01/08/2023

Publicações em Agosto 01

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc XIV…)

 

Debruço-me sobre o ombro de São Lucas tentando ler o que escreve; apercebo-me que está a relatar os acontecimentos que se registaram nos nove meses que antecederam o Nascimento de Jesus.

Estivera longas horas conversando a Santíssima Virgem tomando notas, fazendo algumas perguntas.

A Senhora acedeu prontamente em revelar quanto «guardava no seu Coração» porque, estou certo, entendeu que tal seria muito importante para confirmar os seus filhos, os homens, na Fé no seu Divino Filho.

Como estou grato a São Lucas por me ter deixado este "testemunho em primeira mão" que me permite que, uma e outra vez, me detenha na maravilhosa história da minha salvação maravilhando-me com a "arquitectura", minúcia e cuidado dos Planos de Deus.

Na minha memória conservo gráficamente intactas lembranças da minha vida desde a minha infância, considero tal como um bem inestimável porque, hoje, com esta idade, posso como que aferir ou comparar quanto me surge como sendo "novo" com algo similar que já vivi. Quase sempre encontro referências, porque a vida humana, sei-o bem, não é uma sucessão de factos, acontecimentos desgarrados mas, antes, os efeitos concretos de actuações anteriores. O que faço, o que fiz será a causa. Se a causa está correcta então, o efeito, será correcto.

Volto ao princípio para considerar que a resposta da Santíssima Virgem ás palavras do Arcanjo São Gabriel é a causa que encerra toda a maravilha do efeito: Fui salvo por Jesus Cristo, convertido em Seu irmão, candidato predestinado à Vida Eterna na contemplação da Santíssima Trindade.

Uma, talvez, das mais expressivas manifestações do amor estará no acto sexual. No entanto tal envolve, deve envolver, uma consideração que não pode descartar-se: a licitude dessa manifestação. Por licitude entendo que o acto sexual só é licíto entre um homem e uma mulher unidos pelo Matrimónio, ou seja, um casal, Homem e  Mulher, constituídos num só. Tudo resto não passam de corrupções desta verdade absoluta. Haverá desvios que pretendem justificar outras condutas, mas não são outra coisa que isso mesmo... desvios, tentativas e pseudo- razões para justificar o que não é justificável. Dentro deste conceito avulta particularmente a prática homossexual, ou seja, praticar actos sexuais com alguém do mesmo sexo. Sei, reconheço, que este será um assunto controverso e sujeito a interpretações várias, mas a verdade é só uma e, portanto não admite nem interpretações nem "acomodações" que possam convir a quem seja. O acto sexual só é licíto entre um casal heterogéneo, um homem e uma mulher, unidos pelo Sacramento do Matrimónio, tudo resto não é aceitável.

 

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31/07/2023

Publicações em Julho 31

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt IX…)

 

Hoje, o que melhor guardei das palavras de Jesus foi a sua insistência na Fidelidade como meio indispensável para alcançar a santidade pessoal; «Nem todo aquele que diz: Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas o que faz a vontade de Meu Pai» e, na continuação do Seu discurso foi realçando e insistindo na importância da Fidelidade.

De facto, ninguém consegue fazer a vontade de Deus se não for fiel em tudo, na sua vida, no seu querer, nos seus actos. Mesmo quando essa fidelidade custe a observar porque estou “ocupado” noutras coisas que considero urgentes, assoberbado por preocupações para as quais não encontro solução, ser fiel, isto é, em primeiro lugar fazer o que devo, como e quando devo tenho de fazer quanto possa por cumprir o que sei é a Vontade de Deus.

Por vezes, talvez muitas vezes, é difícil porque a Vontade de Deus não coincide com a minha ou, até, se opõe frontalmente; o Senhor olhará para mim, como sempre, com olhos de misericórdia infinita e saberá como ajudar-me a ser fiel e, assim, alcançar essa Santidade que procuro e desejo.

A “paga” é generosa, abundante, absolutamente gratificante… sentir-me bem comigo mesmo porque fui fiel à minha condição de Filho de Deus.

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30/07/2023

Publicações em Julho 30

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XI…)

 

Tinham-se aproximado de Jesus alguns discípulos de João Baptista que este encarregara de perguntar a Jesus: «És Tu O que há-de vir, ou devemos esperar outro?».

Estranhei este “encargo” do Baptista, então ele não sabia muito bem Quem Era Jesus?

Depois, pela resposta do Mestre, compreendi que o Baptista não desejava ver esclarecida uma dúvida que não tinha mas, sim, que os seus discípulos constatassem com os seus próprios olhos e ouvidos a verdade acerca de Jesus Cristo.

A partir de então, estes discípulos teriam razões pessoais para anunciar a Pessoa de Cristo; viram confirmados os ensinamentos do Baptista e fortalecidos com a própria experiência haveriam de ser mais activos no apostolado pessoal.

Não devo ficar-me pelo que penso saber mas, sim, em contínua procura, esclarecer e aprofundar o que me interessa sobremaneira: Quem É Jesus Cristo!

Deste modo as minhas convicções, a minha Fé, ficam também alicerçadas no conhecimento próprio reforçando a minha capacidade de fazer o que devo fazer: Apostolado com todos quantos se cruzem comigo nos caminhos da vida.

 

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29/07/2023

Publicações em Julho 29

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc X…)

 

Quando saímos de Jericó «um homem cego que estava sentado na borda do caminho pedindo esmola» perguntava o que era aquele tropel de gente e, eu, aproximei-me e disse-lhe: «É Jesus de Nazareth». Ao ouvir isto, Bartimeu começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem compaixão de mim!» mas, parecia que Jesus não ouvia e, «os que o rodeavam repreendiam-no para que se calasse» mas, Bartimeu continuava a clamar com todas as suas forças.

Jesus parecia ser o único que não ouvia este clamor mas, de facto, daí a momentos parou e mandou que Lhe trouxessem Bartimeu.

Eu disse-lhe: «Coragem… Ele chama-te» e ao ouvir isto Bartimeu arrojando o seu manto, deu um salto e aproximou-se de Jesus» que lhe pergunta: «Que queres que te faça?» Bartimeu responde muito simplesmente: «Senhor, que eu veja!».

Parece-me muito lógica esta resposta de Bartimeu, pois que há-de desejar um cego senão ver?

 

E eu? Não desejo ver claramente a Face Sorridente de Jesus que me abre os olhos à Luz da Fé, à claridade que me permite distinguir o mal do bem, um olhar puro, límpido, sem as névoas da concupiscência?

Senhor, faz com que eu veja!

 

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28/07/2023

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mc X...)

 

Escutei que a Mãe dos filhos de Zebedeu dizia a Jesus: «Faz com que estes meus dois filhos se sentem no Teu Reino um à Tua direita e outro à Tua esquerda» e logo a seguir as manifestações de indignação dos outros Dez.

Confesso que a mim me pareceu "absolutamente normal" que aquela Mãe pedisse o melhor para os seus filhos.

Aqueles dois irmãos tinham sido os primeiros a travar conhecimento com Jesus e, esse acontecimento foi de tal forma decisivo para as suas vidas que no Evangelho que escreveu João refere a hora e o local.

A partir desse momento abandonam tudo e seguem Jesus incondicionalmente. A principal, talvez, característica do seu carácter é a confiança indefectível no Mestre e a defesa quase intransigente da Sua Pessoa e da Sua Doutrina. Jesus têm-os como íntimos, compraz-se particularmente com a sua companhia, não duvida dar-lhes qualquer missão sabendo que a levarão a cabo, chama-lhes BOANERNEGES (Filhos do trovão).

Concede a Tiago a honra de ser o primeiro dos Doze a dar a vida por Ele; se, no Céu, estão sentados à Sua direita ou à Sua esquerda não me deve interessar sobremaneira, sei que ocupam dois dos doze lugares e moradas que Ele disse ter reservado. De facto, o Céu é um mistério que não está ao meu alcance compreender já que, se o Céu consiste na visão beatífica de Deus em toda a Sua Magestade e Glória, como entender que uns "vejam mais e outros menos" mas, mais... o Céu é Etéreo, não ocupa lugar, daí que eu sou levado a presumir que posso estar no Céu mesmo estando vivo embora o GOZO só se concretize no Final dos Tempos.

Portanto concluo que pensar sobre o Céu, embora seja conveniente e até atractivo, pode ser motivo para dúvidas e inquietações que não me interessam agora ter, sob pena de pôr em risco a paz interior que me é indispensável para viver como tenho de viver: com os olhos postos no Céu e os pés assentes na terra.

 

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27/07/2023

Publicações em Julho 27

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt Mc Lc Jo)

São Mateus escreve expressamente: «José, seu esposo, sendo justo...».

Revendo o que conheço da sociedade Israelita daquele tempo havia, de facto, uma "classe" de suprema importância os "Justos".

Eram pessoas de relevo, na sociedade ou não, pessoas a quem não se conheciam tendências para julgamentos, opiniões, críticas sobre os outros. Homens que faziam o que diziam, não se deixavam influenciar por "modas", conveniências, o "politicamente correcto", pertencendo ao Povo de Deus, procuravam em tudo, fazer a Vontade do seu Senhor e não tinham qualquer receio de ser considerados réprobos ou dissidentes.

O Evangelista ao "classificar" o Esposo de Maria como «Justo» como que lhe atribui um título, uma classe aparte na sociedade humana.

Este "Varão Ilustre" é poucas vezes citado nos Evangelhos mas, se atentar bem, vejo que está presente em ocasiões fulcrais da História da Salvação Humana; a guarda e protecção da sua esposa, apoiando-a, recebendo-a em sua casa, dando-lhe o seu nome, a guarda e protecção do seu Filho Adoptivo em momentos graves como a Fuga para o Egipto, a escolha do local onde deveria viver a sua família, a segurança da manutenção dessa Família com o seu trabalho humilde mas porfiado.

Como admiro e me enternece este Justo!

Tenho a certeza absoluta que Santa Teresa de Ávila estava certa quando afirma que... "não há Santo melhor colocado para interceder junto de Jesus... nunca Ele negará o que for que o Seu Pai terreno Lhe peça".

Eu estou absolutamente convicto que se me entregar nos braços de São José, confiando-lhe o que espero e desejo, Ele me conseguirá o que for mais conveniente para mim.

 

São José, varão feliz, que tiveste a dita de ver e ouvir o próprio Deus, a Quem muitos reis quiseram ver e não viram, ouvir e não ouviram; e não só ver e ouvir mas ainda mais: trazê-Lo nos braços, beijá-Lo, vesti-Lo, e guardá-Lo. Rogai por nós bem-aventurado José, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amén.

 

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