21/10/2022

Publicações em Outubro 21

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

O Coração de Jesus

 

De Si próprio, e como consta no Evangelho, Jesus dizia que era «manso e humilde de coração».

Na verdade, mansidão e humildade andam sempre a par e Jesus tinha estas duas virtudes em máximo grau.

Detenho-me apenas na primeira A MANSIDÃO porque a considero uma das virtudes mais difíceis de ter e manter e, talvez por isso, tão rara nos homens e, seguramente em mim também.

Entendo que a mansidão tem a ver com a bondade pessoal sobretudo no comportamento para com o meu semelhante e na forma como o aprecio ou avalio.

Ás vezes diz-se de alguém que ”não é má pessoa” e, isto, na verdade não quer dizer grande coisa porque quase sempre quer significar: não é conflituoso, não rouba nada a ninguém, respeita os mais velhos, trata bem os outros.

É, talvez assim, que eu próprio me considero mas na verdade não me basta!

Preciso de banir de vez o espírito crítico que tantas vezes me leva a alguma atitude de repúdio, até de revolta em algo que outro faz ou diz.

No fim e ao cabo, considerar que nem tudo é mal e a recusar mas que há muito, muitíssimo bem a ser considerado e agradecido.

Jesus Cristo terá tido muitas ocasiões de ver o comportamento da Sua Santíssima Mãe, como ela recebia os outros, aceitaria os incómodos, reagiria ás situações menos agradáveis.

Como seria Manso o Coração Imaculado da Santíssima Virgem!

Sempre disponível para, nas reuniões de Família e amigos, apaziguar discussões, acalmar ânimos, contemporizar disputas.

Com uma palavra calma, sensata, compreensiva reeinstalar a serenidade no ambiente.

Por vezes bem sinto que Ela me diz: Porque te exaltas assim? Já vês… pôs-te no mesmo nível que eles!

Tu, meu filho, fica mais acima para que, olhando e vendo como te comportas, queiram proceder como tu.

Querida Mãe, ajuda-me a ter um coração Manso como o teu.

 

 

 

20/10/2022

Publicações em Outubro 20

  


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho

 

Jesus e o cumprimento da Lei

Jesus ensina-nos com muita clareza o dever que temos de obedecer ás leis emanadas pelos que têm poder para tal como será o caso dos pagamento de impostos.

Poderão estes ser considerados justos ou abusivos, sujeitar uns e libertar outros mas esta será uma questão de justiça.

O que permanece é a obrigação.

«Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» foi o que nos recomendou.

Mas, pergunto-me: não é TUDO de Deus?

Evidentemente que sim e, por isso mesmo ao pagar o que devo pagar como cidadão, impostos, taxas… o que for, estou a cumprir a Vontade Soberana de Deus e deve ser só isso que me interessa considerar.

Mas… será que não terei direito a reclamar de um pagamento que me é exigido e que eu considero ilegal ou injusto?

Jesus, disse-o Ele mesmo, não é árbitro em questões particulares entre os Seus Filhos mas está pronto a ajudar e intervir para aplicar a justiça.

Temos o dever, a obrigação de reclamar do que consideramos ser injusto e, neste caso dos impostos, taxas, etc. se são injustos para nós também o serão para muitos outros  pelo que exigir que haja justiça será um bem para todos.

Não é justo e, portanto, não é aceitável que não haja equidade entre todos, que uns sejam sobrecarregados com ónus que os oprimem e dificultam uma vida digna e outros vivam na abundância pagando tanto ou ainda menos que os outros.

De facto verifica-se que o poder do dinheiro consegue por ínvios caminhos, artimanhas legais, “jogos” e concluios de interesses, manipular as contas públicas e os que têm por dever de aplicar as leis.

A Santíssima Virgem seguramente não teria destes problemas, São José deveria prever e ter em devida ordem “a Contabilidade” familiar como prova, por exemplo, a sua ida ao Templo para “pagar” o que a Lei mandava que se pagasse pelo nascimento de um filho.

Sim… reclamar se encontro razões para tal é um direito meu e, até, um dever, mas, primeiro, cumprir atempadamente quanto devo cumprir.

E a Santíssima Virgem terá deixado de ir ao Templo à cerimónia da Purificação quando sabia muito bem que não precisava purificar-se?

Terá, talvez, pensado: eu sei mas os outros não!

E por isso foi ao Templo e sujeitou-se à Cerimónia como uma simples mulher que dera à luz um filho sem, por um momento lhe ocorrer dizer que Era Imaculada e O filho que dera à luz era Deus Nosso Senhor.

Os outros têm os olhos postos em mim e sabem que sou cristão que pensariam se me vissem eximir-me a pagar  os impostos sem uma justificação correcta?

Cumpre aos cristãos, cumpre-me a mim, dar exemplo de conduta como cidadão exigindo, se for caso disso, respeito pelos meus direitos mas não deixando de  cumprir os deveres que me cabe cumprir.

O exemplo dá-se com obras concretas e não com palavras ou conselhos.

Não fazer o que se diz aos outros que deve ser feito é hipocrisia grave.

Talvez que a hipocrisia fosse o defeito que Jesus Cristo mais acusava os Chefes, Fariseus, Escribas e outros destacados judeus com palavras duras, sem rebuço…

«Ai de vós fariseus hipócritas… ai de vós!!!».

 

 

 

19/10/2022

Publicações em Outubro 19

 



Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho  

 

Confiança em Jesus

 

Muitas vezes tantas coisas se entrechocam no meu espírito como que num vendaval que não consigo controlar e sem querer, deixo-me ir, assim, meio tonto, nas asas desse vento impetuoso que me impele não sei para onde.

Quero deter-me e pensar, de facto, no que posso fazer, melhor, no que devo fazer.

Lembro-me, então, que em Caná, a Santíssima Virgem dá uma “solução” a esses probelmas e inquietações:

«Fazei o que Ele vos disser».

Eu enfrento esse problema: E o que é que, em cada momento, Ele me diz para fazer, onde ir?

Chego à conclusão que não me resta nada mais seguro e “infalível” que abandonar-me, serena e confiadamente, nos braços dulcíssimos da minha Mãe do Céu.

Ela me levará para onde devo ir, Ela me dirá o que devo fazer e como fazer.

Sabe, conhece muito bem as minhas fraquezas e debilidades e não deixará de prestar-me o auxílio necessário.

Tenho uma absoluta certeza: O Senhor nunca me pedirá nada que eu não possa fazer.

Como respeita a minha liberdade que Ele Próprio entendeu dar-me deixará ao meu exclusivo critério a decisão de satisfazer ou não a Sua Vontade.

Eu sei muito bem que sem o auxílio poderoso e constante da minha Mãe do Céu não serei capaz de “mexer uma palha” que me leve pelo bom caminho, bem ao contrário, em vez de seguir em frente andarei para trás, de subir cada vez mais alto descerei cada vez mais fundo, em lugar de caminhar com passos firmes irei tropeçando aqui e ali até cair por terra.

Constantemente ela insininua no meu espírito a confiança absoluta que tenho de ter no seu Filho.

Não uma confiança cega, como que sem alternativa, mas uma confiança informada, consciente.

Uma confiança tão grande como a que, em criança, sentia quando o meu Querido Pai me estendia a mão para me ajudar a ultrapassar um obstáculo qualquer.

«Tende confiança…» diz muitas vezes aos Seus  discípulos, como consta no Evangelho, «Tende confiança».

Repete estas palavras em momentos de aflição, no mar alteroso, por exemplo, ou quando eles O olham com incredulidade de serem capazes de fazer o que lhes pede… «Tende  confiança»!!!

Tu, Senhor, bem conheces os problemas que tenho com a minha confiança, sobretudo que não confio absolutamente nada em mim, nas minhas forças, na minha vontade e, por isso Te digo:

Senhor eu não confio em mim mas confio absolutamente em Ti, ajuda e confirma esta confiança.

 

 

 

18/10/2022

Publicações em Outubro 18

 


Santíssima Virgem - Outubro - Mistérios do Evangelho 

 

Pregação de Jesus

 

Ao contemplar a vida pública do Salvador tomo consciência de quanto me diz, uma e outra vez, com infinita paciência, para que guarde com especial cuidado as Suas palavras. Onde encontrá-las: No Evangelho que o Espírito Santo escreveu pela mão de Mateus, Marcos, Lucas e João.

Com a leitura diária, pausada, - diria - detida e reflectida, encontrarei sempre algo novo, uma ideia, uma inspiração, um detalhe.

Quanto o Evangelho contém não é fruto nem do acaso nem da inspira­ção do evangelista.

Não!

Cada palavra, expressão ou pormenor, tem um "peso" um objectivo muito concreto: Conduzir-me pelo Caminho, que conduz à Verdade que me garante a Vida que É o próprio Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador.

Fazer do Evangelho o livro da minha vida de cristão, lendo e meditando e, como aconselhava São Josemaria Escrivá, tentando introduzir-me nas cenas que os textos descrevem como um personagem mais. E, de facto, não é difícil fazê-lo, bem ao contrário acabo por envol­ver-me de tal forma que chego a compreender que Jesus Cristo está ali, ao meu lado acompanhando a minha leitura-meditação e abrindo-me a alma e o entendimento para melhor compreender e guar­dar como tesouro precioso o que me oferece.

Peço com especial devoção à Santíssima Virgem que me assista nesta “tarefa” sabendo como ela deveria seguir a par e passo a Vida Pública do seu Filho.

Ela contribuiu preciosamente para muitas das páginas que os Evangelistas escreveram, nomeadamente São Lucas cujas referências à juventude, esponsais, nascimento de Jesus, fuga para o Egipto e tantas referências a esse tempo “escondido” ao Gólgota.

Fê-lo porque, como ela própria o terá confidenciado ao envangelista, «guardava todas estas coisas no seu coração».

O coração das mães guardam tudo como tesouro precioso quanto respeita aos seus filhos e, assim a Santíssima Virgem.

Quando chegar a hora de eu prestar contas ela estará ali também presente e atenta para que não escape nada do eu tenha feito de bom e meritório

Na Sua pregação Jesus Cristo dirige-Se a todos os homens, os de então e todos os outros que se hão-de seguir ao longo dos tempos.

Dirige-Se, também, e de modo especial, aos Apóstolos, os que O acompanhavam e, também, a quantos hão-de ter esse múnus até ao fim dos tempos.

Estes homens dedicados a um trabalho exigente, cuidado e coeerente, precisam sempre de Conselho, Fortaleza, Sabedoria para que a sua acção arreigue nas almas e o seu exemplo dê abundantes frutos.

Têm de ter – sempre – bem presente que a palavra que têm de pregar, transmitir, é A Palavra de Deus tal qual é e, nunca, da sua lavra ou fruto de interpretação.

Por isso mesmo O Senhor lhes explica em “privado” muitas das Suas palavras ou expressões que não entendem ou percebem, para que não tenham dúvidas mas,  sim, certezas.

O verdadeiro apóstolo – seja quem for – a começar por mim próprio, tem de pedir com insistência Luz que ilumine a sua mente para que possa agir em conformidade.

Sem esta Luz, que só O Senhor pode dar, corro sério risco de ir perdendo o Norte e desviar-me pelo perigoso caminho das idéias próprias e interpretações particulares.

Repito confiadamente:

Iter para tuto (indica-me um caminho seguro).

 

 

 

17/10/2022

Publicações em Outubro 17

 


 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

Nossa Senhora e o mar

 

Cristo está junto ao mar porque quer ver como nos comportamos na nossa barca, na nossa navegação. Ele sabe muito bem os perigos que o mar desta vida tem, conhece profundamente e em detalhe as nossas incapacidades e deficiências como “marinheiros”. Está ali, para “o que der e vier”. Da praia, se nos vir em perigo, aflitos com a perda do rumo, acenar-nos-á para que vamos ter com Ele. É tão bom saber que Cristo está na praia do nosso mar! Que confiança nos dá o sabê-Lo ali, disponível para o que for preciso! Mesmo quando não nos damos conta, ou pior, quando ignoramos a Sua presença, Ele está lá, sempre, solícito e pronto a acudir-nos. Foi na praia que Jesus começou a fantástica história da salvação humana. Eram homens do mar os que, em primeiro lugar, Jesus escolheu para concretizar a Sua Missão Salvadora. Muito particularmente, três: Pedro, Tiago e João, hão-de acompanhá-Lo mais perto da Sua intimidade. Jesus conversa com eles de forma que eles entendem bem: Fala-lhes do mar e da faina da pesca. Diz-lhes o que espera deles, a tarefa grandiosa, extraordinária, que lhes tem reservada. Talvez não tenham percebido completamente o que encerrava esta primeira conversa, mas não precisaram de mais para se decidirem. Na escolha feita por Jesus, o que contou, de facto, foi a pronta decisão de O seguirem assim que os chamou. Ele sabe bem o que espera os homens da Sua Igreja até ao final dos tempos. A agitação, os ventos contrários, os naufrágios, as vagas alterosas, o velame que se rompe, os mastros que quebram. Por isso, escolhe, sempre, um “patrão” para a Sua barca que sabe guiá-la através de todas estas dificuldades, que será sempre fiel ao rumo e que acabará sempre por alcançar bom porto. Esses homens que ao longo dos séculos se têm sucedido no comando da barca de Cristo, da Sua Igreja, são sempre as melhores escolhas porque, quem os escolhe, é Ele. Como não confiar inteiramente naquele que foi escolhido para esse lugar? Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum. Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos. Jesus afirma: «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.» Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão. Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja. A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja. Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

É bem conhecida a devoção das gentes do mar à Virgem Santíssima. Muitas das suas embarcações têm nomes que a invocam. Fazem-se procissões em sua honra muito concorridas com os barcos engalanados em ambiente de grande festa e alegria. Algumas ostentam pinturas algumas de carácter bem ingénuo quase infantis, outras mais elaboradas retratando cenas mais complexas em que a Senhora é sempre a figura central. Apercebo-me sem dificuldade que faz todo o sentido a presença da Mãe. De facto, ela tem muito a ver com tudo o que se passa com a humanidade. Afinal todos os homens – por vontade expressa do Filho - somos seus filhos. Mas também tem muito a ver com o mar porque é Guia dos Navegantes; a Stela Maris; a segurança – iter para tuto. [1] A sua vida depois que o Filho começou a ingente tarefa que O trouxe ao mundo foi passada entre pescadores, homens do mar, gente habituada aos “altos e baixos” da profissão, das alegrias das pescas abundantes e dos malogros das redes vazias. Sabe do que falam, conhece o que desejam, consola-os e anima-os a prosseguir. Tal como o Filho também ela lhes diz: «Duc in altum», fazei-vos ao largo onde a pesca será mais abundante e compensadora do esforço despendido. Não vai com eles nas barcas, mas fica em terra, na praia, pensando neles, pedindo insistentemente ao Filho que os guie, os proteja, que os ventos e as ondas não se tornem perigos insuperáveis. Mas, se acaso, soçobram ou estão prestes a sucumbir porque ou perderam os remos ou as velas e estão à deriva num mar desconhecido apressa-se a socorrê-los.

Em Dezembro de 2011 a embarcação “Virgem do Sameiro” com seis pescadores a bordo naufragou. Os pescadores recolheram-se numa balsa e andaram sessenta horas à deriva no mar, exaustos, sem comida nem água sem quaisquer meios disponíveis para sobreviver quando finalmente foram avistados por um helicóptero que os resgatou e os trouxe para terra. Rodeado pelas televisões e jornalistas, o Mestre da embarcação respondeu a uma jornalista que perguntava o que tinha a dizer sobre o que se afirmava que teria sido milagre por intervenção de Nossa Senhora: ‘Sim, estou convencido que foi um milagre! Não é por acaso que o nome da embarcação é “Virgem do Sameiro” e que dentro da balsa tínhamos um Terço do Rosário’». [2]

 

 

 

 



[1] Guia de um caminho seguro

[2] Estas declarações estão gravadas em vídeo. (http://expresso-virgem-do-sameiro-diz-que-o-mais-dificil-foi-suportar-o-frio-video=f692077)

16/10/2022

Publicações em Outubro 16



Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 


Compaixão de Jesus

 

 

A cada passo constato no Evangelho demonstrações da Compaixão de Jeus Cristo pelos outros.

Como Homem Verdadeiro que É tem esse sentimento e demonstra-o sem rebuço.

Um doente grave, cego de nascença um paralítico que não pode mover-se sem ajuda que nem sempre tem, uma Mãe angustiada pela morte do filho único; estas, talvez as mais “comuns” e correntes ocasiões em que sgundo relata o Evangelho o Seu Coração Misericordioso Se mostrou como que compelido a atender quem necessita.

Mas não só; também Se compadece de muitos milhares de pessoas que O seguem e como o próprio Evangelho refere: «Tenho compaixão desta gente que Me segue há três dias sem tomar alimento».

Os humildes e carenciados merecem a Sua especial antenção mas, também todos os outros, como pessoas de elevado nível social e meios de fortuna esmagados pelo infortúnio, com são os casos do Centurião e de Jairo.

Compreendo muito bem que, para Jesus Cristo, os homens são todos iguiais na sua dignidade humana.

Desde a  Sua terna infância via como a Sua Santíssima Mãe atendia quantos batiam à porta da modesta casa de Nazareth em busca de auxílio urgente.

Nunca deixava de dar o que podia dos parcos haveres familiares para atender esses pedios.

Lembra-se como Ela, em Caná, lhe dissera com urgência: «Filho… não têm vinho…».

A Compaixão de Cristo só tem paralelo na Compaixão da Sua Santíssima Mãe sempre pronta e disponível a socorrer quem dela solicite auxílio.

Em tantos lugares do mundo, como muito particularmente em Fátima, ela está ali sempre disponível e dando provas da sua acompaixão pelos seus filhos os homens.

Ah Mãe!

Ensina-me a ser como tu a estar atento ás necessidades e carências dos outros, a não permanecer indiferente quando posso – e posso sempre – fazer algo por eles e, se acaso o que tenho a fazer ultrapassa as minhas capacidades, a recorrer a ti, pondo nas tuas mãos compassivas esse encargo.

 

 

15/10/2022

Publicações em Outubro 15

 


Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

A aparência de Jesus

Detenho-me a imaginar qual seria a aparência de Jesus, o veriam os outros com quem Se cruzava nos caminhos da Palestina e, em particular, como surgiria aos olhos dos Seus díscipulos, nomeadamente os mais próximos… os Apóstolos.

Entendo que um Rabi, um Chefe, não pode apresentar-se vestido de qualquer forma.

Normalmente, no Israel daquele tempo, os Chefes do Povo, os fariseus e os escribas usavam, como dizem os Evangelhos, ricas vestes, com filactérias a arrastar pelo chão, símbolos e colares que identificavam a sua dignidade. Como também diz Jesus «já recebiam a sua paga».

Jesus não!

Em tudo parece um cidadão comum, normal, embora usando uma túnica inconsútil, o que não seria muito usual naqueles tempos, usando sandálias nos pés, porque é Senhor e não escravo, não usa nem símobolos ou sinais especiais que O identifiquem como alguém diferente do comum das pessoas. Talvez  por isso, por não aparentar ser um Chefe, uma Autoridade alguns se espantassem:

«De onde Lhe vem esta sabedoria?».

Na Sua infância convivia e brincava com as crianças da Sua idade em Nazareth e só a Sua Santíssima Mãe sabia que aquela criança era DEUS!

Sim… Deus brincando com as crianças.

Como não deveria o seu Dulcíssimo Coração encher-se de ternura ao contemplar cenas tão entranháveis!

Eu levo muito em conta o que visto ou uso em cada ocasião, esta é uma procupação “natural” ou uma manifestação de vaidade pessoal?

Percebo, mas peço à Santíssima Virgem que me ajude a perceber melhor que não será o que visto ou o que uso que arrastará outros para o Reino De Deus mas sim a forma como me comporto e hajo mas, contudo, tenho por dever apresentar-me limpo e convenientemente trajado.

Ninguém que se apresente com aspecto desleixado atrai alguém, antes o afasta e repele.

 

 

 

14/10/2022

Publicações em Outubro 14

 

 


 

 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

 

Escolha do Colégio apostólico ou dos Doze

 

 

 

 

Impressiona a simplicidade de algo tão transcendente como é o chamamento dos quatro primeiros Apóstolos. Não há um discurso, uma explicação o traçar de um plano de acção. O Senhor, que sabe tudo, sabia que a resposta seria pronta, imediata, completa total.

Há com certeza algum conhecimento prévio da pessoa de Jesus, os quatro irmãos deveriam ter falado disso com detalhe, mas, não obstante, estariam longe de supor que este convite inopinado lhes seria feito.

As pessoas simples, de espírito aberto e coração puro, abraçam sem titubear os convites que reconhecem instantaneamente como sendo algo radical que mudará as suas vidas para sempre porque, também de imediato, reconhecem em Quem os convida, uma autoridade e grandeza a que não podem resistir. Não “jogam, portanto, no escuro”, mas com a certeza e confiança que estão fazendo o que de facto lhes convém.

Com certeza que conhecem bem a Santíssima Virgem já que sabemos que eram visitas frequentes da casa de Nazareth.

O acolhimento que a Senhora lhes terá prestado deve ser sido decisivo para a escolha de Jesus.

Depois seguir-se-ão mais “convites”, mais “escolhas” até completar o que poderíamos chamar: os Doze do Colégio Apostólico.

Doze!

Porquê doze?

Não eram doze as Tribos de Israel?

Pois Jesus Cristo tem uma intenção que revelará mais tarde:

"Sentar-vos eis em doze tronos para julgar as Doze Tribos de Israel".

Mas, atrevo-me aperguntar: Não deveria ter escolhido gente competente, ilustrada, culta que desse melhores "garantias" de sucesso na missão?

Seria, talvez, o meu critério mas, os "critérios" de Jesus, sendo humanos são, também, divinos e são estes que prevalecem.

E, como não podia deixar de ser, a escolha é acertadissima. 

A humanidade inteira deve a Pedro e aos outros seus companheiros, saber quem é Jesus e, sabendo-o, ter a oportunidade através dos Evangelhos, de chegar a conhecê-Lo intimamente.

Conhecer Jesus Cristo é conhecer Deus Uno e Trino, Criador e Senhor de toda a criação.

Sem estes homens, simples, um pouco rudes, cheios de defeitos e debilidades mas sentindo um amor incomensurável pelo Mestre por Quem a maior parte deu a própria vida, eu não teria essa ventura derceber tal testemunho.

Como são pessoas comuns como eu, poderei tentar imitá-los em tudo mas, sobretudo, nesse Amor com A grande por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Um dos títulos da Santíssima Virgem é: RAINHA DOS APÓSTOLOS!

Estes Doze têm assim bem expressa uma linhagem de primeira grandeza, ter como Rainha a própria Mãe de Deus.

Os simples pescadores da Galileia alcançam assim um primeiríssimo lugar na extraordinária história da salvação humana.

Foram eles os primeiros a levar aos quatro cantos do mundo o conhecimento da Pessoa de Jesus Cristo e a pregar a Fé Nele como único meio de redenção.

Quantas vezes, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, não deveriam ir visitar a Santíssima Virgem para encontrar a paz, serenidade e confiança que tanto precisavam para bem desempenhar a missão que tinham recebido do Salvador.

Com as suas  palavras carinhosas de Mãe e a sua sabedoria de Rainha haveria de dizer-lhes quanto precisavam para ganhar força, ânimo, coragem que, talvez, por vezes sentiam enfraquecer.

Mãe! Ajuda-me a fazer em tudo o que o Teu Divino Filho quer que faça, “nunc” agora sem esperar por um outro momento que  possa pensar ser mais favorável.

 

 

 

 

 

13/10/2022

Publicações em Outubro 13

 


 

Santíssima Virgem Glória e Graça

 

 

Santíssima Virgem - Santo Rosário - Mistérios do Evangelho

 

 

Cura de enfermos

 

A exemplo de tantos Santos, tambem eu gosto de chamar a Jesus O MÉDICO DIVINO!

Qualquer médico consciente da sua profissão e observante do compromisso que assumiu, consagra toda a sua vida a tratar dos feridos, curar as suas doenças, minimizar os seus sofrimentos.

Evidentemente que, sendo esta a sua vida de trabalho terá de ser compensado pelo mesmo mas sempre deverá ter em conta a situação económica dos que atende. Recusar-se a prestar serviços porque não espera receber por eles será algo impensável porque contrário à justiça mais elementar.

O Médico Divino nunca Se recusa a cuidar os que dEle precisam nem Se detém a pensar na “paga” que poderia legítimamente esperar.

Essa “paga” é a alegria da cura operada e o exemplo de caridade que os circunstantes deverão guardar e, sem dúvida, o reconhecimento que Ele pode tudo.

Mas… O Médico Divino faz muito mais que curarar males do corpo, vai ao ponto de fazer algo surpreendente para os que O rodeiam: Toca o doente, como tocou o leproso postado à beira do caminho.

Muito pior que a lepra do corpo é a lepra do pecado e também aqui O Médico Divino acrescenta algo que só Ele pode acrescentar: «Vai em paz, os teus pecados estão perdoados» e para confirmar o que digo antes, por vezes acrescenta: «Vê lá… não voltes a pecar para que não te aconteça algo muito pior».

O Evangelho refere que era costume do povo levar até Jesus os familiares ou amigos doentes, muitas vezes amontoando-se à porta da casa onde estaria, outras vezes pondo as enxergas dos doentes nas praças ou caminhos por onde havia de passar e, a Sua sombra curava-os.

Quem acredita neste MÉDICO DIVINO tem sempre a Quem agarrar-se nas aflições da vida corrente com a certeza que Ele actuará como for mais conveniente. Mesmo que não considere curar a doença dará sempre a força e o ânimo para a suportar e, sobretudo, para merecer graças incontáveis para o doente e para muitíssimos outros.

É, de facto, o que vemos com surpreza em muitos hospitais: a serenidade e até alegria de muitos doentes em situações graves de doenças prolongadas que os médicos não conseguem debelar.

Tenho pessoalmente experiências de internamento prolongado em hospitais e pude constatar quanto disse atrás. Para mim foram lições inesquecíveis que muito me servem quando os incómodos, dores e mal-estar me assolam para que não me queixe… antes agradeça a oportunidade de ter algum merecimento.

De facto muitos andam pela vida fora queixando-se por tudo e por nada, uma dor de cabeça ou de dentes, um incómodo próprio da idade como seja a locomoção, aos ais e esgares de sofrimento. São pessoas que nos incomodam imenso que em vez de suscitarem a nossa solidaridedade próxima nos afastam para longe.

Pessoalmente tenho problemas sérios de locumoção que a idade vai agravando mas não será por me queixar que esses problemas desaparecem, por isso mesmo faço o possível – ás vezes sem o conseguir – em vez de um “AI!” dizer antes: Ofereço-Te Senhor! E, a verdade, é que quase sempre é suficiente e bastante para que o incómodo desapareça.

E, então eu sei, tenho a certeza absoluta que o MÉDICO DIVINO actuou.

Atrevo-me adizer que quem não tem confiança neste MÉDICO DIVINO tem muito poucos ou ningém que o salve em caso de necessidade. Devo fazer como cristão o que me compete fazer: anunciar a todos os que se cruzem conmigo nos caminhos da vida esta verdade: que há um MÉDICO DIVINO sempre pronto, diponível e solicícito para nos atender e assistir.

Bastará chamá-Lo e Ele não deixará de vir em nosso auxílio.

Para recorrer a este Médico os cristãos costumam usar a Intermediadora por excelência: a Santíssima Virgem.

Como Mãe Extremosa ela está sempre atenta e disponível para pedir por nós a seu Filho.

Coisas grandes ou pequenas, doenças graves ou não, ela não se esquece – nunca – de nós.

Chamamos a Fátima ALTAR DO  MUNDO porque, de facto, a humanidade inteira ali vai rezar; eu atrevo-me a acrescentar também CONSULTÓRIO DA HUMANIDADE porque ali ocorrem milhões de pessoas como a um consultório médico em busca de remédio, cura, lenitivo para os males que os achacam.

Em criança lembro-me de ver no travejamento do tecto da Capelinha muletas, próteses, ex-votos que muitos peregrinos agradecidos quiseram deixar como testemunho de curas alcançadas em respodta ás suas súplicas à Mãe dos aflitos.

Nos arquivos do Santuário existem milhares de relatos autenticados com estes relatos.

Uns destes dizem-me directamente respeito como este:

História verdadeira

 

Com 4/5 anos de idade, o sexto filho de uma família nessa altura com 7 irmãos, mais tarde seriam 10, apareceu com uma doença, na época, pelos anos 1944/45, estranha ou, pelo menos, pouco divulgada: Leucemia.

 

Não havia, então, grandes meios, nem de diagnóstico e, muito menos de tratamento. As análises semanais eram feitas e enviadas para Alemanha, em Portugal, não havia recursos para tal. Os resultados revelavam sempre o agravamento da doença.

 

Os Pais, não desistiam de aplicar todos os meios, embora escassos, para lutar pela saúde do seu filho e, sobretudo, todos os dias 13 de cada mês, levavam-no a Fátima onde participava na Missa dos peregrinos e recebia a bênção dos doentes.

O miúdo olhava para a Mãe ao seu lado, vestida de servita e via nos seus olhos doces, fixando a Custódia, um brilho de lágrimas incontidas.

 

Passados talvez 2 anos e meio, num dia 13 de Maio, mais uma vez ali estiveram.

 

No dia seguinte mais uma análise, desta vez com colheita de gânglios linfáticos que se avolumavam no pescoço do rapazinho. Uns dias depois, talvez uma semana, vieram os resultados do laboratório alemão: Não havia vestígios de Leucemia!

 

As análises continuaram, cada vez mais espaçadas e, os resultados mantinham-se.

O rapazinho recuperou totalmente a saúde, foi para o colégio e fazia, normalmente, a vida que todos os rapazes da sua idade faziam.

 

Passados 3 anos, em Fevereiro, nova e terrível doença: Meningite no seu estado mais grave!

 

Não havia ainda medicamentos apropriados (como a Estreptomicina que só apareceria no mercado em Abril desse ano e por um preço astronómico). As punções lombares cada dois dias eram um tormento indescritível e as dores de cabeça eram tais que o Pai do menino pediu ao porteiro do prédio que desse uma moeda a cada tocador de guitarra, acordeão etc., que então abundavam nas ruas de Lisboa, com a recomendação de se afastarem do local.

 

Não havia possibilidades de o levar a Fátima, tal a prostração e debilidade crescentes, mas, a sua Mãe colocou-lhe debaixo da almofada da sua cama de quase moribundo, um cravo que tinha colhido do andor de Nossa Senhora, em Fátima, depois da “procissão do adeus” num dia 13 também de Maio.

 

Passadas poucas semanas, voltou para o colégio, são e salvo!

 

Naquela família existiu – existe – sempre a convicção profunda que Jesus, por intercessão da Sua Santíssima Mãe, tinha, mais uma vez, operado um milagre.

 

O rapazinho viveu.

 

Tem, hoje 82 anos!

 

A Deus nada é impossível… e atende sempre a Sua Santíssima Mãe!