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21/05/2019

Evangelho e comentário



TEMPO DE PÁSCOA




Evangelho: Jo 14, 27–31

27 «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. 28 Ouvistes o que Eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós.’ Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu. 29 Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer. 30 Já não falarei muito convosco, pois está a chegar o dominador deste mundo; ele nada pode contra mim, 31 mas o mundo tem de saber que Eu amo o Pai e actuo como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui!» 

Comentário:

O que quer o Senhor dizer com 'dominador deste mundo'?

Refere-se ao momento em que o demónio alcança uma vitória, para ele, inesperada: a morte de Cristo na Cruz.

Inesperada porque de facto só nos derradeiros momentos saberá que quem pende do madeiro é o Filho de Deus, até então nunca o Senhor permitiu que tivesse absoluta certeza de Quem era e nem sequer permitia que falasse.

Por várias vezes tinha sido expulso e relegado para fora do domínio dos homens e, naturalmente que teria - falando humanamente - suspeitas, que aliás terão começado nas tentações no deserto quando Cristo o despede: «está escrito não tentarás o Senhor teu Deus», mas nunca Jesus lhe disse Eu Sou Cristo.

No mistério da salvação dá-se esta luta por um domínio ou melhor, pela conservação de um domínio que até então exercia, aliás não há propriamente luta porque Jesus Cristo não combate o demónio, mas antes salva a humanidade do seu domínio ao instaurar o Reino de Deus, dá aos homens os meios necessários e suficientes para negarem o demónio e as suas obras e optarem definitivamente pela Salvação Eterna.


(AMA, comentário sobre Jo 14, 27-31, Malta, 26.04.2016)

01/05/2018

Evangelho e comentário

Tempo de Páscoa

Evangelho: Jo 14, 27-31

27 «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. 28 Ouvistes o que Eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós.’ Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu. 29 Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer. 30 Já não falarei muito convosco, pois está a chegar o dominador deste mundo; ele nada pode contra mim, 31 mas o mundo tem de saber que Eu amo o Pai e actuo como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui!»

Comentário:

O domínio do demónio sobre a humanidade era um facto.
Quebrados os laços com Deus - pelo pecado original - o homem fica "sem defesa", já que, por si mesmo, não tem força para resistir ao demónio.

Com a vinda do Salvador e a Redenção na Cruz, tudo se altera e o demónio perde o seu poder quase absoluto que fica sujeito à aceitação do homem.

Além do mais, o Senhor garantiu que não permitiria que a tentação fosse superior às forças de cada um e, estas “forças”, estão na oração perseverante e confiada.

É o que pedimos no Pai-Nosso.



(AMA, comentário sobre Jo 14, 27-31, 16.05.2017)