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22/03/2011

SÍNODO VAI DEBATER NOVA EVANGELIZAÇÃO

Duc in altum
Os “lineamenta” (esboços) da 13.ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que se realizará de 7 a 28 de Outubro de 2012, em Roma, sobre o tema: “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”foram apresentados no dia 4 do mês corrente.

O documento faz a distinção teórica entre a evangelização como actividade regular da Igreja, desde o primeiro anúncio “ad gentes”, para os que não conhecem ainda Jesus Cristo, à nova evangelização, que se dirige sobretudo aos que se afastaram da Igreja e às pessoas baptizadas mas não suficientementeevangelizadas.

No primeiro capítulo, “tempo de nova Evangelização”, descreve-se o nascimento do conceito de nova evangelização e a sua difusão nos pontificados de João Paulo II e de Bento XVI. São também indicados os “cenários” que a Igreja deve confrontar para estar “à altura dos desafios que o contexto social e cultural da nossa época expõe à fé cristã”: a secularização, o fenómeno migratório, os meios de comunicação social (incluindo os mais modernos da era digital), o sector económico, a investigação científica e tecnológica e o mundo da política.

“Proclamar o Evangelho de Jesus Cristo” é o título do segundo capítulo, no qual se afirma que “o objectivo da evangelização e, com maior razão, da nova evangelização, é o anúncio do Evangelho e a transmissão da fé. O Evangelho não deve ser entendido como um livro ou uma doutrina, mas sim como uma pessoa: Jesus Cristo, Palavra definitiva de Deus que se fez homem.

O terceiro capítulo apresenta a reflexão sobre as ferramentas da Igreja para introduzir na fé e, em particular, sobre os sacramentos da iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia.

Na conclusão, reafirma-se que “a nova evangelização deveria reacender nos cristãos o impulso das origens, uma nova missão que envolva todos os membros do Povo de Deus”. O texto inclui um questionário, cujas respostas devem ser enviadas à Secretaria-Geral do Sínodo, no máximo até 1 de Novembro de 2011. A síntese das respostas formará o “Instrumentum laboris” (documento de trabalho) do Sínodo dos Bispos.

A diocese do Porto está a fazer caminho ao andar na prática da nova evangelização. Recorda-se que a expressão foi usada vezes sem conta por João Paulo II, sendo retomada por Bento XVI, que criou já duas iniciativas que a concretizam: o “pátio dos gentios”, para encontro de cristãos com agnósticos e ateus, e o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. A nova evangelização já mereceu também um congresso internacional que decorreu em Viena, Bruxelas, Paris, Lisboa e Budapeste, tendo sido um dos grandes animadores no Patriarcado o então bispo auxiliar de Lisboa e actual bispo do Porto, D. Manuel Clemente. Não admira que esteja a ser uma das maiores marcas da sua missão como bispo do Porto, onde chegou faz agora quatro anos.

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 22.03.2011

16/03/2011

Sacramento da Reconciliação exige reparação do dano


Tempo de Quaresma

Na sua mensagem de Quaresma o Bispo de Porto Iguazú, Dom Marcelo Raúl Martorell, explicou que embora a Igreja brinde o perdão através do Sacramento da Reconciliação, os penitentes devem ter em conta que é necessário reparar o dano ocasionado pelo pecado.
O Prelado explicou que o pecado pessoal pode converter-se em um "pecado social" quando este afecta a comunidade de fé e a sociedade.

"Na Igreja dos primeiros séculos havia uma consciência clara do aspecto social do pecado. As injustiças sociais, a exclusão social, a pobreza extrema, a escravidão das drogas, do sexo e do álcool, são hoje também causa da falta de santidade de nós como membros da Igreja", assinalou o Bispo.
Dom Martorell assinalou que "embora todo pecado seja pessoal, porque é um ato de liberdade de um homem em particular e não propriamente de um grupo ou comunidade, é ao mesmo tempo social".

O Bispo recordou os ensinamentos de João Paulo II em sua Encíclica "Reconciliatio et Paenitentia" na que explicou que "em virtude de uma solidariedade humana tão misteriosa e imperceptível como real e concreta, o pecado de cada um repercute em certa maneira em outros"

BUENOS AIRES, 15 Mar. 11 (ACI)

CRISE: BISPO DO PORTO DIZ QUE É PRECISO ATENDER À «GERAÇÃO À RASCA»

Observando

O bispo do Porto afirmou neste Domingo não ter ficado surpreendido com a dimensão das manifestações da auto denominada «Geração à Rasca», que levaram milhares de pessoas à rua em várias cidades do país.

D. Manuel Clemente refere que os protestos que este sábado juntaram várias gerações devem ser atendidos pela classe política.

“Não pode ser uma resposta política no sentido estrito, tem que ser uma resposta social", assinala, em declarações à Renascença.

Na sexta-feira, o prelado tinha afirmado que Portugal está a viver uma “situação gravíssima".

Hoje, o bispo de Beja, D. António Vitalino, alude aos “os jovens da geração à rasca, com dificuldade em se integrar no mercado de trabalho” na sua crónica semanal para a «Rádio Pax», enviada à Agência ECCLESIA.

Para este responsável, “um cristão autêntico é mais sensível ao sofrimento dos seus semelhantes”.

“Muito há a mudar neste mundo, para que seja mais justo e fraterno, mas a mudança tem de começar por cada um de nós e por cada comunidade crente”, defende.

Os organizadores do protesto deste sábado decidiram criar um novo espaço de debate na rede social Facebook, intitulado «Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro», que já conta com mais de 14 mil seguidores.

RR/OC

INFORMAÇÕES MUITO BREVES   [De vez em quando] 16.03.2011