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13/08/2015

Reflectindo - 102

A beleza do perdão

…/4

Além do mais devemos ter bem presente que ao Confessor, seja quem for, conheça-nos ou não, o que lhe revelamos na Confissão, não lhe interessa pessoalmente para nada mas tão só no plano especificamente espiritual para poder avaliar a gravidade da nossa culpa, aferir a penitência apropriada e finalmente conceder-nos a absolvição.

Mas de facto convém ter um confessor habitual porque deste modo poderá muito melhor ser director espiritual, um guia seguro para orientarmos a nossa vida espiritual como mais convém.

Ao fim de algum tempo conhecer-nos-á melhor e assim colocar a "fasquia " dos objectivos à altura mais adequada às nossas capacidades.
Isto é muito importante para que aproveitemos bem não só essas capacidades mas também e sobretudo as graças que o Senhor sempre dá juntamente com essas qualidades.

(ama, reflexões, 2015.04.19)


10/08/2015

Reflectindo - 101

A beleza do perdão

…/3

É de suma importância o exame prévio feito com simples objectividade até porque algumas vezes nos esquecermos dos pecados de omissão, isto é, o que deveríamos ter feito e não fizemos, ou seja as faltas de cumprimento do dever.

E não nos fiquemos por generalidades mas sim dizer concretamente: ’não fiz isto, não fiz aquilo' que era minha obrigação fazer.

Ao demónio não lhe interessa nada que nos confessemos e usará de todas as artimanhas da vasta panóplia de que dispõe para nos levar a desistir da Confissão Sacramental.

Uma das mais comuns talvez seja o respeito humano de não nos confessarmos com o Sacerdote habitual. Tal ocorre  principalmente quando temos uma falta que nos envergonha  particularmente.

Não ceder a esta tentação acrescenta aos méritos da Confissão o  vencimento próprio, a humilhação, a simplicidade, o domínio do orgulho.

(cont)


(ama, reflexões, 2015.04.19)

06/08/2015

Reflectindo - 100

A beleza do perdão

…/2

Parece descabida esta reflexão?

Talvez... mas será que nunca nos aconteceu pensar que não termos nenhum pecado para confessar?

O que fazer então?

Se depois de um exame sério não encontramos matéria para confessar digamo-lo com toda a simplicidade ao Confessor e, depois, sujeitamos à confissão todos os pecados da vida passada nomeadamente aqueles que por esquecimento involuntário ou omissão possam ter existido deixando um "lastro" que é sempre um peso e, sobretudo, um reato de pena por saldar.

A Confissão adquire assim a sua verdadeira dimensão de perdoar os pecados e pacificar a consciência.

(cont)


(ama, reflexões, 2015.04.19)

03/08/2015

Reflectindo - 99

A beleza do perdão


A tranquilidade e alegria que se seguem  imediatamente após a Confissão Sacramental quase que nos leva a exclamar: o felix culpa! [i]

De facto o bem alcançado é muito superior ao mal praticado já que este fica remido, perdoado, esquecido ao passo que o outro permanece como suave refrigério de paz e tranquila certeza de que fizemos o que devíamos fazer.

Claro que não se deve sequer considerar cometer um pecado e sofrer com a tristeza e remorso de o ter cometido com o objectivo de alcançar a alegria do perdão.

Seria uma patetice como querer ter uma dor de cabeça para obter a satisfação da sua cura. Além do mais seria tentar a Deus de forma grave.

(cont)

(ama, reflexões, 2015.04.19)




[i] Tal é o dano que “se não fosse a Graça de Deus, o homem, entre o bem e o mal, sempre escolheria o mal (Santo Agostinho). Porém, onde abundou o pecado, superabundou a graça (São Paulo). Por isso Agostinho pode proclamar: felix culpa! O erro do primeiro Adão proporcionou a Graça da Redenção. O segundo Adão fez com que a criação exultasse mais com sua Redenção que com a criação. De certa forma, Jesus “recriou” todas as criaturas mas não por um novo ato de criação senão por um livre acto de obediência e imolação. É a loucura de um Deus que ama! Tal é o amor que Jesus deu a chance a todos de se santificarem por meio da Cruz. O Pai não mais leva em conta os pecados do mundo se este estiver agindo em união com seu Filho. Deus Pai “como que” olha o mundo através das Chagas do Redentor e, assim, comove-Se por Amor ao Filho Imolado na Cruz. Mas isto somente para aqueles que reconhecem o Cristo como Salvador pois “quem tentar salvar a sua vida perdê-la-á e quem perdêr, salvá-la-á” (Mt 10, 39).