28/10/2010

Os bispos têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas

Vaticano
Aborto e eutanásia são traição ao ideal democrático

Seria falsa qualquer defesa dos DDHH que não compreendesse a defesa do direito à vida




.- Em seu discurso aos prelados do Regional Nordeste V da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), o Papa Bento XVI precisou que quando “os direitos fundamentais da pessoa”, tal como o direito à vida ante o aborto, “ou a salvação das almas o exigirem”, os bispos “têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas".



Faltando apenas três dias da realização do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil entre a candidata do governo Dilma Rousseff e José Serra do PSDB, e em meio de uma forte polêmica sobre o aborto, o Papa Bento XVI explicou aos bispos que "ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo»". Abaixo reproduzimos na íntegra o discurso do Papa aos bispos do Nordeste:



Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de
qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).
Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático -que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece
quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as
tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.

Mandamentos do Matrimónio

"7 mandamentos para DESTRUIR qualquer matrimónio":

1- Não lhe digas que a/o amas, sabe-o
2- Guarda rancor para os seus erros e não te ocorra perdoar-lhe
3- Não o/a ames como é, mas como tu gostarias que fosse: repara apenas nos seus defeitos e não nas suas virtudes
4- Acostuma-te a sua companhia, que te pareça algo normal, algo que te mereces
5- Brinca com o seu amor; há coisas mais importantes: faz frequentes saídas sem ele/ela,  e intima com outras pessoas
6- Automatiza a relação de amor, não ponhas esmero nos pormenores
7- Mais filhos? Estás louco/a? Os filhos só dão problemas


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EMBORA SEJA MELHOR LÊ-LOS DE UM  MODO POSITIVO:
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"7 mandamentos para um MATRIMÓNIO FELIZ":

1- Diz-lhe todos os dias que a/o amas: gostará de ouvi-lo, embora já o saiba
2- Acostuma-te a perdoar e esquecer os seus erros
3- Ama-o/a como é: repara nas virtudes e não nos defeitos. Pensa que tu também tens defeitos
4- Admira-te  cada dia com a possibilidade de tê-la/o perto: Não te acostumes a sua companhia
5- Protege o mais importante que tens: o seu amor. Não o arrisques e cuida-o com todas as tuas forças
6- Desfruta com cada pormenor que tenha contigo e esforça-te por ter novos pormenores de amor em cada dia
7- Cuida dos filhos e permanece aberto à vida: o trabalho e a diversão não são o primeiro

Bom Dia! Outubro 28, 2010


Daqui - e parece ser muito a propósito - a obrigação grave de votar nas eleições que se destinam a escolher os que devem exarar as leis e demais normas que regem uma sociedade. Exercer esse direito reveste-se de capital importância já que, das escolhas efectuadas dependerá o futuro legislativo, leis boas, más ou, mesmo como já se tem verificado, leis iníquas.
Participar da Vida social é um direito e uma obrigação que vem com as características da cidadania.

Como a única forma legal - aceitável e legítima - de participar na vida pública alterando a forma de governo ou legislação é através do sufrágio este torna-se, assim, numa obrigação inalienável.
Não cabe aqui discorrer sobre o assunto já que o mesmo se insere na esfera da política o que está for a do que estamos a tratar.

Dar a César pode muito bem ser, também, ter a disponibilidade para aceitar responsabilidades públicas, como, por exemplo, fazendo parte dos órgãos do Estado.
É claro que, para o cristão, isto quererá dizer disponibilizar-se para servir os outros, a sociedade nos moldes em que esse serviço requeira.
Como serviço nunca poderá ser sacrifício - porque o trabalho nunca o deve ser - mas o desempenho de um trabalho dedicadamente e nele empenhando todas as capacidades e potências que se possuem.

Engana-se gravemente quem aceitar um encargo para o qual não esteja apto ou possua as qualificações que o mesmo requeira. Mais grave porém será - se o fizer - as consequências que daí podem advir para o bem da sociedade, para César.

Como se um pianista principiante aceitasse ser cabeça de cartaz na execução de uma peça musical de relevância excepcional.
Enganaria as justas expectativas dos que acorressem ao evento, defraudaria os promotores da iniciativa, ridiculizaria o autor da obra e, sobretudo, enganar-se-ia a si próprio ao pretender executar algo para o qual sabe não ter nem capacidade nem qualificação bastante.

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Textos de Reflexão para 28 de Outubro

Evangelho: Lc 6, 12-19

12 Naqueles dias Jesus retirou-se para o monte a orar, e passou toda a noite em oração a Deus. 13 Quando se fez dia, chamou os Seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de Apóstolos: 14 Simão, a quem deu o sobrenome de Pedro, seu irmão André, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, 15 Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado o Zelote, 16 Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. 17 Descendo com eles, parou numa planície. Estava lá um grande número dos Seus discípulos e uma grande multidão de povo de toda a Judeia, de Jerusalém, do litoral de Tiro e de Sidónia, 18 que tinham vindo para O ouvir, e para ser curados das suas doenças. Os que eram atormentados pelos espíritos imundos ficavam também curados. 19 Todo o povo procurava tocá-l'O, porque saía d'Ele uma virtude que os curava a todos.

Comentário:

As grandes decisões que Jesus toma, são sempre precedidas de oração intensa – o Evangelista diz expressamente «passou toda a noite em oração a Deus». A Sua humanidade pede-lhe que se renda aos pés do Pai solicitando luz e caminho para fazer o que deve ser feito.
Nós, pobres homens sem poder nenhum, para ter sucesso nas obras apostólicas temos de pedir auxílio até porque, as obras não são nossas, somos apenas instrumentos de que Deus Se serve para levar a cabo a Sua Vontade. 

(ama, comentário sobre Lc 6, 12-19, 2010.08.31)

Tema: Liberdade
Deus podia ter-nos criado sem liberdade, de modo que Lhe déssemos glória como Lhe dão glória os animais e as plantas, que se movem pelas leis necessárias da sua natureza, dos seus instintos, submetidos à servidão de uns estímulos externos ou internos. Podia ter-nos feito como animais mais aperfeiçoados, mas sem liberdade. Todavia Deus quis criar-nos livres para que, por amor, queiramos reconhecer a nossa dependência dele. 

(Francisco Fernández carvajal, Falar com Deus, Tempo comum, 3ª Semana, 4ª F)

Doutrina: CCIC – 442: Que implica a afirmação: «Eu sou o Senhor teu Deus» (Ex 20,2)?
                   CIC – 2083-2094; 2133-2134

Implica, para o fiel, guardar e praticar as três virtudes teologais e evitar os pecados que se lhes opõem. A fé crê em Deus e rejeita o que lhe é contrário, como, por exemplo, a dúvida voluntária, a incredulidade, a heresia, a apostasia e o cisma. A esperança é a expectativa confiante da visão bem-aventurada de Deus e da sua ajuda, evitando o desespero e a presunção. A caridade ama a Deus sobre todas as coisas: são rejeitadas portanto a indiferença, a ingratidão, a tibieza, a acédia ou preguiça espiritual e o ódio a Deus, que nasce do orgulho.

 

Festa: São Simão e São Judas, Apóstolos


Nota Histórica
O nome de Simão figura em undécimo lugar na lista dos Apóstolos. Dele se sabe apenas que nasceu em Caná e que tinha o denominativo de «Zelotes».
Judas, de sobrenome Tadeu, é o Apóstolo que na Última Ceia perguntou ao Senhor por que razão Se manifestava aos seus discípulos e não ao mundo (Jo 14, 22). (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.10.28

Virtudes – Coerência

É fácil ser coerente por um dia ou por alguns dias. Difícil e importante é ser coerente durante toda a vida. É fácil ser coerente à hora da exaltação, é difícil sê-lo à hora da tribulação. E só se pode chamar fidelidade a uma coerência que perdura ao longo de toda a vida. O faça-se de Maria, na Anunciação, chega à sua plenitude no faça-se silencioso que repete junto da Cruz. Ser fiel não é atraiçoar nas trevas o que se aceitou em público. De todos os ensinamentos que a Virgem dá aos seus filhos (...), talvez o mais belo e importante seja esta lição de fidelidade.

(joão Paulo II, Homília na Catedral do México em 26.01.1979)

27/10/2010

COMUNIDADE MODELO 6

http://queeaverdade.blogspot.com/2010/10/comunidade-modelo-6.html

OS FALSOS DEUSES



Na primeira sessão do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, a 11 de Outubro, o Santo Padre referiu-se ao vasto drama religioso da História, que consiste na sucessiva e incessante queda dos «falsos deuses», isto é, das potências terrenas que vão surgindo e caindo em luta com o verdadeiro Deus; falsos deuses que identificou hoje com os capitais anónimos, as ideologias terroristas, a droga e a vida (des)orientada pela mera opinião pública.

São deuses transitórios certamente, mas que envenenam o mundo enquanto duram, dando lugar a outros e a outros, sem parar, com o que se há-de contar até ao fim dos séculos. As ideologias materialistas e ateias que cobriram o mundo de sangue, e a cuja queda já assistimos, são o mais recente exemplo desta realidade. Aliás, como Chesterton afirmava em 1927 a propósito do comunismo, instalado dez anos antes na Rússia, não há maior certeza do fracasso de uma utopia do que pondo-a em prática. Para ele, o grande perigo seguinte seria o da sobreprodução e do consumismo, que deixaria o homem cego e surdo para os valores maiores da vida. E assim aconteceu.

Mas eis que a sobreprodução cambaleia e cai estrepitosamente diante dos nossos olhos. Porque preferimos as coisas ao homem, aos homens, à vida humana. A pirâmide populacional engrossou, desequilibrou-se, e a economia perdeu todo o seu élan.

De facto, os nossos modelos económicos baseiam-se no crescimento de população, na previsão de desenvolvimento geracional e crescentes necessidades humanas; e eis que se fecham as escolas e se multiplicam os asilos… O presente é desastroso quando se perde o futuro. Sentimo-lo agora na pele. O próprio deus do capital vai perdendo força, pois não tem onde aplicar-se. «Vagueia por lugares áridos», como diz Cristo do demónio, «em busca de repouso, e não o encontra»... Correrá para os outros deuses, do terrorismo, da droga, da exploração mediática? O provável é que se deixe arrastar, mais do que governar o mundo.

O Santo Padre não queria ser pessimista; queria avisar-nos simplesmente de que esta fuga de Deus é perene; e de que o cristão sabe por onde deve caminhar, sem sustos nem desfalecimento.

Pe. Hugo de Azevedo

Fonte: Capelania da AESE

O MATRIMÓNIO, CAMINHO PARA O CÉU



Jennifer e John Kehoe vivem em Kildare (Irlanda) e têm cinco filhos. Explicam neste vídeo que rezar com os livros de São Josemaria os ajuda a viver com alegria a vida em família e a apoiarem-se mutuamente para chegarem juntos ao Céu
CLICAR NESTE ENDEREÇO

LEGENDADO EM PORTUGUÊS
Fonte: opusdei.pt

Textos de Reflexão para 27 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 22-30

22 Ia pelas cidades e aldeias ensinando, e caminhando para Jerusalém. 23 Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?». Ele respondeu-lhes: 24 «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar e não conseguirão. 25 Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, vós, estando fora, começareis a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos. Ele vos responderá: Não sei donde sois. 26 Então começareis a dizer: Comemos e bebemos em tua presença, tu ensinaste nas nossas praças. 27 Ele vos dirá: Não sei donde sois; “afastai-vos de mim vós todos os que praticais a iniquidade”. 28 Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacob, e todos os profetas no reino de Deus, e vós serdes expulsos para fora. 29 Virão muitos do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e se sentarão à mesa do reino de Deus. 30 Então haverá últimos que serão os primeiros, e primeiros que serão os últimos».
Comentário:

O que significa esta «porta estreita»? Porque muitos não conseguirão entrar por ela? Trata-se talvez de uma passagem reservada só a alguns eleitos? De facto, este modo de raciocinar dos interlocutores de Jesus, olhando bem, é sempre actual: a tentação de interpretar a prática religiosa como fonte de privilégios ou de seguranças está sempre presente. Na realidade, a mensagem de Cristo vai exactamente na direcção oposta: todos podem entrar na vida, mas para todos a porta é «estreita». Não há privilégios. A passagem à vida eterna está aberta a todos, mas é «estreita» porque é exigente, requer empenho, abnegação, mortificação do próprio egoísmo. 

(Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 2007.08.26)

Tema: Amigos 1
Bem disse do seu amigo o que lhe chamou a “metade da sua alma”. 

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 2-2, q. 28, a. 1.)

Doutrina: CCIC – 441: É possível observar o Decálogo?
                   CIC –  2074, 2082

Sim, porque Cristo, sem o qual nada podemos fazer, nos torna capazes de observá-lo, com o dom do seu Espírito e da sua graça.

Festa: São Gonçalo de Lagos


Nota Histórica
Nasceu em Lagos (Portugal), no ano 1360; partiu para Lisboa, ainda jovem, com o intuito de ingressar num instituto religioso e tomou o hábito na Ordem dos Eremitas de S. Agostinho. Renunciou, por humildade, a doutorar se em Teologia. Foi prior em vários conventos da sua Ordem. Morreu em Torres Vedras no dia 15 de Outubro de 1422. (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.10.27

Tolerância – Intolerância

A Igreja é intolerante nos principios porque crê; mas é tolerante na prática porque ama.
Os inimigos da Igreja são tolerantes nos princípios porque não creem; mas são intolerantes na prática porque não amam.

(r. garrigou-lagrange, trad ama)

Bom Dia! Outubro 27, 2010


Quantas vezes, ao longo do dia, nas situações mais correntes, nos detemos nem que sejam uns escassos segundos a interiorizar estas realidades?
E, não é nada de mais se considerarmos que Ele nos vê e nos ouve sempre, sempre!

E, a Vida Interior é, finalmente, isso mesmo: essa disposição da alma para considerar a presença de Deus na nossa vida e, tomando consciência disto, fazer tudo para Lhe agradar como forma de retribuir tão grande bem.
Educar a consciência, formar o carácter, esclarecer a mente, ter claras e bem definidas as balizas dentro das quais decorre a nossa vida com essa tendência e desejo de a concretizar:
Tudo, absolutamente, para Ti, meu Senhor e meu Deus, que tudo, absolutamente em Ti comece e acabe sempre!

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26/10/2010

Textos de Reflexão para 26 de Outubro

Evangelho: Lc 13, 18-21

18 Dizia também: «A que é semelhante o reino de Deus; a que o compararei? 19 É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou na sua horta; cresceu, tornou-se uma árvore, e as aves do céu repousaram nos seus ramos». 20 Disse outra vez: «A que direi que o reino de Deus é semelhante? 21 É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até que tudo ficasse levedado».

Comentário:

O Reino de Deus, conforme o Senhor, diz, depende de nós. Com efeito nós é que somos - devemos ser – o fermento que leveda a massa; espalhamos os ramos da Doutrina por toda a parte onde vamos. A nossa influência no ambiente que nos rodeia, nas pessoas que contactamos, nomeadamente as mais próximas, é pois fundamental para que o Reino de Deus se estabeleça na terra entre os homens. Se não fizermos o que nos compete grandes contas teremos de prestar e de nada valerão as desculpas de que não tivemos tempo, que não tínhamos “jeito”, que não sabíamos o que dizer ou fazer.
O Senhor conta connosco, não por sermos inteligentes ou fáceis de palavra, mas porque somos Seus filhos e amamos os outros homens que também o são. Sendo filhos, somos herdeiros, convém portanto que nos preocupemos com os que irão partilhar connosco a herança. 

(ama, comentário sobre Lc 13,18-21, Junho 2009)  

Tema: Amigos de Jesus 3
Ide a qualquer parte do mundo onde queirais, mudai de casa quantas vezes o desejeis, na igreja católica mais próxima o vosso Amigo está sempre esperando por vós, dia após dia. 

(R. A. Knox, Sermones Pastorales, Rialp, Madrid, 1963, nr. 473, trad ama)

Doutrina: CCIC – 440: Porque é que o Decálogo obriga gravemente?
                   CIC – 2072 – 2073; 2081

Porque enuncia deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo.

Tema para breve reflexão - 2010.10.26

Pecado – Efeitos

É esta a outra face daquela solidariedade que, a nível religioso, se desenvolve no mistério profundo e magnífico da Comunhão do Santos, mercê do que se pode dizer que "toda a alma que se eleva, eleva o mundo". A esta lei da elevação corresponde, por desgraça. a lei da descida, de forma que se pode falar numa comunhão do pecado, pela qual uma alma que se abaixa pelo pecado abaixa consigo a Igreja e, de certo modo, o mundo inteiro. Por outras palavras, não existe pecado algum, ainda o mais íntimo e secreto, ou mais estritamente individual, que afecte exclusivamente aquele que o comete. Todo o pecado repercute, com maior ou menor intensidade, com maior ou menor dano em todo o conjunto eclesial e em toda a família humana.

(joão Paulo II, Exortação Apostólica Reconciliatio et Paenitentia, 16)

Bom Dia! Outubro 26, 2010


A constatação da nossa Filiação Divina leva-nos à necessidade da contemplação de tão magnífico dom.
Ser filho de Deus, com todos os direitos e prerrogativas que tal implica é algo que não se apreende na totalidade.
Deus ama-nos como seres criados por Ele próprio mas com se tal não bastasse, outorga-nos com o Baptismo essa filiação autêntica, real, efectiva!
Fazemos parte da Sua família íntima, somos amados verdadeira e incondicionalmente, sem mérito algum da nossa parte e, este amor preenche por completo as nossas necessidades, porque é um amor imenso, divino, sem comparação alguma com mais excelente amor humano.

Como todo o amor, pede retorno, - já vimos que amar é dar e receber - e, o interessante e de espantar é que Deus, nosso Senhor e Criador, que não precisa do nosso amor para nada, espera verdadeiramente que Lhe retribuamos - tentemos seriamente retribuir - o Seu amor divino com o nosso amor humano para o divinizar e devolver expurgado de qualquer impureza que possa conter.

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