05/01/2017

Leitura espiritual

Leitura espiritual



A Cidade de Deus

Vol. 1

LIVRO II

CAPÍTULO XVII

O rapto das Sabinas e outras iniquidades que, noutros tempos, vigoravam e até eram louvadas na cidade romana.

Porque é que não foram ditadas leis ao Povo Romano pelos deuses? Terá sido, por acaso, porque, como diz Salústio,
entre eles o direito, tal como o bem, tirava o seu valor mais da natureza do que das leis. [1]

Creio que as Sabinas foram raptadas em virtude desse «direito» e dessa «bondade». Efectivamente, que é que há de mais justo e melhor do que, pela força, cada um raptar como pode, aos pais que não as cedem, as jovens forasteiras levadas por engano a um espectáculo? Se os sabinos procederam mal em negar as filhas pedidas — não foi muito mais iníquo roubá-las, lá porque lhas recusaram? Seria mais justo de­clarar a guerra a um povo que se negara a dar suas filhas em casa­mento a conterrâneos e vizinhos seus, do que lutar com um povo que reclamava suas filhas raptadas. Preferiu-se porém aquilo. Até Marte ajudaria seu filho a combater para vingar pelas armas a injúria de umas núpcias recusadas. E assim conseguiriam as mulheres que pretendiam. Efectivamente, talvez em virtude de algum direito de guerra, o vencedor poderia justificadamente levar as raparigas que injustamente lhes tinham sido negadas. Mas raptar em tempo de paz as que não lhes tinham sido concedidas é contra todo o direito, gerando assim uma guerra injusta contra seus pais justamente indignados. Isto teve resultados mais úteis e mais felizes: embora se tenha mantido, sob a forma de espectáculo de circo, a recordação desta fraude o exemplo desta má acção não conseguiu o agrado naquela cidade imperial. O erro dos Romanos está mais em terem consagrado Rómulo como deus depois daquela iniquidade, do que permitirem, por qualquer costume ou lei, à sua imitação, o rapto de mulheres. Foi em virtude deste sentido de direito e do bem que, depois de, com seus filhos, ter sido expulso o rei Tarquínio, cujo filho violentara Lucrécia, o cônsul Júnio Bruno obrigou Lúcio Tarquínio Colatino, marido da referida Lucrécia e seu colega, varão bom e inocente, a abandonar a magistratura por causa do nome e do parentesco dos Tarquínios, e nem sequer lhe permitiu que continuasse a viver na cidade. Colatino como também o próprio Bruto, tinha recebido o consulado do povo que favoreceu ou permitiu essa iniquidade.

Foi em virtude ainda desse «sentido do direito e do bem», que Marco Camilo, (varão ilustre daquele tempo, que com toda a facilidade derrotou os Veientes, perigosíssimos inimigos do Povo Romano, depois de uma guerra de dez anos em que o exército romano, combatendo mal, sofreu várias vezes sérios revezes a ponto de a própria Roma tremer e duvidar da sua salvação) tomou a opulentíssima urbe deles — mas a inveja dos caluniadores do seu valor e a insolência dos tribunos da plebe, declararam-no réu. Sentiu que aquela cidade que libertara era tão ingrata que, certíssimo da condenação, espontaneamente se retirou para o exílio. Já ausente, foi condenado ainda em dez mil moedas de cobre, ele que, em breve, de novo salvaria dos Gauleses a sua ingrata pátria. Já me repugna relembrar tantos factos vergonhosos e injustos por que era sacudida aquela cidade, quando os poderosos procuravam sujeitar a plebe e esta se recusava a sujeitar-se-lhes, trabalhando os defensores de uma e outra facção, mais pelo desejo de vencer do que por algo de honrado e bom.

CAPÍTULO XVIII

O que a História de Salústio comprova acerca dos costumes dos Romanos refreados pelo medo ou relaxados pela confiança.

Serei comedido e, como testemunha, apresentarei antes o próprio Sa­lústio que, quando falava em louvor dos Romanos, dizia isto com que iniciámos esta exposição:
Entre eles o direito, tal como o bem, tirava o seu valor mais da natureza do que das leis [2]

Exaltava assim aquela época em que depois da expulsão dos reis, a cidade se estendeu de forma incrível em brevíssimo espaço de tempo. O mesmo, porém, no primeiro livro da sua História e logo desde o prin­cípio dela, confessa que, já então, pouco depois de o governo ter passado dos reis para os cônsules, as injustiças dos mais poderosos provocaram uma cisão entre a plebe e os patrí­ cios, além de outras dissensões na Urbe. Conta ele que, entre a segunda e a última guerra cartaginesa, o Povo Romano viveu nos melhores costumes e na maior concórdia e que a causa deste bom comportamento não foi o amor da justiça mas o medo de uma paz insegura enquanto Cartago se manteve de pé. Por isso é que o dito Nasica, para reprimir a corrupção e conservar aqueles óptimos costumes e para que os vícios fossem contidos pelo medo, não queria que Cartago fosse destruída. Logo abaixo expõe o mesmo Salústio:

Mas a discórdia, a avareza, a ambição e demais males que costumam nascer da prosperidade, aumentaram extraordinariamente depois da destruição de Cartago [3],
para que compreendessemos que já antes costumavam surgir e avolumar-se. Por isso explica porque é que tal dissera:

As injustiças dos poderosos, provocando a separação da plebe e dos patrícios e outras dissenções internas, existiram entre eles desde o princípio, porque a observância de um direito justo e moderado não durou mais que o tempo em que se teve medo de Tarquínio e da pe­sada guerra com a Etrúria [4].

Vês de que modo, naquele breve espaço de tempo que se seguiu à suspensão dos reis, isto é à sua expulsão, se viveu com leis justas e moderadas — sendo o medo a causa disso. Temia-se efectivamente a guerra que o rei Tarquínio, expulso do reino e de Roma, aliado dos Etruscos, sustentava contra os Romanos.

Repara no que ele, em seguida, escreve:
Mais tarde os patrícios submeteram a plebe a um jugo de escravos, dispuseram à maneira dos reis da sua vida e da sua pele, expulsaram-nos dos seus campos e apoderaram-se sozinhos do poder depois de dele excluírem os demais. Oprimida por estas sevícias e prin­cipalmente por dívidas, quando suportava, devido a contínuas guerras, o duplo peso dos impostos e do serviço militar, a plebe instalou-se com armas no Monte Sagrado e no Aventino — o que desde logo lhes valeu passarem a ter tribunos da plebe e outros direitos. Mas a segunda guerra Púnica pôs termo, de parte a parte, a estas discórdias e lutas [5].

Aperceber-te-ás desde quando, isto é, desde pouco depois da expulsão dos reis, eram desta qualidade os Romanos. Foi deles que diria:
Entre eles o direito, tal como o bem, tirava o seu valor mais da natureza do que das leis. [6]

Mas se se consideram assim aqueles tempos, dos quais se diz terem sido os melhores e os mais belos da República Romana, — que é que se dirá do período seguinte ou que é que se há-de pensar, para usar das próprias palavras do historiador,

quando pouco a pouco se foi transformando da mais bela e da mais virtuosa (República) na pior e na mais corrompida [7], depois da destruição de Cartago, como ele já notara? O que o próprio Salústio um tanto resumidamente recorda e escreve desses tempos pode ler-se na sua História: quão grave decadência dos costumes nasceu da prosperidade e acabou na guerra civil.

Como ele diz:
Desde essa época os costumes dos antepassados foram-se pre­cipitando, não pouco a pouco, como outrora, mas como uma torrente. A juventude estava de tal forma corrompida pelo fausto e pela cobiça que com razão se podia dizer: surgiu uma geração que não é capaz de possuir património próprio nem permite que outros o possuam [8].

Muito mais diz Salústio em seguida acerca dos vícios de Sula e das outras imundícias da República. Outros escritores são nisto concordes, embora muito inferiores no estilo.

Apercebes-te talvez, julgo eu, — e qualquer um que esteja atento fa­cilmente notará — em que lodaçal de imundícias morais tinha caído aquela cidade antes da vinda do nosso Rei Supremo.

Realmente, estas coisas aconteceram não apenas antes que Cristo, presente em carne, começasse a ensinar, mas até antes de ter nascido da Virgem.

Não se atrevem a imputar aos deuses tantos e tão grandes males daqueles tempos quer os, a princípio, toleráveis, quer os que, depois da destruição de Cartago, se tornaram intoleráveis e hor­ríveis. Foram eles porém que, com astúcia maligna inculcaram nas mentes humanas as opiniões donde tais vícios surgiriam como uma floresta. Então, por­que é que imputam os males presentes a Cristo que com a sua doutrina salvadora proíbe o culto dos deuses falsos e falazes, detesta e condena, com divina autoridade, estas nocivas e escandalosas paixões dos homens, subtrai pouco a pouco em toda a parte, deste mundo que cambaleia e cai nesses males, a família com que fundará uma cidade eterna, a mais gloriosa, não pelos aplausos de vãs superficialidades, mas pelo autêntico valor da verdade?

(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[1] jus bonumque apud eos non legibus magis quam natura valebat. Salústio, Catilina, IX, 1.
[2] At discórdia, et avaritia, atque ambitio, et cetera, secundis rebus oriri sueta mala, post Carthaginis excidium maxime cuncta sunt. Salústio, Hist., fragm. 1 ,11.
[3] Nam injuriae validiorum, et ob eas discessio plebis a patribus, aliaeque dissentiones domifuere jam inde a principio, ne que amplius quam regibus exactis, dum metus a Tarquinio et bellum grave cum Etruria positum est, aequo et modesto jure agitatum. Id. Ib..
[4] Nam injuriae validiorum, et ob eas discessio plebis a patribus, aliaeque dissentiones domifuere jam inde a principio, ne que amplius quam regibus exactis, dum metus a Tarquinio et bellum grave cum Etruria positum est, aequo et modesto jure agitatum. Id. Ib..
[5] Deitt servili império patres plebem exercere, de vita atque tergo regio more consulere, agro pellere et ceteris expertibus soli in império agere. Quibus saevitiis et maxime faenore oppressa plebs cum assiduis bellis tributum et militiam simul toleraret, armata montem Sacrum atque Aventinum insedit: tumque tribunos plebis et alia jura sibi paravit. Discordiarum et certaminis utrimque finis fuit secundum bellum Punicum. Id. Ib..
[6] jus bonumque apud eos non legibus magis quam natura valebat. Salústio, Catilina, IX, 1.
[7] Cum paulatim mutata ex pulcherrima atque optima, pessima ac flagiotiosissima facta est. Salústio, Catilina, V, 9.
[8] Ex quo tempore majorum mores non paulatim, ut antea, sed torrentis modo praeciptati; adeo juventus luxu, atque avaritia corrupta, ut merito dicatur genitos ess qui neque ipsi habere possent res familiares, neque alios pati. Salústio, Hist., fragm. I, 16.

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos

II. EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM [i]

Capítulo 9

Conversão de Saulo

1Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote 2e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém.

3Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. 4Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: «Saulo, Saulo, porque me persegues?» 5Ele perguntou: «Quem és Tu, Senhor?» Respondeu: «Eu sou Jesus, a quem tu persegues. 6Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer.»

7Os seus companheiros de viagem tinham-se detido, emudecidos, ouvindo a voz, mas sem verem ninguém. 8Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. Foi necessário levá-lo pela mão e, assim, entrou em Damasco, 9onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber.
10Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe numa visão: «Ananias!» Respondeu: «Aqui estou, Senhor.» 11O Senhor prosseguiu: «Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita, e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.»

12Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias, entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. 13Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém. 14E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome.» 15Mas o Senhor disse-lhe: «Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. 16Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.» 17Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: «Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho em que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo.» 18Nesse instante, caíram-lhe dos olhos uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo.



[i] (6,8-12,25)

Pequena agenda do cristão

Quinta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Participar na Santa Missa.


Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.


Lembrar-me:
Comunhões espirituais.


Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito e fervor dos Santos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?






Musica de Navidaa Rusa




04/01/2017

A nossa tendência para o egoísmo não morre

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Convém deixar o Senhor meter-se nas nossas vidas e entrar confiadamente sem encontrar obstáculos nem recantos obscuros. Nós, os homens, tendemos a defender-nos, a apegar-nos ao nosso egoísmo. Sempre tentamos ser reis, ainda que seja do reino da nossa miséria. Entendei através desta consideração por que motivo temos necessidade de recorrer a Jesus: para que Ele nos torne verdadeiramente livres e, dessa forma, possamos servir a Deus e a todos os homens. Só assim perceberemos a verdade daquelas palavras de S. Paulo: Agora, porém, livres do pecado e feitos servos de Deus, tendes por fruto a santificação e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, ao passo que o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo.


Estejamos precavidos, portanto, visto que a nossa tendência para o egoísmo não morre e a tentação pode insinuar-se de muitas maneiras. Deus exige que, ao obedecer, ponhamos em exercício a fé, porque a sua vontade não se manifesta com aparato ruidoso; às vezes o Senhor sugere o seu querer como que em voz baixa, lá no fundo da consciência; e é necessário escutar atentamente para distinguir essa voz e ser-Lhe fiel. (Cristo que passa, 17)

Evangelho e comentário

Tempo do Natal

Evangelho: Jo 1, 35-42

35 No dia seguinte, João lá estava novamente com dois dos seus discípulos.36 Vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». 37 Ouvindo as suas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus, voltando-Se para trás, e vendo que O seguiam, disse-lhes: «Que buscais?». Eles disseram-Lhe: «Rabi (que quer dizer Mestre), onde habitas?». 39 Jesus disse-lhes: «Vinde ver». Foram, viram onde habitava e ficaram com Ele aquele dia. Era então quase a hora décima. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que tinham seguido Jesus. 41 Encontrou ele primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias», que quer dizer Cristo. 42 Levou-o a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: «Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas», que quer dizer Pedra.

Comentário:

Para se encontrar Cristo tem de se O procurar pondo os meios necessários como, por exemplo, perguntar a quem nos merece confiança.

Mas, para conhecer Cristo é preciso ficar com Ele numa convivência que nos permita construir uma intimidade que nos ligue definitivamente Àquele que deverá ser o Caminho, a Verdade e a Vida que nos interessam viver.

(ama, comentário sobre Jo 1 35-42 Malta, 2015.01.18)






Leitura espiritual

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A Cidade de Deus



Vol. 1

LIVRO II

CAPÍTULO XIII

Os Romanos deviam ter compreendido que eram indignos de honras divinas aqueles seus deuses que desejavam ser venera­dos com diversões torpes.

Talvez Cipião me respondesse se fosse vivo: Como é que não havemos de querer que isto fique impune, se os próprios deuses o aceitam como sagrado? Não foram eles que introduziram nos costumes romanos os jogos cénicos em que tudo isto se celebra, se recita e se representa? Não foram eles que ordenaram que tudo isto fosse consagrado e exibido em sua honra?

Porque é que então eles próprios não concluíram daí que os deuses não eram verdadeiros e muito menos dignos de que o Estado lhes tribute honras divinas? Seria de facto de todo inconveniente, seria absolutamente inútil prestar-se-lhes culto, se tivessem exigido que se celebrassem jogos com ultrajes para com os Romanos. Com o é que, então, pergunto eu, pensaram que eles deveriam ser venerados? Como é que não descobriram que se trata de espíritos detestáveis que anseiam por enganar exigindo que no meio das suas honras se celebrem os seus crimes?

Os Romanos estavam efectivamente dominados por tão nefasta superstição que até prestavam culto a esses deuses que, bem viam, queriam que se lhes consagrassem cenas obscenas; todavia, conscientes da sua dignidade e do seu pudor, nunca honraram à maneira dos Gregos os autores de tais fábulas. Mas antes como, segundo Cícero, o dito Cipião disse:

Consideram infamante a arte do comediante e todo o teatro. Quiseram não somente interditar aos homens desta profissão o acesso às magistraturas abertas aos outros cidadãos, mas também excluí-los da sua tribo pela nota infamante do censor [1].

Magnífica na verdade esta previsão, digna de ser contada entre os louvores aos Romanos. Mas gostaria que ela fosse lógica e consequente consigo mesma. Acertadamente, de facto, a qualquer cidadão romano que preferisse ser actor não só não lhe seria dada nenhuma posição de honra, mas também, por notificação do censor, deixaria de pertencer à sua própria tribo. Ó espírito da cidade, ávido de louvores e sinceramente romano! Mas respondam-me: Por que razão aceitável os homens de teatro são repelidos de tudo o que implique uma honra e são todavia admitidas, entre as honras aos deuses, as representações teatrais? Durante muito tempo a virtude romana ignorou as artes teatrais. Se as tivessem procurado para divertimento do prazer humano — teriam introduzido sub-repticiamente o vício nos costumes humanos. Os deuses pediram que elas para si fossem representadas. Por que razão é então repelido o actor que com a sua arte presta culto aos deuses? E com que cara se desacredita o actor intérprete dessas torpezas teatrais, se se adoram aqueles que as exigem?

Engalfinhem-se nesta discussão os Gregos e os Romanos. Os Gregos julgam que procedem correctamente honrando os actores porque eles prestam culto aos deuses que exigem as representações cénicas; os Romanos, pelo contrário, nem sequer lhes permitem que com a sua presença desonrem uma tribo plebeia, e muito menos a Cúria Senatorial. Nesta discussão resolve o essencial da questão um raciocínio deste teor. Propõem os Gregos: se tais deuses devem ser venerados, também tais homens devem ser com certeza honrados. Contestam os Romanos: mas a tais homens de forma nenhuma se devem conceder tais honras. Concluem os Cristãos: portanto, de nenhum modo devem tais deuses ser venerados.

CAPÍTULO XIV

Platão, que numa cidade morigerada não deixou lugar para os poetas, foi melhor do que aqueles que desejaram que fossem os deuses venerados com representações cénicas.

E agora perguntamos nós — porque é que, como os actores, não são também havidos por desonrados os pró­ prios poetas, autores de tais fábulas, que contra os deuses proferem tão grosseiros insultos, a quem a Lei das Doze Tábuas proibiu de lesarem a reputação dos cidadãos? Por que razão é justo que se infamem os actores das ficções poéticas e das ignomínias dos deuses e se prestem honras aos seus autores? Não se deverá talvez dar antes a palma ao grego Platão que, quando concebeu a sociedade como ela devia ser, julgou que, como inimigos da verdade, deviam ser expulsos da cidade os poetas? Ele, na verdade, não pôde suportar, sem indignação, as injúrias aos deuses nem quis que os ânimos dos cidadãos fossem manchados e corrompidos por ficções. Compara agora tu a humanidade de Platão (que afasta da cidade os poetas para proteger os cidadãos), com a divindade dos deuses que reclamam jogos cénicos em sua honra. Aquele, para que tais coisas se não escrevessem, embora os não tenha persuadido com argumentos, opôs-se, todavia, à leviandade e lascívia dos Gregos; — os deuses, porém, coagiram com as suas ordens a gravidade e modéstia dos Romanos, para que tais poemas fossem representados. E não quiseram apenas que fossem representados: quiseram que lhes fossem dedicados, consa grados e solenemente celebrados. A quem deveria então a cidade prestar mais dignamente honras divinas, a Platão, que proibiu essas nefastas indecências, ou aos demónios, que se comprazem em assim enganarem os homens que aquele não conseguiu trazer à verdade?

Labeão foi de parecer que Platão devia ser colocado entre os semideuses, como Hércules e Rómulo. Punha, porém, os semideuses acima dos heróis, contando a uns e outros entre as divindades. Mas eu não tenho dúvidas em pôr estes semideuses acima dos heróis e até dos próprios deuses. As leis dos Romanos aproximam-se dos pontos de vista de Platão:
— este condena todas as ficções poéticas;
— aqueles por sua vez tiram aos poetas a liberdade de pelo me­nos maldizerem os homens;
— este impede os poetas de habitarem na sua própria cidade;
— aqueles pelo menos afastam os actores de fábulas poéticas do convívio da cidade. E, se tivessem a ousadia de, em alguma coisa, se oporem aos deuses (que suspiram por jogos cénicos) talvez fossem de toda a parte repelidos.

De forma nenhuma podem, portanto, os Romanos esperar ou receber dos seus deuses leis que formem bons costumes ou corrijam os maus. Os Romanos é que, com as suas leis, vencem e convencem os deuses:
— estes pedem jogos Génicos em sua honra — e são os Romanos que excluem de todos os cargos honoríficos os homens de teatro;
— os deuses ordenam que, em sua honra, se representem as vilanias divinas em ficções poéticas — e são os Romanos que proíbem a impudência dos poetas de atentar contra a dignidade dos homens.

Mas Platão, aquele semideus, não só se opôs à lascí­via de tais deuses, como também mostrou o que se devia aperfeiçoar na índole dos Romanos. Ele é que de forma nenhuma consentiu que, numa cidade bem organizada, vivessem os poetas, quer como inventores sem peias de mentiras, quer como expositores dos péssimos feitos dos deuses que deveriam ser imitados pelos desgraçados dos homens. Não é que reconheçamos Platão como um deus ou um semideus, nem o comparemos sequer com nenhum santo anjo de Deus Altíssimo, nem com um verdadeiro profeta, nem com qualquer apóstolo ou mártir de Cristo, nem mesmo com qualquer homem cristão. Se Deus nos ajudar, na altura própria apresentaremos a razão deste nosso parecer. Mas, já que quiseram fazer de Platão um semideus, julgamos que deve ser posto à frente, se não de um Rómulo e de um Hércules (embora este último, a acreditar nos ditos dos historiadores ou nas ficções dos poetas, não tenha morto seu irmão nem cometido infâmia alguma), pelo menos de um Priapo ou de qualquer Cinocéfalo ou, por fim, de uma Febre — divindades que os Romanos em parte importaram do estrangeiro e em parte eles mesmos constituíram como seus próprios deuses.

Como é que, pois, semelhantes deuses seriam capazes de prevenir com os seus preceitos e as suas leis tão graves males do espírito e dos costumes? — Ou, se já estavam arraigados, como é que os iam extir­par, eles que tiveram o cuidado de semear e de desenvolver os seus vergonhosos gérmenes? Porque quiseram dar aos seus crimes, reais ou fictícios, a solene publicidade do teatro, para que, graças à sua autoridade divina, se atiçasse o fogo, já tão maléfico, das paixões humanas? Foi bem em vão que Cícero, quando falava dos poetas, exclamou.
        «Quando lhes chegam o clamor e os aplausos do povo, como se de um grande e sapiente mestre se tratasse— que trevas se espargem! que terror que inspiram! que paixões que ateiam!» [2].

CAPÍTULO XV

Não foi a razão, mas a adulação que levou os Romanos a criarem para si alguns deuses.

Mas não será antes a adulação, mais do que a razão, o que levou os Romanos a elegerem os seus deuses, mesmo falsos como eram? Não julgaram digno nem sequer de um pequeno templo um Platão que têm como semideus, que tanto trabalhou com suas controvérsias para evitar os maiores males do espírito que corrompem os costumes humanos. Mas ao seu Rómulo, puseram-no à frente de muitos deuses, embora entre eles corra uma doutrina mais ou menos secreta que o apresenta mais como semideus do que como deus. Até lhe instituíram um flâmine, dignidade que, nas cerimónias sagradas, como o atesta o apex [3] que usavam, era superior à de sacerdote. Só havia três flâmines ao serviço de outros tantos deuses — o flâmine Dial para Júpiter, o Marcial para Marte e o Quirinal para Rómulo. A benevolência dos cidadãos chamou-lhe depois Quirino, quando ele foi recebido no Céu. E por isso Rómulo recebeu honras superiores às de Neptuno e Plutão, irmãos de Júpiter, e do próprio Saturno, pai deles. Para o engradece­rem, dedicaram-lhe o mesmo grau de sacerdócio que a Júpiter e a Marte, a este provavelmente atendendo a Rómulo, de quem é pai.

CAPÍTULO XVI

Se aos deuses interessasse para alguma coisa a justiça, seria deles que os Romanos teriam recebido as normas de conduta em vez de pedirem leis a outros homens.

Se os Romanos pudessem receber dos seus deuses normas de vida, não teriam, alguns anos depois da funda­ ção de Roma, tomado dos Atenienses as leis de Sólon. Todavia, não as conservaram como as receberam, mas tentaram torná-las melhores e mais correctas. Embora Licurgo tenha fingido que as instituiu para os Lacedemónios pela autoridade de Apoio — , os Romanos, prudentemente, não quiseram acreditar nisso, e consequentemente não as aceitaram como tais. Conta-se que Numa Pompílio, que no reino sucedeu a Rómulo promulgou algumas leis que na verdade de nenhuma forma eram suficientes para governar a cidade. Também lhes instituiu muitas solenidades sagradas. Não consta, porém, que ele tenha recebido dos deuses essas leis.

Mas dos males da alma, dos males da vida, dos males dos costumes (tão grandes que é deles que a República ruirá, mesmo que se mantenham de pé as cidades, como testemunham os seus mais doutos varões) nada os deuses fizeram para que tais males não atingissem os seus adoradores. Bem ao contrário — procuraram por todos os modos que eles aumentassem, como acima já ficou exposto.


(cont)

(Revisão da versão portuguesa por ama)




[1] Cum artem ludicram scaenamque totam in probo ducerent, genus id hominutn non modo honore civium reliquorum carere, sed etiam tribu moveri notatione censória voluerunt. Cícero, De republica, IV, 10.
[2] Ad quos cum accessit clamor et adprobatio populi, quasi magrti cujusdam et sapientis magistri, quas illi obducunt tenebras, quos invehunt metus, quas inflamrmnt cupiditatesl Cícero, De Republica, IV, 9.
[3] Apex (icis): tufo de lã na extremidade do barrete dos sacerdotes flâmines. Desta palavra é que vem o termo português ápice — extremidade superior ou ponta de alguma coisa.

Actos dos Apóstolos

Actos dos Apóstolos

II. EXPANSÃO DA IGREJA FORA DE JERUSALÉM [i]

Capítulo 8

Filipe e o eunuco etíope

26O Anjo do Senhor falou a Filipe e disse-lhe: «Põe-te a caminho e dirige-te para o Sul, pela estrada que desce de Jerusalém para Gaza, a qual se encontra deserta.» 27Ele pôs-se a caminho e foi para lá. Ora, um etíope, eunuco e alto funcionário da rainha Candace, da Etiópia, e superintendente de todos os seus tesouros, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém, 28regressava, na mesma altura, sentado no seu carro, a ler o profeta Isaías. 29O Espírito disse a Filipe: «Vai e acompanha aquele carro

30Filipe, acorrendo, ouviu o etíope a ler o profeta Isaías e perguntou-lhe: «Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» 31Respondeu ele: «E como poderei compreender, sem alguém que me oriente?» E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto dele. 32A passagem da Escritura que ele estava a ler era a seguinte:

Como ovelha levada ao matadouro,
e como cordeiro sem voz diante daquele que o tosquia,
assim Ele não abre a sua boca.
33Na humilhação se consumou o seu julgamento,
e quem poderá contar a sua geração?
Da face da terra foi tirada a sua vida!

34Dirigindo-se a Filipe, o eunuco disse-lhe: «Peço-te que me digas: De quem fala o profeta? De si mesmo ou de outra pessoa?» 35Então, Filipe tomou a palavra e, partindo desta passagem da Escritura, anunciou-lhe a Boa-Nova de Jesus. 36Pelo caminho fora, encontraram uma nascente de água, e o eunuco disse: «Está ali água! Que me impede de ser baptizado?» 37Filipe respondeu: «Se acreditas com todo o coração, isso é possível.» O eunuco respondeu: «Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.»

38E mandou parar o carro. Ambos desceram à água, Filipe e o eunuco, e Filipe baptizou-o. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco não o viu mais, seguindo o seu caminho cheio de alegria. 40Filipe encontrou-se em Azoto e, partindo dali, foi anunciando a Boa-Nova a todas as cidades, até que chegou a Cesareia.



[i] (6,8-12,25)

O MELHOR REMÉDIO!

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Acabei o ano velho e comecei o ano novo com uma forte constipação, coisa que normalmente deita qualquer homem abaixo.
Fico sem ânimo, sem força, sem vontade para nada, assim uma coisa do tipo, “deixem-me morrer”!!!
Para quem tem de quando em vez pedras nos rins, é um pouco ridículo que uma constipação me consiga derrotar mais do que as incríveis e insuportáveis dores que as “pedrinhas” provocam quando decidem passear por sítios onde não deviam estar.

Mas enfim, nada disso é importante quando penso que afinal a constipação também me ajuda a perceber a minha fraqueza, a minha debilidade, pois que, afinal, sendo eu tão grande, (em tamanho, apenas, claro), sou um fraco, um pequenino, um “desamparado”, quando tenho uma vulgar constipação.
E, claro, lá vem a comparação com as coisas que aconteceram e vão acontecendo na minha vida, algumas que foram tão difíceis, mesmo tão difíceis e “desesperantes”, e perante elas não me senti fraco, não me senti pequenino, não me senti desamparado, mas sim e ao contrário com uma enorme vontade de lutar e continuar em frente.

É que o “Panasorbe”, o “Ben-u-ron”, e restantes remédios, tiram a febre, tiram a dor, fazem até sentir melhor, mas não nos fazem companhia, não nos mostram caminho, não nos dizem, “estou aqui”!

Deus tem essa enorme e total diferença!
Pode permitir a dor, mas dá ânimo para a suportar, pode fazer-nos sentir pequeninos, mas é apenas para nos pegar ao colo, pode até permitir que quase nos desesperemos, mas tem sempre a mão estendida para nos agarrar e retirar das águas que nos querem afogar, pode permitir que nos sintamos sós, mas mal nos voltamos para Ele logo ouvimos: “Mas Eu estou aqui, Eu sempre estive aqui, nunca te abandonei!”

Acabo de escrever este texto e sinto-me renovado, contente, alegre mesmo, e quase me apetece dizer: Obrigado Senhor, pela doença, que me faz procurar, encontrar e viver o melhor “remédio” que existe!
O Teu Amor!!!

Convenhamos que, para começar o ano novo, é um óptimo pensamento, que se torna realidade se assim o desejarmos.


Marinha Grande, 3 de Janeiro de 2017
Joaquim Mexia Alves
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«Santuario de San Antonio? Me han tocado 100.000 dólares en la lotería y os quiero dar el boleto»


   El padre Thomas Conway del santuario de San Antonio de Boston al cobrar el boleto de lotería

En Boston hay un santuario franciscano dedicado a San Antonio de Padua (stanthonyshrine.org) donde sucedió algo peculiar el pasado 10 de diciembre. Un hombre telefoneó al santuario para decir que había ganado 100.000 dólares en la lotería de Massachusetts (95.800 euros, o 16 millones de pesetas) y que quería entregar el boleto al santuario.

“No quería restringir el donativo de ninguna manera y no quería que su nombre figurase. El lunes [19 de diciembre] nos trajo el boleto. Ese mismo día lo llevamos a la Oficina de Lotería de Massachussetts y recibimos el cheque para el santuario”, explicó a la prensa el padre Thomas Conway, director del templo.

La encargada de atender a la llamada, Maryanne Rooney-Hegan, explicó como fue esa conversación: “Dijo: ‘son cien mil dólares y me gustaría que ustedes lo tuviesen, especialmente en este momento del año sé que pueden usarlo’. Yo me quedé aturdida, como poco. Pensé: ‘Dios mío, qué alma tan buena. Tiene un corazón mayor que un parque’. Y después me puse a llorar”.

El padre Conway describió la peculiar escena de la recogida del dinero en la oficina de la lotería. “Ahí estaba yo con mi hábito franciscano y un boleto de cien mil dólares y todos a mi alrededor cobrando en efectivo cantidades más pequeñas”, comenta entre risas. “Lo gracioso es que no es el tipo de cosas para las que te preparan en el seminario, pero son cosas que pasan”.

En realidad se cobraron 70.000 y el Estado se quedó 30.000 dólares en impuestos.

“El donante no pidió nada del premio para él, sino que dijo sólo ‘es vuestro, solo os lo quiero dar a vosotros’; es algo destacable”, comenta el franciscano.

El santuario de San Antonio está dedicado a un santo famoso por sus milagros, no recibe nada del obispado y se mantiene solo con donativos. Sus servicios de culto y, sobre todo, su multitud de servicios sociales, le cuestan 12.000 dólares al día que se pagan gracias a una infinidad de donantes. La mayoría de donativos llegan en Navidad y sirven para todo el año.

Con este dinero en concreto se financiarán:

- la fiesta para veteranos de guerra pobres de después de Navidad
- los regalos para los niños de familias necesitadas
- las comidas de esta temporada para las 500 familias que dependen de la caridad del santuario
- el sueldo de los músicos que participarán en los 14 servicios navideños de este fin de semana
 Y más actividades.

El santuario cuenta también con servicios de acompañamiento en el duelo, asesoría sobre adicciones, programas para ancianos en apuros, centros de recuperación del alcoholismo y otras acciones. El santuario tiene casi 70 años de historia de servicio a los necesitados. Ha visto muchos actos de generosidad y servicio, pero este ha sido de los más peculiares.

P.J.G./ReL24 diciembre 2016


Pequena agenda do cristão




Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?