16/07/2010

Textos de Reflexão para 17 de Julho

Evangelho: Mt 12, 14-21

14 Os fariseus, saindo dali, tiveram conselho contra Ele sobre o modo de O levarem à morte. 15 Jesus, sabendo isto, retirou-Se daquele lugar. Muitos seguiram-n'O, e curou-os a todos. 16 Ordenou-lhes que não O descobrissem, 17 para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías: 18 “Eis o Meu servo, que Eu escolhi, o Meu amado, em Quem a Minha alma pôs as suas complacências. Farei repousar sobre Ele o Meu Espírito, e Ele anunciará a justiça às nações. 19 Não discutirá, nem clamará, nem ouvirá alguém a Sua voz nas praças; 20 não quebrará a cana rachada, nem apagará a torcida que fumega, até que faça triunfar a justiça; 21 e as nações esperarão no Seu nome”.

Meditação:

Se eu te seguir, Tu, Senhor, curar-me-ás porque, disfarçado no meio da multidão dos que te seguem, talvez não Te detenhas muito a pensar se eu mereço ou não ser curado. Embora saibas tudo, absolutamente, sobre mim, talvez o impacto de haver tantos a seguir-te que Te pedem, imploram, suplicam, mova o Teu Coração amantíssimo e Tu, movido por essa multidão, me cures também.
Deixa-me, Senhor, seguir-te para onde quer que vás, só Tu tens palavras de vida eterna; só Tu és o verdadeiro caminho, a única verdade, a vida que vale a pena. 

(AMA, Meditação sobre Mt 12,14-21, Julho 2008)

Tema: Jesus Cristo, O Salvador

Deixai que Cristo seja para vós o caminho, a verdade e a vida. Deixai que seja a vossa salvação e a vossa felicidade. Deixai que ocupe toda a vossa vida para alcançar com Ele todas as Suas dimensões, para que todas as vossas relações, actividades, sentimentos, sejam integradas n'Ele ou, por assim dizer, sejam "cristificados". Eu vos desejo que com Cristo reconheçais a Deus como princípio e fim da vossa existência.

(joão Paulo II, Monmartre, 1980.06.01) (cit. ama)

Doutrina: CCIC – 347: Quais são os pecados gravemente contrários ao 
                                                      sacramento do Matrimónio?                           
                                CIC – 1645-1648





São: o adultério; a poligamia, porque em contradição com a igual dignidade do homem e da mulher e com a unicidade e exclusividade do amor conjugal; a rejeição da fecundidade, que priva a vida conjugal do dom dos filhos; e o divórcio, que se opõe à indissolubilidade

GRATIDÃO 2

A própria ordem natural requer que quem recebeu um favor responda com gratidão ao que o beneficiou.

(S. Tomás de Aquino, Suma teológica, 2-2, q. 106, a. 3c.)

Textos de Reflexão para 15 de Julho

Evangelho: Mt 11, 28-30

28 «Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.29 Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.30 Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo leve».

Meditação:

Falemos então de “jugo”, essa “coleira” que antigamente os dominadores colocavam em volta do pescoço dos dominados e com que os sujeitavam e obrigavam a ir por onde não desejavam. Falemos de “jugo” com que o vício e a sensualidade condicionam o homem. Sim, falemos de “jugo” porque em toda a nossa vida inúmeros “jugos” nos mantêm presos a tantas coisas que, se verificar-mos bem, não nos interessam para nada não só porque elas próprias são passageiras mas também porque o bem que nos pode vir delas é efémero.
Mas existe, acaso, um “jugo”, sinónimo de submissão, distintivo do escravo, aceitável?
Sim, existe... este que o Senhor nos oferece, o Seu jugo! Compreende-se porquê: ficamos presos por um laço de amor, que não domina mas sugere, que não compele mas inspira, que não obriga mas amavelmente indica.
Então... bem abençoado jugo! A ele me quero submeter com toda a minha vontade e potências já que, sinto, com este jugo, estarei a salvo dos outros “jugos” que querem dominar e condicionar a minha vida.
E, na verdade, esta vida não é minha, é do Senhor deste «jugo suave» que traz «descanso para as nossas almas». (ama, meditação sobre Mt 11, 25-30, 2009.12.07)

Tema: Virtude da Mansidão

Mansos quer dizer, os que sofrem com paciência as perseguições injustas; os que nas adversidades mantêm o ânimo sereno, humilde e firme, e não se deixam levar pela ira ou pelo abatimento. A virtude da mansidão é muito necessária para a vida cristã. Normalmente as frequentes manifestações externas de irritabilidade procedem da falta de humildade e paz interior. 

(Definição de Mansidão, compilação por ama)

Doutrina: CCIC – 339: Como é que o pecado ameaça o Matrimónio?                      
                             CIC - 1606-1608

Por causa do primeiro pecado, que provocou também a ruptura da comunhão do homem e da mulher, dada pelo Criador, a união matrimonial é muitas vezes ameaçada pela discórdia e pela infidelidade. Todavia Deus, na sua infinita misericórdia, dá ao homem e à mulher a sua graça para que possam realizar a união das suas vidas segundo o desígnio originário de Deus.

Festa: S. Boaventura, doutor da Igreja

GRATIDÃO 1

A gratidão pelo passado é penhor de confiança para o futuro.
Deus exige de nós que lhe rendamos graças pelos benefícios recebidos não porque precise dos nossos agradecimentos, mas para que estes O provoquem a conceder-nos benefícios ainda maiores (cfr. S. João Crisóstomo, Homilia 52 in Gen. –Migne PGt. 54, col. 460).

(PIO xii, Mensagem pela rádio nas Bodas de Prata das aparições em Fátima, 1942.10.31)

15/07/2010

CONGREGAÇÃO DA DOUTRINA DA FÉ - NORMAS

Vaticano endurece normas sobre casos de abusos sexuais (actualizada)
Mudanças têm em conta impacto público dos recentes escândalos envolvendo membros do clero
A Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano, publicou esta Quinta-feira um conjunto de novas normas para os casos de abusos sexuais de menores cometidos por membros do clero, endurecendo as regras que estavam em vigor.
As normas sobre os “delitos mais graves” alargam o período de prescrição dos crimes em causa, que passa de 10 para 20 anos após as vítimas terem completado 18 anos de idade.
O texto equipara à pedofilia os abusos sexuais contra pessoas com “uso imperfeito da razão” e introduz o delito de pedopornografia, ou seja, “aquisição, posse ou divulgação” de imagens pornográficas de menores de 14 anos por parte de um clérigo.
Os tribunais que julgam estes casos passarão a integrar leigos, que poderão ainda ser advogados e procuradores nos processos, mesmo sem doutoramento em direito canónico.
Fica aberta a possibilidade de não se seguir por um caminho “processual judicial”, procedendo por decreto extrajudicial ou apresentando directamente ao Papa, em determinadas circunstâncias, os casos mais graves, tendo em vista a demissão do estado clerical.
Com as últimas modificações, a CDF passa a ter o direito de julgar os “Cardeais, os Patriarcas, os legados da Sé Apostólica e os Bispos” com mandato prévio do Papa.
As reforma das regras elaborada pela Congregação para a Doutrina da Fé foi aprovada por Bento XVI no dia 21 de Maio, actualizando o “motu proprio” de João Paulo II “Sacramentorum sanctitatis tutela” (2001) relativo às Normae de gravioribus delictis, reservadas à Congregação para a Doutrina da Fé.
Em nota assinada pelo director da sala de imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, dá-se conta da “vasta ressonância pública” dos recentes casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero ou em instituições ligadas à Igreja.
Nesse sentido,  as novas normas procuram que os procedimentos sejam “mais rápidos, para enfrentar com eficácia as situações mais urgentes e graves”.
Tratando-se de normas internas sobre os “delitos que a Igreja considera excepcionalmente graves”, explica o Pe. Lombardi, as mesmas não abordam a questão da denúncia às autoridades civis.
A este respeito, o director da sala de imprensa da Santa Sé recorda o que está definido no Guia para a compreensão dos procedimentos de base da Congregação para a Doutrina da Fé relativa às acusações de abusos sexuais, no qual se apela ao cumprimento das "disposições da lei civil” em matéria de informação destes delitos às autoridades competentes.
As normas, indica este responsável, insistem na ideia da “confidencialidade dos processos, para tutelar a dignidade de todas as pessoas envolvidas”.
A Congregação para a Doutrina da Fé, acrescenta o Pe. Lombardi, está a trabalhar em novas indicações para as Conferências Episcopais, para que as mesmas tenham directivas “cada vez mais rigorosas, coerentes e eficazes”.
Para o Vaticano, a publicação destas normas é um contributo para a “clareza e a certeza do direito num campo em que a Igreja está, neste momento, muito decidida a actuar com rigor e com transparência”.
O Pe. Federico Lombardi admite que o “doloroso caso da «crise»” dos abusos sexuais trouxe lições que a Igreja deverá “traduzir em praxis permanente”

(ECCLESIA, 2010.07.17)

14/07/2010

Textos de Reflexão para 14 de Julho

Evangelho: Mt 11, 25-27

25 Então Jesus, falando novamente, disse: «Eu Te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos prudentes, e as revelaste aos pequeninos. 26 Assim é, ó Pai, porque assim foi do Teu agrado. 27 «Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai; nem ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Comentário:

De facto, só é possível conhecer Cristo e acreditar nele com a humildade e a simplicidade dos humildes. Quem pensa que, a sua sabedoria, inteligência e ilustração são suficientes para compreender a mensagem do Evangelho engana-se redondamente. Os olhos dos simples lêem com facilidade as palavras da Vida. O espírito aberto e solícito descobre facilmente as verdades que Jesus quer revelar. A inteligência serena e sem preconceitos apreende a doutrina de Cristo. O resto… é fruto da Fé que Deus dá aos que lha pedem com humildade e confiança. 

(ama, comentário sobre Mt 11, 25-27, Abril de 2009)

Tema: Revelação e Amor

Toda a nossa religião é uma revelação da bondade, da misericórdia, do amor de Deus por nós. "Deus é amor" (Cfr Jo 4, 16), isto é, amor que se difunde e se prodigaliza; e tudo se resume nesta grande verdade que tudo explica e tudo ilumina. É necessário ver a história de Jesus a esta luz. 

(paulo VI, Homília do Corpus Christi, Roma, 13.06.1975) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 338: Para que fins instituiu Deus o Matrimónio?
                       CIC – 1659-1660

A união matrimonial do homem e da mulher, fundada e dotada de leis próprias pelo Criador, está por sua natureza ordenada à comunhão e ao bem dos cônjuges e à geração e bem dos filhos. Segundo o desígnio originário de Deus, a união matrimonial é indissolúvel, como afirma Jesus Cristo: «O que Deus uniu não o separe o homem» (Mc 10,9).

NOBREZA HUMANA

Possivelmente já ouviu ao menos falar sobre os três tenores. O italiano Luciano Pavarotti, os espanhóis Plácido Domingo e José Carreras.
É possível mesmo que os tenha assistido pela TV, abrilhantando eventos como a Taça do Mundo de futebol.
O que talvez você não saiba é que Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão. E há uma grande rivalidade entre madrilenos e catalães.
Plácido e Carreras não fugiram à regra.
Em 1984, por questões políticas, tornaram-se inimigos.
Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafecto não fosse convidado.
Em 1987, Carreras ganhou um inimigo mais implacável que Plácido Domingo.
Foi surpreendido por um terrível diagnóstico de leucemia. Submeteu-se a vários tratamentos, como auto transplante de medula óssea e trocas de sangue. Por isso, era obrigado a viajar mensalmente aos Estados Unidos.
Claro que sem condições para trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.
Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma instituição em Madrid, denominada Fundación Hermosa. Fora criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de pessoas com leucemia.
Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença.
E voltou a cantar.
Tornando a receber altos “cachés”, tratou de se associar à fundação.
Foi então que, lendo os estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo.
Mais do que isso.
Descobriu que a fundação fora criada, em princípio, para o atender a ele, Carreras. E que Plácido se mantinha no anonimato para não o constranger por ter que aceitar auxílio de um inimigo.
Momento extraordinário, e muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid.
De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e ajoelhou-se a seus pés. Pediu-lhe desculpas. Depois, publicamente agradeceu-lhe o benefício de seu restabelecimento.
Mais tarde, quando concedia uma entrevista na capital espanhola, uma repórter perguntou a Plácido Domingo por que ele criara a Fundación Hermosa.
Afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver a um dos poucos artistas que poderiam fazer-lhe alguma concorrência.
A resposta de Plácido Domingo foi curta e definitiva: "porque uma voz como essa não se podia perder." Fazer o bem sem ostentação é grande mérito.
Ainda mais meritório é ocultar a mão que dá.
Constitui marca de grande superioridade moral.
Não saber a mão esquerda o que dá a mão direita é uma imagem que caracteriza admiravelmente esse tipo de benefício.
Quando, ao demais, o benefício tem por objectivo maior atender um eventual desafecto, torna-se ainda mais meritório.
A criatura demonstra, com tal atitude, estar acima do comum da humanidade.
Que essa história não caia no esquecimento.
E, tanto quanto possível, nos sirva de inspiração e exemplo.

(In Net, 2006.04.05)

13/07/2010

Textos de Reflexão para 13 de Julho

Evangelho: Mt 11, 20-24

20 Então começou a censurar as cidades em que tinham sido realizados muitos dos Seus milagres, por não terem feito penitência. 21 «Ai de ti, Corozain! Ai de ti, Betsaida! porque, se em Tiro e em Sidónia tivessem sido feitos os milagres que se realizaram em vós, há muito tempo que teriam feito penitência vestidos de saco e em cinza. 22 Por isso vos digo que haverá menor rigor para Tiro e Sidónia no dia do juízo, que para vós. 23 E tu, Cafarnaum, elevar-te-ás porventura até ao céu? Não, hás-de ser abatida até ao inferno. Se em Sodoma tivessem sido feitos os milagres que se fizeram em ti, ainda hoje existiria. 24 Por isso vos digo que no dia do juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma que para ti».
Comentário:

Mais tarde, alguns gregos de Betsaida, aproximaram-se de Filipe pedindo-lhe para verem o Mestre. É a prova que o próprio Evangelho nos dá que o apostolado dá sempre fruto se bem que, por vezes, pareça que a nossa acção, os nossos esforços “passam ao lado” e não convencem nem atraem aqueles a quem nos dirigimos. Mas, como se vê, nem por isso devemos desistir, uma e outra vez, de levar - aos nossos amigos, principalmente – a palavra de Deus, para que se convertam e salvem. Também a nós alguém nos falou um dia, talvez a nossa Mãe quando éramos crianças ou, depois, mais tarde, quando já esquecidos ou adormecidos na fé, um amigo que nos urgiu a mudar de vida ou a repensar na nossa conduta, numa palavra, a convertermo-nos. (ama, comentário sobre Mt 11, 20-24, Palestra em CC, Abril de 2009)

Tema: Virtude da Penitência

A penitência é uma virtude cristã que nos faz suportar com igualdade de alma, por amor a Deus e em união com Jesus Cristo, os sofrimentos físicos ou morais. 

(Adolphe Tanqueray, Compendio de Teologia Ascetica y Mistica, LAI, 1961, nr. 1088) (trad. ama)

Doutrina: CCIC – 337: Qual é o desígnio de Deus acerca do homem e
                       da mulher?
                       CIC – 1601 – 1605


Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os, no Matrimónio, a uma íntima comunhão de vida e de amor entre eles, «de modo que já não são dois, mas uma só carne» (Mt 19,6). Abençoando-os, Deus disse-lhes: «sede fecundos e multiplicai-vos» (Gn 1,28)

ANJOS 7

O demónio - ou o anjo - não chega a penetrar na nossa intimidade se nós não queremos. «Os espíritos imundos não podem conhecer a natureza dos nossos pensamentos. Unicamente lhes é dado adivinhá-los mercê de indícios sensíveis, ou examinando as nossas disposições, as nossas palavras ou as coisas que indicam uma propensão da nossa parte. Ao invés o que não exteriorizamos e permanece oculto nas nossas almas, é-lhes totalmente inacessível. Inclusive os próprios pensamentos que eles nos sugerem, o acolhimento que lhes damos, a reacção que nos causam, tudo isto não o conhecem pela própria essência da alma (...) mas, em todo o caso, pelos movimentos e manifestações externas.

(Cassiano, Collationes, VI 17)

Textos de Reflexão para 12 de Julho

Evangelho: Mt 10, 34; 11, 1

34 «Não julgueis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada. 35 Porque vim separar “o filho do seu pai e a filha da sua mãe e a nora da sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares”. 37 Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. 38 Quem não toma a sua cruz e Me segue, não é digno de Mim. 39 Quem se prende à sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por Meu amor, achá-la-á. 40 «Quem vos recebe, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. 41 Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa do profeta; quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo. 42 E todo aquele que der de beber um simples copo de água fresca a um destes pequeninos, por ele ser Meu discípulo, na verdade vos digo que não perderá a sua recompensa».
11 1 Tendo Jesus acabado de dar estas instruções aos Seus doze discípulos, partiu dali para ir ensinar e pregar nas cidades deles

Comentário:

Parecem duras, num primeiro momento, estas palavras de Jesus e, obviamente, muito difíceis de pôr em prática. Apressadamente poderíamos concluir que o Senhor quer que o amor aos pais, aos filhos, seja relegado para um segundo ou terceiro plano, depois do amor que devemos a Deus. Não é propriamente assim. Cada amor tem o seu lugar, o seu tempo, o seu ‘entendimento’. Em primeiríssimo lugar está o amor a Deus e, isto, por uma razão simples e lógica: Amar o nosso Criador, o Senhor de todas as coisas. Simultaneamente amar os nossos pais, os nossos filhos, enfim, os nossos mais próximos. Com um amor total e dedicado como deve ser. Mas um amor que não se sobrepõe ao primeiro, coexistem sem confronto. Aliás, quem ama a Deus não pode deixar de amar os seus – pais, irmãos, filhos etc. – porque são o seu próximo ‘mais próximo’ se se permite a expressão. «Vai deixar a tua oferta sobre o altar e vai primeiro conciliar-te com o teu irmão…,» diz o Senhor noutra passagem, indicando claramente que não é aceitável a Deus qualquer manifestação de amor ou devoção existindo na alma uma reserva, mal querer ou, até, indiferença, para com o nosso próximo. Está, portanto claro: amar a Deus sobre todas as coisas e sobre tudo, com todo o coração e toda a alma e, depois, os outros como a nós mesmos.

(ama, comentário sobre Mt 10, 37-42, Junho 2008)

Tema: Solidariedade

A solidariedade é, sem dúvida, uma virtude cristã.
À luz da fé, a solidariedade tende a superar-se a si mesma, a revestir as dimensões especificamente cristãs da gratuitidade total, o perdão e a reconciliação. O próximo não é somente um ser humano com os seus direitos e a sua igualdade fundamental com todos, mas converte-se na imagem viva de Deus Pai, resgatada pelo sangue de Cristo e posta sob a acção permanente do Espírito Santo. Ainda que seja inimigo, deve ser amado, por tanto, com o mesmo amor com que o Senhor o ama, e por ele se deve estar disposto o sacrifício, inclusive extremo: «dar a vida pelos irmãos» (Cfr. Jo. 3, 16).
Os «mecanismos perversos» e as «estruturas de pecado» (...) poderão ser vencidos apenas mediante o exercício da solidariedade humana e cristã. 

(joão Paulo II, Encíclica Solicitudo Rei Socialis, 30.12.1987, nr. 40) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 336: Com que autoridade é exercido o sacerdócio ministerial?                       
         CIC – 1547 – 1553; 1592

Os sacerdotes ordenados, no exercício do ministério sagrado, falam e agem não por autoridade própria, e nem sequer por mandato ou delegação da comunidade, mas na Pessoa de Cristo Cabeça e em nome da Igreja. Portanto o sacerdócio ministerial difere essencialmente, e não apenas em grau, do sacerdócio comum dos fiéis, para o serviço do qual Cristo o instituiu.

12/07/2010

Textos de Reflexão para 11 de Julho

Evangelho: Lc 10, 25-37

25 Eis que se levantou um doutor da lei, e disse-Lhe para o experimentar: «Mestre, que devo eu fazer para alcançar a vida eterna?». 26 Jesus respondeu-lhe: «O que é que está escrito na Lei? Como lês tu?». 27 Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo». 28 Jesus disse-lhe: «Respondeste bem: faz isso e viverás». 29 Mas ele, querendo justificar-se, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?». 30 Jesus, retomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram, o espancaram e retiraram-se, deixando-o meio morto. 31 Ora aconteceu que descia pelo mesmo caminho um sacerdote que, quando o viu, passou de largo.32 Igualmente um levita, chegando perto daquele lugar e vendo-o, passou adiante. 33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem e cuidou dele. 35 No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao estalajadeiro e disse-lhe: Cuida dele; quanto gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. 36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?». 37 Ele respondeu: «O que usou de misericórdia com ele». Então Jesus disse-lhe: «Vai e faz tu o mesmo».

Meditação:

Na minha estadia no hospital – vão lá três anos – assisti a algo que me trouxe à memória, imediatamente, esta belíssima parábola de Jesus.
Um homem ainda novo, encostou a um canto da sala de atendimento a cadeira de rodas onde o idoso pai se sentava e disse-lhe: Espere aqui que eu já venho!
Certo é que chegou a vez do inválido, que apresentava uma terrível cor amarela que prenunciava uma séria infecção de fígado, ser atendido e, como não tinha quaisquer documentos, foi ficando para ali, soltando um gemido profundo de vez em quando. Passaram uns trinta minutos e alguém dos serviços, resolveu inquirir o que se passava. Percebeu-se, então, que o pobre homem tinha sido ali abandonado pelo filho sem qualquer aviso ou recomendação.
Não sei o que aconteceu depois mas, o meu ar chocado obteve um          comentário aterrador:
“Isto não é nada, se soubesse quantos idosos e doentes são abandonados nos hospitais pelas famílias, sobretudo nos meses de Verão quando vão de férias!!!”

Como é possível, Senhor, que passados dois mil anos sobre este Teu ensinamento ainda haja homens como os dois primeiros da parábola, com uma pedra dura no lugar do coração e uma espantosa falta de sentimentos ou preocupações pelo próximo? 

(ama, meditação sobre Lc 10, 25-37, 2010.05.19)

Tema: Samaritano

(A parábola do Bom samaritano, indica-nos) qual deve ser a relação de cada um de nós com o próximo que sofre. Não nos está permitido passar ao largo, com indiferença, antes devemos parar junto dele. Bom samaritano é todo o homem que se detém junto do sofrimento de outro homem de qualquer género que ele seja. (joão Paulo II, Carta apostólica Salvifici doloris, 28, 11.02.1984.02.11) (citado por ama)

Doutrina: CCIC – 335: Quais são os efeitos do sacramento da Ordem?
                           CIC: 1581-1589

Este sacramento dá uma especial efusão do Espírito Santo, que configura o ordenado a Cristo na sua tríplice função de Sacerdote, Profeta e Rei, segundo os respectivos graus do sacramento. A ordenação confere um carácter espiritual indelével: por isso não pode ser repetida nem conferida por um tempo limitado.

Festa: S. Bento



ANJOS 6

Aproveita considerar que temos o Anjo da Guarda ao nosso lado, e na oração melhor que noutro lugar, porque ali está ele para nos ajudar a levar as nossas orações ao Céu e defender-nos do inimigo.

(S. Pedro de Alcântara, Tratado de la oración y meditación, I, 222, trad ama)

10/07/2010

Textos de Reflexão para 10 de Julho

Evangelho: Mt 10, 24-33

24 «Não é o discípulo mais que o mestre, nem o servo mais que o senhor. 25 Basta ao discípulo ser como o mestre e ao servo como o senhor. Se eles chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus familiares! 26 «Não os temais, pois, porque nada há encoberto que não se venha a descobrir, nem oculto que não venha a saber-se. 27 O que Eu vos digo às escuras, dizei-o às claras e o que é dito ao ouvido, pregai-o sobre os telhados. 28 «Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode lançar a alma e o corpo na Geena. 29 Porventura não se vendem dois passarinhos por uns tostões? E, todavia, nem um só deles cairá no chão sem a permissão de vosso Pai. 30 Até os próprios cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31 Não temais, pois: vós valeis mais que muitos passaritos. 32 «Todo aquele, portanto, que Me confessar diante dos homens, também Eu o confessarei diante do Meu Pai que está nos céus. 33 Porém, quem Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do Meu Pai, que está nos céus.

Meditação:

Nas palavras de Jesus, que nos chegam através deste trecho do Evangelho de S. Mateus, transparece umas realidades que, apesar de evidente, muitas vezes esquecemos: o ‘pouca coisa’ que somos e a nossa impotência para resolvermos, sozinhos, os nossos grandes problemas, tais como a vida e a morte, os acontecimentos do dia de amanhã, etc.
Mas esta ‘pouca coisa’ tem, não obstante, um imenso valor aos olhos de Deus. Somos criaturas Suas, criadas por Ele à Sua imagem e semelhança e nada – absolutamente – do que nos acontece, sucede sem o Seu conhecimento.
Ele que governa e comanda todas as coisas, como não há-de ter em consideração essa ‘pouca coisa de que falo’ e dar-nos o que nos falta em cada momento.
Portanto, o grande tema desta breve meditação é: CONFIANÇA!
Confiança ilimitada na Providência Divina sabendo que, se pusermos o que nos diz respeito, - esforço, luta, empenho – Ela não deixará de completar e dar o que precisarmos

(ama, comentário sobre Mt 10, 24-33, CC no Porto, Junho 2008).

Tema: Coragem

A virtude humana da fortaleza requer sempre alguma superação da fraqueza humana e sobretudo do medo. O homem, de facto, por natureza teme espontaneamente o perigo, os dissabores e os sofrimentos. (...) Então têm especial valor os homens que são capazes de transpor a chamada barreira do medo, com o fim de testemunhar a verdade e a justiça. (...) Para conseguir tal fortaleza, o homem precisa de ser sustentado por grande amor pela verdade e pelo bem, a que se dedica. (...) Quando ao homem faltam as forças para superar-se a si mesmo em vista a valores superiores - como a verdade, a justiça, a vocação e a fidelidade matrimonial - é necessário que este «dom do alto» faça de cada um de nós um homem forte e, no devido momento, nos diga «no íntimo»: coragem!

(joão Paulo II, Audiência, Roma, 1978.11.15) (citado por ama)

Anjos 4

O anjo particular de cada um, ainda dos mais insignificantes dentro da Igreja, por estar contemplando sempre o rosto de Deus que está nos Céus, vendo a divindade do nosso Criador, une a sua oração à nossa e colabora em tudo que lhe é possível em favor do que pedimos.

(Orígenes, Tratado sobre a oração, 10)

ANJOS 5

Os anjos não aparecem aos homens tal como são, mas manifestando-se nas formas que Deus dispõe para que possam ser vistos por aqueles a quem os envia.

(S. João Damasceno, De Fide Orthodoxa, 2, 3)