12/12/2010

Tema para breve reflexão - 2010.12.12

Confissão Frequente 2

Para que a confissão frequente logre conseguir uma consciência delicada, é mister ter com toda seriedade este princípio: sem arrependimento não há perdão dos pecados. Daqui nasce esta norma fundamental para o que se confessa com frequência: não confessar nenhum pecado venial do qual não se tenha arrependido séria e sinceramente.

(B.Baur, La Confesión frequente, Herder, Barcelona 1957, pgs 37-38, trad ama)

Textos de Reflexão para 12 de Dezembro

3º Domingo do Advento 12 de Dezembro

Evangelho: Mt 11, 2-11

2 E como João, estando no cárcere, tivesse ouvido falar das obras de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, 3 a perguntar-Lhe: «És Tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?».4 Jesus respondeu-lhes: «Ide e contai a João o que ouvistes e vistes: 5 “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados”; 6 e bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». 7 Tendo eles partido, começou Jesus a falar de João às turbas: «Que fostes vós ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? 8 Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Mas os que vestem roupas delicadas vivem nos palácios dos reis. 9 Mas que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo Eu, e ainda mais do que profeta. 10 Porque este é aquele de quem está escrito: “Eis que Eu envio o Meu mensageiro à Tua frente, que preparará o caminho diante de Ti”. 11 «Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João Baptista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

2 . Como devemos praticar a confissão frequente? – (1)

Não é fácil responder a esta pergunta. Aqui também tem a sua aplicação a regra de que uma mesma coisa não é para todos. È mister distinguir duas classes entre os que praticam a confissão frequente.
Muitos deles encontram-se no meio da vida, na família, no escritório, na fábrica, na escola, na profissão, no negócio, com a sua pressa, a sua inquietação e o seu ruído. Esforçam-se de forma notável por levar uma vida pura e grata a Deus. Mantêm-se duradouramente em estado de graça e de filhos de Deus, mas sempre voltam a cair em toda a classe de faltas. Vão todas as semanas e seguramente todos os meses à sagrada confissão, arrependem-se seriamente das suas faltas e acusam-se das mesmas com espírito de arrependimento e com a melhor vontade, tanto quanto podem, ainda que talvez não de uma forma muito perfeita. Diremos que uma tal confissão não é para eles saudável? Pela forma inábil e tosca com que a fazem, temos de inquietá-los e aconselhá-los sem necessidade urgente que a façam de outra forma? Ou não devíamos antes ajudá-los a formar um propósito sério e prático, e conservar a sua firme vontade de avançar apesar dos fracassos na vida espiritual? O mesmo poderia dizer-se ao religioso acerca daqueles anos de vida religiosa em que amiúde ainda se cometem tropeços, infidelidades e faltas, pecados veniais conscientes, deliberados, de certa gravidade. Nestes anos é de aconselhar que a santa confissão se relacione estreitamente com a meditação e com o exame de consciência geral e especial.
Mas pouco a pouco e de forma normal em todos os campos da vida interior se verifica um constante processo de simplificação. A este processo está submetida a meditação da mesma forma que o exame de consciência e toda a aspiração à virtude e à vida de oração. A este processo de simplificação está também submetida a recepção do sacramento da penitência. Com o progresso na vida interior vão diminuindo os pecados veniais conscientes e deliberados, e, em geral, só quase restam os chamados pecados de fraqueza. Aqui é onde começam as dificuldades práticas contra a santa confissão; em certo sentido tornam-se tanto maiores quanto mais cresce a alma em pureza e se aproxima de Deus. Para ambas as classes de almas sobre a forma e o modo de como devemos fazer a confissão frequente são válidas  seguintes reflexões. Começamos com o propósito

Doutrina: CCIC – 587:  Como é composta a oração do Senhor?
                   CIC 2803-2806; 2857


            A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras     três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno.

11/12/2010

Inquietação pelo Além

Ramiro Pellitero,
 
Instituto Superior de Ciências 

Religiosas, Universidade de Navarra

Disse-se que no fundo de todos os medos está o de morrer. Parece que actualmente se coloca a possibilidade de pôr num computador (download) a "configuração" e "preferências" pessoais, de modo que ficassem nalgum lugar …
Resistimos desaparecer do mundo e penetrar no desconhecido. Isto explica-se porque, por um lado, a vida proporciona-nos a experiencia de que todos morremos, e, por outra lugar, ninguém voltou do além para nos contar o que acontece. Alem disso, está a separação dos entes queridos.
Também no cinema actual, como na película "Para além da vida" (Hereafter, Clint Eastwood 2010), pergunta-se pelo que existe depois e pela comunicação com os que já morreram, só que sem nomear Deus; nalgum momento evoca-se a fé cristã, mas de um modo desligado e pouco convincente. Todavia, a inquietação continua de pé, e toda a película é disso testemunho.
"Talvez escreve Bento XVI na sua encíclica sobre a esperança (2007) – muitas pessoas rejeitam hoje a fé simplesmente porque a vida eterna não lhes parece algo desejável. De modo algum querem a vida eterna, mas sim a presente e, para tal, a fé na vida eterna parece-lhes ser um obstáculo". Quereriam, prossegue, adiar a morte o mais possível. Mas – argumenta – continuar vivendo sem fim seria antes uma condenação ou uma carga, algo aborrecido e insuportável.
Santo Agostinho, que tratou o tema, conclui que no fundo só queremos uma coisa, chame-se vida bem-aventurada ou, simplesmente, felicidade. Com palavras do Papa, "dalgum modo desejamos a própria vida, a verdadeira, a que no se veja afectada nem sequer pela morte". Desejaríamos eternizar "o momento pleno de satisfação, no qual a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade.... ou o momento do submergir-se no oceano do amor infinito, no qual o tempo – o antes e o depois – já não existe". Este momento seria "a vida em sentido pleno, submergir-se sempre de novo na imensidade do ser, ao mesmo tempo que estamos transbordantes de alegria".
A fé na vida do mais além não é, certamente, exclusiva do cristianismo. As religiões sustentam-na. O que é próprio da fé bíblica é a ressurreição dos mortos. Quer dizer, a fé em que, no fim do tempo e da história, recuperaremos os nossos corpos para sermos nós mesmos de novo; e, se superamos o exame sobre o amor (São João da Cruz), viver para sempre. Não se trata da reencarnação (tomar "outra" carne ou outra figura, viver a vida de outra pessoa), mas de tomar a nossa própria carne.
Na canção que Eric Clapton compôs para o seu filho de quatro anos – que em 1991 caiu de um 53º andar em New York – perguntava-lhe: "saberias o meu nome se te visse no Céu? ¿Seria a mesma coisa se nos encontrássemos no céu?" (Tears in Heaven). Sim, nós cristãos temos a esperança em que nos encontraremos com os seres queridos na comunhão da família de Deus, assim como esperamos numa justiça definitiva e na renovação do mundo.
É importante insistir em que a esperança cristã nada tem que ver com o individualismo. Já nesta vida – escreve Bento XVI – "nenhum ser humano é uma ilha fechada cerrada em si mesma. As nossas existências estão em profunda comunhão entre si, entrelaçadas umas com as outras através de múltiplas interacções. Ninguém vive sozinho. Ninguém peca sozinho. Ninguém se salva sozinho. Na minha vida entra continuamente a dos outros: no que penso, digo, me ocupo ou faço. E vice-versa, a minha vida entra na vida de dos outros, tanto no bem como no mal".
Alcançar a fonte do conhecimento e do amor. Entrar em comunhão pessoal com a Verdade e o Bem, a Beleza e a Vida plena, juntamente com todos os que chegaram  a ela numa mesma família. Daí que todas as expressões (visão de Deus "cara a cara", beleza inimaginável, novidade incessante…) fiquem aquém para falar do que nos espera. E não só nos espera como que se nos oferece já agora incoadamente por meio da Eucaristia.
A esperança cristã não é um consolo fácil, nem uma evasão dos compromissos daqui de baixo. Pelo contrário, implica a responsabilidade pelo mundo inteiro, até à cruz, com a serenidade e inclusive o gozo de quem sabe que todas as coisas, até as mais pequenas, podem tornar-se eternas pelo amor.
"A morte – escreveu Gustave Thibon – espera-nos, segundo a altura dos nossos desejos, como uma noiva ou como um verdugo, e de todos os actos da nossa alma só subsistirá a nossa participação naquilo que, por não proceder do tempo, no morrerá com ele. Cronos só devora os seus próprios filhos" (Nuestra mirada cega ante a luz, Rialp, 1973). E recolhe as palavras de Santa Catarina de Sena a uma pessoa acabrunhada pelo peso das tarefas temporais: "Somos nós que as fazemos temporais, porque tudo procede da bondade divina". Assim, conclui Thibon, "tudo o que não é eternidade recuperada, é tempo perdido".

(in Fluvium) (trad. AMA)

Boa Tarde! 13

Andas abatido, bem o noto, e é bem visível que algo te preocupa.

Olha, não deixes que o quer que seja, te desvie do teu caminho. Tenta enquadrar as coisas e pô-las com toda a simplicidade nas mãos de Cristo e, com igual simplicidade, diz-lhe:

- Senhor, com isto... Que faço?

Ele fará com que, dentro de ti, encontres a solução.

13

(ama, 2010.12.11)

Bom Dia! 73


Quantas vezes não se tem a noção que há que fazer algo que por qualquer razão certa sabemos que tem de ser feito e... nos ficamos por aí, pela intenção.

O motivo para tal é quase sempre o mesmo: algo mais importante ou urgente surgiu entretanto.

Isto é sempre um falso motivo, a realidade é bem outra: somos inconstantes nas nossas intenções, deixamos que se interponham esses aparentes motivos para irmos adiando o que temos de fazer.

A este comportamento chama-se inconstância exactamente porque não se conseguem manter nem os propósitos, nem as intenções e também, claro, os compromissos mesmo os livremente assumidos.
São, muitas vezes, pessoas muito activas, empenhadas em numerosas iniciativas, em campos díspares, circunstâncias diversas e com gente diferente.

Normalmente isto é só aparência porque, na verdade, não chegam a completar coisa alguma.

São aquilo a que se pode chamar pessoas com uma pretensa iniciativa quando o que lhes falta é de facto 'finiciativa'.

73


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Tema para breve reflexão - 2010.12.11

Existência do mal

Há épocas em que a existência do mal entre os homens se torna singularmente evidente no mundo. Aparece então com mais clareza como os poderes das trevas, que actuam no homem e através dele, são maiores que o próprio homem. Cercam-no e assaltam-no a partir de fora.
Tem-se a impressão de que o homem actual não quer ver esse problema. Faz todo o possível para eliminar da consciência geral a existência desse "dominadores deste mundo tenebroso", esses "astutos ataques do diabo" dos quais fala a Carta aos Efésios. Contudo há épocas históricas nas quais essa verdade da Revelação e da fé cristã, que tanto custa aceitar, se expressa com grande força e se percebe de forma quase palpável.

(joão Paulo II, Homília, 1987.05.13)

Textos de Reflexão para 11 de Dezembro

2º Sábado do Advento 11 de Dezembro


Evangelho: Mt 17, 10-13

10 Os discípulos perguntaram-Lhe: «Porque dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro?». 11 Ele respondeu-lhes: «Elias certamente há-de vir e restabelecerá todas as coisas .12 Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Assim também o Filho do Homem há-de padecer às suas mãos». 13 Então os discípulos compreenderam que falava de João Baptista.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 

Tema para consideração: A confissão frequente

                   O que significa confissão frequente? – (7)

Queremos encerrar este capítulo com as palavras da Encíclica Mystici Coporis de Pio XII, de 29 de Junho de 1943; «E, pois, evidente que, com essas falsas doutrinas, o mistério de que tratamos não se utiliza para proveito espiritual dos fiéis, mas converte-se em triste causa de sua ruína. O mesmo sucede com a falsa opinião dos que pretendem que não se deve ter em conta a confissão frequente das faltas veniais; pois que mais importante é a confissão geral, que a esposa de Cristo, com seus filhos a ela unidos no Senhor, faz todos os dias, por meio dos sacerdotes antes de subirem ao altar de Deus. É verdade, e vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que há muitos modos e todos muito louváveis, de obter o perdão dessas faltas; mas para progredir mais rapidamente no caminho da virtude, recomendamos vivamente o pio uso, introduzido pela Igreja sob a inspiração do Espírito Santo, da confissão frequente, que aumenta o conhecimento próprio, desenvolve a humildade cristã, desarreiga os maus costumes, combate a negligência e tibieza espiritual, purifica a consciência, fortifica a vontade, presta-se à direcção espiritual, e, por virtude do mesmo sacramento, aumenta a graça. Portanto os que menosprezam e fazem perder a estima da confissão frequente à juventude eclesiástica, saibam que fazem uma coisa contrária ao Espírito de Cristo e funestíssima ao corpo místico do Salvador».

Doutrina: CCIC – 587: Como é composta a oração do Senhor?
                   CIC – 2803-2806; 2857


A oração do Senhor contém sete petições a Deus Pai. As primeiras três, mais teologais, aproximam-nos d’Ele, para a sua glória: pois é próprio do amor pensar antes de mais n’Aquele que amamos. Elas sugerem o que em especial devemos pedir-Lhe: a santificação do seu Nome, a vinda do seu Reino, a realização da sua Vontade. As últimas quatro apresentam ao Pai de misericórdia as nossas misérias e as nossas expectativas. Pedimos que nos alimente, nos perdoe, nos defenda nas tentações e nos livre do Maligno.

10/12/2010

Boa Tarde! 12

Plano de vida, insisti uma vez mais, plano de vida! Coisas concretas a horas certas, quando não, andas ao sabor das oportunidades e da disposição pessoal.

Está bem! Anuís-te, mas... E a minha liberdade?

Contei-te que a João Paulo II alguém terá comentado que com um plano de vida tão preenchido como o que efectivamente tinha, pouca liberdade teria, ao que o Papa respondera: 

"tudo quanto cumpro no meu plano de vida faço-o com inteira liberdade!"

(ama, 2010.12.10)

Bom Dia! 72


Interessa vender cada vez mais e, para o conseguir, qualquer técnica comercial serve.

Se o que se põe em destaque, na capa de uma revista, por exemplo, coincide ou não com o que vem desenvolvido no interior é um mero detalhe sem importância. Trata-se de uma flagrante falta de respeito pelos compradores em particular e o público em geral.

As pessoas, qualquer pessoa, têm um sagrado direito ao seu bom-nome e à preservação da sua intimidade.

O nome que têm é muito provavelmente usado por outras pessoas, parentes, filhos, pais, netos que não devem ser arrastados para o domínio público porque uma qualquer publicação resolveu expor publicamente uma faceta da intimidade de alguém com o mesmo nome. Haveria de ter-se respeito por esta gente, por vezes de menor idade inocentes e alheios à notícia.

Não é o que frequentemente sucede, infelizmente, e a sociedade em geral confronta-se com uma plêiade de comentadores, analistas e críticos que a deixam muitas vezes sem saber o que pensar sobre o que ouvem ou lêm.

Não se trata aqui de “por no mesmo saco” os profissionais da informação, os jornalistas concretamente, mas sim de referir que a ética da profissão deve ter como ponto de referência o respeito pelos outros.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.10

Confissão Frequente 1

Na Confissão frequente há-de prestar-se especial atenção aos deveres descuidados, ainda que amiúde sejam deveres de pouca importância, as inspirações da graça desatendidas, as ocasiões desaproveitadas de fazer o bem, os momentos perdidos, o amor ao próximo não demonstrado. Hão-de despertar-se nela, face às omissões, um profundo e sério pesar e uma vontade decidida de lutar conscientemente contra as mais pequenas omissões das que, de alguma forma, tenhamos consciência. Se acudimos à Confissão com este propósito, ser-nos-á concedida na absolvição do sacerdote a graça de reconhecer melhor as nossas omissões e tomá-las a sério.

(B. Baur, La confesión frequente, p. 112-113, trad ama)

Textos de Reflexão para 10 de Dezembro

Sexta-Feira do Avento 10 de Dezembro


Evangelho: Mt 11, 16-19
16 «A quem hei-de Eu comparar esta geração? É semelhante às crianças que estão sentados na praça, e que gritam aos seus companheiros, 17 dizendo: Tocámos flauta e não bailastes; entoámos lamentações e não chorastes; 18 veio João, que não comia nem bebia, e dizem: “Ele tem demónio”. 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: “Eis um glutão e um bebedor de vinho, um amigo dos publicanos e pecadores”. Mas a sabedoria divina foi justificada por suas obras».



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários. 
Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (6)

3 - Pelo que se disse pode compreender-se em que sentido se pode falar de confissão frequente. Confissão frequente é aquela que é adequada para produzir e conseguir o duplo fim de purificar a alma dos pecados veniais e, ao mesmo tempo, confirmar a vontade na sua aspiração ao bem e à união mais perfeita com Deus. Este fim, segundo a doutrina comum e a experiência, consegue-se com a confissão praticada cada semana, ou cada quinze dias, ou cada três ou quatro semanas: a Santa Igreja conta com o caso de que alguém se confesse mais que uma vez por semana (Cód. De Direito Canónico, can. 595). Por outro lado, se não há nada que confessar, podem ganhar-se todas as indulgências desde que se confesse pelo menos duas vezes por mês ou receba a sagrada comunhão diária ou quase diariamente (Cód de Direito Canónico, can. 931, 3).
De qualquer forma, do que até agora foi dito deduz-se que a confissão frequente pressupõe e exige uma séria aspiração à pureza interior e à virtude, à união com Deus e com Cristo, quer dizer, uma verdadeira vida interior. O que quer conformar-se em evitar unicamente o pecado mortal, sem se preocupar com os pecados veniais, com determinadas infidelidades e faltas; o que não está resolvido a combatê-los com toda a seriedade, esse não se encontra em condições de fazer com proveito uma confissão frequente. A confissão frequente é inconciliável com uma vida de tibieza: pelo contrário, segundo a sua mais íntima finalidade, é um dos meios mais eficazes para superar e eliminar a tibieza. Pratica-se com plena consciência, impulsiona necessariamente o anseio pelo bom, pelo perfeito, a luta contra o mais íntimo pecado consciente encontra uma infidelidade ou descuido.
As almas perfeitas procuram e encontram na confissão frequente força e valor para lutar pela virtude e por uma vida para Deus e com Deus. Mas ao mesmo tempo procuram antes de mais a pureza perfeita da alma. A elas é-lhes muito doloroso causar, com uma infidelidade, pena ao seu amoroso Pai. Têm sempre presente ante o seu olhar Cristo, esposo da sua alma, cheio de formosura, de pureza imaculada e de santidade. Querem partilhar a sua vida, vivê-la, continuá-la e ser outro Cristo. Levadas pelo amor ao Pai, pelo amor a Jesus, ao qual querem assemelhar-se cada dia mais, acodem amiúde à santa confissão. É o santo amor a Deus e a Cristo o que leva estas almas a receber com frequência o sacramento da confissão. A confissão frequente é para elas uma necessidade.
As almas menos perfeitas procuram e encontram com frequência na sagrada confissão, um meio muito excelente para a luta eficaz contra as imperfeições, o fracasso diário, as inclinações e costumes retorcidos e, sobretudo, contra o cansaço espiritual e o perigo do desalento. Estas almas experimentam cabalmente na recepção do sacramento da penitência, em si mesmas, que nelas e com elas triunfa alguém mais forte, Cristo, o Senhor, o que triunfou do pecado, e quer e pode vencê-lo nos seus membros.

Doutrina: CCIC – 586: Que significa a expressão «que estais nos
                                      céus»?
                          CIC – 2794-2796; 2802
Esta expressão bíblica não indica um lugar mas uma maneira de ser: Deus está para lá e acima de tudo. Designa a majestade, a santidade de Deus, e também a sua presença no coração dos justos. O céu, ou a Casa do Pai, constitui a verdadeira pátria para a qual tendemos na esperança, enquanto estamos ainda na terra. Nós vivemos já nela «escondidos com Cristo em Deus» (Col 3, 3).

09/12/2010

Boa tarde! 11

Mas falta muito, perguntaste! 

Mas se ainda agora começaste?

Meu caro lembra-te que meteste ombros a uma tarefa que irá durar o resto da tua vida!

Não, não falta muito, bem sabes que esta vida são dois dias!

(ama, 2010.12.11

Bom Dia! 71


Do respeito próprio e pelos outros
Falando do respeito devido aos outros podemos considerar a pouca importância que muita gente lhe dá.

pessoas que têm por hábito comprar várias publicações, jornais e revistas, numa espécie de atitude compulsiva cuja origem não têm bem clarificada.
Na verdade pretendem ler as mesmas notícias, artigos ou comentários escritos ou relatados por diferentes pessoas, sob diversos ângulos e com enfoques não coincidentes.

Lá bem no fundo talvez se esconda um inconfessado desejo de se propor abrilhantar um encontro ou uma reunião com uma “sabedoria” variada sobre os diversos assuntos, revelando a quem tenha paciência para o escutar, um conhecimento e opinião sobre as actualidades, políticas e outras, tão diversificada quanto as publicações que leu, criando, assim, uma aura de pessoa criteriosamente informada.

A futilidade deste personagem é tanto mais gritante quanto o é a sua suposta sabedoria e o seu desprezo pela seriedade que deve presidir a qualquer relação social. Têm, alem disso, um absoluto desrespeito pelos outros.

(Pode neste parêntesis, aduzir a questão do desprendimento fortemente ferido pelos gastos despropositados)

Na realidade estas pessoas existem porque há sistemas de informação que as alimentam e, aliás, existem por causa delas.

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Tema para breve reflexão - 2010.12.09

Confissão e Sinceridade

Talvez os momentos de uma confissão sincera figurem entre os mais doces, mais confortantes e mais decisivos da vida.

(paulo VI, Alocução, 1975.11.27)

Textos de Reflexão para 09 de Dezembro

2ª Quinta-Feira do Advento 09 de Dezembro

Evangelho: Mt 11, 11-15
11 «Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João Baptista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele. 12 «Desde os dias de João Baptista até agora, o Reino dos Céus sofre uma forte oposição, e são os esforçados que o conquistam. 13 Com efeito, todos os profetas e a Lei profetizaram até João. 14 E, se vós quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há-de vir. 15 O que tem ouvidos para ouvir, oiça.



Nota:
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Tema para consideração: A confissão frequente

                   O que significa confissão frequente? – (5)

2 - Os pecados que já devidamente se confessaram antes, sejam mortais ou veniais, podemos confessá-los de novo, «inclui-los»? Já antes observámos que são essenciais na confissão, não os pecados, mas sim os actos interiores de aversão da vontade para com os pecados cometidos, os actos de arrependimento e de vontade de satisfação, etc. Mas o pecado cometido fica como um facto histórico, ainda quando tenha sido perdoado. Mesmo assim é possível que o homem uma e outra vez se arrependa interiormente do pecado cometido, o condene, o deteste, com vontade de o evitar, de corrigir, de fazer penitência. Quando se dá esta atitude interior, não há impedimento algum para que, mediante a virtude Cristo que opera no sacramento da penitência, se eleve num retorno a Deus cheio de graça. Também neste caso em que se confessam pecados já confessados e perdoados, o sacramento produz o efeito que lhe é essencial: aumenta a graça santificante, a qual, como fruto do sacramento da penitência, em virtude da sua íntima natureza apaga o pecado se o houver. A graça produzida pelo sacramento da penitência não há que concebê-la sem relação com o pecado, que apaga da alma, se a encontra em estado de pecado. Por isso as palavras do sacerdote «Eu te absolvo dos teus pecados» têm pleno sentido, ainda no caso em que só e unicamente produzam a graça (o seu aumento), sem perdoar o pecado, porque já não existe nenhum que posa ser perdoado. Por isso a Igreja considera como matéria suficiente, quer dizer, como suficiente objecto da sagrada confissão dos pecados já devidamente confessados e perdoados (Cód. De Direito Canónico, can. 902). Bento XI, em 1304, declara «proveitoso» confessar de novo os pecados já confessados.

Doutrina: CCIC – 585: Com que espírito de comunhão e missão dizemos ao
                                      rezar a Deus Pai «nosso»?
                 CIC –  2791-2793; 2801

Dado que rezar o Pai «nosso» é um bem comum de todos os baptizados, estes sentem o apelo urgente a participar na oração de Jesus pela unidade dos seus discípulos. Rezar o «Pai Nosso» é rezar com e por todos os homens, para que conheçam o único e verdadeiro Deus e sejam reunidos na unidade.

08/12/2010

QUARENTA E CINCO ANOS!


Alpiarça, 08 de Dezembro de 1965
Pode ser muito tempo!
Quanto?
Não sei, francamente responder
Não dei por tal
Os dias, os anos foram passando
Às vezes, mal,
Outras nem tanto.
Tratou-se de viver
Dia a dia como sempre
À noite seguindo-se o amanhecer
De nova esperança e outro querer
Coração nas mãos, pequenino… pequenino
Tu, sempre uma mulher
Eu, sempre um menino
Vá-se lá entender!
Tanto tempo, meu Deus bendito!
E, no entanto,                                                     
O que é isso comparado com o infinito…                                           
Ah! Mulher da minha vida!                                                     
Dá-me novamente a tua mão              
Põe o teu no meu braço          
Continuemos assim, minha querida,                                                    
Como que um só coração                                                    
Batendo no mesmo compasso.

Porto 2010.12.08

Boa Tarde! 10

"Saiu-te" um desabafo: às vezes não me apetece nada esta luta!

Que admiração! Respondi-te, quem é que gosta de lutar sempre nas mesmas coisas? 

Mas  tem de ser, para quando se apresentar algo grande, estares preparado e, além do mais, bem sabes que isto de "melhoria pessoal" não è de 'apeteceres'...

(ama, 2010.12.08)

Bom Dia! 70



A Igreja chama a esta “relação” Comunhão dos Santos. ([i]) que é uma verdade de Fé tal como expressamos no “Credo”.

Sendo assim, é de facto muito conveniente ter esta realidade bem presente na nossa vida interior quando nos esforçamos por melhorar nalgum ponto e não o conseguimos ou encontramos obstáculos inopinados.
Podemos – e devemos – rezar por todos, mesmo, e principalmente, por aqueles que presumimos estão abandonados ou de quem poucos se lembram.
Em Portugal acrescenta-se no Santo Rosário essa jaculatória tão formosa “levai para o Céu todas as almas principalmente as que mais precisarem” que traduz precisamente essa preocupação que nos foi transmitida por Cristo de que todos se salvem.
A nossa vida interior melhorará consideravelmente ao termos em atenção esta verdade de Fé da Comunhão dos Santos, porque eles podem muito intercessão junto de Deus pela ajuda, auxílio e protecção que necessitamos.
70


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[i] Comunhão quer dizer "comum união" , e Comunhão dos santos quer dizer união comum com Jesus Cristo de todos os santos do céu, das almas do purgatório e dos fiéis que ainda peregrinam na terra.
É a união de todos os santos entre si. Os do céu intercedem pelos demais; os da terra honram aos do céu e encomendam a sua intercessão, também oram e oferecem sufrágios pelos defuntos do purgatório, e estes também intercedem a nosso favor.
A comunhão dos santos é a união comum que há entre Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, e seus membros, e destes entre si.

Tema para breve reflexão - 2010.12.08

Confissão 11

Aqueles que se aproximam do Sacramento da Penitência, obtêm da misericórdia de Deus o perdão da ofensa a Ele feita e ao mesmo tempo reconciliam-se com a Igreja, que tinham ferido com o seu pecado, a qual, pela caridade, exemplo e oração, trabalha pela sua conversão.

(Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática A Igreja, Cap. II, O Povo de Deus)

Textos de Reflexão para 08 de Dezembro

2ª Quarta-Feira do Advento 08 de Dezembro

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». 34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.



Nota:
Durante o Tempo do Advento não publicamos o costumado Comentário e/ou Meditação sobre o Evangelho do dia. Convidamos o leitor a fazê-lo e a amabilidade de o “postar) em comentários.

Tema para consideração: A confissão frequente

O que significa confissão frequente? – (4)

Muitos fazem sobressair como um novo proveito da confissão frequente a direcção da alma por meio do confessor. A verdade é que a perfeição das almas que aspiram à perfeição da vida religiosa e cristã é altamente desejável e útil, e por vezes até moralmente necessária. Hoje a maior parte acodem à direcção da alma pelo confessor. E com razão. Um dos principais motivos pelos quais a Santa Igreja prescreve positivamente a confissão frequente, e até semanal, aos sacerdotes, aos seminaristas e a todas as ordens religiosas, é cabalmente este: que mediante ela fica assegurada da maneira mais simples a direcção espiritual dos que estão obrigados a aspirar à perfeição cristã num modo muito especial. Segundo Santo Afonso Maria de Ligório, um dos deveres fundamentais do confessor é ser director espiritual. Todavia, seria um equívoco dizer que a direcção das almas está essencialmente ligada à confissão ou à confissão frequente. Tão-pouco seria próprio unir a direcção espiritual com a confissão frequente tão estreitamente que, como costuma acontecer, quase se passe por alto o lado sacramental da santa confissão para dar o primeiro lugar ao remédio pastoral. O religioso e a religiosa encontram normalmente a direcção espiritual na estreita união com a vida de comunidade ordenada, com a vida claustral tal como a enformam a regra e os superiores. Ela oferece-lhes normalmente os meios que necessitam para conseguir o fim da vida da ordem: a santidade.

Doutrina: CCIC – 584: Porque dizemos «Pai Nosso»?
                 CIC – 2786-2790; 2801

«Nosso» exprime uma relação totalmente nova com Deus. Sempre que rezamos ao Pai, adoramo-Lo e glorificamo-Lo com o Filho e o Espírito. Em Cristo, somos o «seu» Povo e Ele é o «nosso» Deus, desde agora e para a eternidade. Dizemos, com efeito, Pai «nosso», porque a Igreja de Cristo é a comunhão duma multidão de irmãos que têm «um só coração e uma só alma» (Act 4,32)

Festa: Imaculada Conceição