18/12/2019

THALITA KUM 42


THALITA KUM 42

(Cfr. Lc 8, 49-56)



‘Desprendido de tudo: O que tenho e o que não tenho. Desprendido dos "desejos de ter", mesmo daqueles que parecem legítimos. Desprendido das coisas grandes e das pequenas que quase não têm importância. Desprendido das "minhas coisas", das "minhas vontades", daquilo que é "meu". Coração grande, aberto a todos e, sobretudo, aberto a Deus para que o encha o amor a Si e aos outros, não deixando lugar a mais nada.’ [1]  

Se eu pudesse, melhor, se eu realmente quiser ser íntimo de Jesus, nada mais tenho a fazer que deixá-Lo tomar posse de mim, entregar-me, gostosamente nas Suas mãos amorosas com plena confiança e a certeza que não poderia estar melhor.
Nem as considerações do pouco que sou, dos meus defeitos, das minhas faltas de coerência e tantas… tantas pequenas coisas que arrasto como um lastro que me mantém sujeito a uma quase servidão de manias, tiques, falsas depressões, a minha dignidade ofendida por tantos e tantas vezes, o não reconhecimento de como sou bom, especial… nada disto e muito mais, é desconhecido de Jesus Cristo.

«E, mesmo assim, Ele quer, procura a minha intimidade. Lembro-me do publicano que nem coragem tinha de levantar os olhos ao alto. Mantinha-os baixos e batia no peito dizendo: «Senhor, tem piedade de mim que sou um pecador» [2] e encho-me de coragem já que, tenho a certeza, (…) devemos sentir-nos fortes com tais jaculatórias, feitas com actos de dor amorosa e com desejos de divina reconciliação a fim de que, por meio delas, exprimindo diante do Salvador as nossas angústias, confiemos a alma ao Seu Coração misericordioso que a receberá com piedade». [3]

(AMA, reflexões sobre o Evangelho, 2006)



[1] AMA, orações pessoais.
[2] Lc 18, 13
[3] S. Francisco de Sales, Tratado do amor de Deus, liv. 2, cap. 20.

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