07/05/2017

Tratado da vida de Cristo 159

Questão 53: Da ressurreição de Cristo

Art. 3 — Se Cristo foi o primeiro que ressuscitou.

O terceiro discute-se assim. — Parece que Cristo não foi o primeiro que ressuscitou.

1. — Pois, lemos no Antigo Testamento que Elias e Eliseu fizeram ressurgir alguns, como o diz o Apóstolo: As mulheres recobraram os seus filhos mortos por meio de ressurreição. Semelhantemente Cristo, antes da sua Paixão, ressuscitou três mortos. Logo, Cristo não foi o primeiro dos ressuscitados.

2. Demais. — O Evangelho, entre os outros milagres que se deram na Paixão de Cristo, narra que se abriram as sepulturas e muitos corpos de santos, que estavam mortos, ressuscitaram. Logo, Cristo não foi o primeiro dos ressuscitados.

3. Demais. — Assim como Cristo, pela sua ressurreição é a causa da nossa, assim pela sua graça é a causa da nossa graça, segundo o Evangelho: Todos nós participamos da sua plenitude. Ora, outros, como todos os Patriarcas do Antigo Testamento, tiveram a graça antes de Cristo. Logo, tiveram também a ressurreição do corpo, antes de Cristo.

Mas, em contrário, o Apóstolo: Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Ao que diz a Glosa: Porque ressuscitou antes, no tempo, e em dignidade.

A ressurreição consiste em um morto retornar à vida. Ora, de dois modos pode alguém ser retomado à morte: ou de uma morte actual, como quando recomeça simplesmente a viver, depois de ter morrido; ou quando fica livre não só da morte, mas também da necessidade, e o que é mais, da possibilidade de morrer. E esta é a verdadeira e perfeita ressurreição. Porque, enquanto vivemos sujeitos à necessidade de morrer, de certo modo a morte nos domina, segundo o Apóstolo: O corpo verdadeiramente está morto pelo pecado. Ora, o que existe como possível existe de certo modo, isto é, potencialmente. Donde é claro, que a ressurreição pela qual alguém é retomado somente à uma morte actual é uma ressurreição imperfeita. — Assim, pois, falando-se da ressurreição perfeita, Cristo foi o primeiro que ressuscitou, porque ele foi o primeiro que, ressuscitando, chegou à vida perfeitamente imortal, segundo o Apóstolo: Tendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre. Mas, por uma ressurreição imperfeita alguns outros ressuscitaram, antes de Cristo, para serem uma como indicação prévia da ressurreição do mesmo.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Pois também os que ressuscitaram como o narra o Antigo Testamento, e os ressuscitados por Cristo, voltaram à vida, mas ficando sujeitos a morrerem de novo.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Há dupla opinião referente aos que ressuscitaram com Cristo. Assim, uns afirmam que, voltando à vida, ficaram livres de tornar a morrer; pois, o morrerem de novo ser-lhes-ia maior tormento que não terem ressuscitado. E tal é o sentido que se deve dar, segundo Jerónimo, àquele lugar: Não ressuscitaram antes de o Senhor ter ressuscitado. E por isso diz o evangelista: Saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa e apareceram a muitos. Mas Agostinho, referindo essa opinião, diz: Sei que há alguns de opinião, que os justos, ressuscitados na ocasião da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, se encontraram desde logo em todas as condições da ressurreição última. Mas se não depuseram o novo corpo, para reentrarem no sono do túmulo, pergunto como se entende o dito que Cristo é o primogénito dentre os mortos, se tantos outros ressuscitaram antes dele. Responderão que o evangelista antecipou, falando do segundo facto, de modo que devamos entender o lugar citado no sentido que os túmulos se abriram por ocasião do tremor de terra, quando Cristo expirou na cruz, mas que os justos, de que se trata, só depois de ter Cristo ressuscitado é que ressuscitaram. Mas, então, resta outra dificuldade: como S. Pedro, querendo provar aos judeus, que não a David, mas a Cristo, era referente a predição que a sua carne não veria a corrupção, faz-lhes observar que o túmulo desse rei se via ainda entre eles? Pois, não podia convencê-los com essa razão, se o corpo de Davi já não estava no túmulo. Porque, ainda mesmo que David tivesse ressuscitado pouco tempo depois da sua morte, e que o seu corpo não tivesse sofrido a corrupção, poderia, contudo, ainda existir o seu túmulo. Entretanto, supondo que esses justos ressuscitando alcançaram uma vida imortal, é duro pensar que David não foi do número deles, apesar de considerarmos como um título de glória para Cristo o ter nascido da raça de David. E também será difícil entender-se o que o Apóstolo diz aos Hebreus, dos justos do Velho Testamento — Para que eles, sem nós não fossem consumados - se já por efeito dessa ressurreição foram constituídos no estado de incorruptibilidade, que nos é prometido no fim dos tempos, como nossa perfeição. Donde, Agostinho é de opinião que ressuscitaram, mas para morrer de novo. Com o que também concorda o dito de Jerónimo: Assim como Lázaro ressuscitou, assim também muitos corpos de santos, para mostrarem que o Senhor deveras ressuscitou. Embora, num Sermão, deixe o assunto duvidoso. As razões de Agostinho, porém, parecem muito mais concludentes.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Assim como o que precedeu o advento de Cristo foi preparatório da sua vinda, assim a graça é uma disposição para a glória. Donde, o que pertence à glória, tanto quanto à alma - tal o perfeito gozo de Deus - como quanto ao corpo — e tal é a ressurreição gloriosa, tudo isso Cristo devia tê-la com anterioridade no tempo, como sendo o autor da glória. No concernente à graça, convinha existisse ela primeiro nos que para Cristo se ordenavam. 


Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Pequena agenda do cristão


DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

06/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Angel Voices 





Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.





Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 6, 60-69

60 Depois de o ouvirem, muitos dos seus discípulos disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?» 61 Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? 62 E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? 63 É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. 64 Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. 65 E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.» 66 A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. 67 Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! 69 Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.»

Comentário:

Filipe é o discípulo que faz as perguntas cruciais quando não entende pergunta.

E os outros?
Entenderiam tudo?
Não teriam dúvidas?

Seguramente que sim só que não mostram a sua necessidade de esclarecimento.

Filipe demonstra além disso que de facto ouve quanto o Mestre diz com extrema atenção não perdendo, por assim dizer, nada dos discursos - por vezes longos - de Jesus.

Tem a intuição que quanto ouve lhe será necessário sobretudo no futuro quando tiver de transmitir a outros ã palavras de Cristo.

É no fim e ao cabo, aprender a Doutrina de modo consciente e seguro.


(AMA, comentário sobre Jo 6, 60-69, Malta, 2016.04.16)






Reflectindo - O amor pode doer?

O amor pode doer?

Mas, o amor não é algo bom, agradável?

Como pode doer?

Responderia que há, pelo menos, uma situação em que realmente pode doer... e muito!

Quando não é correspondido!

Porque o amor tem sempre um destinatário (se não é amor próprio, o que é péssimo).

Se Deus nos ama imensa e permanentemente como não corresponder amando-o como Ele nos ama?

Oh! isso, é impossível porque o Amor de Deus é divino e, o nosso é humano.

Mas o Senhor sabe isso muito bem, logo, o que Ele espera de nós é o nosso amor de criaturas humanas, talvez com uma condição:

quer todo o amor que sejamos capazes de dar, quere-o sempre, constante, vivo, concreto.

Em Fátima o Anjo de Portugal trouxe essa mesma mensagem aos Pastorinhos, mensagem confirmada pela Senhora repetidas vezes.

Sem o Amor de Deus não viveríamos esta vida terrena, sem correspondência da nossa parte não viveremos a vida eterna que almejamos:

na presença de Deus, dos Seus Anjos e dos Seus Santos.


AMA, reflexões, 2016.10.24


Participaremos na sua maternidade espiritual

Recorre constantemente à Virgem Santíssima, Mãe de Deus e Mãe da humanidade: e Ela atrairá, com suavidade de Mãe, ao amor de Deus as almas com quem fazes apostolado, para que se decidam a ser – no seu trabalho corrente, na sua profissão – testemunhas de Jesus Cristo. (Forja, 911)


Se nos identificarmos com Maria, se imitarmos as suas virtudes, poderemos conseguir que Cristo nasça, pela graça, na alma de muitos que se identificarão com Ele pela acção do Espírito Santo. Se imitarmos Maria, participaremos de algum modo na sua maternidade espiritual: em silêncio, como Nossa Senhora, sem que se note, quase sem palavras, com o testemunho íntegro e coerente de uma conduta cristã, com a generosidade de repetir sem cessar um fiat que se renova como algo íntimo entre Deus e nós. (Amigos de Deus, 281)

Leitura espiritual

A CIDADE DE DEUS 

Vol. 2

LIVRO XIII

CAPÍTULO VII

Da morte que alguns, ainda não regenerados pelo baptismo, aceitam por confessarem a Cristo.

De facto, para aqueles que, mesmo sem terem recebido ainda o banho da regeneração, morrem por confessarem a Cristo, a sua morte tem tanto poder para lhes remir os pecados como se fossem lavados pela fonte sagrada do baptismo. Realmente, aquele que disse:

Ninguém entrará no reino dos céus se não renascer da
água e do Espírito.
[i]

abre uma excepção por este preceito não menos genérico:

Aquele que me confessar perante os homens, confessá-lo-ei eu também perante meu Pai que está nos céus;[ii]

e em outra passagem:

O que por mim perder a sua alma, encontrá-la-á. [iii]

E por isso que está escrito:

A morte dos santos é preciosa aos olhos do Senhor.[iv]

Haverá, efectivamente, algo de mais precioso do que uma morte pela qual todos os pecados são perdoados e os méritos são elevados ao máximo? Na verdade, os que, por não poderem protelar a morte, recebem o baptismo e partem desta vida com todos os seus pecados apagados, não têm mais méritos do que os que, podendo fazê-lo, não protelaram a morte porque preferiram acabar com a vida confessando a Cristo a chegarem ao baptismo depois de O terem renegado. Se tivessem renegado a Cristo por medo da morte, teriam encontrado a remissão neste banho salutar no qual foram lavados de tão monstruoso crime os que entregaram Cristo à morte. Mas, sem a abundância da graça daquele Espírito que sopra onde quer, com o poderiam amar a Cristo até ao ponto de não O poderem renegar em perigo tão iminente da sua vida e com um a tão grande esperança de perdão? Por conseguinte, é preciosa a morte dos santos, a quem a morte de Cristo precedeu e enriqueceu com tal abundância de graça que eles não hesitaram em dar a sua vida para d’Ele gozarem. Essa morte demonstrou que, o que tinha sido anteriormente estabelecido como pena do pecado, se tornara fonte de um fruto mais abundante de justiça. A morte não deve, portanto, ser encarada com o um bem porque é o favor divino, e não a sua própria virtude, que lhe granjeou tão grande utilidade. Outrora apresentada como coisa que devia ser temida para nos desviar do pecado, deve agora ser aceite para não cometermos o pecado, para apagarmos o pecado que tenhamos cometido, para oferecermos à justiça a devida palma de tamanha vitória.

CAPÍTULO VIII

Nos santos a aceitação da primeira morte pela verdade constitui a abolição da segunda morte.

Se bem repararmos, até mesmo aquele que fiel e louvavelmente morre pela verdade toma as suas cautelas perante a morte. Com efeito, aceita um a parte dela para não ter que a sofrer por inteiro, sobretudo a segunda que jamais acabará. Aceita-se, na realidade, a separação da alma e do corpo com receio de que Deus se separe da alma e de que o homem todo, após a primeira morte, caia na segunda, que é eterna. A morte que, como disse, faz sofrer os moribundos e lhes tira a vida para ninguém é boa, mas é louvável suportá-la para se conseguir ou adquirir um bem. Para aqueles que já estão mortos não é absurdo dizer que ela é má para os maus e boa para os bons. Realmente, separadas dos seus corpos, as almas dos justos ficam no repouso, mas as dos ímpios expiam as suas penas até que revivam os corpos de uns para a vida eterna e os dos outros para a eterna morte, também chamada
segunda morte.

CAPÍTULO IX

Deve-se dizer que o momento da morte, em que desaparece o sentimento da vida, se verifica num moribundo ou num morto?

Que é que se deve dizer do momento em que as almas se separam dos corpos, tanto nos bons como nos maus — ele verifica-se após a morte ou na morte? Se se verifica após a morte, então da morte, que já se verificou e já passou, não se pode dizer que é boa ou má, mas que será boa ou má a vida da alma depois da morte. A morte era um mal quando estava presente, isto é, quando os moribundos a suportavam, pois experimentavam então pesadas e dolorosas sensações; e deste mal fazem bom uso os bons. Mas, terminada ela, com o pode a morte ser boa ou má se já não existe? Se prestarmos melhor atenção veremos que não é morte aquela pesada e dolorosa sensação que dissemos verificar-se nos moribundos. Efectivamente, enquanto sentem ainda vivem; e se ainda vivem deve-se antes afirmar que estão perante a morte em vez de se afirmar que estão na morte: realmente, a sua presença apaga todas as sensações do corpo, as quais só são dolorosas quando a morte se aproxima. Por isso é que é difícil explicar como é que chamamos moribundos aos que ainda não estão mortos, mas apenas se debatem na suprema angústia da morte iminente — embora correctamente se lhes possa chamar moribundos porque, quando a morte próxima se torna presente, na realidade, já lhes não chamamos moribundos, mas mortos. Ninguém, portanto, está a morrer senão quem vive; realmente, se se encontram em extremo tal da vida com o aquele em que estão os que dissemos que entregam a alma, mas dela ainda não estão privados, é porque vivem. E assim, a mesma pessoa está ao mesmo tempo a viver, a morrer, a aproximar-se da morte, a afastar-se da vida — mas sempre na vida, pois a alma ainda está presente no corpo, e não na morte porque a alma não abandonou o corpo. Com o, quando ela o tiver abandonado, já se não estará então na morte, mas depois da morte, — quando será então que se estará na morte? Quem o dirá? De facto, ninguém estará a morrer se não estiver ao mesmo tempo moribundo e vivo, porque, enquanto a alma estiver presente, não se pode negar que se vive. O u então, se tem que se chamar moribundo àquele que já sente no seu corpo a acção da morte — não podendo ninguém ser ao mesmo tempo vivo e moribundo — não sei quando se pode dizer que alguém está vivo.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)





[i] Jo III, 5.
[ii] Mt X, 32,
[iii] Mt XVI, 25.
[iv] Salmo CXV, 15.

Epístolas de São Paulo – 67

Carta aos Colossenses - cap 4

1Senhores, dai aos escravos o que for justo e equitativo, sabendo que também vós tendes um Senhor no Céu.

Oração e testemunho cristão

- 2Perseverai na oração e mantende-vos, por ela, em vigilante acção de graças. 3Ao mesmo tempo, orai também por nós, para que Deus abra uma porta à nossa pregação, a fim de que eu anuncie o mistério de Cristo - é por ele que estou preso - 4para que o dê a conhecer, falando como devo. 5Procedei com sabedoria para com os que estão de fora, aproveitando as ocasiões. 6Que a vossa palavra seja sempre amável, temperada de sal, para que saibais responder a cada um como deveis.

CONCLUSÃO (4,7-18)

Os enviados do Apóstolo

- 7De tudo o que me diz respeito informar-vos-á Tíquico, o irmão querido, servidor fiel e meu companheiro no serviço do Senhor. 8Foi para isso mesmo que eu vo-lo enviei: para que saibais o que se passa connosco e consolar os vossos corações. 9Vai juntamente com Onésimo, o irmão fiel e querido, que é um dos vossos. Eles informar-vos-ão de tudo o que aqui se passa.

Saudações


- 10Saúda-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, bem como Marcos, primo de Barnabé. Recebestes instruções a respeito dele; se for ter convosco, recebei-o bem. 11Também Jesus, chamado Justo, vos saúda. São os únicos judeus circuncisos que colaboram comigo no reino de Deus; têm sido uma consolação para mim. 12Saúda-vos Epafras, que é um dos vossos, um servo de Cristo Jesus, que conti-nuamente luta por vós nas suas orações, para que vos mantenhais no aperfeiçoamento e no pleno cumprimento da vontade de Deus. 13Com efeito, dele posso testemunhar que trabalha muito por vós, assim como pelos que estão em Laodiceia e em Hierápoles. 14Saúda-vos Lucas, o caríssimo médico, bem como Demas. 15Saudai os irmãos de Laodiceia, assim como Ninfa e a igreja que se reúne em casa dela. 16E quando esta carta tiver sido lida entre vós, fazei com que seja lida também na igreja de Laodiceia. Lede também a que receberdes da igreja de Laodiceia. 17E dizei a Arquipo: «Presta atenção ao serviço que recebeste do Senhor, a fim de o realizares bem.» 18A saudação é da minha mão, Paulo. Lembrai-vos das minhas cadeias. A graça esteja convosco!

Jesus Cristo e a Igreja – 157

Celibato eclesiástico: História e fundamentos teológicos

V. FUNDAMENTOS TEOLÓGICOS DA DISCIPLINA DO CELIBATO

…/114

Fundamento histórico doutrinal

…/10

Deve mencionar-se neste contexto de duas outras passagens das Escrituras que não se encontram explicitamente nos testemunhos antigos, a segunda das quais vem hoje invocada contra a continência dos mesmos Apóstolos.

Entre as qualidades que São Paulo exigia ao ministro da Igreja encontra-se também a de ser “Encratés”, ou seja, continente. Este termo significa a continência sexual, como se deduz do texto paralelo no qual São Paulo exorta os fiéis casados continência, a necessária abstinência para dedicar-se à oração, e também dos posteriores textos gregos sobre o celibato, reunidos, por exemplo, na coleção oficial do Pedalion.

(cont)


(revisão da versão portuguesa por ama)

Doutrina – 291

Doutrina
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA



Compêndio





PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ



SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ



CAPÍTULO PRIMEIRO CREIO EM DEUS PAI



O homem



70. Quem dá a alma ao ser humano?



A alma espiritual não vem dos pais, mas é criada directamente por Deus e é imortal.

Separando-se do corpo no momento da morte, ela não perece; voltará a unir-se novamente ao corpo, no momento da ressurreição final.

Pequena agenda do cristão


SÁBADO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me:

Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





05/05/2017

Fátima: Centenário - Música


Centenário das aparições da Santíssima Virgem em Fátima

Louvando a Santíssima Virgem - Josh Groban




Neste mês de Maio a ti excelsa Mãe de Deus e nossa Mãe, te repetiremos sem cessar:

Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mullieribus et benedictus fructis ventris tui, Jesus.

Santa Maria, Mater Dei, ora pro nobis pecatoribus, nunc et in hora mortis nostra. Ámen.





O trono de Maria é a Cruz

Pede humildemente ao Senhor que te aumente a Fé. – E depois, com novas luzes apreciarás bem as diferenças entre as sendas do mundo e o teu caminho de apóstolo. (Caminho, 508)

O trono de Maria, como o de seu Filho, é a Cruz. E durante o resto da sua existência, até que subiu ao Céu em corpo e alma, a sua silenciosa presença é o que nos impressiona mais. S. Lucas, que a conhecia bem, anota que Ela está junto dos primeiros discípulos, em oração. Assim termina os seus dias terrenos Aquela que havia de ser louvada pelas criaturas até à eternidade.


Como contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa impaciência! Com frequência exigimos que Deus nos pague imediatamente o pouco bem que fizemos. Mal aflora a primeira dificuldade, queixamo-nos. Muitas vezes somos incapazes de aguentar o esforço, de manter a esperança, porque nos falta fé: bem-aventurada és tu, porque acreditaste que se cumpririam as coisas que te foram ditas da parte do Senhor. (Amigos de Deus, 286)

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 6, 52-59

52Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» 53Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, 55porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. 56Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. 57Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. 58Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»59Isto foi o que Ele disse em Cafarnaúm, ao ensinar na sinagoga.

Comentário:

Quase com as mesmas palavras, pacientemente, o Senhor, desta vez na sinagoga, fala sobre a Sua missão e a forma como se dispõe a tudo fazer para proporcionar ao homem os meios de salvação necessários.

Não se pode estranhar a reacção de alguns pois ouvem, mas não compreendem como poderão “comer a carne do Homem que lhes fala”!

Mas, ainda bem que o Evangelista registou estas reacções porque provam que realmente entendem que Jesus não lhes fala em sentido figurado, mas revelando uma verdade absoluta.

Daí que, quando na Última Ceia instituiu o Sacramento da Eucaristia, os Apóstolos tivessem não só compreendido como arreigado no mais fundo do seu espírito do que realmente se tratava de tal forma que, pelos séculos fora, hão-de repetir – conforme o Senhor lhes recomendou – os mesmos gestos e palavras na Consagração do Pão e do Vinho.

(AMA, comentário sobre Jo 6, 52-59, 04.01.2017)