21/09/2016

Amizade

Quero, hoje, falar de amizade e, isto, principalmente, porque – desculpem-me a falácia - posso considerar-me um “perito” na matéria.

Tenho muitos amigos – toda agente tem, ou pensa que tem – e talvez fosse difícil escrever sem generalizar porque recebo inúmeras demonstrações, pequenas e não tão pequenas de pessoas que se interessam pela minha pessoa, o meu bem-estar, a minha vida diária.

Mas, verifico, que não é porque me basta individualizar:

Tenho um amigo que se chama Diogo.

Tem mais ou menos a minha idade, tem os problemas recorrentes da idade – a sua e a da sua mulher -, a família, etc.
Problemas e, também, - sei-o - alegrias e paz e satisfação interiores.

Pois o Diogo parece que tem pouco que fazer, ou melhor, lhe sobra muito tempo para me telefonar quase todos os dias.
Pequenas conversas, dois ou três minutos:

‘como estás? - que se passa hoje? - que aconteceu ontem? – e… amanhã… que vais fazer?’

O Diogo é um bisbilhoteiro que pretende controlar a minha vida?

Não!

O Diogo é um amigo que deseja ajudar-me a viver a minha vida.

Não me dá conselhos, alvitres ou sugestões.

Limita-se a dizer-me que VIVA, QUE VÁ EM FRENTE, QUE NÃO DEIXE QUE AS MEMÓRIAS ME CONDICIONEM!

É isto que o Diogo faz.

Porquê?

Porque é meu amigo!

Como “compensar” o Diogo, penso eu por vezes?

Não me ocorre outra coisa que:

Rezar por ele e pela sua família e que o Senhor lhe retribua como sempre faz:

Com uma medida cheia, bem calcada a abarrotar[1].

Não por meu merecimento… que não tenho, mas pelo dele que o tem em demasia.

(ama, reflexões, Vila Moura, 15.09.2016)




[1] Cfr.  Lc 6, 38

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