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01/03/2016

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

Igreja e Ciência – 7

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

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O terceiro risco que corremos com o desenvolvimento errado da Ciência é um risco moral.
Face ao sucesso das técnicas científicas muitos tendem a tornar absoluto o poder da Ciência crendo inclusive que ela é capaz de dar respostas às indagações humanas sobre o sentido da nossa existência. Estas visões são bem representadas hoje pelo cientificismo e pelo declínio moral de nossa época.
O papa sempre alerta para falsidade do cientificismo, o seu fracasso como princípio norteador da moral e o perigo de levar à intolerância religiosa.

Para encerrar quero dizer que vejo horizontes muito promissores para as relações entre a Ciência e a Igreja.
Certamente há muitos pontos que podem ser delicados, como os três que citei acima, mas penso que a medida que a humanidade for conhecendo mais a Ciência, vai entender melhor seus limites e ver como, através da história, a Igreja sempre colaborou para o desenvolvimento científico.
Sem que no entanto isto seja uma meta sua pois, como dizia o padre Lemaître, “à Igreja bastam a cruz e o evangelho”.

alexandre zabot 

(revisão da versão portuguesa por ama)

29/02/2016

Limites da ciência

Igreja e Ciência – 6

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

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Um segundo risco alertado pelo papa envolve as questões éticas relativas ao valor do ser humano.
Como exemplo mais dramático temos as células tronco embrionárias e a eugenética, que é a manipulação genética do ser humano para criar pessoas “perfeitas”.
Nos seus discursos o papa tem lembrado que cada ser humano é uma criação única e que não faz sentido valorizar as pessoas só por meia dúzia de características (como beleza, força, inteligência) pois somos muito mais complexos que isso.
A manipulação da vida humana em laboratório precisa respeitar a dignidade de cada ser humano e este é um limite claro para a Ciência.
Definitivamente ela não é onipotente!



alexandre zabot 


(revisão da versão portuguesa por ama)

28/02/2016

A Igreja valoriza a ciência

Igreja e Ciência – 5

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

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Mas muito embora a Igreja valorize a Ciência como um grande e importante empreendimento humano, ela não cansa de alertar para os perigos que a Ciência pode trazer se usada da maneira errada.
Os riscos são vários, mas três se destacam e mereceram muita atenção nos discursos papais mais recentes, inclusive na última encíclica do papa Bento XVI, Caritas in Veritate.
Em primeiro lugar está o risco do conhecimento científico ser usado por grupos de poder para dominar os outros.
Já vimos isso com as bombas atómicas ou então com o monopólio de conhecimentos, como algumas patentes de remédios.
Com o desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado o risco do conhecimento ser usado efectivamente como arma é muito grande.
É preciso que fiquemos todos muito alertas e que não aceitemos este tipo de uso indevido da ciência, que deve sempre promover o bem de todos.



alexandre zabot 


(revisão da versão portuguesa por ama)

27/02/2016

Universidades da Igreja

Igreja e Ciência

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

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Outro aspecto prático destas boas relações entre a Igreja e a Ciência são famosas Universidades criadas e/ou mantidas pela Igreja, onde a ciência é livre para ser desenvolvida.

Além das Universidades, a Igreja ainda mantém institutos de pesquisa, como o Observatório Astronómico do Vaticano, do qual falei um pouco no último artigo.
A Specola Vaticana, como é conhecido o Observatório, é mantido pela Santa Sé e por doações e gerido por padres jesuítas que também são astrónomos.
Além do Observatório Astronómico a Santa Sé mantém uma das mais antigas academias de ciência do mundo.
A Pontifícia Academia de Ciências é constituída por cientistas de renome mundial, muitos deles ganhadores do prémio Nobel.
Juntos discutem temas importantes referentes às grandes questões científicas mundiais, especialmente as que dizem respeito ao ser humano e ao futuro do planeta.
Grande parte do trabalho desenvolvido pela Academia pode ser encontrado no site do Vaticano e lido gratuitamente.

(cont)

alexandre zabot 


(revisão da versão portuguesa por ama)

25/02/2016

Igreja: celeiro de vocações científicas?

Igreja e Ciência – 3 

Harmonia entre a Ciência e a Igreja

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Ao longo da história sacerdotes, religiosos e religiosas sempre foram pessoas muito instruídas.

Grande parte desta erudição se deve aos estudos teológicos que faziam parte da formação e da vida destas pessoas.
Evidentemente que pessoas instruídas tendem a ter os horizontes intelectuais abertos para outras áreas.
Creio que esta seja a grande razão de terem surgido grandes cientistas entre muitas pessoas da Igreja.
Copérnico, que propôs que a Terra girava em torno do Sol, era cónego.
O descobridor do primeiro asteróide, Ceres, foi o padre Giuseppe Piazzi.
Mendel descobriu as leis da genética no seu mosteiro na República Checa.
E para citar só os mais famosos ainda é preciso lembrar do padre Lemaître que propôs a teoria do Big Bang e de Nicolau Steno, que foi bispo e é considerado o pai da Geologia moderna.
Essa lista nada modesta só inclui sacerdotes cujos trabalhos científicos causaram grande impacto.
Há muitos outros ainda que não foram citados.

Uma lista como esta não quer dizer que a Igreja é um celeiro de vocações científicas, mas sim que na prática as relações entre a Igreja e a Ciência são muito frutíferas.
Como afirmou o papa João Paulo II há 30 anos em Colónia.



alexandre zabot 


(revisão da versão portuguesa por ama)