24/07/2010

Esperança e Critérios de Vida


Comissão Diocesana Justiça e Paz de Coimbra
1. Vivemos dias marcados pela dúvida e pela incerteza, que afectam os indivíduos e as instituições e perturbam sobremaneira as relações sociais e económicas e as decisões políticas. Em face deste espectro, que amarga a existência e tolhe a razão, a CDJP (Comissão Diocesana Justiça e Paz) de Coimbra julga oportuna uma palavra de esperança, fundamentada na fé em Jesus de Nazaré, que centrou a sua mensagem no convertei os vossos critérios de vida (Mc 1,15), na capacidade de superar as crises, que marcaram a nossa História colectiva, e na força transformadora dos valores éticos por que pugnamos e que tantos reclamam como essenciais à vida em sociedade.

Reconhecemos que a presente situação mundial é complexa e grave, marcada por uma crise, mais estrutural do que conjuntural, e por uma globalização económica e financeira desregulada, que inverte a ordem dos valores, ao colocar os interesses económicos e a especulação acima da dignidade e dos direitos das pessoas, com efeitos perversos sobre sociedades, indivíduos e decisores políticos.

As sociedades em geral – e a ocidental em particular – vivem demasiado centradas em interesses imediatos e egoístas, com a consequente perda do sentido do bem comum e de referenciais éticos estruturantes. Parece prevalecer o comodismo de quem desiste de construir o futuro, conformando-se, como agora nos referiu Bento XVI, com uma dinâmica social que “absolutiza o presente, isolando-o do património cultural do passado e sem a intenção de delinear um futuro”. É uma cultura do efémero, permeável à publicidade manipuladora, à corrupção sob múltiplas formas, ao endividamento irresponsável.

Portugal, em concreto, é um país que soma a esta cultura um conjunto de deficiências preocupantes, entre as quais se destacam:

- situação periférica e escassos recursos naturais nem sempre aproveitados da melhor forma;

- fraco desenvolvimento económico;

- população envelhecida e acentuada queda da natalidade;

- débil vontade na procura de qualidade e excelência individual, institucional e colectiva

- com demorada aplicação da Justiça,

- com níveis preocupantes de iliteracia e insucesso na Escola,

- com falta de equidade no acesso aos cuidados de Saúde, apesar dos padrões de qualidade reconhecidos internacionalmente;

- assimetria económica (a maior da União Europeia) em que quase dois milhões de pobres contrastam com titulares de remunerações ou prémios exorbitantes, sem relação com resultados das empresas, reformas escandalosas, com curtíssimas carreiras contributivas, e outras mordomias e benefícios, fruto, em grande parte dos casos, de clientelismo político-partidário;

- problemas graves, persistentes e estruturais, ao nível do emprego e das condições de trabalho, que remetem um número preocupante de concidadãos para a exclusão.

 Na génese desta situação encontram-se diversas razões, tais como:

- a inexistência de um projecto, ambicioso e inovador, para o desenvolvimento do país, que seja credível e mobilizador dos cidadãos na construção de novos paradigmas;

- a falta de lideranças credíveis empenhadas na prossecução dos princípios do Estado de Direito Social, sem submissão a conveniências eleitoralistas ou promoções pessoais;

- a existência de uma débil sociedade civil, demasiado acomodada nos seus “direitos” e reticente às mudanças;

- a incapacidade para alcançar consensos político-sociais suficientemente alargados, que possibilitem o empreendimento de reformas há muito diagnosticadas como essenciais para o desenvolvimento sustentado do país;

- o aproveitamento ineficiente dos fundos europeus e das comparticipações estatais e das oportunidades históricas que os mesmos constituíram;

- a conivência das elites financeiras que, displicentemente e escondendo a realidade, aliciaram os cidadãos com propostas de empréstimos ao consumo e nunca de poupanças,

- o desenvolvimento de uma economia paralela alimentada, por exemplo, por pequenos e grandes negócios que não pagam impostos ou pela conivência de quem não pede factura dos bens e serviços que compra,

- sintomas de uma corrupção sistémica que se estende desde os patamares mais elevados da administração até ao cidadão comum.

Acresce que a actual situação orçamental e o nível de endividamento ao estrangeiro são terreno fértil para crescente especulação financeira, o que coloca Portugal – a par com outros países – em graves dificuldades para alcançar maior credibilidade no concerto das nações e para conseguir empréstimos internacionais, a fim de fazer face ao pagamento da dívida e das despesas não cobertas pelas receitas fiscais. Basta lembrar que no Orçamento de Estado para 2010 as despesas dos juros eram já superiores a cinco mil milhões de euros.

 2. A situação acima referida condicionou as medidas políticas, necessárias e urgentes, que são do conhecimento público. Reconhecemos que, num contexto de interdependência e de globalização, controlado pela especulação financeira, essas decisões se tornam cada vez mais difíceis e complexas, parecendo-nos indispensável que sejam acompanhadas de uma procura activa de consensos.

De facto, o esforço de equilíbrio das finanças públicas deve manter-se associado à correcção das grandes desigualdades na repartição da riqueza e do rendimento. Assim, é fundamental que o Estado cumpra o seu papel na regulação social, em particular no combate à pobreza e na protecção dos desempregados. Além disso, na reorganização das empresas e das instituições, do sector público e do sector privado, importa promover maior rendibilidade dos bens e serviços e melhorar o grau de eficiência e eficácia humana, económica e energética.

Por exigência do bem comum, compete ainda aos que mais ganham, podem e sabem estar à altura da solidariedade e das responsabilidades que podem e devem assumir.

Portanto, exige-se que, em todas as medidas, o direito do pobre seja sempre o primeiro a ser salvaguardado, evitando a deterioração da já difícil situação em que se encontram os mais fragilizados.

3. A CDJP deseja, neste momento de desalento e de dúvidas, trazer uma palavra de esperança, pois acredita que os portugueses, tal como têm feito ao longo da sua História, saberão superar as dificuldades e assumir os sacrifícios, fazendo valer as suas energias e potencialidades.

Em nome da esperança, somos chamados hoje a um novo esforço que impõe mudanças radicais, a nível pessoal e colectivo. O futuro está também nas nossas mãos, e isso exige a generalização de um ambiente social de comportamentos éticos, que deve assentar:

- numa forte consciência de que todos temos alguma responsabilidade na actual situação, pois, “é por demais fácil alijar sobre os outros a responsabilidade das injustiças se se não dá conta ao mesmo tempo de como se tem parte nelas e de como a conversão pessoal é algo necessário, primeiro que tudo o mais” (OA 48);

- em novos estilos de vida, que alterem hábitos consolidados de consumismo, de falta de cidadania, de degradação da Natureza, de modo a garantir um desenvolvimento sustentável e a manutenção da Terra habitável pelas gerações futuras;

- “numa justa liberdade perante os bens materiais” (FC 37), nomeadamente perante o dinheiro, um instrumento para a nossa qualidade de vida e não um deus que nos escraviza e aliena;

- na disponibilidade para acolher o outro como companheiro na construção da sociedade, sem o hostilizar ou recear como um concorrente, enriquecendo-nos mutuamente com as diversidades individuais e grupais;

- numa confiança responsável na solidariedade, cimento estruturante da coesão social, inerente a uma cidadania comprometida e interventiva;

- em formas novas de organizar a sociedade, fundadas no serviço ao bem comum, a  começar pelas instituições, nacionais e internacionais, reguladoras dos mercados financeiros;

- na multiplicação de iniciativas inovadoras de quem acredita na nossa capacidade para encontrar soluções para grande parte das dificuldades que nos atingem;

- uma atenção séria para que os principais responsáveis da crise em que vivemos não sejam os primeiros beneficiários da mesma;

- na procura de um “desenvolvimento económico, social e político, autenticamente humano”, baseado no “princípio da gratuitidade como expressão de fraternidade” (CV 34).

Em nome da mesma esperança, decorrendo o Ano Europeu da Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social e vivendo o único tempo da História em que temos recursos mais do que suficientes, é imperativo combater estereótipos e preconceitos colectivos sobre a pobreza e cuidar de todos os habitantes da Terra “sem privilegiar nem excluir ninguém” (CA 31), por exigência

- da promoção da dignidade inviolável de cada pessoa,

- do destino universal dos bens, que “Deus criou para uso de todos” (GS 69) e

- da indispensável coesão social, pacificadora e geradora de uma justa equidade.

Sabemos que uma das principais causas da pobreza é o desemprego. Por isso, urge tomar medidas adequadas para que o emprego se torne, como é de facto, o factor mais decisivo na inclusão. Efectivamente, como diz Bento XVI, “a exclusão do trabalho por muito tempo ou então uma prolongada dependência da assistência pública ou privada corroem a liberdade e a criatividade da pessoa e as suas relações familiares e sociais, causando enormes sofrimentos a nível psicológico e espiritual”. E continua, recordando “a todos, sobretudo aos governantes que estão empenhados a dar um perfil renovado aos sistemas económicos e sociais do mundo, que o primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa, na sua integridade: com efeito, o homem é o protagonista, o centro e o fim de toda a vida económico-social” (CV 25).

Neste contexto, é de condenar tanto quem contrata a recibo verde, com salários indignos, ou ilegalmente, como quem recusa propostas de emprego e continua a receber apoios sociais, bem como quem permanece “de baixa” sem estar doente.

4. A Comissão está convicta de que a crise, tendo sempre uma gravosa carga negativa, é ou pode ser uma oportunidade estimuladora de um mundo diferente, até porque na sociedade portuguesa há muitas pessoas e organizações que dão um testemunho de vida nesse sentido:

- cuidam fraternalmente dos outros, sobretudo dos mais frágeis, contribuindo activamente para a construção de uma sociedade mais justa e solidária,

- partilham gratuitamente saberes e competências técnicas e profissionais em apoio de pessoas e situações mais vulneráveis,

- acreditam na nossa capacidade de inovar e empenham-se em construir alternativas, por exemplo, reestruturando empresas ou ocupando novos nichos do mercado;

 - assumem o compromisso de ser agentes de uma História comum e com o seu testemunho de vida estimulam colegas e amigos,

- persistem mesmo perante fracassos ou falta de resultados imediatos, muitas vezes  servindo-se das dificuldades para descobrir caminhos novos.

O trabalho que temos pela frente começa no coração de cada um e concretiza-se nos vários espaços de influência e poder de que todos dispomos. Um trabalho que exige diálogo, projectos em comum, colaboração em rede. Se foi a “rede” que gerou esta crise é em “rede” que vamos vencê-la, tendo presente a sentença evangélica de que não é possível “colocar vinho novo em odres velhos”.

As comunidades eclesiais são especialmente chamadas

- a testemunhar os valores de “um reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz” (GS 39) e a convicção de que “a «cidade do homem» não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão” (CV 6),

- a ser voz das vítimas de injustiças silenciosas e silenciadas (cf. JM 20),

- a estimular espaços de debate e de consciencialização da gravidade da situação e da necessidade de uma conversão de mentalidades e atitudes.

Saibamos, pois, ser exigentes na ética, connosco e com os outros, e ser solidários com aqueles que necessitam. Sejamos os construtores do futuro, norteados pelo sentido de justiça e de paz que o Verbo de Deus inscreveu em cada um de nós.

“Soou a hora da acção. Estão em jogo a sobrevivência de tantas crianças inocentes, o acesso a uma condição humana de tantas famílias infelizes, a paz do mundo e o futuro da civilização. Que todos os homens e todos os povos assumam as suas responsabilidades” (PP 80).



Coimbra, Julho de 2010



23/07/2010

A filosofia da simplicidade

Passamos a vida a tentar encontrar a felicidade mas, na verdade, aprendemos com muito mais facilidade a ser infelizes. Tentamos arrumar as várias dimensões da nossa existência em compartimentos estanques, quando todos eles têm corredores que se cruzam. Esforçamo-nos por rotular os acontecimentos como bons ou maus, em vez de os aceitarmos e enfrentarmos na sua essência. Skrimar Rao, uma nova estrela filosófica da gestão, explica como tudo pode ser simples, mesmo que não seja fácil
POR HELENA OLIVEIRA
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*    http://www.ver.pt/imagens/tranca_inicio_txt.gifSim, sabemos que o ano foi duro, que o próximo poderá ser ainda pior e que se ainda não está de férias, a contagem decrescente para uns dias de descanso parecer-lhe-á tão lenta quanto as perspectivas de melhoria da nossa economia. Entre despedimentos, aumentos da carga de trabalho, maus ventos provenientes da Europa, impostos e um sem número de turbulências que apenas contribuem para um sentimento de insegurança crescente, os ambientes nos locais de trabalho não estão propriamente convidativos. E até os milhares de títulos de auto-ajuda oferecendo dicas e conselhos milagrosos para mudar as nossas vidas começam a encher-se de pó nas prateleiras das livrarias.
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As grandes empresas (grandes porque ainda se podem dar ao luxo de adjudicar um orçamento para motivar os seus empregados) desdobram-se em iniciativas, docoaching ao teambuilding, de retiros nos mais recônditos locais do planeta, passando por terapias do riso até à contratação dos já denominados coachers da felicidade. Tudo para animarem as hostes no local de trabalho.
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Este artigo conta a história de Skrimar Rao que, no presente século, tem um estatuto nos cursos de MBA equivalente ao de uma estrela de rock. A partir de um curso cujo programa foi inteiramente desenhado por ele e que se denomina “
Criatividade e Mestria Pessoal”[Criativity and Personal Master y – CPM], o professor que em 1999 fazia um trabalho académico pouco estimulante numa universidade desconhecida, é agora convidado para partilhar os seus ensinamentos em algumas das melhores escolas de negócios do mundo, como é o caso da Columbia Business School, a London Business School ou a Haas Business School. E, onde quer que ensine, o Professor ganha ondas de entusiasmo genuíno e um sem número de testemunhos extraordinários por parte dos seus alunos que atestam a forma como uma disciplina, incluída num tradicional programa de MBA, pode mudar a visão que temos da vida.
*    Para além do mais, passou a ser convidado pelos tais gigantes empresariais que acreditam que é possível estimular novos comportamentos, aumentar a produtividade e, mais importante que tudo, animar os colaboradores.
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Mais um curso de auto-ajuda que, por acaso, já deu origem a dois best-sellers? Rao e o seu clube de seguidores garantem que não. Aliás, o CPM é o único programa específico de MBA que possui a sua própria associação de alumni e Rao é um céptico confesso de todos os cursos e livros que oferecem as curas para os males da vida. Como o próprio afirma, não inventou a roda, apenas olhou para ela de forma diferente. E, na base de todo o sucesso, reina um principio extremamente simples: o da gratidão.
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A falsa dicotomia
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Uma das premissas contra a qual Rao se esforça por lutar diz respeito ao facto de as pessoas passarem a maior parte das suas vidas a aprenderem a ser infelizes, mesmo quando lutam pelo seu inverso. E um dos factores responsáveis por esta propensão diz respeito à tendência que as pessoas têm para compartimentar as suas vidas: há uma vida no trabalho, outra pessoal e uma outra qualquer. Erro! A vida que temos é só uma é não é preciso ser-se um génio para se saber que quando um dos aspectos dessa vida una que se tem não está bem, as implicações nos demais são inevitáveis.
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Uma outra característica que distingue Rao é o facto de não acreditar no pensamento positivo, uma das modas que mais vendeu nos últimos dois anos. Em entrevista à Fast Company (e cuja editora que o entrevistou frequentou o seu CPM), Rao afirma que “o pensamento positivo é extremamente sobreavaliado e pode, muitas vezes, vir a ser prejudicial”. E o problema reside no próprio nome.
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Pensamento “positivo” implica que qualquer coisa que aconteça, e quando a consideramos como “má”, somos obrigados a exercitar o tal pensamento positivo para que dela retiremos algo de bom mesmo que seja o maior dos infortúnios. O que pode ser, de acordo com Rao, extremamente esgotante e, na maioria das vezes, não funciona nem serve de nada. E é também neste elemento que o professor chama a atenção para uma outra tendência que temos no decurso das nossas vidas: a de constantemente rotularmos as coisas como “más”. E dá um exemplo: imagine que é um engenheiro civil que precisa de construir uma estrada. E, no caminho, encontra um pântano. Que não é bom nem é mau, mas é simplesmente um pântano. O que o engenheiro tem de fazer é utilizar a sua energia para descobrir como é que vai ultrapassar esse terreno pantanoso e não lamentar a sua existência. Basicamente, não é bem a mesma coisa que utilizar o pensamento positivo, mas mais o criativo. O professor afirma ser útil transportar este exemplo para as demais áreas da nossa vida e que, a partir daí, lamentaremos muito menos os pântanos que nos vão aparecendo pela estrada fora.
*    O professor acredita igualmente que todos temos capacidade para construirmos uma vida na qual podemos alcançar a plenitude. E, apesar de pensarmos que somos dependentes de factores externos o que, em parte, é verdade, somos muito mais dependentes da atitude mediante a qual encaramos a vida.
*    Um outro conselho básico é eliminarmos os “ses” da nossa vida. “Se eu tivesse mais dinheiro, seria muito mais feliz” ou “se o meu chefe fosse mais acessível, eu gostaria muito mais do meu trabalho”.... Para Rao, o modelo do “condicional” é absolutamente imperfeito, porque coloca sempre uma condição externa – o “se” – no controlo do resultado.
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O que o Professor “obriga” os seus alunos a fazer é a desafiarem o statu quo, a olharem de forma diferente para as suas carreiras, para os seus desafios profissionais e para a vida no geral. E, afirma quem lhe bebeu as palavras que, terminado o curso, os alunos aprendem uma forma inteiramente nova de definir o sucesso e o fracasso.
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Se, até agora, nada do que foi escrito lhe parece longe das técnicas “eficazes” dos livros de auto-ajuda, a ideia é mesmo essa. Os conceitos parecem simples porque as verdades básicas também o são. “O maior ensinamento que retirei das aulas do Professor Rao foi que as coisas mais importantes da vida são simples, embora não necessariamente fáceis”, como testemunha, no site de Rao, um antigo aluno. E darmos graças, todos os dias, nem que seja por alguns segundos diários de felicidade que tenhamos tido, é meio caminho andado para encararmos a vida de outra maneira. Mais especificamente, o professor pede aos seus alunos que, todas as noites, identifiquem duas ou três coisas pelas quais se sintam gratos.
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Novos modelos mentais precisam-se
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Como escreve o próprio professor no seu website, este é um curso sobre “criatividade”, sobre a mente humana e o seu enorme potencial. Mas, mais do que tudo, este é um curso concebido para se descobrir o propósito da vida de cada um. O professor não mostra o caminho, mas ajuda a desenhar o mapa. E esta nova orientação é absolutamente necessária para aquilo que Rao acredita vir a ser a empresa do futuro.
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Para o Professor, esta  será a que se dedicará a assegurar que todos os que tiverem qualquer tipo de contacto com ela poderão alcançar um potencial muito mais significativo do que até agora. O que inclui colaboradores, consumidores, fornecedores e a sociedade no seu todo. Não nos devemos esquecer que a nova geração que está agora a entrar no mercado de trabalho tem maiores níveis educacionais, é muito mais consciente das escolhas que pode fazer e muito menos permeável a receber ordens,principalmente aquelas com as quais não concorda. Os novos trabalhadores exigem também muito mais significado no trabalho que prestam, em detrimento dos grandes desafios aos quais, até agora, davam primazia. E, como alerta Rao, se as estruturas da gestão não se alterarem de forma a acomodar estas novas exigências, irão simplesmente transformar-se em migalhas até desaparecerem. É por isso que um dos objectivos do curso – não esquecendo que está integrado num programa de MBA – lida especificamente com questões como as do desenvolvimento dos valores pessoais, com a ética, a integridade e com o já mencionado alcançar desta mestria ou controlo pessoal. E, um dos enfoques prioritários é perceber e resolver os conflitos existentes entre valores pessoais e acções no local de trabalho. O que, convenhamos, nem sempre é fácil.
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Daí que as características entre o perfil normal de um MBA e a filosofia do curso de Rao sejam diametralmente opostas:
  • O resultado é tudo o que interessa: notas altas, um emprego “high profile” e, obviamente um cheque bem chorudo ao final do mês. Pelo contrário, a perspectiva de Rao privilegia o processo e não o resultado, com enfoque para as acções que têm de ser tomadas, independentemente dos iscos materiais.
  • Para um gestor que se preze, o risco e agressividade são sempre recompensados. Rao aponta para o seguinte paradoxo: quanto mais insistir nestes conceitos, menores são as hipóteses de alcançar o que pretende (o seu verdadeiro propósito).
  • O meu trabalho, o meu MBA mais do que prestigiante, a minha riqueza, é o que me define. Lembre-se, aconselha Rao, que todos interpretamos um papel, mas que não somos esse papel.
  • Tem tudo a ver com dinheiro, mesmo que não goste do que está a fazer. Errado. Não tem a ver com o dinheiro (aliás, se tiver, é porque está mesmo com problemas). Está sim, relacionado, com o porquê e o como do que está a fazer.
  • Um MBA prestigiante, um emprego bem pago, uma vida confortável. Esta é a minha realidade. E fico furioso quando isso é posto em causa. Atenção, diz o Professor. Os modelos nos quais opera NÃO são a realidade.
Para Rao, as escolas de negócio de topo da actualidade são mais instituições doutrinárias do que educacionais. Não encorajam os estudantes a questionar as noções básicas com as quais nos habituámos a viver durante longos anos, tais como se o consumo é assim tão benéfico ou se dar às pessoas múltiplas escolhas realmente aumenta a sua qualidade de vida. Será que sim?
Para a nova estrela filosófica do mundo da gestão, as escolas de negócios precisam de encarar os seus estudantes enquanto seres humanos e não somente como meros dentes da roda da máquina que fornece talento fresco às grandes empresas. E só com uma crise ainda mais perturbadora do que a última – que Rao acredita que irá acontecer brevemente – é que finalmente se iniciará uma nova era de verdadeira mudança. Onde o propósito da vida terá de ser radicalmente repensado.

(VER, 2010.07.17, coligido por ama)


Textos de Reflexão para 23 de Junho

Evangelho: Jo 15, 1-8

1 «Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o agricultor. 2 Todo o ramo que não dá fruto em Mim, Ele o cortará; e todo o que der fruto, podá-lo-á, para que dê mais fruto. 3 Vós já estais limpos em virtude da palavra que vos anunciei.4 Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode por si mesmo dar fruto se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. 5 Eu sou a videira, vós os ramos. Aquele que permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. 6 Se alguém não permanecer em Mim, será lançado fora como o ramo, e secará; depois recolhê-lo-ão, lançá-lo-ão no fogo e arderá. 7 Se permanecerdes em Mim, e as Minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e ser-vos-á concedido. 8 Nisto é glorificado Meu Pai: Em que vós deis muito fruto e sejais Meus discípulos.
Meditação:

Quando, Senhor, vieres vindimar nesta Tua vinha, encontrarás frutos maduros, cheios, generosos ou, pelo contrário, não acharás senão uns raros cachos meio secos e murchos com umas uvas que não prestam para nada? Talvez eu não tenha podado o que devia, sempre que necessário; é possível que tenha adiado os tratamentos devidos à vinha e as pragas atacaram-na sem resistência; talvez eu tenha adormecido e tenha vindo um ladrão que roubou os melhores cachos deixando apenas os que não prestam…
Ó meu Deus! Ajuda-me a ser diligente e trabalhador, a permanecer vigilante e atento a cuidar desta vinha como devo, e Tu, tens o direito de esperar porque Te pertence. 

(ama, meditação sobre Jo 15, 1-8, 2009.07.23)

VIRTUDES 4

Recorda-te que as abelhas no tempo em que fazem o mel comem e sustentam-se de um mantimento muito amargo; e assim nós não podemos praticar actos de maior mansidão e paciência, nem compor o mel das melhores virtudes, senão quando comemos o pão da amargura e vivemos no meio das aflições.

(S. Francisco de Sales, Introducción a la vida devota, III, 3, trad. ama)

22/07/2010

Julgar os outros

É fácil não fazer juízos sobre os outros. Parece que faz parte da nossa natureza humana esta tendência para analisar, medir, avaliar aquele com que nos deparamos.
A visão dá-nos quase de imediato uma série de informações que se relacionam com a estatura, o aspecto, a apresentação. Instantaneamente processamos tudo isto estabelecendo comparações com imagens padrão que guardamos no subconsciente. Segue-se, quase sempre, a avaliação.
Tudo isto, porquê? Com que finalidade?
Bom, poder-se-ia dizer que é um “processo automático” e que, a finalidade é a tomada de decisão do: gosto, não gosto, é-me indiferente.
Os "processos automáticos" revelam uma vontade fraca que não comanda o pensamento, a emoção ou as respostas aos estímulos externos.
O sacerdote e o levita da parábola do samaritano deviam ter este defeito.
O de Samaria, ao invés, é um homem sem preconceitos, reage ao estímulo de solidariedade que lhe provoca o homem prostrado na vera do caminho, ferido e maltratado por bandidos. É um ser solidário que caminha na vida considerando os outros - todos - seus iguais, dignos da sua atenção e do seu crédito.
Poderá ser tripudiado na sua boa-fé, terá desilusões, facilmente convencido, levado a fazer o que não que deseja?
Nada mais falso; esta pessoa nunca é enganada porque o que faz pelos outros é sem pensar num possível retorno.
Jamais fará o que for contra a sua vontade porque sabe muito bem o que lhe convém querer e, muito menos, arrastado por outros porque sabe o seu caminho.
Os outros, não!
Passam pela vida sempre sozinhos porque gastam o tempo a avaliar, a julgar e, enquanto o fazem, a oportunidade perde-se e, muito provavelmente, não voltará a repetir-se.
Estes ficam sós o outro, terá, sempre, muitos amigos que nunca o abandonarão.

(ama, 2010.07.20)

Paternidade e Maternidade responsáveis

A paternidade e a maternidade não terminam com o nascimento; essa participação no poder de Deus, que é a faculdade de gerar, há-de prolongar-se na cooperação com o Espírito Santo, para que culmine com a formação de autênticos homens cristãos e autênticas mulheres cristãs.

Os pais são os principais educadores dos seus filhos, tanto no aspecto humano como no sobrenatural, e hão-de sentir a responsabilidade dessa missão, que exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar; e devem preocupar-se por dar bom exemplo. A imposição autoritária e violenta não é caminho acertado para a educação. O ideal para os pais é chegarem a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável.

É necessário que os pais arranjem tempo para estar com os filhos e falar com eles. Os filhos são o que há de mais importante; mais importante do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas, convém escutá-los com atenção, esforçar-se por compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade – ou a verdade inteira – que possa haver em algumas das suas rebeldias. E, ao mesmo tempo, apoiar as suas aspirações, ensiná-los a ponderar as coisas e a raciocinar; não lhes impor uma conduta, mas mostrar-lhes os motivos, sobrenaturais e humanos, que a aconselham. Numa palavra, respeitar a sua liberdade, já que não há verdadeira educação sem responsabilidade pessoal, nem responsabilidade sem liberdade. 



(S. josemaria, Cristo que passa, 27)

Textos de Reflexão para 22 de Julho

Evangelho: Jo 20, 1; 11-18

1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro, de manhã, sendo ainda escuro, e viu a pedra retirada do sepulcro.
11 Entretanto, Maria estava da parte de fora do sepulcro a chorar. Enquanto chorava, inclinou-se para o sepulcro 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados no lugar onde fora posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Eles disseram-lhe: «Mulher, porque choras?». Respondeu-lhes: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde O puseram». 14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus de pé, mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? A quem procuras?». Ela, julgando que era o hortelão, disse-Lhe: «Senhor, se tu O levaste, diz-me onde O puseste; eu irei buscá-l'O». 16 Jesus disse-lhe: «Maria!». Ela, voltando-se, disse-Lhe em hebreu: «Rabboni!», 17 Jesus disse-lhe: «Não Me retenhas, porque ainda não subi para Meu Pai; mas vai a Meus irmãos e diz-lhes que subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus». 18 Foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: «Vi o Senhor!», e as coisas que Ele lhe disse.

Meditação:

A primeira pessoa a preocupar-se com o Corpo do Senhor é a Madalena. Aquela que «muito amou e a quem muito foi perdoado» não descansa nem espera que o dia amanheça para ir ter com o Senhor. Muito se passou ontem e, a deposição no sepulcro, não a tranquiliza. Quer certificar-se que tudo está bem, que o cadáver de Jesus está convenientemente a salvo de eventuais – e previsíveis – profanações.
Nem se dá conta que é uma pobre mulher, sem grande força para resolver qualquer situação ou conflito.
Vai sozinha, não procura nem companhia nem apoio que a ajudem, conta consigo e com o seu enorme amor por Jesus. Os obstáculos, se os houver, há-de enfrentá-los e resolvê-los. E, de facto, o amor tudo resolve, tudo torna fácil.
O amor por Jesus é compensado, de forma magnífica, pelo próprio Senhor, que lhe fala, interpela e sossega.
Amor, com amor se paga mas, Jesus, paga o amor com um juro tão elevado que vale a pena arrostar qualquer dificuldade, fazer não importa que sacrifício. 

(ama, meditação sobre Jo 20, 1; 11-18, 2010.06.16) 

VIRTUDES 4

Recorda-te que as abelhas no tempo em que fazem o mel comem e sustentam-se de um mantimento muito amargo; e assim nós não podemos praticar actos de maior mansidão e paciência, nem compor o mel das melhores virtudes, senão quando comemos o pão da amargura e vivemos no meio das aflições.

(S. Francisco de Sales, Introducción a la vida devota, III, 3, trad. ama)

21/07/2010

Carta de um Sacerdote ao New York Times

A carta que se segue foi escrita pelo padre salesiano uruguaio Martín Lasarte, que trabalha em Angola, e endereçada a 6 de Abril ao jornal norte-americano The New York Times.  Nela expressa a sua perplexidade diante da onda mediática despertada pelos abusos sexuais de alguns sacerdotes a par do desinteresse que o trabalho de milhares religiosos suscita nos meios de comunicação.

Eis a carta.

Querido irmão e irmã jornalista:

Sou um simples sacerdote católico. Sinto-me orgulhoso e feliz com a minha vocação. Há vinte anos que vivo em Angola como missionário. Sinto grande dor pelo profundo mal que pessoas, que deveriam ser sinais do amor de Deus, sejam um punhal na vida de inocentes. Não há palavras que justifiquem estes actos. Não há dúvida de que a Igreja só pode estar do lado dos mais frágeis, dos mais indefesos. Portanto, todas as medidas que sejam tomadas para a protecção e prevenção da dignidade das crianças será sempre uma prioridade absoluta.
Vejo em muitos meios de informação, sobretudo no vosso jornal, a ampliação do tema de forma excitante, investigando detalhadamente a vida de algum sacerdote pedófilo. Assim aparece um de uma cidade dos Estados Unidos, da década de 70, outro na Austrália dos anos 80 e assim por diante, outros casos mais recentes...
Certamente, tudo condenável! Algumas matérias jornalísticas são ponderadas e equilibradas, outras exageradas, cheias de preconceitos e até ódio.
É curiosa a pouca notícia e desinteresse por milhares de sacerdotes que consomem a sua vida no serviço de milhões de crianças, de adolescentes e dos mais desfavorecidos pelos quatro cantos do mundo
Penso que ao vosso meio de informação não interessa que eu precisei transportar, por caminhos minados, em 2002, muitas crianças desnutridas de Cangumbe a Lwena (Angola), pois nem o governo se dispunha a isso nem as ONG’s estavam autorizadas; que tive que enterrar dezenas de pequenos mortos entre os deslocados de guerra e os que retornaram; que tenhamos salvo a vida de milhares de pessoas no Muxico com apenas um único posto médico em 90.000 km2, assim como com a distribuição de alimentos e sementes; que tenhamos dado a oportunidade de educação nestes 10 anos e escolas para mais de 110.000 crianças...
Não é de interesse que, com outros sacerdotes, tivemos que socorrer a crise humanitária de cerca de 15.000 pessoas nos aquartelamentos da guerrilha, depois da sua rendição, porque os alimentos do Governo e da ONU não estavam chegando ao seu destino.
Não é notícia que um sacerdote de 75 anos, o padre Roberto, percorra, à noite, a cidade de Luanda curando os meninos de rua, levando-os para uma casa de acolhimento, para que se desintoxiquem da gasolina, que alfabetize centenas de presos; que outros sacerdotes, como o padre Stefano, tenham casas de passagem para os menores que sofrem maus tratos e até violências e que procuram um refúgio.
Tampouco que Frei Maiato com seus 80 anos, passe de casa em casa confortando os doentes e desesperados.
Não é notícia que mais de 60.000 dos 400.000 sacerdotes e religiosos tenham deixado sua terra natal e sua família para servir os seus irmãos numa gafaria[1], em hospitais, campos de refugiados, orfanatos para crianças acusadas de feitiçarias ou órfãos de pais que morreram com HIV, em escolas para os mais pobres, em centros de formação profissional, em centros de atenção a seropositivos... ou, sobretudo, em paróquias e missões dando motivações às pessoas para viver e amar.
Não é notícia que meu amigo, o padre Marcos Aurélio, por salvar jovens durante a guerra de Angola, os tenha transportado de Kalulo a Dondo, e ao voltar à sua missão tenha sido metralhado no caminho; que o irmão Francisco, com cinco senhoras catequistas, tenham morrido num acidente na estrada quando iam prestar ajuda nas áreas rurais mais recônditas; que dezenas de missionários em Angola tenham morrido de uma simples malária por falta de atendimento médico; que outros tenham saltado pelos ares por causa de uma mina, ao visitarem o seu pessoal. No cemitério de Kalulo estão os túmulos dos primeiros sacerdotes que chegaram à região... Nenhum passa dos 40 anos.
Não é notícia acompanhar a vida de um Sacerdote “normal” no seu dia-a-dia, nas suas dificuldades e alegrias consumindo sem ruído a sua vida a favor da comunidade que serve. A verdade é que não procuramos ser notícia, mas simplesmente levar a Boa-Notícia, essa notícia que sem estardalhaço começou na noite da Páscoa. Uma árvore que cai faz mais barulho do que uma floresta que cresce.
Não pretendo fazer uma apologia da Igreja e dos sacerdotes. O sacerdote não é nem um herói nem um neurótico. É um homem simples, que com sua humanidade procura seguir Jesus e servir os seus irmãos. Há misérias, pobrezas e fragilidades como em cada ser humano; e também beleza e bondade como em cada criatura...
Insistir de forma obsessiva e persecutória num tema perdendo a visão de conjunto cria verdadeiramente caricaturas ofensivas do sacerdócio católico na qual me sinto ofendido.
Só lhe peço, amigo jornalista, que procure a Verdade, o Bem e a Beleza. Isso tornará nobre na sua profissão.
Em Cristo,
Pe. Martín Lasarte, SDB.[2]



[1] Hospital para leprosos
[2] Notas e revisão por ama

Fantásticos Max Brothers Xico & Harpo

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Textos de Reflexão para 21 de Julho

Evangelho: Mt 13, 1-9

1 Naquele dia, saindo Jesus de casa, sentou-Se à beira do mar. 2 E juntou-se em volta d'Ele uma grande multidão de gente, de tal modo que foi preciso entrar numa barca e sentar-Se nela; e toda a multidão estava em pé na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas por parábolas: «Eis que um semeador saiu a semear. 4 Quando semeava, uma parte da semente caiu ao longo do caminho; e vieram as aves do céu e comeram-na. 5 Outra parte caiu em lugar pedregoso, onde não havia muita terra; e nasceu logo, porque não tinha profundidade de terra.6 Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8 Outra parte, enfim, caiu em boa terra, e frutificou; uns grãos deram cem por um, outros sessenta, outros trinta. 9 Quem tem ouvidos para ouvir, oiça».

Meditação:

Neste Teu campo particular, que eu sou, semeia, Senhor, a semente da vida eterna, a única semente que verdadeiramente me interessa. Ajuda-me a colhe-la com amor e disponibilidade completa, para que frutifique e dê cem por um. 

(AMA, comentário, meditação, Mt 13, 1-9)

VIRTUDES 3

Procurai viver as virtudes que, segundo julgais, faltam aos vossos irmãos e já não vereis os seus defeitos, porque não os tereis vós.

(St. Agostinho, Enarrationes in Psalmos, 30, 2, 7, trad. do castelhano por ama)

20/07/2010

Textos de Reflexão para 20 de Julho

Evangelho: Mt 12, 46-50

46 Estando Ele ainda a falar ao povo, eis que Sua mãe e Seus irmãos se achavam fora, desejando falar-Lhe. 47 Alguém disse-Lhe: «Tua mãe e Teus irmãos estão ali fora e desejam falar-Te». 48 Ele, porém, respondeu ao que falava: «Quem é a Minha mãe e quem são os Meus irmãos?» 49 E, estendendo a mão para os Seus discípulos, disse: «Eis Minha mãe e Meus irmãos. 50 Porque todo aquele que fizer a vontade de Meu Pai que está nos céus, esse é Meu irmão e Minha irmã e Minha mãe».

Meditação:

Quem cumpriu a Vontade de Deus em tudo? Onde a união mais perfeita entre Mãe e Filho? Quem com um coração completamente devotado melhor aceitou a Vontade de Deus? Onde o encontro entre o divino e a humanidade teve maior e mais completa expressão?
          Foi a Virgem Maria, em Nazaré!
Por isso mesmo o Senhor diz que quem fizer como Ela é «Meu irmão e Minha irmã e Minha mãe». 

(ama, meditação sobre Mt 12, 46-50, 2010.05.13)

VIRTUDES 2

Primeiro, as crianças na escola, aprendem a forma das letras; logo começam a distinguir as torcidas, e assim, passo a passo, acabam por aprender a ler.
Dividindo a virtude em partes, aprendamos primeiro, por exemplo, a não falar mal; logo, passando a outra letra, a não invejar ninguém, a não ser escravos do corpo em nenhuma situação, a não nos deixarmos levar pela gula... Logo, passando ás letras espirituais, estudemos a continência, a mortificação dos sentidos, a castidade, a justiça, o desprezo da vã glória; procuremos ser modestos, contritos de coração. Enlaçando umas virtudes com outras escrevemo-las na nossa alma. E temos de exercitar isto na nossa própria casa: com os amigos, com a mulher, com os filhos.

(S. João Crisóstomo, Homílias sobre los Salmos, 11, 8, trad. ama)

19/07/2010

Uma questão de educação

Só nos resta confiar nas qualidades de mulher e cidadã da senhora Ministra da Educação. 


Estas as palavras com que o Sr. Prof. João César das Neves termina o seu excelente artigo com o nome em epígrafe.


Pela primeira vez encontro um ponto em que discordo do Ilustre Professor e, por ser coisa tão rara, achei que devia revelá-lo:


Terminaria assim:


A mim só me resta confiar nas qualidades e bom senso de mulheres, cidadãs e cristãs das minhas três filhas para saberem, em casa, orientar, re-orientar, educar e re-educar os meus nove netos, pondo-os, quanto possível, a recato dos assaltos desta ou de outra ministra qualquer e limpando e tratando as feridas que, na escola, lhes possam infligir.