quando ouviu dizer que Jesus vinha da Judeia para a Galileia, foi ter com Ele e pediu-lhe que descesse até lá para lhe curar o filho, que estava a morrer. 48 Então Jesus disse-lhe: Se não virdes sinais extraordinários e prodígios, não acreditais. 49 Respondeu-lhe o funcionário real: ‘Senhor, desce até lá, antes que o meu filho morra.’ 50 Disse-lhe Jesus: Vai, que o teu filho está salvo. O homem acreditou nas palavras que Jesus lhe disse e pôs-se a caminho. 51 Enquanto ia descendo, os criados vieram ao seu encontro, dizendo: ‘O teu filho está salvo.’ 52 Perguntou-lhes, então, a que horas ele se tinha sentido melhor. Responderam: ‘A febre deixou-o há pouco, depois do meio-dia.’ 53 O pai viu, então, que tinha sido exactamente àquela hora que Jesus lhe dissera: O teu filho está salvo. E acreditou ele e todos os da sua casa. 54 Jesus realizou este segundo sinal miraculoso ao ir da Judeia para a Galileia.

Comentários:

          É notável a confiança dos discípulos no Mestre. Estranham a insólita cena com que se deparam – Jesus falando com uma mulher Samaritana – mas não fazem perguntas. O resultado, imediato, desta confiança é assistirem a algo ainda mais insólito: os samaritanos vêm ter com Jesus e pedem-Lhe para ficar com eles e, durante dois dias, é-lhes dado ver como Jesus, que não faz acepção de pessoas, os ensina e doutrina de tal forma que o Evangelho confirma que: «Muitos mais acreditaram n'Ele em virtude da Sua pala­vra.» Todas as almas interessam no apostolado e todas as ocasiões são boas para o fazer, mesmo quando, aparentemente, talvez não seja adequado, a ocasião propícia ou a pessoa a mais indicada. «O meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a sua obra», estas palavras de Jesus gostaríamos nós, cristãos de poder repetir continuamente. O que me alimenta, me mantém vivo é fazer, em tudo a Vontade de Deus. Se o conseguir não precisarei de nada mais. Tudo ficará preenchido e alcançarei o que mais desejo e ambiciono: A minha salvação eterna!

         Aqui se vê o resultado do exemplo! Sobretudo quando "vem de cima", isto é, de alguém que ocupa posição de destaque e merece respeito, o exemplo que se recebe dessa pessoa tem consequências insuspeitadas. Talvez que a família do funcionário real não sentisse verdadeiramente a fé em Jesus Cristo, mas foi movida a acreditar pelo exemplo recebido. Quase sempre é muito mais eficaz o que fazermos que o que possamos dizer. Quem é este homem de elevada posição social, com criados às suas ordens, que não hesita em recorrer a Jesus numa hora de aflição? Uma pessoa sem fé, como se vê no final do trecho, mas com bom espírito e critério. Sabe reconhecer a Verdade quando a encontra e, por isso, não se detém no regresso a casa quando o Senhor lhe confirma que o filho vive. A Fé é dada por Deus como um dom gratuito e sem qualquer merecimento da pessoa e Ele não quer outra coisa que oferecer esse dom a quem de facto demonstra ter as condições necessárias. Ele acreditou e por causa dele, toda a sua família. Mais uma vez o Evangelho demonstra que Jesus não faz qualquer acepção de pessoas. Um funcionário real deveria ser, em princípio, alguém que não acreditaria em Jesus, mas, o seu amor de Pai sobrepôs-se às eventuais dúvidas e foi ao Seu encontro fazer o pedido. De facto, o amor, move as pessoas e, se o amor é verdadeiro, sadio como o deste Pai pelo seu filho, então mais se acentua a apelo do coração e se deixam os preconceitos e respeitos humanos. Mais que a fé, que este homem não teria, foi este amor que moveu o Coração Misericordioso de Jesus. De um mal aparente o Senhor tira sempre um bem que excede em muito todas as expectativas, como se vê: «Acreditou ele, assim como toda a sua família». Ficamos sinceramente admirados com a atitude deste pai que procura em Cristo auxílio para o que o aflige. Não pergunta nada, não pede um esclarecimento. Pura e simplesmente aceita a palavra de Cristo e volta para casa. Claro que ao procurar Cristo tem consigo fé e esperança que o que vai pedir será atendido. É por isso mesmo que o Senhor concede o que Lhe é pedido. Um pedido simples, concreto absolutamente razoável. Diria que aquele Pai pede de uma forma que torna irrecusável o que pede. Vai "direito" ao Coração Misericordioso de Jesus. 

Não há trabalhos de pouca categoria


No serviço de Deus, não há trabalhos de pouca categoria: todos são de muita importância. – A categoria do trabalho depende do nível espiritual de quem o realiza. (Forja, 618)


Compreendem porque é que uma alma deixa de saborear a paz e a serenidade quando se afasta do seu fim, quando se esquece de que Deus a criou para a santidade? Esforcem-se por nunca perder este ponto de mira sobrenatural, nem sequer nos momentos de diversão ou de descanso, tão necessários como o trabalho na vida de cada um.

Bem podem chegar ao cume da vossa actividade profissional, alcançar os triunfos mais retumbantes, como fruto da livre iniciativa com que exercem as actividades temporais; mas se abandonarem o sentido sobrenatural que tem de presidir todo o nosso trabalho humano, enganaram-se lamentavelmente no caminho.

 (…) Mas voltemos ao nosso tema. Dizia-lhes que bem podem alcançar os êxitos mais espectaculares no terreno profissional, na actuação pública, nos afazeres profissionais, mas se se descuidarem interiormente e se afastarem de Nosso Senhor, o fim será um fracasso rotundo. Perante Deus, que é o que conta em última análise, quem luta por comportar-se como um cristão autêntico, é que consegue a vitória: não existe uma solução intermédia. Por isso vocês conhecem tantas pessoas que deviam sentir-se muito felizes, ao julgar a sua situação de um ponto de vista humano e, no entanto, arrastam uma existência inquieta, azeda; parece que vendem alegria a granel, mas aprofunda-se um pouco nas suas almas e fica a descoberto um sabor acre, mais amargo que o fel. Isto não há-de acontecer a nenhum de nós, se deveras tratarmos de cumprir constantemente a Vontade de Deus, de dar-lhe glória, de louvá-lo e de espalhar o seu reinado entre todas as criaturas. (Amigos de Deus, nn. 10-12)


Virtudes 10


Humildade 2

Humildade para com os outros
A humildade leva-nos a aceitar a realidade que nos é dada, e em particular as pessoas que nos são mais próximas pelas relações familiares, pelos vínculos da fé, pela própria vida. Logo, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos irmãos na fé (Gal 6,10). O Apóstolo ensina-nos a não nos cansarmos de exercitar uma caridade ordenada. Aos que receberam o dom do baptismo, como nós, como não havemos de vê-los como irmãos, filhos do mesmo Pai de bondade e misericórdia? A humildade leva-nos pela mão a tratar o próximo da melhor forma: compreender todos, conviver com todos, desculpar todos; não criar divisões nem barreiras; comportarmo-nos - sempre! - como instrumentos de unidade ((São Josemaria, Amigos de Deus, 233).
Quem é humilde, desenvolve uma sensibilidade para os dons de Deus, tanto na sua própria vida como na dos outros. Compreende que cada pessoa é um dom de Deus, e assim acolhe todas as pessoas sem comparações nem rivalidades. Cada pessoa é única aos olhos de Deus e contribui com coisas que os outros não podem dar. A humildade leva-o a alegrar-se com a alegria dos outros, pelo facto de eles existirem e fazerem parte da humanidade.
        Quem é humilde aprende a ser mais um: um entre outros. Neste sentido, a família tem um papel primordial: a criança aprende a relacionar-se, a falar e a escutar; não é sempre o centro da atenção entre os próprios irmãos e irmãs; aprende a agradecer, porque pouco a pouco repara no que as coisas custam. Assim, com o passar do tempo, na altura de um sucesso pessoal, verifica que muitas coisas foram possíveis pela dedicação dos seus familiares e amigos, das pessoas que o cuidam, alimentando-o e dando-lhe o calor do lar. Quem sou eu, para que me digam: “perdoa-me”? A humildade de quem pede perdão, sendo talvez pessoa revestida de autoridade, é amável e contagiosa. É-o entre esposos, entre pais e filhos, entre superiores e colaboradores.

Temas para reflectir e meditar


Memória

Hoje a Igreja celebra São Joaquim e Santa Ana, os pais da Santíssima Virgem, os Avós do Senhor.
Celebra uma família assente, como deve ser, numa estrutura de um casal e da sua descendência.

Neste dia também o meu querido Pai celebrava o seu aniversário natalício e, eu não posso deixar de considerar a imagem dos meus Pais que, unidos por um vínculo indestrutível, constituíram uma família cujos membros “directos” – filhos, netos, bisnetos e trinetos - ultrapassam a centena e meia. E dar graças, muitas graças a Deus pelo seu exemplo de vida, os valores que nos transmitiam, o exemplo da sua fé profunda, esclarecida e actuante, a inteireza de carácter, o porte irrepreensível.

Sei - tenho absoluta certeza - que o meu querido Pai continua no Céu a pedir ao Senhor que nos guie e nos mantenha no caminho certo para, um dia, quando o Senhor quiser, nos juntarmos a eles na contemplação da Sua Face.

(ama, Reflexões, 26.07.203)

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




25/06/2020

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Temas para reflectir e meditar


Pode mudar-se de intercessor?

Porque não? Os intercessores a quem recorremos para a obtenção de uma Graça estão no Céu na beatífica presença de Deus. São Santos.

Se queremos alcançar uma Graça é perfeitamente aceitável que tentemos tudo quanto pudermos como, por exemplo, recorrer à intercessão de alguém por quem temos especial devoção e, talvez, aqueles a quem mais habitualmente se recorre para causas concretas como, por exemplo, São Nicolau de Bari para as questões económicas.

Outros serão como que – Intercessores universais – como será o caso de São José.

Mudar de intercessor?

Eles não se "ofendem" com tal. Antes se "empenharão" mais no nosso pedido.

(AMA, reflexões, 13.01.2020)

Chama cada um à santidade


A oração não é prerrogativa de frades; é incumbência de cristãos, de homens e mulheres do mundo, que se sabem filhos de Deus. (Sulco, 451)


Sentimo-nos tocados, com o coração a bater com mais força, quando ouvimos com toda a atenção este brado de São Paulo: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação. Hoje, mais uma vez o repito a mim mesmo e também o recordo a cada um e à Humanidade inteira: esta é a vontade de Deus, que sejamos santos.

Para pacificar as almas com uma paz autêntica, para transformar a Terra, para procurar Deus Nosso Senhor no mundo e através das coisas do mundo, é indispensável a santidade pessoal. Nas minhas conversas com gente de tantos países e dos ambientes sociais mais diversos, perguntam-me com frequência: - Que diz aos casados? E aos que trabalhamos no campo? E às viúvas? E aos jovens?

Respondo sistematicamente que tenho uma só panela. E costumo fazer notar que Jesus Cristo Nosso Senhor pregou a Boa Nova para todos, sem qualquer distinção. Uma só panela e um único alimento: o meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que me enviou e dar cumprimento à sua obra. Chama cada um à santidade, pede amor a cada um: jovens e velhos, solteiros e casados, sãos e doentes, cultos e ignorantes, trabalhem onde quer que trabalhem, estejam onde quer que estejam. Há um único modo de crescer na familiaridade e na confiança com Deus: a intimidade da oração, falar com Ele, manifestar-Lhe - de coração a coração - o nosso afecto.

Invocar-me-eis e Eu vos ouvirei. E invocamo-lo conversando, dirigindo-nos a Ele. Por isso temos de pôr em prática a exortação do Apóstolo: sine intermissione orate; rezai sempre, aconteça o que acontecer. Não apenas de coração, mas com todo o coração. (Amigos de Deus, 294-295)



Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: Mt 7, 6. 12-14

6 «Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos despedacem.»
12 «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.» 13 «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. 14 Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!»

Comentário:

A prudência é uma virtude que devemos pedir com insistência sobretudo quando se trata de responder a questões que, de algum modo, tenham a ver com a nossa Santa Religião Cristã.

Já referimos algumas vezes que nem todas as perguntas merecem resposta porque feitas com espírito malévolo e intencionalmente crítico não devem ter resposta.

Ser prudentes no que dizemos e também no que escrevemos e, em caso de dúvida, pedir conselho.
Sim, algumas vezes o que escrevemos pode ou não ser adequado ou pela forma poderá ser deficientemente interpretado.

Nós, cristãos, não somos mestres em coisa nenhuma, «um só é o Nosso Mestre» como muito bem frisou Jesus Cristo. (cfr. Mt 2 3-8)


(AMA, comentário sobre Mt 7, 6 12-14, 26.06.2018)

El reto del amor

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?