10/10/2010

Textos de Reflexão para 10 de Outubro

Evangelho: Lc 17, 11-19
11 Indo Jesus para Jerusalém, passou pela Samaria e pela Galileia.12 Ao entrar numa aldeia, saíram-Lhe ao encontro dez homens leprosos, que pararam ao longe, 13 e levantaram a voz, dizendo: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!». 14 Ele tendo-os visto, disse-lhes: «Ide, mostrai-vos aos sacerdotes». Aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. 15 Um deles, quando viu que tinha ficado limpo, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16 e prostrou-se por terra a Seus pés, dando-Lhe graças. Era um samaritano. 17 Jesus disse: «Não são dez os que foram curados? Onde estão os outros nove? 18 Não se encontrou quem voltasse e desse glória a Deus, senão este estrangeiro?». 19 Depois disse-lhe: «Levanta-te, vai; a tua fé te salvou».
Comentário:

A vida de Jesus cruza-se, a cada passo, com os Samaritanos. Verificamos que não sendo estes “as ovelhas de Israel” a quem o Messias tinha sido expressamente, enviado, é contudo a este povo, detestado pelos judeus, que se dirigem os maiores elogios que o Senhor faz e onde também obtém provas extraordinárias de fé. Além deste pobre leproso que não se esquece de voltar atrás para a agradecer a sua cura, temos a figura da mulher que no poço de Sicar fica de tal forma presa pela figura de Jesus que corre à cidade a anunciá-lo e, finalmente, temos o Samaritano da parábola que Jesus utiliza como protagonista e o único capaz de usar de misericórdia e compaixão com o próximo ferido e maltratado pelo assaltantes. E, o facto é, que acabam por receber sempre mais que os outros, como neste caso em que não foi só curado da lepra pela vontade de Jesus mas também, como o Senhor afirma, salvo pela sua fé. 

(ama, comentário sobre Lc 17, 11-19, 2010.08.09)

Tema: Virtudes – Paciência 1
A paciência é a força de vontade feita vida, consolidada no dia-a-dia, no viver quotidiano discreto e silencioso, no perfazer heroicamente a hora de sessenta minutos e o minuto de sessenta segundos. 

(Rafael Llano Cifuentes, Fortaleza, pg 29)

Doutrina: : CCIC – 425:  Qual é a relação entre a graça e a liberdade do homem?
                   CIC – 2001-2002

A graça precede, prepara e suscita a resposta livre do homem. Responde às aspirações profundas da liberdade humana, convida-a à colaboração e leva-a à sua perfeição.

Tema para breve reflexão - 2010.10.10

Virtudes – Fé 1

A fé é a colaboração do homem no exercício do poder de Deus.

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 115)

09/10/2010

PARA OUVIR

"No me mueve mi Dios ..."

Bom Dia! Outubro 09, 2010


Chegado o momento das opções sérias que podem mudar de forma mais ou menos radical a própria vida, a pessoa deficientemente formada não tem capacidade de eleição e, até talvez, lhe passe despercebido esse chamamento íntimo, que normalmente se denomina como vocação própria.
O que vou fazer da minha vida?
Esta a questão fundamental com a qual, mais tarde ou mais cedo, o homem se depara.
A descoberta da vocação implica uma finura interior, de carácter, de estabilidade de emoções e sentimentos que daram as pistas necessárias para que essa descoberta seja concretizada numa certeza: Sim, é isto que eu, definitivamente, quero para a minha vida.

Sem estas características o homem debate-se em mil opções diferentes que lhe vão surgindo com diversos matizes, quase sempre, vagos ou pouco concretos.
O pior é que pode passar o resto da sua vida neste estado de indecisão, movendo-se de uma opção para outra, mudando de sentido ou orientação ao sabor quer de conveniências que julga importantes ou quimeras com pouca ou nenhuma profundidade ou sustentação.
Daí surgem os maus profissionais que não cumprem o que é lícito esperar deles e que arrastam a tal vida medíocre e conformada que citámos antes.
Se este factos têm uma importância fundamental na vida do indivíduo e da sua integração na sociedade, ajustando-se num lugar e papel que sabe ser o seu e para o qual tem aptidões que adquiriu, ou seja, se exerce aquilo para o qual a sua vocação o inclinou parece legítimo deduzir-se que na ausência destas linhas mestras a pessoa tenda para um desajustamento e uma insatisfação pessoal permanentes podendo cair na tentação de procurar soluções tardias que pode ser levado a experimentar na tentativa de colmar essas faltas.
Daqui o abandono da profissão, ou da família que entretanto se foi formando, a troca das realidades estáveis pela cedência a impulsos criadores, quase sempre, de situações precárias de instabilidade.




Infelizmente, esta parece ser, cada vez mais, uma situação comum assistindo-se a um interminável cortejo de homens e mulheres, crianças e adultos vivendo vidas que não os tornam felizes de forma estável mas, talvez, apenas por escasso tempo. Poderiam – a palavra é forte – chamar-se “desajustados” que arrastam atrás de si inúmeras pessoas que, de alguma forma, são afectados por essas decisões.

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Textos de Reflexão para 09 de Outubro

Evangelho: Lc 11, 27-28

27 Aconteceu que, enquanto Ele dizia estas palavras, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse-Lhe: «Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os peitos a que foste amamentado». 28 Porém, Ele disse: «Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Comentário:

A amplitude das bem-aventuranças fica aqui bem definida por Jesus. Fazer a vontade de Deus e pô-la em prática é o caminho certo para a Vida Eterna no seio de Deus.
Tudo o resto, a proximidade que possamos ter com Jesus, as muitas horas de oração que Lhe dediquemos, as boas obras que praticarmos, tudo isso, só terá de facto valor se for feito de acordo com essa Vontade Soberana do Nosso Senhor e Criador.
Senhor, o que queres que faça, agora, neste preciso momento, nesta situação em que me encontro, perante este problema que enfrento, com esta tarefa que tenho de levar a cabo?
Sim… que queres que faça?
Esta invocação simples, directa, confiante, filial terá sempre uma resposta. Poderá não ser aquela que esperamos mas é, seguramente, a que mais nos convém nesse determinado momento. 

(ama, comentário sobre Lc 11, 27-28, 2010.08.06)

Tema: Virtudes – Obediência 7

Muitas vezes parecia-me não poder suportar o trabalho conforme a minha natural capacidade; disse-me o Senhor: Filha, a obediência dá forças. 

(Stª Teresa d’Ávila, Fundaciones, prol. 2, trad ama)

Doutrina: CCIC – 424: Que outros tipos de graça existem?
                  CIC – 1999-2000; 2003-2004; 2023-2024

Para além da graça habitual, existem: as graças actuais (dons circunstanciais); as graças sacramentais (dons próprios de cada sacramento); as graças especiais ou carismas (que têm como fim o bem comum da Igreja), entre as quais as graças de estado, que acompanham o exercício dos ministérios eclesiais e das responsabilidades da vida.

Tema para breve reflexão - 2010.10.09

Novíssimos

A Igreja tão pouco pode omitir, sem grave mutilação da sua mensagem essencial, uma catequese constante sobre (…) os quatro novíssimos do homem: morte, juízo (particular e universal), inferno e glória. Numa cultura, que tende a encerrar o homem na sua vicissitude terrena mais ou menos conseguida, pede-se aos Pastores da Igreja uma catequese que abra e ilumine com a certeza da fé mais para além da vida presente; mais para além das portas misteriosas da morte perfila-se uma eternidade de gozo na comunhão com Deus ou de pena longe d’Ele.

(joão Paulo II, Exortação Apostólica Recontiliatio et Paenitentia, 02.12.1984, 26)

08/10/2010

Bom Dia! Outubro 08, 2010


Perante a resposta de Cristo a quem Lhe perguntava sobre a indissolubilidade do matrimónio, alguém terá dito: «então é melhor não casar» ( ) o que parece uma conclusão lógica se não se tiver em conta a magnitude do acto matrimonial, ou seja, se de facto não se está absolutamente seguro – ou se tem uma certeza razoável – de que o matrimónio celebrado com aquela pessoa determinada é, realmente, o que se deseja, quer e, em consciência deve fazer, então, de facto, é preferível não casar.
Consideremos que a descoberta da vocação seja o matrimónio com o objectivo de constituir uma família – o principal e determinante objectivo – a pessoa tem de ter a noção de que uma vida a dois não congela os anseios, desejos e esforços de melhoria pessoal, antes os torna num objectivo comum, cada um com a sua especificidade mas, evidentemente, numa troca constante e séria de ajudas, apoios e solidariedades nas coisas grandes e nas pequenas de cada dia.
O próprio amor deve evoluir de um sentimento entusiasmante e cheio de promessas para uma certeza estável e comprometida, como se passasse a existir uma terceira pessoa entre os dois.
Porquê? Porque se o amor não gera amor, acaba por definhar e morrer e acaba por quebrar-se o elo que unia os dois seres.

A capacidade de amar não se esgota num acto, nem, sequer, numa vida longa e, não parece que se possa amar muito, muitíssimo ou amar muito pouco ou quase nada.
Ou seja, amar é definitivo, para sempre.
O amor não cresce, aprofunda-se, não se torna em hábito mas sim em algo sempre novo e renovado diariamente.
Por ser algo muito sério é que o carácter tem uma importância determinante.
Mal formado, ou com lacunas, a pessoa está muito afectada e diminuída nessa capacidade de dar e receber que, no fim e ao cabo, é o amor.

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Textos de Reflexão para 08 de Outubro

Evangelho: Lc 11, 15-26

15 Mas alguns disseram: «Ele expulsa os demónios pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios». 16 Outros, para O tentarem, pediam-Lhe um prodígio vindo do céu. 17 Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado, e cairá casa sobre casa. 18 Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como estará em pé o seu reino? Porque vós dizeis que por virtude de Belzebu é que lanço fora os demónios. 19 Ora, se é pelo poder de Belzebu que Eu expulso os demónios, os vossos filhos pelo poder de quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu, pelo dedo de Deus, lanço fora os demónios, certamente chegou a vós o reino de Deus. 21 Quando um, forte e armado, guarda o seu palácio, estão em segurança os bens que possui; 22 porém, se, sobrevindo outro mais forte do que ele, o vencer, tira-lhe as armas em que confiava, e reparte os seus despojos. 23 Quem não é comigo é contra Mim; e quem não colhe comigo desperdiça. 24 «Quando o espírito imundo saiu de um homem, anda por lugares áridos, buscando repouso. Não o encontrando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. 25 Quando vem, encontra-a varrida e adornada. 26 Então vai, toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, ali se instalam. E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».

Comentário:

De uma outra forma, Jesus, volta a avisar que a perseverança na oração é fundamental para conservar a Fé e a amizade com Deus.
Antes dissera «Pois eu vos digo que àquele que tiver, se lhe dará; mas àquele que não tem, ainda mesmo o que tem lhe será tirado» (Lc 19, 26), ou seja, ninguém pode confiar nas próprias forças e vontade para se manter no caminho que leva a Deus. Há que ter uma constante relação com o Senhor, confiar-lhe os mais íntimos segredos, desejos e quereres e com simplicidade, pedir-lhe que nos aumente a Fé, nos ajude a praticar a Caridade, que nos auxilie a conservar a Esperança.
É a única forma, não há outra.
Sem esta perseverança e contínua vigilância não progredimos, antes vamos retrocedendo cada vez para situações piores e mais difíceis de recuperar. 

(ama, comentário sobre Lc 11, 15-26, 2010.08.04)

Tema: Virtudes – Obediência 6

Cristo obedece por amor; esse é o sentido da obediência livre dos filhos de Deus: a que se deve a Deus, a que temos de prestar à Igreja, aos pais, aos superiores na medida que lhes corresponda, a quem de um modo ou outro rege a vida profissional e social. 

(Francisco Fernández carvajal, Filhos de Deus, Ed. Diel Lda, 1997, nr. 132)

Doutrina: CCIC – 423:  O que é a graça que justifica?
                  CIC – 1996-1998; 2005 201

A graça é o dom gratuito que Deus nos dá para nos tornar participantes da sua vida trinitária e capaz de agir por amor d’Ele. É chamada graça habitual ou santificante ou deificante, pois nos santifica e diviniza. É sobrenatural, porque depende inteiramente da iniciativa gratuita de Deus e ultrapassa as capacidades da inteligência e das forças do homem. Escapa, portanto, à nossa experiência.

Tema para breve reflexão - 2010.10.08

Novíssimos - Inferno

A existência do Inferno é uma verdade de fé, definida pelo magistério da Igreja.

(Benedito XII, Const. Apost. Benedictus Deus, 29.01.1336, Dz. 531; Concílio de Florença, Dz. 693.)

07/10/2010

Bom Dia! Outubro 07, 2010



E os Pais, professores e outros formadores o que têm a ver com o amor?
Tudo! Têm tudo a ver.
Ao contribuírem decisivamente para a formação do carácter da pessoa deram-lhe a chave para abrirem o caminho à capacidade de satisfação pessoal de acordo com as suas características pessoais e irrepetíveis que determinarão a sua escolha e opção de vida.
Mais… ao instilarem na pessoa esse desejo concreto de melhoria, enriquecimento da sua personalidade, estão não só a dar-lhe a chave mas também a proporcionar-lhe importantes capacidades para que a utilizem para abrir a porta do caminho que lhe convém à felicidade pessoal e à felicidade dos outros com quem se relacione.

Noutro local já abordámos algumas características do comportamento humano ([1]) e os efeitos, consequências e utilidade que têm na vida comum.
Essas características emanam do carácter, ou melhor, formatam o carácter de cada indivíduo, tornando-o verdadeiramente único e singular e são as virtudes, as potências, os defeitos, as capacidades pessoais.
Não parece haver dúvida que para progredir no sentido da melhoria em cada uma destas características é fundamental o conhecimento próprio do que se é como pessoa. Para tal é necessário, em primeiríssimo lugar uma postura de honestidade completa e uma decisão de proceder conforme o que o resultado desse exame propuser.

Não basta concluir que sou volúvel se não fizer um esforço para deixar de o ser.

O (re)conhecimento do que se é deve levar, não a ser algo diferente, mas a concluir que é fundamental corrigir aquilo que, com honestidade, repete-se, verificamos que está mal ou poderia ser melhor num esforço contínuo e sem tréguas por conseguir esse objectivo.

Quando me apercebo que caio com facilidade na murmuração ou comentários sobre os outros ou o seu comportamento, terei de esforçar-me para corrigir esta tendência e estar decidido não só a fazê-lo mas ter a  consciência que não o conseguirei sem uma dedicação constante a essa tarefa.
Normalmente, uma das formas mais aconselhadas de o fazer é actuar de forma positiva, isto é, não dizer mal ou murmurar mas não o fazer de todo.
A forma negativa seria dizer bem ou tecer encómios, coisa que, por vezes, pode não ter justificação.
Aos poucos, talvez muito lentamente, vai-se criando um hábito de não ceder a essa tendência. Assim consegue-se uma nítida melhoria tal como nos propusemos.

Textos de Reflexão para 07 de Outubro

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim».34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.

Comentário:

Aqui se relata o começo da história da redenção da humanidade.
Um Arcanjo, enviado por Deus, e uma humilde virgem de uma pequena povoação da Galileia.
Há neste relato simples uma solenidade e grandeza que não passam despercebidos porque se trata de algo inconcebível para o simples humano.
Deus, Nosso Senhor, Criador do Céu e da Terra e de tudo quanto existe, o Omnipotente Senhor da História e do Tempo vem tomar forma humana no seio de uma criatura!
Há uma humilhação grandiosa, se assim se pode dizer, do Criador perante as Suas criaturas.
A história da humanidade na Terra recomeça aqui, neste preciso momento, a sua última e derradeira fase.
De facto, a partir deste momento, tudo será renovado na face da terra e, os homens, vão ter um Guia, um Mestre, um Senhor que indicará o melhor caminho, ensinará a verdadeira Doutrina e tomará conta das almas de todos os homens de boa vontade. (ama, comentário sobre Lc 1, 26-38, 2010.08.05)

Tema: Virtudes – Obediência 5
Deus não necessita dos nossos trabalhos, mas sim da nossa obediência. 

(S. João Crisóstomo, Homílias sobre o Evangelho de S. Mateus, 56, 5, trad do castelhano por ama)

Doutrina: CCIC – 422: O que é a justificação?
                   CIC – 1987-1995; 2017-2020

A justificação é a obra mais excelente do amor de Deus. É a acção misericordiosa e gratuita de Deus, que perdoa os nossos pecados e nos torna justos e santos em todo o nosso ser. Isto tem lugar por meio da graça do Espírito Santo, que nos foi merecida pela paixão de Cristo e nos foi dada no Baptismo. A justificação inicia a resposta livre do homem, ou seja, a fé em Cristo e a colaboração com a graça do Espírito Santo.

Festa: Nossa Senhora do Rosário

                                                                                                                               
Nota Histórica
Esta comemoração foi instituída pelo Papa S. Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário (1571). A celebração deste dia é um convite a todos os fiéis para que meditem os mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à encarnação, à paixão e à ressurreição do Filho de Deus. (snl)

Tema para breve reflexão - 2010.10.07

Virtudes – Fidelidade

A pessoa fiel encontrou a melhor expressão do amor, e, por isso, é feliz com as exigências que a sua fidelidade lhe impõe. Não é questão de movimentos passageiros, mas de uma decisão não sujeita aos vaivéns da sensibilidade.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante, 1991 pg. 10)

Tema para breve reflexão - 2010.10.07

Sacramentos - Carácter

A Confirmação como o Baptismo, imprime na alma do cristão um sinal Espiritual ou carácter indelével; é por isso que só se pode receber este Sacramento uma vez na vida.

(Catecismo da Igreja Católica,  nr. 1317)

06/10/2010

Bom Dia! 39


Tudo isto, posto desta forma, parece simplista e falho de base científica, e… ainda bem se assim for porque, o que se defende, é que não há nenhuma razão, motivo, ou sequer, autoridade, para que o homem interfira no que lhe está vedado por natureza: a Criação!
O homem não é capaz de criar coisa nenhuma.
Um pintor não cria um quadro, limita-se a aplicar um talento que Deus lhe deu, umas técnicas que adquiriu com o estudo e a experiência e uns materiais que estão à sua disposição: telas, tintas, pincéis, etc.
O escritor reproduz em papel aquilo que no seu íntimo imagina e constrói dando-lhe uma forma mais ou menos consistente.
O escultor arranca a golpes de cinzel do bloco de mármore, uma imagem magnífica que a sua arte e senso artístico vão descobrindo.
Nenhum destes pintou um quadro, escreveu um livro ou produziu uma escultura com um simples acto de vontade como que dando um estalido com os dedos. Tiveram de socorrer-se da sua imaginação, saber, técnica e, muito importante, de instrumentos e materiais que já existiam antes.

Criar, propriamente, é fazer algo de nada, onde nada existe passa a haver uma coisa, um ser e, isto, só por um simples acto de vontade.
Esta vontade, esta capacidade é única e exclusiva do Criador, de Deus.

Mas temos também de considerar que “dar a Deus o que é de Deus” é também dar aos outros porque, de facto, é um mandato explícito de Deus. Ao mandar-nos amar os outros como a nós mesmos tal como o fez no Decálogo, não faz uma “recomendação”, ou estabelece um principio, não, exerce o Seu Poder e Autoridade de Criador para ordenar de forma clara o que quer que façamos. E se, amar a Deus e ao próximo como a si mesmo (Lei Natural) é fazer a Vontade de Deus parece que poderíamos assumir que o que temos que dar a Deus é, resumidamente, fazer a Sua Vontade.

Mas como saber o que é a Vontade de Deus na vida corrente de cada um?
Cumprir os Mandamentos?
Claro… mas digamos que esta é uma forma global de apreciar as coisas e, nós homens, precisamos de detalhes, pormenores que se ajustem às pequenas ou grandes incidências da nossa vida.
Os contemporâneos de Jesus, numa tentativa de iludir a questão, pediam-lhe sinais, como se as obras, as palavras, a actuação, enfim, de Jesus Cristo, não fosse, ela própria um sinal mais que evidente da Sua Autoridade Messiânica. 

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Bom Dia! Outubro 06, 2010




O carácter é, chamemos-lhe assim, o disco formatado da nossa estrutura humana. É o conjunto de capacidades, virtudes, defeitos, desejos, anseios de cada um e a estrutura combinada destes mesmos atributos que nos leva a eleger a prática desta ou aquela acção, a aceitar ou repudiar este ou aquele sentimento.
É o que os psicólogos chamam: Personalidade.

Sabemos que houve a tentativa de separar as duas definições como sendo, o carácter o conjunto que a pessoa tem desde que nasce, ao passo que, a personalidade seria a súmula dos conhecimentos adquiridos ao longo da vida.
Não se deve concordar com esta articulação, principalmente porque tal equivaleria dizer que o carácter se atém a uma imutabilidade inicial e a personalidade dependeria de uma variação constante, o que, não se pode considerar como possível.
A personalidade forma-se, de facto, como o carácter, na sucessão de acontecimentos ao longo da vida mas, até um certo ponto, quer dizer, há um momento a partir do qual o carácter (a personalidade) estão definidos e assentes e já não mudam substancialmente na sua estrutura.
Esse momento é aquilo a que chamamos a “idade madura” ou seja, quando a pessoa sabe, definitivamente o que quer e o que lhe convém e, também, o que não deve querer nem lhe deve interessar para a sua vida.
Quando?
Esse momento surge em cada um em tempo e de forma diferente e, claro dependendo do que recebeu, e quanto recebeu, nos primeiros anos de vida.
Daqui, repete-se, o contributo fundamental dos Pais, em primeiríssimo lugar, os professores e demais formadores depois.
Mas não frisemos apenas o “contributo fundamental” mas a obrigação inalienável, o dever grave de cada um dos actores mencionados cumprir com rigor o seu papel.
Quem não recebe esta formação em devido tempo terá muito maior dificuldade em afirmar-se na vida como ser individual e independente, com uma capacidade de opção e liberdade de escolha a que tem direito como qualquer ser humano. Pode vir a colmatar esta lacuna no futuro, é evidente, mas, voltamos a mencionar, a formatação inicial não existindo levá-lo-á a vaguear por conta própria por diversos caminhos que, se não o conduzirem a más soluções, pelo menos, o farão perder um tempo precioso porque, sempre, escasso.


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Textos de Reflexão para 06 de Outubro

Evangelho: Lc 11, 1-4

1 Estando Ele a fazer oração em certo lugar, quando acabou, um dos Seus discípulos disse-Lhe: «Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos». 2 Ele respondeu-lhes: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino. 3 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje 4 perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todos os que nos ofendem; e não nos deixes cair em tentação».
Comentário:

Como pode ser que os discípulos de Jesus não saibam rezar?!
Então, se rezar é falar com Deus e O tinham ali ao pé, quando falavam com Jesus, que é Deus, não estavam a rezar?
Claro que sim, só que, nessa altura, eles não o sabiam.
A oração é tão simples e acessível que, de facto, não é preciso encontrar nem fórmulas, nem usar belos textos para a fazer. Do coração do homem ao Coração de Jesus, assim é a oração, assim deve ser.
Talvez fosse cedo para explicar isto aos discípulos e, por isso, Jesus  ensina o “Pai-Nosso”.
E ainda bem, porque nos deixou a mais bela oração que um filho de Deus pode dirigir a seu Pai.
Sempre, em qualquer ocasião, seja qual for o motivo, rezar o Pai-Nosso é fazer a melhor oração que se pode fazer e, seguramente, a mais agradável a Deus. 

(ama, comentário sobre Lc 11, 14-4, 2010.08.04)

Tema: Virtudes – Obediência 4

Aquele que actua sempre com espírito de obediência pode estar seguro que não terá de dar a Deus contas das suas acções. 

(S. Filipe de Neri, Máximas, F.W.Faber, Cromwell Press SN12 8PH, nr. 4-17, trad ama)

Doutrina: CCIC – 421: Onde se encontra a Lei nova?
                   CIC – 1971-1974; 1986

A Lei nova encontra-se em toda a vida e pregação de Cristo e na catequese moral dos Apóstolos: o Sermão do Senhor na Montanha é a sua principal expressão.

Tema para breve reflexão - 2010.10.06

Omnipotência de Deus

A omnipotência de Deus manifesta-se, sobretudo, no facto de perdoar e usar de misericórdia, porque a forma que Deus tem de mostrar que tem o poder supremo é perdoar livremente.

(S. Tomás de aquino, Suma Teológica, 1, q. 25, a. 3 ad 3)

05/10/2010

Bom Dia! Outubro 05, 2010




O primeiro computador era um monstro que ocupava vários andares de um prédio, de uma complexidade tal que só os seus criadores e muito poucas outras pessoas sabiam manejá-lo.
Hoje em dia, as crianças dedilham com frenesim eficaz pequenos aparelhos com muito mais potência e incontáveis capacidades que aquele primeiro que consumiu décadas a ser imaginado e construído. Mas, é evidente, se não tivesse sido descoberto o princípio “base” do computador seria impossível ter, hoje em dia, essas crianças – e adultos – usufruindo de máquinas que de tão vulgarizadas que estão já quase não passamos em elas.

Que tem isto a ver com o carácter?
Tem tudo a ver porque, uma vez mais, tem de se ter a noção que tudo quanto fazemos hoje, terá um efeito no futuro, próximo ou longínquo e que muitas pessoas – nunca saberemos quantas – serão beneficiadas com essa nossa preocupação em evoluir.
Também, é verdade, temos de ter a certeza que se não fizermos o que nos compete, ninguém o fará por nós, prejudicando assim a sociedade inteira talvez hipotecando o futuro próximo por causa de um alheamento actual.
Esta noção de que cada ser humano é individual e irrepetível tem de levar-nos a uma constante preocupação por ocupar o nosso lugar da forma correcta cumprindo o nosso papel, desenvolvendo a nossa actividade com as capacidades e potências que temos e vamos desenvolvendo ao longo da vida, desde que nascemos até ao último momento.
Como “ninguém nasce ensinado”, a formação do carácter assume uma importância fundamental no normal desenvolvimento da pessoa humana.
Os Pais, em primeiríssimo lugar, os professores e demais formadores têm aqui um papel crucial a levar a cabo junto dos jovens que começam a dar os primeiros passos na vida consciente.
Tal como na história dos computadores a criança que não recebeu desde o início as noções, por primárias e incipientes que sejam, de como caminhar na vida, dificilmente se adaptará à mesma vida. Descobrirá, inevitavelmente, muitas coisas por si mesma, mas não saberá formatá-las como necessita porque lhe falta o “disco” original que não recebeu em tempo.


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Textos de Reflexão para 05 de Outubro

Evangelho: Lc 10, 38-42

38 Indo em viagem, entrou numa aldeia, e uma mulher, chamada Marta, recebeu-O em sua casa. 39 Esta tinha uma irmã, chamada Maria que, sentada aos pés do Senhor, ouvia a Sua palavra. 40 Marta, porém, afadigava-se muito na contínua lida da casa. Aproximando-se, disse: «Senhor, não Te importas que a minha irmã me tenha deixado só com o serviço da casa? Diz-lhe, pois, que me ajude». 41 O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, tu afadigas-te e andas inquieta com muitas coisas 42 quando uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».
Meditação:

No início, dói-me sempre um pouco, confesso, este trecho do Evangelho. Parece-me que Jesus tem Marta em pouca conta ou que avalia, talvez com frieza, o serviço, que tão interessadamente presta.
Maria, sem dúvida que opta por uma atitude importante - a melhor parte - e que, essa opção é valiosa demais para poder ser ignorada. Será uma atitude que agrada a Cristo de tal forma que é declarada a sua inviolabilidade «não lhe será tirada» declara Jesus.
Quanto a Marta, poderia optar pela mesma atitude da irmã e, logo, objecto do mesmo louvor do Mestre.
De facto, Jesus, não recrimina Marta, apenas lhe aponta as prioridades.
Lembro que o Mestre era acompanhado por numerosa comitiva e que, Marta como boa de casa oriental sentia a necessidade de atender toda esta gente, proporcionar um acolhimento condigno com o estatuto e posição social da família.
Onde me levam estas considerações? Que Jesus foi duro, ou, pelo menos, pouco amável com Marta?
Não me parece. Julgo que, a confiança e amizade de Jesus pelos irmãos, Lhe permitiu a catequese necessária e esclarecedora no momento e que, Marta, terá compreendido perfeitamente as palavras do Mestre.
A escolha de cada um tem que ver, naturalmente, com a própria maneira de ser e, também com o sentido da oportunidade.
Pensando bem, Marta haveria de ter outras ocasiões de servir, de prestar aos outros a atenção e cuidados que se mostrassem necessários.
Já Maria terá querido aproveitar uma oportunidade soberana, que talvez não voltasse a apresentar-se, de ouvir, detida e atentamente, as palavras de Cristo.
Na casa dos Seus amigos, Jesus deveria gozar de alguns momentos de relativa privacidade.
Maria entra, assim, na privacidade de Jesus que a partilha com ela como desejaria partilhá-la com Marta se esta se detivesse, uns momentos que fossem, junto dele.
Jesus não tira valor a uma em detrimento da outra, apenas define, com a clareza e verdade que sempre usa, a melhor opção.
Chego, portanto à conclusão que, para servir, bem, Jesus é preciso primeiro ouvi-lo para saber qual a melhor forma de prestar esse serviço.

(ama, palestra sobre Lc 10 38-42, Esposende, 2010.07.18)

Tema: Virtudes – Obediência 3

A submissão - a obediência - não é incompatível com a liberdade, porque é a ordenação da liberdade. 

(Federico Suarez, A Virgem Nossa Senhora, Éfeso, 4ª Ed. nr. 153)

Doutrina: CCIC – 420: O que é a Nova Lei ou Lei evangélica?
                   CIC – 1965-1972; 1983-1985

A Nova Lei ou Lei evangélica, proclamada e realizada por Cristo, é a perfeição e cumprimento da Lei divina, natural e revelada. Resume-se no mandamento do amor a Deus e ao próximo, e de nos amarmos como Cristo nos amou; é também uma realidade interior dada ao homem: a graça do Espírito Santo que torna possível um tal amor. É a «lei da liberdade» (Tg 1,25), porque nos inclina a agir espontaneamente sob o impulso da caridade.

«A Lei nova é sobretudo a própria graça do Espírito Santo, dada aos crentes em Cristo» (S. Tomás de Aquino).

Tema para breve reflexão - 2010.10.05

Trabalho apostólico

A consideração das necessidades Espirituais do mundo deve levar-nos a um infatigável e generoso trabalho apostólico.

(Bíblia Sagrada, anotada pela Fac. de Teologia da Univ. de Navarra,, Comentário Mt 9, 36)