02/09/2017

Hoy el reto del amor es amar tu debilidad

TRAICIÓN DEL CALENDARIO

¿A quién no le ha pasado alguna vez? Miras el calendario y de pronto descubres una fecha importante, de ésas que no se te pueden olvidar... y que tuvo lugar el día de ayer: un cumpleaños, un aniversario... en fin, un desastre.

Pues sí, a las monjas también nos pasa. Resulta que ayer, 23 de abril, era el primer aniversario de la Profesión Temporal de Joane. Y ninguna nos acordamos hasta la hora de la Eucaristía.

¡Que sofocón! Generalmente nos levantamos un poco antes, despertamos a la del aniversario con guitarras y cantos, algún regalo... ¡pero no habíamos hecho nada de nada!

En medio del susto yo intenté hacer una composición fotográfica, pero con los nervios, el resultado fue tristemente patético...

Tratar de ocultar el despiste, organizar un apaño... ¡qué mal suelen salir las soluciones rápidas! Pero... ¡cómo cuesta reconocer que se nos ha olvidado!

Sí, en circunstancias así, nuestra debilidad queda patente; pero es entonces cuando Cristo te ofrece dos caminos: tratar de disimular tu pobreza... o aceptarla y amarla desde el Señor.

Cuando optas por amar tu realidad y ponerla en manos de Cristo, Él te da ojos nuevos. No va a cambiar el pasado, pero, con el perdón, abre nuevas posibilidades en el presente. Y es que Cristo te ama tal y como eres, con tus fallos y errores, pero no quiere dejarte donde estás: quiere sacar tu mejor versión. Y Él es el Rey de las segundas oportunidades.

Así pues, hoy nos hemos levantado antes, y, guitarra en mano, le hemos cantado la serenata con frases como "vengo a darte el abrazo olvidado de ayer", o "ha sido largo el viaje, ¡pero al fin llegué!"... Con Cristo es posible reírse de las debilidades, sabiendo que en sus manos todo resucita. Aunque sea tarde... ¡muchas felicidades, Joane! ¡¡Eres un regalo del Señor!!

Hoy el reto del amor es amar tu debilidad. Y si hoy metes la pata o se te cuela algún despiste... ¡no trates de disimular haciendo como que no pasa nada! Para con el Señor, siente Su amor, ¡y pídele descubrir cómo resucitar esa situación desde el amor! ¡Feliz día!


VIVE DE CRISTO

Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração

Fátima: Centenário 

Oração Jubilar de Consagração

Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Pequena agenda do cristão

SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





O amor casto entre um homem e uma mulher

Admira a bondade do nosso Pai Deus: não te enche de alegria a certeza de que o teu lar, a tua família, o teu país, que amas com loucura, são matéria de santidade? (Forja, 689)

E agora, meus filhos e minhas filhas, permiti que me detenha noutro aspecto – particularmente querido – da vida comum. Refiro-me ao amor humano, ao amor casto entre um homem e uma mulher, ao noivado, ao matrimónio. Devo dizer uma vez mais que esse amor humano santo não é algo de permitido, de tolerado, à margem das verdadeiras actividades do espírito, como poderiam insinuar os falsos espiritualismos a que antes aludia. Há quarenta anos que venho pregando exactamente o contrário, através da palavra e da escrita, e os que não compreendiam já o vão entendendo.

O amor que conduz ao matrimónio e à família pode ser também um caminho divino, vocacional, maravilhoso, meio para uma completa dedicação ao nosso Deus. Realizai as coisas com perfeição, tenho-vos recordado, ponde amor nas pequenas actividades da jornada, descobri – insisto – esse quê divino que se oculta nos pormenores: toda esta doutrina encontra um lugar especial no espaço vital em que o amor humano se enquadra. (Temas Actuais do Cristianismo, 121)

A família: santificar o lar dia a dia
“Cada lar cristão – disse S. Josemaria numa homília pronunciada em 1970 – deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.". (Cristo que passa, 22, 4)

É verdadeiramente infinita a ternura de Nosso Senhor. Olhai com que delicadeza trata os seus filhos. Fez do matrimónio um vínculo santo, imagem da união de Cristo com a sua Igreja, um grande sacramento em que se fundamenta a família cristã, que há-de ser, com a graça de Deus, um ambiente de paz e de concórdia, escola de santidade. Os pais são cooperadores de Deus. Daí nasce o amável dever de veneração, que corresponde aos filhos. Com razão, o quarto mandamento pode chamar-se – escrevi-o há tantos anos – o dulcíssimo preceito do Decálogo. Se se vive o matrimónio como Deus quer, santamente, o lar será um lugar de paz, luminoso e alegre. (Cristo que passa, 78, 6)

Famílias que viveram de Cristo e que deram a conhecer Cristo. Pequenas comunidades cristãs que foram centros de irradiação da mensagem evangélica. Lares iguais aos outros lares daqueles tempos, mas animados de um espírito novo que contagiava aqueles que os conheciam e com eles conviviam. Assim foram os primeiros cristãos e assim havemos de ser os cristãos de hoje: semeadores de paz e de alegria, da paz e da alegria que Cristo nos trouxe. (Cristo que passa, 30, 5)

Comove-me que o Apóstolo qualifique o matrimónio cristão como «sacramentum magnum», sacramento grande. Também daqui deduzo que o trabalho dos pais de família é importantíssimo.

– Participais do poder criador de Deus e, por isso, o amor humano é santo, nobre e bom: uma alegria do coração, à qual Nosso Senhor, na sua providência amorosa, quer que outros livremente renunciemos.

Cada filho que Deus vos concede é uma grande bênção divina: não tenhais medo aos filhos! (Forja, 691)

Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a Paz de Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida. (Cristo que passa, 22, 4)

Santificar o lar no dia-a-dia, criar, com carinho, um autêntico ambiente de família: é disso precisamente que se trata. Para santificar cada um dos dias, é necessário exercitar muitas virtudes cristãs; em primeiro lugar, as teologais e, depois, todas as outras: a prudência, a lealdade, a sinceridade, a humildade, o trabalho, a alegria... (Cristo que passa, 23, 4)


Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 25, 14-30

14 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15 A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; e depois partiu. 16 O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. 17 Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. 18 Mas, o que recebera um só talento foi escavar a terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19 Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. 20 O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. 21 Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 22 Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. 23 Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 24 Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. 25 Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. 26 O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; 27 devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. 28 Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. 29 Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 30 Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».

Comentário:


Imaginemos que na parábola se modificavam alguns termos, por exemplo, aquele que recebeu cinco talentos foi o que os enterrou e escondeu com medo de os perder.

Talvez, até, seja bastante aceitável esta "alteração" que nos permitimos imaginar já que, infelizmente, muitos dos que têm muito se comportam como se tivessem pouco para que não lhes seja pedido que repartam uma parte - mesmo pequena que seja - desse muito que escondem.

E que, aquele que recebeu só um talento se empenhasse a sério em fazê-lo dar fruto e, até, repartir com liberalidade esse pouco.

Sim... O que aconteceria?

Pois, de acordo com o espírito da parábola este último receberia os cinco talentos do outro ficando, assim, imensamente rico.

De facto, é o que acontece quando o Senhor premeia o bom uso dos talentos que a cada um atribuiu: com tal liberalidade e generosidade que o que se alcança constituem uma riqueza, uma fortuna incomensuráveis.

(AMA, comentário sobre Mt 25, 14-30, 2011.08.27)









01/09/2017

Fátima - Centenário - Oração diária,


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Pequena agenda do cristão

Sexta-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Contenção; alguma privação; ser humilde.


Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me:
Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





Doutrina – 354

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS

«JESUS SUBIU AO CÉU E ESTÁ SENTADO À DIREITA DO PAI OMNIPOTENTE»


131. O que é que significa a Ascensão?


Passados os quarenta dias em que se mostrou aos Apóstolos sob as aparências duma humanidade normal que ocultavam a sua glória de Ressuscitado, Cristo sobe ao céu e senta-se à direita do Pai. Ele é o Senhor que agora reina com a sua humanidade na glória eterna de Filho de Deus e sem cessar intercede por nós junto do Pai. Envia-nos o Seu Espírito e tendo-nos preparado um lugar, dá-nos a esperança de um dia ir ter com Ele.


Os filhos são o que há de mais importante

Há dois pontos capitais na vida dos povos: as leis acerca do matrimónio e as leis acerca do ensino; e aí têm de estar firmes os filhos de Deus, lutando bem e com nobreza, por amor a todas as criaturas. (Forja, 104)

A paternidade e a maternidade não terminam com o nascimento; essa participação no poder de Deus, que é a faculdade de gerar, há-de prolongar-se na cooperação com o Espírito Santo, para que culmine com a formação de autênticos homens cristãos e autênticas mulheres cristãs.

Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação. O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.


É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles. Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade – ou a verdade inteira – que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham. Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade. (Cristo que passa, 27)

Perguntas e respostas

O ABORTO - 1

A. PROBLEMAS E SOLUÇÕES PARA O ABORTO

1. O que é o aborto? É a supressão voluntária de uma vida humana no período que decorre entre a concepção e o nascimento. (Não falamos de abortos involuntários).

2. Desde a concepção? Hoje em dia define-se a concepção como o momento em que o espermatozóide se une ao óvulo. Começa então o desenvolvimento de um novo ser humano. Isto não se pode pôr em dúvida. A vida humana, como a animal, começa nesse momento. As acções que impedem essa união não são abortivas, mas sim anticonceptivas e não se tratam aqui.

3. É indiferente o dia em que se realiza o aborto? Ao longo desses nove meses há ali uma vida humana cujo desenvolvimento se permite ou se mutila (ver embrião). Abortar mais tarde aumenta a gravidade por existir maior consciência do acto.

4. Uma ideia clara: uma mãe normal em situação normal não aborta, nem o deseja. Se o fizesse seria uma loucura, pois loucura é que uma mãe mate o seu filho.

5. O problema coloca-se em situações extraordinárias. Por exemplo: é correcto abortar no caso de gravidez durante o namoro? Não deve fazer-se, mas a questão já não é tão clara uma vez que se enfrentam dois bens: o bem de uma vida humana e o bem de uma mãe que, por algum motivo, não deseja que o seu filho viva.

6. A morte do filho é um bem para a mãe? Obviamente isto não é correcto. Mas a mãe vê que a gravidez lhe origina problemas (o que dirão?, e o seu pai?, e os gastos?...). E sente-se frágil para os enfrentar.

7. As opções possíveis. De acordo com o ponto de vista podem propor-se várias actuações: Aqueles que se fixam no bem do filho consideram que a vida é o aspecto relevante. Os que se fixam no bem da mãe pensam que evitar-lhe complicações é o fundamental. Mas há uma terceira opção: procurar o bem de ambos.

8. Como procurar o bem de ambos? Em relação ao filho, o único bem possível é deixá-lo viver. Ao procurar o bem da mãe convém recordar umas ideias básicas:

Deixar viver o filho é um bem para a mãe, uma vez que o contrário teria um peso muito grande na sua consciência durante muitos anos.
A mãe terá de suportar alguma dificuldade (como todas as mães). Por exemplo, normalmente terá de comunicar o assunto aos próprios pais.
mãe necessitará de apoio para continuar com a gravidez. Neste sentido, aqueles que insistem em descartar-se do filho causam-lhe grande dor e angústia. É o seu filho.


9. Soluções. Trata-se, então, de procurar soluções que permitam a vida do filho evitando complicações à mãe. Por exemplo: ocultar-se discretamente durante uns meses em casa de umas pessoas de confiança e, entretanto, procurar uma família ou instituição que adopte a criança. Este exemplo não é a única solução. Há várias possibilidades que permitem proteger os dois bens: a vida do filho e o menor mal-estar da mãe.

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 25, 1-13

1 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, foram ao encontro do esposo. 2 Cinco eram insensatas e cinco eram prudentes. 3 As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo, 4 enquanto as prudentes, com as lâmpadas, levaram azeite nas almotolias. 5 Como o esposo se demorava, começaram todas a dormitar e adormeceram. 6 No meio da noite ouviu-se um brado: ‘Aí vem o esposo; ide ao seu encontro’. 7 Então, as virgens levantaram-se todas e começaram a preparar as lâmpadas. 8 As insensatas disseram às prudentes: ‘Dai-nos do vosso azeite, que as nossas lâmpadas estão a apagar-se’. 9 Mas as prudentes responderam: ‘Talvez não chegue para nós e para vós. Ide antes comprá-lo aos vendedores’. 10 Mas, enquanto foram comprá-lo, chegou o esposo: as que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial; e a porta fechou-se. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens e disseram: ‘Senhor, senhor, abre-nos a porta’. 12 Mas ele respondeu: ‘Em verdade vos digo: Não vos conheço’. 13 Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora».

Comentário:

Prudência!
Este o grande tema que o Evangelho propõe. Ser prudente significa prevenir, acautelar. Como não sabemos nem o dia nem a hora, convém estar preparado.

"Quem vai para o mar avia-se em terra"!

O que diz a sabedoria popular devemos aplicá-lo na nossa vida.

Todos os dias, horas e minutos devem ser tempo de preparação, "aviar" o necessário para o momento que o Nosso Senhor dispôs para iniciar-mos a interminável viajem pela eternidade.


(AMA, meditação sobre Mt 25, 1-13, 27.08.2010)

31/08/2017

Fátima: Centenário - Os Papas e Fátima - 1



Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima


Oração de João Paulo II para consagração do mundo a Maria



Oração:


«Ó Mãe dos homens e dos povos, vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos directamente ao vosso coração. Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo, o qual vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.

De modo especial, te entregamos a Ti aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.

À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação!

“Encontrando-nos hoje diante Vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai:
Eu consagro-Me por eles — foram as Suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade[i].”

Queremos unir-nos ao nosso Redentor, nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no seu coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e conseguir a reparação.

Neste Ano Santo, bendita sejais acima de todas as criaturas, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino. Louvada sejais vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!

Mãe da Igreja, iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade. Iluminai, de modo especial, os povos dos quais vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.

Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso coração materno.

Oh, Imaculado Coração, ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro.

Da fome e da guerra, livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o género de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!
Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!

Acolhei, ó Mãe de Cristo, esse clamor carregado do sofrimento de todos os homens. Carregado do sofrimento de sociedades inteiras.

Ajudai-nos, com a força do Espírito Santo, a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o pecado do mundo; enfim, o pecado em todas as suas manifestações.

Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do amor misericordioso. Que ele detenha o mal, transforme as consciências e manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da esperança!

Amém!




[i] Jo 17, 19

Santíssima Virgem - São José Maria - Vídeo



Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 24, 42-51

42 Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. 43 Ficai sabendo isto: Se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a casa. 44Por isso, estai também preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que não pensais.» 45 «Quem julgais que é o servo fiel e prudente, que o senhor pôs à frente da sua família para os alimentar a seu tempo? 46 Feliz esse servo a quem o senhor, ao voltar, encontrar assim ocupado. 47 Em verdade vos digo: Há-de confiar-lhe todos os seus bens. 48 Mas, se um mau servo disser consigo mesmo: ‘O meu senhor está a demorar’, 49 e começar a bater nos seus companheiros, a comer e a beber com os ébrios, 50 o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e à hora que ele desconhece; 51 vai afastá-lo e dar-lhe um lugar com os hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes.»

Comentário:

A única certeza que, nós seres humanos, temos é que a nossa vida terrena acabará com a morte.

A segunda certeza que devemos ter, é a da imortalidade da nossa alma.

Parece muito conveniente preocuparmo-nos mais com esta que com aquela.

(AMA, comentário sobre Mt 24, 42-51, 2010.08.26)



Hoy todo es un gran reto de amor y gratitud

EL SEÑOR SE CUIDA DE MÍ – DIOS – AÑADIRÁ

¿Sabías que José significa: “Dios – añadirá”?

San José fue realmente un hombre de Dios, tanto, que le puso como misión cuidar de “los que más quiere”: María, Jesús… y nosotros. Y él, callando, actuando y confiando.

Visto desde los hombres, lo que hizo José es locura total, pero, después de Cristo y María, san José es el hombre más santo: vivir de Jesús, con Jesús y para Jesús… y el Señor pone todo lo demás.

San José aparece encarnado en esa impotencia, esa zozobra, ese horizonte, esa confianza… que día a día vivimos tú y yo, y que abandonamos al cuidado de Aquel de quien recibimos la Salvación.

Y hoy testifico que Dios - añade todo en mi vida: Él me ha regalado 29 años de fidelidad en esta vocación maravillosa. Día a día, minuto a minuto, percibo el don de sentirme y saberme cuidada por San José, por lo tanto, colocada al lado de Jesús y María; por eso canto una fuerte Acción de Gracias a la que os añado, porque yo sola no llego.

Hoy tampoco podemos olvidarnos de dar gracias porque Dios – añadió a nuestras vidas un padre, un ayo que nos cuidara de Su parte. ¡Cuánto importa esa figura paterna que de niños nos da tanta seguridad! ¿Quién no ha repetido con orgullo: “Es que mi padre..."? Luego vamos creciendo, y cuántas veces pensamos: “Razón tenía mi padre..." Y es que, acierte o no, queda una cosa auténtica: un amor incomparable que da la vida lo mejor que puede y sabe por ti.

¡Demos gracias al Señor por nuestros padres y tengamos hoy hacia ellos un gesto de cariño, de esos regalos que no cuestan dinero pero que son incomparablemente preciados! Un beso, una llamada, una carta, un poco de tiempo, una oración…

Hoy todo es un gran reto de amor y gratitud que nos ayuda a vivir la certeza de que Dios - añade. Un abrazo, unidos en Iglesia:


VIVE DE CRISTO

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?








30/08/2017

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 23, 27-32

27 Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a sepulcros caiados: formosos por fora, mas, por dentro, cheios de ossos de mortos e de toda a espécie de imundície! 28 Assim também vós: por fora pareceis justos aos olhos dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade. 29 Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, que edificais sepulcros aos profetas e adornais os túmulos dos justos, 30 dizendo: ‘Se tivéssemos vivido no tempo dos nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!’ 31 Deste modo, confessais que sois filhos dos que assassinaram os profetas. 32 Acabai, então, de encher a medida dos vossos pais!

Comentário:


É um longo discurso em que nada fica por dizer, vícios por pontar, procedimentos incorrectos por revelar.

É necessário que o faça porque ninguém tem nem a coragem nem a determinação de Cristo por revelar a verdade.

O povo, anónimo e submisso, era como o Senhor o apelidará: «Como ovelhas sem pastor», e, Ele, veio ao mundo para ser o seu Pastor, fiel e seguro que o conduzirá por caminhos de salvação.

Talvez que, hoje em dia, faltem pastores autênticos e dedicados ao rebanho que o Senhor lhes confiou.

O Papa não se cansa de chamar a atenção para o primeiro e mais urgente ministério da Igreja:

Guiar os fiéis, instruindo e ensinando, mas, sobretudo, dando exemplo claro e iniludível que atraia e conduza o povo de Deus para Ele.

(AMA, comentário sobre Mt 23, 27-32, 21.05.2017)