19/01/2020

Leitura espiritual


Cartas Católicas

1ª Carta de Pedro

Esta Carta foi sempre considerada como escrito inspirado e, se não aparece no Cânon de Muratori, será porque este está deteriorado. Aparece escrita pelo Apóstolo Pedro (1,1), por meio de um seu secretário, Silvano (5,12). A crítica bíblica moderna tem chamado a atenção para uma série de dificuldades em admitir a autoria de Pedro, mas sem que elas nos obriguem a ter de procurar outro autor. Vejamos:

O seu carácter de discurso exortativo e baptismal não exige que seja um escrito tardio; com efeito, uma Carta do Apóstolo podia ter, logo na origem, um carácter de exortação moral e um fundo que se coadune com uma “homilia baptismal”. Por outro lado, as referências às perseguições não implicam tratar-se das perseguições oficiais dos imperadores romanos, que só nos fins do séc. I se estenderam a todo o império. Finalmente, a elegância e perfeição do grego, assim como as frequentes expressões paulinas, podem dever-se ao secretário utilizado, Silvano (5,12), o mesmo que Silas nos Actos, discípulo e companheiro de Paulo.

DESTINATÁRIOS

Os destinatários da Carta são nomeados no início (1,1). Uns pensam que se tratava dos cristãos de toda a Ásia Menor (menos a Cilícia), como parecem indicar as províncias designadas; outros, que seriam apenas as regiões evangelizadas por Paulo.

A designação de «os que peregrinam na diáspora» (1,1) é entendida por uns no sentido literal os judeo-cristãos da diáspora e por outros no sentido figurado os cristãos em geral, dispersos por este mundo.
CONTEXTO, LOCAL E DATA

A Carta pretende exortar os fiéis a permanecerem firmes na fé, no meio de um ambiente hostil. A sua ocasião é desconhecida; alguns pensam que teria sido a chegada a Roma de notícias de graves dificuldades para a perseverança dos cristãos daquelas regiões, enquanto Paulo andaria pela Espanha.

Aparece como enviada a partir da «comunidade dos eleitos que está em Babilónia» (5,13), isto é, de Roma, como esta é designada no Apocalipse; de facto, não podia tratar-se da Babilónia da Mesopotâmia, já destruída, nem da do Egipto, simples guarnição militar. Admitida a autenticidade da Carta, deve datar-se antes da morte de Pedro, o mais tardar, no ano 67.

DIVISÃO E CONTEÚDO

A carta encontra-se dividida em 4 secções:

Saudação inicial e acção de graças: 1,1-12;
I. Exortação à santidade: 1,13-2,10;
II. Os cristãos perante o mundo: 2,11-3,12;
III. Os cristãos perante o sofrimento: 3,13-4,11;
IV. Últimas exortações: 4,12-5,14.

Estamos perante um escrito da segunda geração cristã que pretende animar a fé dos que já tinham desanimado na sua caminhada na Igreja.



Todo es muy efímero


 
«En nuestra sociedad todo es muy efímero, pero familia y matrimonio requieren empeño»

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

18/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

Publicações de hoje: 


Nota de AMA

        

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NUNC COEPI


A riqueza da fé


Não sejas pessimista. – Não sabes que tudo quanto sucede ou pode suceder é para bem? – O teu optimismo será a consequência necessária da tua fé. (Caminho, 378)


No meio das limitações inseparáveis da nossa situação presente, porque o pecado ainda habita em nós de algum modo, o cristão vê com nova clareza toda a riqueza da sua filiação divina, quando se reconhece plenamente livre porque trabalha nas coisas do seu Pai, quando a sua alegria se torna constante por nada ser capaz de lhe destruir a esperança.

Pois é também nesse momento que é capaz de admirar todas as belezas e maravilhas da Terra, de apreciar toda a riqueza e toda a bondade, de amar com a inteireza e a pureza para que foi criado o coração humano.

Também é nessa altura que a dor perante o pecado não degenera num gesto amargo, desesperado ou altivo porque a compunção e o conhecimento da fraqueza humana conduzem-no a identificar-se outra vez com as ânsias redentoras de Cristo e a sentir mais profundamente a solidariedade com todos os homens. É então, finalmente, que o cristão experimenta em si com segurança a força do Espírito Santo, de tal maneira que as suas quedas pessoais não o abatem; são um convite a recomeçar e a continuar a ser testemunha fiel de Cristo em todas as encruzilhadas da Terra, apesar das misérias pessoais, que nestes casos costumam ser faltas leves, que apenas turvam a alma; e, ainda que fossem graves, acudindo ao Sacramento da Penitência com compunção, volta-se à paz de Deus e a ser de novo uma boa testemunha das suas misericórdias.

Tal é, em breve resumo que mal consegue traduzir em pobres palavras humanas a riqueza da fé, a vida do cristão, quando se deixa guiar pelo Espírito Santo. (Cristo que passa, 138)




THALITA KUM 74


THALITA KUM 74 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Ah! Os últimos tempos! [1]

Quantos, neste momento, se aproveitam das mentes fracas ou pouco esclarecidas, para darem corpo a estas personagens que Jesus menciona pondo de sobreaviso os Seus Discípulos.
Quantos se apresentam como os detentores da verdade última, com soluções para as ansiedades e angústias do homem de hoje. Mais que charlatães, são na verdade portadores de um estigma, tão velho como a sociedade humana, o estigma dos exploradores dos mais fracos ou débeis.

As chamadas Igrejas de “pregação evangélica”, normalmente servidas por poderosos meios de comunicação e atracção de massas, os videntes, bruxos, adivinhos e pessoas de "virtude" que enganam, dissimulam, espreitam as oportunidades que a cada passo a sociedade desnorteada lhes sugere.

E porquê o aparente êxito de tais pessoas ou organizações?
Porque as gentes perderam o sentido da fé, o horizonte da esperança, a noção do critério justo e são das relações humanas.
Tudo se permite, nada é reservado ou proibido, tudo é possível.
As televisões encharcam-nos com histórias de vidas sem Deus e sem moral, desprovidas de sentido crítico ou, sequer, preocupações sociais. Mas nem por serem disparatadas, quiméricas ou fantasiosas, essas histórias, ou novelas, deixam de ter espectadores interessados e coniventes.

‘Que não faz mal’, dizem uns, ‘que não me afecta’, dizem outros, mas, na verdade, faz mal e afecta. Nenhum de nós é imune e, mesmo revestido de uma carapaça de indiferença, algo penetra, e fica, e corrompe.

«Qual de nós, não reagiria com vigor se, à porta de casa, nos batesse um bando de mulheres nuas?
Mas… se for pela janelinha da televisão?
Já não faz mal?!’» [2]

AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Cfr. Lc 21, 20-28.
[2] AMA, palestras no Minho 1993

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 2, 13-17

13 Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os. 14 Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus. 15 Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. 16 Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?» 17 Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.»

Comentário:

Este chamamento de Mateus impressiona sobretudo pela simplicidade e singeleza de Jesus

Não nos espantaria que quisesse alguma explicação algo mais que Jesus lhe pudesse dar. Afinal Mateus é um homem culto uma figura proeminente na sociedade.

Mas, não!

"Segue-me" foi tudo o que o convite expressou.

Ficamos admirados e inquietos ao mesmo tempo.

Inquietos porque não temos a certeza de qual seria a nossa resposta se o convite nos fosse feito a nós; admirados porque Este Senhor quando convida parece não duvidar que a resposta será sim.

(AMA, comentário sobre Mc 2, 13-17, 18.01.2019)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 5

Advertência aos ricos –

1 E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. 2 As vossas riquezas estão podres e as vossas vestes comidas pela traça. 3 O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem servirá de testemunho contra vós e devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes, afinal, para os vossos últimos dias! 4 Olhai que o salário que não pagastes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos está a clamar; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do universo! 5 Tendes vivido na terra, entregues ao luxo e aos prazeres, cevando assim os vossos apetites… para o dia da matança! 6 Condenastes e destes a morte ao inocente, e Deus não vai opor-se?

A vinda do Senhor –

7 Sede, pois, pacientes, irmãos, até à vinda do Senhor. Vede como o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando com paciência que venham as chuvas temporãs e as tardias. 8 Tende, também vós, paciência e fortalecei os vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. 9 Não vos queixeis uns dos outros, irmãos, para não serdes julgados. Olhai que o Juiz já está à porta. 10 Irmãos, tomai como modelos de sacrifício e de paciência os profetas, que falaram em nome do Senhor. 11 Vede como nós proclamamos bem-aventurados aqueles que sofreram com paciência; ouvistes falar da paciência de Job e vistes o resultado que o Senhor lhe concedeu; porque o Senhor é cheio de misericórdia e compassivo. 12 Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo Céu, nem pela Terra, nem façais qualquer outro juramento. Que o vosso «sim» seja sim e que o vosso "não" seja não, para não incorrerdes em condenação.

Unção dos enfermos –

1 3Está alguém, entre vós, aflito? Recorra à oração. Está alguém contente? Cante salmos. 14 Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja e que estes orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. 15 A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16 Confessai, pois, os pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração fervorosa do justo tem muito poder. 17 Elias, que era um homem da mesma condição que nós, rezou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra. 18 Depois voltou a rezar, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. 19 Meus irmãos, se algum de vós se extravia da verdade e alguém o converte, 20 saiba que aquele que converte um pecador do seu erro salvará da morte a sua alma e obterá o perdão de muitos pecados.




La revolución sexual


Doutrina – 519


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA
Compêndio



SEGUNDA SECÇÃO

OS SETE SACRAMENTOS DA IGREJA

CAPÍTULO SEGUNDO

OS SACRAMENTOS DA CURA


302. Quais os elementos essenciais do sacramento da Reconciliação?


São dois: os actos realizados pelo homem que se converte sob a acção do Espírito Santo e a absolvição do sacerdote, que em Nome de Cristo concede o perdão e estabelece a modalidade da satisfação.

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




17/01/2020

NUNC COEPI Nota de AMA

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O amor manifesta-se com factos


Vai até Belém, aproxima-te do Menino, baila com Ele, diz-lhe muitas coisas vibrantes, aperta-o contra o coração... Não estou a falar de infantilidades: falo de amor! E o amor manifesta-se com factos: na intimidade da tua alma, bem o podes abraçar! (Forja, 345)


É preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé, aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.

Ao falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim, porque tenho de aprender d'Ele. E para aprender d'Ele é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno de Jesus.

Na verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora estamos fazendo diante do presépio.

É preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. (Cristo que passa, nn. 13–14)



THALITA KUM 73


THALITA KUM 73 

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Infelizmente, muitos, procuram alhures essa luz que lhes descortine a cura para os seus males, a tranquilidade para as suas inquietações.

Repetidamente Jesus chamou a atenção dos Seus discípulos para a redobrada atenção que deveriam ter aos falsos profetas e para as tentativas de usurpação ou mau uso do próprio Nome de Deus.
Em nome de Deus, quantos abusos e arbitrariedades se cometem; quantas falsas "salvações" se apregoam; quantos milhares de pessoas desviadas do caminho que é Cristo.

«Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida» [1], afirmou Jesus com a solene autoridade que Lhe competia.

Ele é, de facto, o único caminho para Deus.
Ele próprio é a Verdade.
N'Ele está a totalidade da Vida.
Fora de Jesus, andamos perdidos, enganados e moribundos.

Simão Pedro faz a confissão:

«Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» [2]

Eis aqui uma formosa jaculatória que podemos repetir em tempos de provação. Porque é o que nós sentimos também. Também nós não temos dúvidas que o nosso caminho está radicalmente unido ao caminho de Cristo.

São João Paulo II dizia:

“Buscai a Jesus esforçando-vos por conseguir uma fé pessoal profunda que informe e oriente toda a vossa vida; mas sobretudo que seja o vosso compromisso e o vosso programa amar Jesus, com um amor sincero, autêntico e pessoal. Ele deve ser vosso amigo e vosso apoio no caminho da vida. Só Ele tem palavras de vida eterna”. [3]

AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] Jo 14, 6.
[2] Jo 6, 68.
[3] João Paulo II, Disc. no Instituto «Miguel Angel», 30.01.1979.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM


Evangelho: MT 19, 6-26

Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um jovem, que Lhe perguntou: «Mestre, que hei-de fazer de bom para ter a vida eterna?». Jesus respondeu-lhe: «Porque Me interrogas sobre o que é bom? Bom é um só. Mas se queres entrar na vida, guarda os mandamentos». Ele perguntou: «Que mandamentos?». Jesus respondeu-lhe: «Não matarás, não cometerás adultério; não furtarás; não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe; ama o teu próximo como a ti mesmo». Disse-lhe o jovem: «Tudo isso tenho eu guardado. Que me falta ainda?». Jesus respondeu-lhe: «Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me». Ao ouvir estas palavras, o jovem retirou-se entristecido, porque tinha muitos bens. Jesus disse então aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?». Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível»

Comentário:


Jesus Cristo deixa muito claro que a salvação eterna do homem depende única e exclusivamente de Deus que a deseja veementemente.

Mas, Ele nunca irá contra a livre vontade do homem e, portanto, é forçoso que este deseje e queira realmente ser alvo.

Só há um caminho a seguir:

O que Jesus nos indicou e mereceu com a Sua Morte e Ressurreição:

Fazer, em tudo, a Vontade de Deus que pode resumir-se numa palavra:

AMOR a Deus e ao próximo.

Sim, o AMOR salva!

(AMA, comentário sobre MT 19, 6-26, 10.10.2019)


Leitura espiritual


Cartas Católicas

Carta de Tiago

Tg 4

Origem das discórdias –

1 De onde vêm as guerras e as lutas que há entre vós? Não vêm precisamente das vossas paixões que se servem dos vossos membros para fazer a guerra? 2 Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos! Não tendes, porque não pedis. 3 Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para satisfazer os vossos prazeres. 4 Almas adúlteras! Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, quem quiser ser amigo deste mundo torna-se inimigo de Deus! 5 Ou pensais que a Escritura diz em vão: O Espírito que habita em nós ama-nos com ciúme? 6No entanto, a graça que Ele dá é mais abundante, pelo que diz: Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 7 Submetei-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. 8 Aproximai-vos de Deus e Ele aproximar-se-á de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó gente de alma dividida. 9 Reconhecei a vossa miséria, lamentai-vos e chorai; que o vosso riso se converta em pranto e a vossa alegria em tristeza. 10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará. 11 Não faleis mal uns dos outros, irmãos. Quem fala mal de um irmão e o julga, está a falar mal da lei e a julgá-la. Ora, se tu julgas a lei, já não és cumpridor da lei, mas seu juiz. 12 Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e condenar. Mas quem és tu, para julgar o teu próximo?

Evitar a presunção –

13 E agora, vós dizeis: «Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, passaremos ali um ano, faremos negócios e ganharemos bom dinheiro.» 14 Vós, que nem sequer sabeis o que será a vossa vida no dia de amanhã! O que é, afinal, a vossa vida? Sois fumo que aparece por um instante e logo a seguir se desfaz! 15 Em vez disso, deveis dizer: «Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.» 16 Pelo contrário, gloriais-vos das vossas prosápias: toda a vaidade deste género é má. 17 Quem sabe praticar o bem e não o faz comete pecado.







Tu -Senhor





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Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?