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12/11/2019

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Lc 17, 7-10

Naquele tempo, disse o Senhor: «Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu’. Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’».

Comentário:

Serviço é sempre trabalho donde que, servir e trabalhar, são praticamente a mesma coisa.


Mas alguns acham que servir é de alguma forma submissão ou sujeição que coarcta a liberdade pessoal e fere a dignidade próprias.


Não é assim.

Bem ao contrário, servir ajuda a crescer na dignidade e na própria estatura moral exactamente porque se cumpre o desígnio de Deus Criador que criou o homem para que trabalhasse e, trabalhando, dominar a natureza e alcançar a plenitude da vida.


(AMA, comentário sobre Lc 17, 7-10, 08.11.2016)


13/11/2018

Evangelho e comentário


Tempo comum



Evangelho: Lc 17, 7-10

7 «Qual de vós, tendo um servo a lavrar ou a apascentar gado, lhe dirá, quando ele regressar do campo: ‘Vem cá depressa e senta-te à mesa’? 8 Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, enquanto eu como e bebo; depois, comerás e beberás tu’? 9 Deve estar grato ao servo por ter feito o que lhe mandou? 10 Assim, também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer.’»

Comentário:

Quem faz o que deve fazer – seja qual for a razão – é por isso digno de louvor?

Mas… o que se espera de alguém não exactamente que cumpra o que lhe compete?

Visto de outra forma se não fazemos o que devemos fazer alguém terá de o fazer por nós e, se assim é, eximimo-nos a um dever o que reprovável.

Mas o Senhor com entranhas de misericórdia “resolveu” premiar os que fazem o que devem, isto é, a sua Vontade soberana, nas coisas importantes como nas de escasso relevo.

Mais: nunca nos incumbirá de fazer o que for que esteja além das nossas capacidades.

E, já agora, que poderemos nós fazer que vá além da Vontade de Deus?

(AMA, comentário sobre Lc 17, 7-10, 01.10.2018)