10/05/2017

Evangelho e comentário


Tempo de Páscoa


Evangelho: Jo 12, 44-50

44Jesus levantou a voz e disse: «Quem crê em mim não é em mim que crê, mas sim naquele que me enviou; 45e quem me vê a mim vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em mim não fique nas trevas. 47Se alguém ouve as minhas palavras e não as cumpre, não sou Eu que o julgo, pois não vim para condenar o mundo, mas sim para o salvar. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras tem quem o julgue: a palavra que Eu anunciei, essa é que o há-de julgar no último dia; 49porque Eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, é que me encarregou do que devo dizer e anunciar. 50E Eu bem sei que este seu mandato traz consigo a vida eterna; por isso, as coisas que Eu anuncio, anuncio-as tal como o Pai as disse a mim.»

Comentário:

Jesus Cristo insiste que não veio ao mundo para julgar a humanidade, mas para a salvar.

É muito importante esta insistência porque - sobretudo na sociedade judaica de então -  Deus era sobretudo uma entidade vingadora, exigente, inflexível, distante e nada compreensiva.
Um Deus guerreiro que Se identificava com as lutas e batalhas que o povo hebreu tinha travado ao longo da história e, evidentemente, o Messias esperado, seria esse chefe guerreiro invencível e implacável na defesa do povo eleito.

Compreende-se a dificuldade dos chefes do povo - os Príncipes dos Sacerdotes, os Escribas, os Anciãos - aceitarem um Deus próximo dos homens, humano e compassivo, com uma nova "filosofia" de vida assente no amor fraterno e no perdão, na misericórdia a começar pelos mais necessitados dela.

Compreende-se, mas temos alguma dificuldade em aceitar porque a teimosia, ou melhor, a intransigência daqueles chefes tinha pouco a ver com motivos religiosos ou, até, de defesa da Lei, mas antes, numa recusa absurda de apreciar, ver, estudar, avaliar, tentar saber a verdade.

Quando alguém assim procede corre um risco tremendo de deixar fugir uma oportunidade de salvação e, pior, leva outros pelo mesmo caminho.


(AMA, comentário sobre Jo 12, 44-50, Malta, 20.04.2016)






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