09/08/2010

Evangelho para 09 Ago

Evangelho: Mt 25, 1-13

1 «Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. 2 Cinco delas eram néscias, e cinco prudentes. 3 As cinco néscias, tomando as lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 as prudentes, porém, levaram azeite nas vasilhas juntamente com as lâmpadas.5 Tardando o esposo, começaram todas a cabecear e adormeceram. 6 À meia-noite, ouviu-se um grito: “Eis que vem o esposo! Saí ao seu encontro”. 7 Então levantaram-se todas aquelas virgens, e prepararam as suas lâmpadas. 8 As néscias disseram às prudentes: “Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas apagam-se”. 9 As prudentes responderam: “Para que não suceda que nos falte a nós e a vós, ide antes aos vendedores, e comprai para vós”. 10 Mas, enquanto elas foram comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele a celebrar as bodas, e foi fechada a porta. 11 Mais tarde, chegaram também as outras virgens, dizendo: “Senhor, Senhor, abre-nos”. 12 Ele, porém, respondeu: “Em verdade vos digo que não vos conheço”. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Comentário:

Jesus, mais uma vez, deseja que os que O ouvem compreendam bem o que é o Reino dos Céus. Não se cansa de dar exemplos concretos, da vida corrente, que todos podem entender. E, dando exemplos, acrescenta sempre o conselho, solene: Estai preparados, vigiai, não sabeis nem o dia nem a hora.
É tão importante o Reino dos Céus que, Ele, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, veio à terra assumindo um corpo humano, como qualquer de nós, para o anunciar.
Compara-o a um tesouro, a uma pérola rara, a um banquete de bodas, enfim, a algo tão bom e importante que nenhum homem deve deixar de procurar, custe o que custe, conquistá-lo.
Se o esforço for vender tudo o que se tem para comprar a pérola rara, ou comprar, com sacrifício o campo onde se achou o tesouro, ou prevenir-se com azeite suficiente para aguentar a vigília, seja o esforço que for, vale a pena, pois, tudo o resto é passageiro e secundário. O Reino dos Céus é para sempre e pertence-nos a todos os homens por direito próprio já que, a tornar-nos Filhos de Deus, com a Sua Morte e Ressurreição, nos fez igualmente legítimos herdeiros de Deus. Quem pode desprezar tal herança? 

(ama, comentário sobre Mt 25, 1-13, 2010.07.08)

Filiação Divina 3


Se o cristão perde a consciência da filiação divina e deixa de viver na profundidade deste mistério consolador, deixa de considerar os acontecimentos à luz da Fé e torna-se-lhe vulnerável.

(António Cardigos, Filiação Divina, Rei dos Livros, nr. 42) 

08/08/2010

Evangelho para 08 Ago

Evangelho: Lc 12, 32-48

32 Não temais ó pequenino rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o reino. 33 Vendei o que possuís e dai esmola; fazei para vós bolsas que não envelhecem, um tesouro inesgotável no céu, onde não chega o ladrão, nem a traça corrói. 34 Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. 35 «Estejam cingidos os vossos rins e acesas as vossas lâmpadas.36 Fazei como os homens que esperam o seu senhor quando volta das núpcias, para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37 Bem-aventurados aqueles servos, a quem o senhor quando vier achar vigiando. Na verdade vos digo que se cingirá, os fará pôr à sua mesa e, passando por entre eles, os servirá. 38 Se vier na segunda vigília, ou na terceira, e assim os encontrar, bem-aventurados são aqueles servos. 39 Sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. 40 Vós, pois, estai preparados porque, na hora que menos pensais, virá o Filho do Homem».
Comentário:

Quantas vezes o Senhor repete este aviso solene: Estai preparados, vigiai e orai, não sabeis nem o dia nem a hora!
Ao contrário do que possa inferir-se, não é uma ameaça velada mas antes um aviso, um conselho amigo e preocupado com a felicidade dos homens – todos os homens -.
A tal “teoria” que se houve: “quando chegar a altura, arrependo-me e, já está, Deus é misericordioso e não deixará de salvar-me”, é uma estranha e perigosa decisão.
Estranha porque se alguém pensa assim é porque realmente, bem no fundo, se preocupa com o seu futuro eterno; perigosa, porque ninguém pode garantir que terá tempo – um milésimo de segundo que seja – para o arrependimento.
Lembro-me sempre do que se terá passado com Voltaire na hora da morte:
Tendo pedido um padre disseram-lhe, estranhando: Um padre?! Mas tu passaste toda a tua vida a afirmar que para lá da morte não há mais nada! O moribundo, com voz apagada, terá respondido: Pois… mas… e se há?!
Parece inteligente e aceitável que nos preocupemos, hoje, agora, com o futuro que não sabemos quando será. De certa forma, poder-se-ia dizer: mais vale prevenir…
Se não nos arrependemos e confessamos as nossas faltas movidos pelo amor a Deus e a dor de O ter ofendido, façamo-lo, ao menos, por nós porque, sim, é verdade, Deus quer que todos os homens se salvem! 

(ama, comentário sobre Lc 12, 32-48, 2010.07.07)

Filiação Divina 2


Ele primeiro escolhe o homem, no Filho eterno e consubstancial, para participar na filiação divina, e só depois quer a criação do mundo.

(joão Paulo II, Discurso, 1986.05.28, nr. 4, trad do castelhano por ama)

A ECONOMIA DOS DEVERES


No número 43 da encíclica «Caritas in Veritate», Bento XVI sublinha uma ideia muito importante: «Os direitos pressupõem deveres, sem os quais o seu exercício se transforma em arbítrio». Talvez nos baste recordar a definição clássica de justiça, que é: «dar o seu a seu dono»; e não «reivindicar o que é meu». Muitas vezes posso renunciar ao que é meu sem faltar à justiça; mas falto sempre à justiça quando não dou aos outros o que é deles. Logo, a justiça é primariamente um dever para com os outros; só secundariamente um direito meu: tenho direito ao trabalho, porque devo trabalhar; o direito à vida, porque devo conservá-la para pagar o que recebi de Deus, da família, da sociedade; o direito a educar os filhos, por serem os pais os primeiros responsáveis pela sua vinda ao mundo; o direito aos livros, para quem deve estudar; etc.
Se reconheço o meu dever para com os outros, logo sei quais os meus direitos. Mas quando parto de mim, dos meus interesses, a lista dos direitos torna-se tão longa e confusa como a dos meus apetites. Como diz o Santo Padre, «os direitos individuais, desvinculados de um quadro de deveres, (…) enlouquecem e alimentam uma espiral de exigências praticamente ilimitada e sem critério» (ibid.). Os deveres aparecem-nos então apenas como simples compensação social dos tais direitos, e levam-nos, naturalmente, a regatear essa «paga» o mais possível, convertendo a moralidade em habilidade legalista. A sociedade começa a «funcionar» ao contrário: em vez da solidariedade, um clima de egoísmo, agressividade e até de corrupção, que conhecemos bem, infelizmente.
Se os direitos individuais procedem dos deveres, os direitos da família, do Estado, das autarquias, das empresas – de todos os «corpos intermédios», afinal - procedem e medem-se por critério idêntico. Muitas das nossas crises se explicam por vivermos para os direitos e não para os deveres. Já me dizia o velho porteiro: - «Éramos catorze filhos, de pais pobres, e nunca passámos fome. É o que eu digo a esta gente: olhem para os passarinhos; cada um a picar para comer… Cada um de nós procurava um serviço qualquer, e havia para todos! Mas esta gente nova fica para aí parada, à espera de subsídios!» Porque a verdade é que, se me dedico a servir as necessidades dos outros, não me falta trabalho; se me dedico a «realizar-me», nunca mais me aparece o trabalho ideal, por mais que o reclame do governo.
Ao esperarmos tudo do Estado, estamos a cavar a nossa própria sepultura. E, de facto, o Estado a que nos habituámos - e que supera muitos absolutismos passados – manda em tudo e muda a seu bel-prazer as próprias regras que estabeleceu, mas continuamos a esperar dele o que os servos da gleba esperavam dos velhos barões, encostando as casas às muralhas protectoras do seu senhor. Um encosto maior por cada crise… e temos a nação subjugada, e o Estado tornado presa de todos os problemas do país.


Pe. Hugo de Azevedo

07/08/2010

Evangelho para 07 Agosto

Evangelho: Mt 17, 14-20

14 Tendo ido para junto do povo, aproximou-se um homem que se lançou de joelhos diante d'Ele, dizendo: 15 «Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas na água. 16 Apresentei-o a Teus discípulos, e não o puderam curar». 17 Jesus respondeu: «Ó geração incrédula e perversa, até quando hei-de estar convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá». 18 Jesus ameaçou o demónio, e este saiu do jovem, o qual, desde aquele momento, ficou curado. 19 Então os discípulos aproximaram-se de Jesus, em particular, e disseram-Lhe: «Porque não pudemos nós lançá-lo fora?». 20 Jesus disse-lhes: «Por causa da vossa falta de fé. Porque na verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Passa daqui para acolá”, e ele passará, e nada vos será impossível.

Meditação:

Senhor, aumenta a minha fé que eu, por mim, não sei nada de nada. Como eu desejo uma fé forte, inteira, maciça como uma rocha, onde se desfaçam todas as dúvidas e questões. Uma fé que arda em fogo vivo que se comunique aos que me rodeiam. Uma fé assim, como a de Tua Mãe, Maria Santíssima, de São José meu Pai e Senhor e de São Josemaria. 
(ama, meditação sobre 2002.10.24)

Direcção Espiritual

A alma só sem mestre, que tem virtude, é como o carvão aceso que está só; antes irá arrefecendo que ateando.

(S. João da Cruz, Dichos de luz e de amor, Apostolado de la Prensa, Madrid 1966, pg. 958-964, trad ama)

06/08/2010

A CRUZ TRIUNFO DO AMOR SOBRE O MAL 4


4 - ([1]) Quando proclamamos Cristo crucificado, não proclamamos nós mesmos, mas sim Ele. Não oferecemos nossa sabedoria ao mundo, não falamos de nossos próprios méritos, mas actuamos como canais de sua sabedoria, de seu amor, de seus méritos salvadores.
Sabemos que somos apenas vasos de barro e, todavia, surpreendentemente, fomos escolhidos para ser arautos dessa verdade salvadora de que o mundo tanto necessita. Não nos cansemos jamais de nos maravilhar ante a graça extraordinária que nos foi dada, não cessemos jamais de reconhecer nossa indignidade, mas, ao mesmo tempo, esforcemo-nos sempre para nos tornar menos indignos deste nobre chamado, de modo a não enfraquecer, mediante nossos erros e nossas quedas, a credibilidade do nosso testemunho.
Sim, amados irmãos e irmãs em Cristo, afastemo-nos daquela glória que não é a do nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Gl 6, 14). Ele é a nossa vida, nossa salvação e nossa ressurreição. Ele nos salvou e nos libertou. (bento XVI, Missa em Nicósia, 2010.06.05) Fonte: zenit.org


[1] Aos Bispos e Sacerdotes presentes

Cáritas abriu conta para apoio a carenciados



A Cáritas respondeu ao desafio da Comissão Episcopal da Pastoral da Saúde e abriu um fundo solidário para apoio a situações de dificuldades geradas pela actual crise. O repto de D. Carlos Azevedo foi dirigido a todos os cristãos – mormente políticos e empresários – para que cedessem 20% do salário para ajudar desempregados.
A conta, aberta na semana passada, já recebeu pelo menos o contributo da própria Cáritas, 30 mil euros recolhidos na operação do Natal 2009 “Dez milhões de estrelas – o gesto pela paz”. A campanha consistiu  na venda de velas para colocar nas janelas. Do produto da venda foram retirados 35% para ajudar desfavorecidos. “Cada vez mais aparecem à Igreja casos desesperados”, disse o presidente da Cáritas ao JN.
Segundo Eugénio Fonseca, serão privilegiadas “sobretudo necessidades de alimentação, habitação, saúde e educação”, distribuídos localmente através das paróquias. Paralelamente, a Cáritas pretende promover formação em economia doméstica e orçamento familiar, “para capacitar as pessoas para enfrentarem a crise com maior realismo e ajudá-las a encontrar alternativas, como o recurso ao micro-crédito”.
O fundo destina-se a apoiar qualquer pessoa, não apenas cristãos, sublinha o responsável.  Os donativos podem ser feitos por transferência bancária através do NIB 0033 0000 0109 0040 15012, via Multibanco, ou ainda via postal, para a Sede da Cáritas Portuguesa (Praça Pasteur, nº 11, 2º Esq, 1000-238, Lisboa).

Evangelho para 06 Agosto

Evangelho: Lc 9, 28-36

28 Cerca de oito dias depois destas palavras, tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu a um monte para orar.29 Enquanto orava modificou-Se o aspecto do Seu rosto, e as Suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes.30 E eis que dois homens falavam com Ele: Moisés e Elias, 31 os quais apareceram cheios de majestade, e falavam da morte que Ele devia sofrer em Jerusalém.32 Entretanto, Pedro e os que estavam com ele tinham-se deixado vencer pelo sono. Mas despertando, viram a majestade de Jesus e os dois varões que estavam com Ele.33 Enquanto estes se separavam d'Ele, Pedro que não sabia o que dizia, disse a Jesus: «Mestre, que bom é nós estarmos aqui; façamos três tendas, uma para Ti, uma para Moisés, e uma para Elias». 34 Estando ele ainda a falar, formou-se uma nuvem, que os envolveu; e tiveram medo quando entraram na nuvem.35 Então saiu uma voz da nuvem que dizia: «Este é o Meu Filho dilecto, escutai-O». 36 Ao soar aquela voz, Jesus ficou só. Eles calaram-se, e naqueles dias a ninguém disseram nada do que tinham visto.
Comentário:

A Transfiguração de Jesus é, talvez, um dos episódios mais misteriosos da vida pública de Jesus. Como se tivesse chegado a um ponto tal de cansaço ou desânimo pelas sucessivas incompreensões por parte dos que O rodeavam, incluindo alguns dos discípulos, Jesus como que "desvela" a Sua verdadeira identidade divina e humana. O Seu corpo de homem reveste-se então da glória e do esplendor da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Fá-lo, justamente, na presença dos três Apóstolos que hão-de presenciar a Sua agonia no Monte da Oliveiras, como que preparando-os para o indizível choque que tal constituirá para eles.
A única coisa que manifestam, que ocorre a Pedro dizer, é que desejam ficar ali para sempre: «façamos três tendas...» dirá ele absorto pela beleza e grandiosidade do que contemplavam. (ama, comentário sobre Lc 9, 28-36, Julho 2009)

Filiação Divina 1


Devemos crescer no sentido da nossa filiação divina precisamente quando nos sentimos débeis e mais necessitados de ajuda.

(Francisco Fernández carvajal e Pedro B. López, Filhos de Deus, DIEL, Lda 1996, nr. 172

05/08/2010

Homossexualidade:

Homossexualidade: Os Perigos para a Saúde


Quando a homossexualidade foi retirada do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana não foi motivada pela evidência científica, mas por um desejo terapêutico de enfraquecer atitudes que alegadamente prejudicavam a auto-estima dos homossexuais.  Consequentemente, grande parte da discussão da homossexualidade por funcionários da saúde pública e das associações profissionais ignora a vasta literatura empírica que molda o comportamento homossexual sob uma luz desfavorável.
No entanto, a edição inaugural da revista da Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade oferece uma revisão de evidências experimentais, estudos clínicos e pesquisas empíricas publicados em revistas opiniões ao longo de 125 anos que leva a uma "conclusão" singular: "A homossexualidade não é inata, imutável, ou isenta de risco significativo para a saúde médica, psicológica e relacional".
A análise de 600 relatórios e estudos contém três resenhas de livros, dois dos quais refutam as afirmações da American Psychological Association que afirma que a orientação sexual é fixa e que as tentativas de mudança que podem ser prejudiciais. A terceira revisão considera que a literatura demonstra, ao contrário da outra reivindicação da APA, que "comportamentos problemáticos e disfunções psicológicas são vivenciados entre homossexuais em cerca de três vezes a prevalência encontrada na população em geral, e às vezes muito mais." Entre o aumento significativo riscos de transtornos mentais, emocionais e comportamentais:
• Apesar de saber do risco de SIDA, homossexuais, continuam repetidamente, e patologicamente a usar práticas de sexo inseguro
• Os homossexuais representam o maior número de casos de DST.
• Muitas práticas sexuais homossexuais são medicamente perigosas, com ou sem protecção.
• Mais de um terço dos homens e mulheres homossexuais são toxicodependentes.
• Quarenta por cento dos adolescentes homossexuais homens têm histórias de suicídio.
• Os homossexuais são mais propensos do que os heterossexuais a problemas de saúde mental, como transtornos alimentares, transtornos de personalidade, paranóia, depressão e ansiedade.
• As relações homossexuais são mais violentas que as relações heterossexuais.
• O preconceito social e discriminação, não podem, por si só, contribuir para a maioria da má adaptação social do comportamento homossexual.
Embora reconhecendo as limitações metodológicas dos estudos mais antigos, os autores incluem-nos, porque a investigação não só observa as normas de investigação do tempo, mas também, talvez mais importante, suas conclusões são amplamente apoiadas pela maioria dos actuais e mais rigorosos estudos quantitativos.  Estes resultados não devem levar a uma revisão do DSM, mas ilustram o grau em que o estabelecimento de saúde mental parece mais animado pela ciência política do que pela ciência propriamente dita.
(Fonte: Bryce J. Christensen e Robert W. Patterson, "New Research," The Family in America, Spring 2010, Vol 24. Número 2. Estudo: James E. Phelan et al. Response "a alegação de APA: Não não é maior patologia na população homossexual do que na população em geral, "Jornal de Sexualidade Humana 1 [2009]: 53-87).
(Trad. ama, 2010.08.05)

Evangelho para 05 Agosto

Evangelho: Mt 16, 13-23

13 Tendo chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos, dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».15 Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?».16 Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17 Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18 E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». 20 Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Cristo. 21 Desde então começou Jesus a manifestar a Seus discípulos que devia ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. 22 Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal não permita, Senhor; não Te sucederá isto». 23 Ele, voltando-Se para Pedro, disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens».

Meditação:

E eu? Sim, eu? Quem digo eu que Tu és? Sei-o, no meu coração, na minha alma, que Tu, és o Filho de Deus, o meu Salvador e o Redentor do mundo. Sei, desde pequenino, tudo isso, só que, por vezes – tantas vezes! – actuo como se não o soubesse. Levado pelos respeitos humanos, pelos preconceitos, pela falta de coragem, desvio muitas vezes a “conversa”, esquivo-me ao tema, digo para mim mesmo que “não é nem o tempo nem o lugar certos”.
E, Tu, Senhor, que nunca me esqueces nem me negas como Teu filho! Tão triste deves ficar!
Ajuda-me a retribuir o Teu grande amor por mim com o meu pequeno amor por Ti.
Pequeno, porque sou pouca coisa, mas grande, porque é todo o que tenho. (AMA, meditação sobre Mt 16, 13-20, Agosto 2008)

Vocação 4



Se hoje tantos cristãos vivem à deriva, com escassa profundidade e limitados por horizontes estreitos, deve-se, sobretudo, à falta de uma clara consciência da sua peculiar razão de ser e de existir (...). O que eleva o homem, o que lhe dá realmente uma personalidade, é a consciência da sua vocação, a consciência da sua tarefa concreta. Isso é o que enche uma vida de conteúdo.

(F. Suarez, La Virgen Nuestra Señora, Rialp. Madrid 1984, Nr. 84-85, trad ama)

04/08/2010

Evangelho para 04 Agosto

Evangelho: Mt 15, 21-28

21 e as nações esperarão no Seu nome”.22 Então trouxeram-Lhe um endemoninhado, cego e mudo, e Ele curou-o, de modo que falava e via.23 E as multidões ficaram admiradas e diziam: «Não será este o Filho de David?». 24 Mas os fariseus, ouvindo isto, disseram: «Este não expulsa os demónios senão por virtude de Belzebu, príncipe dos demónios». 25 Porém, Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será destruído; e toda a cidade ou família dividida contra si mesma não subsistirá. 26 Ora, se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, então, o seu reino? 27 E se Eu expulso os demónios por virtude de Belzebu, por virtude de quem os expulsam os vossos filhos? Por isso é que eles serão os vossos juízes. 28 Se Eu, porém, expulso os demónios pela virtude do Espírito de Deus, chegou a vós o reino de Deus.
Meditação:

Se pudéssemos merecer, de Jesus, esta mesma frase admirada: «Grande é a tua fé!»
Se pudéssemos?! Podemos, sim, podemos, não por nós, que não somos nada nem valemos nada, mas pela misericórdia de Deus que tudo pode.
Por isso Lhe pedimos: Senhor: Aumenta-nos a fé. (AMA meditação sobre Mt 15, 21-28, Agosto 2008)

Vocação 3


A chamada divina produz-se num momento preciso, mas a resposta tem de ser contínua e premente ao longo dos constantes desdobramentos do querer divino. A primeira decisão constitui o fundamento do longo caminho, que só chega ao seu termo no Céu e que deve ser mantido o mais intacto possível, sem solução de continuidade, sem gretas nem fissuras que o desmoronem.
Isto só se consegue quando se procura cada dia, crescer no amor, torná-lo mais consciente e mais maduro, mais vigoroso em cada jornada.

(Javier Abad Gómez, Fidelidade, Quadrante 1989, pg. 92)

03/08/2010

A César o que é de César

TERÇA-FEIRA, AGOSTO 03, 2010

«A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR E A DEUS O QUE É DE DEUS» Mc 12,17

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«o imperador e Jesus personificam duas ordens diferentes de realidades, que não devem necessariamente excluir-se uma à outra pois, na sua contraposição, encontra-se o rastilho de um conflito que tem a ver com as questões fundamentais da humanidade e da existência humana. «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mc 12,17): dirá Jesus mais tarde, exprimindo assim a essencial compatibilidade das duas esferas. Quando, porém, o império passa a interpretar-se a si mesmo como divino – implícito já na auto-apresentação de Augusto como portador da paz mundial e salvador da humanidade – então o cristão deve «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29)»
Jesus de Nazaré – Joseph Ratzinger – Bento XVI



Muitas pessoas têm citado a passagem bíblica, «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mc 12,17), para de alguma forma tentarem espaldar a feitura e aprovação de leis iníquas, como a “lei do aborto”, “lei do casamento homossexual”, etc., afirmando que o governo, e a feitura das leis, competem aos homens segundo a sua vontade, tentando demonstrar com essa citação que essa seria a vontade de Deus, ou seja, que os homens governassem e fizessem as leis segundo a sua própria vontade.

E realmente Deus, tendo-nos criado em liberdade, não interfere na governação dos homens, mas não “avaliza” todos os actos dos homens que governam e legislam.

Porque sendo as duas esferas, (para citar o Papa), compatíveis, só o são na medida em que o homem reconhece a Deus a primazia sobre o homem e a vida.
E se falarmos então em políticos cristãos, esta verdade tem de ser indestrutível, pois só se é verdadeiro cristão se em tudo na sua vida se der a primazia a Deus.

E o Papa, nesta pequena passagem deste seu livro, mostra-nos com uma perfeita clareza o porquê desta frase bíblica não poder ser “utilizada” para espaldar leis que vão contra a vida, tal como ela foi criada e desejada por Deus.

É que quando o homem legisla sobre o direito à vida, (lei do aborto, por exemplo), e sobre o modo como ela foi desejada e querida por Deus, (lei do “casamento” homossexual, por exemplo), está a transformar-se em “Augusto”, ou seja está a querer divinizar-se e ser senhor daquilo que pertence apenas e só a Deus.

E desta verdade não há, (ou não deve haver), a menor dúvida para qualquer cristão que acredita que o Senhor e Criador da vida é Deus, e que, por isso mesmo, o homem não tem o direito de ir contra a vida que não lhe pertence, e ainda, que todo o cristão perante este tipo de leis deve «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29).

E assim, mais uma vez, esta verdade torna-se mais premente e obrigatória para aqueles que sendo cristãos, foram chamados ao governo das nações, à feitura das leis dos homens, pois que deveriam assumir essa missão como uma vocação que Deus colocou nas suas vidas, para também aí, (como em tudo), serem testemunhas da fé que afirmam viver.

Quando assim não procedemos, eles, os políticos, e cada um de nós que aceita e segue essas leis, rompemos com Deus, pois estamos a tentar colocarmo-nos em pé de igualdade com Ele, atacando o maior dom do Seu amor que é a vida de cada um, tal como por Ele foi criada e desejada.

Podemos “assobiar para o lado”, podemos fingir que não compreendemos, podemos argumentar milhentas razões para aprovarmos esse tipo de leis, podemos até distorcer a nossa consciência como cristãos, mas no fundo quem segue Jesus Cristo, e com Ele, a Ele e n’Ele comunga, reconhece sempre no seu íntimo, onde Ele habita, que deve sempre «obedecer antes a Deus do que aos homens» (Act 5,29).


Monte Real, 3 de Agosto de 2010
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Evangelho para 03 Agosto

Evangelho: Mt 14, 22-36

22 Imediatamente Jesus obrigou os Seus discípulos a subir para a barca e a passarem antes d'Ele à outra margem do lago, enquanto despedia a multidão. 23 Despedida esta, subiu a um monte para orar a sós. Quando chegou a noite, achava-Se ali só. 24 Entretanto a barca no meio do mar era batida pelas ondas, porque o vento era contrário.25 Ora, na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, andando sobre o mar. 26 Os discípulos, quando O viram andar sobre o mar, assustaram-se e disseram: «É um fantasma». E, com medo, começaram a gritar. 27 Mas Jesus falou-lhes imediatamente dizendo: «Tende confiança: sou Eu, não temais». 28 Pedro, tomando a palavra, disse: «Senhor, se és Tu, manda-me ir até onde estás por sobre as águas». 29 Ele disse: «Vem!». Descendo Pedro da barca, caminhava sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Vendo, porém, que o vento era forte, teve medo e, começando a afundar-se, gritou, dizendo: «Senhor salva-me!». 31 Imediatamente Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». 32 Depois que subiram para a barca, o vento cessou. 33 Os que estavam na barca prostraram-se diante d'Ele, dizendo: «Verdadeiramente Tu és o Filho de Deus». 34 Tendo atravessado o lago, foram para a terra de Genesaré. 35 Tendo-O reconhecido o povo daquele lugar, mandaram prevenir toda aquela região, e apresentaram-Lhe todos os doentes. 36 Estes rogavam-Lhe que os deixasse tocar, ao menos, a orla do Seu vestido. E todos os que a tocaram ficaram curados.
Meditação:

O vendaval que, tantas vezes, sopra nas nossas vidas, as ondas alterosas, que amiúde, nos fazem baloiçar, a tempestade, enfim, das dificuldades, problemas, temores, não hão-de conseguir que vamos ao fundo.
Não temos medo, o Senhor está connosco e, Ele, pode mais.
Entregamos-lhe, confiantes, o leme das nossas vidas, confiamos-lhe o rumo e direcção do nosso dia-a-dia.
Ele levar-nos-á a bom porto onde a tranquilidade e as certezas desvanecerão, por completo, o desassossego e as dúvidas. E, se vir que soçobramos, que nos afundamos, que nos perdemos, gritaremos a plenos pulmões: Senhor: Salva-nos! (AMA, meditação sobre Mt 14, 22-36, 1999)

Vocação 2



A vida social não é para o homem sobrecarga acidental. Por isso, através do trato com os demais, a reciprocidade de serviços, do diálogo com os irmãos, a vida social engrandece o homem em todas as suas qualidades e capacita-o para responder à sua vocação.

(Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Gaudium et Spes, 25)

02/08/2010

Evangelho para 02 Ago

Evangelho: Mt 14, 13-21

13 Tendo Jesus ouvido isto, retirou-Se dali numa barca para um lugar solitário afastado; mas as turbas, tendo sabido isto, seguiram-n'O das cidades, a pé. 14 Ao sair da barca, viu Jesus uma grande multidão, e teve compaixão e curou os seus enfermos.15 Ao cair da tarde, aproximaram-se d'Ele os discípulos, dizendo: «Este lugar é deserto e a hora é já adiantada; deixa ir esta gente, para que, indo às aldeias, compre de comer». 16 Mas Jesus disse-lhes: «Não têm necessidade de ir; dai-lhes vós mesmos de comer». 17 Responderam-Lhe: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». 18 Ele disse-lhes: «Trazei-mos cá». 19 E depois de ter mandado à multidão que se sentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou a bênção e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão. 20 Comeram todos, e saciaram-se; e recolheram doze cestos cheios dos bocados que sobejaram. 21 Ora o número dos que tinham comido era de uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Meditação:

De facto, Senhor, queixo-me, tantas vezes, que tenho pouco, que me faz falta alguma coisa que julgo precisar tanto! E, outras tantas vezes, esqueço-me que Tu tens as mãos cheias de bens para distribuir a quem te pede com fé e confiança.
Mais… dás sempre muito mais que o que se te pede.
Eu peço como pobre homem que sou, Tu, Senhor, dás com largueza e abundância como Deus Magnânimo que és.
Aceita, Senhor, os meus poucos “peixes e pães” que são as poucas virtudes que possuo e, com a Tua Misericórdia Infinita, transforma-os em alimento abundante para a minha alma. (AMA, Meditação, Mt 14, 13-21, Agosto 2008)