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06/07/2015

O que todo católico precisa conhecer sobre sua fé

Se os santos não são omniscientes, como ouvem nossas orações?

Em tempos de crise financeira, aumenta – e muito – o trabalho celestial de Santa Edwiges, a padroeira dos endividados! Neste exacto momento, não é difícil imaginar a santa recebendo orações de várias cidades do país, e tudo ao mesmo tempo. Mas como uma simples serva de Deus, que não é omnisciente, pode escutar todas essas súplicas?

Os santos no Céu podem ouvir as nossas súplicas porque Deus o permite e quer. Deus basta-se a Si mesmo, e não precisa de criatura alguma para nada, mas ELE QUER PRECISAR. Assim, é bastante razoável que os membros do Corpo de Cristo participem dos Seus divinos dons, especialmente aqueles membros que alcançaram elevado grau de santidade, e por isso estão mais perfeitamente unidos a Deus.

O próprio Jesus o garantiu:

Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas…” [i]

Só Deus é omnisciente. Portanto, os santos falecidos não possuem o conhecimento pleno sobre todas as coisas do Universo, nem ouvem tudo o que as pessoas pensam ou falam. Mas, conforme a vontade e os planos de Deus, aos santos é dada a permissão de ouvir o clamor dos fiéis que invocam os seus nomes, seja este clamor elevado com a voz ou com o simples pensamento.

“Convenhamos que os mortos ignoram o que acontece na terra, pelo menos no momento em que ocorrem. (…) Certamente, não ficam sabendo de tudo, mas apenas aquilo que lhe for autorizado saber e que têm necessidade de saber. (…)

“As almas dos mortos também podem conhecer alguns acontecimentos aqui da terra por revelação do Espírito Santo, acontecimentos estes cujo conhecimento seja necessário. E isto não se restringe somente a factos passados ou presentes, mas também futuros. É assim que os homens – não todos, mas apenas os profetas – conheceram durante sua vida mortal, não todas as coisas, mas apenas aquelas que a Providência Divina julgava bom revelar-lhes.” [ii]

Esse dom, é bom lembrar, não é exclusivo dos santos falecidos: até mesmo na terra alguns cristãos tiveram o dom da visão dado por Deus, o dom de ver a necessidade de outras pessoas, mesmo pessoas desconhecidas e que estavam em lugares muito distantes. Por exemplo: a visão que Paulo teve do macedónio pedindo ajuda, suplicando o anúncio do Evangelho em sua terra [iii].

Viver a devoção aos santos de forma verdadeiramente católica, sem superstições perniciosas, é importantíssimo na nossa caminhada de santidade. É a vivência do grande mistério da comunhão dos fiéis com Deus e uns com os outros! Por meio dessa intercessão fraterna, todos os membros do Corpo de Cristo participam da mediação do único mediador, Jesus Cristo.

Fonte: O CATEQUISTA

(Revisão da versão portuguesa por ama)



[i] Jo 14,12
[ii] Santo Agostinho, O cuidado devido aos mortos.
[iii] Act 16

28/05/2014

Temas para meditar 128

Comunhão dos santos

Que significa para mim a Comunhão dos Santos? Quer dizer que todos estamos unidos em Cristo – os santos do Céu, as almas do purgatório e os que ainda vivemos na terra – devemos ter consciência das necessidades dos outros.
Os santos do Céu (...) devem amar as almas que Jesus ama, e o amor que têm pelas almas do Purgatório e pelas da terra, não é um amor passivo. Os santos anseiam ajudar essas almas no seu caminhar para a glória, cujo valor infinito são capazes de apreciar agora como antes não podiam. E se a oração de um homem bom da terra pode mover a Deus, como será a força das orações que os santos oferecem por nós! São os heróis de Deus, Seus amigos íntimos, Seus familiares.


(l. j.tereseLa Fe explicada, Madrid 1975, pgs 201-201, trad ama)

12/04/2012

Vivei uma particular Comunhão dos Santos

Textos de S. Josemaria

Comunhão dos Santos. – Como to hei-de dizer? – Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma. (Caminho, 544)

Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)

Aqui estamos, consummati in unum, em unidade de petição e de intenções, dispostos a começar este tempo de conversa com o Senhor com renovado desejo de sermos instrumentos eficazes nas suas mãos. Diante de Jesus Sacramentado – como gosto de fazer um acto de fé explícita na presença real do Senhor na Eucaristia! – fomentai nos vossos corações o desejo de transmitir, pela vossa oração, um impulso fortíssimo que chegue a todos os lugares da terra, até ao último recanto do planeta, onde houver alguém gastando a sua existência ao serviço de Deus e das almas. Com efeito, graças à inefável realidade da Comunhão dos Santos, somos solidários – cooperadores, diz S. João – na tarefa de difundir a verdade e a paz do Senhor. (Amigos de Deus, 154)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

27/02/2012

Comunhão dos Santos

Textos de São Josemaria Escrivá

Vivei uma particular Comunhão dos Santos: e cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só. (Caminho, 545)

Há instantes, antes do lavabo, invocámos o Espírito Santo, pedindo-Lhe que abençoasse o Sacrifício oferecido ao Seu Santo Nome. Terminada a purificação, dirigimo-nos à Trindade – Suscipe, Sancta Trinitas –, para que receba o que apresentamos em memória da Vida, da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, em honra de Maria, sempre Virgem, e em honra de todos os santos.
A oblação deve redundar em benefício de todos – Orate, fratres, reza o sacerdote –, porque este sacrifício é meu e vosso, de toda a Igreja Santa. Orai, irmãos, mesmo que sejam poucos os que se encontram reunidos, mesmo que se encontre materialmente presente apenas um cristão ou até só o celebrante, porque uma Missa é sempre o holocausto universal, o resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações!
Todos os cristãos, pela comunhão dos Santos, recebem as graças de cada Missa, quer se celebre diante de milhares de pessoas, quer haja apenas como único assistente um menino, possivelmente distraído, a ajudar o sacerdote. Tanto num caso como noutro, a Terra e o Céu unem-se para entoar com os Anjos do Senhor: Sanctus, Sanctus, Sanctus... (Cristo que passa, 89)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

04/11/2011

Comunhão dos santos

Reflectindo
Como membros da comunhão dos santos, nós que ainda estamos na terra devemos orar (...) pelas benditas almas do Purgatório (...) devemos rezar também uns pelos outros, se quisermos ser fiéis à nossa obrigação de membros da comunhão dos santos.
Devemos ter uns pelos outros um sincero amor sobrenatural, praticar a virtude da caridade fraterna por pensamentos, palavras e obras, especialmente mediante o exercício de obras de misericórdia corporais e espirituais. Se queremos assegurar a nossa permanente participação na comunhão dos santos, não podemos desprezar a nossa responsabilidade neste campo.

(leo j. trese, A Fé Explicada, Edições Quadrante, S. Paulo, 4ª Ed., nr. 136)