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12/02/2020

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 7, 14-23

14 Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. 16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» 17 Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos interrogaram-no acerca da parábola. 18 Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19 porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos. 20 E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro. 21 Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios. 23 Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»

Comentário:

Moisés tinha dado ao povo uma completíssima legislação o que se compreende dada a falta de cultura - pouco mais que nómadas selva­gens - do povo israelita.


Com base no Decálogo foi construindo esse acervo legislativo que con­tinha os princípios básicos do indispensável para regular a vida social.

Com o tempo, os Doutores da Lei e, principalmente os fariseus, foram “misturando” as coisas levando o povo ignaro a considerar que tudo era a Lei de Deus e, como tal, rigorosamente observado.


O erro dos chefes e guias é muito grave porque leva outros a errarem.

A Deus o que é de Deus, aos homens o que é dos homens.


(AMA, comentário sobre Mc 7, 14-23, 22.10.2016)



13/02/2019

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM




Evangelho: Mc 7, 14-23

14 Chamando de novo a multidão, dizia: «Ouvi-me todos e procurai entender. 15 Nada há fora do homem que, entrando nele, o possa tornar impuro. Mas o que sai do homem, isso é que o torna impuro. 16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» 17 Quando, ao deixar a multidão, regressou a casa, os discípulos interrogaram-no acerca da parábola. 18 Ele respondeu: «Também vós não compreendeis? Não percebeis que nada do que, de fora, entra no homem o pode tornar impuro, 19 porque não penetra no coração mas sim no ventre, e depois é expelido em lugar próprio?» Assim, declarava puros todos os alimentos. 20 E disse: «O que sai do homem, isso é que torna o homem impuro. 21 Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios. 23 Todas estas maldades saem de dentro e tornam o homem impuro.»

Comentário:

Como se sabe os Judeus consideravam – e ainda assim é – que alguns alimentos eram impróprios – impuros – e que Deus não desejava que os tomassem para não ficarem eles próprios contaminados.

Jesus Cristo vem explicar claramente que a Lei é, assim, mal interpretada porque se de facto antigamente se recomendava a abstinência de alguns alimentos tal se devia a evitar excessos de comida e bebida daí também se recomendasse o jejum frequente.

Uma “medida profiláctica” dada a um povo rude e violento transformou-se numa lei de observância rigorosa e talvez caricata.

A pureza ou impureza não tem a ver com a limpeza do corpo mas com a brancura da alma e do coração.

O que se pensa e deseja no íntimo, só o próprio e Deus o sabem e só a Este haverá que dar contas.

(ama, comentário sobre Mc 7, 14-23, 15.11.2016)