08/03/2023

Publicações em Março 8

  


(Re Mc 7, 1-15)

 

No texto em referência, considero, principalmente, o cuidado de Jesus na primeira “experiência apostólica” dos Seus discípulos. Envia-os dois a dois para que sustentem um ao outro, se ajudem e tornem, assim, mais eficaz a missão que lhes encarregou.

Assim deve ser o meu modo de agir nas tarefas de apostolado, procurar sempre a ajuda e acompanhamento para o que me proponho fazer.

O conselho e a opinião de outro é fundamental para que tenha suporte e ajuda sem ficar unicamente dependente de mim, da minha suposta capacidade, do que penso saber.

Aliás, se considerar, como devo, que a tarefa do apostolado que me compete é um encargo divino, quanto cuidado, prudência e conselho não devo usar… e abusar, para que seja o que mais convém em cada momento e circunstância.

Comportar-me como servo obediente e fiel e não como mestre presumido e cheio de empáfia.

Concluo que não será, de todo, profícuo, o apostolado que faço, devo fazer, se não for, em primeiríssimo lugar, humilde e contido, moderado e prudente.

O conselho do Director Espiritual mostra-se absolutamente necessário e útil para que vá onde devo ir, fale com quem devo falar, diga o que devo dizer.

 

Reflectindo na Quaresma

 

Os propósitos!

Ai... os propósitos!

Sou "tão bom" a fazê-los e tão pouco diligente em cumpri--los!

Hoje falhei em todos?

Não, na verdade não, mas falhei em alguns.

E isso deve admirar-me?

Não... claro que não, o que devo è dar graças pelos auxilios que recebi para cumprir alguns.

Amanhã terá de ser melhor.

E com a Tua ajuda, Senhor, sê-lo-à seguramente.

 

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06/03/2023

Publicações em Março 6

  


(Re Lc IV, 1-13)

 

Será, talvez, de espantar que Cristo tenha permitido que o tentador O pusesse à prova.

Compreendo duas coisas;

A primeira é que o tentador suspeita que Ele é o Cristo Filho de Deus e quer ter uma certeza;

A segunda, parece-me clara, evidente:

Jesus quer ensinar-nos que o poder do tentador, embora seja extraordinariamente potente, não consegue vencer a nossa vontade de permanecer-mos fielmente unidos a Jesus Cristo Nosso Senhor.

Ou seja, nunca permitirá que sejamos tentados além das nossas forças.

 

 

 

Reflectindo na Quaresma

 

Terminada a primeira semana da Quaresma devemos aproveitar para fazer um exame de como a vivemos.

Seguramente fisemos um plano de prácticas diárias para nos ajudar a viver mais intensamente este tempo e, nesse exame, apreciaremos como cumprimos esse plano se com amor e presença de Deus ou apressadamente alheados e distraídos.

Como resultado é conveniente “ajustar” o que for conveniente para o plano da semana que começa. Um plano simples, sem grandes metas de difíceis de atingir mas, antes, algo que esteja absolutamente ao nosso alcance fazer, pedindo ao Anjo da Nossa Guarda que nos ajude e guie.

 

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05/03/2023

Publicações em Março 5

 


(Re Lc V, 27-52)

 

O encontro de Jesus com Mateus, sentado no seu posto de trabalho revela bem que o Senhor Se apresenta onde quer que estejamos, fazendo o que estejamos a fazer.

Faz parte da nossa vida diária e procura-nos constantemente para nos chamar a segui-Lo.

Depende de nós fazê-lo ou não, aceitar o que nos propõe com quanto implica o convite.

Pôr de lado todos os nossos plano e objectivos para nos entregarmos de alma e coração a Ele como nosso Guia e Chefe.

O que nos espera não é uma vida fácil, sem precalço e , até, perseguições, haverá muitos dias em que as dificuldades e obstáculos serão de tal forma que parecem intransponíveis; mas, não! Com Ele tudo venceremos e saberemos como ultrapassar esses obstáculos.

Ele nos dará a força, a coragem, o ânimo para prosseguir sempre em frente.

O Divino Espírito Santo porá na nossa boca o que havemos de dizer em cada momento.

A tarefa é grande, hercúlea, mas, a compensasão ultrapassará em muito o que poderíamos esperar.

Se Ele dá a carga também dá a força para a levar e, é com esta certeza que nos “arriscamos” a segui-Lo.

 

Reflectindo

 

Porque hei-de meditar?

Simplesmente porque a alma mo pede e o coração mo solicita.

Parece lógico que estando aqui na presença do Sacrário, todo o meu ser se dedique a essa tarefa que me é tão conveniente.

Meditar na Tua presença, Senhor, é realmente fazer oração, talvez mais profunda e consistente.

Não me deixo ficar aqui estático e abúlico sem que o meu coração e a minha alma entoem um silencioso hino de amor e acções de graças.

Sim, é verdade, tenho muito que pedir mas - sei-o - tenho muito mais que agradecer.

  "É de bem-nascido ser agradecido” - e eu sou "muito bem-nascido" porque sou Teu filho!

 

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04/03/2023

Publicações em Março 4

  


Dentro do Evangelho

 

(Re Mt IX, 14-15)

 

O jejum na comida e na bebida é uma das mortificações pessoais próprias da Quaresma.

Cada um saberá como melhor fazer mas, de qualquer modo, há que ser discreto.

Quando se vive em família, com outros, deve-se comer do que é servido, seja carne, seja peixe, o que for, e o jejum consistirá numa discreta moderação na quantidade e, igualmente quanto à bebida.

Esta discrição, contudo, não se aplica em Sexta-Feira Santa, «Quando o esposo lhes for tirado, jejuarão», porque nesse dia há que dar exemplo de como se seguem as recomendações da Santa Igreja que todo o cristão deve seguir.

O mais prático, penso, é abdicar de uma refeição, o jantar, por exemplo.

 

 

Reflectindo

 

Ocorreu-me agora que algumas vezes peço uma opinião.

Opinião ou conselho?

Bom… a minha maneira de ser, o meu “estatuto”, não se “compadece” com conselhos, portanto, pedir uma opinião será como que uma cobarde forma de disfarçar uma necessidade de conselho.

E porquê este falso problema?

Pedir uma opinião é considerar outro como capaz de nos revelar algo que não o estamos a ver no imediato?

Pedir um conselho equivale e dizer quem necessitamos de orientação?

Julgo que se trata, fundamentalmente de uma questão directamente ligada à humildade pessoal.

Somos o que somos, sabemos o que julgamos saber; porque não aferir com outro de confiança e critério reconhecidos aquilo sobre o que se verifica a dúvida ou inquirição?

Só não fazemos por dois motivos e referências principais:

Orgulho pessoal; Auto convencimento.

Ambas são péssimas razões.


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