25/10/2022

Publicações em Outubro 25

 


Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Jesus é a Luz do mundo

Nas trevas, na ausência de luz que ilumine não posso fazer o que seja.

Na escuridão não consigo caminhar para onde for porque não vejo onde colocar os pés.

E, esta luz que necessito não pode ser uma luz qualquer, tem de ter brilho, força, alcance suficientes para que veja com clareza o caminho, consiga distinguir os barrancos, evitar os obstáculos e assim caminhar com segurança.

E porque tenho de caminhar?

Porque se ficar parado no mesmo local não verei como fazer para encontrar os alimentos que necessito para me alimentar, confeccionar a roupa que me é necessária para vestir a minha nudez, encontrar outros com quem conviver.

Sou, de facto, um caminhante!

Iniciei uma viagem desde que nasci, primeiro levado pela minha mãe, depois conduzido pelos meus próprios passos.

Nas trevas perco-me ierremediavelmente e ninguém consegue encontrar-me para me prestar a ajuda que necessite e, então… morrerrei.

Jesus Cristo intitulou-Se A LUZ DO MUNDO e de facto não há luz comparável à que dEle irradia.

È este o mundo  que Ele me deu para viver onde tudo está claramente disiponível para meu uso.

Não me é possível outra forma de viver e, por isso, não concebo como poderia o Senhor ter-me dado vida para a viver na escuridão.

Assim vou caminhando esforçando-me o melhor que posso e sei para que, fazendo o bem que tenho de fazer, permaneça na Sua Luz.

Realmente, acontece-me por vezes não proceder assim fazendo exactamente o contrário e, então, caio nas trevas de onde não conseguirei sair sem que Ele não me perdoe retirarando-me delas.

A Santíssima Virgem, “uma Senhora mais brilhante que O sol”, como lhe chamaram os Pastorinhos em Fátima, está sempre presente em todos os momentos da minha vida e não me é possivel afastar os olhos da sua face materna, do seu olhar que me chama e atrai como íman poderoso a que não quero resistir.

Tenho confiança absoluta que ela me guiará até essa luz incomensurável que brilhará para sempre na Eternidade.

 

24/10/2022

Publicações em Outubro 24

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

 

Confiança em Jesus

 

Muitas vezes, tantas coisas se entrechocam no meu espírito como que num vendaval que não consigo controlar e, sem querer, deixo-me ir, assim, meio tonto, nas asas desse vento impetuoso que me impele não sei para onde. Quero deter-me e pensar, de facto, no que posso fazer, melhor, no que devo fazer.

Lembro-me, então, que em Caná, a Santíssima Virgem dá uma “solução” a esses probelmas e inquietações:

«Fazei o que Ele vos disser».

Mas, eu enfrento este problema:

E o que é que, em cada momento, Ele me diz para fazer, para onde ir?

Chego à conclusão que não me resta nada mais seguro e “infalível” que abandonar-me, serena e confiadamente, nos braços dulcíssimos da minha Mãe do Céu.

Ela me levará para onde devo ir, Ela me dirá o que devo fazer.

Como um filho pequeno e obediente sei muito bem que esta é a solução do que procuro: a Confiança em Jesus Cristo.

Se a Sua própria Mãe confia absolutamente nEle ao ponto de O indicar como o Guia para vida diária de cada um, como duvidar?

Só que, bem sabes, por vezes me rebelo e quero fazer a minha própria vontade.

Talvez que, se fosse um dos empregados das Bodas de Caná me perguntasse da necessidade de encher todas as talhas de água até cima…!

Talvez que se Ele me chamasse para O seguir me demorasse um pouco a acabar o que estava a fazer, ou a ir experimentar aquela junta de bois que tinha comprado, ou a acompanhar o funeral do meu pai, ou a ver bem aquele novo campo que adquirira…!

Se em lugar dos “talvez” obedecesse prontamente absolutamente confiado que Ele me manda o que é justo e necessário que faça…!

Pois… confiança nEle que nunca deixará que essas coisas deixem de ser feitas se de facto são necessárias mas, a seu devido tempo e sem pressas.

Ir por aquele caminho sempre cheio de salteadores e isolado não parece ser escolha acertada, seria melhor seguir antes por outro mais seguro e movimentado?

 

Não! Confio nEle! Confio nEle!

 

23/10/2022

Publicações em Outubro 23

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

Perfeição de Jesus

 

 

«Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito.»

 

Como podes Tu, Senhor meu, mandar-me tal coisa!

Como cumprir tal mandato?

 

Não será, Senhor, que mandas algo impossível?

 

Tu, que sabes tudo, conheces as minhas fraquezas e limitações, como me mandas tal coisa tão grande!

 

Sim, Tu, sabes tudo e, por isso sabes que Te amo e que, nesse amor, ponho toda a minha esperança e confiança em Ti.

 

Esperança que me ajudarás com o que me falta.

 

Confiança em que, sabendo o que preciso, providenciarás o necessário para poder cumprir o que mandas. Da quod iube et iube quod vis!

 

 

Jesus Cristo enuncia um ideal de conduta humana.

 

Como todos os ideais, também este é difícil de atingir. Mas não impossível, porque o Senhor nunca pede impossíveis aos Seus filhos.

 

Com interpretar, então, o que diz?

 

Faltará, talvez, acrescentar: Este é - deve ser - o teu ideal; esforça-te por consegui-lo.

 

A mim, pobre homem, que de ideais percebo muito pouco, não me resta fazer senão o que Jesus sugere: Fazei o possível! E, com a segurança do Seu auxílio e apoio, sei muito bem que, para Ele, nada é impossível. 

 

Se os perfeitos só se encontram no Céu vejo as coisas com outra clareza e parece-me que encontrei a solução: tenho de ser santo!

Para tanto, só existe um caminho seguro:

Fazer, em tudo, a Vontade de Deus.

 

«Docere me facere voluntatem tuam quia Deus meus es tu!

 

Este, quero que seja o meu lema diário, constante.

Ajuda-me, Senhor, a concretizá-lo, minha Mãe, Maria Santíssima, São José meu Pai e Senhor, Anjo da Minha Guarda, tomai-me pela mão para que não me desvie do meu caminho.»

 

A dificuldade principal – julgo – está em que muitas vezes desejo que a Vontade de Deus se “conforme” com a minha própria vontade o que, corresponderá de certo modo, ter Deus como que ao “meu serviço” quando deverá ser exactamente o contrário.

 

Não há outro remédio nem caminho para solucionar este assunto, que pedir, com insistência perseverante:

 

‘Senhor, ajuda-me a fazer sempre a Tua Vontade’.

Deste modo, e confiando que Ele providenciará, encontrarei o caminho certo e a paz de espírito necessária para fazer o que devo, como, e quando devo fazer.

 

 

22/10/2022

Publicações em Outubro 22

 


 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

O Poder de Jesus

 

Jesus Cristo não podia ser mais claro como quando, segundo relata São João, disse:

«O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento».

Em Jesus o poder de julgar é um poder absoluto porque do seu exercício resultará a condenação ou a salvação.

Sinto uma felicidade imensa por saber que este poder está nas Mãos Misericordiosas de Jesus Cristo e digo isto porque sei quanto É Magnânimo e quer que me salve, não obstante os meus erros e fraquezas.

Mas, mesmo assim que se me perdoem as palavras, desejo ter a meu lado uma Advogada que me assista na hora do julgamento, tentando como só as Mães sabem fazer, trazer factos, pequenas lembranças que de alguma forma possa “adoçar” a crueza dos meus pecados.

 

Sim, esta Advogada quero-a, desejo-a particular, ao meu serviço permanente e, por isso mesmo a invoco constantemente:

Advogada minha: esses teus olhos misericordiosos para mim volvei e não me deixeis cair em tentação.

 

Os teus conselhos são o que de mais precioso posso ter para me ajudar converter este vale de lágrimas onde estou em permante perigo de perecer em rios de alegria onde possa vogar tranquilo e em paz para a salvação.

 

Ah! E advogada Poderosa porque no Tribunal Celeste está logo abaixo do assento do Juíz Supremo.

 

Tenho a certeza que se me vir em perigo intervirá com veemente carinho para que o castigo dos meus pecados seja mais brando mitigados  pelo perdão misericordioso do seu Filho Jesus.

21/10/2022

Publicações em Outubro 21

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

O Coração de Jesus

 

De Si próprio, e como consta no Evangelho, Jesus dizia que era «manso e humilde de coração».

Na verdade, mansidão e humildade andam sempre a par e Jesus tinha estas duas virtudes em máximo grau.

Detenho-me apenas na primeira A MANSIDÃO porque a considero uma das virtudes mais difíceis de ter e manter e, talvez por isso, tão rara nos homens e, seguramente em mim também.

Entendo que a mansidão tem a ver com a bondade pessoal sobretudo no comportamento para com o meu semelhante e na forma como o aprecio ou avalio.

Ás vezes diz-se de alguém que ”não é má pessoa” e, isto, na verdade não quer dizer grande coisa porque quase sempre quer significar: não é conflituoso, não rouba nada a ninguém, respeita os mais velhos, trata bem os outros.

É, talvez assim, que eu próprio me considero mas na verdade não me basta!

Preciso de banir de vez o espírito crítico que tantas vezes me leva a alguma atitude de repúdio, até de revolta em algo que outro faz ou diz.

No fim e ao cabo, considerar que nem tudo é mal e a recusar mas que há muito, muitíssimo bem a ser considerado e agradecido.

Jesus Cristo terá tido muitas ocasiões de ver o comportamento da Sua Santíssima Mãe, como ela recebia os outros, aceitaria os incómodos, reagiria ás situações menos agradáveis.

Como seria Manso o Coração Imaculado da Santíssima Virgem!

Sempre disponível para, nas reuniões de Família e amigos, apaziguar discussões, acalmar ânimos, contemporizar disputas.

Com uma palavra calma, sensata, compreensiva reeinstalar a serenidade no ambiente.

Por vezes bem sinto que Ela me diz: Porque te exaltas assim? Já vês… pôs-te no mesmo nível que eles!

Tu, meu filho, fica mais acima para que, olhando e vendo como te comportas, queiram proceder como tu.

Querida Mãe, ajuda-me a ter um coração Manso como o teu.

 

 

 

20/10/2022

Publicações em Outubro 20

  


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

Jesus e o cumprimento da Lei

Jesus ensina-nos com muita clareza o dever que temos de obedecer ás leis emanadas pelos que têm poder para tal como será o caso dos pagamento de impostos.

Poderão estes ser considerados justos ou abusivos, sujeitar uns e libertar outros mas esta será uma questão de justiça.

O que permanece é a obrigação.

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» foi o que nos recomendou.

Mas, pergunto-me: não é TUDO de Deus?

Evidentemente que sim e, por isso mesmo ao pagar o que devo pagar como cidadão, impostos, taxas… o que for, estou a cumprir a Vontade Soberana de Deus e deve ser só isso que me interessa considerar.

Mas… será que não terei direito a reclamar de um pagamento que me é exigido e que eu considero ilegal ou injusto?

Jesus, disse-o Ele mesmo, não é árbitro em questões particulares entre os Seus Filhos mas está pronto a ajudar e intervir para aplicar a justiça.

Temos o dever, a obrigação de reclamar do que consideramos ser injusto e, neste caso dos impostos, taxas, etc. se são injustos para nós também o serão para muitos outros  pelo que exigir que haja justiça será um bem para todos.

Não é justo e, portanto, não é aceitável que não haja equidade entre todos, que uns sejam sobrecarregados com ónus que os oprimem e dificultam uma vida digna e outros vivam na abundância pagando tanto ou ainda menos que os outros.

De facto verifica-se que o poder do dinheiro consegue por ínvios caminhos, artimanhas legais, “jogos” e concluios de interesses, manipular as contas públicas e os que têm por dever de aplicar as leis.

A Santíssima Virgem seguramente não teria destes problemas, São José deveria prever e ter em devida ordem “a Contabilidade” familiar como prova, por exemplo, a sua ida ao Templo para “pagar” o que a Lei mandava que se pagasse pelo nascimento de um filho.

Sim… reclamar se encontro razões para tal é um direito meu e, até, um dever, mas, primeiro, cumprir atempadamente quanto devo cumprir.

E a Santíssima Virgem terá deixado de ir ao Templo à cerimónia da Purificação quando sabia muito bem que não precisava purificar-se?

Terá, talvez, pensado: eu sei mas os outros não!

E por isso foi ao Templo e sujeitou-se à Cerimónia como uma simples mulher que dera à luz um filho sem, por um momento lhe ocorrer dizer que Era Imaculada e O filho que dera à luz era Deus Nosso Senhor.

Os outros têm os olhos postos em mim e sabem que sou cristão que pensariam se me vissem eximir-me a pagar  os impostos sem uma justificação correcta?

Cumpre aos cristãos, cumpre-me a mim, dar exemplo de conduta como cidadão exigindo, se for caso disso, respeito pelos meus direitos mas não deixando de  cumprir os deveres que me cabe cumprir.

O exemplo dá-se com obras concretas e não com palavras ou conselhos.

Não fazer o que se diz aos outros que deve ser feito é hipocrisia grave.

Talvez que a hipocrisia fosse o defeito que Jesus Cristo mais acusava os Chefes, Fariseus, Escribas e outros destacados judeus com palavras duras, sem rebuço…

«Ai de vós fariseus hipócritas… ai de vós!!!».

 

 

 

19/10/2022

Publicações em Outubro 19

 



Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho  

 

Confiança em Jesus

 

Muitas vezes tantas coisas se entrechocam no meu espírito como que num vendaval que não consigo controlar e sem querer, deixo-me ir, assim, meio tonto, nas asas desse vento impetuoso que me impele não sei para onde.

Quero deter-me e pensar, de facto, no que posso fazer, melhor, no que devo fazer.

Lembro-me, então, que em Caná, a Santíssima Virgem dá uma “solução” a esses probelmas e inquietações:

«Fazei o que Ele vos disser».

Eu enfrento esse problema: E o que é que, em cada momento, Ele me diz para fazer, onde ir?

Chego à conclusão que não me resta nada mais seguro e “infalível” que abandonar-me, serena e confiadamente, nos braços dulcíssimos da minha Mãe do Céu.

Ela me levará para onde devo ir, Ela me dirá o que devo fazer e como fazer.

Sabe, conhece muito bem as minhas fraquezas e debilidades e não deixará de prestar-me o auxílio necessário.

Tenho uma absoluta certeza: O Senhor nunca me pedirá nada que eu não possa fazer.

Como respeita a minha liberdade que Ele Próprio entendeu dar-me deixará ao meu exclusivo critério a decisão de satisfazer ou não a Sua Vontade.

Eu sei muito bem que sem o auxílio poderoso e constante da minha Mãe do Céu não serei capaz de “mexer uma palha” que me leve pelo bom caminho, bem ao contrário, em vez de seguir em frente andarei para trás, de subir cada vez mais alto descerei cada vez mais fundo, em lugar de caminhar com passos firmes irei tropeçando aqui e ali até cair por terra.

Constantemente ela insininua no meu espírito a confiança absoluta que tenho de ter no seu Filho.

Não uma confiança cega, como que sem alternativa, mas uma confiança informada, consciente.

Uma confiança tão grande como a que, em criança, sentia quando o meu Querido Pai me estendia a mão para me ajudar a ultrapassar um obstáculo qualquer.

«Tende confiança…» diz muitas vezes aos Seus  discípulos, como consta no Evangelho, «Tende confiança».

Repete estas palavras em momentos de aflição, no mar alteroso, por exemplo, ou quando eles O olham com incredulidade de serem capazes de fazer o que lhes pede… «Tende  confiança»!!!

Tu, Senhor, bem conheces os problemas que tenho com a minha confiança, sobretudo que não confio absolutamente nada em mim, nas minhas forças, na minha vontade e, por isso Te digo:

Senhor eu não confio em mim mas confio absolutamente em Ti, ajuda e confirma esta confiança.

 

 

 

18/10/2022

Publicações em Outubro 18

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho 

 

Pregação de Jesus

 

Ao contemplar a vida pública do Salvador tomo consciência de quanto me diz, uma e outra vez, com infinita paciência, para que guarde com especial cuidado as Suas palavras. Onde encontrá-las: No Evangelho que o Espírito Santo escreveu pela mão de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Com a leitura diária, pausada, - diria - detida e reflectida, encontrarei sempre algo novo, uma ideia, uma inspiração, um detalhe.

Quanto o Evangelho contém não é fruto nem do acaso nem da inspira­ção do evangelista.

Não!

Cada palavra, expressão ou pormenor, tem um "peso" um objectivo muito concreto: Conduzir-me pelo Caminho, que conduz à Verdade que me garante a Vida que É o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Fazer do Evangelho o livro da minha vida de cristão, lendo e meditando e, como aconselhava São Josemaria Escrivá, tentando introduzir-me nas cenas que os textos descrevem como um personagem mais. E, de facto, não é difícil fazê-lo, bem ao contrário acabo por envol­ver-me de tal forma que chego a compreender que Jesus Cristo está ali, ao meu lado acompanhando a minha leitura-meditação e abrindo-me a alma e o entendimento para melhor compreender e guar­dar como tesouro precioso o que me oferece.

Peço com especial devoção à Santíssima Virgem que me assista nesta “tarefa” sabendo como ela deveria seguir a par e passo a Vida Pública do seu Filho.

Ela contribuiu preciosamente para muitas das páginas que os Evangelistas escreveram, nomeadamente São Lucas cujas referências à juventude, esponsais, nascimento de Jesus, fuga para o Egipto e tantas referências a esse tempo “escondido” ao Gólgota.

Fê-lo porque, como ela própria o terá confidenciado ao envangelista, «guardava todas estas coisas no seu coração».

O coração das mães guardam tudo como tesouro precioso quanto respeita aos seus filhos e, assim a Santíssima Virgem.

Quando chegar a hora de eu prestar contas ela estará ali também presente e atenta para que não escape nada do eu tenha feito de bom e meritório

Na Sua pregação Jesus Cristo dirige-Se a todos os homens, os de então e todos os outros que se hão-de seguir ao longo dos tempos.

Dirige-Se, também, e de modo especial, aos Apóstolos, os que O acompanhavam e, também, a quantos hão-de ter esse múnus até ao fim dos tempos.

Estes homens dedicados a um trabalho exigente, cuidado e coeerente, precisam sempre de Conselho, Fortaleza, Sabedoria para que a sua acção arreigue nas almas e o seu exemplo dê abundantes frutos.

Têm de ter – sempre – bem presente que a palavra que têm de pregar, transmitir, é A Palavra de Deus tal qual é e, nunca, da sua lavra ou fruto de interpretação.

Por isso mesmo O Senhor lhes explica em “privado” muitas das Suas palavras ou expressões que não entendem ou percebem, para que não tenham dúvidas mas,  sim, certezas.

O verdadeiro apóstolo – seja quem for – a começar por mim próprio, tem de pedir com insistência Luz que ilumine a sua mente para que possa agir em conformidade.

Sem esta Luz, que só O Senhor pode dar, corro sério risco de ir perdendo o Norte e desviar-me pelo perigoso caminho das idéias próprias e interpretações particulares.

Repito confiadamente:

Iter para tuto (indica-me um caminho seguro).

 

 

 

17/10/2022

Publicações em Outubro 17

 


 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Nossa Senhora e o mar

 

Cristo está junto ao mar porque quer ver como nos comportamos na nossa barca, na nossa navegação. Ele sabe muito bem os perigos que o mar desta vida tem, conhece profundamente e em detalhe as nossas incapacidades e deficiências como “marinheiros”. Está ali, para “o que der e vier”. Da praia, se nos vir em perigo, aflitos com a perda do rumo, acenar-nos-á para que vamos ter com Ele. É tão bom saber que Cristo está na praia do nosso mar! Que confiança nos dá o sabê-Lo ali, disponível para o que for preciso! Mesmo quando não nos damos conta, ou pior, quando ignoramos a Sua presença, Ele está lá, sempre, solícito e pronto a acudir-nos. Foi na praia que Jesus começou a fantástica história da salvação humana. Eram homens do mar os que, em primeiro lugar, Jesus escolheu para concretizar a Sua Missão Salvadora. Muito particularmente, três: Pedro, Tiago e João, hão-de acompanhá-Lo mais perto da Sua intimidade. Jesus conversa com eles de forma que eles entendem bem: Fala-lhes do mar e da faina da pesca. Diz-lhes o que espera deles, a tarefa grandiosa, extraordinária, que lhes tem reservada. Talvez não tenham percebido completamente o que encerrava esta primeira conversa, mas não precisaram de mais para se decidirem. Na escolha feita por Jesus, o que contou, de facto, foi a pronta decisão de O seguirem assim que os chamou. Ele sabe bem o que espera os homens da Sua Igreja até ao final dos tempos. A agitação, os ventos contrários, os naufrágios, as vagas alterosas, o velame que se rompe, os mastros que quebram. Por isso, escolhe, sempre, um “patrão” para a Sua barca que sabe guiá-la através de todas estas dificuldades, que será sempre fiel ao rumo e que acabará sempre por alcançar bom porto. Esses homens que ao longo dos séculos se têm sucedido no comando da barca de Cristo, da Sua Igreja, são sempre as melhores escolhas porque, quem os escolhe, é Ele. Como não confiar inteiramente naquele que foi escolhido para esse lugar? Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum. Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos. Jesus afirma: «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.» Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão. Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja. A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja. Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

É bem conhecida a devoção das gentes do mar à Virgem Santíssima. Muitas das suas embarcações têm nomes que a invocam. Fazem-se procissões em sua honra muito concorridas com os barcos engalanados em ambiente de grande festa e alegria. Algumas ostentam pinturas algumas de carácter bem ingénuo quase infantis, outras mais elaboradas retratando cenas mais complexas em que a Senhora é sempre a figura central. Apercebo-me sem dificuldade que faz todo o sentido a presença da Mãe. De facto, ela tem muito a ver com tudo o que se passa com a humanidade. Afinal todos os homens – por vontade expressa do Filho - somos seus filhos. Mas também tem muito a ver com o mar porque é Guia dos Navegantes; a Stela Maris; a segurança – iter para tuto. [1] A sua vida depois que o Filho começou a ingente tarefa que O trouxe ao mundo foi passada entre pescadores, homens do mar, gente habituada aos “altos e baixos” da profissão, das alegrias das pescas abundantes e dos malogros das redes vazias. Sabe do que falam, conhece o que desejam, consola-os e anima-os a prosseguir. Tal como o Filho também ela lhes diz: «Duc in altum», fazei-vos ao largo onde a pesca será mais abundante e compensadora do esforço despendido. Não vai com eles nas barcas, mas fica em terra, na praia, pensando neles, pedindo insistentemente ao Filho que os guie, os proteja, que os ventos e as ondas não se tornem perigos insuperáveis. Mas, se acaso, soçobram ou estão prestes a sucumbir porque ou perderam os remos ou as velas e estão à deriva num mar desconhecido apressa-se a socorrê-los.

Em Dezembro de 2011 a embarcação “Virgem do Sameiro” com seis pescadores a bordo naufragou. Os pescadores recolheram-se numa balsa e andaram sessenta horas à deriva no mar, exaustos, sem comida nem água sem quaisquer meios disponíveis para sobreviver quando finalmente foram avistados por um helicóptero que os resgatou e os trouxe para terra. Rodeado pelas televisões e jornalistas, o Mestre da embarcação respondeu a uma jornalista que perguntava o que tinha a dizer sobre o que se afirmava que teria sido milagre por intervenção de Nossa Senhora: ‘Sim, estou convencido que foi um milagre! Não é por acaso que o nome da embarcação é “Virgem do Sameiro” e que dentro da balsa tínhamos um Terço do Rosário’». [2]

 

 

 

 



[1] Guia de um caminho seguro

[2] Estas declarações estão gravadas em vídeo. (http://expresso-virgem-do-sameiro-diz-que-o-mais-dificil-foi-suportar-o-frio-video=f692077)

16/10/2022

Publicações em Outubro 16



Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 


Compaixão de Jesus

 

 

A cada passo constato no Evangelho demonstrações da Compaixão de Jeus Cristo pelos outros.

Como Homem Verdadeiro que É tem esse sentimento e demonstra-o sem rebuço.

Um doente grave, cego de nascença um paralítico que não pode mover-se sem ajuda que nem sempre tem, uma Mãe angustiada pela morte do filho único; estas, talvez as mais “comuns” e correntes ocasiões em que sgundo relata o Evangelho o Seu Coração Misericordioso Se mostrou como que compelido a atender quem necessita.

Mas não só; também Se compadece de muitos milhares de pessoas que O seguem e como o próprio Evangelho refere: «Tenho compaixão desta gente que Me segue há três dias sem tomar alimento».

Os humildes e carenciados merecem a Sua especial antenção mas, também todos os outros, como pessoas de elevado nível social e meios de fortuna esmagados pelo infortúnio, com são os casos do Centurião e de Jairo.

Compreendo muito bem que, para Jesus Cristo, os homens são todos iguiais na sua dignidade humana.

Desde a  Sua terna infância via como a Sua Santíssima Mãe atendia quantos batiam à porta da modesta casa de Nazareth em busca de auxílio urgente.

Nunca deixava de dar o que podia dos parcos haveres familiares para atender esses pedios.

Lembra-se como Ela, em Caná, lhe dissera com urgência: «Filho… não têm vinho…».

A Compaixão de Cristo só tem paralelo na Compaixão da Sua Santíssima Mãe sempre pronta e disponível a socorrer quem dela solicite auxílio.

Em tantos lugares do mundo, como muito particularmente em Fátima, ela está ali sempre disponível e dando provas da sua acompaixão pelos seus filhos os homens.

Ah Mãe!

Ensina-me a ser como tu a estar atento ás necessidades e carências dos outros, a não permanecer indiferente quando posso – e posso sempre – fazer algo por eles e, se acaso o que tenho a fazer ultrapassa as minhas capacidades, a recorrer a ti, pondo nas tuas mãos compassivas esse encargo.