31/08/2011

Evangelho do dia e comentário













T. Comum– XXII Semana




Evangelho: Lc 4, 38-44

31 Foi a Cafarnaum, cidade da Galileia, e ali ensinava aos sábados. 32 Admiravam-se da Sua doutrina, porque falava com autoridade. 33 Estava na sinagoga um homem possesso de um demónio imundo, o qual exclamou em alta voz: 34 «Deixa-nos. Que tens Tu que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Sei quem és: o Santo de Deus». 35 Jesus o repreendeu, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». E o demónio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem lhe fazer nenhum mal. 36 Todos se atemorizaram e falavam uns com os outros, dizendo: «Que é isto, Ele manda com autoridade e poder aos espíritos imundos, e estes saem?» 37 E a Sua fama ia-se espalhando por todos os lugares da região.

Comentário:

Na verdade devia ser impressionante assistir a estas acções de Jesus.

O demónio era, então, o dono do mundo que mantinha sujeito com duríssimas consequências para as pessoas.

Jesus vem libertar o mundo dessa escravidão e, estas expulsões de demónios são um sinal e como que uma antecipação do que levará a cabo com a Sua Morte na Cruz e a Sua Ressurreição.

Mas os que rodeiam Jesus não sabem nada disto e por isso precisam destes sinais que, entre outros, confirmam que, Ele, é o Messias.

(ama, comentário sobre Lc 4, 31-37, 2010.08.31)

30/08/2011

Música e repouso

  Tchaikovski - Casse-noisette (Nutcracker) 




selecção ALS

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Precisas de um bom exame diário de consciência”

Repara na tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam. – Lembra-te, filho, que não são menos importantes os micróbios do que as feras. E tu cultivas esses erros, esses enganos – como se cultivam os micróbios no laboratório –, com a tua falta de humildade, com a tua falta de oração, com a tua falta de cumprimento do dever, com a tua falta de conhecimento próprio... E, depois, esses focos infectam o ambiente. Precisas de um bom exame diário de consciência, que te conduza a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados. (Sulco, 481) 

A conversão é coisa de um instante; a santificação é tarefa para toda a vida. A semente divina da caridade, que Deus pôs nas nossas almas, aspira a crescer, a manifestar-se em obras, a dar frutos que correspondam em cada momento ao que é agradável ao Senhor. Por isso, é indispensável estarmos dispostos a recomeçar, a reencontrar – nas novas situações da nossa vida – a luz, o impulso da primeira conversão. E essa é a razão pela qual havemos de nos preparar com um exame profundo, pedindo ajuda ao Senhor para podermos conhecê-lo melhor e conhecer-nos melhor a nós mesmos. Não há outro caminho para nos convertermos de novo. (Cristo que passa, 58)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


Tema para breve reflexão

Reflectindo
África



Apesar do panorama predominantemente negativo que hoje apresentam numerosas regiões de África e das tristes experiências que não poucos países atravessam, a Igreja tem o dever de afirmar com força que é possível superar estas dificuldades. Deve fortalecer-se em todos os africanos a esperança numa verdadeira libertação. A sua confiança fundamenta-se, em última instância, na consciência da promessa divina, que nos assegura que a nossa história não está fechada em si mesma, antes está aberta ao Reino de Deus. Por isso nem o desespero nem o pessimismo podem justificar-se quando se pensa no futuro tanto de África como das outras partes do mundo.

(joão paulo II, Exortação Apostólica Ecclesia in Africa, 14.09.1995, nr. 14 trad do cast ama)

29/08/2011

Música e entretenimento

Dean Martin - That's amore






TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Examina-te: devagar, com valentia”

Exame. – Tarefa diária. – Contabilidade que nunca descura quem dirige um negócio. E há negócio que valha mais do que o negócio da vida eterna? (Caminho, 235)

Examina-te: devagar, com valentia. – Não é certo que o teu mau humor e a tua tristeza sem motivo (sem motivo, aparentemente) procedem da tua falta de decisão em cortares os laços subtis, mas "concretos", que te armou – arteiramente, com paliativos – a tua concupiscência? (Caminho, 237)

Acaba sempre o teu exame com um acto de Amor – dor de Amor – : por ti, por todos os pecados dos homens... – E considera o cuidado paternal de Deus, que afastou de ti os obstáculos para que não tropeçasses. (Caminho, 246)

Há um inimigo da vida interior, pequeno, tolo, mas muito eficaz, desgraçadamente: o pouco empenho no exame de consciência. (Forja, 109)

Não esperes pela velhice para ser santo: seria um grande erro!
Começa agora, seriamente, gozosamente, alegremente, através das tuas obrigações, do teu trabalho, da vida quotidiana...
Não esperes pela velhice para ser santo, porque, além de ser um grande erro – insisto –, não sabes se chegará para ti. (Forja, 113)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Tema para breve reflexão

Reflectindo
São Josemaria



Ao longo da sua existência, S. Josemaria desenvolveu uma familiaridade crescente com Nossa Senhora; gestos e palavras, jaculatórias e galanteios calados, lágrimas contidas, orações de crianças e de homem maduro com espírito de infância ante Deus, dores convertidas em gozo pelo con­solo de Santa Maria.

(federico delcaux, Santa Maria nos escritos do S. Josemaria , Rei dos livros, nr. 15

Evangelho do dia e comentário

 Martírio de S. João Baptista












T. Comum– XXII Semana




Evangelho: Mc 6, 17-29

17 Porque Herodes tinha mandado prender João, e teve-o a ferros numa prisão por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, com a qual tinha casado. 18 Porque João dizia a Herodes: «Não te é lícito ter a mulher de teu irmão». 19 Herodíades odiava-o e queria fazê-lo morrer; porém, não podia, 20 porque Herodes, sabendo que João era varão justo e santo, olhava-o com respeito, protegia-o e quando o ouvia ficava muito perplexo, mas escutava-o com agrado. 21 Chegou, porém, um dia oportuno, quando Herodes, no seu aniversário natalício, deu um banquete aos grandes da corte, aos tribunos e aos principais da Galileia. 22 Tendo entrado na sala a filha da mesma Herodíades, dançou e agradou a Herodes e aos seus convidados. O rei disse à jovem: «Pede-me o que quiseres e eu to darei». 23 E jurou-lhe: «Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja metade do meu reino». 24 Ela, tendo saído, perguntou à mãe: «Que hei-de pedir?». Ela respondeu-lhe: «A cabeça de João Baptista». 25 Tornando logo a entrar apressadamente junto do rei, fez este pedido: «Quero que me dês imediatamente num prato a cabeça de João Baptista». 26 O rei entristeceu-se, mas, por causa do juramento e dos convidados, não quis desgostá-la. 27 Imediatamente mandou um guarda com ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi degolá-lo no cárcere, 28 levou a sua cabeça num prato, deu-a à jovem, e esta deu-a à mãe. 29 Tendo sabido isto os seus discípulos, foram, tomaram o corpo e o depuseram num sepulcro.

Comentário:

A promessa de Herodes e, mais, o cumprimento da mesma, está de acordo com que deveria pensar sobre a dignidade da pessoa humana. 

Como Herodes, quem não se vê senão a si próprio, quem se entrega à auto-estima, ao culto da personalidade à defesa, a todo o custo, da própria pessoa e posição, não tem, pelos outros, a menor consideração. Os limites do seu critério são os próprios de uma mentalidade egoísta e de contornos definidos pelas paixões e prazeres.

De uma pessoa assim pode esperar-se tudo, menos misericórdia, compreensão, amor.

Mas também não podem esperar que se apiede deles, os compreenda, os ame.

(ama, comentário sobre Mc 6, 17-29, 2009)