27/05/2021

NUNC COEPI: Publicações Maio 27

 


Quinta-Feira

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Participar na Santa Missa.

Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.

O meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.Não sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?



 

 

História das Aparições de Fátima

Terceira aparição do Anjo

História das Aparições de Fátima - 3

 

Terceira aparição do Anjo

 

Local: Loca do Cabeço

Data: Outono de 1916

 

“trazendo na mão um cálice e sobre ele uma Hóstia, da qual caíam, dentro do cálice, algumas gotas de sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra e repetiu três vezes a oração: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores. Depois, levantando-se, tomou de novo na mão o cálice e a Hóstia e deu-me a Hóstia a mim e o que continha o cálice deu-o a beber à Jacinta e ao Francisco, dizendo ao mesmo tempo: – Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus. De novo se prostrou em terra e repetiu connosco mais três vezes a mesma oração: “– Santíssima Trindade… etc. ”

Notas:

Memórias da Irmã Lúcia I.

 



Mês de Maio - Santíssima Virgem

 

Meditações de Maio

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura,

Esperança nossa, A vós bradamos, Degredados filhos de Eva, A vós suspiramos, Gemendo e chorando, Neste vale de lágrimas.

 

Lágrimas de tantas dores pessoais e colectivas de tanto mal que grassa neste mundo por vezes tão agreste e implacável.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Sétimo Mistério do Evangelho

 

Jesus não faz acepção de pessoas

 

  Fazer como que uma escolha, considerar ou não alguém, segundo um qualquer critério pessoal é um erro, uma falta - por vezes grave - que deve evitar-se. Eu, muitas vezes, elejo ou considero alguém, conforme esse alguém me é simpático ou não. Claro que nem penso que posso “sofrer” o mesmo por parte de outros e, nesse caso, se o pensasse, não ficaria triste, desiludido, talvez magoado? E, tenho de concluir que teria razão. Todos somos filhos de Deus que nos criou.

  Todos, sem excepção, somos irmãos de Jesus Cristo que deu a Sua Vida na Cruz por todos mesmo aqueles que nem sequer O conhecem ou não acreditam n’Ele. Portanto, o que nos diferencia uns dos outros? Não a cor da pele, a estatura, a idiossincrasia pessoal. Apenas e só o que fazemos, as nossas obras mesmo as privadas que ninguém conhece.

  Jesus Cristo deu-nos exemplos que temos de ter em conta quando lemos no Evangelho que falava com todos, respondia a todos - mesmo quando as perguntas ou argumentos não eram nem sérios nem honestos - aceitava convites para visitar, tomar uma refeição, conviver um pouco com quem quer que fosse.

  «Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão o leproso…» [1]; «Tendo entrado, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para comer uma refeição…» [2]; «(…) Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?» [3]

  Também no Evangelho consta que só uma única vez permaneceu em silêncio sem dar nem resposta nem manter diálogo: tal aconteceu quando na presença de Herodes. [4]. «Durante o simulacro do processo, o Senhor cala-se. Jesus autem tacebat [5]. Com Herodes, volúvel e impuro, nem uma palavra (…).» [6]; «Concedei a todos a mais absoluta confiança; sede muito nobres. Para mim, vale mais a palavra de um cristão, de um homem leal - fio-me inteiramente de cada um - do que a assinatura autêntica de cem notários unânimes, apesar de me terem talvez enganado nalguma ocasião por seguir este critério. Prefiro expor-me a que um irresponsável abuse desta confiança, a retirar a quem quer que seja o crédito que merece como pessoa e como filho de Deus. Garanto-vos que nunca me senti defraudado com os resultados desta atitude.» [7]

  Finalizo com um propósito e um pedido:

  Propósito: Não me deixar guiar pelos meus critérios na avaliação dos outros. Não tenho nem o direito nem ganho nada em fazê-lo. Para mim, todos me devem merecer respeito e consideração.

  Pedido: Ajuda-me, Senhor, a cumprir o que acima me proponho. Que tenha sempre presente o Teu exemplo na consideração e respeito que demonstraste – sempre – por todos os que se cruzavam contigo nos caminhos da Palestina. Que compreenda e actue como Tu nas relações com os demais não fazendo acepção de pessoas seja pelo que for.

  Senhor ajuda-me a pensar nos outros. Os que conheço, de quem sou amigo ou familiar e aqueles que me são desconhecidos. Todos são Teus filhos como eu, logo, todos são meus irmãos. Se somos irmãos, somos também herdeiros, convém portanto que me preocupe com aqueles que vão partilhar a herança comigo.




São José Maria textos

Pede a verdadeira humildade

A humildade nasce como fruto do conhecimento de Deus e do conhecimento de si próprio. (Forja, 184)

Essas depressões por veres ou por outros descobrirem os teus defeitos, não têm fundamento... Pede a verdadeira humildade. (Sulco, 262)

Fujamos dessa falsa humildade que se chama comodismo. (Sulco, 265)

- Senhor, peço-te um presente: Amor..., um Amor que me deixe limpo. E mais outro presente: conhecimento próprio, para me encher de humildade. (Forja, 185)

São santos os que lutam até ao final da sua vida: os que se sabem levantar sempre depois de cada tropeção, de cada queda, para prosseguir valentemente o caminho com humildade, com amor, com esperança. (Forja, 186)

Se os teus erros te fazem mais humilde, se te levam a procurar agarrar com mais força a mão divina, são caminho de santidade: "felix culpa!", bendita culpa!, canta a Igreja. (Forja, 187)

A humildade leva cada alma a não desanimar ante os próprios erros. A verdadeira humildade leva... a pedir perdão! (Forja, 189)

 


Oração pelos Sacerdotes

Meu Senhor Jesus Cristo:

Dai à Vossa Igreja Sacerdotes Santos que se entreguem ao serviço exclusivo da Igreja e das almas, ao anúncio fiel da palavra de Deus, à administração dos Sacramentos, em especial da Eucaristia e da Penitência, obedientes ao Magistério da Igreja e observando amorosamente a Sagrada Liturgia, para exemplo e guia seguro do Povo de Deus. (AMA, 2009)

Com autorização eclesiástica

 

 

 

 

 



[1] Cfr. Mc 14, 3

[2] Cfr. Lc 14, 1

[3] Cfr. Lc 2, 27-32

[4] Cfr. Lc 23, 8-9

[5] Mt 26, 63

[6] São Josemaria, Via Sacra - Primeira estação.

[7] Cfr. São Josemaria, Amigos de Deus, 159

26/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 26



Quarta-Feira 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

PLANO DE VIDA: (Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Lembrar-me: Meu Anjo da Guarda.

 

Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

 

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Propósito: Ter em especial atenção o Anjo da minha guarda

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

  



Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

 

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura, Esperança nossa, A vós bradamos, Degredados filhos de Eva, A vós suspiramos, Gemendo e chorando

 

Lágrimas e gemidos dos teus filhos violentados e perseguidos em tantos lugares. Deixa que o teu coração nos acolha e console.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Sexto Mistério do Evangelho

 

Mansidão de Jesus

 

  Jesus Cristo disse de Si mesmo que era: «manso» (Cfr. Mt 11, 29)   Eu, pergunto: Mas o que é ser “manso”?

  Pode dizer-se que, “ser manso” é ter brandura de génio, não ser nem intempestivo nem precipitado nas reacções às diferentes contrariedades que vamos encontrando pela vida.

  Sinto-me muito longe de tal porque o meu orgulho - contra o qual luto permanentemente sem grande sucesso – me impele para um espírito crítico, muitas vezes exacerbado pelos defeitos que julgo ver nos outros. E, o pior, é muitíssimas vezes, o que vejo é um reflexo dos meus próprios defeitos e limitações.

  Refiro “o meu orgulho” porque o Senhor acrescentou: «e humilde» (Cfr. Mt 11, 29)

  Chego, portanto, a uma primeira conclusão: - Para ter mansidão é necessária a humildade pessoal.

  No episódio narrado por São Mateus, (Mt 21, 12-13) parece-me – pobre de mim – que o Senhor “contraria” essa mansidão que Se outorga.

  Então… a mansidão pode aceitar uma reacção “violenta”?

  Penso melhor e concluo que ser manso não é ser abúlico, indiferente, não reagir quando devo reagir, mesmo que tal implique uma atitude, aparentemente, intransigente.

  Visto assim, chego a uma segunda conclusão: Não reajo como devo a situações que exigem uma atitude clara e firme. Não quero incomodar-me. Talvez pense - certamente que sim -, que o assunto não é comigo, não me diz respeito não possuo nem “autoridade” nem “estatuto” para tal.

  De facto, talvez não tenha, melhor dizendo: não tenho! - nem “autoridade” nem “estatuto”, porque, para os ter, preciso de ter dado exemplo disso mesmo que se impõe que faça.

  Não posso nem devo recomendar o que não pratico! Não seria honesto comigo - intelectualmente – nem, principalmente, para com os outros que, nesse caso, teriam toda a razão para afirmar: Este, diz para fazermos o que, ele próprio não faz! Que crédito nos merece? E, eu tenho de concluir: - Absolutamente nenhum!

  Quem diz a outros para fazerem o que ele próprio não faz é hipócrita!

  A hipocrisia é um dos defeitos que o Senhor mais sublinha e, várias vezes, o refere aos Fariseus e Escribas.

  A hipocrisia caracteriza-se pela duplicidade de carácter o que, em termos breves, se pode considerar como não interessa o que se faz mas o que se diz.

  Jesus faz um significativo elogio a Natanael de quem diz que é «um homem verdadeiro no qual não existe duplicidade». E o que é um facto é que esta “qualidade” permite a Natanael, conhecer imediatamente Quem lhe fala.

  «Tu és o Filho de Deus, O Rei de Israel!»

  A primeira revelação da Pessoa que É Jesus Cristo!

  Foi a inteireza de carácter que a permitiu!

 



São José Maria textos

Nunca actueis por medo ou por rotina

Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente

Sê alma de Eucaristia! – Se o centro dos teus pensamentos e esperanças está no Sacrário, filho, que abundantes os frutos de santidade e de apostolado! (Forja, 835)

Falava de corrente trinitária de amor pelos homens. E onde poderá alguém aperceber-se melhor dela do que na Missa? Toda a Trindade actua no santo sacrifício do altar. Por isso agrada-me tanto repetir na colecta, na secreta e na oração depois da comunhão aquelas palavras finais: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, – dirigimo-nos ao Pai – , que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, Deus por todos os séculos dos séculos. Ámen. Na Santa Missa, a oração ao Pai é constante. O sacerdote é um representante do Sacerdote eterno, Jesus Cristo, que é ao mesmo tempo a Vítima. E a acção do Espírito Santo não é menos inefável nem menos certa. Pela virtude do Espírito Santo, escreve S. João Damasceno, dá-se a conversão do pão no Corpo de Cristo. Esta acção do Espírito Santo exprime-se claramente, quando o sacerdote invoca a bênção divina sobre a oferenda: Vinde, ó Deus santificador, eterno e omnipotente, e abençoai este sacrifício preparado para o vosso santo nome, o holocausto que dará ao Nome santíssimo de Deus a glória que lhe é devida. A santificação, que imploramos, é atribuída ao Paráclito, que o Pai e o Filho nos enviam. Reconhecemos também essa presença activa do Espírito Santo no sacrifício quando dizemos, pouco antes da comunhão: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai, com a cooperação do Espírito Santo, com a vossa morte destes a vida ao mundo.... (Cristo que passa, 85)

 



SÃO JOSÉ

 

A figura de São José no Evangelho

 

O trabalho de São José não foi um trabalho que visasse a auto-afirmação, embora a dedicação de uma vida laboriosa tenha forjado nele uma personalidade madura, bem delineada. O Santo Patriarca trabalhava com a consciência de cumprir a vontade de Deus, pensando no bem dos seus, Jesus e Maria, e tendo presente o bem de todos os habitantes da pequena Nazaré.

(São Josemaria, Cristo que passa, 51)

 

25/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 25


 

Terça-Feira 

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me: Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?



Mês de Maio - Santíssima Virgem

Meditações de Maio

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura, Esperança nossa, A vós bradamos, Degredados filhos de Eva, A vós suspiramos

 

Que atendas o que vos pedimos, que oiças o nosso apelo, que leves ao teu Filho as nossas ânsias e preocupações.

(ama, meditações de Maio, Salve Rainha, 2015)

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quinto Mistério do Evangelho

 

Escolha do Colégio apostólico ou dos Doze

 

  Impressiona a simplicidade de algo tão transcendente como é o chamamento dos quatro primeiros Apóstolos. Não há um discurso, uma explicação o traçar de um plano de acção. O Senhor, que sabe tudo, sabia que a resposta seria pronta, imediata, completa total. Há com certeza algum conhecimento prévio da pessoa de Jesus, os quatro irmãos deveriam ter falado disso com detalhe, mas, não obstante, estariam longe de supor que este convite inopinado lhes seria feito.

  As pessoas simples, de espírito aberto e coração puro, abraçam sem titubear os convites que reconhecem instantaneamente como sendo algo radical que mudará as suas vidas para sempre porque, também de imediato, reconhecem em Quem os convida, uma autoridade e grandeza a que não podem resistir. Não “jogam, portanto, no escuro”, mas com a certeza e confiança que estão fazendo o que de facto lhes convém.

  Depois seguir-se-ão mais “convites”, mais “escolhas”, até completar o que poderíamos chamar: os Doze do Colégio Apostólico.

  Doze! Porquê doze?

Não eram doze as Tribos de Israel?

Pois Jesus Cristo tem uma intenção que revelará mais tarde: "Sentar-vos eis em doze tronos para julgar as Doze Tribos de Israel". (Cfr. Mt 19, 28) Mas, pergunto: Não deveria ter escolhido gente competente, ilustrada, culta que desse melhores "garantias" de sucesso na missão? Seria, talvez, o meu critério.

  Os "critérios" de Jesus, sendo humanos são, também, divinos e são estes que prevalecem. E, como não podia deixar de ser, a escolha é acertadissima.

  Dos Doze, apenas um se revelou indigno da "escolha", o que O veio a trair.

  Não compreendo este aparente "engano" do Senhor. Nem me compete julgar ou, sequer, avaliar o aparente "fracasso". Um dia «tudo será revelado». (Cfr. Jo 6, 64)

  São gente comum, anónima, sem proeminência. A humanidade inteira deve a Pedro e aos outros seus companheiros, saber quem é Jesus e, sabendo-o, ter a oportunidade através dos Evangelhos, de chegar a conhecê-Lo intimamente.

  Conhecer Jesus Cristo é conhecer Deus Uno e Trino, Criador e Senhor de toda a criação.

  Sem estes homens, simples, um pouco rudes, cheios de defeitos e debilidades mas sentindo um amor incomensurável pelo Mestre por Quem a maior parte deu a própria vida, não tería essa ventura. E devo, estar-lhes muito grato e, como são pessoas comuns como eu, imitá-los em tudo mas, sobretudo, nesse Amor com A grande por Nosso Senhor Jesus Cristo.

  Os Apóstolos homens simples, correntes… “normais”!

  Ou seja: Como somos a grande maioria dos homens, como soe eu!

  Quer dizer: Tenho capacidades para ser verdadeiro apóstolo.

 


 

São José Maria textos

Nada vale a pena se não estamos junto do Senhor.

Maria, tua Mãe, levar-te-á ao Amor de Jesus. E aí estarás "cum gaudio et pace", com alegria e paz, sempre "levado" – porque sozinho cairias e encher-te-ias de lodo – pelo caminho fora, para crer, para amar e para sofrer. (Forja, 677)

Maria e José perguntaram por ele a parentes e conhecidos. E, como não o encontrassem, voltaram a Jerusalém à sua procura. A Mãe de Deus, que procurou com afã o seu Filho, perdido sem sua culpa e que sentiu a maior alegria ao encontrá-lo, ajudar-nos-á a voltar atrás, a rectificar o que for preciso, quando, pelas nossas leviandades ou pecados, não consigamos descobrir Cristo. Teremos assim a alegria de o abraçar de novo, para lhe dizer que nunca mais o perderemos. Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva. (Amigos de Deus, 278)


24/05/2021

NUNC COEPI: Publicações em Maio 24

 



Segunda-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

 

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

 

 

Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?

 

 



Mês de Maio - Santíssima Virgem



Meditações de Maio

Salve Rainha, Mãe de misericórdia, Vida e doçura, Esperança nossa, A vós bradamos, Degredados filhos de Eva, A vós suspiramos, Gemendo e chorando

 

Lágrimas e gemidos dos teus filhos violentados e perseguidos em tantos lugares. Deixa que o teu coração nos acolha e console.

 

Santo Rosário - Meditação sobre o Quarto Mistério Luminoso

 

Instituição do Sacramento do perdão

 

  Posso julgar - e talvez inconscientemente o faça - que sei muito bem o que é o perdão. Mas…talvez o que o que me convém ter claro seja: o que é PERDOAR!?

  Sim... digo bem - o que é PERDOAR!?Parece muito claro que PERDOAR consiste em relevar uma ofensa - intencionalmente cometida contra a nossa pessoa.

  Parece que sim, é uma conclusão aceitável, mas há algumas "condições" que se impõem, como por exemplo, ter bem claro: Realmente o que ficou "ferido": A minha personalidade ou a minha soberba?

  Oiço falar de soberba e, talvez, pense numa atitude despótica e avassaladora, com grande barulho de vozes que aclamam o triunfador que passa, como um imperador romano, debaixo dos altos arcos, inclinando a cabeça, pois teme que a sua fronte gloriosa toque o alvo mármore...

Tenho de ser realista.

Este tipo de soberba só tem lugar numa fantasia louca.

Teno de lutar contra outras formas mais subtis, mais frequentes, como:

a - O orgulho de preferir a própria excelência à do próximo;

b - A vaidade nas conversas, nos pensamentos e nos gestos;

c - Uma susceptibilidade quase doentia, que se sente ofendida com palavras ou acções que não são de forma alguma um agravo...

Tudo isto, sim, pode ser, é uma tentação corrente.

  Tendo a considerar-me a mim mesmo como o sol e o centro dos que estão ao meu redor.

Tudo deve girar em torno de mim.

Por isso, não raramente acontece que recorro, com o meu afã mórbido, à própria simulação da dor, da tristeza e da doença para que os outros se preocupem comigo e me mimem.

  A maior parte dos conflitos que se apresentam na minha vida interior, fabrica-os a imaginação: Porquê me disse aquilo? Qual a verdadeira intenção?

d - A "ofensa" foi real, concreta, feita directamente, ou por "me ter constado"?

e - Trata-se de uma falsidade a meu respeito, ou de uma crítica a alguma faceta do meu carácter ou comportamento? Qual foi a minha primeira reacção?

A estas duas últimas perguntas só é possível responder fazendo um exame sério e “desapaixonado” e justo.

  A minha susceptibilidade é muitas vezes exagerada considerando agravos e ofensas o que, talvez, não passe de uma manifestação de “correcção fraterna”, ou seja, de amizade.

  Mantenho actualizada uma lista de “agravos” que considero ter sido sofrido.

É verdade que muitas destas supostas - ou reais – ofensas, já as perdoei mas, não obstante, mantenho viva a sua lembrança.

  Diz-se: Eu perdoo mas não esqueço!

Isto é um contra-senso, um disparate.

Não esqueço porquê?

  Pensar na simples hipótese que se Deus Nosso Senhor procedesse assim comigo - perdoasse mas não esquecesse – deve causar-me um imediato “calafrio”, medo e angústia.

  No julgamento a que - todos – seremos sujeitos logo após a nossa morte terrena, quão extenso seria o volume do meu “processo” se nele constassem todas as faltas cometidas e não perdoadas!?

  Esta “activação da memória” apresenta, ainda, um outro perigo a ter muito em conta:

A lembrança dos pecados do meu passado - recente ou não – por vezes com detalhes que podem levar-me a uma tentação terrível: A tentação da memória!

E, o tentador não se fica por recordar mas “pinta-o ”com cores vivas” e imagens reais e promenorizadas.

  Sei - experimentei-o muitas vezes - que mesmo sem o desejar posso repetir o mesmo pecado… lembrando o próprio pecado.

  Não há, pois, outro caminho: - Perdoar e esquecer!



São José Maria textos

Não me soltes, não me deixes

Recordaremos a Jesus que somos crianças. E as crianças, as crianças pequenitas e simples, muito sofrem para subir um degrau! Aparentemente, estão ali a perder tempo. Por fim, sobem. Agora, outro degrau. Com as mãos e os pés, e com o impulso do corpo todo, conseguem um novo triunfo: outro degrau. E voltam a começar. Que esforços! Já faltam poucos..., mas, então, uma escorregadela... e ei-lo!... por aí abaixo. Toda dorida, num mar de lágrimas, a pobre criança começa, recomeça a subida. – Assim acontece connosco, Jesus, quando estamos sozinhos. Pega-nos Tu nos teus braços amáveis, como um Amigo grande e bom da criança simples; não nos deixes enquanto não chegarmos lá acima; e então – oh então! –, saberemos corresponder ao teu Amor misericordioso com audácias infantis, dizendo-te, doce Senhor, que, fora de Maria e de José, não houve nem haverá mortal – e houve-os muito loucos – que te queira como te quero eu. (Forja, 346)

Eu vou continuando a minha oração em voz alta e vós, cada um de vós, por dentro, está confessando ao Senhor: Senhor, que pouco valho! Que cobarde tenho sido tantas vezes! Quantos erros! Nesta ocasião e naquela... nisto e naquilo... E podemos exclamar também: ainda bem, Senhor, que me tens sustentado com a tua mão, porque eu sinto-me capaz de todas as infâmias... Não me largues, não me deixes; trata-me sempre como um menino. Que eu seja forte, valente, íntegro. Mas ajuda-me, como a uma criatura inexperiente. Leva-me pela tua mão, Senhor, e faz com que tua Mãe esteja também a meu lado e me proteja. E assim, possumus!, poderemos, seremos capazes de ter-Te por modelo! Não é presunção afirmar possumus! Jesus Cristo ensina-nos este caminho divino e pede-nos que o apreendamos porque Ele o tornou humano e acessível à nossa fraqueza. Por isso se rebaixou tanto: Este foi o motivo porque se abateu, tomando a forma de servo aquele Senhor que, como Deus, era igual ao Pai; mas abateu-se na majestade e na potência; não na bondade e na misericórdia. A bondade de Deus quer tornar-nos fácil o caminho. Não rejeitemos o convite de Jesus; não Lhe digamos que não; não nos façamos surdos ao seu chamamento; pois não existem desculpas, não temos nenhum motivo para continuar a pensar que não podemos. Ele ensinou-nos com o seu exemplo. Portanto, peço-vos encarecidamente, meus irmãos, que não permitais que se vos tenha mostrado em vão exemplo tão precioso, mas que vos conformeis com Ele e vos renoveis no espírito da vossa alma. (Cristo que passa, 15)