17/06/2022

Publicações em Junho 17

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt V)

 

Sal da terra

A Santa Igreja recomenda com "expressão obrigatória" que os seus fiéis participem na Santa Missa pelo menos uma vez por semana, preferencialmente ao Domingo. Por circunstâncias várias pode não ser possível. As recentes restrições impostas por causa da epidemia COVID, levaram à suspensão da assistência presencial nas celebrações nas Igrejas, mas... de "um mal aparente" o Senhor tira sempre um bem, e os cristãos descobriram que poderiam participar na Santa Missa através da NET.Com efeito diariamente a NET transmite celebrações da Santa Missa a que qualquer um, à hora que mais lhe convier, pode aceder gratuitamente. No que me respeita é o que faço.

Participar na Santa Missa é viver cada momento da celebração com todo o respeito e sincero desejo. A única diferença entre a participação presencial numa Igreja ou na NET poderá estar, apenas, na recepção da Comunhão Eucarística. Pela NET, essa Comunhão é  íntima, consciente e muito concreta, na Comunhão em espécie pode não o ser tanto - quantas vezes comunguei como que mecanicamente, porque sim...

O que será importante... receber o Senhor na boca ou no Coração?

Graças a Deus algumas das tecnologias modernas abrem caminhos que os nossos antepassados não tiveram; lembro as consequências tremendas nos inícios do Século XX, para tantos, um pouco por todo o mundo, da terrível peste bubónica que reduziu a humanidade a quase um terço. O meu Querido Pai que a viveu - só num ano a epidemia ceifou a vida dos seus Pais e Três Irmãos - contava que quando a situação abrandou ir à Missa ao Domingo era como que uma festa, as pessoas vestiam os melhores trajes, "aperaltavam-se" e viviam aqueles momentos com uma alegria incontida. Nós, homens e mulheres de hoje somos os herdeiros desses exemplos, como poderemos ignorá-los?!?

Jesus Cristo declara sem qualquer margem para dúvidas a importância do cristão na sociedade. Uma importância que lhe vem directamente da sua Categoria de Filho de Deus em Cristo.

Como do sal ou da luz muitos dependerão dele como necessidade concreta para melhor "temperarem" as suas vidas e verem com nitidez o caminho a seguir. Luz e Sal é o que o Senhor diz que nós, os cristãos, somos. Dois elementos fundamentais e preciosos. Sem luz anda-se nas trevas, não se vê por onde se vai, não existe horizonte, não se descortina o céu, não se encontra o caminho. Sem sal todo o alimento é insípido, desagradável, não apetece.

Sejamos - todos os baptizados - luz que ilumine os outros e sal que tempere as suas vidas.

Os cristãos têm de ser diferentes dos outros homens e mulheres? Não, exactamente, têm que se comportar como quem sabe e acredita firmemente que é Filho de Deus. É só isto que Jesus recomenda: fazer a Vontade de Deus sempre e em qualquer circunstância.

Ser sal e luz não é mais que dar exemplo de coerência e unidade de vida. Não são as palavras que convencem ou “arrastam” a menos que, acompanhadas pela prática do que se diz. O exemplo para ser credível e válido tem de ser permanente e não com “intervalos”, como se pudéssemos como que suspender essa filiação divina que nos foi conferida no Baptismo.

Na sequência do discurso anterior - «ser sal da terra e luz do mundo» - Jesus vem, de certo modo completar o que disse. Não há, nem podia haver, nenhuma contradição, tão só uma vigorosa chamada de atenção para o são critério e rectidão de intenção dos nossos actos. Ser visto pelos outros como exemplo a seguir é muito diferente que desejar ser visto pelos outros para ser admirado e louvado.

Nunca será demais lembrarmos que e o que fazemos tem como que dois “espectadores: Os homens: nossos iguais, e Deus Nosso Senhor e Criador. Sendo assim, a quem pretendemos agradar com os nossos actos? Quem procuramos que nos aceite o que fazemos como algo válido e com recta intenção?

Parece que a resposta é simples: o “espectador” que nos interessa é Deus Nosso Senhor porque só dEle virá o prémio que pode servir para a nossa salvação.

Dos homens, podemos, talvez, esperar admiração, mas isso… de que nos servirá?

 

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16/06/2022

Publicações em Junho 16

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XVVIII)

 

Personagem

 

Desta vez vou “meter-me” neste trecho de São Mateus personificando a figura do Rei. Tenho por hábito – assim me ensinou o Rei meu Pai – acudir às necessidades dos meus súbditos e, por vezes, vou algo mais além do que seria aconselhável ou, até, prudente. Aconteceu exactamente com um homem que, sei, possuía razoáveis meios de fortuna, mas que por motivos que não averiguei se viu numa situação muito delicada. Veio à minha presença várias vezes com pedidos de ajuda que nunca lhe neguei. Concedi-lhe sempre o que me pedia.  Acontece que ontem mesmo, o meu administrador veio ter comigo para me expor um problema que me deixou… atónito. Começou por dizer-me que o erário real estava francamente desfalcado e que os empréstimos que vinha fazendo não poderiam continuar no mesmo ritmo e, sobretudo, montantes, sob pena de correr risco de forte recessão. Concretamente referiu-me o tal servo de que falava cuja dívida atingia a enormidade de dez mil talentos!   Rapidamente fiz as ”contas”: Dez mil talentos, uns sessenta milhões de denários! Sendo um denário o salário diário de um trabalhador… Tive de reconhecer que me excedera e de algum modo não fora justo para com os outros meus súbditos entregando a um o que poderia ter repartido por muitos. Mandei chamar o homem e, sem mais, disse-lhe que era tempo de me devolver o que lhe emprestara. A reacção foi surpreendente: disse-me pura e simplesmente que não tinha como pagar-me. Perguntei-lhe o que fizera com tanto dinheiro que lhe emprestara para reconstruir a sua vida, mas… não me deu resposta.   Ao meu ouvido o administrador dizia-me que este súbdito não era muito boa pessoa, descurava os seus deveres até para com a família e, tudo isto porque tinha o terrível vício da avareza. No fim e ao cabo o dinheiro que eu lhe dava graciosamente servia para empresta-lo a outros cobrando juros elevadíssimos, praticando uma usura miserável com o que não era de facto seu. Fiquei naturalmente indignado e lavrei uma sentença que, em suma, decretava que se vendesse quanto tinha, se apreendessem todos os seus bens, se necessário vendessem a mulher e os filhos até reunir a quantia em dívida. Mas o desgraçado – não posso chamar-lhe outra coisa – lavado em lágrimas e gemendo pediu-me encarecidamente que lhe desse um pouco mais de tempo, que conseguiria resolver a sua vida e reunir o necessário para satisfazer a dívida. Tive pena do pobre homem, é verdade! Senti uma enorme pena de uma pessoa que, não obstante a sua má conduta, talvez merecesse que lhe concedesse o que me pedia. Mas eu tinha bem a noção da enormidade da dívida e que nunca lhe seria possível devolver-me o que lhe emprestara. Assim, para acabar com o assunto e na esperança que realmente se corrigisse, perdoei-lhe toda a dívida e mandei-o embora em paz. Confesso que fiquei muito contente com a minha decisão, afinal de que me serve ser Rei se não posso fazer o que quero com o que é meu?

Festa



CORPO DE DEUS

Jesus ficou na Eucaristia para remediar a nossa fraqueza, as nossas dúvidas, os nossos medos, as nossas angústias; para curar a nossa solidão, as nossas perplexidades, os nossos desânimos; para nos acompanhar no caminho; para nos amparar na luta. Sobretudo, para nos ensinar a amar, para nos atrair ao seu Amor. (D. Javier Echevarría no ano da Eucaristia proclamado por São  João Paulo II).

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15/06/2022

Publicações em Junho 15

 



 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt I… )

Viver a fé na vida normal de todos os dias.

Este é o grande desafio da minha vida de cristão; estar à espera de uma ocasião soberana em que a minha fé seja posta à prova é uma patetice, uma tentação; uma patetice porque nada me diz que tal venha a acontecer, uma tentação porque me desvia do imediato e concreto para considerar uma hipótese futura.

Viver a Fé não é outra coisa que cumprir um dever pessoalmente assumido, considerar que Deus Meu Deus e Criador, comenda a minha vida inteira, todos os dias, e espera de mim que eu faça quanto possa para O satisfazer.

Bem sei, posso pouco, muito  pouco mas, ao considerar que nunca estou só, que Ele me acompanha sempre, sinto-me confortado e àvontade.

A minha Mãe do Céu me guiará com mão terna e segura pelos caminhos que devo seguir.

Portanto, concluo, para ter Fé é necessário entregar-me decidida e inteiramente nas Mãos de Jesus e de Sua e minha Mãe, Maria Santíssima.

 

Reflexão

Querer e poder

 

Quero... então Posso…

Bartimeu respondeu à pergunta Jesus: «Se quiseres podes curar-me». É uma afirmação de completa e profunda Fé.

«Se posso? A quem acredita tudo é possível», respondeu Jesus.

Parece pois claríssimo: Se acredito... posso.

 

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14/06/2022

Publicações em Junho 14

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt V… )

 

Este texto que São Mateus escreve revela bem o valor, a dignidade da pessoa humana.

Jesus considera bem-aventurados todos os homens sem excluir nenhum; eu, portanto,sou bem-aventurado o meu Criador deu-me quanto possa ser necessário para ser feliz, já aqui nesta vida terrena e, depois, na vida eterna no Céu.

Ao imprimir em mim a Sua Imagem e Semelhança atribuiu-me a própria Dignidade Divina e, ao dar-me bem conta deste extraordinário benefício não posso mais que pedir-Lhe, constantemente, que me ajude a ser digno, a não defraudar as Suas expectativas a meu respeito.

Sei muito bem a “esmagadora” responsabilidade que se me depara e a minha fraca capacidade para a assumir como devo, mas sei, tenho absoluta certeza que Ele não me faltará para suprir o muito que me falta. Só espera que eu Lho peça para alegremente mo conceder; por isso Lhe digo do fundo do meu coração:

Senhor, ajuda-me a ser, a comportar-me como teu Filho!

 

Reflexão

 

Deixaram tudo e seguiram-No

 

Pedro e o seu irmão, André «Deixaram tudo»!... diz Mateus.

Como Cristo hão-de entregar também as suas vidas na cruz.

Ambos se consideraram indignos ser crucificados como o Rabi por Quem tinham abandonado tudo, naquele dia, nas margens do mar da Galileia: Pedro quer ser crucificado de cabeça para baixo; André escolhe uma cruz em X. Quiseram deixar bem claro quem era o Mestre e quem eram os discípulos. E eu? O que é que eu tenho deixado, ao longo da minha vida, pelo meu Mestre? Umas poucas coisitas de pouca monta e, mesmo assim, sempre relutante, a contra-gosto.

Fico-me para aqui, agarrado às minhas redes, encostado ao meu barco e não avanço mar dentro à pesca com é meu dever. Ah! Porque o tempo não está favorável; talvez amanhã; porque estou cansado; porque chove; está frio; faz muito calor; não me apetece; ainda ontem fui e não apanhei nada! Tantas razões sem razão nenhuma!

Vá! Nunc coepi! Agora...agora começo. Com o que tenho, com as minhas misérias e pouca coisa, com os meus enormes defeitos e pequenas virtudes, mas de ouvidos bem atentos à voz de quem chama: Tu...! Vem e segue-me!

 

 

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13/06/2022

Publicações em Junho 13

 



 

Re Act, VIII, 9-18

O texto refere que São Paulo "rapou a cabeça em cumprimento de um voto".

É para mim evidente que esta referência foi "autorizada" pelo Apóstolo.

A mim... apaixonado por este HOMEM, tal "confissão" suscita-me uma pergunta: Porquê?

Sabe-se que o Apóstolo tinha "fraquezas" pessoais que, talvez, o incomodassem: a gaguez seria uma delas - por isso, talvez preferisse escrever que falar e ainda bem porque nos deixou um extraordinário acervo de escritos catequéticos -, a calvície incipiente fosse como que um "desafio" à sua vaidade pessoal... não sei mas, que constato é que o Apóstolo "corta o mal pela raíz"... rapa a cabeça.

Um pregador gago e de cabeça rapada! Que coisa...!

Mas, São Paulo, não se preocupa com isso, o que deseja e.quer, é cumprir a sua missão com os meios que tem, tal qual é, e, por isso mesmo, converteu milhões abrindo-lhes as portas da Vida Eterna.

Eu, que sou quem sou, tenho de ter bem presente que se o Senhor me pede algo é porque sabe, absolutamente, que com o que tenho, com o que sou, posso fazer o que Ele espera que faça: ser Apóstolo, servi-Lo.

  

Festa – Santo António de Lisboa

Não me é possivel fazer um comentário “desapaixonado” sobre Santo António, não só porque eu próprio me chame António e “pese sobre os meus ombros” o ónus deste nome do Santo até hoje mais céleremente canonizado… um escasso ano após a sua morte…, mas porque a  sua vida, os seus escritos e sermões encerram uma vastidão de conhecimentos e lições que não se contêm num simples escrito.

 

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