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04/02/2012

Consummati in unum

Textos de São Josemaria Escrivá

Aos que procuram a unidade, temos de colocá-los perante Cristo, que pede que estejamos consummati in unum, consumados na unidade. A fome de justiça deve conduzir-nos à fonte originária da concórdia entre os homens: ser e saber-se filhos do Pai, irmãos. (Cristo que passa, 157)

Pobre ecumenismo o que anda na boca de muitos católicos, que maltratam outros católicos! (Sulco, 643)

Uma vez disse ao Santo Padre João XXIII, movido pelo encanto afável e paterno do seu trato: “Santo Padre, na nossa Obra, todos os homens, católicos ou não, encontraram sempre um ambiente acolhedor: não aprendi o ecumenismo de Vossa Santidade”. Ele riu-se emocionado, porque sabia que, já desde 1950, a Santa Sé tinha autorizado o Opus Dei a receber como associados Cooperadores os não católicos e até os não cristãos.
São muitos, efectivamente – e entre eles contam-se pastores e até bispos das suas respectivas confissões –, os irmãos separados que se sentem atraídos pelo espírito do Opus Dei e colaboram nos nossos apostolados. E são cada vez mais frequentes – à medida que os contactos se intensificam – as manifestações de simpatia e de cordial entendimento, resultantes de os sócios do Opus Dei centrarem a sua espiritualidade no simples propósito de viver com sentido de responsabilidade os compromissos e exigências baptismais do cristão. O desejo de procurar a plenitude da vida cristã e de fazer apostolado, procurando a santificação do trabalho profissional; a vida imersa nas realidades seculares, respeitando a sua própria autonomia, mas tratando-as com espírito e amor de almas contemplativas; a primazia que na organização dos nossos trabalhos concedemos à pessoa, à acção do Espírito nas almas, ao respeito da dignidade e da liberdade que provêm da filiação divina do cristão. (Temas Actuais do Cristianismo, 22)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


28/03/2011

Pátio dos Gentios


VATICANO: PRIMEIRO ENCONTRO INTERNACIONAL DO «PÁTIO DOS GENTIOS» JUNTA «ALTO NÍVEL INTELECTUAL» À DIMENSÃO «POPULAR»

«Grande interesse» pela iniciativa superou «perplexidades», diz responsável pela instituição da Santa Sé para o diálogo entre crentes e não crentes

O primeiro encontro internacional do ‘Pátio dos Gentios’, estrutura do Vaticano para o “diálogo entre crentes e não crentes”, vai aliar o “alto nível intelectual e cultural” à dimensão “popular”, assinala o director executivo do evento.

Em texto publicado no site da iniciativa, que decorre hoje e amanhã em Paris, o padre francês Laurent Mazas salienta que “um encontro, quando é verdadeiro, é também alegre”, pelo que além das conferências e colóquios, que contam com a participação de cerca de 30 oradores, está prevista uma festa concebida para a juventude.

O encontro com os jovens decorre na catedral de Notre Dame, na capital francesa, espaço que o responsável considera ser “ideal” por permitir o acesso ao interior de uma “obra-prima”, onde os participantes serão convidados a escutar “textos sagrados” e “uma oração que saberá tocar mesmo os não crentes”.

“Creio que surpreenderá”, diz o religioso formado em filosofia, antevendo um ambiente festivo que incluirá música e teatro, além de “um grandioso som e luz que colocará em diálogo as gárgulas e os santos” sem necessidade de recorrer a um “rock cristão medíocre”.

Laurent Mazas anuncia também a exibição de um “magnífico filme sobre o universo, para situar o homem”, bem como algumas “surpresas”, como “uma intervenção do Papa fora do comum, dado que se dirigirá directamente aos jovens presentes no local, tanto crentes como ateus”.

“A única recomendação” do cardeal italiano Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura, departamento responsável pelo ‘Pátio dos Gentios’, foi tentar elaborar um projecto simultaneamente “utópico” e “realista”, refere o religioso, acrescentando que “rapidamente” se sentiu “um grande interesse” pelo evento.

“Embaixadores, ministros, intelectuais” procuraram acolher nos seus países o ‘Pátio dos Gentios’, assinala Laurent Mazas, dando como exemplo as propostas apresentadas por responsáveis governamentais da República Checa, Alemanha e Brasil.

Diante de alternativas como Berlim e Rio de Janeiro, o responsável optou por Paris, “cidade altamente simbólica”, e dentro da capital francesa escolheu maioritariamente “pátios laicos”, isto é, fora de edifícios ou lugares com referências católicas.

“Não foi difícil obter o acordo de grandes personalidades crentes e não crentes em França, de tal maneira o projecto suscita interesse”, conta o religioso que desde o ano 2000 trabalha no Conselho Pontifício da Cultura.
Mazas salienta que “foi preciso vencer algumas perplexidades”: “O Vaticano pode ser honesto? Não se trata de uma operação de evangelização disfarçada?” – foram algumas das dúvidas levantadas.

O religioso pertencente à congregação dos Irmãos de São João realça que quem lê os textos de Bento XVI e “não se contenta” com as notícias fornecidas pelos media, “demasiado injustos com ele”, sabe “que o debate de ideias é uma das suas paixões”.

“O cardeal Ravasi inscreve-se nesta linha, muitas vezes postado nas fronteiras da Igreja, como ele gosta de se definir, homem de diálogo fortemente enraizado na Bíblia, da qual é um dos grandes especialistas em Itália”, lembra Laurent Mazas.

RM
INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 2011.03.24

17/01/2011

Papa escolhe protestante para liderar departamento científico.


MAIS ALTO



Ecumenismo

O Papa escolheu um protestante para chear a Academia de Ciências do Vaticano.
O escolhido foi Werner Arber, um biólogo molecular de nacionalidade suíça que dividiu um prémio Nobel de Medicina em 1978.
Um porta-voz do Vaticano, Ciro Benedettini, sublinhou que, pela primeira vez, um não-católico preside à Academia Pontifícia de Ciências, nos seus quatro séculos de existência.
A academia, de que Arber se tornou membro em 1981, ajuda os pontífices a compreender os avanços científicos em áreas que vão da genética à física nuclear.
Entre outros não-católicos que foram membros proeminentes da academia, mas não presidentes, encontra-se Rita Levi Montalcini, uma judia italiana que ganhou o Nobel de Medicina em 1986.
A decisão de Bento XVI não podia surgir num momento mais adequado, uma vez que por estes dias os cristãos de todo o mundo celebram a Semana de Oração para a Unidade Cristã, durante a qual se realizam diversos encontros ecuménicos e se reza para ultrapassar as barreiras que separam as Igrejas.

(fonte: Página 1)