20/03/2021

Filosofia e Religião, Vida Humana

 


Ideais

Homem vazio e perplexo

  Se os grandes ideais deixam de motivar e polarizar a actividade do homem, tornado indiferente, cínico e “qualquer”, pela atomização social e pela socialização por homogeneização, não é de estranhar que ele se sinta interiormente vazio e radicalmente perplexo.

  A crise não é só de ideais religiosos, mas mesmo de ideais humanos profundos, reais e permanentes, substituídos - pela poderosa máquina da massificação ao serviço de todas as ideologias – por ideais  superficiais, fictícios e cambiantes (Isidoro Ribeiro, Totalitarismo e participação, BROTÈRIA, Vol I, 1, Janeiro 1973).

Os ídolos, as estrelas, as modas e as propagandas entretêm o sentimento de deriva à superfície de um mundo fascinante de perpétua novidade mas não colhem o homem em profundidade

 

(M. F. Manzanedo, Breve autocrítica del hombre de hoy, Studium, vol. XII, fasc, 2, 1972)

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