13/06/2011

Confidências de alguém

António Pereya
1643
Dia de Santo António.

O grande Santo que a Igreja celebra como um Doutor.
Um homem que pôs ao serviço do homens, os extraordinários dons que Deus lhe concedeu.
De tal forma que se esgotou e morreu tão novo.
Esgotado pelo trabalho de apregoar o Evangelho, o Reino de Deus.
E eu, que sou António também, que faço com os dons que o Senhor me deu?
Que uso tenho eu feito da inteligência, da vontade, do pensamento, da escrita, enfim, de tudo quanto o Senhor tão prodigamente me cumulou?
Estou eu à espera de fazer aquele grande trabalho, de mostrar aquela faceta, de brilhar naquela escuridão?
E, nesta espera sempre adiada, vou deixando os dias passar sem fazer nada pelos meus irmãos, o meu semelhante.
Rezar, pelo menos, rezar por eles, por todos os que conheço e a quem quero bem e por aqueles que não conheço ou a quem não quero tão bem.
Rezar sem descanso em continua união com o Senhor.
Ter a presença divina bem marcada na minha vida e em cada momento.
Esta realidade do Senhor que me escuta, que me vê e que está sempre presente em qualquer ligar ou circunstância.
Tentar por esta atitude perante o Senhor, um exame constante da presença de Deus real e verdadeira na minha vida.
Quando conseguir este estado de espírito eu saberei proceder com amor e rectidão e, sobretudo, serei incapaz de ofender a Deus.
Não deixarei que nenhum dos meus irmãos passe por mim sem que sinta bem forte, o desejo de o ajudar, de o iluminar.
Tenho der salgar, de iluminar.
Tenho de ser saboreado, visto e sentido.
Tudo o que possa fazer de bom, por graça de Deus, tem de ser partilhado e visto por quantos se cruzam comigo, para que sintam ânsia de proceder como eu, melhor que eu.
Eu Te peço, Senhor, esta consciência clara e constante da Tua presença no que me rodeia.
No ambiente, nas obras da natureza, e nas obras dos homens, feitas por Teu consentimento e graça.
Sentir bem viva em mim esta condição sublime de ser Teu filho a tempo inteiro, e não apenas quando Te falo, ou estou mais ligado a Ti na Santa Missa.
Ligado a Ti, permanentemente, por um cordão tão forte, que me puxe sempre para Ti, numa atracção determinante de todos os meus actos, toda a minha vida.

Santo António, a quem pedi emprestado o nome, lembra-te deste teu irmão e homónimo e intercede por mim junto de Deus.
Diz-Lhe coisas boas de mim: que afinal, o que preciso, é de auxilio e vigilância constantes como mais pequeno dos Seus filhos.
Qualquer descuido, e heis-me ao comprido, estatelado no chão irremediavelmente convertido à condição abjecta de ofensor de Nosso Senhor. Ajuda-me a dar sem cuidar de receber, a dar com alegria e de uma maneira total e desinteressada, de tudo aquilo que Tu me fizesTe dom.

Senhor, eu amo-te, adoro-te e espero em Ti

Santo António de Lisboa

Santo António de Lisboa foi, até hoje, a mais célere canonização da história da Igreja.

Faleceu em 13 de Junho de 1231 e foi canonizado por Gregório IX, em 30 de Maio de 1232



Responso a Santo António


Se milagres desejais
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão;
E no auge do furacão,
Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte;
O fraca torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão;
E no auge do furacão,
Cede o mar embravecido.

Todos os males humanos
Se moderam, se retiram;
Digam-no os que o viram;
Digam-no os paduanos.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão;
E no auge do furacão,
Cede o mar embravecido.

Glória ao Pai,
ao Filho
e ao Espírito Santo

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão;
E no auge do furacão,
Cede o mar embravecido.

V. Rogai por nós bem-aventurado Santo António.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração: Deus eterno e omnipotente, Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso, concedei-nos seguir fielmente os princípios da vida cristã, para que mereçamos tê-lo como protector em todas as adversidades.
Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.

Evangelho do dia e comentário

 Stº António de Lisboa








T. Comum– XI Semana






Evangelho: Mt 5, 13-19

13 «Vós sois o sal da terra. Porém, se o sal perder a sua força, com que será ele salgado? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e ser calcado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não pode esconder-se uma cidade situada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para a colocar debaixo do alqueire, mas no candelabro, a fim de que dê luz a todos os que estão em casa. 16 Assim brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus. 17 «Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim para os abolir, mas sim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: antes passarão o céu e a terra, que passe uma só letra ou um só traço da Lei, sem que tudo seja cumprido. 19 Aquele, pois, que violar um destes mandamentos mesmo dos mais pequenos, e ensinar assim aos homens, será considerado o mais pequeno no Reino dos Céus. Mas o que os guardar e ensinar, esse será considerado grande no Reino dos Céus.

Meditação:

Iluminar com a luz que recebo de Ti, meu Deus, ser como um reflector da Tua luz divina que tudo ilumina de tal forma que ninguém que se cruze comigo nos caminhos da terra, ande nas trevas.

O pouca coisa que sou ao menos sirva para isso, reflectir a luz divina já que, própria, não tenho.

(ama, meditação sobre Mt 5, 13-16, 2011.02.06.)

12/06/2011

Imaculado Coração de Maria e Portugal

Neste dia, festa do teu Imaculado Coração, venho pedir-te que não esqueças, o 
que em Fátima prometeste aos Pastorinhos.

A devoção deste povo ao teu Imaculado Coração é bem expressa nas dezenas e centenas de milhares de portugueses que seguem o teu andor nas procissões em tua honra e não só em Fátima mas por tantos outros lugares e cidades de Portugal como ainda, há poucos dias, no Porto

Não deixes de atender às nossas súplicas de filhos desnorteados e confusos neste vendaval que o inimigo, cuja cabeça esmagada pelo teu calcanhar, parece ressurgir com furor redobrado atacando a sociedade no mais profundo dos seus alicerces: a família.

Com a promulgação de leis torpes e iníquas que, no fundo, mais não fazem que tornar públicos os pecados privados, por mais aberrantes que possam ser; o ataque ''cerrado'' aos jovens desde a mais tenra idade, pervertendo e destruindo a sacralidade do corpo humano, tudo isto, Senhora Minha, deve amargurar o teu Coração Imaculado de forma indizível.

Talvez seja chegada a hora de intervires novamente na história desta Nação milenar que soçobra.

E, se não for ainda o momento, peço-te que o abrevies e nos dês a força e o ânimo que tanto precisamos. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2010.06.12)

De novo, passado um ano e neste mesmo local, apelo ao teu Coração de Mãe:
precisamos de ti, Portugal necessita que a sua Rainha governe e mande, oriente e instrua os seus filhos no regresso que urgentemente se impõe a caminhos correctos e saudáveis, de vida limpa e séria que nos últimos tempos parece ter abandonado com as consequências terríveis que se adivinham.

Que estes anos de dificuldades e privações que aí vêm sirvam de cautério e desagravo.

Não nos abandones, Senhora, nesta hora de suma gravidade. Ámen.

(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)



(ama, Convento em Monte Real, 2011.06.12)