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03/07/2011

Grandeza de ânimo

Para lá do Túnel
O assunto não acabou. 

Até para um não crente, Jesus pode ser um homem fascinante, mas falta misericórdia com quem a exercita do modo mais admirável: fazendo-a própria, absorvendo no seu coração a miséria alheia para limpá-la numa cruz. Pode argumentar-se que muitos cristãos não se comportam adequadamente, mas falta coração no que respeita ao próprio Cristo.
Existem outros homens possivelmente amados por milhões de pessoas, mas não faltam os que aproveitam qualquer oportunidade para os julgar com um coração seco. Confunde-se a possível discrepância com a desnecessária pequenez do coração, feita caricatura, troça ou desdém. 

Sobretudo quando goza do oportunismo da moda ou do politicamente correcto.

pablo cabellos llorente [i],trad ama


 

[i] Doutor em Direito Canónico e Ciências da Educação

02/07/2011

Grandeza de ânimo

Para lá do Túnel
Inicialmente, pensei não trazer aqui três nomes muito díspares, algo afastado do meu modo de pensar, ainda que actuais por motivos diversos. Logo, só deixei um, Cristo, para evitar possíveis más interpretações e porque é Semana Santa. Cristo é sempre actual para o que o crê Filho de Deus feito homem, morto e ressuscitado por nós. A epístola aos Hebreus afirma que é o mesmo ontem, hoje e sempre.

Nada que igualar nem comparar nos três homens – dos quais um também é Deus – e que julguei tão diferentes, salvo não serem pessoas e pela sua relação passiva com a virtude da magnanimidade no trato recebido, ou antes o seu contrario: a mesquinhez por juízos sem misericórdia e rancorosos. Os notáveis omitidos estavam tomados de dois mundos diferentes, mas tristemente unidos por essa realidade dos censurados desde a discrepância irritada. O leitor pode procurar nomes e comprovará que tal atitude respeita a muitos.
Cristo foi maltratado na vida, na morte ignominiosa que sofreu, e continua a sê-lo nos seus seguidores. Quando Paulo caminha para Damasco para prender os cristãos, e é derrubado por uma força estranha, escuta esta voz: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ao perguntar quem fala, Jesus responde identificando-se com os seus:

Eu sou Jesus a quem tu persegues

pablo cabellos llorente [i], trad ama

2011.07.02


[i] Doutor em Direito Canónico e Ciências da Educação

01/07/2011

Grandeza de ânimo

Para lá do Túnel
Os clássicos definem a magnanimidade como tensão do ânimo para com as grandes coisas. É magnânimo o homem de coração amplo, enraizado nas possibilidades da natureza humana e, para o crente, na força de Deus. Indubitavelmente, essas coisas grandes não são tanto gigantes materiais como atitudes interiores que se traduzem, por exemplo, na compreensão, misericórdia, perdão, esperança, generosidade. Ao invés, a disposição contrária – a acedia – é como uma humildade pervertida que encolhe o coração; é a renúncia mal-humorada do que não se atreve com essas atitudes do bom coração pelas exigências que comporta.

pablo cabellos llorente [i], trad ama



[i] Doutor em Direito Canónico e Ciências da Educação