06/12/2021

Publicações em Dezembro 6

 


A minha caminhada com Jesus prossegue.

Estou agora tão alto que posso, olhando à minha volta, ver o que deixei, considerar o que fiz e, com grande pena, aperceber-me do que nunca cheguei a fazer. Como um filme, sem protagonista, nem guião, nem enredo; um filme simples, de uma história breve, comum e um pouco anónima. Não me parece “grande coisa”. Não trouxe nenhum equipamento especial para esta caminhada, vim tal qual estava, tenho a certeza que não irei precisar de nada.

Aliás Ele disse-me: «nem cajado, nem duas túnicas, nem alforge…»

Acompanha-nos uma multidão enorme, a perder de vista e que vai engrossando constantemente como uma onda do mar, mas, embora eu tenha consciência dela, parece-me, ao mesmo tempo, que só existo eu, que só eu Lhe interesso, que só a mim dedica a Sua atenção.

Compreendo que também cada um, cada uma, dessa enorme multidão, ouviu as mesmas palavras: «Tu! Vem e segue-me

Uns nota-se bem, estão há muito na Sua companhia andando o Seu caminho, outros, como eu, chegaram mais recentemente e ainda olham, de vez em quando, para trás. Alguns, acabam por desistir, sentam-se à beira do caminho e vão-se deixando ficar. Parecem tristes, abatidos, talvez recordem com apego o que terão deixado e que, julgam, lhes faz falta.

O que estranho é que sendo eu tão decidido, tão senhor das minhas acções, tão categórico nas escolhas que faço, não me tenha ocorrido perguntar-Lhe para onde vamos, onde me leva. Poderia pensar, por momentos, que estou a agir como um “zombie” sem vontade ou sem querer tê-la, ou, então, que não consegui resistir à Sua voz, senti que não teria alternativa. Mas não! Sinto-me bem vivo e cheio de força, algo estranho, assim como que um ímpeto que se foi transformando numa certeza.

A certa altura pensei dizer-Lhe: ‘não sei se sou capaz de Te acompanhar por muito mais tempo’! Mas percebi, quase imediatamente, que Ele conhece esse meu temor, esta minha fragilidade e que, não obstante, me quer tal como no primeiro momento quando me disse: ‘Tu! Vem e segue-me!’

 

Estou convicto que, sabendo Ele o que sou e como sou, me compeliu a segui-Lo é porque me quer junto de Si, mais perto, como companheiro íntimo e incondicional e, portanto, eu não poderia ter feito outra coisa que segui-Lo. Por isso, do mais fundo do meu coração Lhe digo: Eu, Senhor, sigo-Te mas, peço-Te: não me largues da Tua mão porque me perco no caminho e, depois, não saberia para onde ir. Quero ser, tal como aqueles três discípulos, confidente de Jesus. Desejo sinceramente ter com Ele uma atitude próxima, íntima de respeito e confiança, de uma abertura e transparência tais que não exista nada, absolutamente, que não Lhe diga ou revele. As “minhas coisas” todas, aquilo que penso, e repudio, o que me agrada e o que me desgosta, tudo a que me sinto agarrado e o desejo de me “soltar” dessas prisões, desses laços pequenos e grandes que me têm prendido nas esquinas da vida diária. Pedir-Lhe sempre que me ajude a ver o que é realmente importante, o que interessa e, sobretudo, a ter total confiança n’Ele e que tudo, quanto me sucede ou possa suceder, é para meu bem.

 

Chego a esta conclusão simples e claríssima: Pois se Ele me conhece de que me vale não Lhe contar tudo? Se Ele sabe como sou e, mesmo assim, me quer, me ama, Se preocupa comigo, porque me aflijo tanto com as minhas falhas, as minhas deficiências e defeitos? 

Desprendido de tudo: O que tenho e o que não tenho. Desprendido dos "desejos de ter", mesmo daqueles que parecem legítimos. Desprendido das coisas grandes e das pequenas que quase não têm importância. Desprendido das "minhas coisas", das "minhas vontades", daquilo que é "meu". Coração grande, aberto a todos e, sobretudo, aberto a Deus para que o encha o amor a Si e aos outros, não deixando lugar a mais nada.

Se eu pudesse, melhor, se realmente quiser ser íntimo de Jesus, nada mais tenho a fazer que deixá-Lo tomar posse de mim, entregar-me, gostosamente nas Suas mãos amorosas com plena confiança e a certeza que não poderia estar melhor.

Nem as considerações do pouco que sou, dos meus defeitos, das minhas faltas de coerência e tantas… tantas pequenas coisas que arrasto como um lastro que me mantém sujeito a uma quase servidão de manias, tiques, falsas depressões, a minha suposta dignidade ofendida por tantos e tantas vezes, o não reconhecimento de como sou bom, especial… nada disto e muito mais, é desconhecido de Jesus Cristo.

E, mesmo assim, Ele quer, procura a minha intimidade. Lembro-me do publicano que nem coragem tinha de levantar os olhos ao alto.

Como é possível? Como a misericórdia infinita de Deus não se esgota neste constante “ir e vir”, das “flutuações” do meu carácter?

Como pode o Senhor olhar para mim que estou tão longe da postura humilde do publicano?  Eu, sempre em “bicos dos pés” tentando sobressair, fazer-me notado, cheio de mim mesmo e da “excelência” dos meus talentos, das minhas capacidades?

Senhor: quase que não vejo a necessidade de Te pedir humildade. Ser humilde é, para mim, um objectivo que persigo desde sempre. Sempre longe, parece, cada vez mais distante porque, pobre de mim, sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, que resiste a ser moldado pelas Tuas divinas mãos.

Mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. A verdade que Te confesso é esta: Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada».

E, o “oleiro divino” uma e outra vez refaz a mesma peça de que sou feito. Retoma o Seu ”trabalho” da minha santificação como se nada se tivesse passado, como se eu não estivesse feito nos pedaços que as minhas frequentes quedas originam. E, no entanto, é assim que é!

Às vezes – quantas vezes! – parece que estou sozinho no mundo.

Rodeado de pessoas, no afã da vida diária, no corre-corre de todos os dias, mesmo assim, estou sozinho.

Sentimo-me “individual” como se, no mundo, não existisse mais ninguém senão eu.

Rezao e, a oração sai insípida, árida.

Sentimo-me desconfortável, achao que “não vale a pena” e… deixamo-me ir.

Logo entra o desânimo, o descoroçoamento e, a tempo, a tristeza.

Naminha cama no hospital clamei bem alto e não me ouvias! No denso nevoeiro da doença, mergulhado num mar povoado de estranhos seres, sem saber se estava acordado ou adormecido, sem ter a noção onde começava e acabava o meu corpo: a cabeça... os pés... as mãos...; “aparafusado” numa cama que fazia parte de mim... os calcanhares...? (como é possível doerem tanto, os calcanhares?!...), clamei por Ti e não me ouvias! E, eu, mergulhava outra vez naquele oceano de perdição e voltava à superfície e de novo me perdia. Havia uma espécie de estratificação dos pensamentos, tinha tudo ordenado, muito bem organizado na minha cabeça: azuis, encarnados, verdes... dois azuis, três verdes... não... agora é um verde e depois... três ou quatro doutra cor qualquer. (decidi que as cores não eram importantes). Nada fazia sentido, estava vivo...?; morto...?; moribundo...? calado...?; aos gritos...? e o ar? Sim o ar: era solene, composto, digno ou, pelo contrário tinha a boca retorcida num esgar, os olhos vítreos esbugalhados, o gesto descontrolado? ‘Ne timeas!’’ Ouvi-te, finalmente! Percebi, então, só então, que estava tão preocupado com a minha doença, o meu sofrimento, que ficara incapacitado para Te ouvir...

Tranquilo, fui repetindo até adormecer: Ofereço..., ofereço..., ofereço!

Faça-se, cumpra-se a Tua Justíssima e Amabilíssima Vontade sobre todas as coisas. Ámen. Ámen.

 

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05/12/2021

Publicações em Dezembro 5



«Como pode alguém entrar em casa de um homem forte e apoderar-se dos seus haveres, sem primeiro o amarrar? Só então poderá saquear-lhe a casa».

Estas palavras de Jesus Cristo encerram uma lição muito específica no que se refere à tentação: Ninguém pode ser tentado além das suas forças, o Senhor nunca o permitirá.

Para de alguma forma nos dominar ... assaltar a nossa casa... o tentador tem primeiro de nos sujeitar amarrando-nos, só depois conseguirá o que pretende.

Muito bem... penso que qualquer um entende isto mas, o que tenho a considerar é como posso deixar-me "amarrar"!?!

A maior parte das vezes, o tentador não actua... como dizer... "à bruta", vai insinuando, propondo, com hábil manha, sugerindo coisas pequenas quase sem expressão e, é aqui que me pode apanhar desprevenido.

Tenho de estar particularmente atento ás coisas pequenas que podem não ter relevo porque as coisas grandes são logo visíveis e patentes.

Mas... o que estou a escrever significa um grande encargo... talvez demasiado para as minhas capacidades!

Seguramente... é... e, portanto, não me resta outra solução que pedir, como Ele me ensinou no Pai-Nosso, «livra-me da tentação».

Fico tranquilo, se Ele o disse... Ele o fará se Lho pedir com Fé e Confiança absolutas.

«Quando o espírito maligno sai de um homem, vagueia por sítios áridos, em busca de repouso, e não o encontra. Diz então: 'Voltarei para a minha casa, donde saí.' E, ao chegar, encontra-a livre, varrida e arrumada. Vai, toma outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, instalam-se nela. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro».

A conclusão a que chego ao considerar estas palavras de Jesus é que não posso descuidar a minha vigilância permanente da limpeza da minha alma sobretudo quando consigo viver períodos sem ofender Deus.

Como que tivesse a presunção de ter adquirido a santidade que busco de forma definitiva, não me empenho tão a sério como deveria naquela específica petição do Pai-Nosso; se não fosse absolutamente necessária Jesus não no-la teria ensinado.

A presunção de santidade não é mais que uma tentação.

«Todo o pecado ou blasfémia será perdoado aos homens, mas a blasfémia contra o Espírito não lhes será perdoada. E, se alguém disser alguma palavra contra o Filho do Homem, há-de ser-lhe perdoado; mas, se falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no outro».

De certa forma, esta afirmação de Jesus «Todo o pecado ou blasfémia será perdoado aos homens», deixa-me descansado… as ofensas que cometer serão sempre perdoadas.

No entanto, para obter esse perdão tenho de, em primeiro lugar, arrepender-me sincera e contritamente e, depois, pedir perdão do mal que fiz.

Não interessa quantas vezes tenho de o fazer, quando caio tenho de levantar-me, sacudir a porcaria que se me agarrou, aprumar-me e seguir em frente sem olhar para trás.

Sim… sem olhar para trás porque uma tentação frequente do demónio é a lembrança dos pecados cometidos no passado. Posso ser levado a considerar na minha imaginação essas faltas passadas e mesmo sem querer voltar a cair.

Tenho “um remédio pessoal” que uso nestas situações… o Escapulário que trago ao peito, toco-o, imploro e… a tentação desaparece.

 

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04/12/2021

Publicações em Dezembro 4

 


Confirmo... nos tempos de Jesus era comum considerar os não judeus como cães; os Cananeus assim eram chamados.

Um dia, no deambular habitual pelos agrestes caminhos da Palestina um discípulo deteve Jesus para Lhe pedir que atendesse uma mulher que impertinentemente os seguia aos gritos... «Jesus, filho de David, tem piedade de mim», e diziam-Lhe... «atende-a para que nos deixe em paz».

Esta mulher era de origem Siro-Fenícia, uma "infiel" portanto.

Jesus aproximou-Se da mulher e perguntou-lhe: «Que queres que te faça».

Ela respondeu dizendo que tinha uma filha pequena que sofria horrívelmente de uma doença.

Em resposta disse-lhe: «não é bonito tomar o pão dos filhos e dá-lo aos cachorros».

A mulher respondeu... «É verdade, Senhor, mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa dos donos».

Então Jesus disse-lhe: «mulher, é grande a tua fé! Faça-se como desejas».

A fé revelada por esta mulher que não obstante reconhecer a sua condição de ser considerada indigna de receber o que fosse, leva-a a fazer o pedido porque íntimamente sabe que Jesus não tem preconceitos nem faz acepção de pessoas.

Cada ser humano tem para Ele o mesmo valor intrínseco independentemente de quem é, raça ou estatuto social.

Por demonstrar essa Fé obteve o que pedia.

Fico a pensar que a Fé, autêntica pode tudo.

É também lógico que quando peço o que for, acredite que o obterei, não porque o mereça ou seja digno mas porque o Senhor quer satisfazer o meu pedido.

Se não... para quê pedir?

Como, tenho essa certeza que  Ele pode, absolutamente, tudo... porque não pedir?

É natural que quem pede espere obter... é por isso mesmo que pede e insiste no pedido até o ver satisfeito.

Não faz nenhum sentido pedir o que for sem ter convicção íntima, como que dizendo… pelo sim pelo não...

Não me vale a pena avaliar se o que peço tem um valor grande ou pequeno, grandes coisas ou pequenas é um conceito sem muito sentido porque quando peço algo é porque julgo que me é absolutamente legítimo pedi-lo.

Tenho de ter a certeza íntima que compete a quem ouve o meu pedido fazer essa avaliação.

Bom... quando Quem a faz É o Senhor Omnipotente essa avaliação será, sempre, Justíssima.

Mas... será que não tenha outro motivo para rezar sem ser pedir algo?

Por exemplo: não devo mostrar a minha gratidão?

Sim... agradeço sempre uma Graça recebida, é de bom filho ser agradecido, mas... fico-me por aí?

E o resto todo que é TUDO "etiam ignotis" mesmo desconhecido, o que recebo sem me dar conta que não peço especificamente porque não me dou conta que me faz falta?

Tal obrigar-me-ia a acções de graças contínuas, o que me considero incapaz de fazer.

Descubro, no entanto, um possível meio... viver de tal forma que agrade ao Senhor e, estou seguro, para Ele basta.

Algo como dizer-Lhe logo ao começar o dia: Ajuda-me a viver este novo dia que me concedes viver, como Tu queres que viva pondo de lado o meu querer, os meus desejos por bons que possam ser, fazendo em tudo a Tua Amabilíssima e Justíssima Vontade.

Parece-me um bom propósito.

 

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03/12/2021

Publicações em Dezembro 3

 


Detenho-me hoje num "detalhe" que me chamou particularmente a atenção na leitura do Evangelho.

Foi o que Jesus disse a propósito do escândalo.

Como sempre, as Suas palavras só podem ter uma interpretação, talvez como que ser tentado a pensar... "Não foi bem isto o que disse... ou... falta aqui qualquer coisa..." seja uma consequência da minha maneira de ser, do meu carácter.

Tenho forçosamente de combater esta tendência de deixar levar-me por caminhos de especulação que só conduzem ao disfarce da realidade.

Tenho naturalmente considerar que os Evangelistas escreveram sobre o que viram Jesus fazer e ouviram Jesus dizer, ou obtiveram de outras fontes absolutamente fidedignas, como nos casos de São Lucas que terá colhido directamente da Santíssima Virgem o relato de quanto aconteceu logo no início da Salvação, ou de São Marcos que transmite o que São Pedro lhe disse.

Não faz, portanto, qualquer sentido a minha interpretação pessoal, já que estou seguro que assistidos e guiados pelo Divino Espírito Santo escrevem a verdade.

Voltando ao princípio pode, num primeiro relance, parecer-me algo excessivo o que Jesus diz a propósito do escândalo.

Arrancar um olho... cortar uma mão!

Não é excessivamente radical!?!

Numa primeira reacção considero que sim... é!

Mas, depois detenho-me a considerar a "enormidade" do escândalo, sobretudo, como é no texto em apreço, quando o seu objecto são as crianças, os inocentes.

A própria Sociedade Civil considera o abuso dos inocentes como uma aberração que merece todo o rigor da justiça.

E, noto, inocentes não se restringe ás crianças de tenra idade mas, também, a todos que por motivos vários não podem ser considerados pessoas normais.

Abusar, ou usar, inocentes é infelizmente uma prática corrente desde sempre e, também, hoje em dia.

Penso que, quando pensamos nisto, somos, sou... sempre levado a considerar os abusos de carácter sexual e é natural, são os têm mais visibilidade, os que mais chocam a sensibilidade pública, a minha sensibilidade.

Estes abusos têm sempre consequências terríveis para o resto da vida dos abusados, uma delas é o que muitas vezes vemos nos filmes da TV: muitos "abusados serão futuros "abusadores", e assim será sempre.

Mas... e os outros abusos talvez em número muito maior, que não têm esse ferrete sexual?

A manipulação da maneira de pensar, a insidiosa educação pessoal que conduz a um exacerbado orgulho pessoal que se traduz em... "eu quero... eu posso... eu é que sei"!

Uma criança, um inocente, está com os olhos e os ouvidos bem abertos a ver e escutar o que dizem e fazem os outros, sobretudo os mais próximos que os rodeiam com particular relevo para os que de alguma forma conduzem a sua educação: Pais... Professores... etc.

Assimila, guarda, conserva dentro de si.

Daqui que me seja fácil concluir e preocupar a tremenda responsabilidade que têm estas pessoas, a tremenda responsabilidade que tive e que tenho até Deus me conservar vivo, de actuar, dizer, escrever... enfim... de alguma forma evitar escandalizar inocentes.

No Evangelho constam as palavras talvez mais duras que Jesus dirigiu a Pedro: «Retira-te de Mim satanáz tu és para Mim motivo de escândalo».

Pobre Pedro!

Quando amargamente arrependido por ter negado conhecer Jesus Cristo, as lágrimas amargas e sentidas que lhe escorriam dos olhos devem ter trazido à sua memória aquele episódio e, nessa altura deve, seguramente, ter compreendido o que Jesus lhe quis dizer: 'Escandaliza-Me, choca-Me que queiras ser obstáculo à Minha Missão que Me trouxe à terra'.

Pedro tinha, sem dúvida, um bom, excelente motivo para dizer o que disse... o entranhado amor que tinha pelo Mestre e, Jesus também, como sempre, teve absoluta razão no que lhe disse... nem o amor ou qualquer outro sentimento por mais nobre e genuíno que possa apresentar-se é superior à Justíssima e Amabilissima Vontade de Deus.

 

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