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22/07/2014

Temas para meditar - 182

Pureza

A pureza como virtude, quer dizer, capacidade de 'manter o próprio corpo em santidade e respeito' (cfr. 1 Tes 4,4), aliada ao Dom de Piedade, como fruto da habitação do Espírito Santo no 'templo' do corpo, realiza nele uma plenitude tão grande de dignidade nas relações interpessoais, que o 'próprio Deus é glorificado nele'. A pureza é glória do corpo humano diante de Deus. É a glória de Deus no corpo humano.


(Btº JOÃO PAULO IIAudiência geral,1981.03.18)

06/07/2014

Temas para meditar - 167

Liberdade


A árvore da ciência do bem e do mal evoca simbolicamente o limite insuperável que o homem, enquanto criatura, deve reconhecer e respeitar. O homem depende do Criador e encontra-se sujeito às leis em que se baseou o Criador para constituir a ordem do mundo criado por Ele (...) e, por conseguinte também se encontra sujeito às normas morais que regulam o uso da liberdade.


(Btº JOÃO PAULO IIAudiência Geral, 1986.09.03)

01/07/2014

Temas para meditar - 162

Pai

Possivelmente não há uma palavra que exprima melhor a auto-revelação de um Deus no Filho que a palavra "Abbá-Pai".
Abbá é uma expressão aramaica. que se conservou no texto grego do Evangelho de Marcos (Mc 14, 36). Aparece precisamente quando Jesus se dirige ao Pai. E embora esta pala­vra se possa traduzir para qual quer língua, contudo, nos lábios de Jesus de Nazaré permite perceber melhor o seu conteúdo único, irrepetível.
Efectivamente, Abbá exprime não só o louvor tradicional de Deus:
«Eu Te bendigo ó Pai, Senhor do Céu e da Terra» (cfr. Mt 11, 25), como nos lábios de Jesus revela a consciência da relação única e exclusiva que existe entre o Pai e Ele, entre Ele e o Pai. Exprime a mesma realidade a que alude Jesus deforma tão simples e ao mesmo tempo tão extraordinária com as palavras con­servadas no texto do Evangelho de Mateus (Mt 11, 27) e também no de Lucas (Lc 10, 22): E ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Quer dizer, a pa­lavra Abbá não só manifesta o mistério da vinculação recíproca entre o Pai e o Filho, como sintetiza de alguma maneira toda a verdade da vida íntima de Deus na sua profundidade trinitária: o conhecimento recíproco do Pai e do Filho, do qual emana o Amor eterno.
A palavra Abbá forma parte da linguagem da família e testemunha essa particular comunhão de pessoas que existe entre o pai e o filho gerado por ele, entre o filho que ama o pai e ao mesmo tempo é amado por ele. Quando, para falar de Deus, Jesus utilizava esta palavra, devia causar admiração e até escandalizar os seus ouvintes. Um israelita não a teria utilizado nem na ora­ção. Só quem se considerava Filho de Deus em sentido próprio poderia falar dele e dirigir-se a Ele como Pai. Abbá, quer dizer, eu pai, paizinho, papá.


(Btº JOÃO PAULO IIAudiência Geral, 1987.07.01)